Sport

Sport e Náutico adotam segredo para primeiro clássico do ano

Desde 28 de março de 2004, o Sport não perde para o Náutico em casa. E esse texto poderia começar exatamente mencionando a importância do tabu ou do quanto ele poderia mexer com um ou outro time. Mas esqueça o histórico. Ele não entra em campo e não faz gols. Cada jogo, uma história, diz o clichê. Sabendo disso, o Leão não se descuidou na preparação para o clássico deste domingo, na Ilha do Retiro. Em momento de turbulência, a equipe de Sérgio Guedes não está encarando a partida como mais um duelo para estender o retrospecto positivo na Ilha do Retiro, mas como um confronto que pode reverter o ritmo do time na competição e, finalmente, alavancá-lo para uma sequência positiva – que ainda não aconteceu neste ano.

Para vencer o clássico, várias estratégias legítimas foram lançadas. Uma delas, a que mais chamou atenção, foi o treino secreto da sexta-feira. Sérgio Guedes decidiu fechar as últimas movimentações pré-clássico e impedir o acesso da imprensa. Desta maneira, criou dúvidas no time adversário, nos jornalistas e na torcida. O grupo do Leão defendeu o mistério adotado pelo comandante. “A gente está acostumado com isso. Para vocês (imprensa) não é bom, mas para nós é”, disse o goleiro Magrão. As únicas indicações que Guedes deu expressamente foram que não deve manter o esquema com três zagueiros e que vai escalar uma equipe ofensiva, uma vez que, segundo ele, a torcida do Sport – e seu conceito de futebol- não aceitaria o contrário. ” Não acredito em um time fechado, defensivo. Sport e Náutico são equipes acostumadas a se agredirem, irem para cima”, falou o técnico.


Ao que tudo indica, Hugo vai voltar ao time do Sport. Foto: Guga Matos/ JC Imagem

As informações que vazaram dos bastidores indicam que o comandante deve promover a volta dos jogadores de mais renome do grupo. Cicinho e Hugo são favoritos para retornarem ao time titular. Caso o lateral entre, quem sobra é Moacir. E se a opção pelo meia, de fato, se concretizar, Marcos Aurélio irá para o banco. A outra alteração deve ser no ataque: Felipe Azevedo provavelmente retorna na vaga de Sandrinho, que teve atuação apagada diante do Petrolina. Azevedo foi, inclusive, poupado no duelo contra a Fera Sertaneja. Provavelmente para entrar com força máxima para o clássico. Sérgio Guedes, porém, despistou sobre alterações. Não garantiu nada. Falou apenas sobre abstrações em sua última coletiva – além de comentar o time adversário. “O Náutico vocês conhecem melhor do que eu. É um bom time, muito bem dirigido pelo Mancini, vem bem e tem ótimos números na competição”, comentou.


Provável escalação do Sport

Apesar disso, ele acredita muito na vitória do Sport. E atribui grande parte da responsabilidade pelo resultado à torcida rubro-negra. De acordo com ele, a combinação de bom desempenho em campo e vibração fora dele é fundamental para o Leão sair com o triunfo da Ilha do Retiro. “É um jogo determinante pra recuperar a arquibancada ao nosso favor. Tenho bem claro na minha cabeça que a gente tem uma torcida diferente, que decide jogos. Quando o time vai bem, e a torcida joga junto, é muito difícil bater o Sport”.

Mistério no Náutico? Sim, mas nem tanto…
Por Thiago Wagner

Ao contrário do eterno rival, o Náutico viveu um clima de tranquilidade durante a preparação para o Clássico dos Clássicos. Treino secreto? Nada disso. A última movimentação do Timbu foi aberta para a imprensa que pôde acompanhar o tudo normalmente. Então significa que o Alvirrubro não tem mistério, correto? Errado. O técnico Vágner Mancini fez treino aberto, mas não revelou o time titular que jogará o clássico. “Não vou revelar o time. Assim como eu não tenho a escalação do adversário, eu não vou dar a nossa”, disse.

