Campeonato Espanhol

Com Neymar 'prioridade', Barcelona descarta venda por recorde: quase R$ 800 milhões

© Getty Na 50ª edição do Troféu Joan Gamper, Barcelona é recepcionado com fogos de artifício e show de luzes – Diego Garcia, de São Paulo, e Thiago Arantes, de Barcelona (ESP), para a ESPN

O Barcelona não quer vender Neymar. Nem por muito dinheiro. Nem pelo maior valor da história do futebol – 190 milhões de euros, ou quase R$ 800 milhões, oferecidos pelo Manchester United.

O caminhão de dinheiro não mudará os planos da diretoria do clube catalão por uma série de motivos. O maior deles: Neymar faz parte dos planos de longo prazo da equipe.

O valor oferecido pelos ingleses é igual ao da multa rescisória do atual contrato, que vai até 2018. Só que a renovação do acordo é a prioridade do orçamento do clube nesta temporada; o novo contrato revisará os valores salariais, deve durar até 2020 e terá uma multa ainda maior: cerca de 250 milhões de euros, mesmo valor da multa de Messi.

Em contato com o ESPN.com.br, um diretor do clube catalão afirmou que não há qualquer hipótese de Neymar ser vendido antes do fim de seu contrato. Pessoas próximas ao jogador também negam qualquer intenção dele de deixar a cidade.

Neymar Messi Barcelona Juventus Final Champions 06/06/2015© VI Images via Getty Images Neymar Messi Barcelona Juventus Final Champions 06/06/2015

O brasileiro, a princípio, não deseja sair tão cedo do time da Catalunha, pois está feliz na cidade, tem os amigos sempre por perto e se adaptou à região. Mas as conversas para atualização de seu contrato com o Barça, iniciadas no primeiro semestre do ano, estacionaram há algumas semanas. O camisa 11 deseja renovar o vínculo e receber uma valorização.

Neymar chegou a Barcelona em junho de 2013 e desde então tem se mostrado cada vez mais integrado ao clube e à cidade.

O idioma – no início uma barreira grande na comunicação – deixou de ser um problema; a amizade com Messi e Luis Suárez se fortaleceu com títulos na temporada passada; ele já é ídolo da torcida – apenas Messi tem o nome mais gritado no Camp Nou. Por tantos motivo, uma mudança de áreas agora não está nos planos do jogador.

"O talento venceu a estratégia". Real 4 a 1

Por Cosme Rímoli

Um gol aos 48 minutos do segundo tempo.

E a história da final da Champion League estava mudada.

Um mero escanteio que Sergio Ramos cabeceou livre.

E começava a desmoronar o lindo sonho do Atletico de Madrid.

Com o empate em 1 a 1.

1ap O talento venceu a estratégia. Real 4 a 1 no Atlético. Décima conquista de Champions League do milionário time merengue. Mas a epopeia da heroica equipe de Simeone também entrará para a história...

Os golpes finais vieram no segundo tempo da prorrogação.

O primeiro quando Di Maria ganhou, invadiu a área.

Chutou forte, Courtois fez a defesa.

Mas Bale, cruel, cabeceou para as redes.

2 a 1.

Com todos do Atlético de cabeça baixa, veio a goleada.

Marcelo marcou o terceiro aos 12 minutos.

Cristiano Ronaldo ainda foi premiado.

Acabou derrubado por Gabi.

Pênalti.

Cobrado pelo português com firmeza.

Marcou o impressionante 4 a 1, de virada.

Recordista absoluto ao marcar seu 17º gol no torneio.

Pela décima vez, o Real Madrid é o dono da Europa.

Venceu em Lisboa, depois de 12 anos.

Ninguém ganhou tanto quanto o milionário time.

Os milhões de euros a mais do Real Madrid valeram.

O time sensação do mundo quase conseguiu seu maior feito.

Uma semana após ser campeão espanhol.

Ganhou, com todo o mérito, o respeito da Europa.

Mesmo sendo vice.

O duelo pura tensão.

Valia muito para os rivais de Madrid.

O maior desfalque do Real estava em campo.

Cristiano Ronaldo.

1efe6 O talento venceu a estratégia. Real 4 a 1 no Atlético. Décima conquista de Champions League do milionário time merengue. Mas a epopeia da heroica equipe de Simeone também entrará para a história...
O português estava visivelmente sem boas condições de jogo.

Há tempos vinha reclamando de dores musculares.

Mas tinha de estar em campo.

Até para preocupar o sistema defensivo de Simeone.

Assim como Diego Costa entrou para o teatro.

Todos sabiam de sua distensão na coxa direita.

E só suportou apenas oito minutos.

1reuters1 O talento venceu a estratégia. Real 4 a 1 no Atlético. Décima conquista de Champions League do milionário time merengue. Mas a epopeia da heroica equipe de Simeone também entrará para a história...

Na prática, Simeone desperdiçou uma substituição.

A partida começou como se esperava.

Com o Real Madrid tomando a iniciativa de jogo.

O milionário time de 570 milhões de euros tinha essa obrigação.

Foram 413 milhões de euros só em reforços.

O adversário gastou 44,4 milhões de euros, uma das diferenças gritantes.

Valia a décima conquista da Champions.

Ancelotti apostou desde o início na velocidade.

No toque de bola rápido pelas laterais do campo.

Com Bale, Di Maria e Benzema.

A ousada escalação era esperada por Simeone.

O argentino apostava na versatilidade do seu meio de campo.

Capaz de formar uma barreira de cinco homens.

Os quatro zagueiros estavam protegidos.

Era o duelo tático mais interessante.

O do ataque mais eficiente, e recordista, da Champions.

Capaz de marcar quem havia feito 37 gols.

Contra a defesa mais eficiente, que só sofreu seis gols.

E mantinha a invencibilidade do time nos 12 jogos do torneio.

Tiago, Koke, Sosa, Gabi e Ádrian travavam a volúpia do Real.

As bolas paradas eram as suas maiores armas no ataque.

A prioridade era travar o rival, reconhecidamente melhor.

