Liga dos Campeões

Vilão? Herói! Robben marca no fim, acaba com sina e dá título ao Bayern

Arjen Robben teve uma, duas, três enormes chances de abrir o placar em Wembley. Era inevitável não relacioná-las ao pênalti perdido diante do Chelsea, há um ano, na prorrogação, que acabou sendo decisivo para a perda do título na Allianz Arena. O craque holandês, que começou esta Liga dos Campeões na reserva, aproveitou-se da lesão do titular Toni Kroos para brilhar e, enfim, poder dizer que é um herói. Um super-herói, com o perdão do trocadilho que o seu nome sugere. Com um lindo gol do camisa 10 aos 44 minutos do segundo tempo, o Bayern de Munique confirmou o seu favoritismo ao derrotar o Borussia Dortmund, por 2 a 1, neste sábado, e dar um fim à sina de vice-campeões após duas finais perdidas em três anos.

 Eleito pela Uefa o melhor em campo, Robben ainda teve grande parcela de responsabilidade no primeiro gol do jogo, marcado pelo croata Mandzukic. Foi do holandês o passe açucarado para o centroavante apenas completar para as redes, aos 15 minutos do segundo tempo, após driblar o goleiro Weidenfeller. Pouco depois, aos 23, o Borussia Dortmund viria a empatar a partida, em pênalti cometido por Dante e cobrado com categoria por Gündogan. Mas foi pouco para o conto de fadas aurinegro se tornar realidade.
Robben Bayern de Munique campeão (Foto: Reuters)
Robben beija a taça: craque holandês enfim conquista a Liga dos Campeões com o Bayern (Foto: Reuters)

Esta é a quinta vez que os bávaros erguem a “orelhuda”. As três primeiras vieram de forma consecutiva, em 1974, 75 e 76, com o grande time liderado por Franz Beckenbauer. Em 2001, uma conquista nos pênaltis sobre o Valencia devolveu ao clube a “áurea” de um campeão. Agora, com a conquista em Londres, o Bayern se torna o terceiro maior vencedor da competição, atrás apenas de Milan (sete) e Real Madrid (nove) títulos, igualando-se ao Liverpool e descolando-se de um grupo que tinha Barcelona e Ajax.

Campeão alemão com seis rodadas de antecedência, o Bayern agora persegue a chamada “Tríplice Coroa”. Ela poderá vir no próximo sábado, data da decisão da Copa da Alemanha, contra o Stuttgart, em Berlim. A dúvida fica por conta da participação dos brasileiros Dante e Luiz Gustavo, já que os dois terão de se apresentar à seleção de Felipão na próxima terça-feira – além deles, o lateral-direito Rafinha foi outro brasuca a colocar uma medalha no peito. Esta será ainda a despedida do técnico Jupp Heynckes, a ser substituído pelo espanhol Pep Guardiola a partir de julho.

O Borussia Dortmund, dono de campanha louvável ao eliminar Manchester City, Ajax, Shakhtar, Málaga e o Real Madrid, segue apenas com um título, conquistado em 1997. A jovem equipe comandada pelo irreverente técnico Jürgen Klopp terá outra oportunidade de se sagrar campeã europeia na próxima temporada, já que garantiu classificação diretamente à fase de grupos por ter sido a segunda colocada na Bundesliga. Mas sem Mario Götze, maior revelação alemã dos últimos anos, que trocará o Borussia justamente pelo Bayern na abertura da próxima janela.

mario goetze borussia dortmund x bayern munique (Foto: Reuters)
Mario Götze torceu para o Borussia, mas viu o futuro clube Bayern levar o título (Foto: Reuters)

Neuer e Weidenfeller garantem o zero

Foi uma ironia daquelas. Com nove confrontos desde a temporada 2010/2011 – muitos deles decisivos -, Borussia e Bayern passaram os primeiros dez minutos estudando um ao outro em Wembley. Os toques de lado, temendo serem surpreendidos por uma roubada de bola na intermediária, deram o tom no início da primeira final alemã da Liga dos Campeões. A postura da dupla durou pouco tempo, é bem verdade, mas deu a impressão de que os 90 minutos seriam longos. Pelo bem do futebol, não passou de ledo engano.

Franco-atirador da decisão, o Dortmund tomou a liberdade de atacar em suas primeiras iniciativas. Muitas, no caso. Com o “gegenpressing” em prática – tática que explica a transição veloz dos aurinegros -, a equipe do técnico Jürgen Klopp empurrou os bávaros e conseguiu criar inúmeras oportunidades para abrir o placar. A vantagem poderia até ter sido razoável ao fim do primeiro tempo se o Bayern não contasse com uma estrela também debaixo das traves.

Aos dez, Kuba deu o primeiro aviso. Contra-ataque, bola recebida na grande área e um chute sem muito perigo, por cima da meta de Manuel Neuer. O goleiro viria a trabalhar aos 13, quando Lewandowski, centroavante que trata a bola com carinho, arriscou de longe. No minuto seguinte, Gündogan lançou Reus, que cruzou para Kuba pegar bonito. O alemão salvou com os pés.

Neuer bayern de munique (Foto: AFP)
Neuer salva com os pés gol certo de Kuba: Borussia foi superior na primeira metade da etapa inicial (AFP)

Neuer espalmaria ainda mais duas bolas. Aos 18, num chute de canhota de Reus. Aos 21, numa conclusão à meia-altura de Bender. Com uma defesa recordista na temporada e dona de números impressionantes no Campeonato Alemão – 18 gols sofridos em 34 jogos -, ele provavelmente não se lembraria de um jogo em que foi tão protagonista nos últimos tempos.

Bayern cresce e iguala jogo

O Bayern tampouco. Se não estava irreconhecível, aparentava uma fraqueza não vista nos últimos meses. Por isso tratou de reagir logo e conseguiu equilibrar o panorama do jogo na segunda metade. As primeiras oportunidades nasceram aos 26 minutos, pelo alto: uma cabeçada de Mandzukic forçou Weidenfeller a desviar brilhantemente no seu contrapé. Depois, Javi Martínez jogou boa chance para fora.

