Ciclismo

Enquanto a cultura da bike cresce, o ciclismo de estrada morre no Brasil

Demétrio Vecchioli

Pela primeira vez em 36 anos, o Brasil está fora dos Jogos Olímpicos em uma das mais modalidades mais populares do mundo: o ciclismo de estrada. E não foi por falta de vaga.

Só no masculino se classificaram 57 países, sendo 11 só das Américas, incluindo Peru, Guatemala e Panamá. Um fracasso retumbante, que coincide como um momento histórico do avanço da cultura da bicicleta nos grandes centros urbanos e com o crescimento da presença de grandes marcas ao mercado nacional.

Em concomitância, porém, também, com o desmoronamento das estruturas do ciclismo profissional no país. O fim do patrocínio da Caixa Econômica Federal à Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) tem apenas uma fração de responsabilidade por isso.

Pesam expressivamente mais o desinteresse de concessionárias de rodovias e órgãos públicos, especialmente estaduais, e o desestímulo aos patrocínios, causado por uma cultura de doping.

Esta reportagem já estava sendo apurada quando um fato novo refletiu à perfeição por que a engrenagem do ciclismo brasileiro anda para trás.

Endrigo Rosa Pereira puxava o pelotão da Volta de Guarulhos em um circuito fechado no domingo (27) quando foi atropelado por um carro em alta velocidade, que invadiu o local de competição porque a prefeitura não havia colocado guardas fechando a avenida. A corrida acabou ali, Endrigo escapou de uma tragédia por sorte e agora vai ter que arcar sozinho com o prejuízo da bicicleta destruída.

O organizador, que passou semanas de gabinete em gabinete ouvindo recusas de apoio do poder público, teve que alterar todo o trajeto faltando quatro dias para a largada e havia recebido garantia de que ao menos ali haveria segurança, agora decidiu que nunca mais tenta realizar uma volta ciclística.  Pense por um segundo: fosse você o diretor de marketing de uma empresa, você associaria sua marca? Fosse ciclista, arriscaria sua vida? Fosse organizador, apostaria sua credibilidade?

Ciclistas durante o derradeiro Tour de São Paulo, em 2014 (Sérgio Shibuya/MBraga Comunicação) 

Sem ter para onde correr  Diferente da vizinha Colômbia, o Brasil nunca foi uma potência no ciclismo de estrada. Ainda assim, ocupou um lugar respeitável na modalidade.

Entre 1988 e 2016, somou 22 participações nos Jogos Olímpicos, classificando uma média de quase três atletas por edição. Essas vagas costumavam ser obtidas por um ranking regional, no qual o Brasil variava entre o quarto e o quinto lugares. Desta vez os critérios foram outros, mas esse ranking continua existindo.

O Brasil é 13º.  A queda está diretamente relacionada à descontinuidade de grandes voltas ciclísticas, que pontuavam para o ranking da União Ciclística Internacional (UCI). Em 2014, por exemplo, foram realizadas quatro dessas voltas, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, com duração de quatro a sete dias e atraindo diversas equipes estrangeiras. “Era mais barato organizar uma prova no Brasil do que levar uma equipe inteira para competir lá fora”, explica Leandro Bittar, jornalista especializado em ciclismo.

A última prova internacional realizada no Brasil foi a Olimpíada, em agosto de 2016. Depois disso nenhum outro evento foi chancelado pela UCI, nem mesmo as chamadas “clássicas”, de um dia, como a Copa América. E nada indica que esse cenário vá mudar. Pessoas do mercado afirmaram ao Olhar Olímpico que sequer existem projetos de novos eventos assim.  “A dificuldade é absurda, absurda, absurda, absurda, você não tem uma noção” diz Cláudio “Facex”, o organizador da Volta de Guarulhos, que chegou à sua quarta e última edição precisando realizar uma etapa em Pindamonhangaba, a mais de 120 quilômetros, por falta de outra opção. Depois do acidente de domingo, em trajeto que não estava no plano original, ele decidiu que não organiza novos eventos.

