Natação

Daniel Dias é ouro e leva 16ª medalha: “Nunca senti uma emoção dessa”

Por Gabriele Lomba e Lydia Gismondi Rio de Janeiro

A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do país venceu com sobras – uma diferença de pouco mais de 11s – a final dos 200m livre (categoria S5), nesta quinta-feira, conquistando o tetracampeonato. O astro de 28 anos, que levantou a torcida no Estádio Aquático, ainda disputa outras oito provas ao longo da competição, com chance de chegar a incrível marca de 24 medalhas.

Ítalo Pereira é bronze nos 100m costas

Por Gabriele Lomba e Lydia Gismondi Rio de Janeiro

O primeiro dia da natação brasileira nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 não ficou marcado apenas pelo ouro do astro Daniel Dias. Aos 20 anos, Ítalo Pereira também subiu ao pódio do Estádio Aquático na noite desta quinta-feira. Foi terceiro lugar na final dos 100m costas, categoria S7. Bronze com jeito de ouro para fechar a noite: torcida barulhenta e muita comemoração.

Italo completou a prova em 1m12s48. O ouro ficou com o ucraniano Ievgenii Bogodaiko (1m10s55), e a prata foi para o britânico Jonathan Fox (1m10s78).

Com 19º ouro, Michael Phelps passa a Argentina em toda a história olímpica e encosta no Brasil

Alexandre Botão /Correio Braziliense

Rio – Quem ficou no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, no Rio, até o fim da noite de domingo (7/8), para assistir ao revezamento brasileiro no 4x100m livre conquistar um honroso 5º lugar, também viu um pouquinho de história sendo escrita. O norte-americano Michael Phelps, integrante do time dos Estados Unidos na mesma prova, foi determinante para a vitória da sua equipe e subiu ao pódio pela 23ª vez em uma Olimpíada.

A medalha de ouro no revezamento, a 19ª da carreira do nadador americano, faz ressurgir o clichê da brincadeira “se Phelps fosse um país”, que normalmente estabelece uma comparação injusta entre um fora de série de uma modalidade que normalmente dá muitas medalhas, a natação, contra nações que penam no desenvolvimento esportivo. Ainda assim, de forma lúdica apenas, se levássemos adiante a história de que Phelps pudesse ser um país, na noite de domingo, ele teria ultrapassado Argentina e Áustria na classificação histórica de medalhas em todos os tempos.phelps3

O atleta americano chegou a 19 ouros, duas pratas e dois bronzes, deixando as duas nações, com 18 ouros cada, para trás. Mais que isso, Phelps já estaria no encalço do Brasil. O país que sedia os Jogos do Rio ganhou, em todos os tempos, 23 medalhas de ouro. Como o nadador ainda disputa mais cinco provas, poderia chegar a 24 ouros – embora seja muito improvável – e ultrapassar todas as delegações brasileiras da história.

Hoje, o tal “país” Michael Phelps estaria na 40ª colocação do ranking geral de todas as edições olímpicas, o Brasil, ocupa a 37ª. O atleta dos EUA se encontra à frente de Áustria, Argentina, República Tcheca, México e Portugal.

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).

Náutico joga pela sobrevivência contra o Paysandu

Autor: Wladmir Paulino

Foto: André Nery/JC Imagem

Faltam 12 rodadas para acabar o Campeonato Brasileiro da Série B e o Náutico está a oito pontos do grupo de acesso na 9ª colocação. Uma situação que deixou a maioria da torcida alvirrubra desanimada com o time. Já o técnico Gilmar Dal Pozzo e o seus seus comandados ainda estão com a esperança de entrar no G4 e tratam o confronto com o Paysandu neste sábado (19), no Mangueirão , às 16h30, pela 27ª rodada, como o jogo do ano.

O time paraense está voando na Série B. Na 2ª colocação, com 47 pontos, a equipe do técnico Dado Cavalcanti não perde há nove rodadas. A última derrota do Paysandu foi contra o Criciúma na 18ª rodada. Uma boa partida para o Náutico sentir novamente o gosto da vitória, já que a última vitória alvirrubra foi contra o Boa Esporte pela 21ª rodada.

O zagueiro Fabiano Eller, os volantes João Ananias e William Magrão e os meias Patrick Vieira e Hiltinho continuam no departamento médico e não enfrentam o Papão da Curuzu. A boa notícia para treinador alvirrubro é o retorno do lateral direito Guilherme, que estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo e marcou o gol alvirrubro na estreia com derrota por 2×1 do técnico Dal Pozzo diante do América-MG.