Do banco de reservas, Jupp Heynckes, em seu penúltimo jogo pelo Bayern, ainda teria outros motivos para se lamentar. Aos 30, Robben foi acionado por Müller, entrou com liberdade, mas concluiu em cima de Weidenfeller. O holandês perderia gol claro aos 42, quando aproveitou-se de falha de Hummels para ficar cara a cara com o goleiro alemão. Mas a finalização carimbou o rosto do camisa 1.

Pouco antes, o outro destaque da noite colocou na conta mais uma grande defesa. Aos 34, Lewandowski girou sobre a marcação de Boateng e invadiu a área em ótima chances. Uma saída praticamente perfeita impediu que o polonês abrisse o placar. Os 45 minutos iniciais terminaram com 0 a 0 no placar, mas cheios de emoção.

Weidenfeler e Robben bayern de Munique x Borussia Dortmund (Foto: Reuters)
Weidenfeler defende chute de Robben com o rosto: holandês perdeu gols, mas viria a ser o herói (Reuters)

Robben, ele mesmo, decisivo

O segundo tempo começou num ritmo mais lento que o primeiro. Desta vez com o Bayern um pouco melhor, produzindo e, principalmente, não deixando ser surpreendido. Aos 14, após pequeno hiato sem emoção, os vermelhos chegaram perto do primeiro. Bola cruzada na pequena área e Mandzukic falhou. Não teve problema. Um minuto depois e lá estava ele para completar para o fundo das redes. Ribéry achou Robben com lindo passe por dentro da defesa, o holandês driblou Weidenfeller e cruzou para o centroavante croata escorar: 1 a 0.

O Borussia claramente sentiu o golpe. Nervoso, esteve perto de se complicar em algumas saídas de bola. Precisava de um lance isolado, e ele surgiu aos 22. Reus recebeu lançamento na grande área e acabou derrubado por Dante, que já tinha cartão amarelo. O árbitro Nicola Rizzoli assinalou o pênalti, mas economizou ao punir o zagueiro brasileiro com uma advertência. Gündogan deslocou Neuer para empatar.

O Bayern, no entanto, seguia melhor. Não apenas tecnicamente, diga-se. Parecia sobrar em campo. Multiplicou-se na proporção dos vermelhos que ocupavam metade das arquibancadas de Wembley. Por muito pouco não respondeu de imediato, aos 27, quando Müller limpou Weidenfeller e cruzou rasteiro. Robben estava preparado para marcar, mas faltou aquela entrega extra. O sérvio Subotic, então, apareceu com um carrinho para salvar.

Guendogan gol borussia Dortmund (Foto: Reuters)
Gündogan cobrou pênalti no lugar de Lewandowski e empatou o jogo (Foto: Reuters)

Os bávaros seguiam pressionando. Aos 30, Alaba arriscou de fora da área e obrigou o goleiro a jogar para escanteio. Logo em seguida, Müller reclamou de um puxão de Subotic na entrada da área. Ele conseguiu tocar para Mandzukic, que não aproveitou. Aos 42, Schweinsteiger, até certo ponto sumido na partida, também soltou a sua bomba. O camisa 1 do Borussia afastou de soco.

De tanto insistir, o Bayern chegou à vitória com aquele que seria o mais criticado em caso de outra decepção. Aos 44, Ribéry deixou de calcanhar de forma fantástica para Robben, que tirou Hummels e Subotic com um só toque antes de concluir lentamente para o fundo das redes. Depois de dois vice-campeonatos, chegou a hora de comemorar.

Ficha técnica:

Borussia Dortmund: Weidenfeller, Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender (Sahin) e Gündogan; Kuba (Schieber), Reus e Grosskreutz; Lewandowski. Técnico: Jürgen Klopp.

Bayern de Munique: Neuer, Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Javi Martínez e Schweinsteiger; Ribéry (Luiz Gustavo), Robben e Müller; Mandzukic (Mario Gómez). Técnico: Jupp Heynckes.

Gols: Mandzukic, aos 15, Gündogan, aos 23, e Robben, aos 44 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Dante e Ribéry (Bayern); Grosskreutz (Borussia).

Estádio: Wembley. Data: 25/05/2013. Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália).

Robben gol Bayern de Munique x Borussia Dortmund (Foto: Reuters)
Robben e Thomas Müller explodem de felicidade com o gol do holandês no finzinho (Foto: Reuters)
Mosaico bayrn de munique (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

Fonte:globo.com

Borussia e Bayern fazem a final da Liga dos Campeões

Borussia Dortmund e Bayern de Munique se enfrentam neste sábado, às 15h45 (de Brasília), no estádio de Wembley, em Londres, na final da Liga dos Campeões da Europa, no epílogo do maior torneio do mundo e que servirá de coroamento do futebol alemão. Mas a disputa também será entre duas visões e histórias diferentes do futebol. De um lado, a tradição, superpotência e até a arrogância do Bayern, que não pode sobreviver sem títulos. De outro, a juventude e humildade do Borussia, que renasceu das cinzas depois de quase ser dissolvido há dez anos e hoje revoluciona o esporte.

O Bayern de Munique assume o papel do grande favorito na primeira final da história entre dois times alemães. Está na decisão pela terceira vez em quatro anos, mas perdeu as duas anteriores – para a Internazionale, em 2010, e para o Chelsea, no ano passado. Agora está convencido de que chegou o momento da conquista. “Somos mais fortes e melhores que o Borussia”, disse o francês Ribéry. “Somos maduros e desenvolvemos bem o time. Não existe motivo para não ganhar”, afirmou o alemão Phillip Lahm. Thomas Müller foi ainda mais claro: “Não vejo ponto fraco em nosso time”.

