Ciclismo

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

euatleta respiração (Foto: Getty Images)
Consumo máximo de oxigênio, ou VO2 máximo, representa a capacidade aeróbica de um indivíduo (Foto: Getty Images)

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

Esportes que mais gastam calorias: conheça o MET, seu aliado na dieta

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

euatleta falta de ar (Foto: Getty Images)
Pessoas com falta de ar ou cansaço durante o exercício devem fazer o teste cardiopulmonar (Foto: Getty Images)

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

euatleta personal (Foto: Getty Images)
Teste cardiopulmonar serve também para definir o treino de acordo com as necessidades de cada indivíduo (Foto: Getty Images)

 Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

Que tal ter uma MTB aro 36?

Sobre 3×10 XT  2×10 XT Velocidade única

Ficha Tecnica True Bike Aro 36

Jantes: NIMBUS STEALTH2 36 “

Pneus: VEE RUBBER 36″ x 2.25 “

Frame: STEEL (custom built) fork: STEEL (personalizado) fone de ouvido: FSA ORBIT Z 1.5R

Chave da alavanca: SHIMANO XT SL-M780 10sp

Conversor: SHIMANO DEORE XT RD-M780 SGS 10sp

Controle de engrenagem: SHIMANO DEORE XT FD-M786

Roda livre 10sp : SHIMANO DEORE XT CS-M771 11-36 (10sp)

Corrente : SHIMANO CN-HG95 (10sp)

Cubo dianteiro: cubo traseiro NOVATEC D041SB-9 (36 furos) :

Raios NOVATEC D362SB (36 furos) :

PRETO ACESSÓRIO INOXIDÁVEL 2.0 mm (custom built)

Freios: SHIMANO DEORE XT M785 discos de freio: SHIMANO SM-RT86 guiador de 203 mm :

PSERIAS ESPECIALIZADAS DIRT 650 mm haste:

FSA CARBON braçadeiras de 100 mm :

LIZARD SKINS NorthShore pedais:

NS BIKES AERIAL transdutor / manivelas: SHIMANO DEORE XT FC-M785 24-38T / 175mm

Suporte inferior: SHIMANO DEORE XT FC-M785 BB UNIDADE

Sela: ESPECIALIZADO Phenom Comp

Número de engrenagens: 20 peso: 18,9 kg preço (sem IVA): € 3150

Cansou da discussão de qual o tamanho de roda é melhor? Que tal apelar e partir para as aro 36? hehehehehe. Essa opção é dada pela empresa TrueBikes.

Tru_Bike_aro_36_02

Eles criaram um modelo comercial de bicicletas aro 36. A bicicleta está disponível em três configurações 2 x 10 XT (20 velocidades) 3 x 10 XT (30 velocidades e single Speed.

Tru_Bike_aro_36_01

Vejam os detalhes aqui no site TrueBike

Por que os “pneus” esvaziam quando a bicicleta fica parada algum tempo?

Por Érico Pereira Corrêa/Mecânicos de Bicicleta

Alguns leitores pediram para explicar o motivo de um verdadeiro “mistério”: por que os “pneus” da bicicleta esvaziam quando ela fica parada algum tempo? Isto, mesmo depois da avaliação de um profissional atestando que não há furos na câmara de ar e tampouco vazamento nas válvulas. Então, o que acontece?

Como todo material sintético, de forma simplória, a borracha é composta de diversos tipos de átomos, que por sua vez combinam-se em moléculas para que por meio de processo industrial seja produzida a câmara de ar. O intuito da engenharia é combinar as características previstas na concepção deste tipo particular de borracha: a elasticidade, a resiliência e a principal, a estanqueidade.

Foto: ©  molekuul_be / shutterstock

Porém, nem sempre estas ligações físico-químicas têm o resultado esperado no processo fabril, e algumas marcas e/ou lotes não conseguem aprisionar o ar com eficiência.

