Campeonato Brasileiro Série A

Sob tensão, Bahia vive dia de adeus, lembranças e planos para volta para 'casa'

Na vida há dias que ficam eternizados, assim como há feridas que teimam em não fechar. Neste domingo, o Bahia entrou em campo em dia que não foi um qualquer. E por obra do destino em uma situação que lembrou o dia mais triste da história do clube. Neste domingo, a tragédia da Fonte Nova completou cinco anos. No domingo do dia 25 de novembro de 2007, o Bahia precisava de pelo menos um ponto contra o Vila Nova-GO para conseguir o acesso para a Série B. Desta vez, de novo contra um time que veste vermelho, o que esteve em jogo foi o rebaixamento da Primeira para a Segunda Divisão.

 O Bahia precisava vencer o Náutico, no estádio de Pituaçu, para se garantir na Série A. Assim como na partida de 2007, o jogo deste domingo deve marcar uma despedida, ainda que não tão forte quanto a de cinco anos atrás. Em 2007, a separação foi obrigatória, uma vez que depois do acidente, a Fonte Nova foi fechada e demolida para dar lugar a uma nova praça esportiva. O Tricolor não conseguiu vencer o Timbu e agora viverá uma semana de tensão para tentar escapar do rebaixamento.

A despedida do Bahia da sua torcida em 2012 pode ter sido a despedida do Tricolor do estádio de Pituaçu na competição nacional. A partir de 2013, o Bahia deve mandar os seus jogos do Campeonato Brasileiro, seja na Série A ou na Série B, na nova Arena Fonte Nova. Há quem de antemão lamente a troca, ainda que sem esquecer da importância da Fonte Nova para o Bahia.

– Acho uma pena deixar um equipamento tão moderno quanto Pituaçu. Um estádio que nos últimos quatro anos foi tão importante para o Bahia, onde a gente conseguiu voltar para a Série A, então acho uma pena. Por outro lado, é bom para o Bahia, desde que faça um bom contrato com o consórcio, voltar a jogar na Fonte Nova. É uma volta para casa – acredita o torcedor Hernane Leite, presente neste domingo em Pituaçu.

O último ato

O ensolarado domingo de 25 de novembro de 2007 levou uma multidão de tricolores às ruas. Após dois anos na Terceira Divisão do futebol brasileiro, o Bahia estava a um empate de conseguir o acesso para a Série B. Os 60 mil ingressos colocados a venda se esgotaram pelo menos um dia antes da partida. Ainda assim, uma multidão ficou do lado de fora do estádio para participar da festa, programada para depois da partida.

Dentro de campo, o Bahia empatou com o Vila Nova e conseguiu o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro do ano seguinte. Nas arquibancadas, o drama. Aos 35 minutos do segundo tempo, parte de um dos degraus do anel superior do estádio cedeu e sete torcedores morreram.

Inter busca remobilização e joga favoritismo do Gre-Nal para o Grêmio

De certa forma, o Gre-Nal que marcará a despedida do Olímpico já começou. Pelo lado do Inter, o momento é o de tentar a remobilização para o clássico para tentar encerrar a temporada de forma digna e ainda frear a festa adversária em uma partida que será história. Como estratégia, o Colorado passa todo o favoritismo do clássico 394 para o Grêmio.

– O Grêmio é o favorito. O favoritismo está do lado de lá. Temos que entender o momento do adversário e tirar proveito da situação – disse o técnico interino Osmar Loss, após a derrota por 2 a 0 em casa para a Portuguesa.

Esse fator extra de motivação poderá ser o anúncio do novo treinador. Na noite deste domingo, o presidente Giovanni Luigi indicou que o anúncio saia até terça-feira. A tendência é de que o clube realmente acerte com Dunga, já que o dirigente descartou Mano Menezes. No entanto, seja qual for o comandante, esse somente assumirá após o Brasileirão.

Assim como Osmar Loss, Luigi também prefere passar a responsabilidade do clássico para o lado azul:

– O Grêmio é o favorito. Mas Lógico que o entraremos buscando resultado positivo.

Já o vice de futebol Luciano Davi foi enfático: o Inter precisa dar uma balançada no vestiário para não repedir as últimas atuações apáticas.

– Temos que dar um choque no vestiário para o jogo com o Grêmio – frisou Davi.

Geninho vê confronto com a Ponte como 'jogo da vida' da Portuguesa

Um ponto. É isso o que separa a Portuguesa da permanência na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Com a vitória por 2 a 0 sobre o Internacional, neste domingo, a equipe depende somente das próprias forças para continuar na elite do futebol nacional. A partida contra a Ponte Preta, no próximo domingo, às 17h, no estádio do Canindé, definirá a vida rubro-verde na competição. Para Geninho, a hora de mostrar a parceria com os torcedores.

– Temos de enfrentar a Ponte Preta como o jogo da vida. É o jogo do permanência. Em casa, vamos torcer para que lote, que a torcida jogue junto e consigamos nos manter na primeira divisão. Desde que o campeonato começou, foi nosso objetivo principal – afirmou o treinador.

Brigando contra o rebaixamento desde o início do Brasileirão, Geninho voltou a reclamar do elenco reduzido à sua disposição, mas elogiou os atletas pela postura apresentada em meio à crise. Mesmo há oito jogos sem vencer, a Lusa não se abalou e conquistou, fora de casa, os pontos necessários para depender somente das próprias forças na última rodada.

– Temos um grupo limitado quanto ao número de jogadores, mas que respondeu bem, no momento mais difícil, onde normalmente as equipes se entregam e morrem. Enfrentamos dois grandes adversários, torço para que tenhamos a mesma pegada contra a Ponte – complementou.

A Portuguesa chega à última rodada da competição nacional ocupando a 15ª colocação, com 44 pontos conquistados. O Sport, 17º e primeiro na zona de rebaixamento, tem 41. Para se salvar do rebaixamento, a equipe pernambucana precisa vencer e ainda torcer por derrotas tanto da Lusa quanto do Bahia.