O sentimento de favoritismo não ocorre por acaso. O time bateu a Juventus duas vezes por 2 a 0, nas quartas de final, e fez 7 a 0 nos dois jogos contra o Barcelona, nas semifinais. No Campeonato Alemão quebrou 20 recordes, consagrando-se campeão com 25 pontos de vantagem sobre o Borussia Dortmund, 98 gols a favor e 18 contra.

O técnico Jupp Heynckes lutará por seu segundo título na competição – ganhou com o Real Madrid em 1998. Ao final da temporada, em que ainda poderá ser campeão da Copa da Alemanha (a final será contra o Stuttgart, em 1.º de junho), ele deixará o clube e abrirá espaço para o espanhol Pep Guardiola, que foi contratado no começo do ano.

 

Na temporada, Bayern e Borussia se enfrentaram quatro vezes. Foram duas vitórias do time de Munique e dois empates. Do outro lado do campo, o time de Dortmund quer criar a maior surpresa do ano. Há apenas uma década, o clube esteve à beira da falência e foi salvo, ironicamente, por um empréstimo milionário do Bayern. Em 2007, o time se salvou por um ponto do rebaixamento. Agora está prestes a conquistar a Europa. “Renascemos das cinzas. É uma história incrível”, declarou o técnico Jurgen Klopp.

Em uma jogada que mistura humildade e a estratégia de aumentar a pressão sobre o Bayern de Munique, Klopp disse que seu time não é o favorito. Os jogadores também adotaram um tom radicalmente diferentes dos rivais da Baviera. “É a maior oportunidade de nossas carreiras”, disse o zagueiro Hummels.

Se o time de Munique é uma multinacional com o francês Ribéry, o holandês Robben, o brasileiro Dante, o croata Mandzukic e o espanhol Javi Martínez, o de Dortmund é praticamente uma fabricação caseira. Para compensar a qualidade dos adversários e usar a juventude dos seus jogadores, Klopp colocou toda sua energia na velocidade do time. Um de seus principais treinos é fazer a equipe chegar em oito segundos de seu campo ao gol adversário.

A frustração do lado do Dortmund será a ausência do “Messi alemão”, Mario Götze, contundido. Ele vai jogar pelo Bayern de Munique na próxima temporada, em uma operação que custou 37 milhões de euros (R$ 68,8 milhões). Mas o Borussia, apoiado por uma classe trabalhadora, está acostumado com drama. A região é a que apresenta a maior taxa de desemprego da Alemanha e as indústrias se mudaram. “As pessoas perderam tudo na região. A única coisa que têm é o Borussia”, disse o diretor de marketing do clube, Carsten Cramer.

 

 

Fonte: Jamil Chade

UEFA divulga imagens da bola da decisão da Liga dos Campeões

Nesta sexta-feira, a UEFA divulgou imagens da bola que será usada na finalíssima da Liga dos Campeões entre Borussia Dortmund x Bayern de Munique, marcada para o próximo dia 25 de maio, um sábado.

A bola leva as inscrições das duas equipes, além do desenho da tão cobiçada Taça da Liga, do famoso logo da competição e do nome do estádio de Wembley, na Inglaterra, palco do confronto.

Bayern e Borussia protagonizarão a primeira decisão alemã de uma Liga dos Campeões. Nas semifinais, os bávaros passaram pelo Barcelona, enquanto o time de Dortmund despachou o Real Madrid.

Por Redação PLACAR

Lewandowski dá show, faz quatro gols e Borussia Dortmund goleia Real Madrid na Alemanha!

Na primeira fase, o Borussia venceu o Real, por 2 a 1, na Alemanha, e depois arrancou empate por 2 a 2 no Santiago Bernabeu, na Espanha. Os alemães foram líderes do Grupo D naquela ocasião, com 14 pontos – nenhuma derrota. Já o espanhóis, com 11, ficaram em segundo lugar.

Jogando sob os olhares de mais de 80 mil pessoas, o Borussia pressionou o Real e abriu o placar logo aos sete minutos de jogo. Após cruzamento de Gotze, Lewandowski antecipou ao zagueiro Pepe e fez 1 a 0. O time espanhol conseguiu equilibrar a partida, tanto é que empatou aos 43. Após falha de Hummels, Higuain tocou para Cristiano Ronaldo, que sem marcação completou para o gol.

Acontece que, na volta para o segundo tempo, o que se viu foi um show a parte do polonês Lewandowski. Aos quatro minutos, Reus chutou cruzado e a bola sobrou livre para o atacante marcar o segundo: 2 a 0. Não demorou em sua estrela brilhar e aos dez veio o terceiro do jogador. Em lance parecido ao do segundo, Lewan dominou na área, cortou Pepe e colocou a bola no ângulo de Diego Lopez.

Três gols numa semifinal de Liga dos Campeões era o suficiente para Lewandowski estampar as principais capas dos jornais esportivos da Europa, porém, ele queria mais e não contente marcou o quarto. Aos 22 minutos, após Xavi Alonso cometer pênalti em Reus, o polonês foi para a cobrança e….gol.

O vencedor de Borussia e Real Madrid enfrentará Bayer de Munique ou Barcelona, que estão na outra semifinal. Assim como nesta quarta, o time bávaro goleou os espanhóis por 4 a 0.

 

 

 

Agência Futebol Interior
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Müller decide, Bayern engole o Barça e dá grande passo rumo a Wembley

Um caminhão chamado Bayern de Munique atropelou o time de maior sucesso na Europa nos últimos anos. Se ainda é cedo para falar numa nova era no continente, ao menos os bávaros têm a convicção de que estão muito mais próximos de sua terceira final da Liga dos Campeões nos últimos quatro anos. Em grande noite de Thomas Müller, autor de dois gols e decisivo nos outros dois, a equipe treinada por Jupp Heynckes engoliu o Barcelona na Allianz Arena e, com vitória por 4 a 0, praticamente garantiu presença no lendário Wembley no próximo dia 25 de maio. Fora o baile.

