Basquete

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

euatleta respiração (Foto: Getty Images)
Consumo máximo de oxigênio, ou VO2 máximo, representa a capacidade aeróbica de um indivíduo (Foto: Getty Images)

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

Esportes que mais gastam calorias: conheça o MET, seu aliado na dieta

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

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Pessoas com falta de ar ou cansaço durante o exercício devem fazer o teste cardiopulmonar (Foto: Getty Images)

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

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Teste cardiopulmonar serve também para definir o treino de acordo com as necessidades de cada indivíduo (Foto: Getty Images)

 Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).

Tchau, seca! Warriors batem Cavs e são campeões após 40 anos

Por Terra Esportes

Pare um pouco, coloque a mão sobre a cabeça e tente se recordar: o que você fazia em 25 de maio de 1975? Não consegue ter ao menos uma lembrança? Não era nem nascido? Pois bem… Foi nesta data que o torcedor do Golden State Warriors havia comemorado pela última vez um título da NBA. Até esta terça-feira. Neste 16 de junho de 2015, mais de 40 anos depois do triunfo de Rick Barry e companhia sobre o Washington Bullets, a franquia de Oakland, desta vez regida por Stephen Curry, conseguiu erguer o título da principal liga de basquete do mundo. Com vitória por 105 a 97 sobre o Cleveland Cavliers em plena Quicken Loans Arena, Golden State fechou a série final por 4 a 2, encerrou uma seca de quatro décadas sem títulos e enfim pode soltar o grito: “é campeão!”.

Esta foi a quarta conquista dos Warriors em 69 anos de história – apenas a segunda com sede em Golden State. Antes de faturar a taça deste ano e de 1975, a franquia havia sido a melhor nas temporadas de 1947 e de 1956. Agora, os californianos se juntam a Boston Celtics (17), Los Angeles Lakers (16), Chicago Bulls (6) e San Antonio Spurs (5) na lista dos times com ao menos quatro títulos no melhor basquete do mundo. Leandrinho Barbosa também cavou um lugar na história e, depois de Tiago Splitter no ano passado, tornou-se o segundo brasileiro em todos os tempos a ganhar um anel da NBA. Mas olha… Pode colocar boa parte disto na conta de Stephen Curry, viu?

 Foto: Jason Miller / Getty Images
Golden State Warriors: o melhor time do ano e campeão da NBA em 2015

Foto: Jason Miller / Getty Images

Ao lado de Klay Thompson, o armador de 27 anos formou a dupla conhecida como os Splash Brothers e simplesmente acabou com a NBA em 2015. Curry quebrou o recorde de bolas de três em uma só temporada regular, estabeleceu nova marca do perímetro nos playoffs e faturou o prêmio de MVP de 2014/15 após levar o time de Golden State à melhor campanha do ano, com 67 vitórias em 82 jogos. Nas finais, contudo, o craque sequer precisou ser espetacular. Foi um reserva bancado pelo estreante e histórico técnico Steve Kerr (primeiro treinador a erguer a taça na sua primeira temporada na NBA) que chamou a responsabilidade e definiu a série para os Warriors.

 Foto: Ezra Shaw / Getty Images
Steve Kerr e Stephen Curry: os dois líderes de um dos times mais explosivos da história

Foto: Ezra Shaw / Getty Images

 Foto: Ezra Shaw / Getty Images
Andre Igudoala virou titular no jogo 4 e mudou a série final para o Golden State

Foto: Ezra Shaw / Getty Images

Tudo aconteceu no jogo 4. Depois de ver a sua equipe vencer a primeira partida e perder as duas seguintes, Kerr resolveu ousar. Sacou o grandalhão Andrew Bogut e colocou o superstar Andre Iguodala no time titular. Mas ué: os Warriors vão jogar sem pivô? Sim. E isso deu muito certo. Com um time mais baixo e muito mais veloz, Golden State expôs toda a fragilidade física de um esfacelado Cleveland Cavaliers, que não pode contar com os machucados Kevin Love, Kyrie Irving e Anderson Varejão na série decisiva, e dominou os jogos 4, 5 e 6. O time de Ohio, que só conseguiu usar, efetivamente, dois reservas durante a decisão (J.R. Smith e James Jones) não foi páreo para os Warriors daí em diante.

 Foto: Jason Miller / Getty Images
Andre Igudoala recebeu o prêmio de MVP das finais das mãos da lenda Bill Russell

Foto: Jason Miller / Getty Images

A sacada de Kerr foi literalmente premiada nesta terça: Iguodala, que foi reserva durante toda a temporada, recebeu o troféu de MVP das Finais, superando Stephen Curry e um espetacular LeBron James. O camisa 23 de Cleveland, que teve médias de 35.8 pontos, 13.3 rebotes e 8.8 rebotes por jogo nas finais, foi o primeiro atleta da história a liderar as estatísticas dos três fundamentos em uma decisão, mas, mesmo assim, terminou sem o título e o prêmio de MVP. Muito bem marcado pelo próprio Iguodala na final, amargou o seu segundo vice-campeonato seguido (quarto da carreira) e, pelo menos por enquanto, não conseguiu realizar o seu maior sonho: dar o primeiro título da NBA ao Cleveland Cavaliers. O time segue sem nunca ter faturado a taça, e Cleveland continua em uma seca de 51 anos sem conquistas em qualquer esporte.

 Foto: Ezra Shaw / Getty Images
LeBron James teve as melhores médias da história das finais, mas foi vice novamente

Foto: Ezra Shaw / Getty Images

Vai ser duro que o maior jogador de basquete do mundo na atualidade se esqueça de sua segunda derrota pelos Cavs em uma final (em 2007, o time de Ohio caiu para o San Antonio Spurs). Assim como vai ser duro para ele se recordar do jogo 6 desta terça-feira. Apesar de jogar em casa, Cleveland foi dominado desde o primeiro quarto e, embora tenha encostado no no placar em alguns momentos, não flertou com a virada nunca. O cestinha do confronto? Foi LeBron, com 32 pontos, além de incríveis 18 rebotes e nove assistências. Mas do outro lado tinha Curry (25 pontos), Iguodala (25 pontos), Draymond Green (26 pontos)… Um time. Ganhou o time. O melhor de 2015. E que pode estar apenas começando a escrever uma linda história…

 Foto: Ezra Shaw / Getty Images
Klay Thompson e Stephen Curry: os Splash Brothers foram campeões da NBA em 2015

Foto: Ezra Shaw / Getty Images

Com Laprovittola de MVP, Fla derrota Bauru e conquista tetracampeonato

Por Direto de Marília, SP

Se o chocolate no primeiro jogo já havia causado um impacto grande, a exibição de gala do Flamengo neste sábado, no segundo jogo das finais do NBB 7, então, nem se fala. Mesmo numa temporada sem muito tempo para treinar, com altos e baixos e cheio de percalços, o time carioca mostrou a força de sua camisa e passou por cima dos adversários na hora da decisão. Sob os olhares do técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano, e de mais de sete mil torcedores que lotaram o ginásio Municipal Neuza Galetti, os visitantes dominaram os donos da casa. Superiores do início ao fim, o Flamengo não deu a menor chance para Bauru, que novamente contou com Alex apagadíssimo no ataque – o ala anotou quatro pontos, pegou oito rebotes e deu duas assistências. Com a vitória por 77 a 67 (40 a 25), o Rubro-Negro fechou o confronto decisivo da temporada 2014/2015 do NBB em 2 a 0 e garantiu com sobras o tricampeonato. O Flamengo  chega ao seu quarto título em sete edições do NBB e supera Brasília, que tem três conquistas.

