Diversos

Daniel Dias é ouro e leva 16ª medalha: “Nunca senti uma emoção dessa”

Por Gabriele Lomba e Lydia Gismondi Rio de Janeiro

A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do país venceu com sobras – uma diferença de pouco mais de 11s – a final dos 200m livre (categoria S5), nesta quinta-feira, conquistando o tetracampeonato. O astro de 28 anos, que levantou a torcida no Estádio Aquático, ainda disputa outras oito provas ao longo da competição, com chance de chegar a incrível marca de 24 medalhas.

Ítalo Pereira é bronze nos 100m costas

Por Gabriele Lomba e Lydia Gismondi Rio de Janeiro

O primeiro dia da natação brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 não ficou marcado apenas pelo ouro do astro Daniel Dias. Aos 20 anos, Ítalo Pereira também subiu ao pódio do Estádio Aquático na noite desta quinta-feira. Foi terceiro lugar na final dos 100m costas, categoria S7. Bronze com jeito de ouro para fechar a noite: torcida barulhenta e muita comemoração.

Italo completou a prova em 1m12s48. O ouro ficou com o ucraniano Ievgenii Bogodaiko (1m10s55), e a prata foi para o britânico Jonathan Fox (1m10s78).

Voo para história! Ricardo Costa leva o ouro no salto em distância para cegos

Por Cahê Mota e Carol Fontes Rio de Janeiro

Pulo no escuro e para história. Ricardo Costa é o primeiro brasileiro a conquistar medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do Rio. Cego por conta da Doença de Stargardt, que causa perda da visão de forma degenerativa, o sul-mato-grossense de Três Lagoas se tornou campeão paralímpico do salto em distância T11 em prova cheia de emoção na manhã desta quinta-feira. Líder na maior parte do tempo, foi ultrapassado pelo americano Lex Gillete no penúltimo salto, mas manteve a frieza para fazer 6.52m na tentativa derradeira e liberar o barulho até então proibido para o torcedor presente no Estádio Olímpico. Ruslan Katyshev, da Ucrânia, ficou com o bronze.

Feliz com prata, Odair tem em recurso a esperança de ouro inédito: “Sonho”

Por Fabrício Marques e Matheus Tibúrcio Rio de Janeiro

Responsável pela primeira medalha do Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, Odair Santos saiu do Engenhão, na manhã desta quinta-feira, com a prata nos 5.000m na classe T11. Porém, um recurso contra o vencedor da prova, o queniano Samuel Kimani, conduzido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e por outros países, deu esperanças ao brasileiro de alcançar algo inédito na carreira. Agora dono de oito medalhas em Paralimpíadas, Odair pode vir a ser campeão paralímpico pela primeira vez caso o rival seja desclassificado. O protesto segue em análise, mas o fundista afirma ao menos estar contente com a prata já garantida.

Cerimônia de abertura das Paralimpíadas encanta o mundo

Por Larissa RodriguesLARISSA RODRIGUES

Exatamente 17 dias depois de dar adeus aos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro deu início aos Jogos Paralímpicos nesta quarta-feira (7/9). A cerimônia de abertura começou exatamente às 18h15 e durou quase quatro horas. Cerca de 50 mil pessoas lotaram o Maracanã, em um evento recheado de samba, alegria e protesto.

O espetáculo foi dirigido pelo escritor e dramaturgo Marcelo Rubens Paiva, teve ainda as mãos do artista plástico Vik Muniz e do designer Fred Gelli. O destaque foi a capacidade de superação dos atletas que são portadores de deficiência visual, física, intelectual ou paralisia cerebral.

Os momentos mais comemorados pelos presentes foram a roda de samba montada no meio do estádio, o cadeirante que deu um “mortal” na abertura da cerimônia, o mascote Tom vestido de Gisele Bunchen, a passagem da delegação brasileira e o coração que “pulsou” no meio do palco.

Teve espaço ainda para vários protestos. O presidente Michel Temer foi vaiado ao declarar aberto os Jogos e até mesmo o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, ao citar o apoio dos governos federal, estadual e municipal na realização dos Jogos Paralímpicos.