Apesar do clima de segredo, não há muito o que inventar no lado do Náutico. Mancini praticamente não tem problemas para armar o time. O único desfalque deve ser o meia Giovanni Augusto, que está com problemas na coxa direita. A tendência é que a equipe seja a que vem sendo utilizada nas últimas partidas. O esquema tático com três volantes também não deve ser diferente. “Seria muita estupidez mexer taticamente só para esse jogo. O adversário tem lastro para se adaptar e nos surpreender. Durante o partidas, nós faremos as alterações necessárias”, argumentou Mancini.


Rogério é uma das principais esperanças dos alvirrubros. Foto: Rodrigo Lôbo/ JC Imagem

Ainda assim, há algumas dúvidas, muitas provocadas pelo excesso de opções. Para o lugar de Giovanni, o meia Vinícius Pacheco o atacante Jones Carioca brigam pela vaga. A vantagem parece ser do avançado que atuou como titular na última partida contra o Porto, nos Aflitos. Ainda no meio, há a possibilidade da estreia do volante Rodrigo Souto. Caso ele não entre, Marcos Paulo deve continuar. Elicarlos e Martinez devem ser os outros atletas do meio.

Na defesa, há a possibilidade do retorno de Alison e Jean Rolt, que cumpriram suspensão. Os laterais Maranhão e Douglas Santos devem permanecer na direita e na esquerda respectivamente. Já o ataque, com 23 gols no Pernambucano, não tem porque mexer. Élton e Rogério permanecem e são a principal esperança de balançar as redes no clássico.

Sendo assim, é possível arriscar o seguinte time para o Náutico: Felipe; Maranhão, Jean Rolt, Alison e Douglas Santos; Elicarlos, Martinez e Rodrigo Souto; Jones Carioca, Rogério e Élton.


Provável escalação do Náutico

Independente do time em campo, Mancini quer concentração dos jogadores. Conhecedor da pressão que é atuar na Ilha do Retiro devido à passagem pelo Leão em 2012, o comandante alvirrubro acredita que mais importante do que ter o conhecimento dos jogadores adversários, é manter o foco e saber administrar o ambiente da partida. “Não posso cair no erro de achar que marcando A, B ou C, vou anular o Sport. Mais importante é sentir a atmosfera do jogo e fazer com que jogue contra eles”.

LEIA MAIS:

> Magrão nunca perdeu para o Náutico dentro da Ilha

> Trabalho de Kuki pode ser decisivo para os gols do Náutico no Clássico

Ficha do jogo

Sport: Magrão; Cicinho, Gabriel, Maurício e Reinaldo; Tobi, Rithley, Fábio Bahia e Hugo; Felipe Azevedo e Roger. Técnico: Sérgio Guedes.

Náutico: Felipe; Maranhão, Jean Rolt, Alison e Douglas Santos; Elicarlos, Martinez e Rodrigo Souto (Marcos Paulo); Jones Carioca (Vinícius Pacheco), Rogério e Élton. Técnico: Vágner Mancini

Pernambucano Coca-Cola – Sétima rodada/ segundo turno – Local: Ilha do Retiro. Horário: 16h. Árbitro: Sandro Meira Ricci. Assistentes: Jossemmar Diniz e Ricardo Chianca.

Fonte: Rômulo Alcoforado

Na reestreia de Sérgio Guedes, Sport não consegue passar pelo Petrolina

O torcedor Leonino desejava uma estreia melhor de Sérgio Guedes em seu retorno ao Leão. Tudo bem que era fora de casa, no sertão pernambucano. Tudo bem que o treinador teve pouco tempo para trabalhar… O rubro-negro sabia de tudo isso, mas queria uma vitória para abrandar o clima complicado dos últimos dias. O triunfo, contudo, insistiu em não vir. O time do Recife não conseguiu passar pelo Petrolina. Empatou em 0 x 0 com a Fera Sertaneja e vai ter de buscar a rebilitação no próximo domingo, na Ilha do Retiro, contra um Náutico embalado. No primeiro clássico dos clássicos do ano.

