Judô

Baby confirma aposta, esquece revés para astro e ganha 2º bronze olímpico

Por David Abramvezt e Richard Souza Rio de Janeiro

“O Baby vai chegar. Ele sempre chega. O problema é pegar o Riner nas quartas. Se isso acontecer, ao menos ele vai atrás do bronze”, diziam centenas de velhos e novos fãs do judô que já se sentiam órfãos, nesta sexta-feira à tarde, com o fim do último dia de disputa da modalidade no tatame da Arena Carioca 2. A previsão, baseada no histórico de medalhas do brasileiro nas principais competições, foi concretizada na tarde desta sexta-feira. Rafael Silva, o Baby, se reergueu horas após ser superado pelo astro francês Teddy Riner nas quartas de final, voltou com tudo para vencer na repescagem o holandês Roy Meyer. Pouco mais de 30 minutos depois, o peso-pesado conseguiu um yuko para derrotar, sem sustos, o uzbeque Abdullo Tangriev na disputa pelo bronze na categoria acima de 100kg. Como o mundo inteiro esperava, Riner conquistou com sobras o bicampeonato olímpico, ao bater na final o japonês Hisayoshi Harasawa. O israelense Or Sasson, vítima de Teddy na semi, dividiu o terceiro lugar do pódio com Rafael.

Rafael "Baby" Silva comemora vitória na disputa pelo bronze (Foto: Murad Sezer/REUTERS)
Rafael Silva comemora vitória na disputa pelo bronze (Foto: Murad Sezer/REUTERS)

É o segundo bronze seguido conquistado pelo sul-mato-grossense de 29 anos em Jogos Olímpicos. Ele também foi ao mesmo lugar do pódio em Londres 2012. Após um começo tardio na arte marcial, aos 15, Rafael, que ganhou o apelido de Baby porque era muito bonzinho e ficava calado no seu canto na academia de judô, se dá ao luxo de possuir além de dois bronzes olímpicos, duas medalhas em Mundial (prata e bronze).

Rafael Silva, Pódio Judô (Foto: Agência Reuters)
Rafael Silva com o bronze (Foto: Agência Reuters)

– Estou muito feliz! Foi muita luta depois da minha lesão. Quero agradecer a todos que me ajudaram. Em casa é bom demais. A torcida pressionou o adversário, me ajudou a todo momento. Muito diferente ganhar essa medalha com a torcida. Eles me empurraram. Riner é um ícone do esporte. Privilégio lutar com ele, espero encontrá-lo em Tóquio 2020 – comemorou Baby, lembrando da lesão no músculo do tórax que o afastou do tatame por seis meses, entre julho do ano passado e janeiro deste ano.

+ Luta por luta, playlist relembra trajetória do brasileiro até o pódio

A medalha do peso-pesado é a quarta do Time Brasil na Olimpíada do Rio e a terceira no judô, após o ouro de Rafaela Silva. e o bronze de Maria Aguiar. A primeira, de prata, veio no tiro esportivo, com Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Baby é a 22ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela, que tem 17.

O grandalhão brasileiro de 2,03m e 170kg estreou na Rio 2016 com uma vitória extremamente fácil, por ippon, sobre o hondurenho Ramon Pileta. Também com um golpe perfeito, o mais pesado atleta da delegação brasileira nos Jogos despachou o perigoso russo Renat Saidov nas oitavas de final. Porém, o terceiro duelo dele na manhã desta sexta-feira foi o aguardado duelo contra o mito do judô mundial Teddy Riner, dono de oito títulos mundiais e atual campeão olímpico. O francês, que entrou no tatame da Arena Carioca 2 com uma invencibilidade de 109 lutas sentiu a força da pegada de Baby e o grande apoio da torcida, mas, com um wazari, acabou levando a melhor pela oitava vez em oito confrontos. A derrota mandou Rafael para a repescagem. Ele precisaria vencer duas lutas para ir ao terceiro lugar do pódio. Na primeira, o simpático atleta atuou muito bem taticamente e forçou duas punições do holandês Roy Meyer para sair vitorioso. Depois veio o triunfo sobre Tangriev, do Uzbequistão.

