Diversos

Santa Cruz perde para o Atlético-MG e volta para o Z4

Por Alexandre Barbosa /Diário de Pernambuco

O Santa Cruz precisava resistir, mas não foi páreo para a força do Atlético-MG. Neste sábado, no estádio Independência, o Tricolor foi derrotado por 3 a 0 e voltou à zona do rebaixamento, após duas rodadas fora dela. Um resultado que, tratado isoladamente, não seria motivo de alarde. Mas a situação coral, vindo de uma derrota em casa, faz com que o sinal de alerta volte a soar no Arruda.

O técnico Milton Mendes tinha a exata noção da importância da partida com o Atlético-MG. Vindo de uma derrota em casa para um adversário direto na briga contra o rebaixamento, o Santa Cruz precisava, pelo menos, segurar o adversário. E foi para isso que o treinador montou o seu time. Com quatro volantes, ficou claro que o primeiro objetivo do Tricolor era marcar e só depois sair para o jogo.

A estratégia se mostrou acertada. O Santa Cruz conseguiu segurar o ímpeto de um Atlético-MG montado bastante ofensivo. Marcava bem e não deixava o perigoso trio formado por Robinho, Lucas Pratto e Fred agir com liberdade. Mas um erro individual acabou mudando os rumos da partida. Uillian Correia foi pressionado e perdeu a bola no campo de defesa, pegando a zaga coral desprevenida. Fred recebeu e finalizou para a defesa de Tiago Cardoso. No rebote, Robinho não errou.

O gol destruiu a estratégia do Santa Cruz, que tentou sair um pouco mais para o jogo. Keno, como já está ficando previsível, era a principal arma, descendo pela esquerda. Os homens do meio, porém, não ajudavam. Danilo Pires e Jadson, jogadores de mais mobilidade, deveriam ajudar na criação, mas não conseguiam. Levemente superior, o Atlético-MG chegou a pressionar em busca do segundo gol, mas não deu muito trabalho para Tiago Cardoso.

Sem uma mudança de panorama no segundo tempo, Milton Mendes abriu um pouco mais o time, colocando Arthur na vaga de Danilo Pires. O Tricolor ensaiou uma melhora, mas não foi páreo para a qualidade dos jogadores do Altético-MG. Numa jogada muito bem trabalhada, Patric deixou de calcanhar para Fred, que finalizou para o gol. Desnorteado, o Santa Cruz estava envolvido pelo adversário. E não demorou para, em nova trama ofensiva, o Galo ampliar, com Luan, após drible desconcertante de Robinho em Luan.

Com o placar de 3 a 0, ficou impossível para o Santa Cruz reagir. O Tricolor tentava ir ao ataque, mas estava mais perto de sofrer mais um gol do que de fazer o seu. Com a entrada de Luan, o Atlético-MG ganhou em velocidade no setor ofensivo. Assim, quando tinha bola, acelerava e colocava a zaga coral em apuros. Uma justa vitória para o Galo, que contou com o erro de Uillian Correia, no primeiro tempo, para abrir o placar e passar a jogar mais tranquilo. Com a vantagem no placar, a qualidade do time mineiro falou mais alto.

Ficha do jogo

Atlético-MG
Victor; Carlos César (Patric), Leonardo Silva, Erazo e Fábio Santos; Rafael Carioca e Leandro Donizete; Maicosuel (Júnior Urso), Robinho e Lucas Pratto (Luan); Fred. Técnico: Marcelo Oliveira

Santa Cruz
Tiago Cardoso; Léo Moura, Luan Peres, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia, Danilo Pires (Arhur), Derley, Jadson (Lelê) e Keno; Grafite (Fernando Gabriel). Técnico: Milton Mendes.