– É muito difícil se manter no topo. Estamos em um grande clube e isso nos motiva muito a continuar trabalhado. Só quem estava lá dentro sabe o quanto foi difícil essa temporada. A gente jogou mal em alguns jogos, mas sabíamos do nosso potencial e entramos com tudo nos playoffs. E no mata-mata jogamos um basquete digno de campeão. Isso é um time e isso é Flamengo – disse o capitão Marcelinho, único atleta a participar dos quatro títulos do time carioca no NBB.

Bauru x Flamengo, Laprovittola (Foto: João e Luiz Pires/LNB)
MVP das finais, Laprovittola deu muito trabalho para o armador Ricardo Fischer (Foto: João e Luiz Pires/LNB)

Com 19 pontos, sete rebotes e quatro assistências, o armador Nico Laprovittola foi eleito o MVP das finais e recebeu o troféu das mãos do presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), Cássio Roque. O cestinha do jogo foi o americano Robert Day (Bauru), com 23 pontos. Ele foi o responsável pelo esboço de reação dos paulistas no período final, quando acertou quatro bolas de três pontos. Mas acabou eliminado com a quinta falta a pouco menos de cinco minutos para o fim da partida e o time paulista não teve forças para seguir pontuando.

Olivinha (17 pontos e oito rebotes) e Benite (15 pontos e seis rebotes) também se destacaram pelo lado carioca. Ricardo Fischer (14 pontos e cinco rebotes) e Larry Taylor (11 pontos, sete rebotes e seis assistências) responderam à altura pelo Bauru.

– Essa temporada não foi como a gente esperava na fase de classificação. A equipe foi montada para conseguir a primeira colocação, mas não conseguiu. Durante os playoffs, conversamos, crescemos e fizemos 3 a 0 em Limeira. Ganhamos muita confiança e, agora, dois jogos contra Bauru com total controle. A equipe se preparou muito bem para esses dois jogos e conquistamos o campeonato – disse Olivinha, um dos destaques da final.

A DECISÃO

Era o Bauru quem precisava desesperadamente da vitória, mas foi o Flamengo que entrou faminto disposto a liquidar logo a partida. Como no jogo 1, o time carioca conseguiu um incrível aproveitamento acima dos 60% nos arremessos de quadra e abriu 14 pontos no primeiro quarto. Guerrinha parou o jogo duas vezes, trocou três de uma só vez, mas nada adiantou. Bauru continuou “amassando o aro”. Com o lotado Ginásio Neuza Galetti calado, os rubro-negros venceram o primeiro quarto por 25 a 11. A vantagem não era apenas numérica. Mas também moral. Era visível o abatimento e o desânimo dos jogadores do time paulista após cada erro. Parecia que o filme da primeira partida retornava com força na cabeça de cada um.

Saiba como foi a vitória do Flamengo lance a lance

Com Alex apagado e uma defesa fácil de ser vazada, o time paulista estava entregue e não respondia aos pedidos do técnico Guerrinha. Sem necessidade, o Flamengo passou a forçar bolas de três. Mas o Bauru não aproveitou o único momento de descontrole dos cariocas. Uma bola de três de Laprovittola no estouro do cronômetro levou os visitantes para o vestiário vencendo por 15 pontos (40 a 25).

Flamengo NBB 7 Campeão (Foto: Marcello Pires)
Jogadores do Fla comemoram o tetracampeonato (Foto: Marcello Pires)

As duas equipes voltaram do intervalo cometendo muitos erros e passaram os dois primeiros  minutos sem pontuar. Hettsheimeir tirou o zero do placar no segundo tempo com um lance livre convertido, mas com uma bola de três de Marcelinho no ataque seguinte, o Flamengo abriu 17 pontos de frente. Guerrinha fazia o possível, mas seus jogadores erraram demais. Já Marcelinho não estava nem aí e acertou duas bolas de três seguidas. Mesmo as três faltas de Laprovittola, que o deixavam no banco, os visitantes não tiraram o pé do acelerador e terminaram o terceiro período com 23 pontos de vantagem (62 a 39).

Como na primeira partida da série, o desânimo tomou conta do time paulista. Mesmo com o jogo nas mãos e o título praticamente assegurado, o Flamengo voltou para o quarto período com a mesma intensidade e aumentou a vantagem, que chegou a 26. Mas Bauru era valente e com uma corrida de 19 a 8 diminuiu o prejuízo para apenas 12 pontos, após quatro bolas de três de Robert Day. Mas o americano cometeu sua quinta falta na sequência e saiu de quadra. As bolas de fora pararam de cair, e, sob a conduta refinada de Laprovittola, o Flamengo dosou os minutos finais para levar mais uma. A luta valeu, mas era tarde para tirar o tricampeonato do Flamengo. 

BAURU: Ricardo Fischer (14), Alex (7), Robert Day (23), Hettsheimeir (10) e Murilo (2). Técnico:Guerrinha. Entraram: Larry Taylor (11), Mathias (0) e Gui Deodato (0)

FLAMENGO: Laprovittola (19), Marquinhos (6), Benite (15), Olivinha (17) e Meyinsse (8).Técnico: José Neto. Entraram: Gegê (0), Cristiano Felício (3), Marcelinho (8) e Herrmann (1)

NBA Global Games Rio 2014 " Cleveland Cavaliers vs. Miami Heat "

Evento: 11 de Outubro
Abertura dos portões: 16h00
Horário do evento: 18h00
Classificação etária: 16 anos. Menores de 16 anos só poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis. Sujeito à alteração de acordo com o Juizado de Menores
Estacionamento interno HSBC Arena (1.300 vagas): R$ 20,00 (Veja  como chegar)


Ponto de venda:

• Site www.tudus.com.br
• Bilheterias do Jockey Club Brasileiro (Praça Santos Dumont, 31 / Gávea – de segunda à sexta das 10h às 17h e sábado das 10h às 14h).

Para quem não mora no Rio de Janeiro e gostaria de assistir o jogo, a TAM Viagens possui o Pacote exclusivo NBA.
Mais informações 11 3274 1313 (São Paulo e Localidades) ou 0300 777 2000 (Demais Localidades).