O primeiro tempo foi fraco e pouco movimentado. O Sport esteve desorganizado durante a primeira etapa – e teve dificuldades para criar oportunidades. No esquema 3-5-2, Marcos Aurélio, como meia único, não conseguiu render novamente. Até teve uma chance aos 17 da primeira etapa, quando recebeu dentro da área e chutou forte para a defesa de Diego, mas produziu pouco. Não criou oportunidades como se espera de um apoiador. Pouco, também, fizeram os dois alas do Leão no primeiro tempo. Moacir e Reinaldo, mesmo com liberdade, não estiveram bem e ofererceram parcas opções ofensivas, o que limitou as possibilidades do time de atacar.

O Petrolina também não jogou bem, mas foi um pouco melhor do que o Sport. Especialmente depois que passaram os 10 ou 15 minutos iniciais em que o Sport teve mais posse de bola. A partir de então, a Fera Sertaneja equilibrou e até conseguiu ser melhor. A principal arma foi o chute de fora da área. Desta maneira, Jair, lateral-direito, tentou duas vezes sem sucesso. Ronaldo Rios foi melhor que seu companheiro quando, aos 33 e 36, desferiu dois potentes chutes de longa distância. Ambos foram na barra – mas não fortes o suficiente para derrubar Magrão, que espalmou as duas. No fim do primeiro tempo, Roger teve a melhor oportunidade, após rebote de Diego, mas chutou na mão do goleiro que estava deitado.

Na volta do intervalo, Sérgio Guedes promoveu duas alterações no time. Tirou Marcos Aurélio e Sandrinho, pouco operante, e colocou Lucas e Matheus Lima. As mudanças não alteraram tanto o panorama do jogo. O Leão seguiu um tanto desorganizado, mas ficou mais agressivo. O time cresceu. O jogo ficou mais aberto, mais franco. A primeira chance do Sport foi logo aos 7 minutos, quando o goleiro Diego, que fez boa partida, bobeou e entregou a bola para Reinaldo. O lateral-esquerdo, no entanto, chutou mal. Aos 18, foi a vez de Moacir assustar. Após boa tabela com Rithely, o ala-direito chutou, mas bola foi fraquinha. Um minuto depois, novamente Reinaldo fez boa jogada e cruzou rasteiro, fechando. Mathes Lima quase chegou. Era a prova de que, caso os alas fossem mais ofensivos, o time cresceria.

Talvez pensando nisso, Sérgio Guedes fez uma alteração no time. TIrou Maurício e colocou Cicinho na lateral-direita. Jogou Moacir para o meio e abandonou o esquema com três zagueiros. Antes disso, o Leão tomou um susto com um chute forte de Márcio de fora da área. A bola passou ao lado do gol, acompanhada por um já fora do lance Magrão. Pouco depois, Roger teve outra boa chance. Recebeu de Fábio Bahia já dentro da área, do lado direito. Teve tempo de dominar e encher o pé. O goleiro Diego salvou os donos da casa. A derradeira chance do time do Recife foi aos 43, quando Matheus Lima recebeu de Roger e, pressionado por Diego, tentou tocar por cima. A bola foi, caprichosamente, para fora.

Ficha do Jogo

Petrolina: Diego; Jair, Bilica e Rafael; Rogério Rios, Márcio, Allan Reuber, Julinho e Toninho; Kleitinho e Viola. Técnico: Júnior Caruaru

Sport :Magrão; Gabriel, Maurício (Cicinho) e Tobi; Moacir, Fábio Bahia, Rithely, Marcos Aurélio (Lucas Lima) e Reinaldo; Sandrinho (Matheus Lima) e Roger. Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Estádio Paulo Coelho (Petrolina); Horário: 22h; Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE); Assistentes: Clóvis Amaral e Marcelino Castro (Ambos de PE). Cartões amarelos: Rafael (Petrolina).

globo.com

Com Sérgio Guedes no comando, Leão visita o Petrolina

A palavra-chave do Sport nos últimos dias é confiança. É sobre ela que os rubro-negros comentam após a chegada de Sérgio Guedes. É nela que os torcedores depositam suas esperanças. E é justamente ela que os jogadores pretendem resgatar. Nesta quarta-feira, às 22h, o Leão visita o Petrolina no estádio Nilo Coelho. É a última partida do time antes do clássico contra o Náutico, na Ilha do Retiro, no próximo domingo. Fundamental, portanto, para chegar com tranquilidade e menos pressão ao dérbi, se vencer. Ou o contrário, caso não chegue ao resultado positivo.

