Copa 2014

Veja fotos da Final Alemanha x Argentina, na Arena Maracanã-RJ

Demorou, mas o grande dia chegou. Após os shows de Shakira, Alexandre Pires, Carlos Santana, Carlinhos Brown e Ivete Sangalo, e com as presenças de Carles Pyoul e Gisele Bundchen, Alemanha e Argentina foram as grandes protagonistas da final do mundial do Brasil. As duas equipes se estudaram bastante e na prorrogação quem brilhou foi Mario Götze. O meia fez um golaço e garantiu o quarto título da Nationalelf, que agora se iguala a Itália.

Veja fotos de Brasil x Holanda, na Arena Mané Garrincha-DF

Com o Mané Garrincha novamente ‘vestido’ de amarelo, Brasil e Holanda decidiram o terceiro lugar da Copa do Mundo, e após quatro duelos (duas vitórias para cada lado) fizeram também o tira-teima em mundiais. A seleção brasileira voltou a sofrer o ‘apagão’ e desorganizada em campo sucumbiu diante dos Laranjas por 3 x 0.

Götze faz na prorrogação e se torna o herói do tetra alemão

Götze marcou o gol do título alemão no segundo tempo da prorrogação | Crédito: Dylan Martinez/Reuters

Demorou, mas o grande dia chegou. Após os shows de Shakira, Alexandre Pires, Carlos Santana, Carlinhos Brown e Ivete Sangalo, e com as presenças de Carles Pyoul e Gisele Bundchen, Alemanha e Argentina foram as grandes protagonistas da final do mundial do Brasil. As duas equipes se estudaram bastante e na prorrogação quem brilhou foi Mario Götze. O meia fez um golaço e garantiu o quarto título da Nationalelf, que agora se iguala a Itália.

No contra-ataque a Argentina foi quem tirou o primeiro ‘Uhhhh!’, Higuaín bateu cruzado e a bola passou na frente do gol de Neuer.   Aos 20 minutos, em uma bobeada da zaga, Kroos cabeceou para trás, nos pés de Higuaín, o atacante ficou frente a frente com Neuer e mandou para fora.

A equipe de Löw já registrava 67% de posse de bola, porém os hermanos finalizaram mais, 3 contra 1.  O grito de gol saiu da garganta aos 29, quando Higuaín completou o cruzamento de Lavezzi, mas o árbitro assinalou o correto impedimento.

A Alemanha teve que fazer a primeira mexida aos 30, Kramer, que havia levado uma ombrada de Garay, não teve condições de jogo e deu lugar a Schürrle. Em seu primeiro lance o atacante chutou da entrada da área e Romero fez grande defesa.

A bola esticada parecia ser a solução Albiceleste. Messi invadiu a área e pressionado pela zaga conseguiu tocar na saída de Neuer, Boateng surgiu do nada e afastou.

Antes de acabar a primeira etapa, aos 46, o zagueiro Höwedes subiu de cabeça e mandou na trave de Romero. Com isso, a Alemanha ‘virou’ nas finalizações e terminou com 4 chutes contra 3.

Na volta do intervalo, Sabella sacou Lavezzi por Aguero. Assim como nos 45 minutos iniciais, a Argentina começou melhor e assustou em chute cruzado de Messi. Aos 15, Lham levou no fundo e cruzou para Klose que cabeceou fraco.

Diferente do primeiro tempo, a partida caiu de intensidade e ficou muito concentrada no meio-campo. A Nationalelf criou algumas chances e em certos momentos exagerou no ‘preciosismo’.

O cansaço parece ter batido na Albiceleste, e aos 32, Sabella trocou o ‘combativo’ Higuaín por Palacio. A cinco minutos do fim, a última cartada do técnico foi Gago na vaga de Perez. Löw respondeu com Götze por Klose.

Como nada foi resolvido no tempo normal, a decisão ficou para a prorrogação. Schürrle teve grande chance no primeiro minuto, mas parou em Romero. Aos 6 foi a vez de Palacio desperdiçar na tentativa frustrada de cobrir Neuer. Já no segundo tempo brilhou a estrela de Mario Götze. Aos 9, Schürrle cruzou, o camisa 19 dominou livre na área e encheu o pé para marcar um golaço. A Alemanha chega ao quarto título mundial de sua história, com o gol de um jovem talento que premia a renovação iniciada em 2000.

Os germânicos também se tornam a primeira seleção europeia a conquistar a Copa do Mundo no continente americano.

