Tênis

Entenda qual a importância de saber seu V02 máximo antes de se exercitar

O VO2 máximo também chamado de consumo máximo de oxigênio representa a capacidade aeróbica máxima de um indivíduo. Na tradução, o VO2 seria a maior capacidade de oxigênio que uma pessoa consegue utilizar do ar inspirado enquanto faz um exercício físico aeróbico. Ele pode ser estimado por uma série de testes e fórmulas, mas seu valor exato só pode ser medido através do Teste Cardiopulmonar do Exercício (TCPE) também conhecido como Ergoespirometria. Esse exame feito pelo Cardiologista ou Médico do Esporte, acopla os dados obtidos no tradicional Teste Ergométrico, a análise dos gases expirados durante o exercício.

euatleta respiração (Foto: Getty Images)
Consumo máximo de oxigênio, ou VO2 máximo, representa a capacidade aeróbica de um indivíduo (Foto: Getty Images)

Além do consumo direto do oxigênio, o TCPE fornece variáveis que adicionam diversas informações sobre as respostas dos sistemas cardiovascular, respiratório, vascular pulmonar e muscular esquelético ao estresse físico, tendo especial valor na prescrição mais precisa de exercícios físicos aeróbicos e em pacientes com doenças cardiovasculares.

Qual o valor normal do VO2?
Para explicar melhor vamos considerar um indivíduo em repouso, lendo um livro, por exemplo. O VO2 desse indivíduo em repouso poderia ser estimado em aproximadamente 3,5 ml/(kg.min) o que é também chamado de 1 MET.

Esportes que mais gastam calorias: conheça o MET, seu aliado na dieta

O MET ou equivalente metabólico é uma unidade que representa o consumo de oxigênio no repouso, ou seja, 1 MET = 3,5 ml/(kg.min). No entanto, esse valor pode variar muito entre as pessoas devido a idade, sexo, hábitos, hereditariedade e condicionamento cardiovascular.

Espera-se de um homem saudável que ele alcance no esforço um VO2 máximo em torno de 35 a 40 ml/(kg.min), ou seja, 10 vezes o VO2 de “repouso“ (ou 10 METS).

Atletas de elite chegam a alcançar um VO2 máximo de 70 ml/(kg.min), ou seja, conseguem aumentar em até 20 vezes o VO2 de repouso. Já as mulheres possuem tipicamente um VO2 40-60% menor do que os homens, em torno de 27 a 30 ml/(kg.min). Vale lembrar que o VO2 máximo pode aumentar com o treinamento e diminuir com a idade.

 Quem precisa fazer um Teste Cardiopulmonar do Exercício para medir o VO2?
– Atletas amadores para prescrição adequada de exercícios
– Atletas profissionais para acompanhamento de treinamento
– Pessoas com queixas de cansaço ou falta de ar no exercício.
– Avaliação de resposta de medicamentos (em hipertensos, por exemplo)
– Para prescrição de exercícios para cardiopatas ou pneumopatas
– Seleção de pacientes para transplante cardíaco ou pulmonar
– Avaliação da gravidade e prognóstico da insuficiência cardíaca ou pneumopatias crônicas.
– Grandes obesos e aqueles que vão ser submetidos a cirurgia bariátrica
– Para risco cirúrgico ou pré-operatório

euatleta falta de ar (Foto: Getty Images)
Pessoas com falta de ar ou cansaço durante o exercício devem fazer o teste cardiopulmonar (Foto: Getty Images)

Pacientes com doenças arteriais dos membros inferiores com um VO2  baixo podem ter alguma doença no coração?

Durante o esforço é normal que o consumo de oxigênio suba progressivamente em qualquer indivíduo. Quando isso não acontece, o médico deve investigar, principalmente, doenças como a insuficiência cardíaca e as doenças pulmonares (pneumopatias crônicas). Segundo a classificação da American Heart Association (AHA) um VO2 pico <20 ml/(kg.min) já pode significar doença.

VO2 máximo é a mesma coisa que Limiar Anaeróbio?
Não, o Limiar Anaeróbio (LA) ou 1º Limiar Ventilatório é o ponto do exercício no qual inicia-se o acúmulo de lactato no sangue, com conseqüente tamponamento pelo sistema do bicarbonato, elevação da produção de gás carbônico (VCO2) e necessidade de aumento da ventilação para a sua excreção. Ao contrario do que se pensa, no exercício respiramos mais rápido não porque precisamos de mais oxigênio mas para retirar o CO2 produzido pelas células.

