Copa 2014

Em Fortaleza, Brasil esquece 'guerra' e tenta tirar o 'peso' contra a Colômbia

Em meio a um ‘turbilhão’ de emoções, o Brasil encara a Colômbia, às 17h, no Castelão, pelas quartas de final da Copa do Mundo. A seleção de Felipão sabe que terá um jogo tenso contra um adversário que tem jogado melhor futebol, porém a ideia de ‘guerra’ é totalmente rechaçada.

De acordo com o técnico brasileiro, os colombianos jogam e deixam jogar, ao contrário dos’catimbeiros’ uruguaios, chilenos e argentinos. Mas, o histórico recente mostra que há um grande equilíbrio entre as seleções. As últimas quatro partidas terminaram em empate: 0 x 0  pelas Eliminatórias de 2004, 2007 e 2008 e 1 x1, em amistoso realizado em 2012.

No entanto, os brasileiros não sabem o que é perder para os cafeteros desde 1991. Alías, os canarinhos possuem amplo domínio em todo o confronto. Em 25 partidas são: 15 vitórias do Brasil, oito empates e somente duas vitórias da Colômbia.

Sem Luiz Gustavo, a tendência é que Felipão opte por Paulinho, com Fernandinho fazendo as vezes de primeiro volante. Outra alteração seria a entrada de Hernanes na vaga de Fred, com isso o técnico povoaria mais o meio-campo, reduzindo os espaço de James Rodríguez. Ao longo da semana, Henrique também ganhou uma chance na equipe principal, porém a opção deve ser utilizada apenas na segunda etapa, conforme destacou o treinador na coletiva que antecede a partida.

Já a Colômbia quer seguir fazendo história. A equipe de Pekerman vem de quatro vitórias em quatro partidas e faz a sua melhor participação em Copas do Mundo, além de contar com o artilheiro da competição, James Rodríguez, com cinco gols. Outro destaque é o meia Cuadrado, considerado o ‘garcon’ do mundial, com quatro passes para gol. O treinador não deve fazer nenhuma mudança e vai com a mesma equipe que bateu o Uruguai por 2 x 0, nas oitavas.

Confira as prováveis escalações de Colômbia x Brasil:

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Fernandinho, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari

COLÔMBIA: Ospina; Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero; Sanchez, Aguilar, Cuadrado e James Rodríguez; Jackson Martínez e Teófilo Gutierrez.Técnico: José Pekerman

Fonte: PLACAR

França tenta quebrar tabu de 56 anos diante da Alemanha

Nesta sexta-feira, às 13h, o Maracanã será palco de um duelo histórico. França e Alemanha se enfrentam em busca de uma vaga nas semifinais, porém o retrospecto é favorável aos alemães que não perdem dos franceses em mundiais há 56 anos.

As seleções se encontraram três vezes em Copas do Mundo, com uma vitória gaulesa e duas germânicas. O único triunfo dos Bleus aconteceu na Copa de 1958, e terminou num épico 6 x 3. Já na década de 80, a Alemanha de Rummenige derrotou a França de Platini, em duas semifinais. Em 1982, após o tenso empate em 3 x 3, os alemães levaram a melhor nos pênaltis (5 x 4). Já em 1986, Bremme e Völler despacharam os Bleus com um tranquilo 2 x 0.

Ao longo da história foram 25 encontros, com 11 vitórias francesas, seis empates e oito vitórias alemãs.

Para a partida desta sexta-feira, o técnico Didier Deschamps vai manter a mesma equipe que derrotou a Nigéria por 2 x 0. Com Benzema e Griezmann no comando do ataque, enquanto Giroud fica como opção no banco. O atacante do Real Madrid tem três gols e é o jogador que mais finaliza neste mundial, com 25 chutes em direção à meta adversária.

Já a Alemanha tem alguns problemas, pois um surto de gripe tem assolado o elenco e já ‘pegou’ Thomas Müller e Bastian Schweinsteiger. Mas, ambos não devem ser baixas para o confronto europeu. A Nationalelf é a seleção que mais acerta passes na Copa do Mundo, e tem na dupla de volantes Kroos e Lham o seu grande termômetro. Já que o ex-lateral é quem mais corre com a bola.

Pesa a favor dos comandados de Joachim Löw, o recente histórico de Copas do Mundo. Reis do mata-mata, os alemães veem de três seguidas Copas entre os três primeiros colocados. Em 2002, amargaram um 2 x 0 ante o Brasil na final e ficaram com o vice, e em 2006 e 2010 terminaram com a terceira colocação. Já a França tem mostrado inconstância, pois em 2002 e 2010 caiu na primeira fase e em 2006 acabou derrotada na final ante a Itália.

Confira as prováveis escalações de França x Alemanha:

FRANÇA: Lloris; Debuchy, Varane, Koscielny e Evra; Cabaye, Matuidi, Pogba e Valbuena (Sissoko); Benzema e Griezmann. Técnico: Didier Deschamps

ALEMANHA: Neuer; Boateng, Hummels (Khedira), Mertesacker e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger, Kroos, Ozil e e Gotze (Podolski); Thomas Muller. Técnico: Joachim Low

Fonte: PLACAR

Pesquisão UOL: Cidades-Sede da Copa vão de 'Paraíso' a 'Inferno'

Do UOL, em São Paulo

Muitos jornalistas que vieram ao Brasil para cobrir a Copa do Mundo 2014 estavam contentes simplesmente por estarem no Brasil, até porque o país era um destino turístico muito desejado por vários. Em pesquisa realizada pelo UOL Esporte 117 profissionais estrangeiros, de todos os continentes, foi comum ouvir que Copa e Brasil combinam, que faltava ao mundo uma nova Copa no país.

No geral, os profissionais consultados gostaram das 12 cidades-sede por onde passaram, mas aprontaram problemas estruturais, de segurança e infraestrutura já conhecidos pelos brasileiros e que ficaram evidentes também para eles. E as opiniões oscilaram entre “paisagens paradisíacas” a “trânsito infernal”. As cidades-sedes agradaram por estarem enfeitadas e coloridas, pela hospitalidade, pela população empolgada com a Copa, por terem boas estradas que as interligam. No geral, também elogiaram os taxistas que foram “corretos”, a paisagem e as “lindas praias” das cidades litorâneas.

Mas as reclamações foram muitas, a maioria delas relacionadas ao trânsito, transporte público ruim, limpeza urbana e ao sentimento de insegurança fora dos ambientes Fifa. Além disso, muitos reclamaram dos altos preços de tudo, com mais frequência da comida e dos táxis, das poucas opções de voos nos aeroportos das cidades-sede citando “conexões confusas” e ainda das pessoas não falarem um segundo idioma.