Pódio da categoria acima de 100kg no judô (Foto: Murad Sezer/REUTERS)
Pódio da categoria acima de 100kg no judô (Foto: Murad Sezer/REUTERS)

Mayra Aguiar supera cubana e garante a medalha de bronze no judô

Por Gazeta Esportiva
Mayra Aguiar conquistou o bronze (Foto: Toshifumi Kitamura/AFP)
Mayra Aguiar conquistou o bronze (Foto: Toshifumi Kitamura/AFP)

A brasileira Mayra Aguiar conquistou a medalha de bronze, no judô feminino, na categoria até 78kg (meio-pesado). Ela superou a cubana Yalennis Castillo, com um yuko, e garantiu um lugar no pódio. Esta é a segunda vez que a judoca sobe ao pódio nas Olimpíadas. Em Londres 2012, ela também foi bronze.

Com 18 segundos, a gaúcha conseguiu o primeiro ponto e, por pouco, não conseguiu a imobilização, para acabar com a luta. Depois disso, ela administrou a vitória, viu sua oponente levar duas punições e, sem sofrer maiores sustos, levou a medalha.

Com o resultado, o Brasil alcançou sua segunda medalha no judô, depois do ouro de Rafaela Silva, na categoria até 57kg (peso leve). Esta foi também a terceira do País nos Jogos, contando com a prata de Felipe Wu, no tiro esportivo.

A medalha de ouro foi para a americana Kayla Harrison, uma das principais rivais da gaúcha, que superou a francesa Audrey Tcheumeo, algoz de Mayra na semifinal.

Somos todos Silva: Rafaela conquista 1º ouro do Brasil na Olimpíada do Rio

Por David Abramvezt, Helena Rebello, Renan Morais e Richard Souza

É Silva, é da favela, é uma das milhões de brasileiras que tiveram uma infância pobre. A diferença é que o esporte transformou a vida de Rafaela, e cerca de quinze anos depois de ser colocada pelo seu pai em um projeto social que ensinava judô para evitar que o crime organizado a seduzisse, a menina carioca de 24 anos é a mais nova campeã olímpica do esporte mundial. Nascida e criada na famosa favela Cidade de Deus, Rafa enfileirou cinco adversárias e levantou uma contagiante torcida nesta segunda-feira, na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra, para realizar o maior sonho de qualquer atleta no planeta, não importa de onde ele veio. Na final do peso-leve (até 57kg), a atleta de 1,69m se agigantou e venceu por wazari a judoca da Mongólia Sumiya Dorjsuren, líder do ranking mundial. É o primeiro ouro do Time Brasil na Olimpíada do Rio, a segunda medalha do país, após a prata no tiro esportivo de Felipe Wu, na pistola de 10m. A láurea de Rafa é a 20ª do judô nacional em Jogos Olímpicos, aumentando a vantagem da arte marcial de origem japonesa na disputa com a vela (17).

– Acho que eu só tenho agradecer todo mundo que me deu forças. Treinei bastante para representar todo esse ginásio. Se eu pudesse servir de exemplo para crianças da comunidade, é o que eu tenho para passar para o judô. Treinei tudo que podia nesse ciclo, saía treinando, chorando, queria a medalha. Trabalhei o suficiente para conquistar. Para uma criança que cresceu numa comunidade, que não tem muito objetivo na vida, como eu, que sou da Cidade de Deus, e começou a fazer judô por brincadeira, agora sou campeã mundial e olímpica – vibrou Rafaela logo depois de sair do tatame.

