Mundial de Clubes Fifa

Capitão argentino, Wilhelm leva a Bola de Ouro Fifa; Ricardinho é o artilheiro

Por GloboEsporte Cali, Colômbia

Capitão da seleção da Argentina campeã do mundo, Fernando Wilhelm foi contemplado com a Bola de Ouro Fifa logo depois da decisão contra a Rússia, neste sábado, em Cali, na Colômbia. A prata ficou com o brasileiro naturalizado russo, Eder Lima, e o bronze com o iraniano Ahmad Esmaeilpour. O prêmio é dado ao melhor jogador da Copa do Mundo, sempre após o término da competição. Em 2012, quem levou o troféu foi o brasileiro Neto, autor do gol do título do heptacampeonato do Brasil, na Tailândia.

Fernando Wilhelm Argentina Bola de Ouro mundial de futsal (Foto: Getty Images/Fifa)
Eder Lima, Wilhelm e o iraniano Esmaeilpour: os três melhores do Mundial (Foto: Getty Images/Fifa)

Essa foi apenas a segunda vez que um brasileiro não levou a Bola de Ouro desde que a Fifa começou a organizar os Mundiais de Futsal. A outra vez havia sido na primeira edição da Copa do Mundo, em 1989, quando o holandês Victor Hermans levou o prêmio. Desde 1992, o Brasil vem levando todas as premiações individuais de melhor jogador do mundo. Manoel Tobias (1996 e 2000) e Falcão (2004 e 2008) são os recordistas.

Autor de 12 gols no Mundial da Colômbia, Ricardinho levou a Chuteira de Ouro, dada ao artilheiro do torneio. A Luva de Ouro, dada ao melhor goleiro da competição, ficou com o argentino Nicolas Sarmiento, autor de defesas espetaculares na final. Por fim, o Vietnã faturou o prêmio de seleção mais disciplinada da Copa do Mundo 2016. O país asiático foi eliminado pela Rússia nas oitavas de final.

Fernando Wilhelm Argentina campeã mundial de futsal (Foto: Gabriel Aponte/STR/Getty Images)
Fernando Wilhelm ergue o troféu de campeão mundial de futsal (Foto: Gabriel Aponte/STR/Getty Images)

TODOS OS VENCEDORES DA BOLA DE OURO FIFA

1989 – Victor Hermans (Holanda)
1992 – Jorginho (Brasil)
1996 – Manoel Tobias (Brasil)
2000 – Manoel Tobias (Brasil)
2004 – Falcão (Brasil)
2008 – Falcão (Brasil)
2012 – Neto (Brasil)
2016 – Fernando Wilhelm (Argentina)

Barcelona vence o River por 3 a 0 e fatura o Mundial pela terceira vez

Por: Wendell Ferreira

Barcelona é, de novo, o melhor time de futebol do mundo. Com uma atuação incontestável, os catalães bateram o River Plate por 3 a 0 na manhã deste domingo, em Yokohama, no Japão, e conquistaram o Mundial de Clubes pela terceira vez na história do clube.

Relembre os lances da partida

O River Plate começou com uma atitude ousada e marcava a saída de bola do Barcelona. Quando o time espanhol conseguia passar do meio-campo, levava perigo. A primeira grande chance foi aos 10 minutos, quando Iniesta achou Messi na área. O camisa 10 finalizou, mas Barovero fez uma grande defesa.

Sanfrecce vira sobre o time de Felipão e fica em terceiro no Mundial

Apesar do equilíbrio, o Barça era melhor e foi premiado aos 35 minutos. Daniel Alves cruzou, Neymar escorou de cabeça e Messi ajeitou com o braço antes de empurrar para as redes. A arbitragem não viu o toque e validou o lance. 1 a 0. Ainda no primeiro tempo, o time espanhol chegou outra vez. Suárez recebeu na área, mas chutou à direita do gol.