Fonte: PLACAR

Brasil perde para Holanda e encerra a Copa de foma humilhante

Com o Mané Garrincha novamente ‘vestido’ de amarelo, Brasil e Holanda decidiram o terceiro lugar da Copa do Mundo, e após quatro duelos (duas vitórias para cada lado) fizeram também o tira-teima em mundiais. A seleção brasileira voltou a sofrer o ‘apagão’ e desorganizada em campo sucumbiu diante dos Laranjas por 3 x 0.

Felipão sacou o atacante Fred e promoveu mais duas mudanças na equipe. Mas no jogo melancólico não adiantou hino a capela, tampouco a ‘motivação’ por se despedir com honra. Logo aos dois minutos, Robben ganhou de Thiago Silva e foi derrubado fora da área, porém o árbitro marcou pênalti. Van Persie bateu forte e fez 1 x 0, silenciando o Mané Garrincha.

Os mesmos erros primários da partida contra a Alemanha, novamente se repetiram. De Guzmán recebeu na direita, em posição duvidosa, e cruzou para a área, David Luiz cortou mal e Daley Blind mandou para as redes de Júlio César.

Mais uma vez a seleção brasileira sofreu com a compactação da equipe e se viu obrigada a abusar da ligação direta. Com 29 minutos, a única jogada de perigo foi uma falta cobrada por Oscar, em que David Luiz desviou de cabeça.

A exemplo da última terça-feira, o Brasil tinha maior posse de bola, 52%, e encontrava muitas dificuldades para finalizar. Talvez, a melhor chance tenha sido em nova falta da direita, quando a bola cruzou toda a área e ninguém aproveitou.

No segundo tempo, Felipão trocou Luiz Gustavo por Fernandinho. Com nove minutos em campo, o volante já tomou cartão amarelo ao derrubar Robben. Aos 11, Hernanes entrou na vaga do apagado Paulinho.

Em um dos poucos lampejos ofensivos, Oscar tentou cavar pênalti e foi ‘premiado’ com o cartão amarelo. No lance, o meia Blind se machucou e saiu para a entrada de Janmaat. Pelo lado dos anfitriões, Hulk substituiu Ramires na última tentativa de melhorar a saída de jogo. Mas ainda havia tempo para mais um dos holandeses. Aos 45, Wijnaldum completou o cruzamento rasteiro e sacramentou a vergonha brasileira, que levou 10 gols nas últimas duas partidas.

Em sete jogos nesta Copa do Mundo, o Brasil venceu três, empatou dois e perdeu dois. A equipe de Felipão marcou 11 gols e sofreu 14. Com isso, se tornou a defesa mais vazada da competição e também ao longo de toda a sua história em mundiais. Enquanto, a Holanda finaliza sua participação de cabeça erguida ao sair sem perder nenhuma partida. Os comandados de Van Gaal conquistaram cinco vitórias e dois empates.

Brasil enfrenta Holanda na disputa do 3º lugar em busca de dignidade

Em 15 de junho de 2013, Neymar precisou de três minutos para marcar um gol no Japão em Brasília e iniciar a campanha do título na Copa das Confederações que fez Luiz Felipe Scolari considerar o hexacampeonato mundial uma obrigação neste ano. Às 17 horas (de Brasília) deste sábado, no mesmo Mané Garrincha, a seleção brasileira encara sua dura realidade: enfrenta a Holanda na disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo.

Mais do que um prêmio de consolação, encerrar com vitória a participação como anfitrião do Mundial é uma necessidade para quem busca dignidade. Será o primeiro jogo da equipe que já era marcada por chorar demais e, na terça-feira, derramou lágrimas de desespero ao cair na semifinal perdendo por 7 x 1 da Alemanha no Mineirão.

Desde então, a mais vexatória derrota da história do futebol pentacampeão mundial é tratada apenas como resultado de uma “pane geral” de seis minutos, como definiu Felipão ao lembrar os quatro gols alemães entre os 23 e os 29 minutos do primeiro tempo. A verdade, porém, é que o time terá que enfrentar a própria frustração além da Holanda no reencontro com Brasília.

No ano passado, o ainda contestado time de Scolari contou com rápido gol de Neymar para vencer o Japão por 3 x 0, na estreia na Copa das Confederações. No Mundial, fez no Mané Garrincha uma rara atuação com momentos empolgantes ao bater o já eliminado Camarões por 4 x 1 na fase de grupos. Agora, ciente de que o hexa em casa não passou de um sonho, tenta mostrar rápido poder de recuperação.

