Fórmula 1

Na mira da Ferrari, Vettel planeja o seu futuro na Red Bull

Depois de faturar o tricampeonato mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel já pensa em novas conquistas com a Red Bull, sua atual equipe. Considerado nome muito forte para pilotar um dos carros da Ferrari a partir de 2014, o alemão se disse feliz na escuderia que defende desde 2009 e negou que assinar um contrato com a equipe italiana seja uma de suas principais metas para os próximos anos. “Eu quero aproveitar o momento. A coisa mais importante é viver o presente. Não quero me preocupar com a próxima temporada”, afirmou. Sobre a possibilidade de deixar a Red Bull, ele foi claro: “Estou com meu time. Tenho contrato até o final de 2014. Estou muito feliz com o que conseguimos até agora e acho que essa história ainda não acabou.”

Correndo pela Red Bull desde 2009, Vettel foi vice-campeão mundial em seu ano de estreia na equipe. Depois, venceu os três campeonatos seguintes. O tri veio no domingo, no Grande Prêmio do Brasil, quando Vettel foi o sexto colocado, encerrando a temporada com três pontos de vantagem sobre o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari. Para muitos, o vice-campeão mundial terá a companhia do alemão num futuro próximo. Mas Vettel garante que não pensa nisso. “Estou muito feliz e extremamente empenhado em dar tudo o que tenho nos próximos anos com a Red Bull. No momento, não vejo nenhum motivo para pensar em outra equipe. Estou extremamente feliz com minha atual posição. É incrível o que conseguimos juntos.”

Pacotão da F-1: do susto à glória, a odisseia do tri de Vettel em Interlagos

Sebastian Vettel queria a normalidade. Fernando Alonso, a chuva, o caos. No GP do Brasil deste domingo, o pedido atendido foi o do espanhol. Ele sabia que, com uma Ferrari inferior à RBR, só o acaso o faria alcançar o sonhado tricampeonato. A chuva veio. O caos também. Na primeira volta, o pedido de Alonso parecia ter saído melhor do que a encomenda. Vettel trombou com Bruno Senna e rodou. Por pouco não deixou a prova. Começava a odisseia. Voltou em último. Com o carro danificado. Precisou escalar o pelotão. E quando alcançou o sétimo lugar que lhe garantia o título, a RBR se confundiu com o “chove e não molha”. O alemão parou duas vezes nos boxes em três voltas e caiu para 11º a 17 voltas do fim. Nesse meio tempo, ainda ficou sem o rádio comunicador da equipe. Tudo conspirava contra.

 A reza de Alonso era forte. Mas não foi suficiente. Não havia caos possível para conter o talento do maior garoto prodígio que a Fórmula 1 já viu. Vettel ainda cruzou em sexto, quatro posições atrás do espanhol. Bastava. Interlagos, casa de Ayrton Senna, viu um alemãozinho de apenas 25 anos ser coroado o tricampeão mais jovem da história da categoria, superando o recorde do ídolo brasileiro, obtido em 1991, aos 31 anos.