Judô

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

euatleta respiração (Foto: Getty Images)
Consumo máximo de oxigênio, ou VO2 máximo, representa a capacidade aeróbica de um indivíduo (Foto: Getty Images)

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

Esportes que mais gastam calorias: conheça o MET, seu aliado na dieta

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

euatleta falta de ar (Foto: Getty Images)
Pessoas com falta de ar ou cansaço durante o exercício devem fazer o teste cardiopulmonar (Foto: Getty Images)

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

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Teste cardiopulmonar serve também para definir o treino de acordo com as necessidades de cada indivíduo (Foto: Getty Images)

 Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

Baby confirma aposta, esquece revés para astro e ganha 2º bronze olímpico

Por David Abramvezt e Richard Souza Rio de Janeiro

“O Baby vai chegar. Ele sempre chega. O problema é pegar o Riner nas quartas. Se isso acontecer, ao menos ele vai atrás do bronze”, diziam centenas de velhos e novos fãs do judô que já se sentiam órfãos, nesta sexta-feira à tarde, com o fim do último dia de disputa da modalidade no tatame da Arena Carioca 2. A previsão, baseada no histórico de medalhas do brasileiro nas principais competições, foi concretizada na tarde desta sexta-feira. Rafael Silva, o Baby, se reergueu horas após ser superado pelo astro francês Teddy Riner nas quartas de final, voltou com tudo para vencer na repescagem o holandês Roy Meyer. Pouco mais de 30 minutos depois, o peso-pesado conseguiu um yuko para derrotar, sem sustos, o uzbeque Abdullo Tangriev na disputa pelo bronze na categoria acima de 100kg. Como o mundo inteiro esperava, Riner conquistou com sobras o bicampeonato olímpico, ao bater na final o japonês Hisayoshi Harasawa. O israelense Or Sasson, vítima de Teddy na semi, dividiu o terceiro lugar do pódio com Rafael.

Rafael "Baby" Silva comemora vitória na disputa pelo bronze (Foto: Murad Sezer/REUTERS)
Rafael Silva comemora vitória na disputa pelo bronze (Foto: Murad Sezer/REUTERS)

É o segundo bronze seguido conquistado pelo sul-mato-grossense de 29 anos em Jogos Olímpicos. Ele também foi ao mesmo lugar do pódio em Londres 2012. Após um começo tardio na arte marcial, aos 15, Rafael, que ganhou o apelido de Baby porque era muito bonzinho e ficava calado no seu canto na academia de judô, se dá ao luxo de possuir além de dois bronzes olímpicos, duas medalhas em Mundial (prata e bronze).

Rafael Silva, Pódio Judô (Foto: Agência Reuters)
Rafael Silva com o bronze (Foto: Agência Reuters)

– Estou muito feliz! Foi muita luta depois da minha lesão. Quero agradecer a todos que me ajudaram. Em casa é bom demais. A torcida pressionou o adversário, me ajudou a todo momento. Muito diferente ganhar essa medalha com a torcida. Eles me empurraram. Riner é um ícone do esporte. Privilégio lutar com ele, espero encontrá-lo em Tóquio 2020 – comemorou Baby, lembrando da lesão no músculo do tórax que o afastou do tatame por seis meses, entre julho do ano passado e janeiro deste ano.

+ Luta por luta, playlist relembra trajetória do brasileiro até o pódio

A medalha do peso-pesado é a quarta do Time Brasil na Olimpíada do Rio e a terceira no judô, após o ouro de Rafaela Silva. e o bronze de Maria Aguiar. A primeira, de prata, veio no tiro esportivo, com Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Baby é a 22ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela, que tem 17.