Há também o 2º Limiar Ventilatório, ou Ponto de Compensação Respiratória, que é o momento no qual se detecta a incapacidade do sistema metabólico em tamponar a acidose progressiva, resultando na necessidade de se excretar maior quantidade de CO2 através de maior hiperventilação.

euatleta personal (Foto: Getty Images)
Teste cardiopulmonar serve também para definir o treino de acordo com as necessidades de cada indivíduo (Foto: Getty Images)

 Porque o VO2 e o Limiar Anaeróbio (LA) são importantes para prescrever o exercício?
Os limiares 1º e 2º são importantes para a prescrição do exercício pois realizá-lo muito abaixo do 1º Limiar não promove condicionamento, e muito próximo ou acima do 2º Limiar traz o risco de se trabalhar em acidose descompensada, o que não é saudável. O percentual do VO2 no LA está em torno de 50% do VO2 máximo em indivíduos normais, elevado a mais de 70% em atletas e rebaixado a cerca de menos de 30% em doentes graves.

O Teste Cardiopulmonar do Exercício só serve para medir o VO2?
Não, além da avaliação do VO2 máximo, do LA e do Ponto de Compensação respiratória, o exame avalia o comportamento da pressão arterial antes, durante e após o exercício. Avalia também a variação da frequência cardíaca no esforço e na recuperação, podendo ajudar no diagnóstico da asma induzida pelo exercício e as alterações patológicas cardiovasculares como o infra-desnivelamento do segmento ST e as arritmias cardíacas malignas. Além disso, diversas variáveis são avaliadas pelo médico no TCPE como o Pulso de Oxigênio, os equivalentes ventilatórios VE/VCO2 e VE/VO2, VE/CO2 Slope, a Reserva Ventilatória,  o T ½, entre outros…

Vou iniciar um treinamento ou quero emagrecer, vale a pena fazer um TCPE?
Sim, o mais importante é que o TCPE vai excluir possíveis contra-indicações que você possa ter para fazer exercício, principalmente os de alta intensidade. O Teste agregará segurança não somente para você, mas também para toda equipe de profissionais que lhe acompanham (médicos, nutricionistas, educadores físicos e o fisioterapeutas). Além disso, com a realização de exames seriados é possível que você avalie e quantifique a melhora da sua performance.

Bibliografia:
AHA Scientific Statement – Exercise Standards for Testing and Training. Gerald F. Fletcher; Gary J. Balady, MD; Ezra A. Amsterdam. March 3, 2015.
Descomplicando a Ergoespirometria para o Cardiologista Clínico – DERCAD/RJ – SOCERJ – Fernando Cesar de Castro e Souza. Volume 7, 2010
Arena A, Myers J, Aslam SS, et al. Peak VO2 and VE/ VCO2 slope in patients with heart failure: A prognostic comparison. Am Heart J 2004;147:354–60.
Corrà U, Mezzani A, Bosimini E, et al. Ventilatory response to exercise improves risk stratification in patients with chronic heart failure and intermediate functional capacity. Am Heart J 2002;143:418-26.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. Development of a ventilatory classification system in patients with heart failure. Circulation. 2007;115:2410-2417.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The Ventilatory classification system effectively predicts hospitalization in patients with heart failure. J Cardiopulm Rehabil 2008;28:195–198.
Arena A, Myers J, Abella J, et al. The partial pressure of resting end-tidal carbon dioxide predicts major cardiac events in patients with systolic heart failure. Am Heart J 2008;156:982-88.
Sun X-G, Hansen JE, Beshai JF, et al. Oscillatory Breathing and Exercise Gas Exchange Abnormalities Prognosticate Early Mortality and Morbidity in Heart Failure. J Am Coll Cardiol 2010;55:1814–23.
Klainman E, Fink G, Lebzelter J, et al. The relationship between left ventricular function assessed by multigated radionuclide test and cardiopulmonary exercise test in patients with ischemic heart disease. Chest 2002;121:841- 845. 8. Belardinelli

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

Aprenda a identificar os sinais de cansaço

Por camilabrogliato

É tanta coisa na rotina diária que muitas vezes ignoramos aquela “dorzinha leve”, a falta de apetite, a insônia ou aquela puxada na panturrilha. Você sabe reconhecer os sinais de cansaço que o seu corpo envia?

Frases de superação como “Dor é inevitável, desistir é opcional” ou “Dor é sinal de que seu músculo está trabalhando” (entre tantas outras espalhadas por aí) podem até ajudar no quesito motivação… mas lesões mais sérias podem acontecer se o atleta ignorar os sinais de cansaço e continuar treinando.