Mas não foi por acaso que Atlético eliminou gigantes.

Deixou Milan, Barcelona e Chelsea jogando firme.

Sem deixar o adversário invadir a sua área.

Com efetividade impressionante.

Aproveitando as chances criadas.

Foi assim que encontrou seu gol.

Aos 36 minutos, Casillas teve uma falha incompreensível.

Um mero escanteio havia sido afastado.

Mas a bola foi levantada outra vez na sua área.

O goleiro se adiantou de forma infantil.

Resolveu disputar com Gódin.

O zagueiro do Atlético desviou, antes do goleiro.

A bola foi lentamente para as redes.

Casillas desesperado, não conseguiu corrigir seu erro.

Gol do Atlético de Madrid.

Era tudo o que não poderia acontecer para o Real.

O time de melhor defesa da Champions sair na frente na final.

Ancelloti ficou evidentemente desesperado.

Sabia que sua maior esperança de gols estava mal fisicamente.

Cristiano Ronaldo na primeira etapa nada conseguiu fazer.

Para irritar ainda mais o treinador italiano, havia Courtois.

O goleiro mostrava porque é um dos melhores do planeta.

Se não for o melhor.

Seguro, tranquilo.

Mostrava muita firmeza.

Ancelotti tentou tudo no segundo tempo.

Colocou Marcelo, Isco e Morata.

Mas não teve jeito.

A postura firme do time colchonero não se alterou.

Continuou no seu 4-5-1.

Preenchendo as intermediárias.

Tirando o que restava de ar dos pulmões das estrelas do Real.

A coragem era absoluta de Ancelotti, 4-2-4, como nos anos 60.

Mesmo assim, o empate não vinha.

O desespero era nítido na fisionomia dos atletas.

Bale e Di Maria tentavam resolver tudo sozinhos.

Mas estavam barbaramente bem marcados.

O Atlético se mostrava uma equipe inexpugnável.

Irritantemente competente na marcação.

O Real Madrid logo trocava a tática pelo coração.

Nesse quesito, o time de Simeone era quase imbatível

Lutava por cada centímetro de campo.

Os jogadores se atiravam a cada chute do Real ao gol.

Mas aos 48 minutos do segundo tempo, veio o inesperado.

O castigo.

Sergio Ramos apareceu de surpresa na área.

E cabeceou firme, no canto direito.

Indefensável para Courtois.

1 a 1.

Casillas fez questão de dar um beijo em Ramos.

O jogador havia salvo o goleiro.

Vinha a prorrogação.

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Emocionalmente, tudo estava invertido.

O Atlético abatido com o empate.

E o Real empolgadíssimo.

Jogou os 15 minutos do primeiro tempo todo no ataque.

Mas não conseguiu marcar.

Todo o desgaste do Atlético da temporada veio à tona.

O golpe emocional do empate no final pesou.

Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo se aproveitaram.

3efe1 O talento venceu a estratégia. Real 4 a 1 no Atlético. Décima conquista de Champions League do milionário time merengue. Mas a epopeia da heroica equipe de Simeone também entrará para a história...

O placar foi pesado demais.

4 a 1 para o Real Madrid.

Mas a campanha do time de Simeone também entrará para a história.

Foi fantástica.

Só que no final, as estrelas merengues prevaleceram.

Conseguiram a décima conquista do torneio mais importante entre clubes.

Com toda a autoridade.

Ficou a lição para a Copa do Mundo que começará em 19 dias.

O talento se impôs à estratégia.

Ao coração…
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Final da Liga dos Campeões vira programa obrigatório para técnicos da Copa do Mundo

Por – Jaeci Carvalho /Estado de Minas
Lisboa – Estádio da Luz, Lisboa, 19h45 (15h45, horário de Brasília), final da Liga dos Campeões da Europa. De um lado, o maior campeão da Champions, com nove títulos, cheio de estrelas, incluindo o melhor jogador do mundo, o português Cristiano Ronaldo. Do outro, uma equipe de operários, comandada por um ex-volante que batia muito mas que era respeitado por todos, o argentino Diego Simeone. No banco do time com mais conquistas, um experiente treinador, Carlo Ancelotti, tetracampeão da competição – duas vezes como jogador e duas como técnico, exclusivamente pelo Milan. Em campo pelo concorrente considerado mais fraco, o brasileiro Miranda, sensação entre os zagueiros que atuam na Europa, e a possibilidade de ter seu principal astro, Diego Costa, que tratava lesão muscular na coxa esquerda e treinou ontem. E, nas arquibancadas, uma torcida dividida entre o mais fraco e menos rico e o mais forte e endinheirado. Chegou a hora e a vez de Lisboa receber a decisão, e os olhos do mundo se voltam para cá.

Não bastasse a grandeza do confronto, nada menos que 17 dos prováveis 22 titulares da final deste sábado estão pré-convocados para desembarcar no Brasil no início do mês que vem para a Copa do Mundo. Ao todo, 25 jogadores dos dois representantes madrilenhos foram chamados para nove seleções. O técnico Vicente del Bosque, da atual campeã, Espanha, chamou sete atletas de Real Madrid e Atlético de Madrid: o goleiro Casillas, os laterais-direitos Carvajal e Juanfran, o zagueiro Sergio Ramos, o volante Xabi Alonso, o armador Koke e os atacantes Xavi e Diego Costa. Deles, o experiente Xabi Alonso, suspenso, é o único que não vai estar nem no banco em Lisboa.

Ainda que reserva no clube merengue, o lateral-esquerdo Marcelo é cotado para ser um dos 11 de Luiz Felipe Scolari. Ele integra a lista dos 23 indicados por Felipão, que, para cumprir a exigência da Fifa, precisou enviar um complemento de sete suplentes, incluindo o zagueiro Miranda e o também lateral-esquerdo Filipe Luís, ambos colchoneros. Adversário do Brasil na primeira fase, a Croácia tem como cérebro no meio-campo o armador Luka Modric, de 28 anos. Outros dois times sul-americanos estão representados na final da Liga dos Campeões: o técnico Óscar Tabárez, do Uruguai, convocou três atletas do Atlético de Madrid (Godín, Giménez e Rodríguez), enquanto Alejandro Sabella, da Argentina, vai contar com um de cada rival: o atacante Angel Di María (Real) e o armador José Ernesto Sosa (Atlético).