Em outros casos, a borracha ao longo do tempo perde suas capacidades e surgem poros invisíveis a olho nu, que permitem a passagem de ar muito lentamente. Esta validade também é variável de acordo com a idade, marca, procedência, lote, espessura, qualidade da matéria-prima e qualidade do processo. Quando isto acontece, diagnosticamos como “câmara porosa” e somente a substituição resolve o problema.

Este fenômeno pode ser facilmente observado, por exemplo, em balões (bexigas) de festa. Quem nunca deixou para o dia seguinte a retirada dos balões e percebeu que estavam murchos? Os balões são descartáveis e por isso o fabricante não se preocupa na sua eficiência ao longo do tempo. Você poderá encher, fechar bem e testar na água. Não verá a formação de bolhas, contudo, o ar escapará mesmo assim.

GEL DE CARBOIDRATO, COMO FUNCIONA, PORQUE E COMO USAR

O Gel de Carboidrato é um suplemento no formato de sachê utilizado para fornecer energia durante o exercício e ajuda a promover a recuperação.

O consumo de Gel de Carboidrato se tornou muito popular entre os atletas durante corridas mais longas como meias maratonas e maratonas. Isto ocorreu desde que a nutrição esportiva passou a compreender especificamente como o glicogênio é usado junto com o funcionamento dos músculos.

Neste artigo vamos descrever como o gel de carboidrato funciona e ajudá-lo a entender quando e com que frequência você deve utilizar o gel de carboidrato para garantir o máximo desempenho e abastecimento ideal no dia da corrida.

COMO FUNCIONA O GEL DE CARBOIDRATO

Seu corpo utiliza duas fontes primárias de combustível para alimentar os músculos quando você está praticando algum tipo de atividade esportiva – Gordura e Carboidratos.

A gordura é um recurso abundante para ser transformado em energia, o problema é que a conversão da gordura em energia ocorre muito lentamente, tornando-se uma fonte de combustível ineficaz.

Portanto, seu corpo depende de carboidratos como fonte primária de combustível nos treinos. Geralmente, quanto mais rápido você corre, maior a porcentagem de seu combustível virá de carboidratos.

O problema com o carboidrato é que só pode armazenar uma quantidade limitada em nossos músculos. É ai que entra o Gel de Carboidrato!

POR QUE USAR GEL DE CARBOIDRATO?

Em síntese, o gel de carboidrato ajudar a repor o glicogênio e calorias que você está queimando em treinos fortes e longos. O consumo de carboidratos de rápida absorção durante a corrida fornece glicose e permite a continuidade da atividade, retardando a fadiga.

QUANDO USAR GEL DE CARBOIDRATO?

Cada pessoa absorve e processa os carboidratos de forma diferente – alguns podem sentir o efeito dentro de três minutos, enquanto outros podem levar até 15 minutos.

A sugestão de alguns nutricionistas é tomar o seu primeiro gel em por volta de 45 a 60 minutos, dependendo de quão bem você reage ao gel no treino.

QUANTAS VEZES TOMAR O GEL DE CARBOIDRATO?

As marcas de Gel de Carboidrato possuem concentrações variadas de carboidratos, vitaminas e minerais. Alguns também contém cafeína, que é um estimulante energético.

Sempre tome o gel de carboidrato com água, nunca sozinho e nunca com uma bebida esportiva. Sem água, o gel de carboidrato levará mais tempo para digerir e entrar na corrente sanguínea.

Se você tomar um gel de carboidrato com uma bebida esportiva, você corre o risco de ingerir muito açúcar simples ao mesmo tempo.

Os efeitos podem variar conforme a dieta. Se ela for balanceada, os resultados serão melhores e é por isto que é muito importante o acompanhamento de um nutricionista.