Luiz Zini Pires: o Mundial de Clubes da Fifa perdeu a graça

No início do segundo tempo, o Barcelona matou o jogo logo de cara. O time aproveitou uma saída de bola errada do River, Busquets lançou Suárez no contra-ataque, e o uruguaio bateu na saída de Barovero para ampliar. Já sem chances reais de empatar, o River cedeu espaços. Neymar passou a se destacar na criação de jogadas e levou perigo em alguns lances — seja finalizando ou dando passes para Messi chutar de dentro da área.

O terceiro golpe catalão chegou aos 24 minutos da etapa final. Neymar encontrou Suárez sozinho na área e o camisa 9 cabeceou para o gol. Com o resultado estabelecido, os dois times diminuíram o ritmo nos minutos finais, ainda que o River seguisse buscando, sem sucesso, o gol de honra.

O Barcelona, que já havia sido campeão mundial em 2009 e 2011, chega ao seu terceiro título em um espaço de sete temporadas. Com quatro títulos, a Espanha iguala o Brasil com em número de conquistas desde que o Mundial passou a ser organizado pela Fifa.

FIFA Club World Cup

Classificação final do Mundial:

1. Barcelona

2. River Plate

3. Sanfrecce Hiroshima

4. Guangzhou Evergrande

5. América-MEX

6. Mazembe

7. Auckland City

Com gols brasileiros, Bayern passa pelo Raja sem dificuldades e conquista o Tri

Celso Ishigami – Diario de Pernambuco

Nem todos os brasileiros que participaram do Mundial de Clubes da Fifa voltarão de Marrocos com más recordações. Autores dos primeiros gols da vitória do Bayern sobre o Raja Casablanca, o zagueiro da Seleção Brasileira, Dante, e o naturalizado espanhol, Thiago Alcântara, têm excelentes motivos para comemorar. Com o triunfo, o clube alemão garantiu ingresso ao seleto clube dos maiores vencedores da história dos Mundiais. A equipe de Munique chegou ao seu terceiro título, se igualando a Boca Juniors, Inter de Milão, Nacional do Uruguai, São Paulo, Real Madrid, Peñarol. A liderança segue com o Milan, com quatro conquistas.


Ainda que desfalcados de estrelas como Robben e Schweinsteiger, os alemães sobraram em campo. Diferentemente do que aconteceu com o Atlético-MG, o campeão europeu se impôs desde o início da partida, construindo seu caminho para a vitória sem sobresaltos. Trocando passes com facilidade, o Bayern envolveu o sistema defensivo do Raja Casablanca sem se importar com a festa que a torcida marroquina fazia nas arquibancadas. Os gols saíram de maneira natural. Logo na primeira boa chance, Dante aproveitou o rebote da cobrança de escanteio e teve tranquilidade para dominar, girar e chutar firme na saída do goleiro.

Mantendo a eficaz frieza alemã, o Bayern manteve o padrão de jogo, chegando a beirar os 80% de posse de bola. Aproveitando um espaço na marcação marroquina, o lateral Alaba arrancou pela esquerda, limpou o marcador já perto da linha de fundo e tocou para a entrada da área, nos pés de Thiago Alcântara. O filho do tetracampeão Mazinho bateu firme na bola, deslocando o goleiro e resolvendo o jogo para o campeão da Europa. Ao longo do restante do confronto, o técnico Pep Guardiola fez algumas modificações e observou sua equipe administrar o triunfo até o apito final.

Atlético-MG bate o Guangzhou e diminui "vergonha" no Marrocos

Por Redação PLACAR

Em jogo tenso, o Atlético-MG garantiu o terceiro lugar no Mundial ao vencer o Guangzhou Evergrande, da China, por 3 x 2, neste sábado (21), em Marrakech. O Galo abriu o placar, sofreu a virada, e garantiu a vitória apenas nos acréscimos do segundo tempo, com um jogador a menos.