Nesta quinta-feira (8/9), começam as provas da Paralimpíada. A competição seguirá até o dia 18 de setembro. Ao todo, serão 4.350 atletas de 176 países disputando 22 modalidades esportivas. O Brasil contará com 287 atletas, sendo 185 homens e 102 mulheres.  Nesta edição, a canoagem e o triatlo estreiam nos Jogos Paralímpicos.

Veja os melhores momentos da cerimônia de abertura:

1. Aaron Wheelz entrou no Maracanã descendo uma rampa sinistra
O atleta de esportes radicais Aaron Fotheringham usou a cadeira de rodas para fazer uma mistura de skate com BMX. Ele entrou no estádio dando uma pirueta que deu até frio na barriga.

2. Rolou uma roda de samba no meio do estádio

Os shows ficaram por conta de Diogo Nogueira, Maria Rita, Pretinho da Serrinha, Pedrinho da Serrinha, Monarco, Hamilton de Holanda, Xande de Pilares e Gabrielzinho do Irajá, que é deficiente visual. Os músicos fizeram uma roda de samba no meio do Maracanã.

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3. Michel Temer foi vaiado pelo público presente na cerimônia de abertura

O presidente do Brasil prestigiou a cerimônia ao lado da mulher Marcela Temer. A imagem do político apareceu no telão e houve manifestação. Além dos gritos de “Fora Temer”, muitas vaias foram ouvidas. As manifestações foram ainda mais intensas quando ele desceu até o palco para declarar aberta os Jogos.

4. Deu praia 
O Maracanã virou uma verdadeira praia carioca. Apareceram barracas, banhistas e até surfistas. ”Aquele Abraço” foi o ritmo de fundo.

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5 – O hino nacional foi tocado ao piano por João Carlos Martins
Grande símbolo de superação, o maestro que tem atrofia nos dedos tocou o hino e a bandeira foi hasteada.

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6 – Desfile das delegações foi em ordem alfabética
A ordem da entrada das delegações foi em português e nada da Grécia primeiro. O nome de cada país foi levado em uma peça de quebra-cabeça que foi montado no centro do estádio.

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7 – DJ João Brasil colocou todo o Maracanã para dançar
Ele misturou ritmos brasileiros com música eletrônica, animando os torcedores que estavam no estádio carioca.

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8 – Animação marcou o desfile das delegações

Algumas delegações estavam bem animadinhas durante o desfile no Maracanã. A África do Sul, por exemplo, estava tão feliz que foi aplaudida pelos presentes. Já os espanhóis entraram cantando e levantaram o público.

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9 – Brasil, sil, sil levantou a plateia com ajuda de Fernanda Lima
A delegação brasileira, anfitriã dos Jogos Paralímpicos, foi a última a entrar. Muito aplaudidos, os paratletas do Brasil deram um show! O público acompanhou animado enquanto eles passavam pela passarela montada no Maracanã. Shirlene Coelho, do lançamento de dardo, levou a bandeira do país. A apresentadora Fernanda Lima levou a placa com o nome do país.

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10 – Um coração foi montado no meio da cerimônia
As peças do quebra-cabeça levadas pelos porta-bandeiras das delegações eram fotos dos paratletas dos Jogos. Elas formaram um coração no centro do palco.

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11 – Clodoaldo Silva ascendeu a pira Paralímpica

No fim da noite, o nadador paralímpico Phelipe Rodrigues fez o juramento em nome de todos os atletas que participam dos Jogos. Já a atleta americana Amy Purdy fez uma apresentação de dança acompanhada de um robô industrial. Para encerrar, Antônio Delfino entrou com a tocha Paralímpica e a entregou a Márcia Malsar — durante o trajeto, ela, que é medalhista no atletismo, caiu e, ao se levantar, foi aplaudida de pé. Ádria Rocha dos Santos fez o terceiro trecho entregando a chama ao nadador Clodoaldo Silva, que, então, acendeu a Pira Paralímpica.