CATEGORIA DE PREÇOS

INTEIRA

10% HSBC

½ ENTRADA

Nível 1 Setor Amarelo

R$ 800,00

R$ 720,00

R$ 400,00

Nível 1 Setor Azul

R$ 600,00

R$ 540,00

R$ 300,00

Nível 1 Setor Verde

R$ 400,00

R$ 360,00

R$ 200,00

Nível 1 Setor Vermelho

R$ 300,00

R$ 270,00

R$ 150,00

Nível 1 Setor Laranja

R$ 200,00

R$ 180,00

R$ 100,00

Nível 1 Setor Roxo

R$ 150,00

R$ 135,00

R$ 75,00

Nível 1 Setor Cinza

R$ 80,00

R$ 72,00

R$ 40,00

Documentos necessários / Meia-entrada:
– Estudantes: é necessária a apresentação de um documento de identificação escolar, como a carteira de estudante ou o comprovante de matrícula expedido pelo correspondente estabelecimento de ensino e/ou
pela associação estudantil ou agremiação estudantil, além de um documento de identidade oficial com foto. Boletos bancários ou comprovantes de mensalidades não serão aceitos;
– Idosos (de 60 a 64 anos) / Menores de 21 anos: devem apresentar documento de identidade oficial com foto ou outro documento original com foto que apresente sua data de nascimento;
– Professores da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro devem apresentar a carteira funcional expedida pela Secretaria Municipal de Educação.

Gratuidade: Idosos (acima de 65 anos), portadores de deficiências e crianças abaixo de 12 anos (desde que acompanhadas por um responsável pagante) terão direito à gratuidade. Para fazer jus ao benefício, os interessados devem fazer o pré-cadastramento nas bilheterias do Jockey Club Brasileiro (Praça Santos Dumont, 31 / Gávea), nos dias 6 e 7 de agosto, das 10h às 17h. É obrigatória a apresentação de um documento de identidade original com foto e os ingressos deverão ser retirados na bilheteria no dia do evento, obedecendo a limitação de 1 (um) ingresso por gratuidade por pessoa.

Segundo Lote de Ingressos
O segundo e último lote de ingressos para o NBA Global Games Rio 2014 começa a ser vendido a partir das 7h (horário de Brasília) desta sexta-feira, dia 8, pelo site Tudus (www.tudus.com.br) e na bilheteria do Jockey Club Brasileiro, a partir das 10h. O primeiro lote (sete mil ingressos), disponível para pré-venda em 24 de maio, esgotou-se em menos de três horas. Os preços variam entre R$ 40,00 (meia entrada / nível 3 setor Cinza – R$ 80,00 na inteira) e R$ 800,00 (nível 1 setor Amarelo – R$ 400,00 meia-entrada).

NBA Fan Zone
A segunda edição do NBA Global Games no Rio de Janeiro traz novidades em sua programação. Durante o fim-de-semana do evento, o público poderá visitar a NBA Fan Zone, uma imensa área de entrenimento que será montada na praia de Ipanema com entrada gratuita. Nesse espaço, serão montados stands de patrocinadores e parceiros, que realizarão ações com o público, brincadeiras com equipe de animadores, e a presença de talentos da liga, como jogadores, cheerleaders e mascotes. Basquete para fãs de todas as idades. Além disso, a NBA Fan Zone será palco também da disputa do NBA3X Rio de Janeiro, última etapa do circuito da plataforma de 3×3 da liga em 2014.

Além da Oi, patrocinadora master e apresentadora do evento, o NBA Global Games Rio 2014 tem como patrocinadores adidas, Crocantíssimo, 2K, Sprite, Gatorade, TAM, TAM Viagens e Netshoes. A IMX é parceira da NBA desde a realização do primeiro Global Games em 2013. Além da organização e da produção do evento, a empresa é a responsável pela venda de cotas de patrocínio, em parceria com a NBA.
NBA Global Games 2014

O NBA Global Games Rio 2014 terá a presença de LeBron James, que anunciou recentemente sua volta ao Cleveland Cavaliers, atuando ao lado do brasileiro Anderson Varejão, enfrentando pela primeira vez sua ex-equipe, o Heat. O confronto marca também a realização do segundo jogo de pré-temporada da NBA no Rio de Janeiro, após a partida entre Chicago Bulls e Washington Wizards, em 2013. Este será o terceiro jogo dos Cavs na região da América Latina e Caribe (disputou duas partidas em 1996 no México) e a oitava do Miami, tendo a franquia da Flórida atuado por oito vezes na região, incluindo Bahamas, República Dominicana e Porto Rico.

A partida entre Cavs e Heat é uma das cinco partidas internacionais de pré-temporada da liga que serão disputadas em quatro países durante o mês de outubro, na programação que terá ainda a realização de um jogo de temporada regular, a ser anunciado em data futura. Além das ações dentro de quadra, o NBA Global Games 2014 vai apresentar uma série de atividades e ações fora de quadra, incluindo o projeto sócio-esportivo ‘NBA Cares’ e interação com os fãs em eventos em cada cidade. Os jogos serão apoiados por diversos parceiros comerciais e de marketing, e estarão disponíveis para os fãs globais na TV, em plataformas digitais e redes sociais.

Durante a temporada 2013-2014, os times da NBA viajaram mais de 116 mil milhas (cerca de 185 mil kms) para nove partidas de pré-temporada e temporada regular, como parte do NBA Global Games. Os jogos disputados foram assistidos por mais de 130 mil pessoas em nove cidades de seis países. Até hoje, a NBA realizou 147 partidas de pré-temporada e temporada regular em 20 países e territórios pela Europa, pelas Américas e pela Ásia, desde 1978.

Calendário NBA Global Games 2014

San Antonio Spurs x Alba Berlin / Dia 8 de Outubro
O2 World Berlin Arena (Berlim / Alemanha)

San Antonio Spurs x Fenerbahçe Ülker Istanbul / Dia 11 de Outubro
Ülker Sports Arena (Istambul / Turquia)

Miami Heat x Cleveland Cavaliers / Dia 11 de Outubro
HSBC Arena (Rio de Janeiro / Brasil) – 18h (horário de Brasília)

Brooklyn Nets x Sacramento Kings / Dia 12 de Outubro
Mercedes-Benz Arena (Xangai / China)

Brooklyn Nets x Sacramento Kings / Dia 15 de Outubro
MasterCard Center (Pequim / China)

Sobre a NBA
A NBA é uma empresa mundial de mídia e esportes que possui três ligas profissionais de basquete: NBA, WNBA (liga feminina profissional de basquete) e D-League (Liga de Desenvolvimento). A liga se estabeleceu de maneira internacional, tendo 15 escritórios espalhados pelo mundo, partidas transmitidas em 215 países e territórios em 47 línguas, e produtos oficiais da NBA vendidos em mais de 125 mil lojas de 100 países nos seis continentes. No início da temporada 2013-2014, a liga apresentava um recorde de 92 jogadores internacionais de 39 países e territórios. Na esfera digital, a NBA tem a NBATV, disponível em aproximadamente 61 milhões de casas dos Estados Unidos, e a NBA.com, que alcançou o recorde de 26,9 bilhões de páginas visitadas durante a temporada 2013-2014, mais da metade desse número originadas fora da América do Norte. A NBA é a liga de esportes profissionais número 1 nas mídias sociais, com mais de 650 milhões de ‘curtidas’ e seguidores pelo mundo, englobando perfis da liga, equipes e jogadores. Através do projeto NBA Cares, a liga, suas equipes e jogadores já arrecadaram mais de US$ 237 milhões (cerca de R$ 530 milhões) em doações para instituições de caridade, completando mais de 3 milhões de horas de trabalhos comunitários, e criou mais de 895 áreas de lazer e educação, onde crianças e famílias podem conviver, aprender e praticar esportes.