Na primeira etapa o Galo começou com tudo, e logo aos dois minutos, Diego Tardelli, aproveitando um cruzamento pela direita, marcou 1 x 0. No entanto, o Galo voltou a jogar um futebol ruim e sofreu o empate com gol de um ex-jogador seu. Após bate e rebate na área, Muriqui igualou o placar aos nove.

Para piorar a situação do Atlético, aos 15 minutos, o clube chinês teve um pênalti a seu favor. Conca fez a cobrança, deslocando Victor e virando o jogo. No entanto, no fim do primeiro tempo, Ronaldinho Gaúcho, de falta, deixou o dele, empatando tudo aos 46.

Na segunda etapa o Galo começou mais ofensivo, chegando com perigo em algumas vezes, mas o Guangzhou não se intimidou, e devolveu com ataques perigosos, muitas vezes no contra-ataque. Aos 25, Ronaldinho teve uma chance incrível. Ele recebeu a bola na marca do pênalti, com o goleiro fora do gol. No entanto, Kim Y. tirmou a bola pouco antes da linha do gol.

Aos 41 minutos, Ronaldinho Gaúcho sofreu dura falta e se revoltou com um jogador chinês, agredindo-o com as solas da chuteira. Após esse lance, o ex-melhor do mundo acabou expulso, deixando o Galo com 10. Para piorar, o juiz acabou marcando falta para a equipe chinesa.

Mesmo assim, o Galo foi heróico e, aos 46, Luan marcou o terceiro do Atlético-MG, garantindo a equipe brasileira em terceiro lugar. O lance foi polêmico, já que ficou a dúvida se o atacante brasileiro estava impedido.

Com a vitória, o time brasileiro fecha o ano diminuindo um pouco a vergonha da derrota para o Raja Casablanca, garantindo o terceiro lugar no Mundial de Clubes.

FICHA TÉCNICA

GUANGZHOU EVERGRANDE 2 x 3 ATLÉTICO-MG

Local: Le Grande Stade, em Marrakech (MAR)

Data: 21 de dezembro de 2013, sábado

Horário: 14h30 (de Brasília)

Árbitro: Alireza Faghani (IRN)

Assistentes: Hassan Kamranifar e Reza Sokhandan (ambos do Irã)

Cartões amarelos: (Atlético-MG) Lucas Cândido, Réver (Guangzhou Evergrande) Sun Xiang

Cartão vermelho: (Atlético-MG) Ronaldinho Gaúcho

Gols:

Atlético-MG: Diego Tardelli, com um minuto e Ronaldinho aos 45 do primeiro tempo; Luan, aos 45 minutos do segundo tempo

Guangzhou Evergrande: Muriqui, aos oito e Conca aos 14 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Lucas Cândido (Júnior César); Pierre, Josué (Leandro Donizete), Tardelli e Ronaldinho; Fernandinho e Jô (Luan). Técnico: Cuca

GUANGZHOU: Shuai Li; Zhang Linpeng, Feng Xiaoting, Kim Younggwon e Sun Xiang (Hao Rong); Lin Gao, Zhi Zheng ( Xuri Zhao), Huang Bowen e Conca; Elkeson (Junyan Feng) e Muriqui. Técnico: Marcello Lippi

Para jamais acreditar: Galo perde para o Raja e é eliminado do Mundial

Por Direto de Marrakesh, Marrocos

Para o clube que sempre acreditou, é inacreditável. O Atlético viu seu maior sonho se transformar no maior dos pesadelos nesta quarta-feira. Viu a terra encantada de Marrakesh virar um lugar maldito. Viu tudo ruir: esperança, fé, um lugar na eternidade. Viu o Raja Casablanca, com vitória por 3 a 1, ir à final do Mundial de Clubes e arrebentar com milhões de corações atleticanos – milhares deles presentes no Marrocos. O elenco campeão da Libertadores, histórico, encontra o outro lado da moeda. É uma enorme tragédia. É um dos piores dias, talvez o pior, dos mais de 100 anos de vida do Galo.