O grandalhão brasileiro de 2,03m e 170kg estreou na Rio 2016 com uma vitória extremamente fácil, por ippon, sobre o hondurenho Ramon Pileta. Também com um golpe perfeito, o mais pesado atleta da delegação brasileira nos Jogos despachou o perigoso russo Renat Saidov nas oitavas de final. Porém, o terceiro duelo dele na manhã desta sexta-feira foi o aguardado duelo contra o mito do judô mundial Teddy Riner, dono de oito títulos mundiais e atual campeão olímpico. O francês, que entrou no tatame da Arena Carioca 2 com uma invencibilidade de 109 lutas sentiu a força da pegada de Baby e o grande apoio da torcida, mas, com um wazari, acabou levando a melhor pela oitava vez em oito confrontos. A derrota mandou Rafael para a repescagem. Ele precisaria vencer duas lutas para ir ao terceiro lugar do pódio. Na primeira, o simpático atleta atuou muito bem taticamente e forçou duas punições do holandês Roy Meyer para sair vitorioso. Depois veio o triunfo sobre Tangriev, do Uzbequistão.

Pódio da categoria acima de 100kg no judô (Foto: Murad Sezer/REUTERS)
Pódio da categoria acima de 100kg no judô (Foto: Murad Sezer/REUTERS)

Mayra Aguiar supera cubana e garante a medalha de bronze no judô

Por Gazeta Esportiva
Mayra Aguiar conquistou o bronze (Foto: Toshifumi Kitamura/AFP)
Mayra Aguiar conquistou o bronze (Foto: Toshifumi Kitamura/AFP)

A brasileira Mayra Aguiar conquistou a medalha de bronze, no judô feminino, na categoria até 78kg (meio-pesado). Ela superou a cubana Yalennis Castillo, com um yuko, e garantiu um lugar no pódio. Esta é a segunda vez que a judoca sobe ao pódio nas Olimpíadas. Em Londres 2012, ela também foi bronze.

Com 18 segundos, a gaúcha conseguiu o primeiro ponto e, por pouco, não conseguiu a imobilização, para acabar com a luta. Depois disso, ela administrou a vitória, viu sua oponente levar duas punições e, sem sofrer maiores sustos, levou a medalha.

Com o resultado, o Brasil alcançou sua segunda medalha no judô, depois do ouro de Rafaela Silva, na categoria até 57kg (peso leve). Esta foi também a terceira do País nos Jogos, contando com a prata de Felipe Wu, no tiro esportivo.

A medalha de ouro foi para a americana Kayla Harrison, uma das principais rivais da gaúcha, que superou a francesa Audrey Tcheumeo, algoz de Mayra na semifinal.

Somos todos Silva: Rafaela conquista 1º ouro do Brasil na Olimpíada do Rio

Por David Abramvezt, Helena Rebello, Renan Morais e Richard Souza

É Silva, é da favela, é uma das milhões de brasileiras que tiveram uma infância pobre. A diferença é que o esporte transformou a vida de Rafaela, e cerca de quinze anos depois de ser colocada pelo seu pai em um projeto social que ensinava judô para evitar que o crime organizado a seduzisse, a menina carioca de 24 anos é a mais nova campeã olímpica do esporte mundial. Nascida e criada na famosa favela Cidade de Deus, Rafa enfileirou cinco adversárias e levantou uma contagiante torcida nesta segunda-feira, na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, para realizar o maior sonho de qualquer atleta no planeta, não importa de onde ele veio. Na final do peso-leve (até 57kg), a atleta de 1,69m se agigantou e venceu por wazari a judoca da Mongólia Sumiya Dorjsuren, líder do ranking mundial. É o primeiro ouro do Time Brasil na Olimpíada do Rio, a segunda medalha do país, após a prata no tiro esportivo de Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Rafa é a 20ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela (17).

– Acho que eu só tenho agradecer todo mundo que me deu forças. Treinei bastante para representar todo esse ginásio. Se eu pudesse servir de exemplo para crianças da comunidade, é o que eu tenho para passar para o judô. Treinei tudo que podia nesse ciclo, saía treinando, chorando, queria a medalha. Trabalhei o suficiente para conquistar. Para uma criança que cresceu numa comunidade, que não tem muito objetivo na vida, como eu, que sou da Cidade de Deus, e começou a fazer judô por brincadeira, agora sou campeã mundial e olímpica – vibrou Rafaela logo depois de sair do tatame.

