Vôlei

Algoz do Brasil, França passa pela Sérvia e leva título da Liga Mundial

  1. O JOGO – Por Rio de Janeiro

A temporada começou na Segunda Divisão. Condição incômoda demais para um time que havia ficado na quarta posição no Mundial da Polônia. A França estava mordida e disposta a mostrar que seu lugar era na elite. Com uma campanha invicta, garantiu a volta e a vaga nas finais da Liga Mundial. Chegaram botando banca, derrotando o Brasil na estreia e vendo os anfitriões serem eliminados dois dias depois. Neste domingo, no Maracanãzinho, tentavam encerrar a trajetória na competição de forma perfeita. Conseguiram. Venceram a Sérvia por 3 sets a 0 (25/19, 25/21 e 25/23) e ergueram pela primeira vez o troféu do torneio, tendo sofrido apenas um revés (para os Estados Unidos) em 18 jogos.

França na final da Liga Mundial (Foto: Divulgação/FIVB)França bateu a Sérvia na final da Liga Mundial (Foto: Divulgação/FIVB)

Em 2006, a tentativa havia batido na trave contra a seleção brasileira. Desde então, o time nunca mais havia disputado uma decisão no torneio. Desta vez, o craque Earvin Ngapeth liderou os Bleus na fase final e foi eleito o MVP (Jogador Mais Valioso) da competição, e Antonin Rouzier se destacou no jogo decisivo, sendo o maior pontuador, com 17 acertos.

Mais cedo, na  disputa do bronze, os Estados Unidos levaram a melhor. Bateram a Polônia, atual campeã do mundo, por 3 a 0 (25/22, 25/23 e 25/23).

– De forma geral foi uma boa Liga. Estou bem orgulhoso da nossa recuperação após uma derrota devastadora para a Sérvia ontem, foram cinco sets, e o time conseguiu voltar e ganhar uma medalha nesta arena onde serão as Olimpíadas no ano que vem. (Os Jogos) Serão incríveis. Acho que o Rio é uma sede  incrível para os Jogos, é uma cidade de muita energia, serão jogos eletrizantes e acho que será uma das melhores edições. Estive em Pequim 2008 e Londres 2012 e espero conseguir a classificação porque queremos estar aqui no ano que vem e ganhar uma medalha de ouro – disse o central David Lee.

O JOGO

A França não dava tempo para os rivais respirarem, abrindo 5/0. Passado o susto, os sérvios soltavam seu jogo e chegavam ao empate (7/7). Atanasijevic pedia o apoio da torcida. Os franceses erravam pouco e ainda contavam com a ajuda dos sérvios, que davam pontos de graça no saque e perdiam a primeira parcial: 25/19.

Ngapeth foi o destaque da França na fase final da Liga Mundial (Foto: Divulgação/FIVB)
Ngapeth foi o destaque da França na fase final da Liga Mundial (Foto: Divulgação/FIVB)

As ações se equilibravam na parcial seguinte. Dois erros bobos da Sérvia e a insistência em encarar o triplo dos Bleus permitiam que os Ngapeth e seus companheiros virassem (12/11). Le Goff aparecia bem pelo meio e ainda se mostrava um muro incômodo para Atanasijevic (19/16). A torcida francesa se manifestava e o canto de “Allez les Bleus” era abafado por vaias. O saque de Okolic parava na rede e a França fazia 2 a 0: 25/21.

Nikola Grbic ia para o tudo ou nada. Sentava seu craque no banco e arriscava uma nova formação.Atanasijevic ficava de olho comprido na quadra e tentava fazer sua parte chamando os torcedores. Lá dentro, os companheiros conseguiam manter dois pontos de distância no placar. O bloqueio mostrava eficiência e o saque entrava. A arquibancada gostava do que via e pressionava. Os sérvios caminhavam para fechar o set (22/18). Bola para Ngapeth. Colocava no chão e encarava Uros Kovacevic. O ponteiro francês ia para o saque e fazia estragos. Tillie aproveitava e deixava tudo igual (22/22). Mas Ngapeth errava o saque seguinte. Queridinho da torcida, Atanasijevic voltava para quadra e era muito aplaudido. Mas a festa logo acabaria. Le Roux dava sorte no saque, via a bola bater na fita e cair do outro lado. Match point. Após um bom rali, o título francês viria pelas mãos de Rouzier. Abraçados, os campeões cantavam.