Apesar da apagada atuação mesmo com maior posse de bola (63%), o Barça tem motivos para reclamar da arbitragem, já que Mario Gómez estava impedido no segundo gol. No terceiro, os jogadores também contestaram a não marcação de uma falta de Müller em Jordi Alba – Robben completou cara a cara com Valdés. O comentarista da TV Globo, Leonardo Gaciba, porém, não considerou irregularidade no lance. De quebra, o Bayern poderia ter obtido vantagem ainda maior se o árbitro húngaro Viktor Kassai tivesse assinalado pênalti de Piqué ainda no primeiro tempo.

Mueller, Bayern de Munique x Barcelona (Foto: EFE)
Müller vibra com o quarto gol do Bayern, que praticamente aniquilou o Barcelona da Champions (Foto: EFE)

Com o reforço ao menos do lateral Adriano para a partida de volta, na próxima quarta-feira, no Camp Nou, o Barcelona precisará de basicamente um milagre para tirar a vantagem dos alemães. Se repetirem o placar, os comandados de Tito Vilanova levarão o confronto para a prorrogação, enquanto um gol do Bayern os obrigará a marcar ao menos seis vezes por conta do saldo. Na memória recente há uma motivação: em março, pelas oitavas de final, Lionel Messi e companhia conseguiram os 4 a 0 contra o Milan, embora num outro contexto – havia perdido a ida por 2 a 0 na Itália.

O passado, no entanto, em nada ajuda o Barça. Nenhum time foi eliminado de qualquer competição europeia depois de abrir quatro ou mais gols de diferença no primeiro jogo. A derrota sofrida foi ainda a pior do Barcelona desde 1997, quando sofreu os mesmos 4 a 0 do Dínamo de Kiev, pela Liga dos Campeões – foram 149 jogos desde então. Em competições gerais, o “jejum” é reduzido até 2007 (ou 457 partidas), quando o Getafe aplicou 4 a 0 pela Copa do Rei.

Bayern domina. E sem a bola

A expectativa era por uma batalha pela bola. O Bayern, segundo maior dono de posse da Champions, desafiava o Barcelona, líder no quesito em seus últimos 301 jogos. A motivação de uma Allianz Arena lotada poderia ainda incentivar os bávaros a saírem para o jogo e tentarem colocar o modelo catalão à prova. Mas o fato é que nada disso foi necessário ao time de Schweinsteiger, Javi Martínez, Ribéry, Müller… A estratégia já estava muito bem definida.

Com 38% do tempo com a bola nos pés, o Bayern soube desafiar o Barça como poucos no mundo. Messi, liberado pelos médicos, não estava 100% fisicamente, mas a impressão é de que não faria tanta diferença no primeiro tempo mesmo se estivesse. Incansáveis na marcação, os bávaros não deixavam o craque argentino tocar na bola com mais de um segundo de liberdade, assim como funcionava – e bem – a vigia sobre Xavi, Iniesta e Busquets.

Messi, Bayern de Munique x Barcelona (Foto: AP)
Messi acompanha a festa do Bayern de Munique: argentino teve atuação apagada (Foto: AP)

Chances de perigo? Apenas para os donos da casa. Aos 15, os alemães cobraram do árbitro Viktor Kassai um possível pênalti de Piqué, que colocou a mão na bola após chute de Lahm. O húngaro preferiu ignorar. Mas o gol não demoraria a sair. Aos 24, na maior fraqueza do Barcelona, o Bayern abriu o placar: Robben cruzou da direita, Dante escorou em dividida com Daniel Alves e Müller completou para o fundo das redes.

O Barcelona tentou responder na sequência no que acabou sendo o seu único grande lance de perigo na etapa inicial. Aos 28, Pedro cruzou da direita na direção de Messi, mas Dante se esticou e salvou gol certo dos visitantes com um carrinho. O susto basicamente foi o último suspiro de um primeiro tempo claramente a favor do Bayern, que ainda reclamou de uma outra penalidade quando Dante tocou de cabeça e a bola resvalou no braço de Sánchez.

Müller e companhia engolem o Barça

Schweinsteiger, Bayern de Munique x Barcelona (Foto: AFP)
Schweinsteiger teve grande atuação junto ao
espanhol Javi Martínez no meio-campo (Foto: AFP)

Tito Vilanova preferiu não mexer na volta do intervalo. Dominado, mesmo aparentemente tendo o controle do jogo, o Barcelona acabou punido logo aos três minutos. E de novo na bola aérea. Com média de 1,83m de altura em campo, o Bayern fez prevalecer a sua superioridade e ampliou diante de um rival bem menor (1,75m). Robben cobrou escanteio da direita, Valdés saiu mal, Müller, sempre decisivo, cabeceou para o meio e Mario Gómez, adiantado, emendou.

Não adiantou aos catalães reclamarem com a arbitragem. Era preciso também jogar, fazer valer toda a fama conquistada nos últimos anos. Mas só dava Bayern. Aos cinco, Müller arriscou de fora da área, a bola passou perto. Quatro minutos depois foi a vez de a dupla “Robbéry” entrar em ação, mas o francês acabou concluindo para fora após boa jogada do holandês.

Curiosamente nas bolas paradas, o Barcelona encontrou uma maneira de levar perigo. Aos 23, Bartra apareceu livre na frente de Neuer, mas rateou no momento da finalização. Do chute fraco, ele resolveu emendar com força aos 31, quando recebeu em lance semelhante. E em outro lance polêmico, aos 27, Robben tirou Jordi Alba para dançar, Müller, como numa jogada de basquete, encostou no espanhol, que desabou. O caminho ficou livre para o holandês tocar na saída de Valdés. O comentarista da TV Globo, Leonardo Gaciba, não considerou irregularidade.

O que já parecia ótimo para os alemães se tornou excelente. Todo aberto, o Barça sofreu um golpe que praticamente sepultou suas chances na Liga dos Campeões. Agora pela esquerda, Alaba tabelou com Ribéry e cruzou para Müller, que exercia papel de centroavante, fechar a conta e antecipar a Oktoberfest em Munique. Ao menos por uma semana.

