Judô

Judô brasileiro conquista duas medalhas em Praga

Depois de passar o sábado em branco, duas judocas brasileiras conseguiram medalhas neste domingo (3) na Copa Continental de Praga. Maria Portela, na categoria até 70kg, e Maria Suelen Altheman, até 78kg, fizeram boas campanhas e conquistaram, respectivamente uma prata e um bronze neste segundo dia de competições.

Maria Portela só foi derrotada na decisão, pela espanhola Maria Avomo Bernabeu, no desempate por penalizações. A brasileira estreou contra a francesa Lucie Perrot e venceu por um yuko. Daí para frente, foram dois ippons seguidos para alcançar a final, diante da ucraniana Luiza Gainutdinova e da alemã Barbara Bandel.

Maria Suelen também fez bonito e venceu três das quatro lutas que disputou por ippon. A brasileira, que conquistou o Grand Prix de Dusseldorf no domingo passado, passou primeiro por Ivana Sutalo, da Croácia, e depois por Janine Penders, da Holanda. Na semifinal, caiu para a turca Belkis Zehra Kaya por ippon, mas venceu outra turca, Gulsah Kocaturk, na repescagem e garantiu o bronze.

“Duas medalhas merecidas. Elas trabalharam duro aqui na Europa, mas fica a sensação de que poderia ter sido melhor. Creio que o resultado da final não foi justo e que a Portela deveria sair com ouro. A Suelen teve um momento de desatenção na semifinal que acabou a tirando da decisão. Contudo, o balanço foi positivo”, disse Ney Wilson, gestor técnico das equipes adultas.

Se o dia das mulheres foi de medalhas, os homens passaram novamente em branco neste domingo, na Copa Continental de Varsóvia. Mauro Moura (81kg) caiu na estreia para o húngaro Milan Koller. Rafael Buzacarini (100kg) passou pelo esloveno David Kukovica, pelo húngaro Andras Kaszas, mas acabou derrotado por Jevgenjis Borodavko. Já o mato-grossense David Moura perdeu no primeiro combate para o italiano Alessio Mascetti.

Fonte: Agência Estado

Judoca com Down estreia no cinema e dá ippon no preconceito

Márcio é um portador de síndrome de Down que sonha voar. Com seus amigos Aninha e Stalone, ele foge do instituto onde moram em busca de seus principais desejos. Este é o resumo da comédia de aventura “Colegas”, filme dirigido por Marcelo Galvão, que estreia nos cinemas nesta sexta-feira, 1º março. Aclamado nos festivais por onde passou, conquistou prêmios na Itália, Rússia, Gramado e São Paulo.

Márcio ganhou vida nas telas através de Breno Viola, o primeiro judoca faixa preta portador de Síndrome de Down das Américas. Assim como seu personagem, Breno também tem um sonho: representar o Brasil nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Aos 31 anos, o atleta do Flamengo é bicampeão europeu e quarto colocado na Special Olympics de 2011, na Grécia. Sua categoria, porém, não faz parte do programa dos Jogos. Até lá, Breno torce para que, ao menos, sua modalidade seja incluída como exibição. Agora na tela grande, ele ganha ainda mais projeção como uma das principais referências Down no Brasil. Seu perfil nas redes sociais é repleto de fotos com celebridades: Juliana Paes, Lula, Romário… Breno é pop.

galeria mosaico Breno Viola, judoca síndrome de Down (Foto: Editoria de Arte)

– Com o filme as pessoas vão olhar o Down de outro jeito, vão ver que a gente consegue,
que não somos coitadinhos. Tem que nos deixar tentar para quebrar a cara também. Acho
que o filme vai mostrar para a sociedade o talento das pessoas com síndrome de Down.
A gente era excluído, agora temos que ser incluídos novamente. Esse é o nosso sonho.
Diminuir o preconceito e a discriminação – disse Breno.

Canal Combate abriu portas para o cinema

Marcelo Galvão descobriu Breno quando assistia a uma luta no canal Première Combate, há
cerca de quatro anos, justamente quando à procura do terceiro e último ator Down. Uma
vaga que recebeu 300 candidatos.

– Vi que o Breno era um bem descontraído e descolado. Foi uma feliz coincidência. Ele
tem o lance do carioca, que dá malandragem ao personagem. É uma figura contagiante. E
adicionou ao personagem espontaneidade e improviso.

E graça, também. Quando soube que seu personagem no filme era fã de gordinhas, Breno “reclamou”:

– Poxa, que fim de carreira, hein!

As lutas que serviram para que Marcelo descobrisse Breno seguiram unindo os dois. Praticante de jiu-jitsu, o diretor chegou a acompanhar o judoca em uma competição em São Paulo. Durante as filmagens os dois treinaram de improviso. Depois do filme, Marcelo torce para que as artes dramáticas corram paralelas ao esporte na vida de Breno:

– Ele pode ser aproveitado para caramba nessa área. É só darem chance para ele.

Volta aos tatames

Depois da carreira cinematográfica, os tatames voltarão a ser o seu palco principal. Breno
estuda para se tornar árbitro e a partir de maio voltará às disputas. Primeiro, no campeonato
mundial, na Itália, e em novembro no europeu, na Holanda. Aos que acham que ele não é
mais o mesmo por conta das artes, Breno avisa:

– Dizem que não sou mais aquele atleta. Mas quero dar um recado: me aguardem porque
quero ser o primeiro do mundo.

definiu novos olhares e paradigmas para sua condição.”
Flávio Canto

Além dos tatames e da tela grande, Breno representa o Brasil em palestras mundo afora em congressos debatendo sobre os direitos dos portadores da síndrome. Já estrelou campanhas de televisão e mantém um blog no site Movimento Down.

