Copa do Brasil

Com Dado na berlinda, Náutico estreia na Copa do Brasil contra Guarani de Juazeiro

Ficha do Jogo

Guarani
Fábio; Talisson, Pedro Lucas, Regineldo e Zé Aquiraz; Da Silva, Adenilson, Dim e Leilson; Rondallys e Ítalo. Técnico: Washington Luiz.

Náutico
Tiago Cardoso; Joazi, Tiago Alves, Ewerton Páscoa e Giovanni; João Ananias, Rodrigo Souza e Marco Antônio; Jefferson Nem, Erick e Alison. Técnico: Dado Cavalcanti.

Data: 15/2/17.

Estádio: Romeirão, em Juazeiro.

Horário: 20h30.

Árbitro: Antônio Dib Moraes de Sousa (PI).

Assistentes: Mauro Cezar Evangelista de Sousa (PI) e Flávio Gomes Barroca (RN)

Sport joga bem, goleia CSA e se classifica para segunda fase da Copa do Brasil

Ficha do jogo
CSA 1
Jeferson; Celsinho, Leandro Souza, Douglas Marques e Panda (Geovani); Rafinha, Everton Heleno (Cleyton), Marcos Antônio e Alex Henrique (Jean Carlo); Daniel Cruz e Thiago Potiguar. Técnico: Oliveira Canindé.
Sport 4
Magrão; Samuel Xavier (Raul Prata), Ronaldo Alves, Durval e Mansur; Rithely, Ronaldo, Everton Felipe Diego Souza e Rogério (Lenis); Leandro Pereira (Thallyson). Técnico: Daniel Paulista.
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió.
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG).
Assistentes: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (ambos de MG).
Gols: Rithely (12 min do 1º) e Alex Henrique (32 min do 1º), Everton Felipe (5 min do 2º), Rogério (16 min do 2º) e Thalyson (31 do 2º).
Cartões amarelos: Everton Felipe, Samuel Xavier e Durval (S), Thiago Potiguar e Marcos Antônio (C).

Sport tem pouca margem de erro diante do CSA

Ficha do jogo:

CSA: Jeferson; Celsinho, Leandro Sousa, Douglas Marques e Rafinha; Panda, Everton Heleno, Didira e Thiago Potiguar; Alex Henrique e Daniel Cruz. Técnico: Oliveira Canindé.

Sport: Mgrão; Saumuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Mansur; Rithely, Ronaldo e Diego Souza; Everton Felipe, Paulo Henrique e Rogério. Técnico: Daniel Paulista.

Local: Rei Pelé (Maceió-AL).

Horário: 21h30.

Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG).

Assistentes: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva, ambos de Minas Gerais.

Cresspom-DF bate Vitória-PE e avança às semis da Copa do Brasil feminino

Por GloboEsporte Sobradinho, DF

O Cresspom-DF recebeu o Vitória-PE nesta quarta-feira, no estádio Abadião, no Distrito Federal, e fez prevalecer o mando de campo. Em partida válida pela volta das quartas de final da Copa do Brasil de futebol feminino, as anfitriãs mantiveram o favoritismo, venceram as pernambucanas por 2 a 0, e avançaram às semifinais da competição.

Os gols do jogo foram marcados por Adriele, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Dani, que fechou o placar aos 47 da etapa final. No confronto de ida, na última semana, no estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão, o time do Distrito Federal havia vencido por 1 a 0. Agora, o Cresspom-DF vai brigar por uma vaga na final contra o São José-SP.

Vitória-PE e Cresspom se reencontram nas quartas da Copa do Brasil feminino

O Vitória-PE reencontra o Cresspom-DF nesta quarta-feira, em partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil de futebol feminino. O confronto será às 15h, no estádio Abadião, no Distrito Federal. No jogo de ida o Tricolor das Tabocas foi derrotado por 1 a 0, no estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão. As pernambucanas precisam vencer por dois gols de diferença para avançar à fase seguinte, enquanto o Cresspom joga pelo empate.

Para a partida a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escalou uma arbitragem do Distrito Federal. Rafael Martins Diniz será o árbitro, e contará com o auxilio de Daniela Gomes de Oliveira e Leila Naiara Moreira da Cruz.

Por GloboEsporte Sobradinho, DF

Com vantagem, Vitória-PE enfrenta UDA-AL na Copa do Brasil Feminino

Em entrevista na rede social do clube, a treinadora Macarena Deichler convidou a torcida para apoiar o time.