Bayern de Munique x Barcelona (Foto: Reuters)
Jogadores do Bayern agradecem o apoio da torcida na Allianz Arena (Foto: Reuters)

Ficha técnica:

Bayern de Munique: Neuer, Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Javi Martínez e Schweinsteiger; Robben, Müller (Pizarro) e Ribéry (Shaqiri); Mario Gómez (Luiz Gustavo). Técnico: Jupp Heynckes.

Barcelona: Valdés, Daniel Alves, Piqué, Bartra e Alba; Xavi, Busquets e Iniesta; Pedro (Villa), Messi e Sánchez. Técnico: Tito Vilanova.

Gols: Thomas Müller, aos 24 minutos do primeiro tempo. Mario Gomez, aos três, Robben, aos 26, e Müller, aos 34 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Mario Gomez, Javi Martínez, Schweinsteiger (Bayern de Munique); Bartra, Sanchez, Iniesta e Jordi Alba (Barcelona).

Estádio: Allianz Arena, em Munique, Alemanha. Data: 23/04/2013. Árbitro: Viktor Kassai (Hungria).

globo.com

Semifinais da Liga dos Campeões têm duelos Espanha x Alemanha

A Liga dos Campeões da Europa pode ter uma inédita final entre os rivais Barcelona e Real Madrid ou um clássico entre os alemães Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Em sorteio realizado na manhã desta sexta-feira na sede da Uefa, em Nyon, na Suíça, as bolinhas com os nomes dos clubes colocaram frente a frente os times espanhóis e germânicos nos duelos das semifinais. Mais uma oportunidade para duas das principais potências do continente nos últimos anos medirem forças*.

O Barcelona enfrenta o Bayern de Munique, com a vantagem de decidir em casa, no Camp Nou. O confronto abre e fecha a fase, nos dias 23 de abril e 1º de maio, e tem como curiosidade envolver o ex e o futuro time do treinador catalão Guardiola, de férias até julho, quando assume o comando da equipe alemã. Na outra chave, o Real Madrid duela com o Borussia Dortmund, primeiro atuando fora de casa, no Westfalenstadion, dia 24 deste mês, fazendo o jogo de volta no Santiago Bernabéu, dia 30.

Na última temporada, Bayern e Chelsea impediram a decisão entre Barcelona e Real Madrid na Champions. Nas semifinais, o time alemão eliminou os merengues, enquanto a equipe inglesa, campeã na final disputada na Allianz Arena, tirou os catalães do torneio.

Lizarazu bayern de munique e Zubizarreta Barcelona sorteio liga dos campeões (Foto: Agência Reuters)
Lizarazu, ex-jogador do Bayern, Zubizarreta, ex-goleiro e dirigente do Barça, posam em frente à ‘orelhuda’: duelo entre time alemão e equipe espanhola decide quem disputará a taça (Foto: Agência Reuters)

Até hoje, só três decisões foram entre times do mesmo país. Na temporada 1999/2000, o Real Madrid derrotou o Valencia por 3 a 0, no Stade de France. Na edição de 2002/03, o Milan superou o Juventus nos pênaltis, por 3 a 2, após empate por 0 a 0 em 120 minutos de partida no Old Trafford, na Inglaterra. Mais recentemente, em 2008/09, o Manchester United também precisou da disputa da penalidades máximas para ser campeão diante do Chelsea, ganhando por 6 a 5 após o placar de 1 a 1 ao fim da prorrogação, no estádio de Lujniki, em Moscou.

– É uma eliminatória entre duas grandes equipes, com estilos diferentes. O Bayern é um grande time, um clube poderoso. Tentaremos fazer o que sabemos: desfrutar do futebol. Esperamos voltar a Wembley, este lugar que é mágico para nós – disse Zubizarreta, ex-goleiro e diretor esportivo do Barcelona, referindo-se ao estádio londrino de Wembley, palco da final no dia 25 de maio, onde o time catalão foi campeão do torneio há duas temporadas, vencendo o Manchester por 3 a 1.

Real e Bayern levam a melhor no histórico dos confrontos pela Champions

Emilio Butragueno real madrid e Lars Ricken Borussia Dortmund sorteio liga dos campeões (Foto: Agência Reuters)
Butragueno, dirigente do Real, e Lars Ricken, do
Borussia, também posam após a definição do
confronto no sorteio (Foto: Agência Reuters)

Real e Borussia estavam no mesmo grupo na fase inicial da atual Liga dos Campeões da Europa e se enfrentaram duas vezes. Invicto no torneio e com 100% de aproveitamento em casa, o time alemão venceu por 2 a 1 no Westfalenstadion e arrancou um 2 a 2 no Santiago Bernabéu. No histórico total do confronto pela competição, porém, a equipe espanhola tem vantagem: ganhou duas partidas, empatou três e só perdeu uma.

A última vez que Bayern e Barcelona se enfrentaram em jogos eliminatórios da Liga dos Campeões, nas quartas de final da temporada 2009/10, quando o time catalão levou a melhor, ganhando por 4 a 0 na Alemanha e ficando no 1 a 1 em casa. Mas, no retrospecto geral do confronto pelo torneio, o time germânico leva a melhor, com três vitórias em seis duelos – foram dois empates e uma derrota apenas.

– O Barcelona é a referência para mim na Europa. Eles ganharam a Liga dos Campeões mais do que qualquer outra equipe nos últimos anos. São a melhor equipe da Europa no momento, com potencial de ataque fantástico. Jogamos contra eles em 2009 e sofremos uma surra. Lembro bem daquele jogo. Não é uma recordação boa, porque foi muito doloroso de assistir. No entanto, é uma excelente oportunidade para mostrar que temos melhorado muito desde então – disse Rummenigge, presidente do Bayern, lembrando-se da goleada sofrida há quatro temporadas por 4 a 0 nas quartas de final, a única vitória do Barcelona no histórico do confronto.