O técnico do Real Madrid, Ancelotti, aposta todas as suas fichas no português Cristiano Ronaldo, destaque da Seleção de Paulo Bento, como os companheiros de equipe Pepe e Fábio Coentrão. Ao lado de Cristiano no ataque joga o francês Benzema, que vai à Copa acompanhado do zagueiro Varane, inicialmente previsto para ficar no banco. Benzema e Cristiano tentarão superar o jovem goleiro Thibau Courtois, um dos destaques da renovada e perigosa Seleção da Bélgica.

Jejum
O Real Madrid é o maior ganhador da história da Liga, mas não levanta o troféu há 12 anos. A última vez foi com Zinedine Zidane, que fez um gol de placa contra o Bayer Leverkusen em jogo dificílimo. Mesmo favorito, o Real passou por maus bocados. E hoje Zidane estará no banco dos merengues como auxiliar técnico de Ancelotti. Se o francês é considerado um talismã, o fator que pode fazer a diferença se chama Cristiano Ronaldo: filho da terra, ele tenta faturar sua segunda taça – venceu a disputa pelo Manchester United, em 2008. O português, que vinha tratando um problema muscular, diz que está disposto a jogar o que sabe e o que não sabe em seu país. Mesmo coadjuvantes, Bale, Benzema e o brasileiro Marcelo terão também papel fundamental.

Mas existe uma pedra no caminho do Real. O Atlético de Madrid, considerado o “primo pobre” dos espanhóis, chegou à final depois de 40 anos (perdeu em 1974 para o Bayern de Munique) e sonha levar o troféu para o Vicente Calderón. Não será fácil, ainda mais que a escalação de Arda Turan e Diego Costa, os principais jogadores, é dúvida, mas o grupo é guerreiro, como sempre foi seu comandante, Simeone. O treinador não perdeu uma partida sequer nesta Liga, nem tampouco no Espanhol diante do Real Madrid (vitória no Santiago Bernabéu e empate em casa). Dá gosto de ver jogar e contraria tudo aquilo que o argentino fez quando jogador, combatendo e batendo demais no meio-campo. Seu time, não. Joga compacto, com categoria, um meio marcador e nada violento, que sabe sair para o jogo.

Inédito
Pela primeira vez na história da Liga, duas equipes da mesma cidade decidirão a “orelhuda”. Cada um deles terá 17 mil torcedores nas arquibancadas entre os 61 mil esperados. A festa em Madri vai ocorrer de uma maneira ou de outra. Como haverá uma só partida, com prorrogação de 30 minutos em caso de empate e pênaltis, se persistir a igualdade, não há como dizer que o time A é muito superior ao B. Numa noite infeliz, o Real Madrid, teoricamente o mais forte, pode ir mal e se perder. O Atlético é, no momento, o campeão e melhor da Espanha. Além disso, é mais certinho, mais compacto, entrosado e disposto. Porém, do outro lado está o maior campeão da taça. (Com Renan Damasceno)

Ficha técnica de Real Madrid x Atlético de Madrid

Real Madrid
Casillas; Carvajal, Sergio Ramos, Pepe (Varane) e Fabio Coentrão; Modric, Illarramendi, Di María e Bale ; Cristiano Ronaldo e Benzema
Técnico: Carlo Ancelotti

Atlético de Madrid

Courtois; Juanfran, Godín, Miranda e Filipe Luís; Mario Suárez, Koke, Gabi, Raúl García (Arda Turan) e Diego; Diego Costa (David Villa)
Técnico: Diego Simeone _

Local: Estádio da Luz, em Lisboa (Portugal)
Horário: 15h45(de Brasília)
Árbitro: Björn Kuipers (HOL)
Auxiliares: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra (HOL)

A CAMINHO DO MUNDIAL
Real Madrid
» Espanha: Casillas, Carvajal, Xabi Alonso* e Sergio Ramos
» Portugal: Pepe, Coentrão e Cristiano Ronaldo
» França: Benzema e Varane
» Alemanha: Khedira
» Argentina: Di María
» Brasil: Marcelo
» Croácia: Modric

Atlético de Madrid
» Espanha: Juanfran, Koke, Villa, Diego Costa
» Uruguai: Godín, Gimenez e Rodriguez
» Bélgica: Courtois e Anderweireld
» Brasil: Miranda e Filipe Luís**
» Argentina: Sosa

* Está suspenso
** Incluídos na lista de sete suplentes de Luiz Felipe Scolari

Tags: liga dos campeoes copa do mundo final programa

 

 

 

"Contra tudo e todos", Atlético arranca empate com o Barcelona e é campeão

Por Barcelona, Espanha

Como não lembrar da síndrome dos “pupas” logo aos 20 minutos de jogo, quando Diego Costae Arda Turan desabaram no chão lesionados? Como não pensar no desastre quando Alexis Sánchez tirou da cartola um chutaço para abrir o placar? O Atlético de Madrid, com uma história pautada pelos insucessos e falta de sorte, perdia o título depois de tanto se esforçar e encantar. Mas com este time comandado por Diego Simeone as coisas não funcionam assim. Os colchoneros mudaram a postura no intervalo, marcaram com o uruguaio Godín e seguraram a pressão dos catalães para escrever um dos mais belos capítulos do futebol espanhol. O empate por 1 a 1, na tarde deste sábado, no Camp Nou, encerrou um dos torneios mais equilibrados dos últimos tempos.

Diego Simeone Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Agência AP )
Diego Simeone é jogado para o alto durante a comemoração do título (Foto: Agência AP )

Foi o primeiro título conquistado por uma equipe que não seja o Barcelona ou o Real Madrid desde 2003/04. O último a quebrar o duopólio havia sido o Valencia de Rafa Benítez, mas num momento em que a disparidade econômica era grande – e não enorme como nos dias atuais. O Atlético desafiou esta lógica e, com um elenco de escassas opções, chegou aos 90 pontos (28 vitórias, seis empates e quatro derrotas) e voltou a levantar um troféu do Espanhol – o 10º de toda a sua vida, o primeiro desde 1996.

