Sport

Sport volta a jogar mal, empata com o Pesqueira e torcida sai de campo revoltada

As inéditas barras de ferro colocadas nas sociais da Ilha do Retiro para evitar o tradicional contato mais próximo entre torcedor e o banco de reservas do Sport conseguiu cumprir seu papel com louvor. Torcida e jogadores continuam a “quilômetros de distância”. Os gritos e insultos certamente até deixariam de existir na noite desta quarta-feira, fosse o futebol da equipe diferente das últimas rodadas. Não foi. E as cordas que conseguiram manter a torcida rubro-negra mais distante, não serviram de mordaça para as vaias, os gritos de “burro” ao técnico Vadão e de “timinho” ao time. O empate em 1 a 1 com o Pesqueira manteve a relação abalada entre os rubro-negros de dentro de campo e os de “fora” dele. Cada vez mais distantes.

O time que perdeu muitos gols e chegou a empolgar a torcida em certos momentos no primeiro tempo, deu lugar a um Leão ansioso na etapa seguinte. O nervosismo do time passou para a arquibancada. Ou vice-versa. O que se viu foi um time que não conseguiu armar uma boa jogada sequer no segundo tempo. E uma torcida revoltada. Com direito a xingamentos impublicáveis a Vadão. Com 7 pontos e na quarta colocação (a rodada ainda está em curso), o Sport agora trabalha para enfrentar o Porto, no próximo domingo, novamente frente ao caldeirão às avessas que se tornou a Ilha do Retiro.

O jogo

Com maior posse de bola e soberano no primeiro tempo, o Sport poderia ter terminado a etapa inicial com mais do que a vantangem obtida com o gol de cabeça do zagueiro Gabriel, aos 30 minutos. Apesar da atitude “disposta” em campo, por vezes a equipe não deixou o torcedor esquecer o time apático dos jogos anteriores. Ainda assim, seria injusto dizer que o time não criou oportunidades. Marcos Aurélio, Roger e Felipe Azevedo tiveram, cada um, pelo menos uma ótima oportunidade de balançar as redes. Ora esbarrando em Geday, ora nas próprias pernas.

Por sua vez, o Pesqueira tentava surpreender o Leão nos contra-ataques, mas acabou encontrando um time muito bem postado defensivamente e que não deu brechas para o adversário. Na saída para o intervalo o técnico Vadão alertou o time para o excesso de gols perdido. E eles fariam mesmo falta. Voltando sem inspiração para o segundo tempo, o Sport acabou sendo surpreendido.

Aos 10, a defesa que estava bem, falhou deixando Jonathan livre. O atacante foi levando a bola e chutou tranquilamente no canto do goleiro Magrão. Seis minutos depois, o mesmo Jonathan quase vira o jogo, acertando travessão. Sob as vaias da torcida,o Sport tentava responder indo ao ataque a todo custo, mas de maneira desordenada e deixava um buraco na defesa. Acabou dando inúmeros sustos na torcida. Não conseguiu chegar nem perto do gol da vitória. Ouviu uma imensa vaia recheada por palavrões ao fim do jogo.

Ficha do jogo

Sport 1
Magrão; Moacir (Cicinho), Gabriel, Maurício e Reinaldo; Fábio Bahia, Rithely e Marcos Aurélio (Felipe Menezes); Sandrinho, Felipe Azevedo e Roger.
Técnico: Vadão.

Pesqueira 1
Geday; Deivid, Gustavo, Oséas (Aylton) e Deisinho (Neto Bala); Jânio, Franklin, Dada Pesqueira e Laércio (Nem); Theo e Jonathan.
Técnico: Humberto Santos.

Local: Ilha do Retiro, no Recife. Árbitro: Giorgio Wilton (PE). Assistentes: Wilton Lins e Jean Marcel. Gols: Gabriel (S); Jonathan (P). Cartões amarelos: Marcos Aurélio, Sandrinho, Moacir (S); Gustavo (P). Público: 9.423. Renda: R$ 62.226.