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12 – Seu Jorge fez o show de encerramento
O sambista entrou no palco com a música “E vamos à luta”, de Gonzaguinha. Na sequência, cantou o sucesso “É preciso saber viver”, dos Titãs.

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Santa Cruz lança novos uniformes três meses após refazer parceria com a Penalty

Fonte: Yuri de Lira /Diario de Pernambuco

A Cobra Coral mudou de pele. Na noite desta segunda-feira, em solenidade na Usina Dois Irmãos, no bairro de Apipucos, o Santa Cruz apresentou os seus novos uniformes para o restante do ano e início do próximo. Três meses após a revalidação da parceria com a Penalty, agora selado até 2018, o clube apresentou quatro padrões de jogo de uma só vez. Substituem os que estavam sendo utilizados desde fevereiro. Na quarta-feira, quando o time recebe a Chapecoense, no Arruda, estará vestido com um deles.

Além dos clássicos uniformes, coral e branco com listras preta e vermelha, o Santa Cruz vai ter mais outros dois. O terceiro é a maior novidade, verde-limão. O outro é cinza com tons pretos. Sai de linha o listras verticais, feito pela própria Penalty em fevereiro e bem mais usual na história do Mais Querido. Não houve, porém, novas camisas de treino, já que foram confeccionadas pela empresa ainda em maio.

A maior mudança de estilo se deu na camisa branca. As suas listras continuam da altura do peito e não localizadas no meio da barriga, numa concepção ainda menos tradicional. Numa tendência mais austera está o manto coral. Saem de cena dele os detalhes que lembravam marcas de rolos de tinta, criados pela fornecedora e usados para reforçar a pecha de “time de guerreiros”. Quatro padrões casuais, uma regata, um agasalho e três camisas de goleiro ainda fazem parte da coleção. Para a Copa do Nordeste de 2017, o Santa anunciou que quem vai escolher o tipo de padrão é a torcida. Simbolicamente, Grafite, que teve participação no desenvolvimento das peças, desfilou com uma camisa “em branco”.

Os recém-lançados uniformes terão modelos masculino, feminino e juvenil. As camisas já começaram a ser vendidas na solenidade, ao preço único de R$ 199,90. Nesta terça, estarão à venda na sede do clube, segundo o presidente Alírio Moraes.

Toda a cúpula tricolor, conselheiros e sócios marcaram presença no evento. O treinador Doriva também foi prestigiar o lançamento das camisas. Os filhos do técnico, Diego e Marcel, o acompanharam. Mas à trabalho. Cantores sertanejos, foram uma das atrações da festa, assim como o irmão do presidente Alírio Moraes, o cantor André Rio, e nomes como Canibal e Orquestra Santa Massa. Apesar do treino agendado para esta terça-feira pela manhã, na Arena de Pernambuco, alguns jogadores não deixaram de ir à festa. Grafite, Neris, Bruno Moraes, Danny Morais, Edson Kölln, João Paulo, Uillian Correia, Jádson, Wellington e os goleiros Miller e Tiago Cardoso foram os escolhidos à pedido da diretoria para desfilarem com as peças. A versão feminina foi estrelada pela modelo Suellen Fragoso, vencedora do concurso de musa do clube. Até o presidente também andou na passarela, com o seu filho.

A solenidade desta noite serviu também o Santa estreitar laços com a Penalty, visto que a empresa, que veste a equipe desde 2009, não teve boas relações com o clube nos últimos dois anos por causa de falhas no fornecimento de materiais e no repasse de royalties, além de negativas para abraçar projetos de marketing. Neste ano, o acordo quase foi rompido. Umbro, Topper e Dry World chegaram a negociar com a diretoria. A última, com a promessa de injetar no time R$ 7 milhões durante três anos e trazer jogadores “midiáticos, fechou, inclusive, um pré-contrato com o Tricolor. Mas, com receitas bloqueadas no Brasil, a canadense acabaria descartada. Segundo informações de bastidores apuradas pela reportagem, a Penalty não paga sequer metade do valor oferecido pela confecção estrangeira.