O Real Madrid segue como maior campeão, com 32 títulos; o Barcelona, que viu o técnico Tata Martino renunciar depois da partida, é o segundo no ranking, com 22 – e agora 23 vice-campeonatos, pois ficou à frente dos merengues graças ao confronto direto. Ambos ficaram empatados com 87 pontos. O quarto colocado e que também vai à Liga dos Campeões da próxima temporada é o Athletic Bilbao, com 69 pontos (ainda visitará o Almería no domingo).

Neymar teve a chance de se tornar herói, mas falhou com a falta de profundidade dos donos da casa. O brasileiro começou o jogo entre os reservas após um mês de ausência, entrou aos 21 minutos do segundo tempo e pouco produziu. Lionel Messi, que acabou dando uma assistência involuntária para o gol de Sánchez, até marcou, mas viu o gol ser corretamente anulado por impedimento. O argentino novamente teve atuação abaixo da média e despediu-se da temporada sob críticas. Coube a Filipe Luis e Miranda, fora da lista dos 23 de Felipão para a Copa do Mundo, sorrirem por último – o meia Diego não saiu do banco.

Godin comemora gol do Atlético de Madrid contra o Barcelona (Foto: Agência Reuters)Godín empatou o jogo no início do segundo tempo com bonita cabeçada: gol do título (Foto: Agência Reuters)

Ao Atlético, o empate vitorioso no Camp Nou não significa um fim de temporada épico. A festa, ao menos por ora, será contida, já que no próximo sábado há outro título em jogo: a finalíssima da Liga dos Campeões contra o arquirrival Real Madrid, em Lisboa. Será uma semana cercada por expectativas e possivelmente de mistério em torno das possíveis escalações de Diego Costa e Arda Turan, ambos lesionados.

DIEGO COSTA E TURAN LESIONADOS

Havia um clima de decisão. A torcida do Barcelona, tão desconfiada durante a temporada, havia comprado um barulho. A imagem era clara: um mosaico com os dizeres “Somos o Barça” recheava as lotadas arquibancadas do Camp Nou, com quase 97 mil presentes. O hino, cantado em alto e bom som, deixava claro que o orgulho ainda estava intacto, apesar de todos os pesares durante a temporada.

Mosaico Barcelona Final (Foto: Agência EFE)
Torcida do Barcelona fez um lindo mosaico para recepcionar o time no Camp Nou (Foto: Agência EFE)

Pois o Barcelona também mostrou em campo alguma evolução comparado aos confrontos recentes contra o Atlético. Há o fator sorte incluído, proporcionalmente um golpe duríssimo para os visitantes, que perderam Diego Costa e Arda Turan com menos de 20 minutos de jogo – os dois de imediato se transformaram em dúvidas para a final da Liga dos Campeões, no próximo sábado, diante do Real Madrid, em Lisboa.

Por mais que as chances fossem raras até ali, o Barça vivia o seu momento. Pedro, de cabeça, jogou para fora. Não era a dele. Mas Alexis Sánchez, um pouco depois, tratou de furar o bloqueio com um chutaço praticamente sem ângulo indefensável para Courtois. O golaço dava o título aos catalães, quase uma afronta aos prognósticos das últimas rodadas.

ATLÉTICO VIRA OUTRO TIME

O Atlético acusou o golpe e desceu para os vestiários praticamente sem reagir. Aí entrou em cena a estrela de Diego Simeone. Bastaram os protocolares 15 minutos para o técnico argentino mudar a sua equipe. O curioso é que não precisou substituir ninguém – embora já houvesse realizado duas modificações forçadas.

Pedro e Neymar Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Agência AP )
Neymar entrou no lugar de Pedro aos 21 minutos do segundo tempo e pouco fez (Foto: Agência AP )

Virou questão de tempo para o Atlético chegar ao empate. Villa, com 45 segundos, carimbou a trave em linda finalização de canhota. O próprio atacante quase marcou aos três, em lance que Pinto se antecipou. Só não houve jeito quando Godín subiu no segundo andar para escorar escanteio cobrado por Gabi. O Barça era mais uma vez vítima da bola aérea.

Papeis se inverteram. O Atlético controlava o jogo à sua maneira, defendendo-se na maior parte do tempo. Os catalães perderam Busquets, lesionado, e arriscaram com Neymar e Xavi. Messi chegou a ter um gol corretamente anulado por impedimento. Daniel Alves forçou Courtois a fazer boa defesa. Piqué, de atacante, também tentou. Neymar, Messi, Iniesta… Todos esbarraram na muralha rival. Não houve tempo – e nem futebol para forçar um desempate.

Felipe Luis e Messi Barcelona e Atlético de Madrid (Foto: Agência AFP )
Sob olhares de Messi, Filipe Luis e Juanfran se abraçam após o apito final (Foto: Agência AFP )

Barcelona e Atlético de Madri decidem título Espanhol no Camp Nou

Gazeta Press Barcelona (Espanha)

Os críticos do sistema de pontos corridos têm como principal argumento o fato de não haver uma decisão neste tipo de competição. Porém, a história não funcionou bem assim neste Campeonato Espanhol. Isto porque Barcelona e Atlético de Madrid fazem neste sábado, no Camp Nou, em Barcelona, a grande final da competição. O duelo está marcado para as 13h (de Brasília).

Tudo bem que o encontro entre os dois na última rodada pode ser considerado uma coincidência. Mas também é a certeza absoluta de que muitas emoções ainda estão por vir. O Atlético de Madrid lidera com 89 pontos, três a mais que o Barcelona, e joga pelo empate para conquistar o décimo título de sua história. O Barcelona será campeão com um triunfo, alcançando seu 23º caneco e reduzindo a distância para o Real Madrid, campeão 32 vezes.