“Na medida em que não jogarmos bem, não ganharmos o jogo e tivermos outra decepção, é claro que vai piorar tudo o que aconteceu. Sabemos que uma vitória neste sábado poderá mudar muito pouco a decepção, que não adianta, mas temos que trabalhar com objetivos”, declarou Felipão.

Como a meta que restou não é nada além de um frustrante terceiro lugar, o treinador pretende mexer no time. Da equipe que passou vergonha na semifinal, devem sair o trio mais contestado, composto por Fernandinho, Hulk e Fred, e Bernard e Dante, que retornam para o banco.

O capitão Thiago Silva, embora não tenha treinado nessa sexta-feira para fazer fortalecimento muscular, provavelmente volta à equipe após cumprir suspensão. Paulinho e Ramires também entrariam para formar com Luiz Gustavo o setor de marcação no meio-campo que faltou contra a Alemanha. Willian e Jô completariam a lista de novidades.

Ainda sem condições de jogo por ter fraturado a terceira vértebra da região lombar, Neymar, ao menos, deve acompanhar o jogo do banco. Em um triste fim de Copa para ele e para a seleção. “Não conseguimos a final e jogaremos pelo terceiro lugar, um sonho bem menor. Mas, sempre a partir de uma queda, vamos dar o passo seguinte para melhorarmos, nos motivarmos e buscarmos forças para ganhar no sábado”, tentou animar Scolari.

Do outro lado, a busca por motivação fez Louis Van Gaal mudar seu discurso. Minutos após ser eliminado pela Argentina nos pênaltis, o técnico chamou a disputa do terceiro lugar de jogo desnecessário. Porém, na véspera de sua última partida na Copa, avisou que sua intenção é sair do Brasil invicto.

“O sonho acabou e não vai voltar. Meus jogadores queriam ser campeões. Tudo é decepcionante, mas ainda há coisas a fazer aqui. Podemos voltar para casa sem ter perdido uma partida nesta Copa, e quero sair da Copa sem perder nenhum jogo. Espero ganhar do Brasil e ficar em terceiro lugar porque, desta forma, estaríamos escrevendo a história do futebol holandês”, discursou o treinador.

Diferentemente de Scolari, o holandês não deu nenhuma pista do time que colocará em campo. Assim, o torcedor brasileiro que sonhou com o hexa não tem certeza nem se terá a chance de ver, pela última vez, o time laranja que estreou goleando a ainda atual campeã Espanha por 5 x 1.

FICHA TÉCNICA

BRASIL X HOLANDA

Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)

Data: 12 de julho de 2014, sábado

Horário: 17 horas (de Brasília)

Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia)

Assistentes: Redouane Achik (Marrocos) e Abdelhak Etchiali (Argélia)

BRASIL: Júlio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Ramires; Oscar e Willian; Jô (Fred). T: Luiz Felipe Scolari

HOLANDA: Cillessen; Vlaar, De Vrij e Martins Indi; Janmaat, De Guzmán, Wijnaldum, Sneijder e Blind; Robben e Van Persie. T: Louis Van Gaal

Fonte: Gazeta Press

Romero pega dois pênaltis e coloca Argentina na final após 24 anos

Após defender o chute de Vlaar, Romero foi buscar a cobrança de Sneijder | Crédito: Michael Dalder/Reuters

Era um jogo de futebol, mas parecia de xadrez. E, como tal, só foi decidido na última peça – nos pênaltis. E aí brilhou a estrela de Sergio Romero, o goleiro argentino que, durante o jogo, foi pouco exigido. Ao escolher por duas vezes o canto certo, defendeu as cobranças de Vlaar e Sneijder e deu à Argentina sua quinta final na história – a terceira contra a Alemanha, a decisão mais repetida da história das Copas. Cillessen, o goleiro holandês, deu razão ao técnico Van Gaal, que, contra a Costa Rica, o substituiu por Krul um minuto antes de a prorrogação terminar.

Enquanto o jogo esteve por todo o campo, e não apenas na grande área, argentinos não permitiram o movimento de holandeses, e vice-versa. Se os laranjas apostavam em contra-ataques, nossos vizinhos rezavam para que Messi decidisse. Nem um nem outro. Nos 90 minutos iniciais, eram zagueiros e volantes quem movimentavam as peças.

Alejandro Sabella falava em ocupar espaços, justamente para não deixar que os holandeses encaixassem suas jogadas com passes diagonaiis. Mascherano, Biglia, Demichelis e Garay se esforçavam para que a bola não chegasse a Sneijder e Robben – Van Persie, apagadíssimo, nem mesmo parecia em campo.