Rafaela Silva ouro no judô (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach)

Enrolada na bandeira, Rafaela Silva comemora ouro chorando no meio da torcida (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach)

Desde que entrou pela primeira vez no tatame nesta segunda, Rafaela decidiu que ela ia muito longe na Olimpíada do Rio. Dona de um enorme talento para o judô, mas nada fã dos exaustivos treinos, ela foi campeã mundial em 2013, porém passou os três últimos anos sem grandes resultados e passou a ralar muito mais nos treinamentos. Estava tudo guardado para a competição na casa dela. Com muita raça, sangue nos olhos e uma técnica apurada, ela contou com o apoio de uma ensandecida torcida que vibrou sem parar, pressionando as gringas. A Silva mais famosa do momento derrotou, pela manhã, em sequência, a alemã Myriam Roper (primeira fase), a sul-coreana Jandi Kim (oitavas) e húngara Hedvig Karakas. A vaga na decisão veio com uma emocionante vitória no golden score, a prorrogação do judô, sobre a forte romena Corina Caprioriu, prata em Londres 2012 e vice no Mundial de 2015.

+ Assista a todas as lutas de Rafaela Silva na Rio 2016

Depois da derrota em Londres 2012, a atleta sofreu com a reação negativa do público. Quando chegou ao hotel após a eliminação nas oitavas de final, centenas de notificações em suas redes sociais chamaram atenção. Rafaela abriu o Twitter e se revoltou. Pela internet, havia recebido todo tipo de crítica e insultos racistas, e não se segurou. Rebateu os internautas, reconheceu que errou e se afirmou com capacidade para os Jogos do Rio. Na época, um representante do Ministério do Esporte em Londres chegou a sugerir que os responsáveis fossem processados, mas nenhuma ação foi adiante. Após vencer a final do judô até 57 quilos e conquistar seu primeiro título olímpico, Rafaela Silva chorou muito e desabafou:

– O macaco que tinha que estar na jaula em Londres hoje é campeão olímpico aqui em casa – disse ao deixar o pódio.

Etapa do Pernambucano de Judô Vitória de Santo Antão

Em primeiro lugar parabenizar o Professor Francisco Fernandes pela organização do Evento.

Grande Evento de Judô em Vitória de Santo, Mais uma vez à Federação Pernambucana de Judô colocou uma Etapa do Pernambucano de Judô em Vitória de Santo Antão.

Com total estrutura para o Evento o Presidente da FACOL Sr. Paulo Roberto apoiou a Etapa Pernambucana de Judô sendo realizada no Ginásio da Facol, com presenças do Deputado Federal Joaquim Lira, Luiz Carlos da FM, Professor Rogério “Voleibol”, Professor Neildo “Diretor do Radar e o público que prestigiou em massa esse grande evento.

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).

Suelen cai para cubana de novo, fica com a prata no Mundial e sai de maca

Foi doloroso. Maria Suelen Altheman mais uma vez não resistiu à força de Idalys Ortiz em uma final de Campeonato Mundial. Assim como no ano passado, no Rio de Janeiro, a peso-pesado do Brasil chegou à final da categoria (+78kg), mas foi derrotada pela cubana e teve que se contentar de novo com a medalha de prata, dessa vez em Chelyabinsk, na Rússia. Para piorar, ela caiu de ippon, acabou machucando o joelho e teve que sair do tatame central da Traktor Arena de maca.