Não podemos esquecer que cada um tem limites diferentes. O desafio, portanto, é descobrir como dosar seus treinos, respeitar os sinais de cansaço e não forçar além da conta. E claro, descansar. Fique atento aos exageros que fazem mal à sua saúde. A seguir, veja alguns sintomas que o corpo envia quando algo está errado:

Lesões constantes
Suportar uma dor e seguir em frente (ignorando os sinais de cansaço do corpo) pode parecer um ato heroico. Mas, atenção: mesmo que você consiga superar a dor, todas as lesões relacionadas ao esporte devem ser investigadas e tratadas. Maquiar dores crônicas e persistentes com remédios anti-inflamatórios, por exemplo, não é indicado. Pare até descobrir o motivo do incômodo.

Insônia e distúrbios no sono
Preste atenção ao seu sono. Falta de sono ou problemas para dormir não são eventos isolados. Quem dorme pouco tem seu rendimento atrapalhado, além de ficar mais estressado durante o dia. Para dormir melhor, evite cafeína de forma exagerada, açúcar e bebidas energéticas– que só aumentam a sensação de cansaço do corpo. Se a insônia persistir, procure um médico.

Overtraining
Exercícios intensos e pouco tempo para a recuperação podem provocar overtraining. Os sintomas vão desde a sensação de fadiga generalizada às dores que não vão embora, insônia, irritabilidade, perda de motivação, gripes e resfriados frequentes, calafrios e até batidas irregulares do coração. Se, após exercícios intensos, o seu coração estiver acelerado demais mesmo em repouso e demorar muito a voltar ao normal, você pode estar em overtraining.

Cuidados
Se sentir algum desses sintomas, considere uma pausa nos treinos e concentre-se na recuperação com descanso, mais horas de sono e melhor alimentação. Para saber como está seu coração, procure um médico. Invista também em um monitor de frequência cardíaca, para verificar as batidas do coração em repouso e em atividade.

A sugestão dos especialistas é estar atento ao fortalecimento dos músculos, caprichar no alongamento após os exercícios, no aquecimento, no repouso, e em técnicas para melhorar o movimento muscular durante as pedaladas.

(Fontes: Dr. Rogério Teixeira, ortopedista e traumatologista especialista em medicina esportiva, membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor -SBED).

Teliana vence WTA de Florianópolis e garante lugar no top 50 do ranking mundial

GAZETA PRESS

À Brasileira e Pernambucana  conquistou segundo título do ano e da carreira profissional

Teliana Pereira é campeã do WTA de Florianópolis. Neste sábado, a brasileira derrotou a alemã Annika Beck por 2 sets a 1, parciais, de 6/4, 4/6 e 6/1, em 2h36 de jogo. Foi o segundo título da tenista no ano, que já havia conquistado em Bogotá.

A conquista garante uma vaga para a brasileira entre as 50 melhores do mundo. Este será o terceiro melhor ranking de uma tenista brasileira na história. O título de Bogotá já havia a transformado na primeira brasileira a ganhar uma competição WTA em 27 anos.

Teliana havia sido derrotada por Beck, número 68 do mundo, na última partida entre as duas, quando a brasileira desistiu do duelo devido a uma lesão. Neste sábado, após os dois primeiros sets serem equilibrados, a atleta da casa atropelou no set decisivo.

“Foi uma semana incrível. Cheguei aqui sem saber se iria jogar porque meu joelho estava muito ruim e consegui essa vitória. Queria agradecer a todos por virem torcer. Sem isso, não seria possível. Me apoiaram desde o primeiro jogo, em que quase não ganhei. Hoje estava difícil de jogar, com muito vento, e estou muito gripada. Tive que lutar contra isso e o apoio fez que eu superasse tudo”, afirmou Teliana.

Gustavo Kuerten estava em Florianópolis assistindo ao confronto. Assim como em Roland Garros, quando ele viu Marcelo Melo ser campeão em duplas, o ex-número 1 do mundo foi ‘pé-quente’ para o país.

Foi a terceira edição do WTA de Florianópolis. Nos anos anteriores, a checa Klára Zakopalová e a romena Monica Niculescu subiram no lugar mais alto do pódio.

Marcelo Melo faz história com título de duplas masculinas em Roland Garros

Por Paris

Sábado histórico para o tênis brasileiro. Pela primeira vez, o país celebrou a conquista do título de duplas masculinas em Roland Garros, o saibro sagrado onde Gustavo Kuerten foi tricampeão de simples. O responsável pelo feito foi Marcelo Melo que, jogando ao lado do croata Ivan Dodig, bateu os irmãos gêmeos Bob e Mike Bryan, dos Estados Unidos, parceria número 1 mundo, por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (5), 7/6 (5) e 7/5. Um resultado expressivo contra adversários do mais alto calibre.