Com Jesus nas alturas, Brasil vence Equador

Quito, 1 Set 2016 (AFP) – Ficha técnico do duelo entre Brasil e Equador (3-0), pela 7ª rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo-2018.

Equador – Brasil 0 – 3 (0-0)

Estádio: Olímpico Atahualpa (Quito)

Público: 33.000 espectadores

Temperatura: 14°C, frio.

Árbitro: Enrique Cáceres. Assistentes: Eduardo Cardozo e Milcíades Salívar (trio paraguaio)

Gols:

Brasil: Neymar (71, penal), Ayoví (86, autogol), Gabriel Jesús (90+2)

Cartões amarelos:

Equador: Bolaños (15), Montero (29), Paredes (61), Domínguez (71)

Brasil: Paulinho (31)

Expulsados:

Equador: Paredes (76)

Escalações:

Equador: Alexander Domínguez – Juan Carlos Paredes, Gabriel Achiller, Arturo Mina, Walter Ayoví – Christian Noboa, Carlos Gruezo (Fernando Gaibor, 82), Jefferson Montero – Enner Valencia, Miller Bolaños e Felipe Caicedo (Renato Ibarra, 66). T: Gustavo Quinteros.

Brasil: Alisson – Daniel Alves, Marquinhos, Miranda, Marcelo – Casemiro, Renato Augusto, Paulinho, Willian (Philippe Coutinho, 59) – Gabriel Jesús e Neymar. T: Tite.

Equador x Brasil: Tite estreia na Seleção Brasileira

Ficha do jogo

Equador x Brasil

Local : Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito (EQU)
Árbitro : Enrique Cáceres Villafañe (PAR)
Auxiliares : Eduardo Cardoso Escobar (PAR) e Milciades Saldivar Franco (PAR)
Onde assistir : Globo, Sportv e Tempo Real aqui no site do LANCE!

EQUADOR : Alexander Domínguez; Juan Carlos Paredes, Gabriel Achilier, Arturo Mina e Walter Ayoví; Cristian Noboa, Jefferson Orejuela, Jefferson Montero y Enner Valencia; Miller Bolaños e Felipe Caicedo – Técnico : Gustavo Quinteros

BRASIL : Alisson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Marcelo; Casemiro, Renato Augusto e Paulinho; Willian, Gabriel Jesus e Neymar – Técnico : Tite

Desfalques do Equador : Antonio Valencia, Erazo, Cazares e Quiñónez
Pendurados : Noboa, Paredes, Achilier, Bolaños, Enner Valencia

Desfalques do Brasil : Nenhum
Pendurados : Filipe Luis, Lucas Lima, Miranda e Daniel Alves.

Yane Marques será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos

Essa é a história de uma pernambucana nascida em uma pequena cidade chamada Afogados da Ingazeira, com pouco mais de 40 mil habitantes, que, após começar no esporte como praticante de natação, viu o destino a encaminhar para uma modalidade que, ainda hoje, a maioria dos brasileiros desconhece.

Mas foi exatamente no pentatlo moderno, um esporte de tão pouca tradição no país, que Yane se habituou a levar a bandeira do Brasil a frequentar o pódio das competições mais importantes do planeta.

No pentatlo moderno – disputa que combina, nesta ordem, provas de esgrima, natação, hipismo e evento combinado de corrida e tiro –, Yane fez história ao se tornar a primeira brasileira medalhista olímpica do Brasil na modalidade, com o bronze conquistado na edição de Londres 2012. Foi um resultado que comprovou que o ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007 e as pratas conquistadas em 2009, na Super Final da Copa do Mundo, e, dois anos depois, no Pan de Guadalajara, eram mesmo presságios de que a pernambucana poderia, sim, ir muito mais longe e brilhar na maior competição esportiva do planeta.