Mouhssinelajour gol, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: Reuters)
Iajour comemora o primeiro gol do Raja diante do Atlético, no início do segundo tempo (Foto: Reuters)

Foi uma derrota avassaladora, que remete a 2010, quando o Inter foi eliminado pelo Mazembe, da República Democrática do Congo. O Raja Casablanca saiu na frente, o Galo empatou com Ronaldinho, e aí os africanos fizeram mais dois e levaram ao delírio, a um júbilo histórico, sua apaixonada torcida. O futebol marroquino vive um momento sem igual. É um dia para a posteridade.

Com a vitória, o Raja pega o Bayern de Munique na final. O jogo será no sábado. Sua prévia será a disputa do terceiro lugar, entre o Atlético e o Guangzhou Evergrande, da China.

O mais tenso dos dias

Existem momentos de tensão que são quase físicos, quase palpáveis – de tão fortes, parece ser possível guardá-los numa caixa e levá-los para casa. Os primeiros 45 minutos da fria noite deste 18 de dezembro, em Marrakesh, desafiaram a torcida do Atlético em sua capacidade de controle, de sanidade, até de respiração. Nas chuteiras de um sujeito chamado Moutaouali, o camisa 5 do Raja Casablanca, o Galo viveu suas maiores agonias, testou seus maiores pesadelos. Quase. Duas vezes, ele quase marcou.
Foi assustador. O Atlético jogou mal no primeiro tempo. Caiu na areia movediça da estreia, se enredou nas teias do temor de uma eliminação prévia. Não conseguiu encaixar seu ataque e ainda sofreu horrores em sua defesa – muito mais do que sua torcida queria e previa. A persistência do 0 a 0 foi um alívio.

Desde o começo, o Raja mostrou que se sentia capaz de encarar os brasileiros e seu evidente favoritismo. Os marroquinos foram agressivos, ousados. Não se amedrontaram. E foram crescendo aos poucos, de forma quase imperceptível, até explodir em duas chances claras. Na primeira, aos 35, Moutaouali pegou cruzamento da esquerda e mandou o chute. Victor, beatificado seja, espalmou. Pouco depois, o mesmo jogador recebeu livre pela esquerda e bateu cruzado. Foram os suspiros de todos os atleticanos que fizeram aquela bola sair.

Abdelilah Hafidi e Pierre, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: Reuters)
Pierre se estica para tentar desarmar Hafidi durante a partida (Foto: Reuters)

Ressalve-se, porém, que o Atlético conseguiu ter controle de boa parte do primeiro tempo. Lá pelo 15 minutos, entrou no jogo, tramou jogadas, triangulou, procurou Jô, usou Ronaldinho. E quase marcou também. Fernandinho avançou pela esquerda e acionou Lucas Cândido, que mandou o cruzamento. Jô arremessou o corpo na bola do jeito que deu. Conseguiu desviá-la. Mas ela, maldosa, subiu e decidiu sair. Fernandinho, de novo, em outra chance, em chute cruzado, viu a bola passar rente à trave africana.

A pior das noites

Nada é ruim a ponto de não poder piorar. A lei dos pessimistas açoitou a alma dos atleticanos aos cinco minutos do segundo tempo. Iajour, camisa 20, disparou pela direita. O Atlético sabia que seria atacado por ali. O Atlético sabia que a velocidade era a arma suprema do adversário. E permitiu que o jogador surgisse naquele canto do campo mesmo assim. Ele avançou livre e mandou o chute.

Deve ter durado um segundo, não mais que isso, entre o instante em que o pé de Iajour bate na bola e o momento em que a bola encosta na rede. Mas a contagem de tempo de um pesadelo não conhece relógio. Durou anos, décadas, a vida inteira ver aquela bola engatinhar, passar por Victor e entrar. Incrível: entrar. Inacreditável: entrar.