Veja como os entrevistados avaliaram cada uma das cidades-sedes da Copa:

Belo Horizonte

Os jornalistas estrangeiros gostaram muito dos mineiros e da vida noturna de Belo Horizonte. Elogiaram os bons restaurantes e a comida da cidade, além dos transportes. E avaliaram que a capital de Minas é uma cidade “muito simpática e acolhedora”.

Reclamaram, no entanto, do horário de fechamento dos restaurantes, acham que fecham muito cedo, e que os mineiros deveriam falar outro idioma para se comunicarem melhor com os estrangeiros. Os jornalistas também apontaram os altos preços, o trânsito ruim, a falta de informações turísticas e a truculência da polícia como problemas que encontraram na cidade.

Brasília

Os estrangeiros demoraram em entender Brasília e seu planejamento em setores e quadras. Mas nem por isso deixaram de se fascinar pela arquitetura da capital do Brasil. Os jornalistas consultados pelo UOL avaliaram que a “arquitetura única” de Brasília é o que mais impressiona. Além disso, elogiaram a organização da cidade, a segurança e o aeroporto.

Por outro lado, reclamaram da falta de transportes públicos, dos altos preços e a maioria deles apontou que a cidade é muito descentralizada e, por isso, parece que está sempre “vazia e sem graça”, sem opções de diversão e sem clima de Copa do Mundo.

Cuiabá

Pessoas dispostas a ajudar e com grande envolvimento com o futebol foi o que chamou a atenção dos entrevistados na cidade de Cuiabá. Além disso, classificaram a capital do Mato Grosso como “pequena e organizada”.

Mas o calor assustou os estrangeiros e muitos reclamaram da temperatura e da umidade, e também do trânsito ruim, dos altos preços, de sensação de insegurança e do entorno do estádio, que não está terminado.

Curitiba

Na capital do Paraná, os jornalistas estrangeiros elogiaram os transportes e a organização. Citaram que é uma cidade limpa, segura e com pessoas amáveis.

Mas não encontraram clima de Copa do Mundo em Curitiba. Muitos disseram que a população não estava feliz com a Copa, que não houve festas. Que o centro da cidade não tem movimento e que faltam opções para turismo.

Fortaleza

A paisagem e as praias de Fortaleza conquistaram a mídia estrangeira. Os entrevistados pelo UOL elogiaram as “praias lindas e ensolaradas”, boa infraestrutura, a alegria e amabilidade das pessoas e a segurança na área dos hotéis e nas áreas Fifa.

As principais reclamações dos jornalistas foram: população não fala outro idioma, o trânsito ruim, os altos preços, o calor, falta de opções de restaurantes, sujeira nas ruas e poucas opções de voos.

Manaus

Um dos jornalistas entrevistados pelo UOL disse que o que se pensa no exterior é que o Amazonas é uma grande selva. Ele disse que o que mais gostou em Manaus foi descobrir que havia uma cidade bem estruturada no meio da selva. Os pesquisados elogiaram Manaus também pela segurança, o clima de Copa entre seus moradores e, claro, pela beleza da natureza. Eles citaram “a floresta fantástica” e os “rios grandiosos” como destaques.

Ainda assim, o calor úmido da capital do Amazonas desagradou os jornalistas. Eles também reclamaram do trânsito ruim, da dificuldade de se comunicar com as pessoas (que não falam outro idioma), dos transportes e de “taxistas que enganam turistas”.

Natal

Em Natal, o que chamou a atenção dos jornalistas estrangeiros foi a paisagem, as praias com dunas, a cor do mar, bons restaurantes e pessoas amáveis e dispostas a ajudar.

Mas a chuva que atingiu a capital potiguar durante os jogos da Copa – e até mesmo colocou Natal em estado de calamidade pública – atrapalhou também a imprensa. Os jornalistas consultados pelo UOL apontaram a chuva como um dos problemas da cidade e também o calor. Além disso, reclamaram também da insegurança, da falta de sinalização do trânsito, dos altos preços e da conexão ruim à internet.

Porto Alegre

A cidade sediou cinco partidas da Copa e ficou entre as preferidas dos entrevistados pela “animação das pessoas”, o apoio da população à Copa do mundo, a paisagem do Rio Guaíba e o clima ameno nos dias de jogo.

O transporte, no entanto, não agradou. Nem os congestionamentos que os jornalistas enfrentaram para chegar ao Beira-Rio. O bloqueio feito pela Brigada Militar na região do estádio também foi considerado muito longe, o que dificultou a chegada com equipamentos de trabalho. O entorno não terminado também foi alvo de críticas.

Recife

Recife foi avaliada pelos inquiridos na pesquisa como uma cidade bem policiada e que recebe bem os turistas. Além disso, os jornalistas elogiaram a amabilidade das pessoas e a beleza da cidade, além da conexão de internet.

Por outro lado, reclamaram muito da localização da Arena Pernambuco, que fica afastada de Recife, e da pobreza da cidade, da sujeira nas ruas e da falta de sinalização. Além disso, citaram que há poucas opções de voos desde a capital de Pernambuco.

Rio de Janeiro

A cidade cartão-postal do Brasil impressionou os jornalistas estrangeiros que a visitaram pela primeira vez. No Rio de Janeiro, os entrevistados elogiaram principalmente a “beleza única”, a paisagem, a boa vida noturna e a “grande diversão” que a cidade proporciona. Alguns falavam que a beleza do Rio é “inacreditável” e que a cidade é “paradisíaca”. Eles elogiaram também o clima de Copa do Rio, os hotéis e a hospitalidade, além do bom acesso ao estádio do Maracanã.

Mas os problemas do Rio não ficaram escondidos atrás da beleza. Os entrevistados reclamaram do carioca, afirmando que alguns deles tentam se aproveitar do turista. E apontaram outras muitas falhas da cidade maravilhosa: táxis muito caros e que enrolam o turista, sensação de insegurança, transporte ruim, sujeira nas ruas, desigualdade social e serviços deficientes. Reclamaram ainda do aeroporto Tom Jobim, que classificaram “muito longe e confuso”.

Salvador

A capital baiana também encantou pela beleza e história. Os inquiridos pela pesquisa gostaram do clima da cidade, das praias paradisíacas, da história, da animação e do baiano, segundo eles, “muito gente boa”.

Mas também apontaram problemas como desorganização, insegurança, sujeira nas ruas, táxis ruins e caros. E disseram ainda que o excessivo assédio de pedintes e vendedores nos pontos famosos da cidade intimida o turista.

São Paulo

São Paulo impressionou pela grandiosidade. Muitos jornalistas não sabiam que havia uma cidade deste porte no Brasil. Eles apontaram como características positivas: a organização, policiamento, o funcionamento do aeroporto, serviços bem prestados, pessoas educadas e prestativas e ótimas comidas e opções de restaurante.