Uma opção indicada é consumi-los da seguinte maneira:

Exercícios/Competições de até 1 hora: Apenas água
Duração de 1h30min: 1 Sachê de Gel a cada 45 minutos
Duração de 2 horas: 1 Sachê a cada 30 minutos (a partir dos 40 minutos)
Duração de 3 horas: 1 Sachê a cada 25 minutos (a partir dos 40 minutos)
Duração de 4 horas: 1 Sachê a cada 20minutos (a partir dos 40 minutos)
Lembre-se: É importante ter o acompanhamento de um profissional, para saber a dose certa a ser consumida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o avanço da medicina esportiva e um melhor entendimento de como o corpo utiliza as fontes de energia, descobriu-se que o consumo deste tipo de suplemento é muito indicado para atividades intensas e longas.

Fonte: Docedieta.com

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).

Selfie tira Geraint Thomas de prova

Uma selfie causou um problema grande para o ciclista britânico Geraint Thomas (Team Sky), bicampeão olímpico de ciclismo de pista por equipes. Durante a disputa da Revolution Longest Lap, em Glasgow, na Escócia, Thomas, enquanto aguardava o início da prova, resolveu atender ao pedido de uma fã, pegou o celular dela na lateral do velódromo e fez uma foto. O problema é que, segundo regulamento da  União Ciclística Internacional  (UCI)  interferências externas, de qualquer natureza, são proibidas, e Geraint foi desclassificado.

E se engana quem pensa que a selfie inocente causou a primeira suspensão do campeão olímpico da Longest Lap. Geraint já havia sido desclassificado do mesmo torneio em 2014, em Londres (Inglaterra), por ter interagido com os fãs na lateral da pista, com autógrafos e abraços.

Após ser informado da nova desclassificação, Geraint Thomas, que pedala pela Sky desde 2009, e é também campeão mundial de pista (2008), além de estar classificado para o Rio 2016, ainda parou no box da equipe para falar com seu chefe, Ian Stannard, que não parecia acreditar na cena, mas tentava controlar os ânimos e ser compreensivo com uma das maiores estrelas do time.

Chega de pneus furados, pois os modelos sólidos já estão disponíveis no mercado

Fonte: www.mundotri.com.br

Os pneus furados costumam irritar bastantes ciclistas e triatletas durante os treinos e provas. Esse problema, no entanto, está com os dias contados.

Os pneus sólidos, feitos de borracha maciça, já estão disponíveis no mercado. A Tannus, empresa especializada em pneus tubeless e sólidos, acaba de lançar o modelo Aither 1.1. Após uma década de pesquisa, a empresa conseguiu chegar em um modelo que se prende com segurança aos aeros clinchers tradicionais e possui resistência à rolagem mais próxima aos pneus tradicionais.

Mais pesado que um conjunto de pneu + câmera de primeira linha, o pneu sólido deve se tornar uma opção comum para treinos. Testes no túnel do vento mostram uma diferença de cerca de 3% em relação aos conjuntos tradicionais. Segundo o fabricante, a durabilidade é de cerca de 9.000km, quando a perda de material chega a 1,5mm (ainda muito pequena).

Cada pneu pesa cerca de 320 gramas, e equivale a uma pressão de 100psi. A Tannus oferecerá três tamanhos: 700c x 23 (10 cores); 700c x 28 (preto), 700c x 32 (preto) e 26″ x 1.75″ (preto). O preço varia de 150 a 180 dólares, o que pode representar uma economia significativa em 9.000km de uso em relação às câmaras e pneus tradicionais.

Brasileiro pedala 2080 km em bike de bambu

Por Ativo

Mateus Nascimento pode não ser um ciclista famoso no Brasil. Mas este baiano de 46 anos pode em breve entrar para o livro dos recordes, o Guinness Book. Isto porque ele pedalou simplesmente 2080 km em 16 dias sobre uma bike de bambu de confecção própria. A aventura começou no último dia 18 de outubro, em Suzano (SP), na Grande São Paulo, e terminou no dia 2 de novembro, em Salvador (BA). No caminho, passagem pelo estado de Minas Gerais e 25 cidades.