Sobre a NBA no Brasil
A NBA inaugurou seu endereço no Brasil em setembro de 2012. Localizado no Rio de Janeiro, o escritório é o 15º pelo mundo, e tem como principal objetivo aproximar a liga dos fãs brasileiros. Para isso, possui parcerias com os canais ESPN e Space, e disponibiliza produtos oficiais licenciados pela LojaNBA.com, e-commerce administrado em parceria com a Netshoes. Desde que foi aberta oficialmente, a NBA Brasil vem realizando ainda mais eventos, promovendo ações e firmando parcerias, criando oportunidades de negócios e trabalhando em conjunto com as entidades que comandam o esporte pela massificação da modalidade no país. Desde 2002, a liga tem realizado eventos no país com frequência, tendo sido o ‘Latinos Unidos’ o projeto pioneiro. Em 2013, o Rio de Janeiro foi sede do primeiro jogo oficial da NBA no Brasil: Washington Wizards, de Nenê, e Chicago Bulls, se enfrentaram em uma partida válida pela pré-temporada, dentro do projeto Global Games. Na temporada 2013-2014, cinco atletas brasileiros atuaram na NBA: Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns), Nenê Hilário (Washington Wizards), Vitor Faverani (Boston Celtics) e Tiago Splitter (San Antonio Spurs), que se tornou o primeiro brasileiro campeão da liga. Com mais de 500 mil fãs em suas redes sociais (Facebook.com/NBABrasil e @NBABrasil), a NBA no Brasil vem conquistando espaços importantes e expandindo a paixão pelo basquete no país.

Sobre a Oi
A Oi, empresa pioneira na prestação de serviços convergentes no país, oferece transmissão de voz local e de longa distância, telefonia móvel, banda larga, TV por assinatura e a maior rede wi-fi do Brasil. A Oi está presente em todo o território nacional e é a empresa que tem a maior capilaridade de rede do Brasil, chegando às áreas remotas do país e promovendo a inclusão digital da população. Em março de 2014, a empresa possuía 74,6 milhões de Unidades Geradoras de Receitas (UGRs). Deste total, 48 milhões estavam no segmento Móvel Pessoal, 18 milhões no segmento Residencial, 8 milhões no segmento Empresarial/Corporativo e 657 mil Telefones de Utilidade Pública (TUP). Atualmente, a Oi conta com mais de 700 mil hotspots da rede Oi WiFi em todo o Brasil. Pelo sexto ano consecutivo, a Oi integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F Bovespa, refletindo o alto grau de comprometimento da companhia com a responsabilidade social e a adoção de boas práticas de governança corporativa. A companhia integra também, pelo quarto ano consecutivo, a carteira do Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da BM&F Bovespa e, desde 2013, faz parte da carteira do índice Dow Jones Sustainability Index, na categoria Mercados Emergentes. A Oi, por meio de seu instituto de responsabilidade social, o Oi Futuro, apoia projetos nas áreas de educação, sustentabilidade, esporte e cultura, através de leis de incentivo, com o intuito de democratizar o acesso ao conhecimento para acelerar e promover o desenvolvimento humano. A Oi é uma das maiores patrocinadoras da cultura no país e busca gerar oportunidades para projetos de todas as regiões do Brasil.

A Oi e o esporte
A Oi tem longo histórico de apoio ao esporte, com patrocínios a grandes eventos, equipes e atletas, e também por meio de seu instituto de responsabilidade social, o Oi Futuro, que faz parcerias com organizações não-governamentais para estimular a prática esportiva em comunidades de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O instituto incentiva projetos inseridos na Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte e, com isso, ajuda a formar os atletas brasileiros do futuro. Além de dar suporte a diversos jovens atletas nos últimos anos, a Oi também foi patrocinadora oficial dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Há 10 anos a companhia patrocina a equipe de judô da Sociedade de Ginástica Porto Alegre (Sogipa) e contribui, fundamentalmente, para o desenvolvimento e a consolidação desse esporte.
A Oi foi uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e também da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, duas das maiores e mais importantes competições de futebol do mundo, e realizou outras iniciativas de apoio e estímulo ao futebol, como a Copa Oi Galera – torneio de futebol 7×7 disputado por jovens de várias partes da cidade do Rio de Janeiro. Também em 2014, a Oi, por meio do Oi Galera, patrocina o 32º torneio Intercolegial Oi Galera, em parceria com o jornal O Globo. A companhia ainda patrocinou por 10 anos o Vert Jam, principal evento de skate vertical do país.

Sobre a IMX
A IMX é uma holding de negócios nos setores de esportes e entretenimento e investe em conteúdos proprietários que fazem parte do calendário de grandes eventos do país. A empresa possui entre seus ativos eventos em modalidades como Tênis (Rio Open, maior evento de tênis da América do Sul), Golfe (Brasil Champion e CBG Pro Tur), Vela (Volvo Ocean Race e Match Race Brasil), Esportes Radicais (Bowl Jam), Futevôlei (Mundial e Brasileiro 4×4), Basquete (NBA), entre outros. A IMX atua também na gestão de imagem e carreira de atletas como Neymar, Thiago Silva, Rodrigo Pessoa e Gabriel Medina. Junto com Odebrecht e AEG, faz parte do Consórcio Maracanã S.A., responsável pela administração do Complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos. A IMX é sócia da Rock World S.A, detentora da marca Rock in Rio, e do Cirque du Soleil, numa parceria que permitirá à empresa explorar a marca e suas diversas vertentes de negócios na América do Sul.

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Brasil é arrasado pela Sérvia e cai no Mundial

Por  Agência Estado

Depois de uma vitória histórica diante da Argentina, a seleção brasileira masculina de basquete apresentou erros antigos, que pareciam já superados, e foi atropelada pela Sérvia nesta quarta-feira, em Madri. Em meio a um jogo equilibrado o incrível apagão no terceiro quarto – em que foi derrotado por 29 a 12 – determinou a derrota do Brasil por 84 a 56, e o fim do sonho de voltar às semifinais de um Mundial.

Se no domingo a seleção desempenhou um basquete de encher os olhos contra os até então algozes argentinos, nesta quarta teve uma performance muito mais parecida com aquela equipe que passou 16 anos sem se classificar para uma Olimpíada. Isso porque o Brasil voltou a pecar no lado emocional, algo muito comum àquela geração.

O time brasileiro entrou no terceiro período perdendo apenas por cinco pontos, mas após uma falta de Anderson Varejão reclamou demais com a arbitragem. Duas faltas técnicas foram distribuídas a Sérvia bateu seis lances livres, abriu vantagem e a partir daí o Brasil não conseguiu mais voltar para o jogo. Aos sérvios restou aproveitar o destempero adversário e administrar o duelo.