A expectativa é que o novo treinador do Sport mude pouco a equipe que venceu o Porto por 2 x 0 no último domingo. A escalação ainda não foi definida – mas a possibilidade é que apenas uma ou outra peça seja alterada em relação à equipe da rodada passada. Uma mudança certamente ocorrerá: Felipe Azevedo, poupado, não foi relacionado para a partida. O jovem Sandrinho, que já seria titular no domingo, não fosse uma lesão muscular, deve ser escolhido para substituir Azevedo.

Outra dúvida é na ala-direita. Moacir tem ocupado o espaço nas últimas partidas, mas o antigo titular Cicinho, um dos medalhões do time, também concorre pela vaga. Outros dois nomes de peso do Leão têm a situação ainda mais delicada. Felipe Menezes não foi sequer relacionado para a partida, enquanto que Hugo até foi lembrado para ir, pelo menos, ao banco. O TJD puniu-o, no entanto, por quatro partidas, e ele terá de ficar de fora novamente. Como já compriu uma partida, de pena automática, deverá voltar contra o Chã Grande, daqui a três duelos.

Com a ausência de Hugo, a comissão técnica do Sport decidiu convocar o meia Lucas Lima. É a primeira vez que o jogar, recém-emprestado pelo Internacional, vai para um jogo do Leão. Outra expectativa é em relação ao atacante Pelezinho, ou Érico Júnior, como prefere. O prata da casa jogou contra o Porto no domingo por alguns minutos e agradou à torcida. Foi alçado por alguns ao posto de novo xodó da torcida rubro-negra. Ele foi novamente relacionado e pode ter mais uma chance para mostrar seu futebol.

Ficha do jogo:

Petrolina: Diego; Rogério Rios, Rafael, Gilmar e Toninho; Jamaica, Silva, Geovane e Júlio; Alexsandro e Cleitinho.

Sport: Magrão; Gabriel, Maurício e Tobi; Moacir, Fábio Bahia, Rithely, Marcos Aurélio e Reinaldo; Sandrinho e Roger. Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Estádio Paulo Coelho, em Petrolina. Horário: 22h. Árbitro: Nielson Nogueira Dias. Assistentes: Clóvis Amaral e Marcelinio Castro.

Wladmir Paulino

Eu já sabia! Sérgio Guedes deixa XV de Piracicaba e é anunciado no Sport

Recife, PE, 10 (AFI) – O que era esperado aconteceu na noite deste domingo, quando Sérgio Guedes foi confirmado como novo treinador do Sport. Ele acertou sua saída do XV de Piracicaba e é esperado em Recife, nesta segunda-feira, para voltar aos trabalhos no Leão.

Ele ficou apenas três meses fora do Sport, onde saiu como ídolo, por ter comando uma pequena reação no Campeonato Brasileiro, que não foi suficiente para evitar a queda. O novo treinador rubro-negro vem com o seu auxiliar técnico Kleiton Lima, que também trabalhou na campanha do Leão no final do último Brasileirão.

Apesar de ter culminado com o rebaixamento leonino, Sérgio deixou uma ótima impressão pelo futebol do Sport jogado dentro de campo. Ao todo, o treinador teve 47% de aproveitamento a frente do time, com quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas.

Em conversa com o Portal Futebol Interior, neste domingo, o técnico confirmou que estava conversando com a diretoria do Sport, mas esperava a liberação dos dirigentes do XV de Piracicaba, que deve ter acontecido após o pagamento de uma liberação.

A imprensa de Piracicaba dava como certa a saída de Guedes após a derrota para o Oeste, na última sexta-feira, por 3 a 0, fora de casa. Segundo informações vinda de conselheiros do clube, o técnico seria dispensado no jantar, em Itápolis, logo após o duelo.

Agora, alguns nomes começaram a ser especulados para tentar recuperar o XV de Piracicaba no Campeonato Paulista. Entre os cotados estariam Edison Só, que dirigiu o surpreendente Penapolense neste Paulistão, e Estevam Soares, que salvou o clube do rebaixamento no ano passado.