A vitória serve ao Barça porque, apesar do empate de pontos, o primeiro critério de desempate é o confronto direto e ambos empataram no primeiro turno. Atual campeão, o Barcelona pode ver o Atlético de Madrid quebrar um jejum de quase vinte anos. A última vez que os atleticanos foram campeões foi na temporada de 1995-1996. Aliás, a última vez que a Espanha não viu Barça ou Real Madrid dar a volta olímpica foi na temporada de 2003-2004, quando o Valencia ficou com o caneco.

“Todos nós sabemos o que representa este título para a história do Atlético de Madrid. Nós lutamos muito para chegarmos nestas condições e vamos lutar ainda mais por esse título”, disse o argentino Diego Simeone, técnico da equipe colchonera.

“Nós estamos em dívida com a torcida pelo que fizemos nesta temporada, embora luta nunca faltasse de nossa parte. Agora, em nossa casa, temos a chance de dar uma alegria final e vamos lutar por isso” – disse o argentino Gerardo Martino, técnico do Barceona.

Para este jogo os dois treinadores fazem mistério, porém, as interrogações envolviam astros. No Barcelona Neymar era dúvida, mas o departamento médico deu o aval e a comissão técnica do clube relacionou Neymar para a partida. O zagueiro Gerard Piqué e o lateral esquerdo Jordi Alba, também recuperados, voltam ao time.

Neymar não entra em campo há exatamente um mês. Sua última partida foi a decisão da Copa do Rei, contra o Real Madrid, no dia 16 de abril. Na ocasião, o camisa 10 da Seleção perdeu a chance de empatar o jogo no fim, e os merengues se sagraram campeões com uma vitória por 2 a 1.
No Atlético de Madrid o desfalque de Diego Costa não se confirmou e ele estará em ação. Presente nos coletivos da última quinta e desta sexta-feira, o atacante foi confirmado pelo técnico Diego Simeone entre os titulares.

Uma lesão muscular na coxa direita impediu que o hispano-brasileiro enfrentasse o Málaga, no último fim de semana. Na ocasião, o Atlético empatou e perdeu a chance de assegurar o título espanhol antecipadamente.

Também neste sábado o Real Madrid, terceiro colocado, se despede da competição em casa, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, contra o Espanyol, que cumpre tabela. Os merengues já estão pensando na decisão da Champions League, no próximo sábado, contra o Atlético de Madrid.

Em jogo também nesta última rodada a última vaga do país na Liga Europa. No domingo Real Sociedad e Villarreal fazem confronto direto. O primeiro tem três pontos a mais e joga pelo empate.

Na luta contra o rebaixamento, Osasuna e Valladolid, ambos com 36 pontos, ainda lutam pela sobrevivência. Isso porque o Granada, com 38 pontos, também está ameaçado e visita o próprio Valladolid. o Osasuna recebe o já rebaixado e lanterna Betis.

Também no domingo o Sevilla recebe o Elche e faz a festa de sua torcida após conquistar no meio de semana o título da Liga Europa derrotando o Benfica, nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.

Amigos de jovem que jogou a banana fazem protesto: #TodosSomosDavid

Eles consideram que está existindo “uma extrema criminalização” por parte de alguns meios de comunicação, que estariam prestando uma “desinformação”. Segundo eles, as notícias “não fazem mais do que sujar o nome do nosso povo e dos habitantes”.

Um porta-voz da família do jovem também tentou defender David: “Uma coisa é o erro que ele cometeu. Tem que pagar. A outra é esse linchamento que está recebendo de uma maneira totalmente desproporcional”.

No Twiter, é possível ver usuários defendendo David com diferentes argumentos.

Reprodução/El Mundo

“Não se pode julgar a imagem das pessoas dessa maneira, não é um criminoso, apesar das campanhas de publicidade. #TodosSomosDavid”, escreveu um. “Vergonhoso os meios de comunicação #TodosSomosDavid”, disse outro. “Não é um ato racista atirar um objeto no terreno de jogo”. Veja os tweets abaixo.

O protesto tenta combater a campanha iniciada por Neymar, que criou a expressão “#TodosSomosMacacos” como forma de lutar contra o racismo e dar o apoio para Daniel Alves. Jogadores e celebridades de todo o mundo participaram da campanha enviando imagens em que aparecem com uma banana.

Sem CR7, Bale brilha, Real vence o Barça e é campeão da Copa do Rei

Por Globo Esporte

Há vida sem Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Desfalcado do melhor do mundo, lesionado na coxa, os merengues venceram o Barcelona por 2 a 1 no estádio Mestalla, em Valência, e conquistaram a Copa do Rei pela 19ª vez. Bale atuou na função do português, não decepcionou e foi o destaque da partida, fazendo o gol do título após uma longa arrancada de cerca de 50 metros, do meio de campo até a quina da pequena área, aos 39 minutos do segundo tempo. Assim como Messi, o brasileiro Neymar teve uma noite discreta. Foi punido com cartão amarelo por uma discussão com Fábio Coentrão e Pepe, logo aos 14 de jogo, e apareceu com destaque novamente só quase no fim, ao acertar a trave aos 44 da etapa final.

Bale Barcelona x Real Madrid - Copa do Rei (Foto: AP)
Bale comemora o gol que o coloca na galeria dos grandes personagens de ‘El Clássico’ (Foto: AP)

A perda da taça deixa o Barça em situação dramática na temporada. Eliminado da Liga dos Campeões, o time catalão tem apenas mais uma chance de título, o Campeonato Espanhol. Faltando cinco rodadas para o fim, o Atlético lidera com quatro pontos de vantagem sobre os culés, que também estão atrás do arquirrival madrilenho.

Tata Martino insistiu em colocar Neymar na ponta direita e Iniesta na esquerda, o que comprometeu a atuação da equipe na maior parte dos 90 minutos. O brasileiro pouco participava das ações, mas começou a aparecer quando foi deslocado para seu posicionamento de origem no início do segundo tempo. Assim como nas derrotas para o Atlético de Madrid, pelas quartas de final da Liga dos Campeões, e para o Granada, pelo Campeonato Espanhol,  Messi pouco fez. Os problemas na defesa também pesaram para a derrota. Mascherano jogou ao lado de Bartra, que se recuperou de lesão recentemente e teve o aval do departamento médico para entrar em campo somente nesta quarta, momentos antes do apito inicial.