Melhor para a equipe europeia, que garantiu vaga nas semifinais e agora espera o classificado do confronto entre a dona da casa, a Espanha, e a França, ainda nesta quarta-feira, para conhecer seu adversário. A outra semifinal já estava definida, entre Estados Unidos e Lituânia. Já o time brasileiro volta para casa de mãos vazias, sabendo que precisará melhorar se quiser buscar algo maior nos Jogos Olímpicos do Rio de 2016.

O destaque da vitória sérvia foi o armador Teodosic, autor de 23 pontos e principal nome da equipe quando o jogo ainda estava equilibrado. Bogdanovic ainda contribuiu com 12. Pelo Brasil, Anderson Varejão e Marquinhos, com 12 pontos cada, eram os responsáveis por manter o time no jogo nos dois primeiros períodos, mas afundaram com os outros colegas após o intervalo.

O JOGO O Brasil começou tendo dificuldade para brecar o armador Teodosic, que conseguia espaço para arremessar a cada corta-luz no garrafão adversário. A defesa brasileira melhorou a pressão no perímetro, mas aí os altos alas da Sérvia aproveitaram para infiltrar e fazer bandejas fáceis, sem qualquer contestação.

Quando erravam, os sérvios paravam o contra-ataque brasileiro, ponto onde a equipe de Magnano se mostrou mais forte ao longo deste Mundial, com faltas. Mesmo assim, na marra, Anderson Varejão e Marquinhos mantiveram o time no jogo, indo para o segundo quarto perdendo por 21 a 17.

O segundo período começou com o mesmo cenário e a Sérvia abriu seis pontos de vantagem. Somente quando Alex grudou em Teodosic e os pivôs acertaram a marcação, impedindo as infiltrações do adversário, o Brasil reagiu. A virada veio com bandeja de Marquinhos, a três minutos para o fim do primeiro tempo, mas ainda houve tempo para que os sérvios se recuperassem e fossem ao vestiário com cinco pontos de vantagem: 37 a 32.

A seleção brasileira voltou desconcentrada para o terceiro período e, para piorar, descontou o nervosismo na arbitragem depois de uma falta de Anderson Varejão. Após muita reclamação, Marquinhos e Tiago Splitter receberam faltas técnicas. A Sérvia aproveitou e abriu 16 de vantagem rapidamente.

O apagão se estendeu por todo o período, tanto no ataque, totalmente inoperante, quanto na defesa, que não conseguia sequer incomodar o adversário. E o que se viu no último período foi uma extensão do terceiro. Totalmente batido emocionalmente, o Brasil seguiu assistindo aos arremessos de três do adversário que ampliou a diferença e depois só esperou o apito final para celebrar a vaga.

Dia da Independência: Brasil vence Argentina e quebra tabu de 12 anos

Por Direto de Madri, Espanha

Demorou, mas a vitória veio. Depois de três derrotas dolorosas no Mundial de 2010, Copa América de 2011 e Olimpíadas de 2012, o Brasil deu seu grito de Independência e, enfim, bateu a Argentina, na revanche do 7 de setembro do Mundial de 2010 na Turquia. O placar de 85 a 65 (33 a 36) na noite deste domingo, no Palacio de Deportes de Madri, deu provas de que o sonho da medalha nesta Copa do Mundo está mais vivo do que nunca para essa geração. O resultado positivo pôs fim ao tabu de 12 anos sem ir para as quartas de final e, de quebra, mandou o arquirrival embora para seu país nas oitavas, algo que não acontecia desde 1994.

O adversário na próxima fase será novamente a Sérvia, que, mais cedo, bateu a Grécia por 90 a 72. O SporTV transmite o duelo na próxima quarta-feira, às 13h (Brasília), que terá cobertura doGloboEsporte.com em Tempo Real. Os assinantes do Canal Campeão também podem acompanhar tudo através do SporTV Play.

Nene, Brasil X Argentina - Mundial de Basquete (Foto: Agência AP)
Nenê fez bem seu papel e não deixou Scola jogar, assim como Varejão e Splitter (Foto: Agência AP)

BOLAS DE 3 DA ARGENTINA DÃO O TOM DO 1º QUARTO

O placar de 21 a 13 a favor da Argentina no primeiro quarto teve um só porquê: as bolas de fora. Foram 15 pontos neste quesito, três delas de Prigioni, contra nenhuma do Brasil. De resto, o duelo foi equilibrado. Os dois técnicos mexeram em seus quintetos iniciais. Magnano colocou Leandrinho na vaga de Alex e Varejão para auxiliar Splitter a segurar Scola, que zerou em pontos, mas deu três assistências. Julio Lamas entrou com o calibrado Leo Gutierrez no lugar do versátil Walter Herrmann, na tentativa de abrir o garrafão brasileiro.

Sem segurar as bolas de fora do rival, a equipe verde e amarela não tinha intensidade de contra-ataques. Quando conseguiu, Leandrinho foi visto dentro da área pintada hermana para anotar quatro pontos.

GIOVANNONI ENTRA BEM, E BRASIL ENCOSTA

Diferentemente do quarto anterior, a Argentina não contou com suas bolas de três e teve que focar seu jogo nos armadores Campazzo e Prigioni para manter a vantagem, especialmente depois de perder Scola, carregado com duas faltas ofensivas, em decorrência da boa marcação de Nenê. Com o objetivo de melhorar seu percentual de fora, Magnano pôs Giovannoni. A tática deu certo, e o ala meteu duas bolas, trazendo a diferença no intervalo para os três pontos (36 a 33). A intensidade brasileira também cresceu, e os argentinos passaram a cometer faltas. Ao contrário de outros jogos, o percentual foi muito bom no fundamento. Dos 11 cobrados, nove acertos até então.

MARQUINHOS COMANDA VIRADA

As equipes voltaram do intervalo nervosas e sem pontuar. O Brasil precisou de dois minutos para fazer dois pontos com Marquinhos, depois de bela jogada para cima de Scola (36 a 35). A Argentina foi ainda pior. Foram cinco minutos sem anotar, incluindo quatro lances livres desperdiçados pelo pivô, que não fazia boa partida. Para piorar, Prigioni cometeu sua quarta falta e deixou o time. Os rebotes passaram a ser todos do Brasil, com a soberania de Varejão e Splitter na zona pintada. Na frente, Marquinhos e Raulzinho eram os mais eficientes. O ala do Flamengo foi responsável por oito pontos na virada brasileira, que foi para o quarto final vencendo por oito (57 a 49).

O GRITO DE INDEPENDÊNCIA E VITÓRIA

Os 10 minutos finais foram um passeio brasileiro. Confiantes e à frente do marcador, a equipe explorava o desespero dos argentinos, que buscavam os chutes de três, mas sem sucesso. Raulzinho dava show na transição e pontuação. Das mãos dele, saíram 14 pontos no período final. A vantagem não demorou e logo chegou aos 20 pontos (85 a 65). Os momentos finais serviram para que a seleção desfrutasse de sua primeira grande vitória sobre boa parte da geração mais vitoriosa do basquete argentino e acabasse com o incômodo tabu de 12 anos sem figurar entre os oito primeiros do Mundial. Agora, que venha a Sérvia.