Alison e Bruno Schmidt vencem donos da casa e são campeões mundiais

Redação Central, 5 jul (EFE).- Os brasileiros Alison e Bruno Schmidt calaram a torcida local em Amsterdã ao vencerem os holandeses Reinder Nummerdor e Christiaan Varenhorst por 2 sets a 1 de virada neste domingo, com parciais de 12-21, 21-14 e 22-20 e se sagrarem campeões mundiais de vôlei de praia.

Apoiados por um público empolgado e barulhento, Nummerdor e Varenhorst, cabeças de chave número 1, venceram a primeira parcial com facilidade e passaram a impressão de que sucederiam seus compatriotas Alexander Brouwer e Robert Meeuwsen, vencedores do torneio em 2013, em Stare Jablonki (Polônia).

Entretanto, os brasileiros reagiram no segundo set e provocarem a realização de um tie-break. Na parcial decisiva, os donos da casa estiveram em vantagem em 5-2 e 8-5. Os visitantes reagiram até terem o match point em 14-13, mas Alison o desperdiçou com um erro incrível.

As duas duplas tiveram chances para fechar e, depois de terem o placar adverso de 20-19, os brasileiros marcaram três pontos seguidos e ficaram com o ouro, o segundo da carreira de Alison, que em 2011 triunfou ao lado de Emanuel.

Na luta pelo bronze, Pedro Solberg e Evandro, também do Brasil, bateram os americanos Nicholas Lucena e Theodore Brunner por 2 a 0, com 22-20 e 21-13. Dessa forma, o país deixa a Holanda com cinco das seis medalhas em jogo, já que o pódio feminino foi 100% nacional. Ágatha e Bárbara Seixas foram campeãs, com Taiana e Fernanda Berti em segundo lugar e Juliana e Maria Elisa em terceiro.

Brasil leva 'surra' dos EUA e perde na semi do Mundial de vôlei feminino

Por ESPN

A partida entre Brasil e Estados Unidos pela semifinal do Mundial de vôlei feminino foi uma grande decepção diante da campanha que o time de Zé Roberto vinha fazendo. Com uma arbitragem bastante contestada pelos dois treinadores, as brasileiras sucumbiram diante do nervosismo e não tiveram condições de reagir contra uma sólida seleção norte-americana, que levou o jogo com certa facilidade por 3 sets a 0.

Os EUA se vingaram do Brasil após terem sido derrotados duas vezes no Grand Prix, em agosto deste ano, por 3 a 0 e 3 a 2. Foi a primeira derrota brasileira na competição, justamente quando a competição entrou em fase de play-offs.

O confronto em Milão teve dois sets completamente dominados pelos EUA e um set bem equilibrado e decidido pela arbitragem. A segunda parcial desestabilizou o Brasil, que era melhor mas sofreu com seguidos erros dos juízes, e o time entrou derrotado depois disso. Os placares foram de 25/18, 29/27 e 25/20. O grande destaque da partida foi a ponta estadunidense Kimberly Hill, que apareceu muito bem no ataque nos momentos decisivos.

No primeiro set a seleção brasileira foi mal. As norte-americanas chegaram a abrir sete pontos de vantagem, fazendo 18 a 11. Eram muitos erros infantis do time canarinho que não se encontrava. Uma das jogadoras mais importantes, Fernanda Garay era o retrato da má apresentação: tentou uma “deixadinha” que nem chegou a cruzar a rede. A equipe, porém, melhorou um pouco no final, antes dos EUA fecharem em 25 a 18.

O Brasil usou essa confiança no começo do segundo set e disparou na frente, chegando a abrir 11 a 4. No entanto, uma série de decisões polêmicas da arbitragem favorecendo as norte-americanas desconcentrou totalmente o time de Zé Roberto. Ele chegou mandar voltar um ponto por não saber o que marcar e anotou “quatro toques” da seleção brasileira erroneamente.

Enquanto os dois treinadores se descabelavam com os juízes, o jogo seguia equilibrado. Garay entrou mais no jogo e passou a ser importante para o Brasil, mas a norte-americana Kimberly Hill estava impossível e liderava o marcador de maiores pontuadores. Com ralis incríveis a parcial foi decidida nos detalhes e foi assim que os Estados Unidos fecharam em 29 a 27, após erros seguidos das brasileiras.

O terceiro set foi um verdadeiro passeio. O Brasil não mostrou nenhum poder de reação e não foi páreo para o time adversário. As estadunidenses se mantiveram concentradas e não diminuiram o ritmo em nenhum momento, fechando em 25 a 20.