A falta de apoio acabou com outros eventos de porte. A Volta do Paraná teve sua última edição em 2015, ano em que a Volta Internacional de São Paulo, conhecida como Tour Brasil, mais importante do país, foi cancelada por falta de apoio dos órgãos públicos. Nunca mais voltou. Aconteceu o mesmo com o Tour do Rio, em 2016, quando a prova foi cancelada a uma semana da largada, com os organizadores reclamando de falta de apoio dos governos municipal, estadual e federal. A federação do Rio, naquele ano, se opôs a mais uma reeleição de José Luiz Vasconcellos, presidente em terceiro mandato da CBC.

Matéria Completa nesse link

https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2019/10/30/o-ciclismo-brasileiro-de-estrada-chegou-ao-fundo-do-poco/?fbclid=IwAR1XmEnko_RnLr-HbMO8ORhMNDzwzD3Cz_I7UHDVOsQJdwMZ8uH7xTHlkMo

Henrique Avancini conquista a prata no XCO com pneu furado – Pan-Americanos 2019

Henrique Avancini conquistou a medalha de prata no ciclismo MTB nos Jogos Pan-Americanos 2019, neste domingo dia 28/07.

Atual número 3 do mundo no ranking da União Ciclística Internacional (UCI), o brasileiro Henrique Avancini conquistou a prata no cross country masculino do ciclismo mountain bike dos Jogos Pan-Americanos de Lima. A medalha teve um sabor especial para o atleta natural de Petrópolis (RJ), uma vez que ele teve de superar um pneu furado durante a prova vencida pelo mexicano Jose Ulloa Arevalo .

Arevalo venceu com o tempo total de 48min23s, três segundos mais rápidos que Avancini. Completou o pódio o chileno Martin Kossmann, que chegou a ultrapassar o brasileiro durante a troca de pneus.

– Na terceira volta eu tentei abrir do Ulloa para brigar pelo ouro, mas aí eu furei o pneu. Andei o máximo possível com o pneu furado até trocar, então não tem muito o que falar, isso é coisa desse esporte. Não estou feliz, porque eu queria o ouro, mas o mountain bike é assim – disse o ciclista fluminense.

A prata de Avancini foi a segunda medalha do Brasil no ciclismo mountain bike neste domingo. Mais cedo, Jaqueline Mourão conquistou o bronze no cross country feminino, sagrando-se medalhista pan-americana aos 43 anos.

Henrique Avancini durante a prova do cross country — Foto: Divulgação/Rede do Esporte

Por Felipe Brisolla e Marcel Merguizo — Lima

Jaqueline Mourão conquista o bronze no XCO – Pan-Americanos 2019

Aos 43 anos de idade, brasileira enfrenta câimbras na reta final, mas segura a pressão e garante um lugar no pódio dos Jogos Pan-Americanos.

Na manhã deste domingo, dia 28, Jaqueline Mourão conquistou a medalha de bronze na prova do cross country feminino de mountain bike dos Jogos Pan-Americanos. Aos 43 anos de idade, ela esteve entre as primeiras colocadas desde o início da competição, deixou grande parte das rivais para trás e finalizou em grande estilo.

A campeã, com certa folga, Campuzano fechou em 1h30m45 e levou o ouro, enquanto Gomez completou com a medalha de prata com o tempo de 1h31m06, Jaqueline Mourão finalizou a prova com a marca de 1h31m12.

“Foi um duelo muito forte. Quando vimos a Daniela Campuzano tão perto, começamos a acelerar mais. Eu tentei atacar nas subidas e senti muita câimbra, batalhei até o final para conseguir fechar a distância para a segunda colocada. A Sofia tem um sprint muito forte, eu tentei até o final. Eu estou muito feliz com a minha prova e com toda a equipe que salva o meu lado”, avaliou Jaque.