Rafaela Silva ouro no judô (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach)

Enrolada na bandeira, Rafaela Silva comemora ouro chorando no meio da torcida (Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach)

Desde que entrou pela primeira vez no tatame nesta segunda, Rafaela decidiu que ela ia muito longe na Olimpíada do Rio. Dona de um enorme talento para o judô, mas nada fã dos exaustivos treinos, ela foi campeã mundial em 2013, porém passou os três últimos anos sem grandes resultados e passou a ralar muito mais nos treinamentos. Estava tudo guardado para a competição na casa dela. Com muita raça, sangue nos olhos e uma técnica apurada, ela contou com o apoio de uma ensandecida torcida que vibrou sem parar, pressionando as gringas. A Silva mais famosa do momento derrotou, pela manhã, em sequência, a alemã Myriam Roper (primeira fase), a sul-coreana Jandi Kim (oitavas) e húngara Hedvig Karakas. A vaga na decisão veio com uma emocionante vitória no golden score, a prorrogação do judô, sobre a forte romena Corina Caprioriu, prata em Londres 2012 e vice no Mundial de 2015.

+ Assista a todas as lutas de Rafaela Silva na Rio 2016

Depois da derrota em Londres 2012, a atleta sofreu com a reação negativa do público. Quando chegou ao hotel após a eliminação nas oitavas de final, centenas de notificações em suas redes sociais chamaram atenção. Rafaela abriu o Twitter e se revoltou. Pela internet, havia recebido todo tipo de crítica e insultos racistas, e não se segurou. Rebateu os internautas, reconheceu que errou e se afirmou com capacidade para os Jogos do Rio. Na época, um representante do Ministério do Esporte em Londres chegou a sugerir que os responsáveis fossem processados, mas nenhuma ação foi adiante. Após vencer a final do judô até 57 quilos e conquistar seu primeiro título olímpico, Rafaela Silva chorou muito e desabafou:

– O macaco que tinha que estar na jaula em Londres hoje é campeão olímpico aqui em casa – disse ao deixar o pódio.

Etapa do Pernambucano de Judô Vitória de Santo Antão

Em primeiro lugar parabenizar o Professor Francisco Fernandes pela organização do Evento.

Grande Evento de Judô em Vitória de Santo, Mais uma vez à Federação Pernambucana de Judô colocou uma Etapa do Pernambucano de Judô em Vitória de Santo Antão.

Com total estrutura para o Evento o Presidente da FACOL Sr. Paulo Roberto apoiou a Etapa Pernambucana de Judô sendo realizada no Ginásio da Facol, com presenças do Deputado Federal Joaquim Lira, Luiz Carlos da FM, Professor Rogério “Voleibol”, Professor Neildo “Diretor do Radar e o público que prestigiou em massa esse grande evento.

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).

Suelen cai para cubana de novo, fica com a prata no Mundial e sai de maca

Foi doloroso. Maria Suelen Altheman mais uma vez não resistiu à força de Idalys Ortiz em uma final de Campeonato Mundial. Assim como no ano passado, no Rio de Janeiro, a peso-pesado do Brasil chegou à final da categoria (+78kg), mas foi derrotada pela cubana e teve que se contentar de novo com a medalha de prata, dessa vez em Chelyabinsk, na Rússia. Para piorar, ela caiu de ippon, acabou machucando o joelho e teve que sair do tatame central da Traktor Arena de maca.

Maria Suelen perde na final luta judô Mundial (Foto: Raphael Andriolo)
Maria Suelen recebe atendimento médico após a final e sai de maca(Foto: Raphael Andriolo)

 Depois de perder para o mito francês Teddy Riner na semifinal, Rafael Silva voltou para a disputa do bronze, venceu o holandês Roy Meyer e garantiu presença no pódio. David Moura não teve o mesmo destino. Perdeu para o russo Renat Saidov e terminou seu primeiro mundial na quinta colocação.

Suelen folgou na primeira rodada e estreou batendo a bósnia Larisa Ceric. Com apenas 1m22s, a brasileira entrou com um o-soto-gari e finalizou a luta com um ippon. A adversária seguinte foi a forte Franziska Konitz. A alemã, no entanto, também não foi páreo para a paulista, que conseguiu um wazari e depois imobilizou a rival até conseguir o ippon e avançar à semifinal.