O meia Guilherme Biteco vive a expectativa de começar a próxima partida no time titular depois da boa atuação no empate em 1×1 com o Atlético-GO. Apesar de só divulgar a escalação momentos antes da partida, a expectativa é que o técnico mantenha a base da equipe do último jogo.

PAYSANDU

Além da boa campanha na série B, o Paysandu tem como destaque a defesa que só levou vinte e quatro gols em vinte e seis jogos. O ponto negativo do time paraense é a grande quantidade de jogadores que estão no departamento médico. O volante Augusto Recife, o meia Valdívia e os Misael, Leandro Cearense e Wellington Júnior estão vetados do jogo contra o Náutico.

FICHA TÉCNICA

PAYSANDU

Emerson; Yago Picachu, Thiago Martins, Gualberto, João Lucas; Gilson, Jhonnathan, Carlos Alberto, Roni; Léo Melo e Betinho. Técnico: Dado Cavalcanti

NÁUTICO

Júlio César; Guilherme, Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Gastón; Jackson Caucaia, Marino, Biteco, Bruno Alves; Douglas e Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Local: Estádio do Mangueirão (Belém-PA). Horário: 16h30. Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Flávio Gomes Barroca (RN).

Pernambucana Etiene Medeiros bate recorde e leva 1º ouro feminino em mundial para o Brasil

 Redação Superesportes /Diario de Pernambuco

A pernambucana Etiene Medeiros fez história. Aos 23 anos, a recifense foi a primeira brasileira da história a conquistar uma medalha para o Brasil em Campeonatos Mundiais. E ela ainda ficou justamente no lugar mais alto do pódio. Etiene venceu a prova dos 50m costas, no início da tarde deste domingo, e ficou com a medalha de ouro da competição disputada em Doha, no Catar. De quebra, a maior nadadora brasileira da atualidade ainda quebrou o recorde mundial com o tempo de 25s67.

O recorde anterior da prova pertencia à croata Sanja Jovanovic, que em 2009 havia feito o tempo de 25s70. Etiene já havia conquistado a medalha de bronze na competição, porém em provas de revezamentos mistos (com equipes incluindo homens e mulheres).

“Não sei nem o que falar. É muito esforço para estar aqui. Eu estava muito nervosa. As pessoas criam expectativa, e você tem que aprender a lidar com a pressão. Acho que tenho muito a agradecer a todo mundo. Minha família está toda aqui na arquibancada”, disse a pernambucana em entrevista ao canal de televisão fechada SporTV.

"Para se divertir", Phelps volta a competir e cria expectativa para 2016

Por Mesa, Arizona, Estados Unidos

O técnico Bob Bowman não quer alarde. Defende o argumento de que Michael Phelps apenas “gosta de treinar” e quer voltar a “se divertir” nas piscinas. Modéstia e cautela do treinador à parte, a verdade é que o retorno do maior atleta olímpico da história promete movimentar o mundo da natação. Adversários, colegas, críticos, torcedores… Ninguém é capaz de ficar indiferente com a possível participação do atleta dono de 22 medalhas olímpicas nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Prova disso é que os ingressos para o Grand Prix de Mesa, no Arizona, nos Estados Unidos, esgotaram rapidamente. Todo mundo quer ver nesta quinta e sexta-feira o que o fenômeno ainda tem a oferecer, mesmo depois de quase dois anos afastado das piscinas.

– Estou fazendo isso por mim. Se eu não fizer tanto sucesso como vocês acham que eu deveria, e manchar minha carreira, essa é a opinião de vocês. Eu gosto de estar nas piscinas, gosto de competir e me divirto com o que estou fazendo – disse Phelps, em entrevista coletiva na quarta-feira.

Michael Phelps recebe troféu de maior atleta olímpico (Foto: AP)
Michael Phelps recebendo o troféu de maior atleta olímpico da história (Foto: AP)

As seis medalhas, sendo quatro de ouro, nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 garantiram a despedida perfeita do maior atleta de todos os tempos. A aposentadoria depois da competição da Inglaterra foi planejada e anunciada por Michael Phelps com bastante antecedência. O americano de 28 anos nunca titubeou ao ser questionado sobre uma possível volta. Dizia sempre que já tinha encerrado seu ciclo nas piscinas e que queria encarar outros projetos, aceitar novos desafios.

Phelps em visita na Rocinha  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Phelps em visita no Complexo da Rocinha, em 2013 (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Nos últimos 19 meses, de fato, pôde fazer coisas que nunca teve tempo antes. Passou a aproveitar mais a vida, frequentar festas, namorar, viajar pelo mundo… Mas nem sempre a passeio. O americano também cumpriu muitos compromissos de patrocinadores em diversos países e divulgou a fundação que leva o seu nome. Neste tempo, esteve duas vezes no Rio de Janeiro. Participou da entrega do Prêmio Laureus e conheceu projetos de comunidades carentes em 2013.