Estádio: Independência (Belo Horizonte-MG). Árbitro: Dewson Fernando de Freitas da Sila (Fifa-PA). Assistentes: Márcio Gleidson Correia Dias (PA) e Hélcio Araújo Neves (PA). Gols: Robinho (aos 21 minutos do 1ºT), Fred (aos 21 minutos do 2ºT), Luan (aos 25 minutos do 2ºT). Cartões amarelos: Derley, Grafite, Uilliam Correia (SC) e Leandro Donizete (A). Público: 16.804. Renda:R$ 686.660.

Na base da vontade, Brasil arranca empate com o Paraguai

Autor: Davi Saboya

Foto: Pablo Burgos/AFP

O Brasil empata com o Paraguai por 2×2, nesta terça-feira (30), no estádio Defensores del Chaco, em Assunção-PAR, em partida válida pela 6ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. A Seleção Brasileira só começou a atacar o adversário após levar o segundo gol na etapa final e os donos da casa recuarem com mais de quarenta minutos de jogo. Mesmo sem organização tática, os comandados de Dunga foram para o ataque e conseguiram o empate com Ricardo oliveira aos 33′ e Daniel Alves aos 46′ do segundo tempo.

Com o resultado, a Seleção Brasileira ocupa a sexta posição com nove pontos a um do Colômbia que está em quarto lugar. O próximo confronto do Brasil é no dia 2 de setembro contra o Equador, em Quito-EQU.

O JOGO

Poucos minutos depois da bola rolar, o Brasil teve uma boa chance após um contra-ataque e que Willian arriscou da entrada da grande área, mas mandou para longe. Depois, o Paraguai começou uma verdadeira blitz na Seleção Brasileira. Em dois lances de bola aérea, os donos da casa obrigaram o goleiro Alisson a fazer duas grandes defesas. Enquanto os jogadores brasileiros só levavam um pouco de perigo nos chutes de fora da área.

A primeira boa jogada do Brasil só aconteceu aos 23 com Ricardo oliveira. Ele recebeu um passe de Willian dentro da grande área e de primeira mandou uma bomba no poste. A Seleção Brasileira continou com o sistema ofensivo apagado do segundo tempo do empate por 2×2 diante do Uruguai na Arena Pernambuco. As investidas verde e amarela eram quase nulas. Já o Paraguai, com maior posse de bola, pressionava explorando a bola aérea.

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Só que na primeira jogada veio o gol dos Guaranis. Edgar Benítez arrancou pela esquerda nas costas de Daniel Alves e tocou para trás. A bola sobrou para Lezcano pelo lado direito bater bonito e abrir o placar. Mérito da seleção que passou a maior parte da partida em busca do gol. Além de uma chance com Willian e Ricardo Oliveira, o Brasil apenas assistiu o adversário. O esquema 4-1-4-1 do técnico Dunga permaneceu deixando a defesa exposta e o ataque inofensivo.

No segundo tempo, não demorou muito para observar que a etapa final iria permanecer do mesmo jeito que o início da partida. Aos 4, após boa troca de passes do Paraguai na entrada da grande área do Brasil, Edgar Benítez recebeu o passe, invadiu a grande área e ampliou o placar. Depois de abrir dois gols de vantagem, o Paraguai se fechou e observou a Seleção Brasileira de forma desorganizada taticamente tentar diminuir a diferença.

Na base da vontade, os jogadores conseguiram o empate no final do duelo. Aos 33, Hulk soltou uma bomba com a canhota de fora da área, Villar deu o rebote e Ricardo Oliveira empurrou para o fundo da rede. Empolgada depois de ter feito o gol, a Seleção Brasileira foi de vez para cima do Paraguai. Aos 46′, em jogada pelo lado direito, Willian passou para Daniel Alves, que invadiu a grande área, e de canhota empatou a partida.

FICHA TÉCNICA

Paraguai – Villar; Aguilar, Gómez, Da Silva e Samudio; Ortigoza, Ortíz (Jonathan Santana), Derlis González e Edgar Benítez; Lezcano (Lezcano) e Jorge Benítez (Roque Santa Cruz). Técnico: Ramón Diaz.