O trânsito foi a reclamação mais frequente dos que participaram da pesquisa, citado por alguns como “pesadelo” e “infernal”. Além disso, a pobreza nas ruas, a falta de limpeza pública, iluminação ruim, clima de insegurança, transporte ruim e o alto preço das coisas. Além disso, reclamaram das obras na Arena do Corinthians, que consideraram “inacabada”.

Veja quem votou:

Inglaterra

Martin Fischer – HBS

Jeff Powell – “Daily Mail”

Peter Staunton – Goal.com

Ben Hayward – Goal.com

Gideon Long – Reuters

Johnatan Mark Lewis – Freelancer – Perform Group

Estados Unidos

Andrew Das – New York Times

Luis Sanches – jornal “El Nuevo Herald”

Richard Adams – Sports Ilustrated (EUA)

Frank Chavez, Revista Centro Deportivo, da Califórnia

Eduard Caiuch – Hoy

Argentina

Emilio Jozami – El Liberal

Carlos Luna – Canal 7

Jeremias Prevosti – La Nacion

Juan Pablo Ferrari – Jornal Hoy

Daniel Ruiz – Repórter freelancer

Sergio Lewinski – Vanguarda

França

Julien Richard – Radio RMC Sport

Johan Maurice – Agência France Presse TV

Thomas Goubin – Sofoot

Lionel Dangoumau – L’Equipe

Alemanha

Christian Ralf Hermentin – Infronts Sport & Media

Holger Schelenz – rádio Baden-Wurttemberg

Raphael Honigstein -Suddeustch Zeitung

Ulrike Weinrich – SID

Maximiliam Haupt – Agência Deutsche Presse

Fabian Henning – ARD/ZDF

Erik Roos – Sport Information Dienst

Elmar Dreher – German Press Agency (DPA)

Christian Ralf Hermentin – Infronts Sport & Media

Suécia

Markus Johannesson – SVT

México

Javier Rojas – Televisa

Marco Antonio Menendez -TV Azteca

Miguel Pardo – Televisa

Enrique Beas – MVS Television

Carlos Herrera – El Economist

Maria Pilar Suárez – Goal.com

China

Lui Ning – Xinhua – Agência de Notícias

Yan Zhao – Xinhua – Agência de Notícias

Xinlu Huang – CCTV

Itália

Jonne Roriz – Foto Arena

Enrico Sisti – La Republica

Gabrielle Marcotti – Corriere Della Sera

Chile

Matías Parker – Jornal La Tercera

Diego Saez – Radio ADN

Victor Cruces – Rádio ADN

Patricio La Barra – Radio Cooperativa

Espanha

Daniel Garcia -Deustche Press

Juan Jose Huerta Conde-Salazar – Agência EFE

German Aranda – diário “El Mundo” e AFP

Juan Bautista Martinez – Jornal La Vanguardia

Alice Lopez -Produtora da SNTV

Pablo San Roman – France Presse

Uruguai

Emilio Villar – Fotógrafo EFE

Juan Gari – El País

Francisco Escordo – Fotógrafo

Grécia

Vassiliki Papahonopoulou – Efimerida ton syntaktan

Costa Rica

Sandoval Pacheco – Rádio Columbia

Cristian Sandoval – Rádio Monumental

Josué Quesada – Rádio Columbia

Guatemala

Carlos Enrique Sagui – Rádio Red Deportiva Guatemala

Costa do Marfim

Oulivier Moussa – National Television

Japão

Hiroshi Hayano – NHK

Daisuke Kono – Diretor da Tokyo TV

Mitsuru Honda – Produtor da TV Asahi

Takashi Yanagisawa – Repórter da Nippon TV

Brasilina Jukio – Coordenadora da TBS TV

Shichino Yoshiaki – Kyodo News

India

Talan Namaskar – jornalista-documentarista independente

Shubfra Mukherjee – Gassashakti

Saumyajit Basu – The Times

Argélia

Temam Kamel – Rádio Algeria

Abdelghani Laieb – Radio Algeria

Mohamed Belarbi – Jornal El Liberté

Nigéria

Coli Udoh – Supersport International TV

Biakpo Timi Edkagboro – Agência Osmi

Escócia

Kieran Canning – France Presse

Matthews Lewis – Getty Images

Andrew Donne – Reuters

Peru

Moises Avila – AFP

Juan Palacios – Peru ATV

Colômbia

Enrique Delgado -Terra (Colômbia)

José Luís Alarcón, RCN Radio (Colômbia)

Juan Pablo Barrientos Hoyos, Apresentador da RCN Radio (Colômbia)

Liliana Salazar, Apresentadora da Win Sports (Colômbia)

Cesar Polonia – El País

Juan Pablo Coronado – Win Sports (Colômbia)

David Sanches – Cinegrafista – Directv/Colômbia

Sara Castro – Radio Caracol

Polônia

Pavel Wilkowicz, polonês – Gazeta Wyborcza

Pawel Kapusta, revista polonesa “Pilka Nozna”

Croácia

Kromac Prnic – TV Kapital Network

Bósnia

Ahmed Radzic – Jornalista independente

Portugal

Manuel Rodrigues – Freelancer

Gustavo Bom – O Jogo

El Salvador

Carlos Lopez Vides – El Diário de Hoy

Suíça

Laurent Ducret – Sportinfrmation

Honduras

Julio Nuñez – Rádio HRN

Jose Luis Barralaga – Diario La pPrensa

Qatar

Ismael Sanchez Cruz – Bein sports

Bassel Tabbal – Bein Sports

Irã

Kaveh Meskat– BBC

Camarões

Simon Lyonga – Cameroon Radio Television

Coreia do Sul

Kim Hyunchul – SBS/MBC

Kim Chong – Ulsam TV

Gana

Michael Oti Adje – All Sports

Egito

Ahmed Zahran – Deursche Presse-Agentur

Holanda

Edwin Cornelissen – Rádio NOS

Turquia

Erdogan Arikan – EBU/TRT

Senegal

Babacar Dit Khalifan Ndiaye – Le Soleil

Bangladesh

Ehson Mohammed – Ekattor TV

Vietnã

Viet Minha Nguyen – Jornal Bond Da

Áustria

Tobias Wimpissinger – Sport Magazin

Indonesia

Latif Syahlevi, Digital Media Asia

Panamá

Juan Eduardo Zamorano – AP

Bélgica 'massacra' EUA, mas define a vaga apenas na prorrogação

De Bruyne fez o primeiro gol da Bélgica ante os Estados Unidos na prorrogação | Crédito: Alex Livesey/Fifa

Na Arena Fonte, Bélgica e Estados Unidos fizeram o último confronto das oitavas de final. Seguindo a linha das últimas sete partidas, o confronto foi marcado pelo equilíbrio e assim como os outros três duelos foi decidido na prorrogação. Após um verdadeiro ataque contra defesa nos 90 minutos, os belgas contaram com o ‘decisivo’ Lukaku e venceram por 2 x 1.