– Elas precisam ganhar de 3 a 0 para nos eliminar, a gente vai jogar dentro de casa, vai ser um jogão, por isso convido toda torcida vitoriense para nos apoiar, apoiar o futebol feminino e essas garotas que lutam muito.

A partida será às 15h, no Carneirão, em Vitória de Santo Antão. E contará com a arbitragem da pernambucana Ana Karina Marques, auxiliada por Karla Renata Santana e Charles Rosas Pires.

Por  GloboEsporte Vitória de Santo Antão, PE

Baianos dão presente de grego no aniversário timbu

Autor: Wladmir Paulino

Gol de Zé Paulo acabou com as pretensões do Náutico. Foto: André Nery/JC Imagem.

As dificuldades de articulação do Náutico foram crônicas no empate que eliminou os alvirrubros da Copa do Brasil nesta quinta-feira (7). Em pleno aniversário, o Timbu ficou no 1×1 com o Vitória da Conquista depois de tomar 1×0, ter um pênalti a favor não marcado e ver o adversário ter diversas chances de contra-ataque. O time baiano ganhou a vaga por conta do 0x0 no jogo de ida e vai enfrentar o Santa Cruz na próxima fase.

Os dois times tiveram uma dificuldade imensa em colocar a bola no chão durante quase todo primeiro tempo. O Vitória da Conquista concentrou sua marcação na região central do campo. Essa postura rachou o time do Náutico em dois blocos sem ligação entre eles. Os dois laterais, os dois zagueiros e Rodrigo Souza ficavam atrás e os dois armadores e o trio ofensivo lá na frente. Só dava na ligação direta.

Somente num contra-ataque, aos 22 minutos, o time visitante pôs a bola no chão e chegou ao gol. Zé Paulo recebeu livre, perto do bico da grande área pela esquerda. Ajeitou, mirou e acertou o canto esquerdo de Júlio César. O prejuízo obrigava o Timbu a fazer dois gols. Mas o que se viu foi um time que de acelerado passou a afobado, inflado pela paciência da torcida, que compreensivelmente, não aceitava o placar.

Mesmo sem conseguir trocar passes em velocidade, marcar a saída de bola do adversário e sequer finalizar de média distância, o Náutico teve do que reclamar. Numa disputa de bola com Rony dentro da área, Thiaguinho mandou a bola para a linha de fundo como um jogador de vôlei. Pênalti claro e de frente para o assistente, que anotou apenas escanteio. O Vitória ainda teve condição de ampliar num chute de Maicon Costa que foi na trave. Tatu, cara a cara com Júlio César preferiu tocar para trás do que arriscar o gol.

Ex-jogadores foram homenageados no intervalo. Foto: André Nery/JC Imagem.

Ex-jogadores foram homenageados no intervalo. Foto: André Nery/JC Imagem.

Ninguém mexeu na volta para o segundo tempo. E a qualidade de jogo do Náutico também não. O abismo entre o ataque e o meio não diminuiu e as transições – tanto ofensivas quanto defensivas – demoravam mais que o recomendável. Além de dificultar o ataque, deixava um espaço perigoso para o adversário contra-atacar. Mesmo assim, o empate chegou na base da força. Daniel Morais caiu numa dividida mas conseguiu tocar para Esquerdinha, mesmo sentado. Esquerdinha acertou o canto direito de Carlos e o Timbu voltou para o jogo.

Esquerdinha marcou o gol de empate. Foto: André Nery/JC Imagem.

Esquerdinha marcou o gol de empate. Foto: André Nery/JC Imagem.

O empate do Náutico deixou o Vitória ainda mais encolhido, tanto que nenhum jogador de verde posicionava-se no campo ofensivo. Já o técnico Gilmar Dal Pozzo resolveu arriscar mais ao tirar Eduardinho para acionar Joazy como ponta. Mas o time não entendeu e continuou forçando o jogo pelo meio. Renan Oliveira não se apresentava, deixando a tarefa para esquerdinha.

A cartada final do técnico alvirrubro foi mandar Thiago Santana no lugar de Rodrigo Souza. A zaga ficou mais exposta, mas o a intenção era aumentar a posse de bola lá na frente. Mas a marcação eficiente dos visitantes não deixou os pernambucanos finalizarem com risco para o gol de Carlos.