– Foi uma grande atmosfera. Gostaria de dizer que conheci meu parceiro quatro anos atrás e agora conquistamos esse título. Quero agradecer a todo mundo que está aqui, no box, ao meu irmão. Um amigo veio do Brasil só para ver a final. Não é fácil jogar com o Guga aqui. Toda vez em que olhava para ele, via uma pressão sobre mim. Quero mandar um abraço a todos os torcedores e ao lançamento da hashtag “somos todos girafa” – disse Marcelo Melo, logo depois da conquista.

Marcelo Melo e Dodig são campeões em Roland Garros (Foto: REUTERS/Pascal Rossignol)
Dodig e Marcelo Melo levantam a taça de campeões de duplas em Roland Garros (Foto: REUTERS/Pascal Rossignol)

Marcelo Melo, de 31 anos, entra para um grupo de tenistas brasileiros campeões em Roland Garros, que conta, além de Guga, com Maria Esther Bueno, que venceu nas duplas mistas e femininas, ambas em 1960, e Thomaz Koch, vitorioso nas mistas em 1975. Foi o seu primeiro título de Grand Slam, completando 15 na carreira, todos em duplas.

Marcelo Melo; Dodig; Roland Garros; 2015  (Foto: AP)
Marcelo Melo e Ivan Dodig: êxtase após o championship point (Foto: AP)

Desde o começo, o confronto se mostrou equilibrado. O primeiro set foi sem quebras de serviço até o empate em 6 a 6 e a disputa no tie-break. Os americanos se saíram melhor e venceram por 7 a 5, saindo na frente e jogando a pressão para Melo e Dodig, que já haviam sido derrotados pelos gêmeos nas finais de Wimbledon de 2013 e do ATP Finals no ano passado.

No segundo set, os irmãos Bryan chegaram a abrir vantagem de 4 a 2 depois de conseguir uma quebra e parecia que fechariam o jogo. No entanto, Melo e Dodig reagiram e conseguiram levar a decisão para mais um tie-break. Desta vez, venceram por 7/5.

Melo e Dodig em Roland Garros (Foto: Getty Images)
Melo e Dodig em ação na final de Roland Garros (Foto: Getty Images)

O equilíbrio se manteve no terceiro set, adicionando o clima de uma tensão ainda maior com a proximidade da definição do título. As duas duplas conseguiram controlar seus serviços, e o jogo caminhava para mais um tie-break. No entanto, com o placar em 5 a 5, Melo e Dodig quebraram o saque dos americanos e confirmaram o serviço com uma direita de muita categoria do brasileiro, para vencer por 7 a 5 e celebrar uma conquista inédita para ambos.

Pernambucana Teliana Pereira faz história e dá ao Brasil um título de WTA após 27 anos

 Fred Figueiroa /Diario de Pernambuco

Teliana fez uma grande partida neste domingo, sem dar chances à adversária, melhor ranqueada

Não foi neste domingo que Teliana Pereira escreveu o seu nome na história do esporte brasileiro. Seu capítulo está aberto desde 2013, quando a pernambucana começou a resgatar o tênis feminino do país de um passado cada vez mais distante. É importante voltar um pouquinho no tempo e lembrar que, há dois anos, o simples fato de participar de um torneio WTA foi considerado um marco. No mesmo saibro de Bogotá, a número 1 do Brasil iniciou a sua transformação dentro do circuito – derrubando uma série de tabus que duravam oito, dez, vinte anos. Em 2013, a grande e supreendente campanha parou na semifinal. Um feito. O início de uma nova história.

Dois anos depois, uma outra Teliana voltou ao saibro colombiano. Mais experiente e consistente. Recuperada de uma lesão que a fez despencar no ranking desde o meio da temporada passada, a pernambucana – hoje apenas a 130ª do mundo – encaixou uma sequência de dez vitórias nas duas últimas semanas. Na anterior, conquistou o ITF de Medellin (uma espécie de “segunda divisão” do tênis feminino). Seguiu viagem para o WTA de Bogotá e manteve a linha de atuações sólidas. Cinco grande partidas. Cinco vitórias e o primeiro título na elite do esporte – depois de 22 taças conquistadas na série ITF. E, como sempre, Teliana quebrou mais um tabu. Desde 1988, quando Niege Dias conquistou o torneio em Barcelona, uma brasileira não era campeã na WTA.

A trajetóri1a até o título passou por nomes de peso no circuito. Jogadoras experientes, consolidadas no top 100 e com títulos importantes no currículo. Começando por ninguém menos que a italiana Francesca Schiavonte, campeã de Roland Garros em 2010. Passou ainda pela espanhola Lourdes Dominguez Lino, derrubou a favorita e cabeça de chave 1 do torneio, a ucraniana Elina Svitolina (27ª do mundo) por 7/6(7) 6/3 e – na grande final – se impôs diante de Yaroslava Shvedova, do Cazaquistão, 73ª do mundo.