Com a filosofia do futebol ofensivo, os belgas se lançaram ao ataque e desperdiçaram ínumeras oportunidades nos 45 minutos iniciais. Logo no primeiro minuto de jogo, De Bruyne lançou Origi, que bateu em cima de Howard. Na sequência, De Bruyne teve mais uma chance e mandou para fora.

Confira o minuto a minuto da partida

Os Estados Unidos tentaram responder na base dos lançamentos longos para Dempsey. Aos 31 minutos, Klinsmann teve que fazer a primeira mexida. O lateral Johnson caiu no gramado e deu lugar à Yedlin. A alteração parece ter melhorado a equipe dos Yankees, uma vez que o lateral passou a atuar como a válvula de escape.

O primeiro tempo terminou muito movimentado e com as duas equipes abusando dos passes longos.Já na volta do intervalo, a Bélgica voltou pressionando. Mertens escorou o cruzamento da direita e obrigou Howard a espalmar para escanteio. Aos 11, Alderweireld levantou e Origi cabeceou no travessão. A resposta norte-americana veio no lance seguinte, com Zusi que pegou do primeira, mas errou o alvo.

A Bélgica seguia em busca do gol. Origi levou para o fundo e tocou para Mertens, que quase fez de letra. O lance foi o último do meia, sacado para a entrada de Mirallas. Os Estados Unidos apenas viviam dos lampejos de Dempsey.

Aos 34, Mirallas foi lançado e desperdiçou ao chutar nos pés do goleiro norte-americano.O bombardeio belga não cessava,  Hazard dominou na área e bateu forte para literalmente consagrar Howard. Soberanos na partida, os Diabos finalizaram 24 vezes contra apenas cinco dos Yankees.

No entanto, a equipe de Klinsmann quase abriu o placar com Wondolowski aos 48. Com o 0 x 0 a partida foi para a prorrogação e o téncico Marc Wilmotts tirou o seu ‘coelho’ da cartola ao sacar o exausto Origi para a entrada de Lukaku. Logo no primeiro minuto, o atacante disparou pela direita, cruzou para o meio, a zaga não cortou e De Bruyne bateu cruzado para fazer 1 x 0.

No fim do primeiro tempo da prorrogação, o ‘badalado’ atacante do Everton ainda deixou o dele ao invadir a área e soltar a bomba. Mas, os Estados Unidos não estavam mortos e no segundo tempo, Green recebeu de Bradley e marcou um belo gol.

Nas quartas de final, a Bélgica encara a Argentina, no próximo sábado, em Brasília.

Fonte: PLACAR

Imprensa estrangeira confirma que Brasil faz a Copa das Copas

Por Brasil247

Pesquisa realizada com 117 jornalistas de vários países aponta que 38,5% consideram o Mundial de 2014 como o melhor já visto; a Copa na Alemanha, em 2006, é a segunda colocada; levantamento foi realizado pelo portal Uol, do grupo Folha, e divulgado nesta segunda-feira 30; clima de terror promovido pela imprensa brasileira e pela oposição ao governo Dilma, antes do início do evento, teve efeito contrário: depois de dezenas de reportagens mostrando a satisfação dos torcedores estrangeiros, agora é a vez da imprensa.

O mau humor e o clima de terror propagado pela imprensa brasileira – que difundiu as previsões pessimistas para os veículos de comunicação internacionais – e pela oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) teve efeito inverso. Pesquisa realizada pelo portal Uol, do grupo Folha, divulgada nesta segunda-feira 30, aponta que boa parte dos jornalistas estrangeiros vê a Copa do Mundo no Brasil como a melhor.

O levantamento foi feito com 117 profissionais de comunicação que estão cobrindo o evento no Brasil. Do total de entrevistados, 38,5% consideram a competição sediada no País como a melhor já vista. Em segundo lugar vem a Copa realizada na Alemanha, em 2006, com 19,7% das respostas, e em terceiro a da África do Sul, em 2010, que recebeu a aprovação de 5,1% dos jornalistas entrevistados.

Na quarta posição vem a Copa sediada nos Estados Unidos, em 1994, quando o Brasil recebeu o título de tetracampeão, seguida por Itália-1990 (com 3,4% dos votos), França-1998 (3,4%), Japão e Coreia-2002 (3,4%), México-1986 (1,7%), México-1970 (1,7%) e Alemanha-1974 (0,9%). Entre os entrevistados, 1,7% não respondeu. Segundo a pesquisa, 16,2% dos profissionais disseram estar cobrindo o primeiro Mundial.

Há cerca de 20 dias, quando a Copa desse ano ainda não havia começado, seria praticamente impossível prever os números que acabam de ser apresentados na mostra, tal a sensação propagada pelos grandes jornais brasileiros de que tudo daria errado. As obras inacabadas, dificuldades nos meios de transporte e até a previsão de uma epidemia de dengue eram destaques nos veículos da imprensa.

Vê-se, porém, que depois da satisfação dos torcedores estrangeiros, que ressaltam com frequência a hospitalidade do povo brasileiro e a satisfação em conhecer o País – como podemos ver agora em reportagens diárias – que os jornalistas estrangeiros também concluíram que tudo não passou de um grande exagero.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a opinião dos torcedores, publicada no dia 22:

Torcedores estrangeiros afirmam que Copa no Brasil é a melhor de todas

Com a experiência de oito mundiais, o irlandês Daniel Sheahan, de 55 anos, não pestaneja: “a atual Copa do Mundo está sendo a melhor de todas”. A opinião de Sheahan é compartilhada por diversos turistas que, como ele, já participaram de outras edições do torneio.

“Não que tudo esteja perfeito. Em todas as copas às quais fui, houve algum tipo de problema, como preços altos, dificuldades com transporte ou roubos. Mas isso faz parte de um evento desse porte”, disse à Agência Brasil o irlandês, que já teve a mochila roubada em duas edições do torneio.

“Isso foi na Copa da França, quando duas pessoas pegaram minha mochila e fugiram em uma moto, e na dos Estados Unidos, quando em um momento de distração levaram minha mochila”, lembrou. “No caso da França, um amigo meu passou pelo mesmo problema. Ao que parece, era uma quadrilha de motoqueiros especializados nesse tipo de roubo”, acrescentou.