Van Gaal havia despistado um dia antes, ao dizer que não teria tratamento especial para Messi – “jogamos contra uma equipe, não contra um jogador”. Mesmo assim, posicionou Blind, De Vrij e Vlaar para que Messi não fosse acionado nem pudesse acionar.

Vlaar e Mascherano fizeram uma partida impecável, em um jogo que deveria ser das estrelas Messi e Robben. O zagueiro holandês cansou de desarmar e anular o 10 argentino. O volante albiceleste, mesmo depois de desmaiar em campo, ao dividir uma cabeçada com Wijnalddum, impediu uma chance clara de gol de Robben no fim do segundo tempo. O texto extra só prolongou o nervosismo.

Quando o jogo foi para os pênaltis, Romero agigantou. Defendeu as cobranças de Vlaar e de Sneijder, as duas no canto esquerdo. Messi, Garay e Agüero converteram para os argentinos. Cillessen ainda alcançou o chute de Maxi Rodriguez, mas a bola morreu no canto esquerdo, colocando a Argentina na final depois de 24 anos, contra a mesma Alemanha da Copa da Itália. E o milagre do estádio de San Paolo, em Nápoles, em 1990 repetiu-se em 2014 em São Paulo.

SEMIFINAL

9/7 – ARENA CORINTHIANS (SÃO PAULO-SP)

HOLANDA 0 (2) x 0 (4) ARGENTINA

J: Cuneyt Cakir (Turquia); P: 63.267; Nos pênaltis: Holanda 2 (Robben e Kuyt; Vlaar e Sneidjer perderam) x Argentina 4 (Messi, Garay, Agüero e Maxi Rodríguez); CA: Martins Indi, Huntelaar e Demichelis

HOLANDA: Cillessen (6), Vlaar (8,5), De Vrij (7) e Martins Indi (5) (Janmaat, intervalo (6,5)); Kuyt (5,5), De Jong (5,5) (Clasie 16 do 2º (5,5)), Wijnaldum (7), Sneidjer (6) e Blind (6); Robben (6,5) e Van Persie (4,5) (Huntelaar 5 do 1º da prorrogação (5,5)). T: Van Gaal

ARGENTINA: Romero (9), Zabaleta (6), Demichelis (6,5), Garay (7) e Rojo (6); Mascherano (8,5), Biglia (7) e Enzo Pérez (6) (Rodrigo Palacio 35 do 2º (5)); Messi (6,5), Higuaín (6) (Agüero 36 do 2º (5,5)) e Lavezzi (5,5) (Maxi Rodríguez 10 do 2º da prorrogação (5,5)). T: Alejandro Sabella

Fonte: PLACAR

Velozes x genial: apoiadas em feras, Holanda e Argentina jogam por final

Holanda x Argentina

Quantos holandeses se equivalem a um Messi? Até que ponto o brilho individual pode sobressair a um jogo em equipe? Um craque a um passo da eternidade ou um país a uma vitória de, enfim, consolidar um futebol historicamente coletivo? Argentina e Holanda medem forças nesta quarta-feira, às 17h (de Brasília), na Arena Corinthians, pelo direito de enfrentar a Alemanha na decisão da Copa do Mundo no Brasil. Em campo acontecerá também um duelo de estilos de jogo que passaram por apuros neste Mundial, mas demonstraram, a sua maneira, que são, sim, competitivos e eficientes.

Robben comemoração Holanda vitória Costa Rica (Foto: Reuters)
Robben é uma das forças da Holanda
(Foto: Reuters)

A Holanda tem mais craques, tem mais jogadores com o poder de decisão: Robben, Van Persie e Sneidjer estão na primeira linha do futebol mundial. Nenhum deles, no entanto, tem a genialidade de Lionel Messi. Uma genialidade, que a Argentina precisará mais do que nunca. Sem Di María, lesionado, o craque perdeu seu principal parceiro e terá ao lado somente Pipita Higuaín, aquele que talvez era o menos badalado do chamado quarteto fantástico – Agüero, que começou mal a Copa, está recuperado de problema na coxa e fica no banco de reservas.

Os holandeses chegaram à semifinal amparados por um jogo coletivo. Foram 100% na primeira fase, golearam a Espanha, viraram nos minutos finais diante do México e suaram para vencer a Costa Rica nos pênaltis. Quando não tiveram Robben, Van Persie ou Sneijder, tiveram Louis van Gaal, tiveram Krull. Com uma substituição improvável no minuto final da prorrogação, o treinador demonstrou conhecer bem seu elenco, fez saber que entre os laranjas todo mundo pode decidir, e colocou o goleiro reserva para parar a maior zebra do Mundial.