Confira o retrospecto dos quatro semifinalistas da Champions:

BAYERN DE MUNIQUE
Participações em semifinais: 9 vitórias e 5 derrotas
Última participação nas semifinais: 2011/12 (eliminou o Real Madrid)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 7V, 1E, 2D (22 gols pró, 10 gols contra)
Artilheiro do time no torneio: Thomas Müller, 5 gols

BARCELONA
Participações em semifinais: 6 vitórias e 7 derrotas
Última participação nas semifinais: 2011/12 (foi eliminado pelo Chelsea)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 5V, 3E, 2D (18 gols pró, 10 gols contra)
Artilheiro do time no torneio: Messi, 8 gols

BORUSSIA DORTMUND
Participações em semifinais: 1 vitória e 2 derrotas
Última participação nas semifinais: 1997/98 (foi eliminado pelo Real Madrid)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 6V, 4E, 0D (19 gols pró, 9 gols contra)
Artilheiro do time no torneio: Lewandowski, 6 gols

REAL MADRID
Participações em semifinais: 12 vitórias e 11 derrotas
Última participação nas semifinais: 2011/12 (3-3 no total frente ao Bayern de Munique, 1-3 no desempate)
Campanha na atual edição da Liga dos Campeões: 5V 3E 2D 23GM 14GS
Artilheiro do time no torneio: Cristiano Ronaldo, 11 gols

globo.com

Messi sai do banco e coloca Barcelona na semifinal

Argentino não reuniu condições de começar jogando
Foto: AFP

 Messi saiu do banco de reservas para colocar o Barcelona na semifinal da Liga dos Campeões. O craque argentino, melhor do mundo, que foi dúvida a semana inteira, não teve condições de começar como titular no Camp Nou nesta quarta-feira, mas foi chamado por Tito Vilanova depois que o PSG fez 1 a 0 com Pastore. Decisivo como só ele, criou a jogada para o gol de empate em 1 a 1, feito por Pedro, que colocou o time catalão em mais uma semifinal.

Os espanhóis avançaram sem vencer o PSG, uma vez que no jogo de ida, em Paris, os dois times haviam ficado no 2 a 2. A vaga veio pelos gols fora de casa. Esta é a sexta vez seguida que o Barcelona avança às semifinais da Liga dos Campeões. De 2007/2008 para cá, foi duas vezes campeão e em outras três caiu antes da final.

Além do Barcelona, estão nas semifinais Real Madrid, Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Os chaveamentos serão decididos na sexta-feira, por sorteio. A final acontecerá em Wembley.

O JOGO – Com uma lesão muscular na perna direita, Messi ficou impaciente no banco de reservas durante todo o primeiro tempo, vendo Fábregas jogar mal no seu lugar. Pior foi a opção de Tito Vilanova improvisar Adriano ao lado de Pique na zaga. Ineficiente na criação e na defesa, o Barcelona dava espaço demais para o PSG jogar.

E o time francês soube aproveitar isso principalmente na segunda metade do primeiro tempo. Aos 24, por exemplo, Ibrahimovic tocou para Lavezzi, que chutou desequilibrado e obrigou Valdés a fazer boa defesa. O goleiro voltou a trabalhar num cabeceio do arisco Lucas, que, mesmo baixinho, subiu alto para tentar de cabeça.

O ex-são-paulino, um dos cinco brasileiros em campo, era o melhor do PSG e do jogo, principalmente porque Xavi e Iniesta não se entendiam e ainda viam Fábregas atuar mal. Adriano colaborava para que o PSG tivesse as melhores chances.

Tito Vilanova deve ter dado uma dura no time no intervalo, uma vez que o Barcelona voltou muito mais ligado. Só que logo aos 5 minutos, Pedro perdeu uma bola na frente e gerou o contra-ataque do PSG. De Pastore para Ibrahimovic e do sueco para o argentino, que recebeu em profundidade, ganhou de Daniel Alves na corrida, invadiu a área e bateu tirando de Valdés.

O PSG ainda comemorava e Messi ajeitava o meião para finalmente entrar em campo. E com o melhor do mundo, o Barcelona é outro time. E os franceses acreditaram demais nisso, se fechando demais na defesa. Era a chave para os donos da casa jogarem ao seu estilo.

As chances foram surgindo, principalmente com Iniesta, que cresceu muito de produção. O gol saiu aos 29 minutos. Messi passou por dois marcadores e tocou para Villa. O atacante viu que não furaria a defesa e rolou para Pedro. O atacante chegou chutando de trás e tirou do alcance de Sirigu.

Mesmo classificado com o empate, o Barcelona seguiu no campo de ataque, reduzindo as possibilidades de o PSG atacar. Verratti, sumido, deu lugar a Beckham. Lavezzi, outro que não rendeu o que sabe, saiu para entrar Gameiro. De nada adiantou.

Agência Estado

Bayern bate Juventus em Turim e avança à semi na Liga

Equipe alemã aguarda sorteio para conhecer o adversário da próxima fase
Foto: AFP

Depois de bater a Juventus por 2 a 0 no jogo de ida, o Bayern de Munique repetiu a dose nesta quarta-feira (10) e impôs mais uma vitória pelo mesmo placar sobre os italianos, desta vez em Turim. Com o placar agregado de 4 a 0, os campeões alemães eliminaram os atuais campeões italianos e se garantiram com tranquilidade nas semifinais da Liga dos Campeões.

Agora, o Bayern aguarda o sorteio da sexta-feira, às 7 horas (horário de Brasília), que vai definir os confrontos das semifinais. Os duelos serão polarizados por espanhóis e alemães. Além do Bayern, avançou o Borussia Dortmund, algoz do Málaga na terça, além dos rivais espanhóis Real Madrid e Barcelona, outro classificado nesta quarta.