Brasil – Alisson; Daniel Alves, Gil, Miranda, Filipe Luís; Luiz Gustavo (Lucas Lima), Fernandinho (Hulk), Renato Augusto, Willian, Douglas Costa; Ricardo Oliveira (Jonas). Técnico: Dunga.

Local: Estádio Defensores Del Chaco (Assunção-PAR). Horário: 21h45. Árbitro: Wilmar Rondán. Gols: Lezcano aos 40′ do 1ºT e Edgnar Benítez aos 3′ do 2ºT (Paraguai). Ricardo Oliveira aos 33′ do 2ºT e Daniel Alves aos 46′ do 2ºT (Brasil). Cartões amarelos: Samudio, Villar e Gustavo Gómez (Paraguai). Miranda (Brasil).

Etapa do Pernambucano de Judô Vitória de Santo Antão

Em primeiro lugar parabenizar o Professor Francisco Fernandes pela organização do Evento.

Grande Evento de Judô em Vitória de Santo, Mais uma vez à Federação Pernambucana de Judô colocou uma Etapa do Pernambucano de Judô em Vitória de Santo Antão.

Com total estrutura para o Evento o Presidente da FACOL Sr. Paulo Roberto apoiou a Etapa Pernambucana de Judô sendo realizada no Ginásio da Facol, com presenças do Deputado Federal Joaquim Lira, Luiz Carlos da FM, Professor Rogério “Voleibol”, Professor Neildo “Diretor do Radar e o público que prestigiou em massa esse grande evento.

Morre Leonardo, terceiro maior artilheiro da história do Sport

Atacante estava internado há quase um mês. Foto: Marcos Michael/JC Imagem

Por Thiago Wagner

O dia é de luto para o Sport e o seus torcedores. Nesta terça-feira, o ex-atacante Leonardo (1), 41 anos, morreu depois de perder a batalha contra a neurocisticercose, doença que ataca o sistema neurológico provocada pelo ingestão de alimentos mal preparados. A confirmação foi dada pelo Hospital da Restauração.

Segundo a chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Fátima Buarque, o ex-jogador teve falência múltipla dos órgãos às 15h15. Leonardo era o terceiro maior artilheiro da história do Leão com 133 gols em mais de 300 partidas.

Ele jogou com a camisa rubro-negra em três passagens (1994, 1997 – 2001 e 2004) e foi campeão pernambucano em 94, 97, 98, 99 e 2000, além de conquistar duas Copas do Nordeste, em 94 e 2000. Para muitos, foi o maior jogador da história leonina nos últimos 30 anos. Atualmente ele trabalhava nas categorias de base do clube onde proporcionou tantas alegrias.

Leonardo estava internado desde o dia 3 de fevereiro no Hospital da Restauração, no Centro do Recife. Ele deu entrada com convulsões e queixas neurológicas. Após exames, os médicos constataram a neurocisticercose. O ex-jogador iniciou tratamento, mas não conseguiu superar a doença.

A HISTÓRIA

Natural de Picos, no Piauí, Leonardo quase escreveu sua história no Recife em outras cores. Em 1992, ele iria se transferir para o Santa Cruz. O Sport, contudo, entrou no meio da negociação e trouxe o jogador para a Ilha do Retiro. Mal sabiam os diretores rubro-negros na época que estavam trazendo um dos maiores jogadores da história do clube. Rápido e com faro artilheiro, Leonardo caiu rápido nas graças da torcida. Tanto que sua primeira passagem na capital pernambucana durou pouco tempo.

Em 95, se transferiu para o Vasco junto com o meia Juninho Pernambucano. A trajetória dos dois, porém, mudou no Rio de Janeiro. Por conta da falta de pagamento do Vasco, Leonardo teve que deixar São Januário e voltar ao Sport, que emprestou o jogador para o Corinthians. No clube paulista, chegou a jogar a Libertadores, maior competição internacional da América do Sul. Mas o destino insistia em fazer Léo voltar a vestir as cores rubro-negras.