– Uma pessoa com síndrome de Down demonstrar por meio do esporte que tem um desempenho similar ao dos outros desconstrói o mito da incapacidade. Quando o Breno consegue a faixa preta e luta com pessoas sem a síndrome, mostra que a incapacidade está nos olhos de quem vê – diz Maria Antônia Goulart, coordenadora do Movimento Down.

Ídolo, Flávio canto se emociona: ‘Breno é fonte de inspiração’

Fonte de inspiração de muita gente, Breno também teve um ídolo em que se espelhou nos tatames: Flávio Canto, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004. O ex-atleta acompanha Breno desde criança e se diz orgulhoso de ter visto de perto a bonita história escrita pelo atleta.

– Breno é uma fonte de inspiração para todos. Sua trajetória e a faixa preta que ele carrega na cintura são os melhores exemplos deque limites existem justamente para serem quebrados – disse o medalhista olímpico.

Flávio Canto judô top 5 Ronda Rousey (Foto: AFP)
Flávio Canto: ídolo de Breno se emociona ao falar da trajetória do atleta (Foto: AFP)

Para Flávio, as conquistas de Breno dentro e fora do tatame foram, de fato, golpes precisos ignorância e no preconceito.

– O preconceito vem da ignorância alimentada pelo desconhecimento, gerada pela falta de convívio com as diferenças. Breno, com sua determinação, conquistou sua faixa preta, espaço, e mais do que isso. Ele definiu novos olhares e paradigmas para sua condição.

*Colaborou Amanda Kestelman

Judoca holandesa que bateu em torcedor pode vir ao Brasil em 2013

Você, que prometeu conhecer uma mulher estrangeira como resolução de ano novo ou que quer treinar seus xavecos em outra língua antes da Copa do Mundo terá uma boa chance em 2013. Edith Bosch, a judoca holandesa que ganhou notoriedade durante as Olimpíadas de Londres-2012, deverá estar entre as atrações do mundial da modalidade, que será disputado no Rio de Janeiro, em setembro. O problema é justamente o motivo que fez a atleta ficar famosa…

Bosch, que competiu nos Jogos, compareceu à final dos 100 m rasos como expectadora. Lá, a judoca se irritou com um torcedor que atirou uma garrafa de água na pista e deu uma tapa nas costas do cidadão! A holandesa confessou que foi a autora da agressão, disse que agiu “na emoção” e pediu desculpas pelo ato. Será que algum homem ainda tem coragem de chegar perto dela depois do incidente?

UOL Esporte

Judô do Brasil fatura prata e bronze em Tóquio

O Brasil encerrou sua participação no Grand Slam de Tóquio, última competição do calendário da Federação Internacional de Judô (FIJ), com uma medalha de prata e outra de bronze, neste domingo.

Rafael Silva, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, foi o destaque do dia ao faturar o segundo lugar na categoria acima de 100 kg. Ele venceu três lutas seguidas, contra o mongol Tuguldur Bayarsaikhan e os locais Takeshi Ojitani e Ryu Shichinohe, até ser superado pelo sul-coreano Sung-Min Kim na decisão do ouro.

Maria Suelem Altheman, por sua vez, teve menos trabalho para subir ao pódio. Ela faturou o bronze na categoria acima de 78 kg ao vencer apenas uma luta neste domingo. Sem adversárias na primeira e segunda rodadas, ela bateu a local Kanae Yamabe nas quartas de final. Mas acabou sendo derrotada na semifinal pela também japonês Megumi Tachimoto, que veio a ficar com o ouro.

Renan Nunes e Luciano Correa, ambos na categoria até 100 kg, não conseguiram medalhas. Os dois foram derrotados logo na estreia. Com estes resultados, a equipe brasileira encerrou sua participação em Tóquio com cinco medalhas: uma prata e quatro bronzes. Antes de Rafael Silva e Maria Suelem Altheman, os judocas Rafaela Silva, Felipe Kitadai e Victor Penalber também ficaram em terceiro lugar em suas categorias.

Fonte: Agência Estado

Victor Penalber é ouro, e judô do Brasil leva mais duas pratas em Qingdao

O judoca Victor Penalber (-81kg) levou o Brasil ao lugar mais alto do pódio do Grand Prix de Qingdao, na China, neste domingo. Esta foi a primeira e única medalha de ouro do país na competição, que foi disputada neste fim de semana. Maria Portela (-70kg) e Renan Nunes (-100kg) garantiram mais duas pratas. No total, a seleção brasileira somou um ouro, quatro pratas e um bronze na etapa.

 A primeira medalha do dia foi logo o ouro de Penalber. Na final da categoria até 81kg, o judoca carioca superou o russo Murat Khabachirov por ippom. Em seguida, na disputa até 70kg, Maria Portela deixou escapar a vitória para a chinesa Fei Chen no golden score, por ippon. Para encerrar o dia e a participação brasileira, Renan Nunes (-100kg) sofreu um ippon do japonês Yusuke Kumashiro, em poucos segundos de luta.