Embalado pelo título alemão conquistado no fim de semana, o Bayern fez um jogo estratégico no primeiro tempo e controlou a bola, neutralizando sem sobressaltos as investidas da Juventus. Mesmo jogando fora de casa e com boa vantagem, o Bayern acumulava 52% da posse de bola.

A Juventus só conseguiu ameaçar os alemães na primeira etapa em cobrança de falta de Pirlo, aos 22 minutos. O goleiro Neuer precisou espalmar para evitar o gol italiano. A resposta veio em finalização perigosa de Alaba, aos 38.

No segundo tempo, o time de Turim voltou a ameaçar o gol de Neuer com Quagliarella, aos 3. A bola passou rente à trave. Mas aos 12, Robben acertou a trave e assustou a torcida italiana. Sete minutos depois, Mandzukic aproveitou rebote de Buffon, após cobrança de falta de Schweinsteiger, e empurrou para as redes.

Com vantagem ainda maior, o Bayern passou a controlar o jogo com maior tranquilidade. E, mesmo assim, acumulava boas chances de gol, com Müller, aos 33, e Robben, aos 41. Aos 46, Pizarro recebeu passe de Schweinsteiger e bateu no canto, sacramentando a vitória e a classificação alemã.

Fonte: Agência Estado

Messi faz dois, Barcelona 'renasce' e elimina o Milan com show e goleada

Em recente entrevista, Daniel Alves admitiu que o Barcelona havia “perdido a fome” e via um Lionel Messi cabisbaixo – especialmente após a sequência de maus resultados que culminou com a eliminação na Copa do Rei, diante do arquirrival Real Madrid, e a derrota para o Milan por 2 a 0 pela ida das oitavas de final da Liga dos Campeões. Pois esqueça tudo o que aconteceu nas últimas semanas. Como uma psicologia reversa, o time catalão brindou sua aguerrida torcida com uma das melhores atuações há tempos. O resultado foi um verdadeiro show sob o comando do próprio craque argentino, autor de dois gols, e a tão sonhada “remontada” no Camp Nou: vitória por 4 a 0 e vaga nas quartas de final. A noite mágica dos donos da casa foi ainda completada por David Villa e Jordi Alba – este último num contra-ataque nos acréscimos do segundo tempo.

Mosaico - Barcelona x Milan (Foto: Editoria de Arte)

Antes baqueada pelas críticas, a equipe comandada por Jordi Roura chegará às quartas de final embaladíssima. De quebra, receberá nas próximas semanas Tito Vilanova, ausente por longo período para tratar a recaída em seu tumor nos Estados Unidos. O adversário será conhecido através de um sorteio na manhã da próxima sexta-feira, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM – times como Real Madrid, Bayern de Munique e Juventus podem parar no caminho dos catalães.

Ao Milan, resta focar a sua temporada no Campeonato Italiano. Com 51 pontos, os Rossoneros estão atualmente na terceira posição, a última que dá uma vaga justamente na próxima edição da Champions. No torneio nacional, o time pode contar com Mario Balotelli, grande contratação do clube e ausente nos confrontos diante do Barça por já ter defendido o Manchester City na fase de grupos.

Messi como Messi

Desta vez não foram apenas os 72% de posse de bola, já habituais quando o Barcelona está em campo. Por trás dos números, o que se viu no primeiro tempo no Camp Nou foi um time aguerrido, com sangue nos olhos, faca entre os dentes e lutando por cada bola para provar que as críticas nas últimas semanas foram injustas. Fato é que em poucos minutos já era possível perceber a mudança de atitude dos catalães, refletida inclusive no placar.

Torcida do Barça, Barcelona x Milan (Foto: AFP)
Torcida do Barça fez a sua parte antes e durante o confronto (Foto: AFP)

Mordedor, o Barcelona ocupava o seu campo ofensivo sem pretender voltar. Era roubar a bola e procurar o homem mais próximo, de preferência se fosse baixinho, de cabelos lisos e com a camisa 10 às costas. Afinal, era a noite dele.

Foi assim aos cinco, quando Xavi e Messi tabelaram até que o craque argentino, nos primeiros centímetros da grande área e cercado por seis adversários, encontrou espaço para colocar a bola no ângulo de Abbiati. A resposta no campo empolgou a já animada torcida blaugrana, que transformou-se em mais um marcador na busca da tão comentada “remontada”.

Virar o confronto era praticamente um dever, mas o Barcelona sabia que do outro lado estava um time que não havia perdido um jogo sequer em 2013 – e também dono de sete títulos da própria Liga dos Campeões. Na base do contra-ataque, o Milan aos poucos foi descobrindo os mínimos espaços disponíveis. Parecia simples, uma vez que Barça só não sofreu gol em apenas um de seus últimos 14 jogos. Aos sete, El Shaarawy recebeu lançamento de Boateng, mas concluiu mal.

Milan para na trave e é punido

Iniesta e Ambrosini, Barcelona x Milan (Foto: AFP)
Iniesta roubou a bola de Ambrosini no lance do
segundo gol de Messi (Foto: AFP)

O próprio “Faraó” seria o responsável por outras duas oportunidades dos italianos, aos 29 e 33. Nenhuma deu grande trabalho a Valdés. Minutos depois, porém, o Milan encontraria a liberdade tão desejada num contra-ataque. Mascherano cabeceou mal e deixou Niang à vontade. O francês arrancou até entrar na grande área e chutou… Na trave direita, para desespero de todo o banco rossonero.

Se um gol àquela altura praticamente definiria o confronto – obrigando o Barça a marcar três vezes, mas sob pressão mais forte -, o lance acabou se transformando numa punição aos visitantes. A reação ao perigo veio com um chute forte e rasteiro de Lionel Messi após vacilo de Ambrosini na saída de bola. Iniesta serviu para que o camisa 10 marcasse o seu segundo no jogo e o 58º na história da competição, deixando o holandês Ruud van Nistelrooy (56) para trás e se aproximando ainda mais do ídolo merengue Raúl González (71).