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Leonardo ainda passou pelo Palmeiras antes de retornar para a Ilha do Retiro. No Sport novamente, viveu os maiores momentos de sua carreira. Conquistou o Pernambucano três vezes seguidas, ajudando o Leão a obter o primeiro pentacampeonato, e levantou sua segunda Copa do Nordeste. Além disso, colaborou com boas campanhas nacionais dos rubro-negros. Em 2000, o Sport acabou em segundo lugar na primeira fase da Copa João Havelange.

Na última rodada, o já ídolo da torcida mostrou todo o seu poder de fogo ao marcar cinco gols na goleada do Leão de 6×0 sobre o Atlético-MG, em pleno Mineirão. Foi uma das maiores apresentações de Leonardo com a camisa do clube pernambucano. Na mesma temporada, o Sport ainda foi vice-campeão da Copa dos Campeões e quase foi para a Libertadores.

Os momentos de glória, todavia, foram interrompidos depois de 2000. Com uma administração instável fora das quatro linhas, o Sport não conseguiu montar bons times em 2001 e Leonardo deixou a Ilha rumo ao Cruzeiro. Na Raposa ele não foi bem e teve atuação apagada. Depois disso, viveu dias de andarilho no futebol, chegando inclusive a voltar para o Recife e vestir as cores do…Santa Cruz. Mas o brilho não foi o mesmo como com as cores rubro-negras. O tempo já começava a cobrar do atacante, que se aposentou no modesto Afogadense, do interior de Pernambuco. Um fim modesto para quem tanto fez nos gramados.

A história de Leonardo pode não ter sido de glórias mundiais. O atacante também esteve um pouco distante do mesmo brilho do amigo Juninho, que jogou Copa do Mundo e foi campeão na Europa. Mas isso pouco importa para os rubro-negros, que sempre vão ter Leonardo como um dos maiores, seja contra quem for. Os 133 gols e as inúmeras taças estão aí para provar isso. A carreira do atacante pode não ter estourado nacionalmente, mas nem por isso ele deixou de trazer alegrias para uma nação. E neste caso era a nação que importava para Leonardo, um torcedor confesso

Mortal nos contra-ataques, Náutico vence clássico

Autor: Thiago Wagner

A vitória do Náutico sobre o Santa Cruz na noite desta segunda-feira, na Arena Pernambuco, pode ser explicada pela maior organização alvirrubra no gramado. Apostando nos contra-ataques, principalmente no segundo tempo, o Timbu foi a equipe mais lúcida em campo e mereceu até vencer por uma diferença maior do que apenas 2×0. Ainda assim, valem os três pontos e a boa impressão deixada para o torcedor. Ronaldo Alves e Bérgson foram os autores dos gols na partida válida pela primeira rodada do Pernambucano

O êxito dá ao Náutico a moral necessária para tentar embalar no Estadual. Na próxima rodada, o Timbu encara o Central, em Caruaru. O jogo será na quinta-feira. Já os corais recebem o Salgueiro, no Arruda, também na quinta.

Náutico X Santa Cruz

Náutico e Santa Cruz fazem primeiro Clássico das Emoções da temporada

Por Recife

O início da edição 2016 do Campeonato Pernambucano foi no domingo, mas é nesta segunda-feira que a competição começa a “pegar fogo” de verdade. É que Náutico e Santa Cruz se enfrentam, às 20h30 (horário do Recife), na Arena Pernambuco, para o primeiro clássico local da temporada – que guarda muitos resquícios dos duros embates travados na última Série B.

Pelo lado do mandante, o Náutico aposta na confiança. Nos dois últimos confrontos, duas vitórias alvirrubras – uma delas dentro do Arruda. O técnico Gilmar Dal Pozzo recomendou à equipe o mesmo espírito guerreiro daquela partida. O recado será facilmente apreendido pela defesa, que é a mesma do ano passado (único desfalque é o goleiro Júlio César, suspenso).