“Estou realizado. Não tenho palavras para descrever a emoção em superar esse desafio”, disse o atleta. “Nos primeiros dias cheguei a pedalar até 10 horas. Estou com o corpo muito dolorido, mas a alegria é maior do que qualquer dor nesse momento. Vou aproveitar a estadia por aqui e rever alguns familiares”, acrescentou o atleta.

Esta não é a primeira aventura de Nascimento e sua bicicleta de bambu. No ano passado, ele pedalou 900 km de Suzano até Goiás. “Foram cinco dias de pedalada até Goiás, o que me motivou a percorrer distâncias maiores. Estou sempre em busca da minha superação pessoal. Acredito na força do ser humano e na capacidade de se reinventar a cada dia. Espero que este desafio motive as pessoas a buscarem seus sonhos, independente da complexidade”, relembrou o ciclista, que pretende registrar a aventura em um livro.

Artesão, Mateus Nascimento também trabalha com a confecção de artefatos de bambu. Há dois anos decidiu copiar o modelo de uma bicicleta de bambu para tornar seu equipamento mais leve.

Baiano, ele chegou a São Paulo em 1985, aos 17 anos, para disputar a tradicional Corrida de São Silvestre e depois moraria com os tios. Porém, após alguns desentendimentos com a família, ele decidiu sair de casa e passou a viver nas ruas da capital paulista. “Fazia bicos e estudava à noite, mesmo morando na rua. Certo dia vi o anúncio de uma vaga para pintor e resolvi me candidatar. Conheci uma boa alma que acreditou em mim e me deu uma oportunidade na cidade de Suzano”, lembra.

E foi na cidade do Alto Tietê que Mateus constituiu família e ingressou no mercado de trabalho, estampando camisetas. “Tive uma pequena produção de estamparia, mas nunca abandonei as corridas de rua. Viajei para muitas cidades e até para fora do país para competir pela cidade de Suzano, que sempre me patrocinou”, contou.

Para ele, os desafios esportivos são formas de superação e fortalecimento humano. “Tudo nessa vida é possível, desde que se tenha um objetivo e dedicação”, diz o atleta.

As novas apostas da Garmin: uma delas, já à venda no Brasil

Fonte: Site Ativo

A Garmin anunciou que seu novo relógio, o Forerunner 620, capaz de rastrear a distância, o ritmo e os batimentos cardíacos do corredor, já está à venda no Brasil. A novidade, segundo a marca, oferece recursos avançados, como aviso de recuperação, indicador de atividade e a velocidade máxima estimada para completar um treino ou prova.Funcionando com um monitor cardíaco, o aparelho mostra a evolução do atleta e também permite que ele encontre o seu pace, de acordo com a sua frequência.

Na tela, cores e luzes mostram a variação de batimentos cardíacos e a intensidade do treino e permite que o corredor compare seu exercício com outros corredores, através de um recurso sem fio.

Baseando-se nos dados do batimento cardíaco do corredor, o relógio calcula o intervalo de acordo com o último exercício. Em seguida, ele exibe quanto tempo antes do próximo exercício o corredor estará completamente recuperado e pronto para recomeçar a corrida.

+  Forerunner 15: adeus, sedentarismo!

Sem previsão de lançamento no Brasil, a Garmin também lançou outro modelo para os apaixonados por corrida e novidades: o Forerunner 15. Integrando as funcionalidades de um GPS comum à um gadget, o aparelho, além de monitorar as funções habituais, é capaz de avisar ao corredor quanto tempo ele permanece sentado e sem treinar.

Segundo a marca, o relógio é a prova d’água (até 50 m de profundidade) e a bateria dura mais do que os outros, podendo chegar até cinco semanas de uso. O preço estimado é de U$ 300 dólares, cerca de R$ 600 reais.