“É um dia muito especial. O mais feliz de toda a minha vida”, disse Teliana ao receber o troféu. Foram as únicas palavras ditas antes das lágrimas desabarem. E, chorando, lembrou da séria lesão que comprometeu sua evolução no ano passado – depois de uma temporada histórica em que havia disputado os quatro torneios do Grand Slam.

Na atualização do ranking, nesta segunda-feira, Teliana deve retornar ao top 100. A pernambucana do pequeno povoado de Barra do Tapera, no agreste do Estado, segue para a temporada de torneios no saibro europeu, numa preparação para Roland Garros. E, como a lista do Grand Slam de Paris foi fechada na última semana, a brasileira precisará disputar o qualifying.

Ao lado de indiana, Bruno Soares se vinga de algozes e fatura o bi em NY

Por Nova York

Bruno Soares pode se dar ao luxo de afirmar que é bicampeão do US Open. Dois anos depois de conquistar o título inédito nas duplas mistas com a russa Ekaterina Makarova, o tenista mineiro voltou a levantar o troféu de campeão do Grand Slam americano, dessa vez ao lado da indiana Sania Mirza. Se vingando da eliminação nas semifinais do ano passado, o brasileiro e a indiana levaram a melhor na decisão desta sexta-feira contra a parceria formada pela americana Abigail Spears e pelo mexicano Santiago González e faturaram a vitória por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 2/6 e 11-9.

Em ótimo entrosamento, Soares e Mirza não deram chances para os adversários no primero set. Depois de salvarem break point no primeiro game de jogo, prevaleceram no restante da parcial, principalmente com a indiana soltando bolas vencedoras a todo tempo. Já no segundo set, Spears e González se recuperaram e quebraram o serviço do brasileiro e da indiana no terceiro game, com um erro de Mirza, e fecharam a parcial de novo num game de devolução. No super tie-break, Soares e Mirza contaram com bobeadas dos oponentes, como uma dupla falta de Spears que deixou o brasileiro e a indiana a dois pontos da vitória. Soares e Mirza fizeram 9 a 4 e desperdiçaram os cinco match points seguidos que tinham na conta. Mesmo após a perda da vantagem, Soares pressionou e garantiu o título para a dupla e o segundo vice-campeonato consecutivo em Nova York para Spears e González.

– Foi uma decisão muito difícil, a gente sabia que não seria fácil e isso ficou comprovado no decorrer da partida. Estou muito feliz com este bicampeonato! Eu adoro jogar aqui, a cidade de Nova York é muito bacana e queria agradecer a todos os brasileiros e indianos que torceram por nós, pois eles merecem – disse o atual número 3 do mundo no ranking de duplas da ATP, na cerimônia de premiação.

A vitória foi o troco dado por Bruno Soares pelo resultado negativo do ano passado. Em 2013, atuando ao lado da espanhola Anabel Medina Garrigues, o duplista mineiro foi eliminado nas semifinais justamente por Spears e González (6/3 e 6/1).

tenis bruno soares sania mirza us open (Foto: Reuters)
Agora com indiana, Bruno Soares ganhou seu segundo título do US Open nas duplas mistas (Foto: Reuters)

Com o triunfo, Bruno Soares se tornou o terceiro tenista brasileiro a conquistar mais de um título de Grand Slam na carreira, se juntando a Maria Esther Bueno (19) e Gustavo Kuerten(tricampeão de Roland Garros em 1997, 2000 e 2001). Além do trio, o Brasil tem mais jogadores que venceram torneios desse naipe: Thomaz Koch (duplas mistas em Roland Garros, em 1975) e o recém-aposentado Tiago Fernandes (Aberto da Austrália juvenil em 2010).

Nadal derrota Djokovic e é campeão de Roland Garros pela nona vez

Fonte: LANCEPRESS!

De virada, o espanhol Rafael Nadal conquistou neste domingo seu nono título no saibro de Roland Garros. A vitória veio sobre o número 2 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, por 3 sets a 1, com parciais de 3-6, 7-5, 6-2 e 6-4.

Com a vitória, Nadal dispara na já folgada liderança em títulos do torneio, além de manter a posição de número 1 do mundo, que seria de Djoko no caso de uma vitória na final.

A partida não começou fácil para o espanhol, mas o desgaste e o cansaço de Djokovic no forte sol que batia na quadra Philipe Chartrier, deram uma vantagem a Nadal, nove vezes campeão na França.

Djokovic sofreu para conter o desgaste no forte sol que batia na quadra Phillipe Chartrier (Foto: Kenzo Triboulai/AFP)

Primeiro Set:

A parcial começou parelha, com poucos erros dos dois tenistas e ambos mostrando extrema concentração na briga não só pelo título, mas pelo número 1 do ranking mundial.