Agência Futebol Interior

Com gol de Cicinho no final, Sport vence Porto na Ilha do Retiro por 2 a 0

No início da temporada, muitos rubro-negros imaginavam que o dia 10 de março seria marcado pela primeira partida da final na Copa do Nordeste. Mas a realidade bateu na porta muito antes e de maneira decepcionante. Eliminado do Regional, o time rubro-negro ainda tenta se reconstruir no Campeonato Pernambucano. Contra o Porto, na Ilha do Retiro, voltou a apresentar antigos erros. Falta força ofensiva. Ainda assim, o time conseguiu vencer o Porto por 2 a 0, com gols de Rithely e Cicinho.

Pela primeira vez no ano, o Sport entrou em campo escalado no 3-5-2. Bem postada, a defesa, que tinha Gabriel fazendo a sobra, impediu que o Porto agredisse o time durante toda a primeira etapa. O Gavião foi inofensivo. Essa também foi a postura do Leão nos primeiros 25 minutos da partida. Os atletas mostravam que o problema da equipe é mais do que a saída de Vadão. Ainda falta criatividade ofensiva e variação de jogadas pelas laterais.

Com Reinaldo apagado, a maior parte das jogadas ofensivas saía do lado direito. Mas os erros de passe e a falta de um meia criativo de ofício impediam que o time montado pelo interino Gustavo Bueno conseguisse ser superior ao adversário. Os erros de Moacir já irritavam a torcida quando uma dupla chance surgiu com Marcos Aurélio, chutando de longa de distância, e Felipe Azevedo.

Mas foi em uma das raras vezes em que se arriscou pelo lado esquerdo que o Sport foi premiado. Marcos Aurélio lançou para Rithely, que fez um golaço ao pegar de primeira e de fora da área, aos 39. O gol premiou a atuação do volante que era um dos mais dispostos em campo ao protagonizar importantes roubadas de bola.

A clara falta de criatividade no meio-campo também seguiu na segunda etapa. Marcos Aurélio começou bem a passagem pela Ilha do Retiro atuando como atacante livre para flutuar pelos lados do campo. Como meia, fica clara a dificuldade dele em buscar o jogo de trás. Assim, ele acabou até substituído pela promessa da base rubro-negra Erico Júnior.

Em seguida, o jogo ficou mais aberto. Aumentou, assim, a possibilidade do garoto se destacar. Erico deu um pouco mais de movimentação ao time e com Cicinho, que entrou na vaga de Moacir, mais livre para atacar o Sport criou mais oportunidades. Aos 39, a dupla foi premiada. Erico passou para Cicinho, que invadiu a área e fez fechou o placar da partida ao marcar o primeiro tento no Leão.

Sport 2
Magrão; Gabriel, Tobi e Maurício; Moacir (Cicinho), Fábio Bahia, Rithely, Marcos Aurélio (Erico) e Reinaldo; Felipe Azevedo e Roger (Matheus Lima). Técnico: Gustavo Bueno

Porto 0
Rodrigo Carvalho; Wallace (Luiz Alberto), Ari e Fabrício; Juninho, Cosme, Renan, Vagner Rosa, Tiago Orobó (Anderson Pirata) e Ademar (Jefinho); Joelson. Técnico: Luiz Müller

Local: Ilha do Retiro
Árbtiro: Gilberto Freire
Assistentes: Elan Vieira e Ricardo Chianca
Gols: Rithely (aos 39min do 1ºT)
Cartões Amarelos: Fábio Bahia (S); Ademar, Joelson, Wallace (P)
Público: 8.902
Renda: R$ 55.544,00

Fonte: Brenno Costa – Diario de Pernambuco

Sport recebe Porto disposto a espantar crise

Eliminação precoce, demissão de técnico, confissão controversa de presidente… E pronto. Está feito o clima de crise no Sport. Jogadores e comissão técnica sabem que parte da responsabilidade do ambiente turbulento é deles e que parte do dever de tirar a equipe do caso também cabe a eles. E só há um caminho: vencer. Para começar a traçar essa rota, o Leão recebe o Porto, na Ilha do Retiro, neste domingo, às 16h.