O resultado, em tese, ainda poderia ter sido maior caso o árbitro Viktor Kassai resolvesse assinalar pênalti após o empurrão de Abate em Pedro, aos 11 minutos. Ou, no lance seguinte, se a bomba de Iniesta, de fora da área, tocasse nas mãos de Abbiati e furasse a rede – e não carimbasse o travessão, como aconteceu. O goleiro italiano também teve influencia direta aos 16, quando espalmou chute de Xavi de longe.

Messi chuta para marcar, Barcelona x Milan (Foto: AP)
Mesmo cercado por seis, Messi arrumou espaço para marcar: noite decisiva do argentino (Foto: AP)

Villa e Alba selam a ‘remontada’

O tempo e o jogo já estavam a favor, mas o Barcelona fazia questão de buscar os quatro gols que lhe dariam alguma tranquilidade. O terceiro não custaria a sair. Primeiro, aos dois, Messi deu o sinal ao receber presente de Constant e finalizar para a defesa de Abbiati. Mas aos dez não houve jeito: David Villa, livre após lindo passe de Xavi, escolheu o canto e saiu para comemorar.

Em desvantagem, o Milan enfim abandonou sua vocação defensiva para tentar o gol salvador. Robinho, Muntari e Bojan foram a campo até os 30 da etapa final, mas o fato é que chegar à área rival parecia uma missão para poucos. Aos 36, Robinho conseguiu e, com um cruzamento rasteiro, encontrou Bojan. Puyol travou e impediu que a revelação de La Masía calasse o Camp Nou.

No fim, aos 47, ainda houve tempo para que o Barcelona selasse sua noite mágica com mais um gol após apenas quatro toques na bola. Sánchez escapou pela direita, recebeu passe de Messi e cruzou na medida para Jordi Alba invadir a área, dominar e tocar na saída de Abbiati: um 4 a 0 para ninguém esquecer.

barcelona 4 x 0 milan
Valdés, Dani Alves, Piqué, Mascherano (Puyol) e Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Adriano), Messi e Villa (Sánchez). Abbiati, Abate, Zapata, Mexès e Constant; Montolivo, Ambrosini (Muntari) e Flamini (Bojan); El Shaarawy, Niang (Robinho) e Boateng.
Técnico: Jordi Roura. Técnico: Massimiliano Allegri.
Gols: Messi, aos cinco e quarenta minutos do primeiro tempo; David Villa, aos dez, e Jordi Alba, aos 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Flamini, Boateng, Mexès (Milan); Pedro (Barcelona).
Estádio: Camp Nou (ESP). Data: 12/03/2013. Árbitro: Viktor Kassai (HUN).
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Borussia vence o Shakhtar, avança às quartas e segue 100% em casa

Com 100% de aproveitamento em casa na Liga dos Campeões, mesmo depois de enfrentar equipes poderosas como Real Madrid e Manchester City na fase de grupos, o Borussia Dortmund não teve dificuldades para confirmar a vaga nas quartas de final da competição. Nesta terça-feira, diante de sua apaixonada torcida, a equipe alemã venceu o Shakhatar Donetsk por 3 a 0, com direito a gol brasileiro, e se classificou com sobras, já que tinha empatado no jogo de ida por 2 a 2.

O adversário das quartas de final ainda não está definido. O sorteio será realizado no próximo dia 15. Os jogos de ida estão previstos para 2 e 3 de abril, enquanto a volta será realizada nos dias 9 e 10 do mesmo mês. A final será jogada em Wembley como parte das comemorações dos 150 anos da Federação Inglesa de Futebol.

Felipe Santana comemora gol do Borussia Dortmund sobre o Shakhtar (Foto: Reuters)
Felipe Santana é abraçado pelos companheiros após o primeiro gol do Borussia (Foto: Reuters)

Com o time praticamente completo – a única ausência foi o zagueiro Hummels -, o Borussia foi avassalador durante a maior parte dos 90 minutos. Mas o gol demorou a sair. O zagueiro brasuca Felipe Santana abriu o placar aos 31 minutos, fuzilando de cabeça no cantinho após cruzamento de Götze.

O segundo foi feito aos 38. Götze, autor do passe para o primeiro gol, desta vez foi o beneficiado. O goleador Lewandowski cruzou, e o meia deu um toquinho para tirar a bola do goleiro Pyatov.

Mario Goetze, Borussia Dortmund x Shakhtar (Foto: Reuters)
Mario Göetze participou de dois dos três gols do time da Alemanha (Foto: Reuters)

Com a torcida em festa, o Borussia Dortmund administrou o resultado na segunda etapa. Mas o Shakhtar quase surpreendeu os donos da casa no primeiro minuto. O brasileiro Fernandinho arrancou pela direita e tocou por cima do goleiro Weidenfeller, que espalmou a bola para escanteio.

Aos 13 minutos, o capitão Kuba tratou de aumentar a festa alemã no estádio. Depois de chute de Gündogan da entrada da área, o goleiro Pyatov falhou e, no rebote, o polonês empurrou para o gol sem dificuldade. Com 3 a 0 no placar, o Borussia tirou mais o pé e garantiu a classificação sem sustos até o fim.

borussia dortmund 3 x 0 shakhtar donetsk
Weidenfeller, Piszczek, Subotic, Santana e Schmelzer; Gundogan (Sahin), Bender (Kehl), Kuba (Grosskreutz), Götze e Reus; Lewandowski Pyatov, Srna, Kucher, Rakitskiy e Rat; Hubschman, Fernandinho, Alex Teixeira, Mkhitaryan e Taison (Douglas Costa); Luiz Adriano
Técnico: Jürgen Klopp Técnico: Mircea Lucescu
Gols: Felipe Santana, aos 31, e Götze, aos 37 do primeiro tempo; Kuba, aos 13 da segunda etapa
Cartões amarelos: Kucher (Shakhtar)
Estádio: Signal Iduna Park. Data: 05/03/2013. Árbitro: Damir Skomina (ESL)
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