Notas
Magrão 5
Moacir 4
(Cicinho) 5,5
Gabriel 6
Maurício 4
Reinaldo 2
Fábio Bahia 3
Rithely2
Marcos Aurélio 4,5
(Felipe Menezes) 4
Sandrinho 3
Felipe Azevedo 3
Roger 3

Daniel Leal – Diario de Pernambuco

Sport recebe Pesqueira para conquistar a vitória e a torcida

Um erro de passe, uma vaia. Um chute mal colocado, um aceno de reprovação. Uma antecipação ligeiramente errada, uma crítica. Foi assim que a torcida do Sport, com alguma justiça, comportou-se diante do Serra Talhada, na última partida do Leão dentro de casa: mordaz. A impaciência das arquibancadas, temperadas pela precoce eliminação na Copa do Nordeste, atingira níveis altíssimos. Houve reclamações dos jogadores. Houve, também, mudança de atitude, pelo menos aparente. Naquela partida, o Rubro-Negro arrancou a vitória nos minutos finais. Na seguinte, derrotou o Central já jogando melhor. O clima melhorou. Mas a prova de fogo será as vinte horas, nesta quinta-feira, diante do Pesqueira. Sim. Na Ilha do Retiro.

Os jogadores do Sport falaram bastante em reconquistar a torcida. E é chegado o momento para isso. Uma boa vitória diante do Pesqueira ajudaria a equipe nesse sentido. O grupo leonino, e a comissão técnica, sabe disso. “Essa conquista do torcedor vai acontecer gradualmente. Se vier amanhã, ótimo. Nós esperamos, agradecemos. Mas depende da gente. Nosso comportamento dentro de campo, nossa atitude ao vestir a camisa é que vai trazer essa sincronização entre torcida e jogadores. É claro que não vamos negar que é melhor incentivar do que reclamar. O elogio tem mais força do que a crítica. Se a torcida tiver paciência, a gente vai agradecer porque ela nos ajuda muito. Se não tiver, a gente vai correr atrás pra tentar reverter isso”, falou Vadão.


Reinaldo substituirá o lesionado Renê. Foto: Clemilson Campos/ JC Imagem

O comandante leonino manteve a escalação da equipe que venceu o Central. Com apenas uma mudança, na lateral-esquerda. Sai Renê, machucado, e entra Reinaldo. O jogador declarou que espera “agarrar” a nova oportunidade que lhe apareceu. Nas demais posições, os jogadores são os mesmo. Isso significa que o potencial xodó da torcida, Sandrinho, terá chance para repetir o bom futebol de sua estreia como titular.

O meia Hugo, como já foi noticiado, está de fora até da relação. Não vai nem para o banco. A comissão técnica leonina explicou que ele passará cerca de uma semana em período de “aprimoramento”, ou seja, sem jogar. Só treinando. Outros medalhões permanecem como opções na reserva: Cicinho e Felipe Menezes.

Ficha do jogo

Sport: Magrão; Moacir, Gabriel, Maurício e Reinaldo; Rithely, Fábio Bahia e Marcos Aurélio; Sandrinho, Felipe Azevedo e Roger. Técnico: Vadão

Pesqueira: Geday; Neto Bala (Deisinho), David, Edmilson e Oséas; Ailton (Dada), Jânio, Franklin e Laércio; Theo e Jonathan. Técnico: Humberto Santos

Campeonato Pernambucano Coca-Cola 2013; Local: Ilha do Retiro; Horário: 20h. Árbitro: Giorgio Wilton (PE). Assistentes: Wilton Lins e Jean Marcel.

Fonte:Rômulo Alcoforado

Leão mantém a maior freguesia de Pernambuco e vence no Lacerdão

A maior freguesia do futebol pernambucano continua.

No Lacerdão, há mais de uma década quem manda é o Sport.

No retrospecto, dez vitórias e apenas um empate. O Central não vence desde o dia 2 de junho de 2002, quando fez 2 x 1. Faz tempo.

Neste domingo, mesmo vivendo uma rusga entre time e torcida, o Leão venceu a Patativa por 1 x 0, diante de 9.362 torcedores.

O bom público em Caruaru viu praticamente o mesmo cenário desde 2003.

O time da casa pressiona, cria boas chances, cansa de desperdiçar oportunidades e termina vencido pela eficiência do visitante rubro-negro, nesta tarde de todo branco.

Com Sandrinho no lugar de Gilsinho e produzindo bem mais no lado esquerdo do ataque do Sport, Leão perdeu algumas chances no primeiro tempo, com Marcos Aurélio, com  gol vazio, e Felipe Azevedo, acertando a trave.

