Saúde & Tecnologia

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

euatleta respiração (Foto: Getty Images)
Consumo máximo de oxigênio, ou VO2 máximo, representa a capacidade aeróbica de um indivíduo (Foto: Getty Images)

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

Esportes que mais gastam calorias: conheça o MET, seu aliado na dieta

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

euatleta falta de ar (Foto: Getty Images)
Pessoas com falta de ar ou cansaço durante o exercício devem fazer o teste cardiopulmonar (Foto: Getty Images)

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

euatleta personal (Foto: Getty Images)
Teste cardiopulmonar serve também para definir o treino de acordo com as necessidades de cada indivíduo (Foto: Getty Images)

 Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

GEL DE CARBOIDRATO, COMO FUNCIONA, PORQUE E COMO USAR

O Gel de Carboidrato é um suplemento no formato de sachê utilizado para fornecer energia durante o exercício e ajuda a promover a recuperação.

O consumo de Gel de Carboidrato se tornou muito popular entre os atletas durante corridas mais longas como meias maratonas e maratonas. Isto ocorreu desde que a nutrição esportiva passou a compreender especificamente como o glicogênio é usado junto com o funcionamento dos músculos.

Neste artigo vamos descrever como o gel de carboidrato funciona e ajudá-lo a entender quando e com que frequência você deve utilizar o gel de carboidrato para garantir o máximo desempenho e abastecimento ideal no dia da corrida.

COMO FUNCIONA O GEL DE CARBOIDRATO

Seu corpo utiliza duas fontes primárias de combustível para alimentar os músculos quando você está praticando algum tipo de atividade esportiva – Gordura e Carboidratos.

A gordura é um recurso abundante para ser transformado em energia, o problema é que a conversão da gordura em energia ocorre muito lentamente, tornando-se uma fonte de combustível ineficaz.

Portanto, seu corpo depende de carboidratos como fonte primária de combustível nos treinos. Geralmente, quanto mais rápido você corre, maior a porcentagem de seu combustível virá de carboidratos.

O problema com o carboidrato é que só pode armazenar uma quantidade limitada em nossos músculos. É ai que entra o Gel de Carboidrato!

POR QUE USAR GEL DE CARBOIDRATO?

Em síntese, o gel de carboidrato ajudar a repor o glicogênio e calorias que você está queimando em treinos fortes e longos. O consumo de carboidratos de rápida absorção durante a corrida fornece glicose e permite a continuidade da atividade, retardando a fadiga.

QUANDO USAR GEL DE CARBOIDRATO?

Cada pessoa absorve e processa os carboidratos de forma diferente – alguns podem sentir o efeito dentro de três minutos, enquanto outros podem levar até 15 minutos.

A sugestão de alguns nutricionistas é tomar o seu primeiro gel em por volta de 45 a 60 minutos, dependendo de quão bem você reage ao gel no treino.

QUANTAS VEZES TOMAR O GEL DE CARBOIDRATO?

As marcas de Gel de Carboidrato possuem concentrações variadas de carboidratos, vitaminas e minerais. Alguns também contém cafeína, que é um estimulante energético.

Sempre tome o gel de carboidrato com água, nunca sozinho e nunca com uma bebida esportiva. Sem água, o gel de carboidrato levará mais tempo para digerir e entrar na corrente sanguínea.

Se você tomar um gel de carboidrato com uma bebida esportiva, você corre o risco de ingerir muito açúcar simples ao mesmo tempo.

Os efeitos podem variar conforme a dieta. Se ela for balanceada, os resultados serão melhores e é por isto que é muito importante o acompanhamento de um nutricionista.

Uma opção indicada é consumi-los da seguinte maneira:

Exercícios/Competições de até 1 hora: Apenas água
Duração de 1h30min: 1 Sachê de Gel a cada 45 minutos
Duração de 2 horas: 1 Sachê a cada 30 minutos (a partir dos 40 minutos)
Duração de 3 horas: 1 Sachê a cada 25 minutos (a partir dos 40 minutos)
Duração de 4 horas: 1 Sachê a cada 20minutos (a partir dos 40 minutos)
Lembre-se: É importante ter o acompanhamento de um profissional, para saber a dose certa a ser consumida.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o avanço da medicina esportiva e um melhor entendimento de como o corpo utiliza as fontes de energia, descobriu-se que o consumo deste tipo de suplemento é muito indicado para atividades intensas e longas.

Fonte: Docedieta.com

Sopro cardíaco, com orientação, não impede a prática de atividades físicas

Por Paula Gabrielle Rio de Janeiro

Sopro cardíaco é um ruído produzido pela passagem do fluxo de sangue através das estruturas do coração. Ele pode ser fisiológico (sopro inocente), ou patológico, em decorrência de defeitos no coração. Nos adultos, predominam os sopros que aparecem como complicações de cardiopatias provocadas pela febre reumática ocorrida na infância, doença que também pode afetar o sistema nervoso central e o sistema osteoarticular. O sopro não é uma doença, mas sim um sinal de doença. O que preocupa não é o sopro em si, mas a doença que está causando o problema. Por exemplo, sopros causados por anemia ou febre desaparecem após o tratamento destes.