Fã do futebol brasileiro, o irlandês sempre deu preferência aos jogos do Brasil, mas nem sempre foi possível assisti-los, porque existem outros pontos de interesse. “Esta Copa realmente tem muitas coisas especiais. Compará-la à da África do Sul é até covardia – o barulho das vuvuzelas era insuportável e estragava o clima do estádio. Para piorar, de todas as vuvuzelas saía muita saliva, o que era bastante preocupante porque a incidência de doenças como tuberculose é muito grande naquele país.

Por aqui, não: os brasileiros procuram se divertir sem incomodar os outros. “Nota-se claramente uma grande vontade de tornar tudo especial. Isso não aconteceu na Copa da Alemanha, porque, apesar de muito educados, os alemães costumam ser frios na relação com turistas”. Além das quatro copas citadas – Estados Unidos, em 1994; França, em 1998; Alemanha, em 2006; e África do Sul, em 2010 – e da atual, Daniel Sheahan foi às copas da Espanha, em 1982; do México, em 1986; e da Itália, em1990.

Impressão parecida tem o equatoriano José Bastidas, de 31 anos. “Não é apenas a vontade dos brasileiros de ajudar os turistas. Aqui há muito mais festas e uma comunicação mais fácil, até pelas semelhanças com outras línguas. É mais fácil entendermos e sermos entendidos pelos brasileiros”, disse ele.

A Copa de 2014 é a quarta do suíço Domenique Brenner, de 40 anos. “Na comparação com as de 1998, 2006 e 2010, esta é a melhor, porque está sendo disputada no melhor lugar e com as melhores pessoas”, afirmou. “A organização do evento é sempre bastante similar, porque envolve a mesma estrutura, que é a estrutura da Fifa.”

A maior crítica de Brenner é em relação aos caixas rápido dos bancos no Brasil, que tem usado para evitar a ida a casas de câmbio. “Muitas dessas máquinas não têm aceito cartões internacionais”, queixa-se.

Brenner e outros suíços entrevistados pela Agência Brasil reclamam do preço dos restaurantes nas cidades sede e das bebidas nos estádios. “Apesar de muito bons, os restaurantes são muito caros. Principalmente as churrascarias”, disse Brenner. Já Denis Rapin, 47, avalia que nem tudo é tão caro, levando em consideração o fato de que se trata de uma Copa do Mundo. Ele viaja com um grupo de 20 pessoas.

Para Rapin, os preços cobrados na cidade não são tão altos quanto imaginava. “Quem cobra caro aqui é a Fifa. Principalmente a cerveja nos estádios”, disse. “Esta é a minha primeira Copa do Mundo, mas não será a última. Esses dias têm sido muito agradáveis. A receptividade e a amabilidade dos brasileiros realmente impressiona. Todos muito amigáveis, desde o taxista até os profissionais da área de turismo. Em Brasília [onde assistiu à partida, entre Suíça e Equador], senti falta de bares mais festivos. Acho que o que falta aqui são bares típicos especializados em cachaça”.

Dona de uma lanchonete na Torre de TV, chamada GO Minas, Elza Alves Lobo não fala inglês, mas usa de muita simpatia para compensar essa limitação, além de ter preparado um cardápio em português, inglês, francês e espanhol. “Faço questão de conversar ou tentar conversar com todos. O clima é de muito entusiasmo, muita alegria.”

Viajando há sete meses pela América do Sul, Andre Urech, de 34 anos, vem pela primeira vez ao Brasil, onde assiste à segunda Copa do Mundo. A primeira foi na África do Sul. “Está tudo tão bom que já decidimos: voltaremos o quanto antes ao Brasil. Simplesmente estamos amando as pessoas daqui”, disse ele, ao lado da companheira de viagem Ramona Rüegg, que também foi à Copa de 2010. Ela faz coro: “a atmosfera aqui é muito melhor, e as pessoas muito mais amigáveis.”

Os dois elogiam a organização do evento, apesar da dificuldade que vêm tendo com transporte público. “Demorou cerca de 30 minutos para pegarmos um ônibus, e o táxi está muito caro”, contou Urech. “Mas tudo faz parte do clima e do sentimento que envolve uma Copa do Mundo”, completou.

A exemplo de outros suíços que assistiram ao jogo contra o Equador, o casal reclama principalmente da dificuldade para comprar cerveja. “A fila é muito grande e faz a gente perder muito tempo do jogo. Mas isso também aconteceu na África”, disse ele.

Dirigente do Barcelona de Guayaquil, no Equador, Carlos Rodríguez também avalia esta como a melhor Copa de todos os tempos. “É muito superior tanto dentro como fora de campo”, disse.

“Uma coisa que me chama a atenção é o fato de ela [Copa] estar sendo totalmente diferente do que vinha sendo mostrado pela imprensa. O Brasil é 100% no que se refere a receber turistas. Tudo é perfeito: a hospitalidade, a estrutura. Além disso, há muito amor e alegria no ar. Viemos para cá justamente para desfrutar desse clima de Copa”, afirmou Rodríguez.

O publicitário colombiano Héctor Greco, de 33 anos, também foi surpreendido positivamente pelo Mundial brasileiro. “Eu esperava muito menos. O que mais me surpreendeu foi a troca de cultura entre os países em um clima de competitividade sem brigas. É uma oportunidade única de conhecer o mundo em um só lugar.”

Ele lamenta as grandes distâncias que têm de ser percorridas para que se possa acompanhar os jogos. “As passagens de avião são caras, é difícil ir de ônibus e infelizmente não há uma cultura de transporte de passageiros por meio de trens no Brasil”. Para o publicitário, a hospedagem também está muito cara: “pagamos R$ 21 mil para alugar, por um mês, um apartamento no Rio de Janeiro”.

Já o cirurgia plástico e cônsul honorário do Equador em Campinas, Oswaldo Vallejo, de 56 anos, já gastou, entre passagens, hospedagem e ingressos para os jogos, mais de R$ 18 mil para ter sua primeira experiência em Copa do Mundo.

“Conheço pouco Brasília porque cheguei há apenas um dia, mas o deslocamento do hotel até o estádio foi bastante fácil, pela proximidade. Esta realmente é uma grande vantagem para a cidade”, disse ele, em meio a elogios em relação à divulgação, às placas e aos voluntários “proativos e sempre tentando ajudar até mesmo nas situações em que não precisamos.”

Depois de enfrentarem mais de 8 mil quilômetros de viagem por ônibus, vindos de Quito, no Equador, o administrador Paul Tamayo e os engenheiros Alvaro Granda e Edgar Baculima optaram por acampar na Universidade de Brasília (UnB). Tudo, para assistir à estreia do Equador na Copa.