Messi comemoração da Argentina (Foto: Agência AFP)
Messi é o grande craque da seleção argentina (Foto: Agência AFP)

A Argentina, não. A Argentina sempre dependeu do brilho individual. Quase sempre de Messi, mas também com espasmos decisivos de Higuaín e Di María. Na primeira fase, assim como os rivais desta tarde, os hermanos foram 100%, mas sem golear, sem convencer. Contra Bósnia, Irã e Nigéria, Messi fez a diferença. O mesmo aconteceu diante da Suíça, quando rolou com açúcar para Di María salvar no minuto final do tempo extra. Já contra a Bélgica, nas quartas, contou com seu último e fiel escudeiro. Higuaín foi o herói em uma partida onde a defesa surpreendeu e mostrou que, sob pressão, os hermanos também podem ser coletivos.

Quem vencer o confronto de estilos em São Paulo pegará a ponte-aérea para o Rio de Janeiro para o momento tão esperado no Mundial: a decisão, domingo, no Maracanã, às 16h (de Brasília), diante da impressionante Alemanha. Já o derrotado segue para Capital Federal, onde disputa com o Brasil o terceiro lugar, no sábado, 17h, no Estádio Nacional de Brasília.

No dia da independência, aposta na revolução de Messi

Na Argentina ou no Obelisco, em Buenos Aires, a esperança da Argentina está depositada nos pés de Messi. É ele, e só ele, quem faz os hermanos acreditarem que o tri é possível, que novamente um craque pode, sim, reeditar o que Maradona fez em 1986: levar, quase que sozinho, a Copa do Mundo para casa. A partida desta quarta conta ainda com um contorno especial: é aniversário da independência do país, 198 anos.

(Robben) é um grande jogador, muito importante para Holanda, assim como Neymar para o Brasil, Messi para a Argentina. Mas Messi é o melhor de todos

Alejandro Sabella, técnico da Argentina

E se Messi tem a responsabilidade de decidir, a maioria dos outros dez jogadores que estarão em campo tem a missão de impedir. Impedir que o veloz e eficiente ataque a Holanda imponha problemas e acabe com o sonho de voltar à decisão de um Mundial após 24 anos. Para isso, o técnico Alejandro Sabella optou por um precavido Enzo Perez na vaga de Di María. E a ordem já está dada: não dar espaços para o trio Robben, Van Persie e Sneijder.

– São jogadores que desequilibram no mano a mano e temos que ter um cuidado especial. É preciso sempre ter os jogadores próximos e agrupados. Temos que ter cuidado para que não peguem velocidade. Assim, será mais difícil de roubar a bola.

Rojo, que cumpriu suspensão diante da Bélgica, volta no lugar de José Basanta. A preocupação em defender é evidente. Até porque, lá na frente há Messi. E quando se fala do camisa 10 Sabella esbanja confiança e não tem dúvidas: se Robben preocupa a Argentina, a dor de cabeça de Van Gaal não é menor.

– É um grande jogador, muito importante para Holanda, assim como Neymar para o Brasil, Messi para a Argentina. Mas Messi é o melhor de todos.

Renovados, competitivos e com trio decisivo

A Holanda carrega uma mistura de empolgação e pressão para chegar à final. Apesar da renovação que parte do elenco passou, o técnico Louis van Gaal conseguiu montar uma equipe competitiva. As atuações ainda oscilam, como na goleada por 5 a 1 sobre a Espanha e nas dramáticas classificações diante de México, nos minutos finais, e Costa Rica, nos pênaltis.

Van Persie teve problemas estomacais na véspera da partida, mas não deve ser problema para a partida desta quarta-feira

Por outro lado, os ídolos sofrem com a cobrança para tirar a Holanda da fila. Van Persie, Robben e Sneijder, todos com 30 anos, devem ter no Brasil a última chance de conquistar o Mundial e acabar com o fantasma que cerca os holandeses em decisões. Foram derrotas em 74 para a Alemanha, 78 para a Argentina e em 2010 para a Espanha.

O mistério é grande na escalação. Como de costume, o técnico Louis van Gaal não confirmou a formação inicial. Ele diz ter dúvidas, principalmente no meio de campo. O volante Nigel de Jong, que já havia sido descartado da Copa, se recuperou de uma lesão na virilha direita e treinou com o grupo na terça. Ele será avaliado pelos médicos momentos antes da partida.

– Vamos ver como ele vai reagir – afirmou o treinador.

O centroavante Van Persie e o lateral-direito reserva Janmaat tiveram problemas estomacais na véspera, não participaram da atividade no Pacaembu, mas devem estar à disposição do treinador normalmente.