Até o sétimo game da parcial, as dificuldades foram aumentando e Nadal esteve perto de contestar o saque de Djokovic. Mas, a velha máxima permanece e, quem não faz…

No oitavo game, Djokovic quebrou o saque de Nadal, salvou dois break points no jogo seguinte e derrotou o espanhol no primeiro set, por 6 a 3, em 45 minutos.

Segundo Set:

O set seguia apertado, com os cinco primeiros games sendo confirmados com facilidade, até o sexto, quando Djokovic sacava e Nadal teve a chance de quebrá-lo.

Em um rali com seis trocas, Nadal conquistou o ponto, mas o sérvio acusou bola fora e o juiz de cadeira desceu para confirmar o ponto de Djokovic, salvando o game do tenista por apenas mais três jogadas, quando Nadal o quebrou e abriu 4 a 2 no set.

Disputadíssimo, o segundo set teve trocas na liderança, quebras de saque para os dois lados e vitória em 7 a 5 (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

Mas, o sérvio não ficou atrás e já no game seguinte devolveu a quebra e, mesmo com dificuldades, confirmou seu serviço, empatando a parcial em 4 a 4.

Sacando para empatar a partida em 6 a 6, Djokovic cometeu um erro quando o game estava em 30 a 15 para Nadal, dando a chance da quebra e do set point, confirmados pelo espanhol, que levou o set por 7 a 5, em 1h01.

Terceiro Set:                                                         

Djokovic parecia ter sentido o final do set anterior e o calor do saibro francês, sofrendo uma quebra logo no segundo game da parcial e vendo Nadal abrir 3 a 0.

No sétimo game, com uma chance para quebrar o saque de Nadal, Djoko cometeu um erro em uma bola de direita e sua raquete pagou o pato, sendo arremessada ao chão. Em mais de 11 minutos de game, após novo erro de Djoko, o espanhol confirmou seu serviço e abriu 5 a 2 no set.

Após um erro, quem pagou foi a raquete de Djoko, destruída no saibro francês (Foto: Dominique Faget/AFP)

Sacando pela sobrevivência, Djokovic não conseguiu conter o ímpeto de Nadal, que recuperou-se no game, quando estava perdendo por 40 a 15 e quebrou o saque do sérvio na única chance que teve, fechando o set em 6 a 2, em 51 minutos.

Quarto Set:

Na abertura da parcial, Nadal conseguiu confirmar seu serviço de zero, enquando do outro lado da quadra, Djokovic passava mal e até vomitava, mostrando seu desgaste no calor francês em quase 3 horas de partida.

No sexto game do set, Nadal forçou o saque de Djoko e, no único break point que teve até o momento na parcial, aproveitou e abriu 4 a 2. Mas logo no game seguinte, Djoko devolveu a quebra e vibrou muito em quadra.

O sérvio confirmou seu serviço e empatou o set em 4 a 4. No game seguinte, Nadal também conseguiu confirmar seu saque e os jogadores entraram no décimo game do set com Nadal podendo ser campeão.

Djokovic começou o game bem, abriu 30 a 0, mas o Touro Miúra, ávido pelo nono título de Roland Garros conseguiu virar para 40 a 30 e, no primeiro match point, viu Djoko errar duas vezes o saque, fechando a parcial em 6 a 4 e o jogo em 3 sets a 1, em 3h32 de jogo.

Teliana faz história em Paris

Fred Figueiroa – Diario de Pernambuco

Teliana Pereira, 25 anos. Uma pernambucana que transformou a história da sua vida na história do tênis feminino do país. Um verdadeiro conto de fadas que começa no pequeno povoado de Barra de Tapera, no agreste do estado, e ainda está longe do seu ponto final. Em seu caminho, Teliana reescreveu quase todas as páginas do esporte no Brasil. Derrubou tabus que atravessavam gerações e já pareciam inatingíveis. Foi onde nenhuma brasileira esteve sequer perto nas últimas duas décadas.

A maior parte dos brasileiros dormia quando Teliana entrou em quadra nesta terça-feira para a sua estreia na chave principal de Roland Garros. Só o fato de estar ali já tinha um peso histórico. Desde 1990, nenhuma outra tenista do país conseguiu disputar o torneio em Paris. Ano passado, a própria Teliana ficou no quase. Por uma desistência. Agora, 94ª do mundo, tinha ranking suficiente para entrar direto. E mais: diante da tailandesa Luksika Kumkhum, a pernambucana tinha pleno favoritismo para derrubar mais um tabu.