O Alvinegro, com uma chuva de escanteios, também mandou uma na trave. Na etapa complementar, com a equipe do Central cansando, o Sport marcou o seu gol.

Se bem que o atacante Roger teve uma baita colaboração do zagueiro Ítalo, que se atrapalhou todo com o quique da bola. Foi mais um a falhar nesse longo jejum.

Fonte: Cassio Zirpoli

Sandrinho ganha chance no time titular do Sport

A relação entre a torcida e o time do Sport não anda boa. Na vitória sobre o Serra Talhada, por 3×2, na última rodada do Pernambucano Coca-Cola, a equipe foi vaiada do início ao fim do jogo. Para reconquistar a confiança do seu torcedor, a equipe precisa vencer e convencer. E a primeira missão será neste domingo, quando o Leão enfrenta um tradicional adversário, que venceu todos os jogos em casa: o Central, no estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. O duelo acontece a partir das 16h.

A pressão é grande e incomoda os jogadores rubro-negros. Durante a semana, o goleiro Magrão, ídolo do clube, chegou a declarar que não estava reconhecendo o torcedor que está indo para a Ilha do Retiro. As vaias estão doendo nos ouvidos de cada jogador. O técnico Vadão vem conversando com os jogadores para ter tranquilidade no momento de turbulência na temporada.

“A realidade é que precisamos de uma sequência positiva para que tudo se tranquilize. E só as vitórias nos trarão essa tranquilidade”, afirmou o técnico Vadão, que também vem sendo alvo da ira dos torcedores desde a desclassificação da Copa do Nordeste de maneira precoce.

Para o duelo contra a Patativa, o treinador fez apenas uma alteração. O meia Sandrinho ganha a oportunidade de  ser o titular da equipe na vaga de Gilsinho. Nas vezes que foi acionado, Sandrinho conseguiu mudar a postura do Sport em campo. Seria o titular na partida contra o Serra Talhada se não fosse vetado pelo departamento médico.

Sendo assim, o treinador mantém fora da equipe os atletas considerados medalhões (Cicinho, Hugo e Felipe Menezes. Vadão minimiza o fato. “Não entendo a ênfase que se dá a isso. O que aconteceu é natural. Faz parte. Todos estão respeitando. Isso não quer dizer que Cicinho ou Felipe não possa voltar ao time principal. Agora, tem de trabalhar mais. E de repente foi uma mudança que pode ter mexido com esses atletas. Cicinho foi o destaque dos treinos para mim durante a semana”, declarou na entrevista coletiva.

No Central, o técnico Ricardo Oliveira pode fazer alterações na equipe, especialmente no setor ofensivo. Andrezinho deve entrar no lugar de Jonathan Fumaça, que vem de uma sequência de más atuações no Pernambucano.

Ficha técnica

Central
Rodrigão; Tiago Araújo, Gustavo, Ítalo e Júlio César; Fernando Pires, Cleber, Luiz Fernando e Tallys; Zulu e Andrezinho. Técnico: Ricardo Oliveira.

Sport
Magrão; Mocir, Gabriel, Maurício e Renê; Fábio Bahia, Rithely e Marcos Aurélio; Sandrinho, Felipe Azevedo e Roger. Técnico: Vadão.

Local: Lacerdão, em Caruaru. Árbitro: Sebastião Rufino Filho. Assistentes: Charles Rosas e Aldir Pereira.
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Fonte: Marcelo Blog do Torcedor

Sport vence Serra Talhada no fim, mas ouve vaias da torcida

Aos 37 segundo tempo, a torcida do Sport dirigiu impropérios ao presidente do clube, Luciano Bivar. No minuto anterior, o alvo havia sido o expulso meio-campista Hugo. Ainda antes, Vadão fora obrigado a ouvir xingamentos das implacáveis arquibancadas. Algo não andava bem na Ilha do Retiro. Mas melhorou aos 43, quando Marcos Aurélio, após boa jogada de Felipe Azevedo, desempatou o marcador e deu a primeira vitória – suada- ao Rubro-Negro. Dentro de casa, o Leão não jogou bem, mas fez 3 x 2 no Serra Talhada e amenizou a crise que se instalou e ameaçava crescer no clube.