O perrengue não diminuiu o entusiasmo: “O Brasil é muito bonito, assim como as pessoas”, observou Tamayo. Perguntado sobre os preços na capital, Granda respondeu: “de preços, não falamos. Viajar até aqui foi bastante duro, mas, com a vontade de ver o Equador jogar, tudo fica mais fácil”.

Quem também viajou muito para viver a experiência da Copa foi o australiano Victor Vu, de 28 anos, na esperança de ver algum país asiático ou africano vencer a competição. “Torço principalmente para a Costa do Marfim por causa do [atacante] Drogba, de quem sou fã. Mas o que realmente me motivou a vir foi a boa reputação que o Brasil tem lá do outro lado do mundo, especialmente no que se refere a festas.”

Apesar de seu país não ter se classificado para a Copa, Jan Kolin, da República Checa, quis vir ao Brasil para vê-la sendo realizada “no país mais bem-sucedido” no mundo do futebol. “Desde criança eu sonhava em ver uma Copa. Quando soube que ela seria no Brasil, decidi tornar esse sonho realidade”, contou Kolin, que enfrenta problemas de comunicação, já que, segundo ele, poucos falam inglês no Brasil.

Os peruanos Marcial Olano, de 55 anos, e Hérman Chávez, de 45, também não precisaram da participação de sua seleção no Mundial para decidirem curtir a Copa no Brasil. “Queremos que um país sul-americano ganhe porque somos povos irmãos integrando uma mesma torcida”, disse Olano.

Chávez veio para realizar o sonho do filho Jared, que tem 13 anos. “Não esperávamos tanta organização. Isso em muito nos surpreendeu. Está melhor do que havíamos sonhado. Não passamos por nenhum tipo de problema, temos sido bem atendidos e a organização das cidades e da Fifa está muito boa. Por isso já planejamos ir à Copa da Rússia para, se tudo der certo, torcermos pela seleção de nosso país [Peru]“.

Pela primeira vez no Brasil, os engenheiros Andres Navaez e Elizabeth Montenegro, ambos equatorianos, também se dizem apaixonados por futebol. Por isso, já foram às copas da África do Sul e da Alemanha. Segundo ele, Brasília carece de um atendimento mais eficiente aos turistas

“Faltam informações até mesmo no Centro de Convenções, de onde retiramos nossos ingressos. Lá não souberam nos informar sequer onde fica o atendimento aos turistas”, disse Elizabeth. “A sorte é que espanhol e português são línguas parecidas”, completou Navaez.

O suíço Lionel Holzaer, de 30 anos, não é fã de futebol, mas adora festas e viagens. Segundo ele, o Brasil tem “boas condições” para receber os turistas. “Minha maior dificuldade tem sido com o idioma”.

Em jogo de final dramático, Argentina bate Suíça e avança na Copa

Di María salvou a Argentina aos 13 minutos da prorrogação ante a Suíça | Crédito: Ivan Alvarado/Reuters

Favorita e com 100% de aproveitamento na primeira fase, a Argentina garantiu sua classificação para as quartas de final após bater a retrancada Suíça, na Arena Corinthians, por 1 x 0, na prorrogação. Depois de pressionar durante o jogo todo, os argentinos, sem muita inspiração nas conclusões das jogadas, só chegaram ao gol da vitória aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, com Dí Maria após brilhante arrancada e assistência de Messi.

Veja como foi o minuto a minuto

Durante os 90 minutos, o time de Alejandro Sabella foi muito superior e buscou o gol do início ao fim da partida. Com 63% de posse de bola e 20 chutes a gol, a Argentina teve mais uma vez o camisa 10 Messi, que armou as principais jogadas e também o que mais finalizou. A Suíça, que contou com as arrancadas de Shaqiri, limitou-se a se defender e chegou raramente ao ataque. No primeiro tempo, em uma das raras oportunidades, Drmic perdeu um lance cara a cara com Romero.

Na prorrogação, a dinâmica da partida foi a mesma. A Argentina, mais cansada, buscou mais o gol. No início do segundo tempo, Di María arriscou de fora da área e Benaglio, o melhor suíço em campo salvou. No final do segundo tempo da prorrogação, quando o jogo já parecia definido para a disputa por pênaltis, Messi, sempre ele, deu uma arrancada fenomenal, abriu a bola na direita para Di María que bateu rasteiro, certeiro para marcar o gol da vitória e da classificação. Aos 15 do segundo tempo da prorrogação, a vitória argentina ganhou um tom dramático com uma bola na trave após cobrança de escanteio da Shaqiri. Di Maria, nos acréscimos, ainda quase fez do meio de campo, quando a Suíça estava sem goleiro.

1/7 – ARENA CORINTHIANS (SÃO PAULO-SP)

ARGENTINA 1 x 0 SUÍÇA

J: Jonas Eriksson (Suécia); P: 63.255; G: Di María 13 do 2º da prorrogação; CA: Rojo, Xhaka e Gelson Fernandes

ARGENTINA: Romero (6), Zabaleta (6), Federico Fernández (6), Garay (6) e Rojo (5,5) (Basanta 14 do 1º da prorrogação (5)); Mascherano (6,5), Gago (5,5) (Biglia, intervalo da prorrogação (5,5)) e Dí Maria (7,5); Lavezzi (5,5) (Rodrigo Palacio 28 do 2º (6)), Messi (7,5) e Higuaín (6). T: Alejandro Sabella

SUÍÇA: Benaglio (7), Lichtsteiner (6), Djourou (6,5), Schaer (6,5) e Rodríguez (6); Behrami (6,5), Inler (6,5), Shaqiri (6,5), Xhaka (5,5) (Gelson Fernandes 20 do 2º (5)) e Mehmedi (6,5) (Dzemaili 7 do 2º da prorrogação (5)); Drmic (5) (Seferovic 37 do 2º (5)). T: Ottmar Hitzfeld

Fonte: PLACAR

Bélgica coloca o poder de sua geração à prova contra os Estados Unidos

Nesta terça-feira, a tão falada ‘geração belga’ tem a sua verdadeira prova de fogo nesta Copa do Mundo, ante os Estados Unidos, na Fonte Nova. Em caso de vitória, os norte-americanos farão a sua melhor campanha da história, pois sempre pararam nas oitavas. Já os Diabos Vermelhos se aproximariam do feito de 1986, quando caíram apenas nas semifinais para a Argentina de Maradona.

Mesmo com os 100% de aproveitamento, os Diabos Vermelhos não tem empolgado e venceram todas praticamente no último ‘suspiro’. O técnico Marc Wilmots ainda não confirma qual equipe entrará em campo, pois desde o início da Copa do Mundo, sempre mudou a escalação de acordo com o adversário. A tendência é que Origi ocupe a vaga de Lukaku, que ainda não marcou no mundial.