Na semifinal, Suelen acabou com uma escrita negativa contra Megumi Tachimoto. Até então, eram três vitórias da japonesa e nenhuma da brasileira. Mas a pesado deixou o histórico de lado e venceu por uma punição para decidir o título mundial novamente contra Idalys Ortiz.

Rafael Silva é bronze; David Moura fica em 5º

Número 1 do ranking, Rafael Silva estreou contra o alemão Andre Breitbarth. Baby dominou e venceu por dois shidos. Nas oitavas, teve pela frente El Shehaby. O egípcio pressionou, e, em desvantagem, Rafael encontrava dificuldades, porém, soube usar a estratégia e provocar três shidos ao rival para vencer. A vaga na semifinal veio contra Marius Paskevicius. Mais uma vez, Baby saiu atrás. O lituano conseguiu um yuko, mas não segurou a reação e sofreu um wazari a 39 segundos do fim. No reencontro com Teddy Riner, após a final do Mundial do Rio, Baby não resistiu mais uma vez. Com 50 segundos de luta, o francês conseguiu um estrangulamento e derrotou o brasileiro.

Na luta pelo bronze, Rafael encarou Roy Meyer, holandês que já havia perdido para David. Em uma luta estudada, o brasileiro administrou bem e conseguiu vencer por uma punição para ficar com o terceiro lugar.

David Moura precisou de apenas 17 segundos em sua estreia em Mundiais. Deu um ippon no ucraniano Stanislav Bondarenko e foi às oitavas contra o mongol Temuulen Battulga. O brasileiro levou um wazari, mas soube aproveitar a queda para imobilizar e vencer de virada. Em seguida, David bateu o holandês Roy Meyer nas quartas. Ele saiu com a vitória e com a vaga na semifinal graças a uma punição por falta de combatividade. Tentando chegar à decisão, ele saiu na frente de Ryu Shichinohe. Mas o japonês teve paciência, forçou punições e conseguiu dois wazaris para vencer.

Na disputa do terceiro lugar, David encarou Renat Saidov e a torcida russa na Traktor Arena. Tentando técnicas de sacrifício, o brasileiro não conseguia encaixar os golpes e acabou sofrendo punições. Em uma das tentativas, deixou Saidov ficar por cima e o imobilizar. O russo conquistava o bronze, e o brasileiro terminava com o bronze.

Luciano Corrêa e Rochele Nunes eliminados

Campeão mundial no Rio em 2007, Luciano Corrêa não passou da segunda rodada. Na estreia, ele passou pelo búlgaro Daniel Dichev, desclassificado após receber o quarto shido (punição) faltando 1m05s para o fim. Na sequência, no entanto, Luciano teve pela frente o número 1 do mundo Lukas Krpalek e não resistiu. Muito agressivo e com ótima envergadura, o tcheco logo conseguiu um wazari e controlou o combate. Sem alternativas, o brasileiro de 31 anos partiu para cima, mas acabou sofrendo um belo ippon a 50 segundos do término do combate.

A outra representante brasileira nos pesados, Rochele Nunes, foi eliminada logo na rodada de estreia. Sem conseguir furar a boa postura da turca Gulsah Kocaturk, a gaúcha acabou sendo derrotada por um yuko e deu adeus ao Mundial.

programação mundial de judô da rússia 2014 (Foto: programação mundial de judô da rússia 2014)

Rafaela Silva garante único bronze do Brasil em Paris

O Brasil conquistou apenas uma medalha no primeiro dia de disputas do Grand Slam de Paris, um dos mais tradicionais e importantes torneios do calendário internacional do judô. Em sete categorias, nenhum brasileiro conseguiu passar à semifinal e apenas duas atletas chegaram à repescagem. Rafaela Silva salvou o dia com uma medalha de bronze.