Durante o batimento cardíaco é gerado um ruído (“tum – tá”) produzido pela passagem do sangue pelas estruturas do coração chamadas de válvulas (parecidas à mãos postas que se abrem e fecham no ciclo cardíaco), direcionando o fluxo de sangue dentro do órgão. Quando existe algum defeito ou mesmo alguma pequena diferença na abertura ou fechamento dessas válvulas, o sangue produz um ruído semelhante ao do vento quando passa por um buraco (“fuuuuuuu”), daí o nome sopro cardíaco, que o médico ausculta com o estetoscópio. O sopro cardíaco não impede a prática de atividades fisicas, desde que sejam seguidas as orientações médicas.

CAUSAS

Não existe uma causa específica para o problema. Dependendo das características do sopro e da sua localização, o cardiologista bem treinado poderá suspeitar de alguma alteração de uma ou mais válvulas cardíacas. Elas poderão estar mais estreitas, obstruindo a passagem de determinada quantidade de sangue, ou mais abertas, não se fechando completamente e deixando escapar um pouco do sangue. Essas alterações podem ser discretas e o sopro pode ser considerado funcional ou benigno (comum em atletas de elite) ou de alguma cardiopatia consequente à febre reumática na infância, ou por endocardite bacteriana (infecção grave) da válvula, além de outras causas.

euatleta info componentes do coração (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

COMO EVITAR

Na verdade, não há uma maneira de evitar o sopro porque já aparece na formação do coração da pessoa. Após uma avaliação minuciosa, que compreende consulta especializada, eletrocardiograma, raio-x de tórax e ecocardiograma com doppler, define-se qual é o tipo do problema e se é possível a prática esportiva. Impõe-se aí o teste ergométrico com cardiologista para definir limites e a existência de algum risco na prática esportiva.

Sopro cardíaco: faça os exames e pratique exercícios com segurança

TRATAMENTO

Até os casos mais graves podem ser tratados com sucesso através de cirurgia, com abertura da válvula obstruída ou a troca por próteses metálicas ou cobertas por tecido biológico do coração do boi ou do porco. Também estão em fase de teste tratamentos por cateterismo, mas não há previsão de quando estarão disponíveis. Sopros benignos não precisam de tratamento algum.

RELATOS

“Corro como qualquer outra pessoa. A diferença é que eu me limito um pouco, prefiro não forçar e não exagerar. Quando sinto que estou fazendo muito esforço, diminuo o ritmo. Certa vez, fiz uma meia e preferi caminhar em alguns trechos”. Rodrigo Campo, São Paulo.

“Quando descobri que tinha sopro, fiquei assustada e com medo de praticar esportes. Com a orientação do meu cardiologista, tomei coragem e comecei correndo na academia. Hoje, eu pedalo e corro normalmente”. Camila Santana, Rio Grande do Sul.

PALAVRA DO ESPECIALISTA

“O tratamento bem feito pode liberar o paciente para corridas de rua, entretanto recomenda-se evitar esportes com risco de traumas e de contato corporal como futebol, basquete, lutas e etc. Enquanto para o ciclismo, existem restrições para quem utiliza regulamente de medicações anticoagulantes (afinam) do sangue”. Nabil Ghorayeb é cardiologista e especialista do EU ATLETA

* As informações da matéria são do médico cardiologista Nabil Ghorayeb.

Sedentarismo e pouca adesão para atividade física geram preocupação

Por Nabil Ghorayeb São Paulo

Várias evidências científicas acumuladas provaram o papel do exercício físico na prevenção e tratamento de doenças crônicas nos últimos tempos. Recentemente uma revisão de tudo o que já foi publicado está “online” na Revista Europeia do Coração (Euro Heart Journal) prioritariamente antes da edição impressa, com o título “Role of Exercise in the prevention of cardiovascular diseases”. O exercício pode ser considerado um pré-requisito fundamental para o bem estar e integridade física humana. Com o grande aprofundamento da biologia molecular, os mecanismos como a biodisponibilidade e a mobilização de células progenitoras puderam ser identificados com detalhes, o que melhorou a nossa compreensão dessa ferramenta terapêutica.

Sedentário euatleta (Foto: Getty Images)
Sedentarismo e baixa adesão para a atividade física preocupam a saúde pública (Foto: Getty Images)

Infelizmente, ainda ocorre uma baixa taxa de adesão para atividade física, tanto de pacientes como de saudáveis. Isso trouxe um motivo de preocupação para a saúde pública, esse crescente sedentarismo no mundo, consequente da alta “tecnologia do conforto”. Nessa publicação são propostos incentivos vindos dos governos, dos seguros de saúde, das entidades esportivas e sem dúvida acrescento das várias mídias existentes. O EU ATLETA é um exemplo pronto de incentivo à atividade física e ao esporte.

Uma das ideias colocadas são desonerações de impostos de um simples tênis até dos equipamentos de exercícios. Afinal, o resultado será menos gastos no tratamento das doenças crônicas que mutilam ou matam. As companhias de seguros já estão dando descontos para seus usuários que praticam esportes regularmente e até deduções no imposto de renda são usadas em alguns países. Melhorar e proteger as vias exclusivas para ciclistas e corredores, de escolares até trabalhadores comuns.