Simplesmente não podia ser verdade. E era? Para uma torcida que sempre acreditou, que sempre acredita e sempre vai acreditar, não seria aquele apenas mais um elemento de sua eterna trama de reviravoltas? Ronaldinho, mágico, mudou tudo.

Eram 17 minutos. O craque se posicionou para bater falta na beirada da área, mais pro lado esquerdo, enquanto Marcos Rocha era substituído, revoltado, cuspindo marimbondos. E aí lá foi aquela bola, teleguiada, predestinada, cumprir seu destino, beijar o ângulo do Raja.

Gol! Golaço! Golaço de Ronaldinho!

Ronaldinho gol, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: AP)
Ronaldinho comemora o gol de falta, no único momento de alegria atleticana na noite marroquina (Foto: AP)

Era o alívio, era a esperança. Mas ainda faltava um problema a resolver: a péssima atuação do time. Logo depois do gol, o Galo deu sinais de que dominaria a partida. Mas o Raja continuava extremamente perigoso nos contra-ataques, encontrando surpreendentes espaços na zaga brasileira.

Não havia mais unhas a serem roídas. Não havia mais santos aos quais apelar. Tudo era tensão, tudo era agonia. Jô, de cabeça, ameaçou. Fernandinho se tornou mais participativo. Ronaldinho passou a errar passes. E o relógio martelando, martelando, martelando. E o Raja sempre ameaçando. Iajour, da entrada da área, mandou à direita de Victor. Quase outro dele.

O diabo é saber que tudo era apenas preâmbulo para que o pior acontecesse. Iajour adentrou a área e foi ao chão. A arbitragem viu pênalti de Réver nele. Moutaouali bateu. Moutaouali fez. Não era apenas a mais tensa das noites: era a pior das noites.

Mohsine Moutaouali gol penalti, Atlético-MG x Raja Casablanca (Foto: AFP)
Não houve milagre de São Victor capaz de evitar o segundo gol, de Moutaouali, em cobrança de pênalti (Foto: AFP)

Às favas com os minutos finais do jogo, com a luta final do Atlético, com a batalha final pelo empate, que ainda acabou em terceiro gol do Raja, de Mabide, aos 48 minutos do segundo tempo, depois de bola na trave de Moutaouali em toque por cobertura de Victor. O resto é silêncio, é dor, é incredulidade.

Porque é impossível acreditar. A torcida que sempre acreditou agora luta contra o inacreditável.

Atlético estreia no Mundial de Clubes com pensamento de fazer história no Marrocos

Rodrigo Fonseca
Enviado especial ao Marrocos

O Atlético começa nesta quarta-feira a trajetória que pode simbolizar o ápice de sua história. No Grande Estádio de Marrakesh, no Marrocos, o Galo enfrenta o Raja Casablanca, às 17h30 (horário de Brasília), em busca de uma vaga na final do Mundial de Clubes da Fifa. Milhares de atleticanos devem marcar presença na partida diante dos anfitriões.

Classificado às semifinais de forma surpreendente, com vitória por 2 a 1 sobre o Monterrey, o Raja tem na velocidade e na força da torcida as suas principais características. O Superesportes fez uma análise das armas marroquinas. Porém, o clima de paz ganhou um capítulo especial graças às declarações de Vivien Mabide. O volante “apimentou” o jogo após fazer críticas a Ronaldinho Gaúcho, e o meia terá a oportunidade de resposta dentro do campo.

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Para não ser surpreendido como os mexicanos, um dos segredos levados na bagagem atleticana é repetir a intensidade dos jogos na capital Mineira. “A gente vai jogar como se estivéssemos no Independência, no nosso estilo de jogo”, disse Ronaldinho.