Enquanto, a equipe de Jurgen Klinsmann vem motivada após despachar Portugal e Gana. Os norte-americanos contam a volta de Altidore, após a lesão que o tirou das duas partidas anteriores. Com isso, Clint Dempsey deve retomar o seu lugar no meio de campo.

O único confronto entre as seleções em Copas do Mundo aconteceu no longíquo ano de 1930, quando os Estados Unidos triunfaram com um 3 x 0, no estádio Parque Central, em Montevideo.

Confira os prováveis escalações de Bélgica x Estados Unidos:

BÉLGICA: Courtois; Vanden Borre (Vermaelen), Van Buyten, Lombaerts (Kompany) e Vertonghen; Witsel, Dembele, Hazard, Fellaini e De Bruyne; Lukaku (Origi). Técnico: Marc Wilmots

ESTADOS UNIDOS: Howard, Beasley, Besler, González e Johnson; Jones, Bekerman, Bradley e Dempsey; Zusi e Altidore (Bedoya). Técnico:Jurgen Klinsmann

 

 

Fonte: PLACAR

Argentina quer aprimorar ataque e manter retrospecto contra a Suíça

Nesta terça-feira, a partir das 13h, em São Paulo, a Argentina mais uma vez viverá uma tarde de Monumental del Nuñez. Desta vez, a Albiceleste enfrenta a Suíça na Arena Corinthians, no duelo que vale vaga às quartas de final. A seleção de Sabella finalmente espera fazer uma apresentação convicente e se livrar de um provável sufoco.

Apesar dos 100%, a Argentina venceu todas as partidas por um gol de diferença e foi vazada em todas elas. O ataque marcou seis gols, enquanto a contestada defesa foi vazada três vezes.

Se a falta de qualidade ofensiva tem dado dor de cabeça, o treinador ainda terá que administrar a ausência de Kun Agüero, que sofreu uma lesão muscular e está fora da Copa. A tendência é que Lavezzi forme o ataque ao lado de Messi e Higuaín.

Já a Suíça tenta recuperar a consitência defensiva, característica de copas anteiores, mas que não tem se repetido neste mundial. Em três jogos, a equipe de Hitzfeld sofreu oito gols. Em compensação, após o hat-trick contra Honduras, Shaqiri é a grande esperança ofensiva.

Argentina e Suíça se enfrentaram apenas um vez Copas do Mundo, com vitória dos hermanos por 2 x 0, em 1966. As seleções também disputaram cinco amistosos, e o sul-americanos venceram três e empataram duas.

Confira a provável escalação de Argentina x Suíça:

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Garay, Fernández e Rojo; Mascherano, Gago e Di María; Messi, Higuaín e Lavezzi. Técnico: Alejandro Sabella

SUÍÇA: Benaglio, Lichtsteiner, Schar, Djourou e Rodríguez; Behrami, Inler, Shaqiri, Xhaka e Mehmedi; Drmic. Técnico: Ottmar Hitzfeld

Fonte: PLACAR

Alemanha vence Argélia com gol no primeiro minuto da prorrogação

Schurrle furou o bloqueio de M’Bolhi no primeiro minuto da prorrogação | Crédito: Edgard Garrido/REUTERS

Alemanha e Argélia fizeram um jogo movimentado em Porto Alegre, nesta segunda-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014. Apesar do 0 x 0 no tempo normal, as duas equipes buscaram o gol durante toda a partida. Mas ele só saiu no comecinho da prorrogação, dos pés de Schurrle, que garantiu a Alemanha em mais uma quartas de final de Copa do Mundo, fato que consegue desde o Mundial de 1986, primeira vez que esta fase com 16 equipes foi disputada. Ozil ainda aumentou no final.

A Argélia aproveitou bem o contra-ataque na primeira etapa, mas parou em Manuel Neuer, que fez as vezes de zagueiro nos momentos em que a Alemanha foi pega mais desprevinida. A Nationalelf só reagiu nos 5 minutos finais, quando conseguiu levar mais perigo ao gol de Rais M’Bolhi. E foi num chute de fora da área de Kroos, que o goleiro argelino espalmou. A bola ainda encontrou Gotze, que chutou para nova defesa de M’Bolhi.

O segundo tempo também começou com pressão dos argelinos, mas foi a Alemanha, novamente, quem levou mais perigo. Aos 9 minutos, Lahm mandou uma bomba que M’Bolhi desviou para escanteio. Nos 10 minutos finais, Muller perdeu duas chances, uma delas em defesa do goleiro. A Argélia se encolheu para segurar o jogo e levar à prorrogação. E conseguiu.

E no primeiro minuto do tempo extra a Alemanha fez o que não conseguiu fazer nos primeiros 90 de jogo. Thomas Muller cruzou bola na área e Schurrle, de calcanhar, finalmente furou o bloqueio de M’Bolhi: 1 x 0. A Argélia até tentou igualar novamente, mas os jogadores não acertaram a pontaria. E ainda deu tempo de Ozil fuzilar para ampliar e garantir a vitória alemã, já nos acréscimos. E

Com o triunfo na prorrogação, a Alemanha encerrou uma marca negativa de nunca ter vencido a Argélia em dois jogos disputados, um deles na Copa do Mundo de 1982. Os africanos haviam saído vencedores nas duas ocasiões.

 

 

Fonte: PLACAR

França 2×0 Nigéria: Bleus avançam, mas foi muito mais difícil que o esperado

A crônica

A França exerceu o favoritismo que tinha sobre a Nigéria no papel e avançou às quartas de final. Mas devemos reconhecer que isso apenas no placar, pois o jogo foi muito mais equilibrado que qualquer um poderia ter imaginado. E não por falta de qualidade dos Bleus, mas, sim, pela ótima partida realizada pelos nigerianos. O ataque francês foi envolvente como vimos em outros jogos. Demorou para conseguir seus gols, mas levou perigo constantemente. Já a agilidade das Super Águias foi o que dificultou a vida da defesa da França. O Mané Garrincha foi palco de uma vitória por 2 a 0 para a seleção francesa, mas dá para dizer que um 3 a 2 dos Bleus seria um placar muito mais justo pelo que foi o jogo.

Pela campanha empolgante na fase de grupos da França, a expectativa era de que os Bleus conseguissem a vitória sem maiores problemas, dominando as ações ofensivas, ao menos. O que se viu nos primeiros 15 minutos de jogo, no entanto, foi a quebra dessa previsão. Os nigerianos começaram melhores na partida, chegando frequentemente ao ataque e deixando os defensores franceses perdidos, tamanha era a movimentação e alternância de posições dos jogadores do setor ofensivo das Super Águias. Emenike chegou até a marcar o primeiro gol do duelo, mas o lance foi corretamente anulado por causa de um impedimento de alguns poucos centímetros do atacante.