Figurinha repetida: por vaga na final, Brasil pega os EUA pela 8ª vez no ano

Por Direto de Milão, Itália

Logo no início da temporada da seleção, o Brasil decidiu fazer uma série de quatro amistosos contra os Estados Unidos. Parecia prever, lá atrás, que conhecer bem as americanas traria frutos importantes no futuro. As brasileiras foram derrotadas nas quatro partidas mas, no Grand Prix, deu o troco duas vezes. Em novo confronto, pela segunda fase do Mundial da Itália, na semana passada, mais uma vez as atuais bicampeãs olímpicas levaram a melhor. Como se não bastassem todos os sete duelos no curto período de quatro meses, o oitavo e mais difícil dele surgiu. Neste sábado, no Mediolanum Forum, em Milão, o time de Zé Roberto enfrenta a equipe de Karch Kiraly em busca da almejada vaga na decisão da competição italiana.

A semifinal será às 12h30 (de Brasília). O SporTV transmite o jogo ao vivo e o GloboEsporte.com acompanha todos os lances em Tempo Real. A outra semifinal será entre Itália e China, às 15h45 (de Brasília), também com transmissão do SporTV.

– Como o Kiraly disse na primeira entrevista (no primeiro jogo entre EUA e Brasil no Mundial): “Nós os conhecemos, e eles também nos conhecem”. Então, é um jogo sempre duro – destacou José Roberto Guimarães.

Ana Carolina vôlei feminino Brasil x EUA (Foto: FIVB)
Pela segunda fase do Mundial, as reservas do Brasil venceram o time B dos EUA (Foto: FIVB)

Nos quatro primeiros confrontos, em uma série amistosa nos Estado Unidos, o Brasil ainda estava começando os trabalhos da temporada. Ainda à procura do entrosamento perfeito, as brasileiras perderam todos os jogos para as americanas. Quando se enfrentaram para valer, no entanto, o time de Zé Roberto venceu as duas partidas no Grand Prix e ainda garantiu o decacampeonato.

Comemoração, Brasil x China Mundial de volei feminino (Foto: Divulgação / FIVB)
Depois de 11 jogos, as brasileiras mantém a invencibilidade no Mundial (Foto: Divulgação / FIVB)

O sétimo encontro foi pela segunda fase do Mundial da Itália, em Verona. Na ocasião, porém, as duas equipes se enfrentaram já com a classificação para terceira fase garantida. Os dois times decidiram entrar em quadra com as reservas, e o banco brasileiro levou a melhor, vencendo por 3 sets a 0.

Primeiro colocado do grupo H da terceira fase, o Brasil agora pega as americanas, segunda colocadas do G, na semifinal do torneio. Com as titulares escaladas do outro lado, o time de Zé Roberto promete ter muito mais trabalho para sair do jogo com a vitória e ficar a um passo do inédito título mundial.

– É um time que tem um grande volume de jogo, que joga com mais velocidade e, logicamente, é difícil de ser marcado pela velocidade e pela qualidade das jogadoras. Jogou mal contra a Itália, mas se recuperou contra a Rússia (nos jogos pela terceira fase). O time dos Estados Unidos é isso: volta rápido, porque tem algumas jogadoras maduras e equilibradas que dão o ritmo do time.

FICHA DA PARTIDA:
Brasil: Fê Garay, Jaqueline, Fabiana, Thaísa, Sheilla, Dani Lins e Camila Brait.
Técnico: Zé Roberto.

Estados Unidos: Kimberly Hill, Kelly Murphy, Foluke Akinradewo, Christa Dietzen, Jordan Larson, Alisha Glass e Kayla Banwarth.
Técnico: Karch Kiraly.

Local: Mediolanum Forum, Milão
Horário: 12h30 (de Brasília)

Melhor ponteiro do Mundial, Lucarelli chora pelo ouro perdido e mira 2016

Por Direto de Katowice, Polônia

O primeiro Mundial caminhava para ser perfeito. Lucarelli mostrava personalidade, ganhava o respeito de adversários, virava o queridinho das torcedoras e maior pontuador do Brasil. Tudo aos 22 anos. Só faltava a medalha de ouro que ele e os companheiros foram buscar na Polônia. Mas ela não veio. Os donos da casa jogaram com mais consistência e impediram que a seleção conquistasse o tetra. Chamado ao centro da quadra para receber o prêmio de melhor ponteiro, Lucarelli não conseguiu esconder a tristeza.