O primeiro tempo foi rubro-negro. Não que o Sport tenha jogado bem. O Serra Talhada é que permitiu que o Leão, mesmo confuso e com vários erros de passe, dominasse as ações e se impusesse. Os principais lances foram criados pelo lado direito, mesmo sem Cicinho. Moacir e Felipe Azevedo eram os principais articuladores por ali. O primeiro tento leonino, depois de algumas tentativas, foi exatamente por aquele lado. Moacir invadiu a área e deu voltando para Azevedo, que teve tempo de escolher onde chutar. 1 x 0 para o Sport. Pouco depois, Pênalti em cima de Roger. Marcos Aurélio foi para a cobrança, ajeitou com carinho, correu, chutou…E desperdiçou. Na trave. O castigo veio 12 minutos depois. Aos 40. Na única oportunidade criada pelo Serra Talhada, Júnior Ferrim girou dentro da área e bateu cruzado. Magrão nada pôde fazer. Empate do Serra, vaias e coro de “burro” para Vadão.

Os protesto não acordaram o time do Sport. O Serra também voltou na mesma toada. O jogo ficou ainda mais lento no segundo tempo. A partida só começou a pegar fogo aos 21, quando Roger desempatou o marcador, sozinho no pé da trave. Perdendo, o time do Serra Talhada teve de ir à frente. E conseguiu empatar aos 30 minutos, com Alex Costa, após bate-rebate na área. A Ilha do Retiro virou tensão pura. Um barril de pólvora, ao qual Hugo não soube resitir. Meteu-se em confusão e foi expulso poucos minutos depois de entrar em campo. Mesmo com um a menos, Marcos Aurélio desempatou a partida e deu a vitória ao Leão. A crise do Sport não aumentou – mas ainda houve vaias ao fim do jogo.

Ficha técnica

Sport – Magrão, Moacir, Gabriel, Maurício e Renê (Cicinho); Fábio Bahia, Rithelly e Marcos Aurélio; Felipe Azevedo, Roger (Tobi) e Gilsinho (Hugo). Técnico: Vadão.

Serra Talhada – Carlos; Alex Costa, Negretti e Juninho (Júnior Negrão); Baiano, Enercino, Cristiano Segipano (Otacílio), Kássio (Róbson) e Bebeto; Bebto e Junior Ferrim. Técnico: Pedro Manta.

Cartões amarelos: Rithely, Maurício e Fábio Bahia (Sport); Alex Costa (Serra Talhada); Cartão vermelho: Hugo (Sport) Gols: Felipe Azevedo (19 do 1T), Roger (21 do 2T) e Marcos Aurélio (43 do 2T); Júnior Ferrim (40 do 1T) e Alex Costa (30 do 2T) Público: 7.101; Renda: 43.074,00Local: Ilha do Retiro. Horário: 20h. Árbitro: Sandro Meira Ricci. Assistentes: Albert Júnior e Bruno

POSTADO POR Marcelo ÀS 21:19 EM 27 DE Fevereiro DE 2013

Um novo Sport tenta a recuperação diante do Serra Talhada

A eliminação precoce da Copa do Nordeste, diante do Campinense, em casa, e a derrota para o Salgueiro, no último domingo, no Cornélio de Barros, pela segunda rodada do segundo turno do Pernambucano Coca-Cola acenderam o sinal de alerta na Ilha do Retiro. Tanto que o técnico Vadão fez mudanças radicais no time do Sport que vai enfrentar o Serra Talhada, nesta quarta-feira, às 20h, na Ilha.

Mesmo tendo perdido apenas uma vez na temporada e para um adversário que já tem a tradição de atrapalhar a vida dos grandes clubes da capital, quando joga em seu estádio, a pressão do Sport é grande.E para tentar mudar esse panorama, Vadão se viu obrigado a mexer a estretura da equipe. E quem dançou no time foi o veterano Cicinho, um xodó da torcida.

Nos últimos jogos, Cicinho não vem demonstrando o mesmo rendimento do ano passado. Assim, o técnico Vadão sacou o jogador e confirmou a presença de Moacir na lateral-direita. “A intenção é ter mais força na marcação”, explicou o treinador. No meio, Hugo e Felipe Menezes estão fora. O treinador improvisou o atacante Marcos Aurélio no setor, abrindo vaga para Roger voltar ao time, após se recuperar de uma contusão. Quem também retorna é o volante Rithelly. Na lateral-esquerda, Renê ganha uma chance no time titular.