Do meio para frente, no entanto, o comandante terá mais dificuldade para se fazer entender. Apenas Bergson e Daniel Morais são remanescentes do ano passado. E só o primeiro está garantido. O segundo disputa posição com Thiago Santana. Só se saberá quem atua minutos antes da partida (Dal Pozzo decidiu não divulgar a escalação). Além disso, o meia Renan Oliveira sentiu uma fisgada na coxa e é dúvida para o duelo. Se ele não jogar, provavelmente Caíque Valdívia é o substituto.

Atual campeão pernambucano, o Santa Cruz tem dois obstáculos na estreia. Primeiro, a dificuldade natural de um clássico. Segundo, por ser diante de um time que foi pedra no sapato durante a disputa da Série B de 2015. Mas, após conseguir o objetivo da Série A, a Cobra Coral reencontra o Timbu querendo largar bem no Estadual. E a manutenção da base que conseguiu o acesso é uma carta na manga: dos 11 titulares daquela campanha, dez permaneceram.

O GloboEsporte.com acompanha os lances em Tempo Real.

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Náutico: O técnico Gilmar Dal Pozzo preferiu manter em segredo a escalação do Náutico. Como fechou os últimos três treinos e não divulgou o time, não é possível cravar os onze. Mas as dúvidas são pequenas. O Timbu deve ir com: Rodolpho; Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gastón Filgueira; Rodrigo Souza (Eduardinho), Elicarlos, Roni, Renan Oliveira (Caíque Valdívia) e Bergson; Daniel Morais (Thiago Santana).

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Vítor, Alemão, Danny Morais e Tiago Costa; Wellington Cézar, João Paulo, Daniel Costa, Raniel e Lelê; Grafite.

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Náutico: O goleiro Júlio César cumpre suspensão por ter sido expulso no último jogo do Náutico no Pernambucano de 2015. O outro desfalque é Rafael Ratão, cuja regularização não saiu a tempo.

Santa Cruz: O técnico Marcelo Martelotte tem cinco desfalques para o jogo: o lateral-direito Lucas Ramon, o lateral-esquerdo Allan Vieira e os atacantes Keno, Arthur e Wallyson. Todos por conta de regularização.

Romário de Souza Faria "Romário"

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Romário de Souza Faria, mais conhecido apenas como Romário (Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 1966), é um ex-futebolista e, atualmente, político brasileiro. Em sua carreira no futebol, Romário atuava como atacante e é amplamente tido como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Atualmente, é Senador da República.

Com filiação ao PSB, em 2010 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro (mandato de 2011 a 2014) e em 2014 foi eleito senador pelo mesmo estado (mandato de 2015 a 2023). Conhecido popularmente como “Baixinho”, pela baixa estatura, o jogador ainda teve uma breve experiência como treinador, dirigindo o Vasco da Gama, clube com o qual é mais identificado, embora já tenha declarado expressamente não ser torcedor, já que torce para o America, por influência de seu pai. Também conseguiu ser ídolo nos rivais Flamengo e Fluminense, além do America, onde encerrou a sua carreira.

É o terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira, com cinquenta e cinco gols marcados, embora sua média seja superior aos gols de Pelé que é o primeiro e de Ronaldo que é o segundo . Para a revista argentina El Gráfico, é o maior goleador da história do futebol com 768 gols em jogos oficiais. Da mesma forma assim o considera a Revista Placar, dividindo o seu posto com Pelé, ambos com 720 gols em competições oficiais. É ainda o jogador com o maior número de artilharias na história do futebol – foi artilheiro em 27 das 83 competições oficiais que disputou.Para a IFFHS, Romário é o quarto maior goleador do futebol mundial em campeonatos nacionais de primeira divisão. É um dos maiores centroavantes brasileiros, e do futebol mundial, de todos os tempos.