– Faz uns quatro anos que eu não chorava e hoje fiquei tão triste de perder esse campeonato que não consegui me segurar. Nada substitui esse ouro. A gente merecia, ralamos demais, jogadores machucados se superando. Infelizmente estou muito triste e vamos tentar tirar alguma coisa de lição e aprendizado – disse.

Lucarelli recebe o troféu como melhor ponteiro do Mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)
Lucarelli recebe o troféu como melhor ponteiro do Mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)

A atuação do caçula da equipe agradou Bernardinho, mas o técnico acredita que Lucarelli tenha potencial para mais.

– Ele fez um belo Mundial. Ele foi muito bem? Com certeza. Mas pode produzir mais. Espero mais de todos eles. Lucarelli deu um passo importante, mas ainda sente em alguns momentos. Não tem como não sentir. É um jogador excepcional. Não levei ele para passear em Londres em 2012, mas porque achava que ele poderia ser preparado para 2013, que seria fundamental para a nossa equipe. Ele assumiu uma função importante e demonstrou isso, mas pode fazer mais. Vamos dar estímulos e cobrá-lo positivamente para se tornar no que pode.

Brasil x Canadá vôlei - Lucarelli (Foto: Efeservicios)
Ponteiro virou o queridinho das torcedoras
(Foto: Efeservicios)

Os olhos já se voltam para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. É lá, no quintal de casa, que Lucarelli espera alcançar o maior objetivo do grupo. A última vez que o Brasil esteve no alto do pódio foi em Atenas 2004. Nas edições seguintes, em Pequim 2008 e Londres 2012 ficou com a prata.

– No início desta temporada, estávamos um pouco abaixo. Vimos que trabalhando duro e trabalhando bastante dá certo e agora é tentar sair vitorioso. Vamos jogar dentro da nossa casa, com a torcida a nosso favor e podemos dar muita alegria para o povo brasileiro.

A mesma que o time do MVP, Mariusz Wlazly, deu a seus compatriotas ao bater pela segunda vez os tricampeões mundiais na mesma competição.

– Eles conseguiram mudar um pouco o jogo. A partir do segundo set, eles começaram a mudar as coisas. Acabou que depois trabalharam mais o jogo e passaram a largar um pouco mais as bolas. Nós conseguimos passar pelos momentos difíceis, mas em alguns outros a gente teve uma falhas técnicas. A Polônia é um time bom e difícil de derrubar a bola. É um time complicado de se jogar contra.

Pais apoiam Lucarelli na arquibancada do Mundial da Polônia (Foto: Divulgação/FIVB)
Pais apoiam Lucarelli na arquibancada do Mundial da Polônia (Foto: Divulgação/FIVB)

Trio deixa banco, tira Brasil do sufoco e garante quinta vitória no Mundial

Por Direto de Katowice, Polônia

Os olhares não mostravam medo. Se havia algum, estava bem disfarçado. O jovem time de Cuba jogava como gente grande. Passavam bem pelo teste de enfrentar os tricampeões, levando a primeira parcial e dominando boa parte da segunda. Até Bernardinho trocar três peças. Com a entrada de Bruninho, Vissotto e Lipe, o Brasil voltou aos trilhos e fez o que se esperava dele. Neste domingo, na Spodek Arena, venceu o seu quinto e último compromisso na primeira fase do Mundial da Polônia: 3 sets a 1, com parciais de 22/25, 25/23, 25/18 e 25/17 

Com o resultado, a seleção segue invicta e avança em primeiro lugar do Grupo B. O campeonato terá agora uma pausa de dois dias. Na retomada, na quarta-feira, a Bulgária vai ser o adversário brasileiro na primeira partida da segunda fase. Chineses e russos completam o Grupo F.

– Nós provamos que somos uma seleção mesmo. Não só os seis jogadores (titulares) que vão resolver sempre. Nós começamos o jogo esperando o adversário vir e faltou aquele gás. Mas somos uma seleção e os 14 jogadores estão prontos para buscar vitórias – afirmou Lipe.