A novidade do time está no banco. Gustavo Bueno assume a equipe, mais uma vez, de forma interina. Sem ligar para o cargo temporário, ele assumiu mudando a equipe. Mexeu no esquema ao tirar Felipe Azevedo e colocar Tobi. Passa, assim, para o 3-5-2. Ou para o 4-4-2, se o jogo assim permitir. “Dependendo da postura do Porto, Tobi pode fazer a função de terceiro zagueiro ou de primeiro volante”, explicou.

Para atuar como segundo atacante, Bueno tinha preferência por Sandrinho. No entanto, o jovem rubro-negro não se recuperou de dores na coxa esquerda e foi vetado pelo departamento médico do Leão. Assim, Felipe Azevedo continua no time de cima.


Gustavo Bueno comandará o time do Sport nesta partida. Foto: Rodrigo Lôbo/JC imagem

Outra surpresa do interino barrada pelo departamento médico foi o volante o Rodriguinho. Gustavo Bueno queria levá-lo para o banco, mas o DM rubro-negro vetou devido as dores na coxa direita do jogador.

PORTO – Ao que tudo indica, o Porto será um adversário difícil de ser batido pelo Sport. Ao menos se depender da classificação do time na tabela. Quatro rodadas após o início do segundo turno, o Gavião está à frente do Leão. É o terceiro colocado, com oito pontos, enquanto o time da capital é o quinto, com sete. Essa bola qualificação é fruto de duas vitórias e dois empates. O tricolor de Caruaru está, portanto, invicto na segunda fase do campeonato. Seu treinador é Luiz Muller, antigo ídolo leonino.

Ficha do Jogo

Sport: Magrão; Gabriel, Tobi e Maurício; Moacir, Fábio Bahia, Rithely, Marcos Aurélio e Moacir; Felipe Azevedo e Roger. Técnico: Gustavo Bueno

Porto: Rodrigo Carvalho; Luiz Alberto, Renato, Fabrício e Jackson; Cosme, Alberto, Vágner Rosa e Tiago; Joélson e Jefferson. Técnico: Luiz Muller

Campeonato Pernambucano- 5ª rodada – Local: Ilha do Retiro – Horário: 16h – Árbitro: Gilberto Freire (PE). Assistentes: Ela Vieira (PE) e Ricardo Chianca (PE).

Lucas Lima é apresentado na Ilha do Retiro

Na tarde desta sexta-feira (8), foi apresentada à imprensa a mais nova contratação do Sport, o meia-esquerda Lucas Lima, que veio do Internacional de Porto Alegre. O atleta de 22 anos, 1,76m e 70kg, disse que não pensou duas vezes quando recebeu a proposta do Sport, confessando que sua chegada poderia ter acontecido antes, quando terminou optando pelo Inter. Otimista, ele afirmou que acredita que 2013 pode ser o ano dele.

“Eu vim para jogar. Saí do Inter mesmo porque não tinha oportunidade de jogar. Estou com a cabeça nesse pensamento, jogar para ajudar o Sport. Vou dar o meu melhor, o meu máximo. Esse ano pode ser o meu ano. Vou ajudar o Sport, jogando meu futebol”, prometeu o jogador.

Questionado sobre os problemas extra-campo enfrentados pelo Leão, que demitiu na quinta-feira (7) o técnico Vadão, Lucas Lima preferiu se colocar à margem. “A saída do treinador foi uma surpresa para mim. Mas eu vim com o foco em jogar futebol, dar o meu melhor possível, independente dos problemas fora de campo”, afirmou.

Satisfeito com a chegada ao rubro-negro, o meia, cuja principal missão vai ser “deixar os atacantes na cara do gol”, espera contribuir com o Leão para o acesso à Série A. “Muito feliz. Já era para ter vindo antes, quando fui para o Inter. Agora deu certo. Todo mundo sabe que se subir com o Sport, vira ídolo da torcida. Quando recebi a proposta, não pensei duas vezes antes de vir para cá” concluiu.