Ronaldinho Gaúcho disputará o Mundial pela segunda vez. Em 2006, pelo Barcelona, ele viu o Internacional levar a melhor com gol de Adriano Gabiru. Agora, o craque quer um final diferente, mas, novamente, com um clube brasileiro no alto do pódio.

“A tristeza é grande toda vez que se perde um título importante. Para mim, serve de motivação, para voltar para casa feliz. Eu sei o quanto é ruim vir para uma competição e não conquistá-la”

Procurado por uma equipe chinesa, o técnico Cuca pode ter esses dois jogos no Marrocos para se despedir do Atlético. Ele ainda não confirmou se deixará o Galo, mas os valores oferecidos pelo Shandong Luneng são expressivos. Contudo, no que se refere ao time alvinegro não há dúvidas. O Galo estará em campo com Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Lucas Cândido; Pierre, Josué; Diego Tardelli, Ronaldinho e Fernandinho; Jô.

Se avançar à final, o Atlético terá pela frente o Bayern de Munique, que venceu o Guangzhou Evergrande, por 3 a 0, nessa terça. Assim como foi na conquista da Copa Libertadores, que carimbou o passaporte do Galo no Mundial, os atleticanos confiam no lema “Eu acredito” para levar o nome do clube ao topo do futebol no planeta.

Raja Casablanca x Atlético

Raja Casablanca
Askri; El Hachimi, Adil Karrouchy, Mohamed Oulhaj e Benlamalem; Erraki, Guehi, Chtibi e Moutaouali; Iajour e Hafidi. Técnico: Nabil Maaloul.

Atlético
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Lucas Cândido; Pierre, Josué; Tardelli, Ronaldinho e Fernandinho; Jô. Técnico: Cuca

Motivo: semifinal do Mundial de Clubes
Estádio:
 Grande Estádio de Marrakesh
Data:
 18 de dezembro de 2013, às 17h30 (Horário de Brasília)
Árbitro:
 Carlos Velasco Carballo
Assistentes: 
Roberto Alonso Fernandez e Juan Carlos Yuste Jimenez

Bayern a um passo de conquistar o mundo

Depois de dominar a Alemanha e a Europa, o Bayern de Munique está a uma vitória conquistar o mundo. Sem qualquer dificuldade, a equipe bávara nem precisou se esforçar na estreia da Copa do Mundo de Clubes da FIFA para derrotar o Guangzhou Evergrande, campeão asiático, por 3 a 0, na semifinal disputada em Agadir. Agora, resta uma partida para fechar um ano quase perfeito, contra o vencedor de Atlético Mineiro e Raja Casablanca, que jogam nesta quarta.

De todos os campeonatos que disputou, o Bayern faturou quatro – Campeonato Alemão, Copa daAlemanha, UEFA Champions League e Supercopa da Europa –, perdeu apenas um – Supercopa daAlemanha – e vem quebrando novamente recordes na nova temporada, agora com Pep Guardiola, que pode no próximo sábado se tornar tricampeão do Mundial da FIFA, após os títulos de 2009 e 2011 com o Barcelona.

E justamente por já ter vivido esta experiência no torneio, Guardiola não quis dar espaço para surpresas, colocando em campo contra os chineses uma equipe praticamente titular, apenas com nomes como Dante e Thomas Mueller no banco. Com a bola rolando, o ataque liderado por Franck Ribéry e Mario Götze sufocou o modesto Guangzhou desde o início, obrigando os chineses a defender muitas vezes com cinco ou seis jogadores dentro da área.

As chance, então, foram se acumulando a partir dos 15 minutos, quando a defesa chinesa já parecia perdida com a movimentação alemã. Thiago foi o primeiro a quase marcar, acertando a trave após um cruzamento de Rafinha.

A pressão aumentaria quando Toni Kroos tabelou com Götze e também disparou no travessão e deu enfim resultado aos 40 minutos, quando Ribéry pegou a sobra na área e mandou para o gol, contando com a ajuda de Cheng Zeng. Ainda caberia um antes do intervalo, e foi Mario Mandzukic que marcou, de cabeça, após belo cruzamento de Thiago da direita.