Ela e Sarah Menezes estrearam em Paris um novo back number. A partir deste ano, os atuais campeões mundiais levam, na parte de trás do quimono, seus nomes e do país em vermelho. Já os campeões olímpicos têm seus nomes em dourado, distinguindo dos demais, que utilizam cor azul.

O dourado, porém, não deu sorte para Sarah Menezes, que perdeu logo na estreia para a jovem francesa Amandine Buchard, de apenas 18 anos. No ano passado as duas haviam se enfrentado em Paris, com vitória brasileira.

Rafaela Silva já teve um desempenho melhor e venceu uma tailandesa e uma canadense antes de perder da japonesa Anzu Yamamoto nas quartas de final, sofrendo a segunda derrota seguida (também perdeu em Tóquio, em dezembro) para a rival que venceu na final do Mundial. Na repescagem, venceu a portuguesa Telma Monteiro e ficou com o bronze ao ganhar da local Laetitia Blot.

Na categoria até 63kg, Mariana Silva venceu duas lutas até perder da francesa Anne Laure Bellard. Na repescagem, caiu para a japonesa Miki Tanaka. De resto, os resultados brasileiros foram muito ruins. Na mesma categoria, Katherine Campos perdeu na estreia, para a holandesa Anicka Van Emden.

Atletas juvenis, Flávia Gomes (até 57kg) e Jéssica Pereira (até 52kg) foram inscritas em Paris porque já estavam com a seleção sub-21 treinando na França. Flávia perdeu na segunda luta, enquanto a estreante Jéssica, vice-campeã mundial no sub-18, caiu logo no seu primeiro confronto.

No masculino, Felipe Kitadai (até 60kg) começou mal o ano, perdendo na estreia para o francês Vincent Limare. Na categoria até 73kg, Bruno Mendonça também foi eliminado logo na primeira luta, para um grego. Marcelo Contini até venceu um sérvio, mas depois perdeu do local Guillaume Chane.

No domingo vão ao tatame outros sete brasileiros: David Moura, Renan Nunes, Hugo Pessanha, Eduardo Santos, Maria Suelen Altheman, Nadia Merli e Maria Portela. Destaques da seleção, Mayra Aguiar, Victor Penalber, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Charles Chibana estão machucados. Erika Miranda acabou de voltar de um intercâmbio na Rússia, enquanto Rafael Silva não foi a Paris porque retardou o início da temporada.

Fonte: Agência Estado

PROJETO DE JUDÔ RADAR-FACOL

Por Francisco Fernandes

Foi realizado em Vitória-PE, nesta última sexta-feira (20), o exame de faixa dos alunos vinculados ao Projeto de Judô Radar-Facol. Coordenado pelo Professor Francisco Fernandes, atletas de judô treinam em núcleos espalhados na cidade onde os Professores Cristiano Irineu, Gilmar Ferreira,  Oberdan Floriano e Francisco Fernandes têm a oportunidade de repassar o conhecimento judoistico para atletas desde os 4 anos até estudantes universitários. O projeto conta também com a integração do esporte através da educação. Os resultados foram significativos, pois em 2013 a equipe feminina da Facol ficou em terceiro lugar por equipe nos jogos universitários. No dia 21 em um dos núcleos foram feitas as certificações e promoções de faixas e com a presença do Frof. Fernando Matos 6º dan de Judô.

Brasil Olímpico aponta os melhores atletas de 2013 "Fotos"

Por Uol Esportes

Os destaques brasileiros nas quadras, piscinas, mares, ginásios e pistas do mundo inteiro em 2013 são as grandes estrelas da 15ª edição do Prêmio Brasil Olímpico 2013, que acontece nesta terça-feira, 17, em São Paulo, às 19h (da Bahia).