“A minha intenção com essas mudanças é a de provocar um critério de justiça. Se não está indo bem, temos que mudar, independente se é ou não medalhão”, disse o treinador. Para Vadão, o que está gerando a intranquilidade no Sport foi a forma como time foi eliminado da Copa do Nordeste. As mudanças são uma tentativa para o Sport reagir. “Está parecendo que a gente está colocando os atletas no paredão para “fuzilarmos”. Não é isso. Estamos procurando uma forma do time melhorar o seu desempenho”, destacou.

A outra novidade também está no ataque. Gilsinho ganha uma nova chance. A última vez que esteve no time titular, o Sport venceu o Confiança, por 3×1, na COpa do Nordeste. De lá para cá, o jogador esteve esquecido pelo técnico. Na verdade, Vadão pensava em utilizar Sandrinho, mas o jogador foi vetado pelo departamento médico. Gilsinho espera agarrar bem a oportunidade. “Vou procurar fazer o meu melhor para ter uma sequência no time”, declarou.

Enquanto isso, o Serra Talhada tem uma estreia, que vai ficar no banco de reservas. O técnico Pedro Manta assumiu o comando e promete uma equipe aguerrida dentro de campo para surpreender o Leão na sua toca.

Ficha técnica

Sport – Magrão, Moacir, Gabriel, Mateus e Renê; Fábio Bahia, Rithelly e Marcos Aurélio; Felipe Azevedo, Roger e Gilsinho. Técnico: Vadão.

Serra Talhada – Carlos; Baiano, Alex, Negretti e Ranieri; Enercino, Juninho, Kássio e Bebeto; Cristiano Sergipano e Junior Ferrim. Técnico: Pedro Manta.

Local: Ilha do Retiro.
Horário: 20h.
Árbitro: Sandro Meira Ricci. Assistentes: Albert Júnior e Bruno Alcântara.Ingressos: R$ 10 (Sócio e estudante), R$ 20 arquibancada, R$ 8 (arquibancada atrás do gol).

POSTADO POR Marcelo ÀS 21:25 EM 26 DE Fevereiro DE 2013

Sport abusa de errar e é derrotado pelo Salgueiro na estreia do Pernambucano

Salgueiro – A alcunha “intermediário”, comumente designada aos times do interior, perde força quando se trata do Salgueiro. Especialmente, quando joga em casa. Da reinauguração do estádio Cornélio de Barros, em janeiro de 2012, até ontem, foram 17 vitórias, sete empates e uma única derrota. Some, agora, mais um triunfo. Foi o Sport quem se apequenou diante do Carcará. Com o domínio de quase todo o confronto, o mandante mereceu golear, mas saiu de campo com uma justa vitória de 2 a 1, com gols de Clebson e Elvis – Marcos Aurélio, de pênalti, descontou para o Leão. O resultado mostrou o quanto os sertanejos são, sim, fortes candidatos ao título do Campeonato Pernambucano. E aumentou ainda mais a crise rubro-negra, instalada desde a trágica eliminação da Copa do Nordeste.

O início de jogo iludiu os rubro-negros, presentes em quantidade bastante reduzida, devido ao veto às três maiores organizadas do estado, incluindo a Torcida Jovem. Com menos de um minuto, Marcos Aurélio exigiu boa defesa de Luciano. Após uma sutil pressão, com chances dos pés dos laterais Cicinho e Reinaldo, surgiu o contragolpe. Aos oito minutos, Sidny, de longe e com bastante liberdade, soltou a bomba e acertou o travessão da meta de Saulo. Acordou a torcida da casa. Instantes depois, Elvis, desta vez bem de pertinho, deu um chute tosco para fora. Despertou a vaia. A blitz do Carcará resultou em gol. Aos 14, Clebson se livrou da marcação e acertou o canto esquerdo: 1 a 0. Explosão do Carcará.

Bernardo Dantas/DP/DA Press

Daí para a frente, a equipe mandante tomou as rédeas do confronto. Após muita insistência, aumentou o placar. Aos 37, Sidny, um dos destaques da partida, cruzou para Elvis. O atleta dominou e arrematou, rente ao ângulo: 2 a 0. A goleada estava mais próxima do que a reação do Leão. Domínio incontestável. Mesmo panorama do início da segunda etapa.