Do outro lado, o Guangzhou pouco aparecia no ataque, com o trio Conca, Elkeson e Muriqui sendo facilmente dominado pela defesa. E mesmo quando houve pequeno espaço, Muriqui não aproveitou, perdendo uma boa chance em arrancada logo no início do segundo tempo. Pior ainda, com a bola de volta ao Bayern, Götze acertou um lindo chute no ângulo e praticamente definiu a vitória.

Com quase um tempo inteiro ainda por jogar, o Bayern seguiu no ataque, mas já sem o mesmo ímpeto. Ribéry ainda acertou a trave pela terceira vez, Götze quase aumentou em duas oportunidades, mas já não era mais preciso. Guardiola então fez alterações, colocou Javi Martinez, Shaqiri e Claudio Pizarro, enquanto a equipe tinha 70% de posse de bola e superava os 25 chutes ao gol. O Bayern poupou energia, mas, a um passo de conquistar o mundo, promete acelerar o ritmo na final.

Fifa.com

Raja Casablanca 2×1 Auckland City "Fotos"

No que depender do jogo de abertura, o Mundial de Clubes de 2013 terá a sua cota de emoção garantida. Com direito a um gol aos 47 minutos do segundo tempo, o Raja Casablanca fez valer da força de sua talvez inigualável torcida para derrotar o Auckland City, por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Stade Adrar, em Agadir, e avançar às quartas de final do torneio no Marrocos, sua casa. Hafidi, que entrou na etapa final, foi o responsável pela explosão nas arquibancadas ao marcar o gol salvador. Iajour havia aberto o placar aos 38 do primeiro tempo. Krishna, num lance de trapalhada da defesa do Raja, chegou a dar esperanças aos neozelandeses.

Fotos Super Esportes – BH

Festa sem fim: Raja faz aos 47, explode torcida e pega Monterrey

Por Direto de Agadir, no Marrocos

No que depender do jogo de abertura, o Mundial de Clubes de 2013 terá a sua cota de emoção garantida. Com direito a um gol aos 47 minutos do segundo tempo, o Raja Casablanca fez valer da força de sua talvez inigualável torcida para derrotar o Auckland City, por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Stade Adrar, em Agadir, e avançar às quartas de final do torneio no Marrocos, sua casa. Hafidi, que entrou na etapa final, foi o responsável pela explosão nas arquibancadas ao marcar o gol salvador. Iajour havia aberto o placar aos 38 do primeiro tempo. Krishna, num lance de trapalhada da defesa do Raja, chegou a dar esperanças aos neozelandeses.

Cabe ressaltar que independente do resultado de sábado, diante do Monterrey, às 17h30m (de Brasília), também em Agadir, a noite deste 11 de dezembro já está eternizada. De uma belíssima festa com mosaico antes do apito inicial até o fim da partida, o que se viu nas arquibancadas foi uma demonstração ímpar de paixão. A torcida do Raja conseguiu empurrar o seu limitado, porém guerreiro time, a um triunfo que só saiu nos instantes derradeiros. Com milhares de fãs na cidade, a tendência é que a noite se arraste em comemorações.

Se surpreender os mexicanos, o Raja será o rival do Atlético-MG pela semifinal do dia 18 de dezembro, já em Marrakesh. Do outro lado da chave, Guangzhou Evergrande, da China, e Al Ahly, do Egito, definirão também no sábado, mas às 14h (de Brasília), quem será o adversário do Bayern de Munique. Esta semifinal acontecerá na terça, dia 17, na despedida de Agadir da competição.