Fotos: Getty Images

À conquista do bronze olímpico se sucederam outros resultados de peso, obtidos em Campeonatos Mundiais. Yane ficou com a prata em Taiwan, em 2013, e, em 2015, voltou se destacar com o bronze em Berlim.

Agora, depois de contemplar a bandeira do Brasil tantas vezes do pódio, Yane Marques poderá tomá-la nas mãos em um dos momentos mais marcantes do esporte brasileiro em todos os tempos. No dia 5 de agosto, quando a delegação do país finalmente entrar no Maracanã para o desfile da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, caberá a Yane a honra de ser a porta-bandeira do país.

A pernambucana recebeu 49% dos votos, contra 40% de Serginho e 11% de Scheidt em uma votação popular que teve a participação de 961.562 votantes. Com isso, Yane repetirá, no dia 5 de agosto, o feito da hoje ex-jogadora de vôlei de praia Sandra Pires e se tornará a segunda mulher da história do país em Jogos Olímpicos a carregar a bandeira no desfile de abertura.

Em entrevista ao Fanástico, Yane falou sobre emoção de ter seu nome anunciado para um momento tão marcante. “Foram algumas surpresas, primeiro a indicação, agora esse resultado. Não esperava não, concorrer com duas feras que admiro demais. É só alegria. Representa muito para mim, carregar a bandeira é uma situação honrosa, no meu país, país-sede, todo mundo me assistindo. Quero ser uma porta-bandeira alegre e porta-voz do sentimento de que os brasileiros, através do esporte, vão se unir”, declarou.

No Rio, Yane competirá nos dias 18 e 19 de agosto, quando, mais uma vez, tentará voltar a frequentar o pódio olímpico.

brasil2016.com.br

Diego Souza comanda a terceira vitória seguida do Sport, agora sobre o Furacão

Por: Cassio Zirpoli

O meia Diego Souza completou 100 jogos no Sport, uma marca até então improvável para um jogador de muito mercado, contratado em agosto 2014 para um período curto. Entre idas e vindas, já são três passagens, sempre presente na Série A, sempre decisivo. Ao cobrar uma penalidade com extrema categoria, contra o Atlético-PR, DS87 chegou a 31 gols no clube. Esmiuçando a marca, ela torna-se mais expressiva, pois são 22 tentos no Brasileirão, de maior demanda técnica. Foram quatro em 2014, nove em 2015 e, até agora, nove em 2016. Em 17 rodadas, atuando em todos os jogos, o meia chegou à vice-artilharia, num rendimento que o coloca, hoje, entre os melhores da competição.

O gol no primeiro tempo abriu o caminho para a terceira vitória seguida do Rubro-negro, que vive o seu melhor momento justamente após ter perdido três seguidas. O time voltou ao jogo, se distanciando do Z4, melhorando o ambiente. Aliás, que ambiente! Na Ilha do Retiro, com mais de 22 mil pessoas, a torcida não deu trégua ao Furacão, que veio ao Recife bem desfalcado – sem os atacantes Walter e André Lima, entre outros. Para não correr qualquer risco, Oswaldo de Oliveira manteve o time pressionando na segunda etapa, após um breve início de estudo, para ver a postura parananense, que quase não passou por Matheus Ferraz e Ronaldo Alves. Na frente, Everton Felipe arisco outra vez.

A vantagem 2 x 0, que seria definitiva, veio com oito minutos, com Edmilson pegando rebote. O centroavante, com suas muitas limitações, chegou a quatro gols, num índice até aceitável. Na base do tudo ou nada, o Atlético só levou perigo na reta final, com Magrão aparecendo bem e garantindo o placar em branco. Foi apenas a terceira vez até aqui, o que não bate com o atual desempenho ofensivo, com 27 gols (média de 1,58). Mas, francamente, quem imaginava isso na largada, com 1 mísero gol em quatro apresentações? Aí, voltamos à colaboração de Diego Souza, que participou diretamente de 20 dos 21 pontos do Leão, balançando as redes ou dando assistências. É muito fácil entender porque a torcida celebrou os 100 jogos do meia…