O Leão seguiu em ritmo apático. O técnico Vadão sacou Ruan e apostou em Sandrinho. Mas o susbtituto não teve sorte. Com apenas oito minutos em campo, torceu o tornozelo e saiu de maca. Entrou Gilsinho. Dono da partida, o Carcará abusou de perder gols. Clebson arriscou de fora da área e carimbou o travessão. Elvis, mais uma vez sozinho e de frente ao gol, apenas “recuou” para Saulo. Não deu outra: a bola castiga. Aos 29, Marcos Aurélio fez fila e acabou derrubado dentro da área. Sofreu e cobrou o pênalti, com categoria: 2 a 1. Quando se esperava a reação do Sport, viu-se um Salgueiro mais perto de matar o jogo. Nada mudou.

FICHA TÉCNICA

Salgueiro
Luciano; Sidny, Ricardo Brás, Cleber Carioca e Peri; Pio (Alemão), Victor Caicó, Mateus (Moreilândia) e Clebson; Fabrício Ceará e Elvis (Canga). Técnico: Marcelo Chamusca

Sport
Saulo; Cicinho, Gabriel, Maurício e Reinaldo; Fábio Bahia, Tobi, Felipe Menezes (Mateus Lima) e Marcos Aurélio; Ruan (Sandrinho) (Gilsinho) e Felipe Azevedo. Técnico: Vadão

Local: Estádio Cornélio de Barros (Salgueiro).
Árbitro: Emerson Sobral.
Assistentes: Clóvis Amaral e Elan Vieira.
Gols: Clebson, Elvis (SA); Marcos Aurélio (S).
Cartões amarelos: Cleber Carioca (SA); Tobi, Felipe Azevedo (S).
Público: 8.998.
Renda: R$ 42.032,00.

Rodolfo Bourbon – Diario de Pernambuco

Mesmo com dúvidas, Vadão garante esquema com três atacantes

Por Rômulo Alcoforado

Há uma série de dúvidas pairando sobre a cabeça de Vadão. Três titulares – além do zagueiro Mateus, já vetado- ainda não estão confirmados pelo departamento médico do clube. Magrão, fibrose, Felipe Azevedo, gripe, e Roger, com dores no calcanhar, podem não atuar. Só se saberá da disponibilidade do trio no treino deste sábado. “Vamos aguardar para definir amanhã. Temos de esperar Felipe Azevedo, que, se estiver em condições, vai ser titular, além de Roger e Magrão”, falou o treinador. As interrogações, porém, residem apenas nos nomes. O esquema de jogo já está definido: 4-3-3.

“Nós não vamos jogar sem centroavante. Se Roger não jogar, joga Ruan. O esquema com três atacantes está definido”, afirmou Vadão. Durante o treinamento desta sexta-feira, o treinador fez uma série de experiências. No fim do treinamento, Roger voltou a sentir o calcanhar, que o atormenta desde a primeira fase da Copa do Nordeste. Em seu lugar, Vadão testou o jovem Ruan, único substituto com atributos semelhantes aos do camisa 9 rubro-negro.


Sandrinho foi testado no time titular do Sport. Foto: Rômulo Alcoforado

Outra das tentativas de Vadão foi com o atacante Sandrinho. Elogiado pela torcida nos jogos em que atuou – sempre no segundo tempo-, o jogador vem ganhando espaço na equipe leonina. O problema é que, com suas características, há dois titulares “absolutos”: Marcos Aurélio e Felipe Azevedo (no lugar de quem treinou como titular). “Sandrinho não vem jogando com tanta frequência porque (Felipe) Azevedo não está dando oportunidade. Ele tem uma característica semelhante (à de Felipe Azevedo), explora muito a velocidade. Está dentro do esquema, do elenco, com certeza. A qualquer momento, dependendo da oportunidade, pode sair jogando”, explicou o técnico. A tendência, porém, é que ele continu no banco, uma vez que a situação clínica de Felipe Azevedo não é tão preocupante.

Vadão falou, ainda, sobre Maurício, que fará estreia no lugar de Mateus, na zaga do Sport. Ele elogiou o defensor, cujo futebol já conhecia de outras ocasiões. “É um zagueiro veloz, vigoroso. Trabalhei na portuguesa com ele, já o conhecia. Joga nos dois lados, tanto na esquerda quanto na direita, não é tão alto (1,85m), mas tem muita explosão. A gente ganha em velocidade”, disse.