“A última volta foi o momento mais difícil. Foi uma prova muito arisca, com muita gana. Eu tinha que me defender ali. Na última volta eu já estava com muita câimbra. Eu queria muito essa medalha. Ainda me sinto muito forte. Em 2007, eu perdi a medalha. Fui quarto lugar no Rio na frente de toda a minha família. Eu queria tanto essa medalha. E foi uma luta segurar essa onda. Finalmente eu tive uma segunda oportunidade de conseguir a medalha”, completou.

APRENDA A CALIBRAR OS PNEUS DE MOUNTAIN BIKE

De que vale o formato se não tem um bom conteúdo? Essa expressão popular cai bem pra falarmos sobre a relação pneus e pressão. Quando bem calibrados, não apenas apresentam bom como evitam furos e acidentes.

Não há uma medida universal para calibrá-los. É preciso informações sobre o local da pedalada e tipos de aro e pneu que você usa para acertar na calibragem. Saiba agora como calibrar devidamente seus pneus de mountain bike e levar vantagem em qualquer trajeto!

Confira tudo o que você vai aprender no artigo de hoje:

•    Relação volume X pressão dos pneus de mountain bike.
•    Peso do ciclista X pressão do pneu.
•    Terrenos diferentes, pressões diferentes.
•    Calibragem de acordo com os tipos de aro e pneu.
•    Ferramentas para calibrar os pneus.
•    Tabela de base para calibrar seus pneus.

ENTENDENDO A RELAÇÃO VOLUME X PRESSÃO DOS PNEUS DE MOUNTAIN BIKE

Os pneus das mountain bikes são conhecidos por suportarem uma pressão mais baixa do que os pneus das bikes de estrada. Um pneu de MTB pode, por exemplo, ter limite máximode 65 PSI, enquanto o de uma road, chega a mais de 110 PSI. Essa grande diferença está baseada na relação de quanto volume de ar e pressão por polegada (PSI traduzido do inglês) cada pneu aguenta.

Um pneu de mountain bike suporta mais volume porque ele é mais largo e está apoiado em aros também largos. Então precisam de maior volume de ar para preencher todo o espaço dentro da câmara, e fazer com que o pneu apoie sem folgas no aro.

Já a sua capacidade para pressão, é menor, pois as mountain bikes precisam de pneus que se adaptem aos diferentes tipos de solo, como trilha, asfalto, cascalho, lama ou pedras. Se eles tiverem alta pressão ficarão muito duros, o que prejudica o controle da bicicleta.

PESO DO CICLISTA X PRESSÃO DO PNEU

Quando falamos em calibrar os pneus, também temos que levar em conta o seu peso. Pessoas mais leves não precisam calibrar muito os pneus de mountain bike, entretanto os ciclistas que têm sobrepeso devem considerar alguns números a mais na hora de calibrar. Isso vale para qualquer terreno!

Para os pesos penas, não há muito que se preocupar sobre a pressão, já que dificilmente precisarão colocar o pneu em sua pressão máxima. Nas categorias peso médio e pesado, é sempre bom prestar atenção ao limite máximo de pressão que o pneu aguenta. Porque quanto mais pesado você for, maior será a calibragem.

TERRENOS DIFERENTES, PRESSÕES DIFERENTES

Para obter o melhor desempenho na bike e ainda evitar contratempos, há algumas dicasbásicas que servem para qualquer dos pneus de mountain bike, independente do aro. Vamos conhecer cada uma delas agora!

Se você quiser pegar um estradão de terra ou asfalto, em que o terreno tem poucas imperfeições, é aconselhável rodar com os pneus mais cheios. Porque assim, a área de contato com o solo fica menor, o que torna mais fácil ganhar altas velocidades sem tanto esforço.

Agora se o passeio for uma trilha com raízes e por vezes, lama, é bom diminuir alguns PSIs, já que você precisa de mais aderência, estabilidade e tração. Com o pneu mais vazio, ele pega mais área do chão e oferece bastante conforto.

Se o percurso envolver muitas pedras e cascalho é bom dosar um meio termo na pressão, por dois motivos. O primeiro é que se ele estiver muito cheio, vai pular demais e pode fazer com que você caia. O segundo é que se ele estiver abaixo do mínimo, ele poderá sair do aro, furar com facilidade ou seu aro pode ser danificado com os impactos.