Escalações:

Brasil: Marcelinho Huertas, Alex, Marquinhos, Nenê e Tiago Splitter. Entraram: Raulzinho, Larry Taylor, Leandrinho, Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Anderson Varejão e Rafael Hettsheimeir. Tec: Rubén Magnano

Argentina: Pablo Prigioni, Facundo Campazzo, Andrés Nocioni, Walter Herrmann e Luis Scola.Entraram: Selem Safar, Nico Laprovittola, Marcos Mata, Leo Gutierrez, Marcos Delia, Matias Bortolin e Tayavek Gallizzi. Tec: Julio Lamas

De novo a Argentina. Brasil revê algoz nas oitavas no Mundial de basquete

Do UOL, em São Paulo

Um adversário velho conhecido do Brasil virá pela frente nas oitavas de final do Mundial masculino de basquete da Espanha. A Argentina foi derrotada pela Grécia nesta quinta-feira e acabou como a terceira colocada do grupo B, desta forma cruzando mais uma vez o caminho da seleção de Rubén Magnano em uma grande competição.

Os brasileiros vêm de duas derrotas em confrontos eliminatórios contra a Argentina, no Mundial de 2010, na Turquia, e nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. Agora, depois de conquistar a segunda colocação do grupo A na primeira fase, a seleção tem o reencontro com os vizinhos de continente marcado para domingo, às 17h (de Brasília), em Madri.

A Argentina ficaria com a primeira colocação de sua chave caso derrotasse os gregos. No entanto, o revés de 79 a 71 fez os campeões olímpicos de 2004 acabarem em 3º lugar, perdendo no desempate com a Croácia graças à derrota em confronto direto.

Desta forma, toda a memória de embates recentes virá à tona até o confronto de domingo. Magnano, técnico que levou a Argentina ao ouro olímpico em 2004, agora tem a missão de oferecer ao Brasil uma grande vitória sobre os vizinhos sul-americanos.

Em 2010 na Turquia, já nas mãos de Magnano, o Brasil caiu justamente nas oitavas de final diante da Argentina. Apesar da grande atuação de Marcelinho Huertas, com 32 pontos, a seleção acabou derrotada em um confronto dramático, pelo placar de 93 a 89.

Luis Scola foi o grande destaque daquela partida de Istambul, comandando a vitória de sua seleção com 37 pontos e nove rebotes. Magnano escalou de início Giovannoni ao lado de Anderson Varejão no garrafão, mas a estratégia de defesa não conteve o ala-pivô argentino.

Dois anos mais tarde, mais uma derrota por placar apertado, por 82 a 77, em confronto válido pelas quartas de final da Olimpíada de Londres. Huertas voltou a brilhar, com 22 pontos – cestinha ao lado de Leandrinho.

O Brasil chegou a liderar o placar em alguns momentos, mas Scola deu as cartas de novo nos instantes mais importantes. A Argentina também contou com uma atuação cerebral de Manu Ginóbili para ir a uma semifinal olímpica pela terceira vez seguida.

Com algumas mudanças, a Argentina é basicamente a mesma geração que vem conquistando posições de destaque em campeonatos de primeira linha desde 2002, com nomes como Nocioni, Herrmann e Prigioni. No entanto, desta vez Ginóbili desfalca a equipe.

São essas lições que a experiente geração de Huertas, Nenê e Varejão levará para a quadra de Madri no domingo. Nesta quinta-feira, a seleção encerrou sua participação na fase de grupos do Mundial com uma vitória expressiva sobre o Egito por 128 a 65, em Granada.

Assim, os brasileiros fecharam a fase de grupos com seu melhor desempenho desde o Mundial de 2002. Os comandados de Magnano romperam a casa de 100 pontos pela primeira vez no torneio e comemoraram a quarta vitória – antes já haviam batido França, Irã e Sérvia. A única derrota aconteceu no confronto com a anfitriã Espanha.

Jogador da seleção argentina, Andrés Nocioni ressaltou a força do Brasil. “Esse Brasil é o melhor Brasil em muitos anos. Nós vamos lutar, mas o Brasil tem vantagens. Contam com um grande jogo, assim será um jogo muito difícil”, disse em entrevista ao La Nacion.

ESPANHA SÓ NA SEMIFINAL

Nesta configuração de chave da fase eliminatória, o Brasil só cruzaria de novo com a Espanha, uma das favoritas ao título, em uma eventual semifinal. Já os Estados Unidos estão do outro lado da tabela. Durante a primeira fase a seleção de Magnano foi batida pelos espanhóis por 82 a 63.

Marquinhos decide, e Brasil vence a Sérvia após início arrasador e apagão

Por Direto de Granada, Espanha

O começo de jogo indicava um atropelamento do Brasil sobre a Sérvia nesta quarta-feira, no Palacio de Deportes de Granada. Consistente e com o controle total da partida, o time de Rubén Magnano realizou seu melhor primeiro tempo nesta Copa do Mundo da Espanha. A defesa voltou a ser muita intensa, os arremessos de quadra caíam de tudo quanto era jeito, e os lances livres, também. A vantagem, que chegou a ser de 18 pontos, foi para o vestiário em 16. Porém, o vento que soprava a favor dos sul-americanos mudou de direção no terceiro quarto e com uma parcial de 32 a 12, os rivais viraram. Quando a derrota era iminente, a equipe verde e amarela tirou forças de onde não aparentava mais ter e, com grande recuperação psicológica e atuação decisiva de Marquinhos no quarto final, venceu por 81 a 73 (48 a 32). A terceira vitória na competição garante a classificação às oitavas de final, que serão disputadas em Madrid.

– Sabíamos que seria um jogo muito difícil, mas tivemos a felicidade de meter muita bola no primeiro tempo. Viemos para o segundo tempo com a mesma proposta defensiva, mas eles também tiveram um excelente aproveitamento nas bolas de três. Apostamos na nossa defesa no último quarto e conseguimos nos recuperar e vencer – disse Marquinhos, cestinha da partida com 21 pontos,18 deles em cestas de três, ao SporTV.

Marquinhos, Brasil X Servia - Basquete (Foto: Agência AP)
Marquinhos: fundamental na recuperação brasileira no último quarto (Foto: Agência AP)

Além de Marquinhos, que acertou seis bolas de três em nove tentativas, Leandrinho contribuiu com 16 pontos. Varejão sobressaiu com nove rebotes, dois a mais que Tiago Splitter, autor ainda de 10 pontos e seis assistências. Pelo lado sérvio, Teodosic deu muito trabalho, anotando 14 pontos e cinco assistências.

Com três vitórias e uma derrota, o Brasil precisa ganhar do lanterna Egito nesta quinta-feira para confirmar a segunda colocação do Grupo A, posição que leva o time para o confronto contra o terceiro colocado do Grupo B nas oitavas. A disputa está embolada, e o adversário deve sair entre Argentina, Grécia, Senegal e Croácia.