Diretoria de futebol do Sport renuncia após desentendimento com conselho gestor

A diretoria de futebol do Sport renunciou nesta terça-feira. Depois da eliminação da Copa do Nordeste – e às vésperas de iniciar o Campeonato Pernambucano- os dirigentes estão reunidos neste momento e decidiram abdicar do cargo no Sport. A decisão foi comunicada via carta para o presidente do conselho gestor de futebol, Wanderson Lacerda. Além de Milton Bivar, o vice-presidente, deixaram o clube, também, nomes como Guilherme Beltrão, Álvaro Figueira, Fred Borba e Aluísio Maluf. O grupo estava no comando do futebol do Leão havia 56 dias.

O motivo para saída foi exatamente um desentendimento entre a diretoria de futebol e o conselho gestor de futebol. Logo após a partida do sábado, diante do Campinense, Milton Bivar, diretor de futebol, criticou os jogadores, disse que faltou empenho e “alma” por parte de alguns, isentou o treinador Vadão de culpa e garantiu mudanças. Dois dias depois, o conselho se reuniu e, em entrevistas à imprensa, falou o contrário do que Milton Bivar havia dito e, sobretudo, garantiu que não haveria dispensas. Os diretores acusaram o conselho de querer interferir no futebol.

O presidente do Sport, Luciano Bivar, irmão e desafeto do agora ex-vice-presidente de futebol, falou ao blog e garantiu que a carta de renúncia está em poder de Wanderson Lacerda e que ele, Bivar, ainda não conhecia o teor do comunicado.

Fonte:Rômulo Alcoforado

A primeira vergonha do ano pertence ao Sport

O primeiro grande vexame do futebol pernambucano em 2013.

Diante de 20 mil torcedores na tarde deste sábado na Ilha, o Sport foi eliminado da Copa do Nordeste pelo Campinense, mesmo após empatar sem gols no primeiro jogo, na Paraíba.

De fato, o time de Vadão não esteve bem. O Sport não fazia um bom primeiro tempo. Na verdade, até via o adversário de Campina Grande com mais posse de bola, mas firme nas divididas.

No finzinho, após boa trama iniciada por Marcos Aurélio, Felipe Azevedo finalizou para abrir o placar. O lance calou as críticas por um minuto.

Tempo para Bismarck se aproveitar de um cochilo da defesa para mandar da entrada da área.

Àquela altura, o empate com gols dava a vaga ao Campinense.

As vaias da torcida não acordaram o Rubro-negro pernambucano.

No início do segundo tempo, aos 7 minutos, Zé Paulo recebeu livre, entre os zagueiros e bateu sem chances para Magrão.

Era a senha para o desespero.

Aos 32 minutos, Cicinho foi derrubado na área. Na cobrança do pênalti, Felipe Azevedo deu ao Sport mais treze minutos de esperança.

Um gol e a vaga. Não veio. Duro golpe na Ilha, 2 x 2.

Mesmo invicto na competição, o Sport sai de forma precoce sem apresentar um bom futebol. Fora de casa, não vinha agradando.

Dessa vez, sequer fez o seu papel como mandante.

Fonte: Cassio Zirpoli

 

Sport: Magrão; Cicinho, Gabriel, Mateus e Reinaldo; Fábio Bahia,Marino (Felipe Menezes, que foi substituído por Sandrinho), Moacir e Hugo (Sandrinho); Felipe Azevedo e Marcos Aurélio.
Técnico: Vadão.

Campinense: Pantera; Tiago Granja, Roberto Dias, Edvânio e Panda; Dedé, Wellington (Bruno de Jesus), Glaybson e Bismarck (Ricardo Maranhão); Zé Paulo (Danilo Portugal) e Jefferson Maranhense. Técnico: Oliveira Canindé.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA). Assistentes: Alessandro A. Rocha de Matos e Elicarlos Franco de Oliveira (ambos da BA). Gols: Felipe Azevedo, aos 41, Bismcarck, aos 44 minutos do primeiro tempo. Zé Paulo, aos 15 minutos, e Felipe Azevedo, aos 33 minutos do segundo tempo. Público: 20.099. Renda: R$ 234.920,00.