Foram muitos nos últimos dois anos. Nos últimos 20 anos, Teliana tornou-se a primeira tenista do país a disputar um torneio da WTA e a primeira a vencer uma partida. Marcas atingidas em Bogotá, no início de 2013, quando chegou até a semifinal. Em julho do ano passado, Teliana deu um passo maior e tornou-se a primeira brasileira no top 100 do tênis feminino mundial desde 1990 %u2013 quando Andrea Vieira – chegou a ser a 76ª no ranking em 1989. Em toda a história, a pernambucana foi apenas a 6ª brasileira a entrar na lista.Há exatos 25 anos uma tenista brasileira não vencia em Roland Garros

E desde então, ela se mantém entre as melhores do planeta. Em janeiro deste ano, disputou o seu primeiro torneio do Grand Slam (mais um tabu de 21 anos do tênis feminino nacional). No Australian Open, jogou muito contra a russa Anastasia Pavlyuchenkova, então 30ª do mundo. Teve chances inimagináveis de vencer, mas acabou derrotada no detalhe.

Nesta terça, a vitória que escapou em Melbourne veio em Paris. Depois de um péssimo início, quando chegou a estar perdendo o 1º set por 0/5, a pernambucana acordou. A reação não veio a tempo de salvar o set, perdido por 6/4, mas foi suficiente para atropelar a tailandesa Luksika Kumkhum no resto da partida. Um duplo 6/1 fechou a virada. Há exatos 25 anos uma tenista brasileira não vencia em Roland Garros. A última vez havia sido em 1989 quando a paulista Andrea Vieira e a gaúcha Niege Dias atingiram a terceira rodada.

Teliana terá essa mesma chance na quinta-feira quando enfrentará a romena e cabeça-de-chave, Sorana Cirstea. Foi justamente contra ela, então 27ª do mundo, que a número 1 do Brasil conseguiu a maior vitória da sua carreira, em abril deste ano, no WTA de Charleston, nos Estados Unidos.

Venus massacra Cornet e fatura título em Dubai

Foto: AFP

A norte-americana Venus Williams conquistou o título do Torneio de Dubai com uma fácil vitória. Neste sábado, a ex-líder do ranking da WTA e hoje apenas a número 44 do mundo, se sagrou campeã nos Emirados Árabes Unidos ao derrotar a francesa Alize Cornet, 26ªcolocada no ranking, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/0, em 1 hora e 31 minutos.

No primeiro set da decisão, Venus converteu dois de quatro break points e perdeu o seu saque apenas uma vez, vencendo por 6/3. A segunda parcial foi bem mais fácil para a norte-americana. Ela salvou os quatro break points que Cornet teve, converteu três e conquistou o título em Dubai aplicando um “pneu” na francesa.

Com essa vitória, Venus vingou a surpreendente eliminação da sua irmã, Serena Williams, que foi batida por Cornet nas semifinais, na última sexta-feira, evitando que o Torneio de Dubai tivesse um final em família. Além disso, ampliou a sua vantagem no confronto direto com Cornet para 4 a 0.

O título conquistado neste sábado foi o terceiro de Venus em Dubai, onde já havia sido campeã em 2009 e 2010. E como não havia atuado mais nesse torneio dos Emirados Árabes Unidos até a edição deste ano, agora ela acumula a marca de 15 vitórias consecutivas.

O triunfo também é importante para a carreira de Venus, hoje longe dos melhores momentos da sua carreira, pois ela deve entrar no Top 30 do ranking da WTA com essa conquista, a sua primeira desde que venceu o Torneio de Luxemburgo em 2012. Agora Venus passa a acumular 45 títulos na sua carreira. E a final deste sábado foi a sua segunda em 2014 – em janeiro, a norte-americana perdeu a decisão do Torneio de Auckland para a sérvia Ana Ivanovic.

Fonte: Agência Estado

Com vibração intensa, Djokovic bate Nadal e conquista torneio pela 3ª vez

Por Por Direto de Londres

Sempre que Rafael Nadal e Novak Djokovic se enfrentam, o confronto vale muito. Pela reação dos tenistas, sobretudo do número 2 do mundo, a decisão do Torneio dos Campeões da ATP, nesta segunda-feira, em Londres, teve um sabor especial. Coroando uma invencibilidade (22 jogos) que dura desde quando foi derrotado pelo próprio espanhol na final do US Open, em setembro, o sérvio derrotou o líder do ranking por 6/3 e 6/4, defendeu o título do ano passado com sucesso e se sagrou campeão da competição pela terceira vez: 2008, 2012 e 2013.