Maria Suelen perde na final luta judô Mundial (Foto: Raphael Andriolo)
Maria Suelen recebe atendimento médico após a final e sai de maca(Foto: Raphael Andriolo)

 Depois de perder para o mito francês Teddy Riner na semifinal, Rafael Silva voltou para a disputa do bronze, venceu o holandês Roy Meyer e garantiu presença no pódio. David Moura não teve o mesmo destino. Perdeu para o russo Renat Saidov e terminou seu primeiro mundial na quinta colocação.

Suelen folgou na primeira rodada e estreou batendo a bósnia Larisa Ceric. Com apenas 1m22s, a brasileira entrou com um o-soto-gari e finalizou a luta com um ippon. A adversária seguinte foi a forte Franziska Konitz. A alemã, no entanto, também não foi páreo para a paulista, que conseguiu um wazari e depois imobilizou a rival até conseguir o ippon e avançar à semifinal.

Na semifinal, Suelen acabou com uma escrita negativa contra Megumi Tachimoto. Até então, eram três vitórias da japonesa e nenhuma da brasileira. Mas a pesado deixou o histórico de lado e venceu por uma punição para decidir o título mundial novamente contra Idalys Ortiz.

Rafael Silva é bronze; David Moura fica em 5º

Número 1 do ranking, Rafael Silva estreou contra o alemão Andre Breitbarth. Baby dominou e venceu por dois shidos. Nas oitavas, teve pela frente El Shehaby. O egípcio pressionou, e, em desvantagem, Rafael encontrava dificuldades, porém, soube usar a estratégia e provocar três shidos ao rival para vencer. A vaga na semifinal veio contra Marius Paskevicius. Mais uma vez, Baby saiu atrás. O lituano conseguiu um yuko, mas não segurou a reação e sofreu um wazari a 39 segundos do fim. No reencontro com Teddy Riner, após a final do Mundial do Rio, Baby não resistiu mais uma vez. Com 50 segundos de luta, o francês conseguiu um estrangulamento e derrotou o brasileiro.

Na luta pelo bronze, Rafael encarou Roy Meyer, holandês que já havia perdido para David. Em uma luta estudada, o brasileiro administrou bem e conseguiu vencer por uma punição para ficar com o terceiro lugar.

David Moura precisou de apenas 17 segundos em sua estreia em Mundiais. Deu um ippon no ucraniano Stanislav Bondarenko e foi às oitavas contra o mongol Temuulen Battulga. O brasileiro levou um wazari, mas soube aproveitar a queda para imobilizar e vencer de virada. Em seguida, David bateu o holandês Roy Meyer nas quartas. Ele saiu com a vitória e com a vaga na semifinal graças a uma punição por falta de combatividade. Tentando chegar à decisão, ele saiu na frente de Ryu Shichinohe. Mas o japonês teve paciência, forçou punições e conseguiu dois wazaris para vencer.

Na disputa do terceiro lugar, David encarou Renat Saidov e a torcida russa na Traktor Arena. Tentando técnicas de sacrifício, o brasileiro não conseguia encaixar os golpes e acabou sofrendo punições. Em uma das tentativas, deixou Saidov ficar por cima e o imobilizar. O russo conquistava o bronze, e o brasileiro terminava com o bronze.

Luciano Corrêa e Rochele Nunes eliminados

Campeão mundial no Rio em 2007, Luciano Corrêa não passou da segunda rodada. Na estreia, ele passou pelo búlgaro Daniel Dichev, desclassificado após receber o quarto shido (punição) faltando 1m05s para o fim. Na sequência, no entanto, Luciano teve pela frente o número 1 do mundo Lukas Krpalek e não resistiu. Muito agressivo e com ótima envergadura, o tcheco logo conseguiu um wazari e controlou o combate. Sem alternativas, o brasileiro de 31 anos partiu para cima, mas acabou sofrendo um belo ippon a 50 segundos do término do combate.