Estimular a caminhada para o trabalho e para a escola com mapas das distancias entre os pontos de parada, em todas as estações do metro e de ônibus, foi uma ideia inicial da OMS (Organização Mundial da Saúde) há mais de 20 anos, agora incrementada .

Na verdade, todos nós que curtimos a atividade física, podemos convencer e trazer mais e mais praticantes, o que no fundo funciona como um programa de saúde para todos, sem demagogia, sem politicagem e de custos irrisórios.

PS: Nós médicos sempre fomos parceiros dos profissionais da saúde não médicos. A aprovação da Lei do Ato Médico depois de 11 anos de discussões foi encerrada elegantemente, com tudo acordado entre os vários Conselhos Federais, mas a demagogia e interesses excusos de políticos populistas, deturpou as conclusões impedindo o reconhecimento da profissão de médico, depois de mais de 120 anos de atuação a favor do bem estar da população.

Os benefícios que a corrida pode proporcionar à saúde do coração

Por Turibio Barros – São Paulo

A melhora do desempenho nas corridas de longa duração guarda estreita relação com a melhora da função de bomba do coração. O limite de aptidão aeróbica é definido pelo volume máximo de sangue que o coração á capaz de fazer circular por minuto, contemplando órgãos e tecidos e particularmente os músculos em exercício.

Corredores euatleta corrida (Foto: Getty Images)
A corrida é um exercício aeróbico e sua prática potencializa o transporte de oxigênio (Foto: Getty Images)

Este volume de sangue bombeado por minuto é definido como débito cardíaco máximo e representa o produto do número de batimentos cardíacos máximo pelo maior volume de sangue que o coração consegue ejetar em cada batimento (sístole).

Os benefícios do treinamento proporcionam ao coração do corredor aumentar o débito cardíaco máximo. Este efeito decorre da adaptação progressiva do coração aumentando gradualmente o volume ejetado em cada batimento. Esta adaptação torna o coração uma bomba mais eficiente, proporcionando também o efeito mais evidente constatado em indivíduos treinados que é a redução dos batimentos cardíacos.

Como aumenta o volume ejetado em cada batimento, para manter um determinado débito cardíaco, por exemplo correndo num ritmo submáximo, o coração ajusta um número de batimentos por minuto mais baixo. O mesmo efeito observamos durante o repouso, quando os batimentos cardíacos do indivíduo treinado chegam a ter reduções bastante significativas.

Na literatura científica encontramos relatos de atletas com ritmo cardíaco de repouso na faixa de 30 batimentos por minuto. Isto significa uma frequência menor que a metade do indivíduo sedentário, o que projeta um volume ejetado em cada sístole maior que o dobro do que ocorre no coração “destreinado”.

Esta adaptação significa um grande benefício para a saúde do coração, e além de proporcionar a melhora do desempenho, também acena com uma distância mais longa na expectativa de qualidade de vida e longevidade.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do JrEsportes

História Completa da Corrida de São Silvestre

Cásper Líbero, um jornalista e advogado paulista milionário que fez fortuna no início do século XX no setor de imprensa, fez uma viagem a Paris e de lá voltou maravilhado com uma corrida realizada à noite, em que os corredores carregavam tochas ao longo do percurso.Entusiasta do esporte e decidido a promover algo semelhante no Brasil, criou uma corrida noturna a ser realizada no último dia do ano de 1925. Estava fundada a Corrida de São Silvestre, que recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia.

Em sua primeira edição, de 60 inscritos 48 compareceram para disputar a prova e apenas 37 foram oficialmente classificados, já que as regras exigiam que todos os corredores cruzassem a linha de chegada no máximo 3 minutos após a chegada do vencedor. O primeiro vencedor foi o jogador de futebol Alfredo Gomes, que completou os 8,8 km do percurso em 33:21.[6] Inicialmente aceitando apenas a participação de brasileiros natos, nos anos seguintes a inscrição foi permitida a estrangeiros morando no Brasil, o que permitiu ao italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, ser convidado a disputá-la e vencer duas das primeiras edições da prova, em 1927 e 1929.[5] Sem grande experiência na organização deste tipo de evento, as primeiras edições impediam os corredores de beberem qualquer tipo de líquido durante a prova, e os atletas muitas vezes nela competiam com os próprios sapatos que usavam para treino no dia a dia e roupas que acumulavam suor.[5]

Ao contrário de outros eventos desportivos tão ou mais antigos, a Corrida de São Silvestre nunca deixou de realizar-se, nem mesmo durante a Revolução Constitucionalista de 1932 ou a Segunda Guerra Mundial.

A partir de 1945, com o fim da guerra, ela passou a contar com a participação de estrangeiros, mas apenas para corredores convidados provenientes de outros países daAmérica do Sul. O sucesso das duas primeiras edições internacionais, no entanto, levou os organizadores a permitirem a participação de corredores de todo o mundo a partir de 1947. Este ano marcou o início de período de 34 anos durante o qual nenhum brasileiro venceria a prova, o que se encerrou somente quando o garçom pernambucano José João da Silva venceu a edição de 1980, feito que repetiria em 1985.