Bruno, Brasil X Cuba - Mundial de Vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)
Depois de sair do banco, Bruninho (no centro) comemora ponto na vitória do Brasil sobre Cuba (Foto: Divulgação / FIVB)

O JOGO

Com um saque forte e poucos erros, Cuba abria 5/2 rapidamente. Parecia não se importar com o fato de ter do outro lado da rede jogadores tão renomados. Saltava alto no ataque e passava pelo bloqueio brasileiro. Quando os tricampeões começavam a esboçar uma reação, Mesa entrava em cena. Medalhista de prata na edição passada da competição, controlou a situação e acalmou o grupo. A reação brasileira era freada. Com dois pontos de frente (22/20), a equipe recebia os aplausos de seu técnico. Lucão chamava o jogo, mas eram os rivais que saíam na frente: 25/22.

Bernardinho coçava a cabeça e dava um puxão de orelhas na seleção. Gesticulava, cobrava e orientava. O jogo não fluía. Faltava agressividade. O que sobrava nos meninos. Bruninho conversava com os companheiros durante o pedido de tempo. O time tentava buscar a melhor forma para sair daquela situação desconfortável (10/7). Lipe deixava o banco para substituir Lucarelli. No primeiro lance, ponto de bloqueio. Em seguida, Vissotto e Bruninho também foram para o jogo. O capitão do time, com uma contusão no dedo indicador da mão direita, voltava depois de duas partidas sem poder atuar.

Brasil x Cuba Mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)
Jogadores da seleção brasileira celebram ponto na vitória sobre Cuba (Foto: Divulgação/FIBV)

 Vissotto sacava bem e o Brasil encostava (14/13). Bruninho arrancava uma bola de segunda e sorrisos dos companheiros. O time vibrava mais e chegava ao empate (16/16). A virada veio (19/18). Os cubanos não se entregavam e equilibravam as ações. Só não contavam com os saques na rede no momento decisivo: 25/23.

A arquibancada adotava os cubanos. Os brasileiros davam de ombros. Ditavam o ritmo e já levaram preocupação aos jovens rivais (14/9). Lipe dava trabalho e fazia Rodolfo Sanchéz parar o jogo (17/11). Nada mudava. O set já tinha dono: 25/18.

No intervalo, Bruninho reforçava a proteção na mão machucada. Continuava distribuindo bem as jogadas e não aparentava sentir dores. Os companheiros também faziam sua parte e se distanciavam com rapidez (19/13). Os meninos cubanos já não tinham forças, nem o mesmo olhar. E o levantador fez o ponto do jogo, em um bola de segunda. A invencibilidade da seleção brasileira estava mantida.

Brasil x Cuba Mundial de vôlei Murilo (Foto: Divulgação/FIBV)
Murilo ataca em cima de bloqueio duplo dos cubanos Mesa e Macias (Foto: Divulgação/FIBV)

Em ritmo de treino, Brasil bate Tunísia e vence a segunda partida no Mundial

Por Direto de Katowice, Polônia

Do outro lado da rede estavam os donos de três títulos mundiais consecutivos. Os ídolos que aprenderam a admirar e dos quais guardam com orgulho registros fotográficos de outros encontros. Se ainda não tinham força suficiente para vencê-los, tinham ao menos que se divertir jogando contra o Brasil. Chegaram até mesmo a comandar o placar no primeiro set, o que já foi uma alegria para os tunisianos. O bom momento durou poucos minutos, mas arrancou bons sorrisos e aplausos. Nesta quarta-feira, na Spodek Arena, em Katowice, os fãs aprenderam novas lições com a seleção, que venceu a partida por 3 sets a 0 (25/18, 25/10 e 25/17) e garantiu o segundo triunfo no Mundial da Polônia.

No terceiro set, o levantador Bruninho machucou a mão num choque com Maurício e foi para o hospital fazer exames por precaução logo após a partida. Lucarelli foi o maior pontuador do jogo com 12 – três deles em saques. Neste fundamento, a seleção brasileira obteve seis pontos ao longo da partida. Substituto de Sidão, Eder também se destacou, com nove pontos.

O próximo compromisso do time comandado por Bernardinho – líder isolado do Grupo B – será na sexta-feira, às 15h15 (de Brasília) conta a Finlândia.. A partida terá transmissão do SporTV e cobertura em Tempo Real no GloboEsporte.com. Os assinantes do SporTV também podem acompanhar todos os lances pelo SporTV Play.