Alemanha dá baile no 1º tempo e impõe a maior derrota do Brasil

Klose, khedira e Kroos marcaram na festa em cima da zaga brasileira | Crédito: Buda Mendes/Getty Images

Ressentido com o perda do craque Neymar, o Brasil encarou a Alemanha, no Mineirão, pelas semifinais da Copa do Mundo. Com Bernard no lugar do camisa 10, a seleção brasileira entrou em parafuso nos 45 minutos iniciais e protagonizou o maior vexame do futebol mundial ao sofer cinco gols em 25 minutos. Mas a vergonha foi ainda maior e o baile acabou em 7 x 1, a maior derrota da seleção brasileira em toda a sua história.

A Alemanha explorou o contra-ataque nas costas de Marcelo e conseguiu um escanteio. Na cobrança, Kroos levantou no meio da área, ninguém subiu, David Luiz ficou perdido e Thomas Müller completou com estilo para abrir o placar.

Confira o minuto a minuto da partida

O gol mexeu com a seleção brasileira que passou a jogar no desespero e deu campo para os alemães, que impuseram o seu estilo de toque de bola. Aos 22 minutos, Klose cravou seu nome na história do futebol mundial ao marcar o 16º gol na história das Copas.

O baile seguiu com Kroos, que arrematou o cruzamento de primeiro e fez 3 x 0, em menos de dois minutos. Se já estava ruim piorou ainda mais quando Fernandinho perdeu a bola na entrada da área para Khedira que deixa para Kroos instaurar a goleada por 4 x 0.

A pane foi geral e aos 28, a Alemanha novamente tabelou dentro da área e Khedira deixou o dele. Com o 5 x 0, grande parte dos torcedores começou a deixar o Mineirão.

Mesmo com a seleção brasileira entregue e totalmente abatida, Felipão não mexeu na equipe. Apesar do vareio, o primeiro tempo teminou com maior posse de bola do Brasil, 53% contra 47%. Já as finalizações foram 10 para os alemães e apenas duas para os brasileiros.

No segundo tempo, Felipão tentou de alguma foram dar algum ânimo para a equipe e trocou Fernandinho e Hullk por Paulinho e Ramires, respectivamente. Enquanto na Alemanha , Löw poupou Hummels para a entrada de Mertsacker.

Diferente do primeiro tempo, a seleção começou bem e chegou a criar algumas chances para marcar, mas Oscar e Paulinho pararam na muralha Neuer. Após quebrar a marca que pertencia a Ronaldo, Klose deixou o campo aos 12 minutos e deu lugar a Schürrle.

Mas, o caixão canarinho ainda não havia sido totalmente fechado e no primeiro lance do atacante, aos 24, ele deixou o dele ao completar o cruzamento rasteiro de Lham. Schürrle novamente fez  mais aos 33 e ampliou para um vexatório 7 x 0.

Os poucos torcedores que restaram aplaudiram de pé o show alemão e passaram a gritar olé. O gol de honra saiu dos pés de Oscar, aos 45.

Fonte: PLACAR

Brasil encara 'freguês' Alemanha por vaga na final da Copa 2014

Sem Neymar, lesionado, e Thiago Silva, suspenso, a seleção brasileira junta os cacos para enfrentar a Alemanha nesta terça-feira, no Mineirão, pela semifinal da Copa do Mundo.

Pelo menos nos números, o Brasil sai em vantagem no confronto particular. Em toda a história, o time canarinho venceu 12 vezes, empatou cinco e perdeu outras quatro. Foram ainda 39 gols marcados pela seleção brasileira, contra 24 dos alemães.

Se considerado apenas os confrontos em torneios sob chancela Fifa, o Brasil está 100%. Pela Copa das Confederações foram dois embates: 4 x 0 em 1999, no México, e 3 x 2 em 2005, na Alemanha. O mais importante enfrentamento ocorreu em 2002, na final da Copa do Mundo, com vitória do time de Felipão por 2 x 0.

O último duelo entre os dois titãs do futebol mundial, porém, teve vitória alemã. Em Stuttgart, os donos da casa fizeram 3 x 2.

Para o jogo de logo mais, Felipão faz mistério sobre o time titular. O técnico não deu pistas se montará o time com três volantes – Fernandinho, Luiz Gustavo e Paulinho – ou se promoverá Willian no lugar do lesionado Neymar. A única coisa certa é que Dante entra na vaga deixada pelo capitão Thiago Silva. A Alemanha, por sua vez, não tem problemas.