Emil Zátopek, a Locomotiva Humana, vencedor em 1953.

A corrida permaneceria restrita a homens até 1975, quando as Nações Unidas declararam aquele ano como o Ano Internacional da Mulher. Os organizadores da São Silvestre aproveitaram o momento para realizar a primeira corrida feminina no mesmo ano.O evento feminino começou já com livre participação internacional, e a primeira mulher a vencê-lo foi a alemã-ocidental Christa Vahlensieck, o que fez duas vezes seguidas. A primeira vitória brasileira ocorreria somente vinte anos depois, quando a brasiliense Carmem de Oliveira venceu em 1995.

Além de Tergat e Rosa Mota, outros grandes campeões na história da São Silvestre são o belga Gaston Roelants, recordista mundial e campeão olímpico dos 3.000 m c/ obstáculos em Tóquio 1964 e o equatoriano Rolando Vera, os dois quatro vezes vencedores da prova, sendo Vera o único a vencê-la por quatro vezes consecutivas entre os homens, nos anos 1980. A queniana Lydia Cheromei a venceu três vezes entre 1999 e 2004.

Já famosa em toda a América Latina e na Europa desde 1953, quando a presença e a vitória do multicampeão olímpico tcheco Emil Zatopeka transformou num evento realmente internacional de ponta,em 1970 a São Silvestre começou a chamar a atenção da imprensa especializada dos Estados Unidos, quando o norte-americano Frank Shorter, futuro campeão olímpico da maratona em Munique 1972, veio ao Brasil e a venceu. A vitória de Shorter provocou uma posterior invasão de corredores americanos na prova, que veria Dana Slater ser bicampeã entre as mulheres em 1978–79 e o fundista Herb Lindsay vencê-la em 1979, ano em que a vitória no masculino e no feminino pertenceu aos Estados Unidos, feito nunca mais repetido.[8] O Brasil repetiria o mesmo feito na edição de 2006, com a vitória de Franck Caldeira no masculino e Lucélia Peres no feminino.

Até 1988, a corrida era realizada à noite, geralmente iniciando-se às 23:30, de forma que os primeiros classificados cruzavam a linha de chegada por volta da meia-noite, mas o ano de 1989 foi marcado por sensíveis modificações no formato do evento. O objetivo era cumprir as determinações da Federação Internacional de Atletismo – IAAF. O horário de início da corrida foi alterado, passando às 15 horas para mulheres e às 17 horas para homens; a distância a ser percorrida, que variava quase que anualmente (geralmente entre 6,5 e 8,8 km) foi definitivamente fixada em 15 km em 1991, o mínimo exigido pelas regras da Federação. Em 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da IAAF.

Milhares de corredores anônimos cruzam a linha de chegada da 87ªSS em 2011.

Em 2011, pela primeira vez desde sua criação, a São Silvestre teve o tradicional local de chegada alterado. Ao invés da Avenida Paulista, ela passou a ser no Parque do Ibirapuera. A modificação viu a queniana Priscah Jeptoo, vice-campeã olímpica da maratona em Londres 2012, vencer a prova feminina em 48:48, recorde e a primeira vez que uma mulher completou os 15 km da São Silvestre em menos de 50 minutos.Esta edição também assistiu a uma das maiores tragédias da história da corrida, com a morte do atleta paraolímpico Israel Cruz de Barros, que, disputando a divisão de cadeira de rodas, perdeu o controle na descida da Rua Major Natanael, de acentuado declive, e chocou-se com o muro em volta do Estádio do Pacaembu, morrendo no hospital.

Crescendo e sendo prestigiada através dos anos não apenas por atletas de elite mas também pelos corredores amadores, os números da São Silvestre fazem dela a maior corrida de massas da América do Sul, também em quantidade. Os 48 participantes da edição inicial em 1925 transformaram-se em cerca de 2 mil ainda no fim da década de 50, mais de 10 mil por edição nos anos 80, até alcançar um recorde de cerca de 25 mil participantes na edição de 2011.

Além do prestígio nacional e internacional, financeiramente a São Silvestre também compensa para seus campeões: em 2013, o vencedor recebeu R$60 mil (US$30 mil), o segundo colocado R$35 mil (US$17 mil) e o terceiro colocado R$20 mil (US$10 mil).