O SporTV transmite Brasil x Egito ao vivo nesta quinta-feira, às 10h30 (de Brasília). O jogo ainda terá cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com, e os assinantes do Canal Campeão podem acompanhar a partida peloSporTV Play.

Início arrasador

A defesa voltou a funcionar, os arremessos de quadra passaram a cair – chegando a 88% na primeira metade – e os lances livres, perfeitos (3/3), todos de Nenê. A combinação desses fatores fez o Brasil ter o melhor início de jogo do Mundial e abrir 16 a 6 contra uma Sérvia com um péssimo chute de média e longa distância. O técnico Sasha Djordjevic teve que parar o jogo e pôr em quadra seu armador Milos Teodosic, estrela da equipe. Splitter, com duas faltas, foi para o banco. Nenê entrou e trancou o garrafão com três tocos e mais cinco pontos. Leandrinho e Marquinhos, este em duas bolas de três, estavam com as mãos calibradas. A vantagem só caiu por conta de duas bolas de três dos sérvios, em dois contra-ataques (23 a 16).

Mantendo a pegada, o Brasil sempre teve o controle do jogo no segundo quarto. Aos poucos, a diferença no placar foi subindo, só não sendo maior porque o aproveitamento nos tiros de quadra caiu 64% para 58%. Com seus três pivôs com duas faltas, Magnano abriu o time nos minutos finais, só atuando com Hettsheimeir debaixo da tabela e quatro abertos. Guilherme Giovannoni, que participou de quase todo o período, foi o destaque acertando seus três arremessos e anotando sete pontos. As cinco bolas de três convertidas na parcial, sendo a última de Leandrinho no segundo final, deram aos brasileiros uma vantagem de 16 pontos no intervalo em sua atuação mais consistente na competição até aquele momento (48 a 32).

Nenê e  Raduljica Brasil x Sérvia Mundial de basquete (Foto: AFP)
Raduljica aperta marcação em Nenê no Mundial de basquete (Foto: AFP)

 Vantagem desmorona, e Sérvia vira

A defesa sumiu, os erros apareceram, e os lances livres não entravam mais. Totalmente diferente do primeiro tempo, o Brasil voltou muito mal para o terceiro quarto. A marcação implacável apresentada até então sucumbiu ao ataque adversário, que marcou em 10 minutos o mesmo número de pontos que havia anotado em toda a etapa inicial (32). Os desperdícios de bola passaram de três para oito. A confiança brasileira ia diminuindo com o passar do tempo, e o aro ficava menor. Já os sérvios entraram no jogo, e tudo passou a dar certo. Restando pouco mais de três minutos para o fim, a diferença de 16 pontos do intervalo, que chegou a ser de 18 pontos, desmoronou. A parcial de 32 a 12 mostrou bem o que foi o período (64 a 60 para a Sérvia) .

Marquinhos desequilibra no fim

Nene e Marquinhos, Brasil X Servia - Basquete (Foto: Agência AP)Nenê e Marquinhos vibram na partida tensa contra a Sérvia (Foto: Agência AP)

O início do último quarto era o duelo da confiança contra a frustração. O Brasil continuava a sentir o baque da virada. Por quase três minutos, a bola não caiu. A Sérvia abriu sete de frente, e Magnano parou o jogo. Na volta, Marquinhos, com duas de três e uma de dois, colocou os brasileiros de novo na frente por um (68 a 67). O moral do time levantou, e as bolas voltaram a cair. A Sérvia sentiu e passou a errar. O controle do primeiro tempo voltou às mãos dos brasileiros, que abriram oito pontos de vantagem. Cansados, os europeus não tiveram mais força para reagir e viram a festa e classificação brasileira depois de um jogo quase entregue.

Escalações

Brasil: Leandrinho (16), Tiago Splitter (10), Marquinhos (21), Varejão (4), Huertas (6); Entraram: Nenê (7), Alex (6), Hettsheimeir (0), Giovannoni (7), Larry (2), Raulzinho (2)

Sérvia: Raduljica (11), Markovic (10), Bogdanovic (8), Bjelica (8), Stimac (2); Entraram: Teodosic (14), Bircevic (8), Simonovic (3), Jovic (2), N. Krstic (7),

Na raça e na defesa, Brasil vence a França na Copa do Mundo de Basquete

Ufa! Na briga, no sufoco e, principalmente, na raça, o Brasil conseguiu uma vitória logo na estreia da Copa do Mundo de Basquete da Espanha, sobre a atual campeã europeia: a França. O placar, definido apenas nos segundos finais, mostrou 65 a 62 para o Brasil.

Com um ataque irregular, a Seleção precisou (mais do que nunca) da ajuda de sua defesa para triunfar. Com boas participações de Nenê, Varejão e Tiago Splitter no setor defensivo, a equipe conseguiu anular o ataque francês, saindo com a vitória.

O cestinha da partida foi Marcelinho Huertas, com 16 pontos, além de cinco assistências. Do lado francês, Boris Diaw foi o melhor, com 15 pontos, seis rebotes e cinco assistências. Marquinhos, com 10 pontos, e Leandrinho e Varejão, com 8, também tiveram destaque.

Nos lances livres, o Brasil voltou a sofrer, convertendo os pontos com um aproveitamento de apenas 58%, contra 81% da seleção francesa, enquanto nos chutes de quadra, a Seleção teve 40%, contra 48% da França.

Agora, a Seleção Brasileira volta à quadra neste domingo, para encarar o Irã, contra quem já triunfou em um amistoso de preparação para o Mundial. A partida acontece às 13h.

1º QUARTO

O Brasil começou a partida com Marcelinho Huertas, Marquinhos, Alex, Nenê e Tiago Splitter, enquanto a França veio à quadra desfalcada, mas com dois jogadores da NBA em seu quinteto títular: Heurtel, Batum (do Portland), Diaw (do San Antonio), Gelabale e Lauvergne.

No início do jogo, o Brasil não conseguiu se encontrar, errando jogadas fáceis e vendo a França abrir 6 a 0. O primeiro lance livre brasileiro na Copa do Mundo, com Tiago Splitter, foi perdido, e a França conseguiu, com dois chutes de três (Diaw e Heurtel), abrir 12 a 3 no placar.

A equipe francesa protegia bem o garrafão (forte do Brasil) e dominava nos rebotes e eficiência de ataques. Com isso, a França ditou o ritmo da parcial, forçando erros brasileiros, enquanto Marcelinho Huertas demorava a se encontrar na partida.

Porém, a equipe conseguiu crescer no final do quarto, a 4 minutos do fim, enquanto Nenê deu lugar à Anderson Varejão, que entrou bem. O Brasil melhorou, mas Huertas seguia tomando decisões ruins no ataque. Raulzinho e Leandrinho entraram, dando um ritmo mais forte à equipe, que conseguiu melhorar ofensivamente, mas, ainda assim, terminou o quarto atrás, por 18 a 11.