Entre seus muitos títulos, destaca-se a Copa do Mundo de 1994, na qual foi a figura principal. Na época do mundial, era jogador do Barcelona, e encantou até o duro treinador da equipe e maior jogador da história da Holanda, Johan Cruijff, autor de um dos famosos apelidos do atacante: “gênio da grande área”. Cruijff também se incluiu entre aqueles muitos que creditam a vitória do Brasil em 1994 primordialmente ao desempenho do atacante:

Cquote1.svg Para mim, os 1990 foram anos que não tiveram um só rei, mas está claro que Romário foi, junto com outros dois ou três jogadores, o que de mais brilhante nos ofereceu essa década. Na verdade, eu estou convencido de que o Brasil não ganharia o Mundial dos Estados Unidos se ele não tivesse jogado. Isso já é muito[6] Cquote2.svg

—Johan Cruijff

O holandês declararia também que “Ele tinha uma qualidade fantástica no seu futebol. Mesmo sem trabalhar duro, podia criar jogadas geniais” No mesmo sentido já disse Hristo Stoichkov, maior jogador da história da Bulgária e dupla de ataque do brasileiro naquele Barcelona: “Nunca vi um jogador fazer as coisas que ele fazia dentro da área”. Tostão foi outro a render homenagens a Romário, afirmando que, se pudesse, deixaria seu lugar para o Baixinho na escalação da Seleção Brasileira de 1970.[8] Michael Laudrup, maior jogador da história da Dinamarca, outro jogador que jogou com Romário no Barcelona, exaltou-o ainda mais, dizendo: ” Joguei e vi grandes jogadores, mas nenhum se compara a Romário, ele era superfantástico”. Romário também se caracterizaria por desavenças com técnicos, ex-jogadores e colegas, além de sua boemia e aversão a treinamentos. “Nunca fui atleta. Se eu tivesse levado uma vida regrada como atleta, eu teria feito muito mais gols, mas não sei se seria feliz como sou hoje”, diria em 2004.

Em maio de 2007, Romário tornou-se o segundo brasileiro que se tem registro a chegar à marca do milésimo gol na carreira futebolística. No mesmo ano, seu nome batizou o estádio do Duque de Caxias, cujo nome popular também lhe faz referência: Marrentão.

Sport bate Argentinos Juniors e começa 2016 com o pé direito

Everton Felipe foi um dos autores dos gols. Fotos: Guga Matos/JC Imagem – Autor: Thiago Wagner

É claro que o placar de um amistoso de pré-temporada é o que menos importa, mas não há como negar que começar ganhando dá uma certa moral para o começo do ano. No caso do Sport, essa confiança extra veio com uma vitória de 2×0 sobre o Argentinos Juniors, na Ilha do Retiro, neste domingo, em jogo válido pela Taça Ariano Suassuna. O Leão dominou o adversário do começo ao fim e mereceu a vitória. Éverton Felipe e Túlio de Melo marcaram na partida, que também serviu para o torcedor rubro-negro conferir os novos contratados do clube.

No próximo fim de semana, porém, não tem nada de amistoso. Os rubro-negros irão encarar o Salgueiro, no Cornélio de Barros, em Salgueiro, pela primeira rodada do Pernambucano. Será o momento de colocar os treinamentos em prática. O jogo será no domingo, 31 de janeiro.

 

Titulares poderiam ter feito mais gols

O Sport só não virou o primeiro tempo com uma vantagem maior porque os atacantes rubro-negros perderam boas chances na cara do goleiro. Com todos os titulares em campo, o Leão apostou na velocidade e dominou os primeiros 45 minutos do início ao fim. Os jogadores rubro-negros não quiseram saber de segurar a bola e articularam rápido as jogadas para sufocar o adversário. O ritmo imposto pelos comandados de Falcão foi intenso na primeira etapa. Os donos da casa fizeram 2×0 com Éverton Felipe e Túlio de Melo, mas poderiam ter feito mais se não fossem os erros de finalização.

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O destaque individual foi o colombiano Reinaldo Lenis. Jogando pela direita, o meia-atacante foi a representação da velocidade leonina. Sempre que pegava na bola, tentava ou a jogada individual ou a tabelinha rápida. Deu muito trabalho para a zaga argentina, tanto que sofreu o pênalti que originou o segundo gol.