Os burburinhos sobre uma possível volta, no entanto, começaram ainda em 2013. O discurso, antes firme, ganhou algumas brechas. Aos poucos, Phelps passou a deixar no ar um improvável, mas não impossível retorno às competições. A expectativa cresceu com a notícia de que o americano havia voltado a treinar e estava sendo monitorado novamente pelo controle antidoping do seu país. No dia 15 de março deste ano, o nadador já estava apto a competir novamente pelas regras americanas e, um mês depois disso, seu retorno foi, enfim, confirmado.

– Acho que ele está indo para testar um pouco a água e ver como será a experiência. Ainda não diria que é um retorno pleno. Desde setembro ele está recuperando a forma para competir e não passar vergonha. Phelps gosta de estar em forma e de treinar. Acho que é mais para se divertir – comentou o treinador, que prefere ainda não falar sobre futuro do nadador.

Michael Phleps Arizona (Foto: Getty Images)
Michael Phleps nadará os 100m borboleta no Grand Prix de Mesa (Foto: Getty Images)

A diversão começa nesta quinta-feira. Phelps está inscrito nas provas do 50m e 100m livre e nos 100m borboleta. Primeiro, ele encara os 100m borboleta, prova na qual é tricampeão olímpico, na quinta. Mas descartou participar dos 100m livre. Na sexta, o americano tem pela frente os 50m livre, mas afirmou durante a coletiva de imprensa desta quarta que sua participação dependerá do desempenho nos 100m borboleta. As eliminatórias acontecem sempre a partir das 13h (horário de Brasília), enquanto as finais são no mesmo dia, a partir das 21h.

– Ninguém está me forçando a fazer isso ou aquilo. Eu quero estar de volta na água. Bob e eu podemos fazer qualquer coisa que nós colocarmos nas nossas mentes. Isso é o que fizemos no passado. Estou ansioso para ver onde esta estrada me leva – comentou Phelps.

Além de Michael Phelps, a quarta etapa do Circuito de Grand Prix dos EUA terá a participação de outros fortes nomes do país, como Ryan Lochte e Katie Ledecky. É o retorno do fenômeno das piscinas, no entanto, que o público está ansioso para ver. Desde que foi anunciada sua participação na competição, a procura por ingressos foi enorme. Faltando ainda oito dias para o evento, as entradas já tinham se esgotado.

Info MEDALHAS Phelps (Foto: Infoesporte)

Cielo faz o melhor tempo do mundo no ano nos 50m livre

Seja na França, nos Estados Unidos, na Rússia ou na Austrália, o recado se não chegou está a caminho: os dois homens mais rápidos do mundo nas piscinas são do Brasil. Nesta quarta-feira, Cesar Cielo e Bruno Fratus fizeram os dois melhores tempos de 2014 para serem, respectivamente, ouro e prata na prova dos 50 metros livre no Troféu Maria Lenk, disputado no Parque Aquático do Ibirapuera, em São Paulo.

Cielo, pelo Minas, venceu com 21s39, enquanto Fratus, nadando pelo Pinheiros, completou a prova em 21s45. De longe, deixaram para trás o norte-americano Eamon Sullivan (21s65), o francês Florent Manaudou (21s70) e o australiano James Magnussen (21s77). Dos principais nadadores do mundo, só Vladimir Morozov, da Rússia, ainda não nadou “raspado” – como os nadadores chamam a preparação específica para uma prova.

Após completarem a prova e verem seus tempos, Cielo e Fratus se abraçaram como dois amigos que alcançam um feito juntos. “Os tempos falam mais do que qualquer coisa. Fazer primeiro e segundo tempos do mundo do jeito que foram… Se fosse o Mundial eu seria ouro e o Bruno empatado em segundo. Não há mensagem melhor que essa”, comentou Cielo, depois da prova.

Derrotado no Open, no fim do ano passado, mas campeão do Maria Lenk agora, o recordista olímpico nega qualquer rivalidade com Fratus, que hoje treina na Universidade de Auburn, que formou Cielo. A disputa entre os dois é apenas nas piscinas.

“Tem rivalidade dentro da piscina com todos do bolinho: Manaudou Morozov, Magnuessen. Todo mundo é profissional. É uma competição saudável, os dois estão satisfeitos com o que a gente fez. Todo mundo quer ganhar a prova, mas mais importante é ganhar bem. A gente quer mandar uma mensagem para o mundo: 2016 está chegando a gente está ficando cada vez melhor”, disse Cielo.