Barcelona x Real Madrid - Copa do Rei (Foto: AFP)
Messi, Fábregas e Neymar desolados antes do reinício do jogo: argentino e brasileiros ofuscados por Bale (Foto: AFP)

Bale comprovou que não foge da raia quando é acionado para ser a referência do Real Madrid. Ao lado de CR7, o galês fez sete gols na temporada. Sem o craque luso, são oito feitos. Foram dele as melhores oportunidades da equipe de Carlo Ancelotti no clássico.

REAL BLOQUEIA ASTROS DO BARÇA E LEVA A MELHOR

Di Maria Barcelona x Real Madrid - Copa do Rei (Foto: AFP)
Di María põe o dedo na boca e comemora o primeiro gol do Real Madrid (Foto: AFP)

Bale foi o primeiro jogador a se candidatar ao estrelato na partida. Na ausência de CR7, todo o peso do sucesso do Real estava nas costas do galês, que se movimentou bem, alternando o lado esquerdo e o centro do ataque. O camisa 11 criou duas chances de gol nos seis minutos iniciais. Na primeira, avançou pela esquerda e chutou perto da trave. Na segunda, recebeu na área, driblou Mascherano, bateu colocado, mas a defesa travou a tentativa.

Por causa dos maus resultados nas últimas semanas, o Barcelona estava mais cauteloso do que de costume e jogava recuado. Até Neymar voltava para ajudar na marcação. Quando os catalães finalmente se soltaram, deram espaços generosos no meio de campo, e os merengues aproveitaram. Aos dez minutos, Daniel Alves perdeu a bola no ataque, o time da capital avançou com rapidez e encontrou Benzema posicionado na ponta esquerda. Com um ótimo passe, o francês encontrou Di María livre. O argentino avançou até a área, ficou no mano a mano com Alba, chutou cruzado sem muita força, mas José Pinto aceitou.

A vantagem fez os madrilenhos jogarem do jeito que Carlo Ancelotti gosta. As duas linhas de quatro do meio e da defesa deixavam Messi e Fàbregas inativos e isolados na faixa central do campo. Neymar e Iniesta recebiam as bolas com maior facilidade nas pontas, mas como não tinham com quem jogar, apelavam para os lançamentos para a área, o que, definitivamente, não é o estilo do Barça. O brasileiro chegou a se envolver numa confusão, ao cair na área diante da marcação de Fábio Coentrão por trás, discutir com o português, dar uma testada no rival e receber um empurrão de Pepe. No fim, o camisa 11 e o zagueiro naturalizado luso foram punidos com o cartão amarelo.

Barcelona x Real Madrid - Copa do Rei (Foto: AFP)
Neymar reclama após discussão com Pepe (Foto: AFP)

Mas não se pode subestimar um time com tantos craques quanto os culés. Aos 41 minutos, Messi finalmente resolveu dar o ar da graça. Iniesta fez grande jogada pela esquerda, driblando Pepe. Na sequência, a bola sobrou para o camisa 10 arriscar seu primeiro chute da entrada da área. A bola passou perto da trave.

BARCELONA EMPATA, MAS BALE DESEQUILIBRA

Bartra Barcelona x Real Madrid - Copa do Rei (Foto: AFP)
Bartra, de cabeça, deixa tudo igual (Foto: AFP)

A desorganização tática do Barcelona seguia evidente na segunda etapa. Assim como na primeira parte da partida, Bale levou perigo ao gol rival, aproveitando a fragilidade da defesa. O galês começou com uma bela jogada, passando por todos que via pela frente e chutando da entrada da área. A bola tirou tinta da trave. Do outro lado, Messi errava tudo. Cobrou falta jogando a bola na arquibancada, deu passes errados… Nada funcionava. Tata Martino demorou 15 minutos para perceber que, novamente, havia escalado mal o time. Pedro entrou no lugar do apagadíssimo Fàbregas. Neymar foi logo para seu lugar, a ponta esquerda, e Iniesta voltou para o meio de campo.

As mudanças tiveram efeito imediato. Os catalães passaram a jogar muito mais soltos, pressionaram e chegaram ao gol – ironicamente, de um modo pelo qual a equipe não está acostumada. Aos 23 minutos, após cobrança de escanteio, Bartra subiu sozinho e cabeceou para o fundo do gol, fazendo algo que apenas Piqué parecia ser capaz no elenco culé. Era um outro clássico. O Real Madrid se encolheu, o time azul e grená passou a ter o duelo nas mãos, mas não aproveitou.

Em dois contra-ataques, os merengues acertaram a trave e fizeram o da vitória. Modric, aos 35 minutos, chutou de longe e fez a bola parar no poste direito do goleiro. Quatro minutos depois, o Real roubou a bola na defesa, e Bale correu como uma flecha na ponta esquerda, deixando Bartra para trás, e chutou entre as pernas do arqueiro do Barça. No último minuto, Neymar acertou a trave, mas o dia era dos merengues.

Casillas Barcelona x Real Madrid - Copa do Rei (Foto: AFP)
Capitão do Real, o goleiro Casillas ergue o troféu da Copa do Rei: festa merengue em Valência (Foto: AFP)

Copa do Rei: final entre Real e Barça é marcada para 16 de abril, no Mestalla

Cristiano Ronaldo e Messi voltarão a se enfrentar no dia 16 de abril (Foto: Reuters) – Por Globo Esporte – Madrid

A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou na tarde desta quinta-feira que a decisão da Copa do Rei, entre Barcelona e Real Madrid, será realizada no dia 16 de abril, no Mestalla, em Valência, às 17h30m (de Brasília). A decisão foi tomada depois de uma reunião entre membros da RFEF e dos dois clubes, em Madri.