O jovem Éverton Felipe também merece destaque pela visão de jogo. Também sem prender muito a bola, tentou deixar os companheiros na cara do gol em uma ocasiões. Além disso, deixou o seu nas redes após sobra na grande área.

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Quem ficou um pouco sumido foi Mark González. O chileno começou pela esquerda e depois se deslocou para a direita, mas não conseguiu produzir um grande futebol. Claro que tem o desconto da pré-temporada, porém, ficou abaixo dos companheiros. Na melhor chance que teve, mandou para fora em chute cruzado.

O restante dos reforços rubro-negros ficaram na média para um amistoso de início de ano. Túlio de Melo ganha um pouco de visibilidade pelo gol de pênalti, mas atuou dentro do esperado como centroavante. Sem ser tão acionado pela fragilidade do Argentinos Juniors, o volante Serginho também não comprometeu.

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Maicon da Silva, Christianno, Henríquez, Luiz Antônio e Luís Gustavo entraram na segunda etapa, mas foram discretos, até pela queda de rendimento no geral da equipe, que foi toda reserva nos últimos 45 minutos. Quem parece ter aproveitado bem a chance na segunda etapa foi Ronaldo, que mesmo atuando improvisado na lateral direita, conseguiu mostrar um bom futebol.

FICHA DA PARTIDA – SPORT 2X0 ARGENTINOS JUNIORS

Sport: Danilo Fernandes (Magrão); Samuel Xavier (Ronaldo), Matheus Ferraz (Henríquez), Durval (Luís Gustavo) e Renê (Christianno); Serginho (Páscoa), Rithely (Luiz Antônio) e Éverton Felipe (Fábio); Mark González (Neto Moura), Lenis (Maicon) e Túlio de Melo (Wallace). Técnico: Falcão.

Argentinos Juniors: Lanzillota (Lucas Chaves); Salinas (Matricardi), Torrén, Laso e Rodríguez (Mac Allister); Colman (Difonti), Rolón, Gárcia (Piovi) e Barboza (Mesa); Cabral (Riquelme) e Rinaldi. Técnico: Carlos Mayor.

Taça Ariano Suassuna. Local: Ilha do Retiro, Recife (PE). Árbitro: Emerson Sobral. Auxiliares: Fernanda Colombo e Albert Junior. Gols: Éverton Felipe (S) aos 7 e Túlio de Melo (S) aos 12 minutos do primeiro tempo. Amarelos: Serginho (S), Laso (A), Salinas (A), Luis Gustavo (S), Rinaldi (A), Maicon (S) e Piovo (A). Público: 8.909 Renda: R$ 216.865.

Santa Cruz vira em cima do Flamengo e fica com a Taça Chico Science

Autor: Wladmir Paulino

Foram praticamente dois jogos de 45 minutos cada um. Mas o torcedor nem vai querer saber disso, afinal o Santa Cruz venceu o Flamengo, de virada, por 3×1, no Arruda e venceu a segunda edição da Taça Chico Science. Ainda é impossível cravar que o time para a Série A vai ter dificuldade ou facilidade, mas o que demonstrou para o início de temporada, é que o preparo físico está em dia. Em alguns momentos no primeiro tempo, o time titular teve dificuldade no meio de campo, principalmente Daniel Costa, vítima fácil da marcação carioca.

O Santa Cruz começou o jogo querendo correr mais que a bola. Lançava longo para Grafite, sempre bem marcado ou para Daniel Costa, que não tem velocidade. Diante disso, o Flamengo preferiu estudar o adversário, quase como fazem aqueles boxeadores que entram no ringue para vencer por pontos – se o adversário vacilar, nocauteiam. De chutão em chutão, a bola não chegou em lugar nenhum. O Flamengo rodava a bola de um lado para o outro, evitando o desgaste.