Vencedores em 89 Anos de São Silvestre

Ano Homens Equipe Tempo Mulheres Equipe Tempo Referência
1925 Brasil Alfredo Gomes São Paulo Clube Espéria 33:21
1926 Brasil Jorge Mancebo São Paulo Clube de Regatas Tietê 22:35
1927 Itália Heitor Blasi [i] São Paulo Clube Espéria 23:00
1928 Brasil Salim Maluf São Paulo Associação Athlética Palmeiras 29:11
1929 Itália Heitor Blasi [i] São Paulo Societá Palestra Itália 28:39
1930 Brasil Murilo de Araújo São Paulo Voluntários da Pátria 25:35
1931 Brasil José Agnello São Paulo Club Athletico Paulistano 26:05
1932 Brasil Nestor Gomes São Paulo Club Athletico Paulistano 25:23
1933 Brasil Nestor Gomes São Paulo Club Athletico Paulistano 25:50
1934 Brasil Alfredo Carletti São Paulo Club Athletico Franco Brasileiro 24:10
1935 Brasil Nestor Gomes São Paulo Club Athletico Paulistano 23:51
1936 Brasil Mario de Oliveira São Paulo Clube Atlético Guarulhense 23:26
1937 Brasil Mario de Oliveira São Paulo Clube Atlético Guarulhense 23:50
1938 Brasil Armando Martins São Paulo Associação Atlética Guarani 23:38
1939 Brasil Luiz Del Greco São Paulo Associação Atlética Guarani 24:36
1940 Brasil Antônio Alves 22:56
1941 Brasil José Tibúrcio dos Santos 22:09
1942 Brasil Joaquim Gonçalves da Silva 21:23
1943 Brasil Joaquim Gonçalves da Silva 22:06
1944 Brasil Joaquim Gonçalves da Silva 22:09
Fase Nacional (só masculino)
1945 Brasil Sebastião Alves Monteiro São Paulo Associação Atlética Guarani 23:38
1946 Brasil Sebastião Alves Monteiro 22:09
1947 Uruguai Oscar Moreira 21:45
1948 Chile Raul Inostroza 22:18
1949 Finlândia Viljo Heino 22:45
1950 Bélgica Lucien Theys 22:37
1951 Alemanha Erich Kruzicky 22:26
1952 Jugoslávia Franjo Mihalic 21:38
1953 Tchecoslováquia Emil Zatopek 20:30
1954 Jugoslávia Franjo Mihalic 23:00
1955 Reino Unido Kenneth Norris 22:18
1956 Portugal Manuel Faria 21:58
1957 Portugal Manuel Faria 21:37
1958 Argentina Osvaldo Suárez 21:40
1959 Argentina Osvaldo Suárez 21:55
1960 Argentina Osvaldo Suárez 22:02
1961 Reino Unido Martin Hyman 21:24
1962 França Hamoud Ameur 22:08
1963 Bélgica Henry Clerckx 21:55
1964 Bélgica Gaston Roelants 21:37
1965 Bélgica Gaston Roelants 21:20
1966 Colômbia Álvaro Mejía Florez 29:57
1967 Bélgica Gaston Roelants 24:55
1968 Bélgica Gaston Roelants 24:32
1969 México Juan Martinez 24:02
1970 Estados Unidos Frank Shorter 24:27
1971 México Rafael Tadeo Palomares 23:47
1972 Colômbia Víctor Mora 23:24
1973 Colômbia Víctor Mora 23:25
1974 Costa Rica Rafael Angel Perez 23:58
1975 Colômbia Víctor Mora 23:13 Alemanha Ocidental Christa Vahlensieck 28:39
1976 Chile Edmundo Warnke 23:50 Alemanha Ocidental Christa Vahlensieck 28:36
1977 Colômbia Domingo Tibaduiza 23:55 Dinamarca Loa Olafsson 27:15
1978 França Radhouane Bouster 23:51 Estados Unidos Dana Slater 28:55
1979 Estados Unidos Herb Lindsay 23:26 Estados Unidos Dana Slater 29:07
1980 Brasil José João da Silva São Paulo São Paulo Futebol Clube 23:40 Alemanha Ocidental Heidi Hutterer 27:48
1981 Colômbia Víctor Mora 23:30 Portugal Rosa Mota 26:45
1982 Portugal Carlos Lopes 39:41 Portugal Rosa Mota 47:21
1983 Brasil João da Mata de Ataíde Minas Gerais Clube Atlético Mineiro 37:39 Portugal Rosa Mota 43:31
1984 Portugal Carlos Lopes 36:43 Portugal Rosa Mota 43:35
1985 Brasil José João da Silva São Paulo São Paulo Futebol Clube 36:48 Portugal Rosa Mota 43:00
1986 Equador Rolando Vera 36:45 Portugal Rosa Mota 43:25
1987 Equador Rolando Vera 39:02 Equador Martha Tenorio 46:27
1988 Equador Rolando Vera 36:23 Portugal Aurora Cunha 42:12
1989 Equador Rolando Vera 36:45 México María Del Carmen Díaz 43:52
1990 México Arturo Barrios 35:57 México María Del Carmen Díaz 43:16
1991 México Arturo Barrios 44:47 México María Luisa Servín 54:02
1992 Quénia Simon Chemoiywo 44:08 México María Del Carmen Díaz 54:00
1993 Quénia Simon Chemoiywo 43:20 Quénia Hellen Kimaiyo 50:26
1994 Brasil Ronaldo da Costa 44:11 Etiópia Derartu Tulu 51:17
1995 Quénia Paul Tergat 43:12 Brasil Carmem Oliveira 50:53
1996 Quénia Paul Tergat 43:50 Brasil Roseli Machado 52:32
1997 Brasil Émerson Iser Bem 44:40 Equador Martha Tenorio 52:04
1998 Quénia Paul Tergat Quénia Fila 44:47 Jugoslávia Olivera Jevtić Jugoslávia Fila Team 51:35
1999 Quénia Paul Tergat Quénia Kenya 44:35 Quénia Lydia Cheromei Quénia Kenya 51:29
2000 Quénia Paul Tergat Quénia Kenya 43:57 Quénia Lydia Cheromei Quénia Kenya 50:33
2001 Etiópia Tesfaye Jifar 44:15 Brasil Maria Zeferina Baldaia 52:12
2002 Quénia Robert Kipkoech Cheruiyot 44:59 Brasil Marizete de Paula Rezende 54:02
2003 Brasil Marílson Gomes dos Santos 43:50 Quénia Margaret Okayo 51:24
2004 Quénia Robert Kipkoech Cheruiyot 44:43 Quénia Lydia Cheromei 53:01
2005 Brasil Marílson Gomes dos Santos 44:22 Sérvia e Montenegro Olivera Jevtić 51:38
2006 Brasil Franck Caldeira 44:06 Brasil Lucélia Peres 51:24
2007 Quénia Robert Kipkoech Cheruiyot 44:43 Quénia Alice Timbilili 51:24
2008 Quénia James Kipsang 44:43 Etiópia [[Yimer Wude Ayalew]] 51:37
2009 Quénia James Kipsang 44:40 Quénia Pasalia Chepkorir 52:30
2010 Brasil Marílson Gomes dos Santos 44:03 Quénia Alice Timbilili 50:19
2011 Etiópia Tariku Bekele 43:35 Quénia Priscah Jeptoo 48:48
2012 Quénia Edwin Kipsang 44:04 Quénia Maurine Kipchumba 51:41
2013 Quénia Edwin Kipsang 43:48 Quénia Nancy Kipron 51:58
2014 Etiópia Dawit Admasu 45:04 Etiópia Yimer Wude Ayalew 50:43
2015