Daniel Koprivcic e Abdelilah Hafidi, Raja Casablanca x Auckland City (Foto: AP)
Abdelilah Hafidi (dir.) fez o gol da vitória do Raja Casablanca (Foto: AP)

Uma torcida que dá aula

Sete horas de carro ou, aos que têm poder aquisitivo, uma hora de avião, separam Casablanca, norte do Marrocos, de Agadir, cidade litorânea colada ao Atlântico. Mas não havia dúvidas desde cedo que o Raja jogaria em casa. Camisas verdes começaram a brotar já nos pontos mais turísticos da cidade e foram levadas ao Stade Adrar, palco da abertura do Mundial de Clubes. Como um ato religioso, lá estavam elas espalhadas pelas arquibancadas que levavam a mesma cor.

O Raja definitivamente jogava com 12. Sua torcida foi recentemente eleita pelo site francês “So Foot” a quarta mais vibrante de todo o planeta, atrás apenas de Boca Juniors (Argentina), Borussia Dortmund (Alemanha) e Celtic (Escócia). Do lado direito das cabines de imprensa, onde estavam localizados os ultras, não havia uma alma quieta. Dezenas sequer percebiam o frio do anoitecer e permaneceram sem camisa. Pulavam e impulsionavam o restante com qualquer roubada de bola.

Como o debate sobre o quão influente é a participação dos torcedores numa partida de futebol ainda persiste, vamos aos fatos. O Raja, atual campeão marroquino, faz campanha aquém das expectativas no campeonato que se iniciou em agosto: é o oitavo após 11 jogos. Na última semana, os maus resultados ocasionaram a troca de treinador (o tunisiano Faouzi Benzarti assumiu no lugar de Mohamed Fakhir).

Raja Casablanca x Auckland City (Foto: Victor Canedo)
Torcida do Raja Casablanca é considerada a mais vibrante do continente africano (Foto: Victor Canedo)

 Vitória parcial do Raja

Talvez tenha sido o empurrão motivacional que os marroquinos precisavam. Ou o que prevaleceu mesmo no primeiro tempo foi a fragilidade dos neozelandeses. Em campo, relativa superioridade dos donos da casa, que finalizaram em 11 oportunidades – contra duas de seus rivais. Numa delas saiu o único gol, marcado por Iajour, após belo passe de Karrouchy, aos 38 minutos. O chute cruzado no canto esquerdo venceu o goleiro Williams, que já havia impedido o próprio Iajour de abrir o placar momentos antes após ótimo passe de Moutaouali, o destaque do time.

Para não dizer que o Auckland nada fez, houve um lance que poderia ter sido capital aos 45 minutos. Dickinson e Cristobal foram derrubados no mesmo lance – o segundo já estava dentro da área. O árbitro Bakary Gassama, da Gâmbia, preferiu ignorar.

Vaga é de Marrocos

Parecia mais do mesmo a etapa final. Com a marcação adiantada, o Raja criou oportunidades que poderiam ter se transformado em vantagem. Aos três e seis minutos, Karrouchy e Moutaouali quase comemoraram. A bola do camisa 5, inclusive, explodiu na trave.

A partir de então, o Auckland mostrou uma faceta mais organizada. Não que isso signifique lá muita coisa. Apenas o suficiente para também conseguir assustar o gol adversário, quando uma jogada ensaiada aos 13 quase resultou em gol. Todo o mérito da defesa do Raja no lance foi por água abaixo quando um lance de trapalhões entre Oulhaj e Benlamalem deixou Krishna livre para empatar.

O gol esmoreceu o Raja, que por alguns instantes parecia estar abatido, mas não sua torcida, pulsante, vibrante ou qualquer adjetivo semelhante. Na base da raça, os marroquinos passaram o fim do jogo todo no campo de ataque. E chegaram à merecida vitória graças a seu melhor jogador: aos 47, Moutaouali ignorou falta duríssima e achou Karrouchy, que cruzou fechado. Erraki apareceu para cabecear, mas Williams fez grande defesa. Ele só não conseguiu impedir que o rebote de Hafidi estufasse as redes, para a explosão do Stade Adrar.