Brasil x Tunisia Mundial volei masculino (Foto: Divulgação / FIVB)
Murilo pontua diante do bloqueio da Tunísia: com titulares poupados, vitória foi em ritmo de treino (Foto: Divulgação / FIVB)

Só um susto

Olhar para o placar e ver 4 a 0 a seu favor encheu a Tunísia de fôlego e fez rapidamente a torcida escolher a quem apoiar. O jovem time africano variava bem o saque, se empenhava no bloqueio e conseguia dar um certo trabalho para os ídolos. Mas Wallace, Lucarelli e Lucão tratavam logo de corrigir o rumo e mostrar quem mandava ali: 25/18.

Da arquibancada, Vissotto e Sidão acompanhavam o jogo com atenção. Os dois foram poupados para se recuperarem de um torcicolo e de dores nas costas, respectivamente. Lá dentro, os companheiros faziam o que se esperava deles. Abriam 8/1 e aceleraram o passo (16/5).  Rapha e Renan deixaram o banco e ajudaram a equipe a fechar o segundo set: 25/10.

Brasil x Tunisia Mundial volei masculino (Foto: Divulgação / FIVB)
Paredão triplo de Bruninho, Eder e Lucarelli para cima do ataque da Tunísia (Foto: Divulgação / FIVB)

Suplentes em quadra

O ritmo era de treino, e Bernardinho aproveitava para dar rodagem aos reservas já pensando na próxima fase da competição. Dava descanso a Bruninho, Murilo e Lucão. A Tunísia conseguia manter a parcial equilibrada. Empenhava-se para tentar surpreender o Brasil. Ia em todas as bolas e viu dois de seus jogadores ficarem no chão após um choque, na tentativa de fazer uma defesa (15/13). Pouco depois foi a vez de Bruninho. Voltou para o jogo, foi tentar salvar uma jogada e acabou machucando a mão. Seguiu em quadra, mas sob os olhares atentos do treinador, que não escondeu o olhar de preocupação. A vitória estava assegurada.

AS EQUIPES

Brasil – Bruninho, Éder, Wallace, Murilo, Lucarelli, Lucão e Mario Jr. (líbero). Entraram: Felipe (líbero), Renan, Lipe, Maurício e Rapha. Técnico: Bernardinho

Tunísia – Sellami, Karamosli, Moalla, Kaabi, Agrebi, Miladi e Taouerghi (líbero). Entraram: Garci, Othmen Miladi, Nagga, Slimene. Técnico: Fethi Mkaouar

info TABELA Mundial Vôlei - Jogo 02 (Foto: Globoesporte.com)

Brasil perde por 3 sets a 1 e Estados Unidos são bicampeões da Liga Mundial de vôlei

Gazeta Press

A forte defesa dos Estados Unidos e os ataques mortais de Anderson bastaram para que os norte-americanos derrotassem o Brasil na final da Liga Mundial, na tarde deste domingo, no Ginásio Nelson Mandela, em Florença, na Itália. O “Tio Sam” venceu por 3 sets a 1, com parciais de 31/29, 21/15, 25/20 e 25/23, em 2h15 de partida.

Com o resultado, os Estados Unidos tornaram-se bicampeões da Liga Mundial. Eles venceram a competição pela primeira vez em 2008, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião, os norte-americanos bateram a equipe da Sérvia. Já o sonho da décima taça para a Seleção Brasileira ficou para 2015 e assim como em 2013, quando perdeu para a Rússia em Mar del Plata (Argentina), o time de Bernardinho ficou com o vice-campeonato.

Pelo lado brasileiro, o maior destaque da final foi Wallace, que marcou 16 pontos. Sander, com 24 acertos, e Anderson com 23, foram os principais jogadores dos Estados Unidos na decisão.

O jogo

A disputa no primeiro set foi à altura das tradições de Brasil e Estados Unidos no voleibol. Ambas as equipes foram agressivas tanto ofensivamente quanto defensivamente, com os dois bloqueios funcionando muito bem. O equilíbrio foi tão grande que o set só foi decidido depois de 38 minutos, com um ponto do bloqueio norte-americano sobre o central Lucão, fechando em 31/29.

Os comandados de Bernardinho voltaram mais ligados para o segundo set, mas o equilíbrio ainda despontava. Lucão, Lucarelli e Wallace foram os grandes destaques. O primeiro foi bem pelo meio e no saque, enquanto o segundo e o terceiro foram mortais pelas pontas. O bloqueio brasileiro continuou funcionando, o Brasil fechou em 25/21 e empatou a decisão.

Só que os Estados Unidos começaram embalados a terceira parcial e abriram 9/5 logo no início. Os norte-americanos souberam administrar bem a vantagem, e com um bloqueio muito forte e a agressividade de Anderson, a equipe do “Tio Sam” venceu o terceiro set em 25/20.