– Queria primeiro parabenizar Nadal pela temporada que fez e por ter terminado o ano como número 1 do mundo. Esse (Londres) é um grande lugar para terminar a temporada, em uma cidade que nutre o tênis há bastante tempo com sua tradição – disse Djokovic, ao receber o troféu de campeão do campeonato.

Djokovic não poderá descansar ainda, já que lhe resta um compromisso para terminar oficialmente a temporada. Integrante da equipe da Sérvia na Copa Davis, o número 2 do mundo vai tentar ajudar o país a conquistar o segundo título da competição, na final contra a República Tcheca, de Tomas Berdych, entre 15 e 17 de novembro, em Belgrado. A Sérvia foi campeã em 2010, e os tchecos, em 1980 (como Tchecoslováquia) e 2012.

Djokovic e Nadal troféu ATP Finals (Foto: AFP)
Djokovic com o troféu de campeão do ATP Finals; Nadal, com o de vice, aplaude (Foto: AFP)

Vice-campeão em Londres também em 2010, Nadal não pôde fechar o ano com o único título de grande expressão que ainda lhe falta, mas tem motivos para se orgulhar da temporada. Depois de sete meses longe do circuito por causa de uma lesão crônica no joelho esquerdo, o Touro Miúra faturou 10 títulos em 17 torneios disputados. Ele só não figurou entre os semifinalistas desses eventos em Wimbledon, quando perdeu na estreia (fato inédito para ele em Grand Slams).

– Essa foi sem dúvida a mais emocionante temporada da minha carreira. Eu não pude estar aqui ano passado, senti falta. Infelizmente, não tive a oportunidade de ganhar hoje, porque enfrentei um tenista que jogou melhor que eu – declarou o espanhol.

Sérvio sai na frente, cede empate, mas fatura primeiro set

Nadal x Djokovic ATP Finals (Foto: Reuters)
Djokovic cerra o punho e comemora ponto
na final contra Nadal (Foto: Reuters)

Djokovic previu uma batalha na decisão em Londres, e o segundo ponto da partida, com várias trocas de bola, já avisava o quanto o duelo seria disputado. Mais sólido no começo, o sérvio saiu em vantagem ao fazer 0-40 e levar a melhor logo no primeiro game de serviço de Nadal, já cerrando o punho em comemoração. No ponto anterior à quebra, o espanhol havia salvado um dos break points contra-atacando uma deixadinha do rival.

Depois que Nole fez 3/0, ambos tiveram chances de quebra. Por pouco, o sérvio não conseguiu converter a segunda. Errou uma esquerda na paralela e se irritou consigo mesmo pelo oportunidade desperdiçada. Chegou então a vez da reação de Nadal. Djokovic passou a errar com mais frequência, e o espanhol devolveu a quebra quando o sérvio, no meio da quadra, quis acelerar uma bola e acabou pegando muito embaixo dela, atacando para fora.

Nadal empatou em 3/3, mas viu a partir deste momento Djokovic se recuperar. O número 2 do mundo deixou os erros para trás e passou a se destacar pela defesa. No oitavo game, levou a melhor num rali que envolveu um fantástico lob dele e um voleio que foi parar no fundo da quadra de Nadal, que mesmo correndo não conseguiu contra-atacar. O incrível ponto deu a nova quebra de vantagem para o sérvio, que celebrou bastante. E a um game da vitória parcial, até a rede ajudou Nole, que fechou o primeiro set em 6/3 com ace no ponto final.

Novak Djokovic ATP Finals  (Foto: Getty Images)

Novak Djokovic: vibração constante na grande final em Londres (Foto: Getty Images)

Djokovic se impõe e liquida fatura em sets diretos

Novamente Djokovic se beneficiou de uma quebra prematura. Mais uma vez no primeiro game de serviço de Nadal, o sérvio teve um triplo break point. Mandou um slice na rede na primeira tentativa. Atacou para fora na segunda. Mas viu o rival fazer o mesmo no terceiro break point e brindou o público com mais um grito intenso de vibração.

Sem cometer os mesmos erros que na metade da parcial anterior, Nole teve mais duas chances de quebra consecutivas, quando vencia por 4/2. Nadal dessa vez forçou a igualdade imprimindo grande potência no saque e então conseguiu evitar que o sérvio sacasse para o set tão cedo.

Veio outro game de serviço do Miúra, e o espanhol se safou até quando Djokovic teve o ponto do campeonato em mãos. Nadal ainda lutava e chegou a fazer 30-30 quando o sérvio sacava para o título. Nadal conseguiu salvar um segundo match point, mas quando Nole teve a terceira oportunidade de matar o jogo, conquistou a vitória em cima de uma bola do oponente para fora. Após cumprimentar o espanhol, Djokovic deu pulos de alegria na quadra para festejar a terceira conquista da competição.