Ficha do jogo:

Náutico
Júlio César; Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Henrique; Eduardinho (Joazy), Rodrigo Alves e Renan Oliveira; Roni, Rafael Coelho (Esquerdinha) e Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Vitória da Conquista
Carlos, Artur, Leandro Cardoso, Silvio e Tiaguinho; Edimar, Maicon Costa , Dimas (Júnior Gaúcho) e Kleber; Zé Paulo (Rafael da Granja) e Tatu (Dionísio). Técnico: Sérgio Araújo.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Andrey da Silva E Silva (PA). Assistentes: Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos e Luis Diego Nascimento Lopes (ambos de PA). Gols: Zé Paulo, aos 22 do primeiro tempo. Esquerdinha, aos 15 do segundo. Cartões amarelos: Esquerdinha, Carlos, Maicon Costa, Thiaguinho e Sílvio. Público: 2.506. Renda: R$ 45.730,00.

“Misto-frio” do Sport não segura a Aparecidense: 2×0

Autor: Wladmir Paulino

Everton Felipe perdeu as duas melhores chances de gol. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife.

Os reservas do Sport até que fizeram um primeiro tempo razoável, mas o segundo tempo confuso e sem criatividade foi suficiente para a Aparecidense forçar seu jogo aéreo e chegar à vitória. Com o prejuízo de 2×0 os leoninos precisam vencer por três gols de diferença no jogo da volta, no próximo dia 27, para avançar a segunda fase da Copa do Brasil.

» Objetivo foi cumprido, diz auxiliar

Se levarmos em consideração o que a diretoria havia planejado, foi dado um grande passo para o cumprimento da meta, que era desprezar a Copa do Brasil e focar a disputa na Sul-Americana.

O 3-5-2 armado pelo técnico interino Thiago Gomes remontou às origens dessa forma de jogar: com os laterais realmente posicionados na linha de meio de campo e tentando pressionar a saída de bola do adversário. O que faltou para essa pressão alta ser exercida à risca foi a falta dos atacantes de ofício. Como os jogadores mais adiantados – Everton Felipe e Fábio voltavam com frequência para ocupar o espaço ‘original’: ambos são meio-campistas.

Ainda assim, foi o time visitante a construir as melhores jogadas em lampejos de inspiração: Luís Gustavo e Everton Felipe, duas vezes, poderiam ter aberto o placar. As duas últimas em jogadas rápidas pelo lado esquerdo. A Aparecidense teve seus momentos de mais tempo no campo de ataque, mas usou muito a bola aérea.

Na volta para o segundo tempo o Leão voltou com Juninho no lugar de Everton Felipe. A dificuldade de transição ofensiva aumentou pois o novato posicionou-se mais recuado que seu antecessor. Quem ainda tentava levar o time à frente era o meia Clayton, bem à vontade na função que hoje cabe a Diego Souza. Faltava um apoio maior dos volantes, pois Thalysson guardou mais a posição e Neto Moura estava com dificuldade em acertar passes.

Os donos da casa mantiveram o mesmo tom e de tanto levantar a bola chegaram ao gol aos 16 minutos. Numa bola levantada, Evandro não cortou e Robert dominou dentro da área, passou por Luís Gustavo e bateu rasteiro, no canto direito. No prejuízo, Thiago desfez o 3-5-2 com a entrada de Bala no posto de Adryelson. A maior posse de bola foi mais produto do recuo da Aparecidense do que da mudança do Sport. Mesmo assim, não traduziu-se em mais finalizações.

Ficha do jogo:

Aparecidense: Busatto; Clayton Sales, Anderson Santos, Filipe e Chiquinho; Jeferson, Geovane (Mateus Magro), Washington e Jarllan (Rychely); Robert e Careca (Dinei). Técnico: Márcio Goiano.

Sport: Luiz Carlos; Adryelson (Bala), Ewerton Páscoa e Luís Gustavo; Maicon, Thalysson, Neto Moura, Clayton e Evandro; Everton Felipe (Juninho) e Fábio (James Dean). Técnico: Thiago Gomes (interino).

Local: Estádio Aníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO).Árbitros: Emerson de Almeida Ferreira (MG). Assistentes: Breno Rodrigues e Wesley Moreira de Carvalho (ambos de MG). Gols: Robert, aos 16; e Filipe, aos 44 do segundo tempo. Cartões amarelos: Jeferson, Ewerton Páscoa, Neto Moura, Fábio e Maicon.