Emanuel Leite Jr. – Especial para o Diario

Presidente do Sport diz que pagou para jogador ser convocado para seleção

O presidente do Sport, Luciano Bivar, admite que pagou uma comissão para facilitar a convocação do volante Leomar para a seleção brasileira em 2000. Em entrevista ao ESPN.com.br, o dirigente do clube pernambucano disse que desembolsou uma quantia em dinheiro para um lobista, que fez contatos para que o jogador fosse chamado.

“Todo mundo faz lobby no futebol brasileiro. Pergunte a Felipão, por exemplo, quantos procuradores ligaram a ele pedindo para que alguém fosse convocado. Essa é a realidade do futebol brasileiro. A gente já fez lobby. Com o Leomar, houve o pagamento para um lobista”, disse Bivar, que não revelou a quantia paga e nem o nome do lobista.

Na época, a convocação de Leomar foi muito estranhada pela imprensa e pelo público. O volante chegou até a ser capitão da equipe e disputou a Copa das Confederações de 2001. O então técnico da seleção era Émerson Leão, que teve sua passagem pelo time chamada de ‘Era Leomar’.

Para se explicar, o presidente do Sport aproveitou para detonar a Lei Pelé. “Essa legislação vai acabar com o futebol brasileiro. Acabou com o profissionalismo dos clubes. Todo mundo coloca jogador para ganhar dinheiro. Não é o melhor que joga. É aquele que dá a melhor comissão. É o lado nefasto dessa legislação”, disse.

Luciano Bivar foi presidente do Sport entre 1997 e 2001, voltou a comandar o clube entre 2005 e 2006 e foi eleito para o cargo pela terceira vez no fim do ano passado.
Fonte:  Igor Resende

Vadão não é mais técnico do Sport

A pressão exercida pela torcida fez efeito e Vadão não é mais técnico do Sport. No final da manhã desta quinta-feira, o treinador procurou a diretoria rubro-negra para uma conversa e, de acordo com o executivo de futebol do clube, Marcos Amaral, acabou havendo um concenso entre ambas as partes pela saída do treinador.

Após o empate para o Pesqueira na noite desta quarta-feira, na Ilha do Retiro, e mais uma enxurrada de vaias da torcida recheadas pelos gritos de “burro” ao treinador ao fim do jogo, Vadão acabou se sentindo acuado e resolveu buscar a diretoria para uma conversa. Vadão foi anunciado como treinador do Sport no fim de dezembro e assumiu, efetivamente, a equipe no último dia 3 de janeiro.

Ao todo, o treinador esteve á frente do clube em 12 jogos, onde conseguiu 5 vitórias, seis empates e uma derrota – aproveitamento de 58%. Na Copa do Nordeste, o time acabou eliminado nas quartas de finais, com um dupla empate com o modesto Campinense. As fracas atuações da equipe e a inconstância das exibições do time, em nenhum momento conseguiram
dar credibilidade à torcida, que vive um período de mágoa com a diretoria, jogadores e o então treinador.

O anúncio da saída

Na tarde desta quinta-feira, a direção rubro-negra convocou uma entrevista coletiva para anunciar a saída do treinador do clube. Marcos Amaral, ao lado do próprio Vadão, estiveram na sala de imprensa para dar os detalhes que levaram o técnico a deixar o Leão.”Estamos aqui para comunicar que a partir desta data Vadão deixa a função de treinador e técnico do Sport. O treinador nos procurou conversar, tivemos um longo papo, ele fez ponderações manduras e realista, como profissional consciente que sabe de todas exigencias que possui. Agora, ele seguirá o caminho dele. Gostaria somente de salientar que ele não entregou o cargo. A saída dele foi fruto de uma avaliação conjunta, de comum acordo”, detalhou o executivo de futebol do Leão.