No caso dos pneus sem câmara (tubeless), eles podem rodar com menos ar do que em pneus com câmara, já que usam selante. Esse líquido veda instantaneamente o pneu quando há furos pequenos. Além disso, os tubeless são mais adaptáveis aos diferentes terrenos, porque não têm a borracha da câmara dentro, que faz muito volume.

CALIBRAGEM DE ACORDO COM OS TIPOS DE ARO E PNEU

O que influencia muito também na quantidade de pressão que você pode usar nos pneus de mountain bike, é o aro. Cada aro tem um limite de pressão, que no caso dos aros de folha simples, é muito baixo. Os aros de folha dupla suportam altas pressões, mas não é bom exagerar. Um pneu muito cheio pode fazer com que o aro ou o pneu mesmo estoure durante a pedalada. O que pode te causar um grande tombo!

Além desses problemas, um pneu muito cheio pode escorregar com facilidade em curvas e ser bem duro e desconfortável em impactos. Seus braços agradecem uma calibragem na medida certa!

O contrário também traz problemas. Pneus muito vazios podem sair do aro em uma curva ou pedalada forte, e ainda num impacto, podem deixar o aro muito vulnerável de amassar ou quebrar.

Outro fator que tem ligação direta com a pressão usada nos pneus de mountain bike é o tipo de borracha e a composição do pneu. Modelos com arame são mais pesados e não aguentam tanto volume de ar. Apesar de bem resistentes, a espessura da borracha lateral é maior e não deixa que muito ar ocupe seu espaço interno.

Pneus com kevlar – aqueles bem leves que dobram – comportam maior volume de ar e são bem mais adaptáveis ao solo, já que não tem tanta borracha em sua composição. Isso faz com que estes, além de serem mais caros, se saiam melhor em terrenos bem acidentados.

Pra sua curiosidade, uma informação que é encontrada em alguns pneus é a sigla TPI (em inglês threads per inch), que significa a quantidade de fios de nylon por polegada quadrada. Essa é uma característica que funciona assim: quanto mais alto o número do TPI, mais flexível, adaptável ao terreno e leve ele é. Pneus com TPI alto são mais caros também! Quanto menor o número, mais pesado é, já que tem mais borracha para cobrir as áreas sem fios de nylon.

FERRAMENTAS PARA CALIBRAR OS PNEUS

Pra calibrar seus pneus de mountain bike, existem algumas ferramentas que te ajudam muito. A bomba de mão pode ser usada, mas alguns modelos não conseguem atingir o PSI que você deseja, já que são peças de uso mais emergencial.

As bombas de pé são mais indicadas porque conseguem dar conta do recado de mandar muito volume de ar ou pressão pra dentro do pneu. Elas são até melhores do que os calibradores dos postos de gasolina!

Pra você saber o número certo do PSI do seu pneu depois de enchê-lo, é bom ter em mãos um calibrador digital. Esse aparelho mede com precisão a taxa de pressão e vai garantir que você saia para a trilha confiante sobre seu pneu.

TABELA DE BASE PARA CALIBRAR SEUS PNEUS

Para te ajudar a saber o quanto pode calibrar os seus pneus de mountain bike, fizemos uma tabela de referência. Dá uma olhada:

Tabela de base para calibrar seus pneus de mountain bike

Com todo esse material fica fácil acertar na pressão de cada pneu e ainda garantir que seu passeio fique melhor. Curtiu nossas dicas? Então compartilhe nas suas redes sociais e ajude seus parceiros de pedal a tirarem todas as dúvidas sobre a calibragem ideal para pneus de mountain bike!

Fonte: Bike Registrada 

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

euatleta respiração (Foto: Getty Images)
Consumo máximo de oxigênio, ou VO2 máximo, representa a capacidade aeróbica de um indivíduo (Foto: Getty Images)

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

Esportes que mais gastam calorias: conheça o MET, seu aliado na dieta

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

euatleta falta de ar (Foto: Getty Images)
Pessoas com falta de ar ou cansaço durante o exercício devem fazer o teste cardiopulmonar (Foto: Getty Images)

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

euatleta personal (Foto: Getty Images)
Teste cardiopulmonar serve também para definir o treino de acordo com as necessidades de cada indivíduo (Foto: Getty Images)

 Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

Que tal ter uma MTB aro 36?