 

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Corrida_Internacional_de_S%C3%A3o_Silvestre

Ortopedista sugere fortalecimento de músculos para a corrida

A preparação adequada, aliada ao fortalecimento de músculos, assim como a alimentação apropriada e os treinos específicos, podem ser considerados os pontos-chave entre terminar a prova correndo ou, já sem forças, caminhando até a linha de chegada.

A 30 dias da corrida, treino dos músculos, alimentação adequada e consciência dos limites físicos estão entre as sugestões de especialista.

A menos de 30 dias para a largada da São Silvestre, considerada a mais tradicional corrida de rua do Brasil, alguns corredores profissionais entram na fase final de preparação, outros, mais amadores, ainda correm contra o tempo para melhorar o rendimento a fim de completar o percurso de 15 km pelas avenidas da capital paulista.

Para o ortopedista Emerson Garms, coordenador do Centro de Ortopedia Especializado do Hospital Santa Catarina (SP), “a preparação adequada, aliada ao fortalecimento de músculos, assim como a alimentação apropriada e os treinos específicos, podem ser considerados os pontos-chave entre terminar a prova correndo ou, já sem forças, caminhando até a linha de chegada”.

Corrida de Rua

Especializado em ortopedia e traumatologia do esporte, Garms ressalta, ainda, cinco dicas para quem está ansioso e deseja completar o percurso:

Prova de 15 km não é para amadores: a corrida de rua se tornou febre no Brasil, no entanto, a preparação para correr provas acima de 5 km exigem preparação especial. Embora sempre existam atletas amadores se arriscando e aumentando os treinos sem qualquer cuidado, os riscos de lesões podem colocar a “vida de atleta” em xeque;

Varie o percurso: a mais famosa prova de rua do Brasil possui percurso desafiador, com subidas acentuadas, que exigem atenção redobrada do atleta. Incluir ladeiras (de preferência no fim dos treinos) e correr pela manhã (caso esteja acostumado com treinos noturnos) pode melhorar muito a preparação;

Profissionalize a preparação: muitas vezes, o apoio profissional, seja de um especialista da área, ou, então, do médico de confiança, pode fazer a diferença em completar a corrida. Recomendações assertivas sobre a alimentação, a hidratação, e, por fim, os alongamentos e os exercícios musculares indicados são fundamentais para melhorar o desempenho e evitar traumas e lesões graves;

Corpo aquecido e fôlego no fim: apesar de esquecido por alguns atletas, o aquecimento dos músculos é vital para a saúde. Além dos exercícios indicados para cada parte do corpo (joelho, pés, braços, ombros etc.), aproveite o início da corrida para caminhar (em vez de correr) e aquecer o corpo, já que, devido o excesso de participantes, o espaço entre os atletas é muito reduzido;

Aproveite e divirta-se: caso sua meta seja completar o percurso – e não brigar pelo pódio -, aproveite para curtir o visual dos 15 km, que passam pelas vias mais tradicionais da cidade. Divertir-se com os demais corredores – que aproveitam os 15 minutos de fama para vestirem fantasias e trazerem alegria aos pelotões – é outro charme da corrida que encerra as atividades esportivas de 2015 e dá início a um novo e próspero ano.