Só ia para o ataque quando os corais erravam. E à medida que o tempo foi passando, os erros começaram a chegar. João Paulo deu dois contra-ataques aos rivais. Raniel tinha a missão de atacar pelo lado direito e ajudar na marcação sem a bola. Não se colocou na linha de passe e levou um passeio de Jorge. Vamos ser justo e dar o desconto a Lelê o único a tentar alguma coisa.

Nessa caminhada, o gol carioca era questão de tempo. E ele saiu aos 22. Guerrero dividiu com Wellington Cézar e levou a melhor. Enquanto os tricolores reclamavam falta, os rubro-negros seguiam. Ele tocou para William Arão, que tentou por baixo de Tiago Cardoso e teve que correr para empurrar de carrinho e fazer 1×0. A dificuldade na criação dos corais era tão grande que o melhor que o Santa fez foi construído por Tiago. Ele deu um munhecaço aos 32 que foi bater além da linha divisória. Lelê avançou e rolou para João Paulo completar. Muralha defendeu parcialmente e no rebote Raniel carimbou Rodinei.

Com um pouco mais de liberdade o Santa foi à frente e chegou ao empate com os pés de Grafite, que até então não tinha sequer esboçado alguma coisa, quanto mais escrito. Ele protegeu a bola na frente de Juan e foi agarrado pelo zagueiro. O árbitro marcou pênalti e o próprio Grafite mandou no canto direito para deixar tudo igual.

SEGUNDO TEMPO

O Santa Cruz voltou com seis alterações para o segundo tempo e o Flamengo manteve apenas o goleiro Alex Muralha. Times considerados reservas tendem a correr mais para mostrar serviço. Só que o Santa tinha seu misto mais ajustado e adiantou a marcação. Os reservas do Fla, visivelmente desentrosados sofreram e nem demoraram muito para abrir o bico. Aos sete minutos, Arthur ganhou de Jonas e mandou na trave. No rebote, João Paulo chegou sem marcação apenas com o trabalho de empurrar para o gol vazio.

A queda de rendimento da partida foi inevitável. Mas aí, azar do Flamengo, que estava no prejuízo. Os suplentes do Santa ainda fizeram partes dos jogos-treinos e acertavam mais passes em sequência que os rivais do Sudeste. Ainda assim era perfeitamente perceptível o banho de água fria na torcida – que aliás merecia um, literalmente, tamanho o calor. O murmúrio das arquibancadas no primeiro tempo a cada investida de um lado e de outro, deu lugar a silêncios entremeados por muxoxos de enfado.

Como organização coletiva era sofrida, alguns tentavam individualizar. Quem deixou uma boa impressão foi o atacante Arthur. Procurou jogar próximo ao centroavante Wallyson e tem boa visão de jogo no setor ofensivo. A julgar pela apatia de Raniel, é um sério candidato a uma vaga no ataque. Para coroar, ele aproveitou um cruzamento de Wallyson aos 46 minutos e acertou uma bomba no canto direito, garantindo a vitória, por 3×1.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Tiago Cardoso (Edson Kolln); Vitor (Lucas Ramon), Alemão (Neris), Danny Morais (Everton Sena) e Allan Vieira (Tiago Costa); Wellington Cézar (Dedé), Daniel Costa (Renatinho) e João Paulo; Lelê (Wallyson), Raniel (Arthur) e Grafite (Keno). Técnico: Marcelo Martelotte.

Flamengo: Alex Muralha; Rodinei (Pará), Wallace (César Martins), Juan (Antônio Carlos) e Jorge (Chiquinho); Márcio Araújo (Jonas), Willian Arão (Canteros), Gabriel (Mancuello) e Everton (Alan Patrick); Emerson (Thiago Santos) (Jajá) e Paolo Guerreiro (Bagio). Técnico: Muricy Ramalho.

Local: Estádio do Arruda. Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Charles Rosas e Aldir Pereira. Gols: William Arão, aos 22; e Grafite, aos 44 do primeiro. João Paulo, aos sete e Arthur, aos 46 do segundo.Cartões amarelos: Sheik, Canteros, Danny Morais e Lelê.