A outra representante brasileira nos pesados, Rochele Nunes, foi eliminada logo na rodada de estreia. Sem conseguir furar a boa postura da turca Gulsah Kocaturk, a gaúcha acabou sendo derrotada por um yuko e deu adeus ao Mundial.

programação mundial de judô da rússia 2014 (Foto: programação mundial de judô da rússia 2014)

Rafaela Silva garante único bronze do Brasil em Paris

O Brasil conquistou apenas uma medalha no primeiro dia de disputas do Grand Slam de Paris, um dos mais tradicionais e importantes torneios do calendário internacional do judô. Em sete categorias, nenhum brasileiro conseguiu passar à semifinal e apenas duas atletas chegaram à repescagem. Rafaela Silva salvou o dia com uma medalha de bronze.

Ela e Sarah Menezes estrearam em Paris um novo back number. A partir deste ano, os atuais campeões mundiais levam, na parte de trás do quimono, seus nomes e do país em vermelho. Já os campeões olímpicos têm seus nomes em dourado, distinguindo dos demais, que utilizam cor azul.

O dourado, porém, não deu sorte para Sarah Menezes, que perdeu logo na estreia para a jovem francesa Amandine Buchard, de apenas 18 anos. No ano passado as duas haviam se enfrentado em Paris, com vitória brasileira.

Rafaela Silva já teve um desempenho melhor e venceu uma tailandesa e uma canadense antes de perder da japonesa Anzu Yamamoto nas quartas de final, sofrendo a segunda derrota seguida (também perdeu em Tóquio, em dezembro) para a rival que venceu na final do Mundial. Na repescagem, venceu a portuguesa Telma Monteiro e ficou com o bronze ao ganhar da local Laetitia Blot.

Na categoria até 63kg, Mariana Silva venceu duas lutas até perder da francesa Anne Laure Bellard. Na repescagem, caiu para a japonesa Miki Tanaka. De resto, os resultados brasileiros foram muito ruins. Na mesma categoria, Katherine Campos perdeu na estreia, para a holandesa Anicka Van Emden.

Atletas juvenis, Flávia Gomes (até 57kg) e Jéssica Pereira (até 52kg) foram inscritas em Paris porque já estavam com a seleção sub-21 treinando na França. Flávia perdeu na segunda luta, enquanto a estreante Jéssica, vice-campeã mundial no sub-18, caiu logo no seu primeiro confronto.

No masculino, Felipe Kitadai (até 60kg) começou mal o ano, perdendo na estreia para o francês Vincent Limare. Na categoria até 73kg, Bruno Mendonça também foi eliminado logo na primeira luta, para um grego. Marcelo Contini até venceu um sérvio, mas depois perdeu do local Guillaume Chane.

No domingo vão ao tatame outros sete brasileiros: David Moura, Renan Nunes, Hugo Pessanha, Eduardo Santos, Maria Suelen Altheman, Nadia Merli e Maria Portela. Destaques da seleção, Mayra Aguiar, Victor Penalber, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Charles Chibana estão machucados. Erika Miranda acabou de voltar de um intercâmbio na Rússia, enquanto Rafael Silva não foi a Paris porque retardou o início da temporada.

Fonte: Agência Estado

PROJETO DE JUDÔ RADAR-FACOL

Por Francisco Fernandes

Foi realizado em Vitória-PE, nesta última sexta-feira (20), o exame de faixa dos alunos vinculados ao Projeto de Judô Radar-Facol. Coordenado pelo Professor Francisco Fernandes, atletas de judô treinam em núcleos espalhados na cidade onde os Professores Cristiano Irineu, Gilmar Ferreira,  Oberdan Floriano e Francisco Fernandes têm a oportunidade de repassar o conhecimento judoistico para atletas desde os 4 anos até estudantes universitários. O projeto conta também com a integração do esporte através da educação. Os resultados foram significativos, pois em 2013 a equipe feminina da Facol ficou em terceiro lugar por equipe nos jogos universitários. No dia 21 em um dos núcleos foram feitas as certificações e promoções de faixas e com a presença do Frof. Fernando Matos 6º dan de Judô.