Sobre 3×10 XT  2×10 XT Velocidade única

Ficha Tecnica True Bike Aro 36

Jantes: NIMBUS STEALTH2 36 “

Pneus: VEE RUBBER 36″ x 2.25 “

Frame: STEEL (custom built) fork: STEEL (personalizado) fone de ouvido: FSA ORBIT Z 1.5R

Chave da alavanca: SHIMANO XT SL-M780 10sp

Conversor: SHIMANO DEORE XT RD-M780 SGS 10sp

Controle de engrenagem: SHIMANO DEORE XT FD-M786

Roda livre 10sp : SHIMANO DEORE XT CS-M771 11-36 (10sp)

Corrente : SHIMANO CN-HG95 (10sp)

Cubo dianteiro: cubo traseiro NOVATEC D041SB-9 (36 furos) :

Raios NOVATEC D362SB (36 furos) :

PRETO ACESSÓRIO INOXIDÁVEL 2.0 mm (custom built)

Freios: SHIMANO DEORE XT M785 discos de freio: SHIMANO SM-RT86 guiador de 203 mm :

PSERIAS ESPECIALIZADAS DIRT 650 mm haste:

FSA CARBON braçadeiras de 100 mm :

LIZARD SKINS NorthShore pedais:

NS BIKES AERIAL transdutor / manivelas: SHIMANO DEORE XT FC-M785 24-38T / 175mm

Suporte inferior: SHIMANO DEORE XT FC-M785 BB UNIDADE

Sela: ESPECIALIZADO Phenom Comp

Número de engrenagens: 20 peso: 18,9 kg preço (sem IVA): € 3150

Cansou da discussão de qual o tamanho de roda é melhor? Que tal apelar e partir para as aro 36? hehehehehe. Essa opção é dada pela empresa TrueBikes.

Tru_Bike_aro_36_02

Eles criaram um modelo comercial de bicicletas aro 36. A bicicleta está disponível em três configurações 2 x 10 XT (20 velocidades) 3 x 10 XT (30 velocidades e single Speed.

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Vejam os detalhes aqui no site TrueBike

Por que os “pneus” esvaziam quando a bicicleta fica parada algum tempo?

Por Érico Pereira Corrêa/Mecânicos de Bicicleta

Alguns leitores pediram para explicar o motivo de um verdadeiro “mistério”: por que os “pneus” da bicicleta esvaziam quando ela fica parada algum tempo? Isto, mesmo depois da avaliação de um profissional atestando que não há furos na câmara de ar e tampouco vazamento nas válvulas. Então, o que acontece?

Como todo material sintético, de forma simplória, a borracha é composta de diversos tipos de átomos, que por sua vez combinam-se em moléculas para que por meio de processo industrial seja produzida a câmara de ar. O intuito da engenharia é combinar as características previstas na concepção deste tipo particular de borracha: a elasticidade, a resiliência e a principal, a estanqueidade.

Foto: ©  molekuul_be / shutterstock

Porém, nem sempre estas ligações físico-químicas têm o resultado esperado no processo fabril, e algumas marcas e/ou lotes não conseguem aprisionar o ar com eficiência.

Em outros casos, a borracha ao longo do tempo perde suas capacidades e surgem poros invisíveis a olho nu, que permitem a passagem de ar muito lentamente. Esta validade também é variável de acordo com a idade, marca, procedência, lote, espessura, qualidade da matéria-prima e qualidade do processo. Quando isto acontece, diagnosticamos como “câmara porosa” e somente a substituição resolve o problema.