Trata-se da mesma data em que a final foi realizada em 2011, quando o Real levou a melhor sobre o rival, com um gol de Cristiano Ronaldo na prorrogação. O dia escolhido, pouco antes da Páscoa, não era uma opção inicialmente, mas foi opção, de acordo com a imprensa espanhola, pensando na possibilidade dos times chegarem às semifinais da Liga dos Campeões – que terão jogos de ida realizados em 22 e 23 de abril.

Cada time terá 40% da carga de ingressos disponíveis para decisão: 19.350 entradas para cada torcida. Os 20% restantes ficarão com a RFEF, que distribuirá entre convidados e parceiros comerciais da competição.

A princípio, este será o terceiro confronto entre os dois rivais nesta temporada. No primeiro, pelo primeiro turno do Campeonato Espanhol, em 26 de outubro, o Barcelona venceu por 2 a 1, no Camp Nou. O segundo ocorrerá no dia 23 de março, no Santiago Bernabéu. Há a possibilidade, porém, das equipes se enfrentarem nas quartas de final da Liga dos Campeões, marcadas para as duas primeiras semanas de abril.

Messi decide e Barcelona vence Real Madrid em clássico eletrizante e polêmico

Globo Esportes

No duelo das duplas, Messi fez a diferença. O argentino brilhou mais do que Neymar, Cristiano Ronaldo e Bale, marcou três vezes e garantiu a vitória do Barcelona por 4 a 3 sobre o Real Madrid, neste domingo, no Santiago Bernabéu, pela 29ª rodada do Campeonato Espanhol.

Iniesta abriu o placar logo aos seis minutos, em passe do argentino. Benzema chegou a balançar a rede duas vezes e virar para os merengues, mas Messi garantiu o 2 a 2 antes do intervalo. No começo do segundo tempo, CR7 deixou o Real em vantagem novamente, cobrando pênalti, em falta de Daniel Alves sofrida fora da área, aos nove. Mas outras duas penalidades máximas, uma em Neymar, aos 19, quando Sergio Ramos acabou expulso, e outra em Iniesta, aos 38, foram convertidas pelo camisa 10 do time catalão e garantiram os três pontos para os catalães.

Messi barcelona cristiano Ronaldo real madrid (Foto: Agência AP)
Messi comemora gol do Barcelona diante de Cristiano Ronaldo: argentino brilha mais do que rival (Foto: Agência AP)

Além de desequilibrar o clássico, Messi alcançou mais duas marcas históricas. Com os gols, chegou a 21 no clássico, assumindo a artilharia isolada do histórico do confronto e deixando para trás seu compatriota Di Stéfano, ídolo merengue, com 18. Também se tornou o segundo de todos os tempos na estatística do Campeonato Espanhol. Chegou a 236, superou o mexicano Hugo Sánchez, outro ex-jogador do Real, e também do Atlético de Madrid e Rayo Vallecano, autor de 234, e ficou a 15 do recordista no quesito, Telmo Zarra, ex-Athletic Bilbao, de 1940 e 1955. De quebra, transformou o rival em sua principal vítima. Contra o adversário deste domingo, balançou a rede 21 vezes, uma a mais do que no Atlético de Madrid.

Na classificação, o Barcelona foi a 69 pontos, encostou no Real Madrid e ajudou a tirar o rival da liderança. Com os mesmos 70 pontos que os merengues, estão o Atlético de Madrid, também vitorioso neste domingo, diante do Bétis, e à frente por causa do primeiro critério de desempate, o confronto direto – venceu no Santiago Bernabéu e empatou no Vicente Calderón.

As duas equipes voltam a campo na quarta-feira. O Barcelona recebe o Celta de Vigo, às 16h (de Brasília), e o Real enfrenta o Sevilla, fora de casa, às 18h (de Brasília). O GloboEsporte.com transmite ambas as partidas em Tempo Real. No dia 15 de abril, os rivais têm outro confronto marcado, na final da Copa do Rei, no estádio Mestalla, em Valência.

DI MARÍA DÁ BAILE EM DANIEL ALVES

 

iniesta barcelona x real madrid  (Foto: Getty Images)
Iniesta comemora primeiro gol do clássico depois de passe de Messi (Foto: Getty Images)

Desde os primeiros minutos, o jogo foi disputado com intensidade proporcional à expectativa. O Real Madrid deixou claro logo em suas investidas iniciais no ataque que forçaria as jogadas pela esquerda, em cima de Daniel Alves. O Barcelona tratou de aproveitar a liberdade de Messi pelo meio e, assim, armou o primeiro lance de perigo e fez seus dois gols. Logo aos três, o argentino disparou e deu um ótimo toque rasteiro para Neymar entrar na área e concluir, mas o chute do brasileiro foi em cima do goleiro. Pouco depois, o camisa 10 voltou a acertar um lançamento, para a esquerda, descobrindo Iniesta livre. O espanhol entrou na área e soltou a bomba no ângulo oposto, abrindo o placar.

O Real manteve sua estratégia de forçar as jogadas pela esquerda e virou o placar em pouco tempo. Depois de perder duas chances dentro da área, aos 11 e 12, Benzema acertou, empatando aos 19 e fazendo 2 a 1 aos 23. Em ambos os lances, Di María fez jogada pela esquerda em cima da marcação de falha de Daniel Alves e cruzou. Mascherano perdeu pelo alto nas duas e deixou o atacante francês em boas condições para marcar, primeiro de cabeça e depois dominando com a coxa e chutando forte.

benzema  barcelona x real madrid  (Foto: AP)
Benzema enche o pé e faz o gol da virada do Real Madrid sobre o Barcelona depois de falha de Mascherano (Foto: AP)

 

A virada abateu o Barcelona, e o Real quase ampliou a vantagem. Aos 25, Di María superou de novo a marcação de Daniel Alves e cruzou, e mais uma vez foi Benzema que concluiu, depois de Jordi Alba e Fábregas trombarem pelo alto, confusos na marcação. Sorte catalã é que Piqué salvou em cima da linha.