Confira as prováveis escalações de Brasil x Alemanha:

Brasil: Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Fernandinho, Luiz Gustavo, Paulinho (Willian) e Oscar; Hulk e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Khedira, Schweinsteiger, Kroos, Özil e Götze; Müller. Técnico: Joachim Löw

Fonte: PLACAR

Hamilton vence pela segunda vez em Silverstone

Silverstone, o templo sagrado do automobilismo, presenteou os pilotos e seus admiradores com uma corrida sensacional neste domingo (6). Além de completar o número de 50 GPs no calendário da F1, a pista inglesa observava, tranquilamente, o domínio das Mercedes na temporada. No entanto, o que parecia ser uma corrida só de comemorações teve que ter sua festa interrompida por mais ou menos uma hora. Isso porque ainda na primeira volta, Kimi Haikkonen teria perdido o controle do bólido, batido no guard rail que o jogaria de volta para a pista.

Hamilton diminui para quatro pontos a distancia para Rosberg no campeoanto

Hamilton diminui para quatro pontos a distancia para Rosberg no campeonato

Nesse meio tempo, Felipe Massa, que vinha logo atrás, não conseguiu evitar o choque entre os carros. Fim de corrida para os dois e bandeira vermelha agitada. Fim da festa para o brasileiro, que completaria o número de 200 GPs na carreira.

Com a relargada, tudo voltaria ao normal. As Mercedes dominantes como sempre e os demais adversários brigando entre si. Como a corrida seguia a parte, o duelo entre Rosberg e Hamilton já começava a ser desenhado. No entanto, esse desenho não poderia ser completado. O carro guiado pelo líder do campeonato sofria com um travamento na caixa de câmbio, lentamente, Nico iria abandonando a prova.

E correndo em casa, nada como o traçado de Silverstone brindar Hamilton com um presente desses. Sem ser incomodado, o campeão de 2008 guiava tranquilamente o seu W05 até receber a quadriculada na primeira colocação. No segundo degrau do pódio subia Valtteri Bottas. Na terceira posição cruzava a RBR de Daniel Ricciardo.

O destaque positivo da corrida foi o duelo de gente grande entre Alonso e Vettel. Além da pressão na pista, o duelo entre os dois seguia, também, via rádio. Queixa dos dois lados. Mas quem levaria a melhor na reta final seria Sebastian Vettel, que conseguiu reviver um bom momento na F1.

A corrida:

Com os carros já todos alinhados após a volta de apresentação, a expectativa era pela luz verde no traçado de Silverstone e o que poderia acontecer durante a largada entre os dois alemães [Nico e Vettel] que alinhavam na primeira fila, e como se comportaria Rosberg ao retomar a dianteira no grid.

Correndo por fora, na terceira posição, vinha um dos carros da McLaren guiado por Jenson Button. No quarto posto do grid e demonstrando um bom desempenho do VJM07, aparecia o alemão Nico Hulkenberg. O brasileiro Felipe Massa alinhava apenas na 15ª posição do grid.

Com a pista liberada, o alemão da Mercedes manteve com facilidade a dianteira da prova. Ruim foi para o driver da Red Bull que largou mal e viu sua segunda posição ir caindo degrau por degrau.

Ainda no calor da largada, Kimi Raikkonen perderia o controle do seu F14T na curva 4, indo direto para a área de escape. Na sequência, bateria no muro de proteção que o jogaria de volta para a pista. O brasileiro Felipe Massa que vinha logo atrás, não conseguiu evitar o choque entre os carros. Fim de corrida para os dois e bandeira vermelha agitada.

Agora, a relargada seria em fila indiana com o carro de segurança no traçado inglês. Com o reinício da prova, os dez primeiros seriam: Rosberg, Button, Magnussen, Hamilton, Vettel, Hulkenberg, Ricciardo, Kvyat, Bottas e Bianchi.

Com a superioridade das Mercedes no campeonato, não foi difícil para Lewis Hamilton chegar a segunda posição após o reinício da prova. O piloto inglês não sentiu dificuldades para ultrapassar Magnussen e Jenson Button. Outro que seguia escalando o pelotão era Vatteri Bottas.

Com sete voltas completadas, Fernando Alonso e sua Ferrari vinha fazendo uma boa corrida. Após ultrapassar Kvyat, o driver espanhol ultrapassava Ricciardo e na sequência, passava Hulkenberg e assumia a sétima posição.

Com dez giros completos o top-10 formava com: Rosberg, Hamilton, Button, Magnussen, Vettel, Bottas, Alonso, Ricciardo, Hulkenberg e Kvyat.