A França começou então a ganhar terreno e teve sua primeira grande chance cerca de cinco minutos depois do gol anulado da Nigéria. Paul Pogba, de capacidade técnica tremenda, deu mais uma mostra do seu potencial: dominou a bola no meio do campo, arrancou para o ataque, passando por um marcador no meio do caminho, rolou para Valbuena e recebeu de volta em um cruzamento. Pegou um sem-pulo para completar a jogada e forçou Enyeama a fazer boa defesa para evitar que os Bleus abrissem o placar.

A partir disso, a Nigéria não conseguiu mais pressionar a França como nos primeiros minutos. A seleção francesa começou a crescer no jogo e quase abriu o placar com Debuchy, após boa arrancada de Matuidi e ótima ajeitada de Valbuena. Esse cenário foi brevemente interrompido nos últimos lances da primeira etapa, com franceses e nigerianos revezando ataques, mas sem sucesso em balançar a rede.

A Nigéria voltou melhor para o segundo tempo. Sofreu uma baixa com a saída de Onazi, contundido por causa de entrada desleal de Matuidi, mas não sentiu tanto a troca, para a entrada de Reuben Gabriel. Precisando reequilibrar as ações, a França promoveu sua primeira mudança, sacando Giroud e mandando a campo Griezmann, o que fez Benzema ir mais para o centro, e o reserva para a ponta esquerda.

Mesmo com a alteração de Deschamps, a Nigéria seguiu melhor até metade do segundo tempo. Aos 18 minutos, Odemwingie levou perigo com uma boa finalização de fora da área, apesar dos vários jogadores que o cercavam. Lloris espalmou para evitar o gol. A resposta dos franceses veio em grande estilo. Benzema tabelou com Griezmann, saiu na cara do gol e chutou, mas Enyeama fez defesaça. A bola ainda resvalou em Benzema de novo e foi em direção ao gol, mas Moses apareceu em cima da linha para chutar para frente.

Como em quase todo o jogo, um time pressionava por uns 20 minutos, o outro respondia com um lance perigoso, e a partida mudava de dono. Seguindo isso, os franceses cresceram no jogo. Aos 31 minutos, um chute cruzado de Benzema foi salvo pela zaga nigeriana embaixo da trave. Na sequência, Cabaye acertou o travessão com um grande chute da entrada da área.

O avanço da França seguiu, e Benzema mais uma vez forçou Enyeama a fazer defesaça, espalmando para escanteio uma cabeçada perigosa do atacante. Na cobrança da bola parada, no entanto, o próprio goleiro, que fazia grande partida, foi o vilão. Enyeama saiu mal, tocando de leve em vez de dar um soco para a frente, e a bola sobrou para Pogba, de cabeça, abrir o placar.

Griezmann havia entrado aos 17 minutos do segundo tempo e fazia grande partida pelos Bleus. Aos 38 minutos, fez Enyeama ser mais uma vez herói, finalizando forte, alto, e o nigeriano espalmou para fora. Mais tarde, o jovem da Real Sociedad foi determinante para o segundo gol, que classificou de vez a França. Já nos acréscimos, Valbuena cobrou escanteio curto, tabelou, e tocou para a área. Griezmann chegou finalizando, e Yobo desviou contra a própria meta.

O meio de campo e o ataque francês passam a impressão de que, com mais dois anos de entrosamento e jogos juntos, serão imbatíveis. E isso sem contar com Franck Ribéry. Antoine Griezmann talvez tenha ganho de vez a posição, despachando Giroud para o banco. Com o trio ofensivo que jogou a segunda metade da etapa complementar, mais os meio-campistas titulares, dá para apostar que a França será um adversário duro para Alemanha ou Argélia nas quartas.

FICHA TÉCNICA

França 2×0 Nigéria

França

França

Hugo Lloris; Mathieu Debuchy, Raphäel Varane, Laurent Koscielny e Patrice Evra; Yohan Cabaye, Paul Pogba e Blaise Matuidi; Mathieu Valbuena (Moussa Sissoko, 49′/2T), Olivier Giroud (Antoine Griezmann, 17′/2T) e Karim Benzema. Técnico: Didier Deschamps.

Nigéria

Nigéria EscudoVincent Enyeama; Efe Ambrose, Joseph Yobo, Kenneth Omeruo e Juwon Oshaniwa; Ogenyi Onazi (Reuben Gabriel, 14′/2T), John Obi Mikel, Peter Odemwingie, Victor Moses (Uche Nwofor, 44′/2T) e Ahmed Musa; Emmanuel Emenike. Técnico: Stephen Keshi.

Local: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília

Árbitro: Mark Geiger(EUA)

Gols: Paul Pogba, 34′/2T, Joseph Yobo (contra), 46′/2T

Cartões amarelos: Blaise Matuidi

Cartões vermelhos: nenhum

O cara

Paul Pogba

Pogba comemora o primeiro gol francês no Mané Garrincha (AP Photo/Andrew Medichini)

Pogba comemora o primeiro gol francês no Mané Garrincha (AP Photo/Andrew Medichini)

Pela segunda vez seguida, foi o melhor jogador da França na partida. Contra o Equador, não conseguiu tirar o placar do zero, mas diante da Nigéria foi essencial, anotando o primeiro gol. Movimentou-se muito bem, executou dribles desconcertantes e foi importantíssimo na armação de jogadas francesas, atuando próximo de Valbuena na direita. Impressionante pensar que tem apenas 21 anos e joga com tamanha classe, boa postura e personalidade.

Os gols

34’/2T: GOL DA FRANÇA!

Valbuena cobra escanteio, Enyeama sai mal, tocando de leve na bola, e Pogba pega a sobra de cabeça para abrir o placar para os Bleus.

46’/2T: GOL DA FRANÇA!

Valbuena cobra escanteio curto, tabela e toca para o meio da área. Griezmann finaliza, a bola pega em Yobo e entra para o gol.

A Tática

Escalações iniciais de França e Nigéria

Escalações iniciais de França e Nigéria

Com exceção de Benzema e Giroud, que frequentemente alternam posições, os franceses ficam bastante fixos em suas posições. Cabaye é o responsável pelo primeiro passe no meio de campo, e Matuidi e Pogba têm mais liberdade para avançar. Aberto pela direita, Valbuena também cai pelo meio, mas não tão frequentemente. Já a Nigéria mostra maior mobilidade ofensiva, com Musa e Odemwingie alternando os flancos, Onazi avançando mais que Mikel e Emenike saindo da área para facilitar a troca de passes.