Apesar do domínio merengue, o Barça conseguiu empatar antes do intervalo, graças de novo a Messi. Aos 41, o argentino tabelou na entrada da área e descobriu Neymar na marca do pênalti. Mal o brasileiro dominou a bola, foi desarmado por Carvajal, antes de concluir. Mas o camisa 10 pegou o rebote, superou a marcação de Sergio Ramos e chutou no canto. Na comemoração, a primeira confusão da partida. Fábregas trombou com Pepe quando ia buscar a bola na rede, o brasileiro naturalizado português foi tirar satisfações, os dois trocaram testadas e acabaram caindo. Na sequência, ambos foram punidos com cartão amarelo.

busquets pisa em pepe barcelona x real madrid (Foto: Reuters)
Fábregas caído para um lado, Pepe no outro, e Busquets pisando no rosto do português, enquanto Daniel Alves se estranha com Sergio Ramos diante de Jordi Alba e Marcelo: clássico quente no Santiago Bernabéu (Foto: Reuters)

 

PÊNALTIS E EXPULSÃO

 

cristiano ronaldo barcelona x real madrid (Foto: AP)
Cristiano Ronaldo comemora gol de pênalti depois de falta sofrida por ele mesmo ao ser calçado por Daniel Alves fora da área (Foto: AP)

Apesar do castigo antes do intervalo, o Real voltou com a mesma intensidade no segundo tempo. Quase marcou aos seis, em disparada de Bale pelo meio concluída por Benzema na área, mas bem defendida por Valdés. E balançou a rede aos nove. Discreto até então, Cristiano Ronaldo pedalou para cima de Daniel Alves e, quando entrava na área, foi calçado por trás. O pé do brasileiro tocou no português fora, mas o árbitro marcou pênalti. O melhor do mundo cobrou bem, Valdés pulou certo, no canto direito, mas a bola entrou no canto.

A resposta do Barcelona saiu dez minutos depois, do mesmo jeito, em pênalti que pode ser considerado polêmico. Messi fez ótimo lançamento pelo meio, Neymar entrou na área e caiu ao ser tocado pelo braço de Sergio Ramos, por trás. O zagueiro foi expulso, e o argentino cobrou bem também, no canto.

messi neymar barcelona (Foto: Agência EFE)
Neymar comemora gol com Messi: brasileiro cava expulsão e pênalti para argentino empatar (Foto: Agência EFE)

 

Em seguida, Ancelotti recompôs a sua defesa, trocando Benzema, autor de dois gols, por Varane. Do outro lado, Tata Martino adiou um pouco mais a substituição de Neymar, mas acabou tirando mesmo o brasileiro, aos 23, para a entrada de Pedro.

O ritmo do jogo diminuiu, com o Real segurando um pouco o ímpeto por ter um a menos em campo, e o Barça ‘cozinhando’ o adversário. Aos 28, Daniel Alves apareceu bem pela primeira vez na partida, acertando a trave em chute com categoria de fora da área.

Aos 38, o lance decisivo. Iniesta recebeu pela esquerda na área e, quando ia se livrar da marcação de Xabi Alonso e Carvajal, foi puxado pelo lateral. Pênalti bem marcado e convertido com precisão novamente por Messi, desta vez no ângulo de Diego López.

messi gol cristiano ronaldo barcelona x real madrid (Foto: Getty Images)
Daniel Alves e Busquets abraçam Messi, com Di María e Cristiano Ronaldo cabisbaixos à frente (Foto: Getty Images)

Só deu tempo mais para Cristiano Ronaldo tomar um cartão amarelo, por deixar o cotovelo em disputa de bola pelo alto com Mascherano na intermediária, e o Barcelona administrar a vitória até o apito final.

Barcelona diz que custo total de Neymar é 86,2 mi de euros

O agora presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira para explicar os valores da contratação de Neymar. Segundo o dirigente, a negociação do craque brasileiro custou aos cofres do clube catalão um total de 86,2 milhões de euros (cerca de R$ 283 milhões).

Bartomeu, que assumiu o cargo no lugar de Sandro Rosell, que renunciou na quinta-feira, garante, porém, que o clube não mentiu o valor da transferência. Segundo ele, a compra de Neymar custou 57,1 milhões de euros (pouco mais de R$ 187 milhões), que são incrementados com os valores de luvas, parcerias sociais entre o Barça e a Fundação Neymar e ações de marketing, elevando o total para os 86,2 milhões de euros.

Coube ao diretor de futebol Raúl Sanllehí esmiuçar os valores. “Casualmente, a cifra especulada mais alta foi de 95 milhões de euros. O valor pago à N&N (empresa cujo nome leva as iniciais dos pais de Neymar) é de 40 milhões de euros (R$ 131 milhões) e ao Santos 17,1 milhões (R$ 56 milhões)”.

Sanllehí garantiu que as duas partidas amistosas marcadas entre Barcelona e Santos não tiveram custo algum e revelou que há ainda a possibilidade de um bônus de 2 milhões de euros (R$ 6,5 milhões) que o clube brasileiro receberá caso Neymar seja indicado entre os finalistas da Bola de Ouro da Fifa.

Para revelar os valores, o Barcelona afirma ter quebrado a confidencialidade do contrato com a autorização do pai de Neymar. “O pai do jogador, Neymar da Silva, autorizou o clube a levantar a confidencialidade do contrato porque considera injusto o que aconteceu”, afirmou Bartomeu.

O Barcelona também quebrou o silêncio sobre o salário de Neymar, que receberá 8,8 milhões de euros durante os cinco anos de contrato. Há ainda a comissão dos agentes envolvidos na transação, no valor de 2,7 milhões de euros (R$ 6,5 milhões) e bônus que podem chegar a 1 milhão de euros (R$ 2,4 milhões).

“A cláusula de valores variáveis aparece no contrato de todos os jogadores do mundo porque todos os representantes têm uma porcentagem a receber. Na esfera social, é insultante a forma como mascararam o conceito. São pagos 500 mil euros (R$ 1,2 milhão) anuais à Fundação Neymar para fins sociais”, assegurou Sanllehí.

Fonte: Agência Estado