No primeiro quarto de jogo, o Brasil foi dominado pela seleção francesa, marcando apenas 11 pontos (Foto: AFP)

2º QUARTO

A Seleção voltou pressionando muito a defesa, mas seguia pecando no ataque, como em uma bola roubada por Leandrinho em que, no três contra um, o brasileiro errou o passe para Raulzinho e desperdiçou a chance.

Ainda assim, Leandrinho se redimiu no lance seguinte, quando a 2 segundos do estouro do relógio, Leandrinho mandou uma linda bola de três, de muito longe. Varejão passou a compor o garrafão com Hettsheimeir e, depois, Splitter, melhorando o poderio defensivo da equipe.

Um chute de três de Marcelinho Huertas deixou a desvantagem brasileira em apenas um ponto (24 a 23), enquanto a França começava a se mostrar nervosa, errando passes, perdendo rebotes e cometendo faltas.

Com dois lances livres e a chance de virar o jogo, Splitter conseguiu apenas empatar, mas Raulzinho, de dois, colocou a Seleção à frente (26 a 24). A arbitragem seguia errando muito, para ambos os lados, e prejudicando o andamento da partida.

Raulzinho ditava um forte ritmo da Seleção que, ainda com arremessos precipitados, cresceu nos rebotes, levando a vantagem para 28 a 26, com 30 segundos para o fim do quarto. Com 11 acertos em 27 tentativas de chutes de quadra, o aproveitamento brasileiro cresceu em relação à primeira parte do jogo.

Com o estouro do relógio, a França perdeu a chance de empatar o jogo, enquanto Larry Taylor recuperou a posse de bola e sofreu uma falta no ataque. Com um segundo restante no quarto, Magnano pediu um tempo, para tentar ampliar a vantagem, mas o placar seguiu em 28 a 26 para o intervalo.


No segundo, o Brasil contou com boas atuações de Raulzinho e Leandrinho para se recuperar na partida (Foto: AFP)

3º QUARTO

O Brasil começou com vantagem, mas seguia precipitando arremessos e errando passes, ainda que a distância de dois pontos se manteve. Na
armação, Raulzinho mostrou que será uma boa dor de cabeça para Magnano, defendendo bem e distribuindo com inteligência.

Alex, com quatro pontos no início do quarto, atacava com extrema eficiência, inclusive deixando três franceses para trás em uma bela infiltração. Com dois lances livres convertidos por Anderson Varejão e uma jogada fantástica de Raulzinho, com um corte e um passe pelas costas para os dois pontos de Splitter, o Brasil abriu sua maior vantagem na partida, com 40 a 34 no placar, forçando o treinador francês a pedir um tempo.

Tiago Splitter conseguiu um toco sensacional na defesa, mas Anderson Varejão não aproveitou o arremesso de meia distância, cometendo uma falta no contra-ataque. Marcelinho Huertas voltou à quadra e, em sua primeira bola, conseguiu uma bela assistência para Nenê. Na volta, a arbitragem fez mais uma marcação polêmica, com uma falta de Alex, a quinta brasileira no período, sobre Batum, que reduziu o placar para 42 a 39.

No ataque seguinte, Nenê tentou duas vezes e errou ambas, mas sofreu duas faltas no lance, que a arbitragem não deu. Na sequencia do lance, Anderson Varejão marcou seu quarto ponto em lances livres, enquanto o árbitro ameaçava uma falta técnica em Magnano, que reclamava muito do trabalho do quarteto.

Com a dupla Huertas/Nenê afinada, o Brasil voltou a colocar seis pontos à frente com 20 segundos para o fim. A França reduziu, mas Nenê sofreu uma falta fora do lance de jogo, tendo a possibilidade de cobrar dois lances, com sete segundos no relógio. Acertou apenas um, mas levou o Brasil em vantagem para o quarto final, com 46 a 41 no placar.


Com boa aplicação defensiva, o Brasil conseguiu aumentar sua vantagem no placar, ao final do terceiro quarto de jogo (Foto: AFP)

4º QUARTO

Logo no primeiro ataque francês no último quarto, o Brasil conseguiu uma roubada de bola, unindo a dois rebotes ofensivos e dois pontos de Leandrinho em lances livres. Um forte começo da Seleção, que aumentou a vantagem para 48 a 41.

Com uma linda cesta de três de Huertas, o Brasil aumentou a distância para oito pontos, mas viu Diaw converter dois pontos e sofrer a falta, marcando seu quinto ponto no quarto.

Boris Diaw era o mais forte no ataque, enquanto Nenê, defensivamente, roubava a cena. Um chute de três de Marquinhos e o Brasil voltou a oito pontos de vantagem (54 a 46), mas a França devolveu, logo na jogada seguinte, os três pontos.

O Brasil conseguiu cavar uma falta de ataque, mas Splitter andou no lance seguinte. Mais dos lances polêmicos para a conta do árbitro. Mesmo assim, a Seleção não se abalou, e Marcelinho Huertas conseguiu um bom arremesso da cabeça do garrafão.

Diaw conseguiu uma boa infiltração, cavando uma falta. Porém o lance foi invertido pelo árbitro, já que o correto seria uma falta de ataque do francês. A vantagem brasileira caiu para cinco pontos, enquanto os franceses melhoraram muito o setor defensivo.

Uma linda jogada de infiltração de Marquinhos e o Brasil aumentou a vantagem novamente, forçando um tempo dos franceses a 3 minutos do fim.

Com dois lances livres, a França encostou no placar (58 a 53), mas Marcelinho Huertas, com uma bela jogada individual, tratou de colocar a vantagem brasileira no prumo. Heurtel marcou de três, trazendo o placar para 60 a 56.

Com duas chances em lances, Huertas converteu apenas uma, fazendo com que a vantagem brasileira fosse de cinco pontos. No lance seguinte, Huertel marcou em uma bola rápida de dois, reduzindo para três a distância, a 33 segundos do fim da partida.

O Brasil pediu um tempo e, na volta, a França fez uma falta rápida em Huertas, que converteu os dois lances, forçando mais um tempo, dessa vez dos franceses.

Uma falta de Pietrus num rebote brasileiro deu a chance de mais dois lances para Nenê, que errou ambos. No ataque francês, dois lances livres convertidos por Pietrus, que deixou a desvantagem francesa em três pontos (63 a 60). O Brasil rodou a bola no ataque, para deixar o relógio correr, mas Batum conseguiu “achar” Huertas e fazer a falta, a 11 segundos do fim.

Huertas errou o primeiro, mas converteu o segundo, deixando a vantagem em duas posses de bola. Logo na saída de bola, a França conseguiu acertar uma bola de três, colocando a vantagem em um ponto. Cometeu a falta rápida, a 1 segundo do fim. Marquinhos converteu o primeiro, errou o segundo, mas não havia tempo para mais nada. Vitória brasileira por 65 a 63.


No fim, o Brasil saiu vitorioso de quadra, dando o primeiro passo rumo à segunda fase da Copa do Mundo de Basquete (Foto: AFP)

Fonte: LANCENET!