Precisando vencer o quarto set para manter o sonho do décimo título vivo, os brasileiros entraram mais ligados em quadra, não deixando que os adversários abrissem vantagem no placar, o que aconteceu na parcial anterior. Os comandados de Bernardinho chegaram a fazer 14/11, mas liderados por Anderson, os americanos conseguiram o empate em uma parcial marcada pelos ralis. Só que na reta final do set o nervosismo pareceu ter tomado conta dos brasileiros, que cometeram alguns erros com Éder e Lucarelli, permitindo a virada dos Estados Unidos em 18/16. A partir de então, Anderson e companhia não desperdiçaram e com um ataque do craque norte-americano os Estados Unidos fecharam em 25/23 e se tornaram bicampões da Liga Mundial.

Brasil arrasa a Itália e decide a Liga Mundial com os EUA

Com uma grande atuação, a seleção brasileira masculina de vôlei venceu a Itália por 3 sets a 0, com parciais de 25/11, 25/23 e 25/20, nesta sábado, em Florença, e garantiu vaga na final de mais uma Liga Mundial. Maior campeão da competição, com nove taças, o Brasil assim se credenciou para lutar neste domingo pelo seu décimo título, naquela que será a sua 14ª decisão no torneio.

O adversário da equipe comandada pelo técnico Bernardinho na final será os Estados Unidos, que horas mais cedo derrotaram o Irã, também com autoridade, com parciais de 25/18, 25/22 e 25/16. O confronto que valerá o título está marcado para começar às 15h30 (de Brasília) deste domingo, logo depois de os italianos enfrentarem os iranianos na decisão do terceiro lugar.

Derrotado pela Rússia na decisão da Liga Mundial do ano passado e também na final olímpica de 2012, o Brasil acabou se garantindo na luta pelo título de uma competição na qual esteve muito próximo da eliminação. Entretanto, com duas vitórias justamente sobre a Itália, também na casa do rival, os brasileiros avançaram à fase final.

Com seis vitórias e seis derrotas no primeiro estágio da competição, o Brasil primeiro superou a Rússia por 3 sets a 1, na última quinta-feira, em sua estreia na fase final. Em seguida acabou derrotado pelo Irã, também por 3 a 1, no jogo no qual Bernardinho acabou optando por poupar Murilo e Sidão, tendo em vista o fato de que o time nacional já estava classificado por antecipação às semifinais.

O JOGO – Confiante depois de ter batido a Itália por duas vezes anteriormente, a seleção brasileira entrou em quadra atuando de maneira avassaladora no primeiro set da partida deste sábado. Sacando com eficiência, já foi

Lucão foi fundamental para a vitória brasileiraLucão foi fundamental para a vitória brasileiraFoto: FIVB

para a primeira parada técnica em vantagem de 8 a 3 após um bloqueio de Sidão. Em seguida, continuou atropelando e abriu 11 a 4 em um saque de Lucarelli e depois chegou a abrir 23 a 10, antes de fechar a parcial em 25 a 11 em um ponto de saque de Sidão.

Já o segundo set foi bem mais equilibrado e a Itália, ao aproveitar erros do Brasil, chegou a abrir 9 a 5. Mas, em boa sequência do levantador Bruno no saque, encostou no placar e depois passou à frente em um ponto de Lucarelli. A partir dali, a equipe brasileira voltou a ser dominante e chegou a abrir seis pontos de diferença no 22 a 16. A Itália ainda esboçou uma reação e Bernardinho ficou indignado com um erro da arbitragem na reta final do set em um ataque italiano que não desviou no bloqueio do Brasil e foi para fora, mas logo depois os brasileiros fecharam em 25 a 23.

O terceiro set mais uma vez começou equilibrado, mas o Brasil voltou a deslanchar após um ponto de saque de Sidão e um bloqueio de Lucão, que fez a vantagem no placar ficar em 11 a 8. Pressionada, a Itália não conseguia suportar o forte ritmo brasileiro e ficou cinco pontos atrás (18 a 13) após mais um ace desta vez de Lucarelli. A partir dali, com a equipe italiana visivelmente abatida, bastou ao Brasil administrar a vantagem. E em um erro de Zaytsev no saque, o time de Bernardinho fechou a partida em 25 a 20.