Matéria publicada no site A Crítica

Atividade física melhora memória dos idosos, diz pesquisa

Uma pesquisa desenvolvida por alunos de Educação Física da Faculdade Maurício de Nassau apontou incremento de 20% de atenção e memória de idosos após prática de exercícios. O estudo aponta que, para combater as dificuldades que esta parcela da população pode sofrer, a atividade física pode ser uma estratégia fundamental.

Em 2020, a incidência de doenças relacionadas à saúde mental deverá crescer 15%, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As explicações para o aumento são muitas, mas um delas envolve o envelhecimento natural da população e o incremento no número de idosos no mundo.

Após a realização de atividades físicas, um grupo de aproximadamente 30 idosos conseguiu uma melhora significativa nos testes de atenção e memória. O desenvolvimento da pesquisa é feito através de um jogo de computador que avalia os idosos antes da atividade física. Após uma aula de zumba, foi observada uma melhora de quase 20% na média de atenção dos idosos.

A mesma análise está sendo feita com testes de memória e a avaliação também está buscando outras variáveis: ao invés de dança, o grupo faz uma aula de musculação para, ao comparar os dados, perceber qual exercício físico pode ser mais efetivo na melhoria dos resultados.

Matéria publicada no site Folha Nobre

Atividade física em demasia pode afetar o coração

Segundo o cardiologista Francisco Antonio Helfenstein Fonseca, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), embora o risco seja pequeno – tendo como exemplo as maratonas, quando o esforço físico é maior do que o habitual, é importante que seja realizada uma avaliação médica antes de realização de qualquer atividade que possa comprometer o funcionamento do corpo e principalmente do coração.

Com a chegada do final do ano e aproximação das férias, muitas pessoas planejam viagens e atividades físicas, seja com o intuito de se divertir, sair da rotina, melhorar a aparência física, se exercitar ou mesmo se desestressar.

Os programas são diversos e incluem desde uma simples caminhada, benéfica à saúde do coração e da mente, até performances mais elaboradas, como participar de maratonas, pular de bung jump, escalar montanhas e andar de kart em alta velocidade. Tais atividades elevam a frequência cardíaca, podendo causar complicações em pessoas que apresentem quadros de doenças cardiovasculares ou possuam histórico na família.

Segundo o cardiologista Francisco Antonio Helfenstein Fonseca, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), embora o risco seja pequeno – tendo como exemplo as maratonas, quando o esforço físico é maior do que o habitual, é importante que seja realizada uma avaliação médica antes de realização de qualquer atividade que possa comprometer o funcionamento do corpo e principalmente do coração.

Dr. Francisco argumenta que, se o indivíduo estiver habituado à realização de exercícios de grande impacto, a chance de ocorrer algum fator adverso é pequena. No entanto, ele aconselha que, antes de praticar qualquer atividade física, é importante a consulta a um médico especialista, de confiança do paciente, além da realização de uma avaliação prévia, pois, conforme alerta, a maioria dos casos de patologias e diagnósticos é desconhecida ao doente.

“Existem alguns casos raros de pessoas que nascem com alterações cardíacas, um músculo do coração de maior diâmetro, uma hipertrofia do músculo cardíaco, ou doença desconhecida do paciente em valva cardíaca, trajeto de coronária anômalo, ou doença estrutural cardíaca que pode se associar com arritmias, por exemplo, e essas pessoas podem, sob estímulos de esforço físico, deflagrar arritmias que talvez sejam letais”.

O médico também salienta que, ao definir o cronograma das férias e as atividades que serão realizadas nesse período, é importante que a pessoa leve em conta seu histórico, se seus pais ou familiares já tiveram problemas relacionados ao excesso de esforço físico, se existe alguma doença de origem cardiovascular ou comorbidade (doença associada), além de possuir aprovação médica que valide a prática de exercícios e atividades de forte impacto.

Outro ponto importante é saber se não existe nenhuma complicação que no passado tenha inviabilizado a prática relacionada ao esforço físico, além da checagem com os pais e familiares mais próximos que permita saber se houve um acompanhamento médico regular desde a infância com consultas periódicas com o pediatra e o hebiatra (médico para adolescentes), que comprovem a inexistência de nenhuma doença grave.

Conforme o cardiologista, a prática de esportes radicais deve-se ser acompanhada por profissionais da área médica, com avaliações e exames preventivos antecipatórios.

“Se você vai saltar de paraquedas, durante a queda ao solo, pode haver complicações cardíacas. Como exemplo, alterações de válvulas cardíacas em alguns pacientes com doença prévia podem propiciar alterações agudas de doença do coração. Então, sempre que for praticar um esporte radical, o interessante é fazer um exame para saber como está a sua saúde”.

O especialista ressalta que normalmente existe um pensamento equivocado de que os problemas cardiovasculares estão apenas restritos aos adultos, quando na verdade podem ocorrer em jovens.