O recordista olímpico, que havia vencido o Mundial com 21s32 no ano passado, comemorou nadar pela terceira vez sem trajes tecnológicos na casa de 21s3: “Agora é começar a nadar cada vez mais para 21s3, ficar confortável nesse 21s3, não achar que foi um momento de sorte. Dá para fazer toda hora, então dá bastante confiança.”

Fonte: Agência Estado

Thiago Pereira é campeão no Maria Lenk pela 30ª vez

Se o critério for o ranking mundial dos 400 metros medley no masculino, Thiago Pereira não fez uma boa prova na final do Troféu Maria Lenk, nesta quarta-feira, no Parque Aquático do Ibirapuera, em São Paulo. Afinal, o tempo de 4min15s45 é correspondente apenas ao 10º do ano na prova em 2014. Mas o ouro obtido pelo atleta do Minas teve um gosto especial: foi a 30ª vitória dele no Maria Lenk, a 12ª seguida nesta prova.

“Foi uma novidade que fiquei sabendo hoje. Minha 30ª vitória, é um dado que eu não sabia. Pelo que entendi, me tornei o maior vencedor que está na ativa. Estou bastante feliz. Desde que entrei na seleção, desde que estou nessa fase competitiva estou sempre me mantendo em alto nível. São mais de 10 anos de seleção cada vez me sentindo mais jovem”, comentou Thiago, que completou 28 anos em janeiro.

Apesar do foco estar nas provas de 200 e 400 metros medley, nas quais ganhou medalha de bronze no Mundial do ano passado, Thiago Pereira quer voltar a ser aquele atleta que nadava diferentes provas: 200 e 100 metros costas, 200 metros peito, 100 e 200 metros borboleta, 400 metros livre.

“Continuo nadando várias provas, com o programa carregado para mim. Quero fazer um volume grande e ir afunilando. Pegar muitas competições esse ano e a partir do ano que vem diminuir pelo meu foco. Vamos ver até onde meu corpo vai aguentar essa quantidade de prova, mas tenho me sentido cada vez melhor”, afirmou.

Com o tempo desta quarta-feira, Thiago se garantiu no Pan-Pacífico, que será em agosto, na Austrália. Antes, vai nadar o Meeting de Charlotte, nos Estados Unidos, onde deverá encontrar seus principais rivais: o japonês Kosuke Hagino, o norte-americano Ryan Lochte e, quem sabe, Michael Phelps, que volta à natação competitiva nesta quinta-feira.

No Maria Lenk, ele já ganhou ouro nos 100 metros borboleta e prata nos 100 metros costas e é favorito nos 200 metros medley. Como há um limite de quatro provas por atleta na competição, Pereira nadará os 200m costas e 200m borboleta apenas em observação, sem contar pontos para o clube e sem poder disputar finais. Em Charlotte, deverá acrescentar ao programa os 400m livre e os 200m peito.

Fonte: Agência Estado

Sport e Náutico iniciam disputa pelo título do Pernambucano nesta quarta-feira

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Autor: Thiago Wagner

Agora vale título. Quando Sport e Náutico entrarem em campo na noite desta quarta-feira, às 22h, mais do que a centenária rivalidade estará em jogo. A taça do Pernambucano começa a ser disputada em um duelo de 180 minutos. O primeiro jogo será na Ilha do Retiro, enquanto a volta será na Arena Pernambuco, na semana que vem. Ao vencedor do confronto, a glória de colocar mais um troféu na história. Esta será o 17º final do Estadual entre as duas equipes. O Leão tem a vantagem no retrospecto com 10 títulos contra seis do Timbu. No ano, porém, os alvirrubros estão levando a melhor com três vitórias e apenas um derrota.

Pelo lado do Sport haja fôlego para aguentar as decisões que o time está enfrentando neste mês de abril. Até agora foram duas partidas pelas semifinais do Pernambucano e mais duas pela decisão da Copa do Nordeste. Agora pela frente, a final diante do Alvirrubro. Para este duelo, o time não tem nenhuma baixa para o clássico, e só não chega a ter 100 por cento do elenco à disposição, porque o volante Anderson Pedra ainda se recupera da cirurgia no joelho, mas a sua volta está cada vez mais perto. Ter praticamente todo time apto a jogar é um privilégio para Eduardo Baptista, como também o resultado de um planejamento bem preparado no início da temporada, quando ainda era o preparador físico do clube. “Estou feliz pelo planejamento que fizemos no início da temporada e agora está dando certo. Sabíamos que seria difícil por conta dos campeonatos que iríamos disputar, por isso, méritos de todos por ter chegado aqui com 99 por cento dos jogadores para utilizar nesta final”, comentou.