Capitães Bruno e Birarelli se cumprimentam antes do jogo.Capitães Bruno e Birarelli se cumprimentam antes do jogo.Foto: FIVB

Com excelente desempenho no ataque, Lucarelli foi o maior pontuador do jogo deste sábado, com 13 acertos, enquanto Lucão (11) e Wallace e Sidão (10 cada um) vieram logo atrás. O Brasil entrou em quadra neste sábado com Bruno, Wallace, Lucão, Sidão, Murilo e Lucarelli, além do líbero Mário Jr. No decorrer do duelo, Vissotto e Raphael foram acionados por Bernardinho.

Brasil e Estados Unidos nunca se enfrentaram em uma final de Liga Mundial, sendo que os norte-americanos ficaram com o título da competição apenas uma vez, em 2008, quando superaram a Sérvia na final. Depois disso, em 2012, eles caíram diante da Polônia na decisão de 2012.

LIGA MUNDIAL: Fora de casa, Brasil vence o Irã

Da CBV redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 15.06.2014

Depois da derrota por 3 sets a 2 na última sexta-feira (13.06) para o Irã, a seleção brasileira masculina de vôlei fez as pazes com a vitória. Neste domingo (15.06), o Brasil venceu os iranianos por 3 sets a 2 (25/19, 25/16, 23/25, 23/25 e 15/10), em 1h57 de jogo, em Teerã, no Irã, pelo Grupo A da Liga Mundial 2014.

Com o resultado, a seleção brasileira, maior campeã da história da Liga Mundial com nove títulos, assumiu o segundo lugar no Grupo A, com oito pontos, atrás somente da Itália que lidera com 19.

O ponteiro Lucarelli e o oposto Wallace foram os maiores pontuadores do Brasil na partida, com 21 pontos cada. O central Lucão também teve uma boa atuação, com 15 acertos. Pelo lado do Irã, o oposto Mahmoudi terminou o confronto como o maior pontuador, com 25 pontos.


O JOGO

Com um ace, o Irã começou melhor e abriu três pontos (5/2). Bem no saque e nos ataques, o Brasil virou o marcador (8/7). O oposto Wallace conseguiu um bloqueio simples e a equipe brasileira abriu dois (11/9). Aproveitando os erros dos donos da casa, o Brasil fez 18/15. A equipe verde e amarela seguiu melhor até o final e venceu o primeiro set por 25/19.

O segundo set começou equilibrado. O Brasil foi para o primeiro tempo técnico com um de vantagem (8/7). Bem no bloqueio e no contra-ataque, a equipe brasileira abriu três (10/7). Jogando com velocidade, os visitantes fizeram 14/8. Os brasileiros seguiram sem dar chances para o Irã e venceram o segundo set por 25/16.

O terceiro set também começou com as duas equipes se alternando na liderança. O Irã foi para o segundo tempo técnico com um de vantagem (8/7). O Irã cresceu de produção no saque e no bloqueio e abriu cinco (14/9). Com uma boa sequência de saques do ponteiro Lucarelli, o Brasil encostou (21/20). O final da parcial foi extremamente equilibrado, mas o time da casa segurou a vantagem e venceu por 25/23.

O Irã começou melhor e fez 3/1. A equipe da casa foi para o primeiro tempo técnico com dois de vantagem (8/6). Com um bom saque do oposto Wallace, o Brasil deixou tudo igual no placar (10/10). No segundo tempo técnico, o time iraniano tinha três de vantagem (16/13). O Brasil conseguiu um importante bloqueio e empatou (18/18). Com um erro do Irã, o Brasil abriu dois pontos (22/20). A equipe asiática voltou a crescer de produção no final da parcial e venceu o quarto set por 25/23.

O Brasil iniciou o quinto set com um bom saque e abriu dois (4/2). Com um ataque pelo fundo do ponteiro Lucarelli, o time verde e amarelo fez 8/5. O Brasil segurou a reação iraniana no final da parcial e venceu o quinto set por 15/10 e o jogo por 3 sets a 2.

EQUIPES

BRASIL – Bruno, Wallace, Lucão, Sidão, Murilo e Lucarelli. Líbero – Mário Jr.
Entraram – Lipe, Vissotto e Raphael
Técnico: Bernardinho

IRÃ – Mahmoudi, Marouflakrani, Ghaemi, Mousavi, Mirzajanpour e Gholami. Líbero – Alizadeh
Entraram – Ebadipour, Ghafour, Tashakori e Mobasheri
Técnico: Slobodan Kovac