“Existem doenças congênitas não diagnosticadas que podem expor ao risco. Convém lembrar que dados de autópsia comprovaram que 50% de pessoas que faleceram entre os 21 e 25 anos possuíam placas de gordura nas coronárias que não chegam a obstruir a coronária, mas representam lesões iniciais da aterosclerose na parede dos vasos, que é de maior magnitude entre os jovens fumantes, sedentários, hipertensos ou com história pessoal ou familiar de colesterol elevado.

Dessa forma, para aproveitar o recesso e as férias com qualidade e saúde, é importante exercitar-se, com prevenção e sem excessos, além de manter uma boa alimentação e evitar o uso abusivo de bebidas alcoólicas, cigarros e outras substâncias que possam prejudicar a saúde.

Matéria publicada no site Segs

Exames ajudam a identificar limites de atividade física para cada pessoa

O painel genômico, um exame que mapeia o DNA. Pela saliva, são analisados 140 marcadores genéticos. Custa cerca de R$ 2,4 mil, mostra, por exemplo, como o corpo processa os alimentos, como o metabolismo funciona ou se existe pré-disposição para alguma doença. A partir do levantamento, é possível formular dietas e atividade físicas que trarão um melhor resultado.

Não são raros os casos de pessoas que se exercitam sem o acompanhamento de um profissional ou mesmo que não tenham feito qualquer avaliação prévia. Situações como estas, apontam especialistas, podem ser bastante prejudiciais, como o acarretamento de lesões ou o agravamento de algumas já existentes. Por isso, todo cuidado é pouco.

Quando se começa a praticar uma atividade física, é normal que haja algum desconforto. Principalmente se é a primeira vez ou se a pessoa estava há muito tempo sedentária. “Se a dor, por exemplo, perdurar por 24, 48 horas ou mais, é sinal de alerta”, aponta o professor de educação física, Juliano Mora.

Por isso, aponta, sempre existe um limite, seja ele resultado de uma doença, da própria idade ou mesmo do condicionamento físico. Quem não presta atenção nisso acaba machucado. O advogado Bruno Nogueira Franco, que mora em Cascavel, no oeste do Paraná, descobriu isso tarde demais. Hoje sofre com dores na coluna.

“Os excessos na minha infância causaram essas dores, provocadas por um desgaste na minha coluna vertebral. Aos sete anos eu comecei a praticar luta, aos 11 anos eu comecei a fazer musculação. Iniciei sem acompanhamento. Colocava o peso, fazia como eu queria. Isso acabou gerando as limitações que eu tenho hoje”, conta.

As dores surgiram na faculdade e continuaram a atrapalhar na profissão. Como advogado, a rotina de Bruno é sempre a mesma: boa parte do dia sentado, trabalhando no escritório. “Eu sentia dores e nas pernas sentia uma certa dormência.”

Ele procurou um neurologista, que recomendou exercícios físicos, mas com acompanhamento. De segunda a sábado, três vezes por semana depois do expediente, ele vai para a academia. Em outros dois dias, Bruno faz pilates. “Há mais ou menos quatro anos eu comecei o acompanhamento com um personal trainer. As dores são menos frequentes. E, hoje tenho uma vida praticamente normal, mas sem deixar de lado o que eu gosto de fazer, que é me exercitar.”

O ortopedista Marcelo da Silva pratica cross training. Ele explica que as lesões com este tipo de atividade são mais frequentes nas articulações, como joelhos, tornozelos, ombros e coluna. “Isso é muito comum quando não se tem alguém habilitado orientando. No caso de pequenas lesões, se você não dá um intervalo para se recuperar, elas acabam não cicatrizando, o que leva a lesões maiores”, explica.

Preparação e cuidados

Até a escolha do tênis pode interferir no rendimento do treino e na saúde. Atividades de impacto pedem modelos com bom amortecimento. O primeiro passo é descobrir o estilo da pisada.

Mas, antes mesmo de se iniciar a atividade escolhida, é importante conversar com um médico, para quem se deve falar, inclusive, o histórico familiar de doenças. Outro importante teste é o cardiológico, feito na esteira, que vai mostrar o condicionamento físico e diversas informações sobre a saúde de quem está sendo examinado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16,6 milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças cardiovasculares, o que equivale a um terço do total de óbitos no mundo registrados em 2001. O órgão aponta ainda que mais da metade desses casos poderia ser evitada com cuidados com a alimentação e a prática de exercícios.

Para quem busca um exame mais completo, a dica é o painel genômico. O equipeamento mapeia o DNA. Pela saliva, são analisados 140 marcadores genéticos. O exame, que custa cerca de R$ 2,4 mil, mostra, por exemplo, como o corpo processa os alimentos, como o metabolismo funciona ou se existe pré-disposição para alguma doença. A partir do levantamento, é possível formular dietas e atividade físicas que trarão um melhor resultado.

O importante, é deixar o sedentarismo e praticar uma atividade física, mas com consciência, conhecendo melhor o próprio corpo e respeitando os limites, lição que pode ser dura de aprender caso se deixe para mais tarde. “A coluna não regenera. O erro do passado não tem como corrigir mais. Mas dá pra estabilizar e tentar prosseguir daqui para frente sem as dores”, projeta Bruno.

Matéria publicada no site Globo.com