Eduardo Baptista tem dúvidas no ataque. Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

Eduardo Baptista tem dúvidas no ataque. Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

Apesar de ter todo o elenco à disposição, o técnico rubro-negro não definiu o time. A interrogação é saber quem entra no setor esquerdo de ataque. Com a volta de Ananias, ele terá que decidir se fica com o recém-recuperado ou se mantém Wendel na vaga. Quem também corre por fora é Renan Oliveira, que caso seja o dono da vaga, deixará a equipe com maior poder de criação no meio de campo. “O Ananias é importante, está voltando de lesão. Mas também temos o Renan e o Wendel que vem fazendo muito bem a função. Essa é a minha dúvida para o jogo”, declarou Baptista. No mais o time será o mesmo que atuou contra o Santa Cruz.

O Náutico está engasgado na garganta dos rubro-negros por causa da vantagem nos confrontos diretos neste ano. Além disso, há na memória as duas derrotas em casa. Como o primeiro jogo da final será na Ilha do Retiro, todo cuidado é pouco para não repetir o terceiro jogo sem vitória no próprio domínio. “Temos que mudar algumas coisas que erramos nas outras duas vezes. É uma final onde todos querem o título por isso vamos nos entregar bastante para vencer”, afirmou o lateral-direito Patric.

Quem também aclama por mudança de atitude em campo é o volante Ewerton Páscoa, que afirmou que o time está com o sinal de alerta ligado por conta dos dois trunfos do rival na casa leonina. “Claro que liga o sinal de alerta contra o Náutico, éramos os favoritos nos dois jogos mas eles conseguiram acertar na estratégia e venceram. Acredito que mais uma vez vão jogar por uma bola, mas vamos tentar mudar essa história. Não podemos de jeito nenhum perder mais uma vez na Ilha”, falou.

Se os leoninos estão se apegando ao retrospecto para ficarem mais atentos, os alvirrubros preferem esquecer os confrontos anteriores para não se acomodarem na grande final. Para os jogadores e comissão técnica do Náutico, o passado não interessa mais. “Estatística serve para torcida e imprensa. Cada jogo é um jogo. Se for pensar em estatística, melhor ficar em casa”, mandou o técnico Lisca.

Lisca não confirmou o time.Foto: Guga Matos/JC Imagem

Lisca não confirmou o time.Foto: Guga Matos/JC Imagem

Assim como Sport, o Timbu não está confirmado para o jogo desta quarta. Lisca comandou treino secreto nesta terça-feira e deixou no ar o mistério sobre a equipe titular. O certo é que ele não poderá contar com o volante Elicarlos e os atacantes Marinho e Rodrigo Careca. Todos foram descartados pelo treinador por conta de problemas médicos ou físicos. Vale lembrar que o técnico alvirrubro já não pode contar com o zagueiro Luiz Alberto e o meia Pedro Carmona, lesionados seriamente durante a temporada.

Tendo que quebrar a cabeça para armar o time, Lisca comemora o retorno do meia Marcos Vinícius, que está recuperado de lesão. Ele é a grande esperança do comandante do Timbu para dar mais criatividade ao meio de campo. Além disso, Marcos tem estrela já que decidiu um clássico contra o Sport neste ano. Marcou o gol da vitória no último jogo da primeira fase do Pernambucano. Dependendo de como Lisca posicionar o meia, pode surpreender o treinador rubro-negro.

Além de se preocupar com a armação do seu time, o técnico alvirrubro está atento à montagem do Sport e quer evitar sofrer com a pressão do adversário, principalmente nos minutos iniciais. “Sport é muito forte pelos lados. Além disso, tem o Mancha que sobe muito junto com o Páscoa. Foram campeões da Copa do Nordeste e temos respeitar”.

FICHA DA PARTIDA – SPORT X NÁUTICO

Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Ewerton Páscoa e Aílton; Wendel (Renan Oliveira ou Ananias), Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Náutico: Alessandro; Jackson, Flávio, Leonardo e Rai; Dê, Yuri, Zé Mário, Marcos Vinícius e Paulo Júnior (Leleu); Marcelinho (Paulo Júnior). Técnico: Lisca.

Pernambucano (final). Local: Ilha do Retiro. Horário: quarta-feira (16), às 22h. Árbitro: Wilton Sampaio (DF). Assistentes: Elan Vieira de Souza e Wlademir de Souza Lins (ambos de PE).