Com o companheiro de equipe no encalço, Rosberg seguia aumentado sua vantagem. Agora, com 11 voltas, a distância entre os dois pilotos da Mercedes era de 5s4. A distância entre Hamilton e Button era 9s3.

Na volta de número 26 ao entrar nos boxes, Alonso teria sido obrigado a cumprir um stop-and-go de 5s como punição. Tudo porque o piloto da Ferrari teria alinhado o seu F14T fora do colchete durante a relargada. Uma pena para o ferrarista que vinha fazendo uma boa corrida de recuperação.

Valtteri Bottas seguia dando um espetáculo no traçado de Silverstone. Depois de ultrapassar Magnussen e assumir a quarta posição, era a vez do piloto da Williams colocar Jenson Button na Parede. E não demorou muito para o finlandês assumir a terceira posição.

Com 20 voltas completas o top-10 seguia com: Hamilton, Rosberg, Bottas, Button, Alonso, Magnussen, Vettel, Hulkenberg, Ricciardo e Sutil.

As ultrapassagens em Silverstone seguiam dando um toque de qualidade a nona etapa da temporada. Alonso ultrapassando Magnussens, Ricciardo em cima de Sutil e Button seguia resistindo as tentativas de Fernando Alonso.

Na volta de número 25, foi a vez do líder da prova entrar nos boxes e colocar os compostos duros. Diferente do seu companheiro de equipe [Rosberg], que já teria feito duas paradas nos boxes. Além disso, Nico teria alertado sua equipe sobre um possível problema na caixa de câmbio.

Hamilton nem precisou forçar uma disputa por posição com Nico Rosberg. Correndo em casa, o piloto inglês foi premiado com um problema na caixa de câmbio do companheiro de equipe. Fim de prova para o alemão e liderança de prova para Hamilton.

O top-10 com 30 voltas completas: Hamilton, Vettel, Bottas, Ricciardo, Button, Alonso, Magnussen, Kvyat, Hulkenberg e Vergne.

Bottas parecia ter gostado do pódio. Sem tomar conhecimento e fazendo uma boa corrida em Silverstone, o driver da Williams abria a disputa pela terceira posição contra Sebastian Vettel na volta de número 34. E de passagem, Bottas assumia a segunda posição. Na sequência, era a vez de Alonso ultrapassar Seb e assumir o quinto posto.

Na volta de número 38 uma boa disputa entre dois campeões mundial da categoria. Após ser ultrapassado por Alonso, Vettel seguia no encalço do espanhol. Seb tentava recuperar a posição a todo custo e o ferrarista jogava duro contra o alemão. Até aquele momento, Alonso segurava os ataques.

Com 40 voltas os dez primeiros eram: Hamilton, Bottas, Ricciardo, Button, Alonso, Vettel, Magnussen, Hulkenberg, Kvyat e Vergne.

Com nove voltas para o fim da prova e com Lewis Hamilton tranquilo e calmo na dianteira da prova. O melhor duelo do dia seguia sendo entre Alonso e Vettel. Além do duelo na pista, a disputa seguia entre os rádios das equipes.

Sozinho na pista, o líder da prova foi testar os trabalhos da sua equipe nos boxes. Com 41s2 de vantagem para o segundo colocado, Hamilton colocava os compostos duros pela segunda vez na corrida. Na volta, a distância diminuiu para 19s5 de vantagem para Valtteri Bottas.

Na melhor disputa da prova, Vettel seguia reclamando via rádio sobre os abusos de Alonso com relação aos limites da pista. Finalmente, Vettel enquadrava Alonso e passava o espanhol na volta de número 48. Foi uma briga de gente grande. Agora era a vez do ferrarista reclamar pra sua equipe pelo rádio. Foi um show na pista e de reclamações.

Correndo em casa, Lewis Hamilton contou com um pouco de sorte para vencer o GP da Inglaterra. A disputa na nona prova da temporada ficaria mesmo entre os dois carros da Mercedes, que se revezaram na liderança da corrida. Porém, após se queixar com um problema na caixa de câmbio, Nico Rosberg viu suas chances de pódio dessaberem. Com o bólido travado na 4 marcha, o alemão deixaria, prematuramente, a etapa de Silverstone. Com a vitória em casa, Hamilton viu sua distância para o líder do campeonato diminuir consideravelmente.

Quem receberia a quadriculada na segunda posição seria o driver da Williams, Vatteri Bottas. Após fazer uma corrida espetacular, o driver finlandês parecia ter tomado gosto pelo pódio. No terceiro degrau subiria Daniel Ricciardo.

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