Comemorando 115 anos, Náutico recebe Vitória da Conquista para seguir na Copa do Brasil

 Emanuel Leite Jr. /Especial para o Diario

No dia em que comemora 115 anos de existência, o Náutico recebe o Vitória da Conquista na Arena Pernambuco. A partida, que se inicia às 19h30, vale vaga na segunda fase da Copa do Brasil. Um presente para a torcida alvirrubra e também para o próprio clube, que ganha R$ 300 mil de premiação pela participação na próxima etapa da competição. Por conta disso, mas também pela visibilidade que o segundo torneio nacional mais importante pode dar ao Timbu, o técnico Gilmar Dal Pozzo vai escalar aquilo que tem de melhor à disposição. Para seguir adiante na competição. O primeiro passo para, quem sabe, alimentar um sonho. O treinador alvirrubro não esconde o desejo de surpreender e levar o Timbu ao título nacional.

Para a partida desta quinta-feira, Dal Pozzo já adiantou que deve escalar a mesma formação que entrou em campo contra o Central no domingo. Ou seja, aquilo que se aproxima do ideal do Náutico neste momento da temporada. Fez uma ressalva, porém. No treino de ontem aproveitou para observar uma variação tática, com uma única mudança em relação aos jogadores de linha que iniciaram o confronto com a Patativa. De qualquer modo, o que o treinador pretende é aproveitar o confronto com os baianos para dar entrosamento aos homens do setor ofensivo. Especialmente as movimentações entre Renan Oliveira e Rafael Coelho, além dos ajustes entre os demais companheiros de ataque. Isso porque, a decisão de hoje é apenas a primeira das várias que o Timbu vai ter de agora em diante. E afinar estes detalhes é fundamental.

Questionado acerca da importância do jogo de hoje, Dal Pozzo falou, evidentemente, da necessidade de vencer e se classificar em data de tamanho valor simbólico para os alvirrubros. Mas ressaltou, também, a visibilidade trazida por uma competição do nível da Copa do Brasil. “É um torneio que dá ao clube projeção nacional. O Náutico só disputa Copa do Brasil e Série B. É um torneio nacional, que dá projeção para o clube e para nós profissionais também”, acrescentou. Além do sonho. “A gente sonha. Por que não sonhar com conquista?”, revelou sua ambição.

O comandante alvirrubro, porém, mantém os pés no chão. Antes do sonho, é preciso chegar à segunda fase. O que não vai ser fácil. “É um adversário de qualidade, que tem jogadores de velocidade e com certeza vai jogar em transição rápida. Um time bem organizado taticamente. Vamos ter que ter paciência para fazer o gol e buscar a vitória”, comentou. O fato de agora o Conquista pensar apenas na Copa do Brasil, seu único torneio até o fim do ano, é outro complicador. “Mais uma adversidade. A equipe se preparou oito, 10 dias só para esse jogo. Eles fazem uma aposta toda nesse jogo da Copa do Brasil. É um adversário que vem forte.”

Adversário
O Vitória da Conquista vem a Pernambuco com foco total na Copa do Brasil. Eliminado da Copa do Nordeste e tendo livrado o perigo do rebaixamento no Campeonato Baiano, o Bode tem no torneio nacional a única possibilidade de continuar ativo este ano. Por essa razão, o técnico Sérgio Araújo vai escalar, assim como Dal Pozzo, o que tem de melhor. Entretanto, ao contrário do treinador alvirrubro, o comandante da equipe baiana fez mistério quanto ao time que deve escalar contra o Náutico. A princípio, contudo, a única dúvida seria Rafael da Granja, referência do time, que, com dores musculares, pode ser substituído por Todinho.Ficha do jogo

Ficha do jogo

Náutico
Júlio César; Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Henrique; Rodrigo Souza, Eduardinho e Renan Oliveira; Rafael Coelho, Rony e Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Vitória da Conquista
Carlos; Artur, Leandro Cardoso, Sílvio e Tiaguinho; Edimar, Maicon Costa, Diego Aragão e Kléber; Rafael da Granja (Todinho) e Tatu. Técnico: Sérgio Araújo.

Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Andrey da Silva (PA). Assistentes: Lucio Ipojucan Ribeiro e Luis Diego Nascimento Lopes (ambos do PA). Ingressos: Setor Leste inferior: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Área Premium: R$ 25 (sócios). Torcida visitante: R$ 60 (Norte superior) e R$ 30 (meia).

Santa Cruz joga mal contra o Rio Branco, mas se garante para a próxima fase da Copa do Brasil

 Yuri de Lira /Diario de Pernambuco

Um público pequeno compareceu, apesar da recente e heroica classificação às semifinais do Nordestão

Milton Mendes conseguiu a sua segunda classificação em uma semana de clube. Desta vez, contudo, com um empate insosso sem gols e uma atuação abaixo das críticas do Santa Cruz. O mistão coral recebeu o Rio Branco-ES na noite desta quarta-feira, no Arruda, e o resultado bastou para a conquista da vaga na próxima fase da Copa do Brasil (devido à vantagem de 1 a 0 construída no jogo de ida entre as equipes, em Cariacica). Como prêmio, o Tricolor ao menos abocanha R$ 480 mil pela participação na segunda fase do torneio.

Um público pequeno compareceu no estádio, apesar da recente e heroica classificação às semifinais da Copa do Nordeste. Os que foram ao Arruda viram os ditos reservas do Santa demorarem para criar uma chance real de gol. Mesmo com mais posse de bola, o repaginado time tricolor mostrava certo desentrosamento e não era capaz de penetrar na defesa adversária. Mantida no esquema 4-1-4-1, variando para o 4-2-3-1, a equipe de Milton Mendes só conseguiu chutar na barra adversária por meio de faltas nos primeiros 46 minutos. Tiago Costa chutou a primeira delas para fora. Depois, nas duas infrações seguintes, Daniel Costa exigiu defesas do goleiro Walter.

O Santa Cruz não funcionava de jeito nenhum pelo meio. Leadrinho e Daniel Costa jogavam em ritmo ainda mais lento que os outros atletas corais. Pelos lados, Raniel e Léo Moura é quem faziam a transição para o ataque. Ainda assim, sem sucesso e mais na base da individualidade. Menos efetivo ainda era o Rio Branco. Mas o time capixaba poderia até ter aberto o placar não fosse uma furada e um cabeçada por cima de Bruninho, aos 13 e nos acréscimos da etapa inicial, respectivamente.

Ricardo Fernandes/DP
Mistão empatou sem gols e resultado bastou para a conquista da vaga na próxima fase

Não demorou para Milton Mendes mexer no time. Aos 35 minutos, Ítalo Borges, que estava no banco de reservas pela primeira vez e não havia estreado pelo clube, acabou sendo acionado pelo treinador. Sem chances desde o começo da temporada com Marcelo Martelotte, o centroavante entrou para atuar numa função totalmente diferente da dele. Fez as vezes de lateral direito no lugar de Everton Sena, até ser substituído por Lelê aos 10 do segundo tempo.

Quase o Rio Branco abriu a contagem com Cleiton no início do segundo tempo. Edson Kölln, porém, evitou o gol dos visitantes, que levaria o confronto para as penalidades máximas O resto da partida, no entanto, ficou numa pegada ainda mais lenta que no primeiro tempo. O jogo foi de doer a vista. Então, as vaias de parte dos torcedores logo apareceram naturalmente. O apito final foi um alívio para quem assitia ao jogo e para os atletas dos dois times, que pareciam querer o mesmo.

Santa Cruz
Edson Kölln; Everton Sena (Ítalo Borges (Lelê)), Alemão, Neris e Tiago Costa; Wellington Cézar, Daniel Costa, Leandrinho, Raniel (Pedrinho Botelho) e Léo Moura; Bruno Moraes. Técnico: Milton Mendes.

Rio Branco-ES
Walter; Alexandre Hans, Santiago e Marco Antônio; Ivan, Ramon, Léo Oliveira, Bruninho (Emerson), Rodriguinho e Murilo (Ramon Alves); Cleiton (Felipe Capixaba). Técnico: Duílio Dias.

Local: Arruda (Recife-PE).
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO).
Assistentes: Leone Carvalho Rocha (GO) e Adailton Fernando Menezes (GO).
Cartões amarelos: Ítalo Borges, Léo Moura e Lelê (Santa Cruz); Santiago, Léo Oliveira, Alex Hans e Rodriguinho (Rio Branco)
Público:2.690
Renda: R$ 25.920,00