Este fenômeno pode ser facilmente observado, por exemplo, em balões (bexigas) de festa. Quem nunca deixou para o dia seguinte a retirada dos balões e percebeu que estavam murchos? Os balões são descartáveis e por isso o fabricante não se preocupa na sua eficiência ao longo do tempo. Você poderá encher, fechar bem e testar na água. Não verá a formação de bolhas, contudo, o ar escapará mesmo assim.

GEL DE CARBOIDRATO, COMO FUNCIONA, PORQUE E COMO USAR

O Gel de Carboidrato é um suplemento no formato de sachê utilizado para fornecer energia durante o exercício e ajuda a promover a recuperação.

O consumo de Gel de Carboidrato se tornou muito popular entre os atletas durante corridas mais longas como meias maratonas e maratonas. Isto ocorreu desde que a nutrição esportiva passou a compreender especificamente como o glicogênio é usado junto com o funcionamento dos músculos.

Neste artigo vamos descrever como o gel de carboidrato funciona e ajudá-lo a entender quando e com que frequência você deve utilizar o gel de carboidrato para garantir o máximo desempenho e abastecimento ideal no dia da corrida.

COMO FUNCIONA O GEL DE CARBOIDRATO

Seu corpo utiliza duas fontes primárias de combustível para alimentar os músculos quando você está praticando algum tipo de atividade esportiva – Gordura e Carboidratos.

A gordura é um recurso abundante para ser transformado em energia, o problema é que a conversão da gordura em energia ocorre muito lentamente, tornando-se uma fonte de combustível ineficaz.

Portanto, seu corpo depende de carboidratos como fonte primária de combustível nos treinos. Geralmente, quanto mais rápido você corre, maior a porcentagem de seu combustível virá de carboidratos.

O problema com o carboidrato é que só pode armazenar uma quantidade limitada em nossos músculos. É ai que entra o Gel de Carboidrato!

POR QUE USAR GEL DE CARBOIDRATO?

Em síntese, o gel de carboidrato ajudar a repor o glicogênio e calorias que você está queimando em treinos fortes e longos. O consumo de carboidratos de rápida absorção durante a corrida fornece glicose e permite a continuidade da atividade, retardando a fadiga.

QUANDO USAR GEL DE CARBOIDRATO?

Cada pessoa absorve e processa os carboidratos de forma diferente – alguns podem sentir o efeito dentro de três minutos, enquanto outros podem levar até 15 minutos.

A sugestão de alguns nutricionistas é tomar o seu primeiro gel em por volta de 45 a 60 minutos, dependendo de quão bem você reage ao gel no treino.

QUANTAS VEZES TOMAR O GEL DE CARBOIDRATO?

As marcas de Gel de Carboidrato possuem concentrações variadas de carboidratos, vitaminas e minerais. Alguns também contém cafeína, que é um estimulante energético.

Sempre tome o gel de carboidrato com água, nunca sozinho e nunca com uma bebida esportiva. Sem água, o gel de carboidrato levará mais tempo para digerir e entrar na corrente sanguínea.

Se você tomar um gel de carboidrato com uma bebida esportiva, você corre o risco de ingerir muito açúcar simples ao mesmo tempo.

Os efeitos podem variar conforme a dieta. Se ela for balanceada, os resultados serão melhores e é por isto que é muito importante o acompanhamento de um nutricionista.

Uma opção indicada é consumi-los da seguinte maneira:

Exercícios/Competições de até 1 hora: Apenas água
Duração de 1h30min: 1 Sachê de Gel a cada 45 minutos
Duração de 2 horas: 1 Sachê a cada 30 minutos (a partir dos 40 minutos)
Duração de 3 horas: 1 Sachê a cada 25 minutos (a partir dos 40 minutos)
Duração de 4 horas: 1 Sachê a cada 20minutos (a partir dos 40 minutos)
Lembre-se: É importante ter o acompanhamento de um profissional, para saber a dose certa a ser consumida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o avanço da medicina esportiva e um melhor entendimento de como o corpo utiliza as fontes de energia, descobriu-se que o consumo deste tipo de suplemento é muito indicado para atividades intensas e longas.

Fonte: Docedieta.com

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).