Ganharão troféus os melhores atletas da temporada por modalidade. O ‘Oscar do esporte brasileiro’ premia ainda os melhores treinadores do ano (coletivo e individual). O grande evento da noite, porém, fica pelo título de Melhor Atleta de 2013, disputado no feminino por Poliana Okimoto (maratona aquática), Rafaela Silva (judô) e Yane Marques (pentatlo moderno), e no masculino por Arthur Zanetti (ginástica artística), Cesar Cielo (natação) e Jorge Zarif (vela).

A escolha dos melhores atletas em cada modalidade (veja a lista abaixo) e a definição dos indicados a Melhor Atleta do Ano foi realizada por um júri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Esse voto terá peso de 50% na eleição final para os melhores do ano, depois de serem computados os votos do público pela Internet, feita através do site do COB (www.cob.org.br) e que se encerrará durante a cerimônia, que terá transmissão ao vivo pelo SporTV.

Dentre os melhores por modalidades, destaque para dois baianos:Isaquias Queiroz  (canoagem de velocidade) e Robson Conceição (boxe).

Homenagem

Além de premiar os melhores atletas do ano, o COB homenageará o cinquentenário da primeira edição de Jogos Pan-americanos organizada no Brasil (São Paulo, em 1963). Mais de 90 ex-atletas que conquistaram medalhas naquele evento confirmaram presença na festa, entre eles os tenistas Maria Esther Bueno e Thomaz Koch, o jogador de basquete Amaury Passos, além de Carlos Alberto Torres, do futebol.

Maior medalhista olímpico brasileiro da história, ao lado de Robert Scheidt, o velejador Torben Grael receberá o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, dedicado a atletas que mantém o legado deixado por Adhemar, o primeiro bicampeão olímpico do Brasil.

Pelo segundo ano consecutivo o COB concederá o troféu de Melhor Treinador do Ano a Marcos Goto (técnico de Arthur Zanetti), na categoria modalidade individual, e a José Roberto Guimarães, do voleibol, nos esportes coletivos. O Prêmio Brasil Olímpico também será concedido a quatro atletas dos Jogos Escolares da Juventude deste ano.

Os melhores de 2013 em cada modalidade:

Atletismo: Mauro Vinicius da Silva
Badminton: Lohaynny Vicente
Basquete: Tiago Splitter
Boxe: Robson Conceição
Canoagem Slalom: Ana Sátila
Canoagem Velocidade: Isaquias Queiroz
Ciclismo BMX:  Renato Rezende
Ciclismo Estrada: Rafael Andriato
Ciclismo Mountain Bike: Henrique Avancini
Ciclismo Pista:  Flavio Cipriano
Desportos na Neve: Isabel Clark
Desportos no Gelo:  Isadora Williams
Esgrima:  Gabriela Cecchini
Futebol:  Neymar Junior
Ginástica Artística:  Arthur Zanetti
Ginástica de Trampolim:  Giovanna Matheus
Ginástica Rítmica:  Angelica Kvieczynski
Golfe:  Adilson da Silva
Handebol:  Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento:  Luíza Almeida
Hipismo CCE:  Marcelo Tosi
Hipismo Saltos:   Alvaro A. de Miranda Neto
Hóquei Sobre Grama: Matheus B. Ferreira
Judô:  Rafaela Silva
Levantamento de Peso:  Fernando Reis
Lutas:  Joice Silva
Maratona Aquática:  Poliana Okimoto
Natação:  Cesar Cielo
Natação Sincronizada:  Lorena Molinos
Pentatlo Moderno:  Yane Marques
Polo Aquático:  Izabella Chiappini
Remo:  Fabiana Beltrame
Rugby:  Julia Sardá
Saltos Ornamentais:  Cesar Castro
Taekwondo:  Guilherme Dias
Tênis:   Bruno Soares
Tênis de Mesa:  Hugo Calderano
Tiro com Arco:  Sarah Nikitin
Tiro Esportivo: Cassio Rippel
Triatlo:  Pâmella Oliveira
Vela:  Jorge Zarif
Vôlei de Praia:  Talita Antunes
Vôlei:  Thaisa Daher