O números de Vadão

A campanha

12 jogos

5 vitórias

6 empates

1 derrota

21 gols marcados

10 gols sofridos

36 pontos disputados

21 pontos conquistados

58,3% é o percentual de aproveitamento

 

 

 

Daniel Leal – Diario de Pernambuco

Rafael Brasileiro – Diario de Pernambuco

Sport volta a jogar mal, empata com o Pesqueira e torcida sai de campo revoltada

As inéditas barras de ferro colocadas nas sociais da Ilha do Retiro para evitar o tradicional contato mais próximo entre torcedor e o banco de reservas do Sport conseguiu cumprir seu papel com louvor. Torcida e jogadores continuam a “quilômetros de distância”. Os gritos e insultos certamente até deixariam de existir na noite desta quarta-feira, fosse o futebol da equipe diferente das últimas rodadas. Não foi. E as cordas que conseguiram manter a torcida rubro-negra mais distante, não serviram de mordaça para as vaias, os gritos de “burro” ao técnico Vadão e de “timinho” ao time. O empate em 1 a 1 com o Pesqueira manteve a relação abalada entre os rubro-negros de dentro de campo e os de “fora” dele. Cada vez mais distantes.

O time que perdeu muitos gols e chegou a empolgar a torcida em certos momentos no primeiro tempo, deu lugar a um Leão ansioso na etapa seguinte. O nervosismo do time passou para a arquibancada. Ou vice-versa. O que se viu foi um time que não conseguiu armar uma boa jogada sequer no segundo tempo. E uma torcida revoltada. Com direito a xingamentos impublicáveis a Vadão. Com 7 pontos e na quarta colocação (a rodada ainda está em curso), o Sport agora trabalha para enfrentar o Porto, no próximo domingo, novamente frente ao caldeirão às avessas que se tornou a Ilha do Retiro.

O jogo

Com maior posse de bola e soberano no primeiro tempo, o Sport poderia ter terminado a etapa inicial com mais do que a vantangem obtida com o gol de cabeça do zagueiro Gabriel, aos 30 minutos. Apesar da atitude “disposta” em campo, por vezes a equipe não deixou o torcedor esquecer o time apático dos jogos anteriores. Ainda assim, seria injusto dizer que o time não criou oportunidades. Marcos Aurélio, Roger e Felipe Azevedo tiveram, cada um, pelo menos uma ótima oportunidade de balançar as redes. Ora esbarrando em Geday, ora nas próprias pernas.

Por sua vez, o Pesqueira tentava surpreender o Leão nos contra-ataques, mas acabou encontrando um time muito bem postado defensivamente e que não deu brechas para o adversário. Na saída para o intervalo o técnico Vadão alertou o time para o excesso de gols perdido. E eles fariam mesmo falta. Voltando sem inspiração para o segundo tempo, o Sport acabou sendo surpreendido.

Aos 10, a defesa que estava bem, falhou deixando Jonathan livre. O atacante foi levando a bola e chutou tranquilamente no canto do goleiro Magrão. Seis minutos depois, o mesmo Jonathan quase vira o jogo, acertando travessão. Sob as vaias da torcida,o Sport tentava responder indo ao ataque a todo custo, mas de maneira desordenada e deixava um buraco na defesa. Acabou dando inúmeros sustos na torcida. Não conseguiu chegar nem perto do gol da vitória. Ouviu uma imensa vaia recheada por palavrões ao fim do jogo.

Ficha do jogo

Sport 1
Magrão; Moacir (Cicinho), Gabriel, Maurício e Reinaldo; Fábio Bahia, Rithely e Marcos Aurélio (Felipe Menezes); Sandrinho, Felipe Azevedo e Roger.
Técnico: Vadão.

Pesqueira 1
Geday; Deivid, Gustavo, Oséas (Aylton) e Deisinho (Neto Bala); Jânio, Franklin, Dada Pesqueira e Laércio (Nem); Theo e Jonathan.
Técnico: Humberto Santos.

Local: Ilha do Retiro, no Recife. Árbitro: Giorgio Wilton (PE). Assistentes: Wilton Lins e Jean Marcel. Gols: Gabriel (S); Jonathan (P). Cartões amarelos: Marcos Aurélio, Sandrinho, Moacir (S); Gustavo (P). Público: 9.423. Renda: R$ 62.226.

Notas
Magrão 5
Moacir 4
(Cicinho) 5,5
Gabriel 6
Maurício 4
Reinaldo 2
Fábio Bahia 3
Rithely2
Marcos Aurélio 4,5
(Felipe Menezes) 4
Sandrinho 3
Felipe Azevedo 3
Roger 3

Daniel Leal – Diario de Pernambuco