Vôlei

Mais do mesmo! Unilever sofre apagão, mas bate Sesi e fatura seu nono título de Superliga

De novidade, só mesmo o adversário. O domínio da Unilever na Superliga Feminina segue inabalável. Na manhã deste domingo, no Maracanãzinho, a equipe carioca até sofreu um apagão, mas deixou para trás a frustração da derrota para o Sollys/Nestlê (atual Molico/Osasco), no mesmo palco em 2012, venceu o estreante em decisões Sesi-SP por 3 sets a 1, com parciais de 21-11, 21-12, 13-21 e 21-16, e faturou o nono título da competição diante de mais de 11 mil pessoas.

O nome do jogo foi a ponteira Gabi, de apenas 19 anos. Maior pontuadora da partida, com 14 acertos, ela roubou a cena nos ataques. Pelo Sesi-SP, a central Fabiana e a ponteira Dayse deixaram a quadra com 10 pontos.

A conquista entra na galeria dos troféus das edições 1997/1998, 1999/2000 (as duas em Curitiba), 2005/2006, 2006/2007, 2007/2008, 2008/2009, 2010/2011 e 2012/2013.

Antes da partida, um minuto de silêncio para homenagear o narrador Luciano do Valle, que morreu há uma semana, vítima de um infarto. Ícone do jornalismo esportivo, ele foi um dos responsáveis pela ascensão do vôlei na mídia e liderou a organização da histórica partida amistosa entre Brasil e União Soviética em 1983, no Maracanã, que terminou com vitória verde-e-amarela por 3 sets a 1 diante de mais de 90 mil pessoas. Trechos do duelo, narrado por Luciano, foram exibidos na tela do placar central do ginásio.

O JOGO

Acostumada a decidir, a Unilever rapidamente mostrou a que veio. De cara, a central Carol encaixou bloqueios pesados sobre a oposto Ivna, e um contra-ataque da ponteira Gabi decretou o início animador para a torcida carioca (4 a 0), obrigando o técnico Talmo a parar o jogo. E a folga só aumentou. Nervoso e passivo diante da marcação rival, o Sesi viu o marcador chegar a 7 a 1 após Suelle atacar para fora.

Prova de que estatísticas ficam de lado na hora de final, o time de melhor recepção da Superliga sofreu um massacre. E o pior colocado no fundamento dominou completamente as ações. Com o passe na mão, era festa garantida para a Fofão. Aos 43 anos, a veterana brincou com o bloqueio paulista. No Sesi-SP, apenas Fabiana mostrava alguma eficiência nos ataques. Após um saque de Fofão mal controlado por Suelle, as comandadas de Bernardinho foram à segunda parada vencendo por 14-6. E fecharam o set em 21-11, após um ataque na rede de Mariana.

No intervalo, os integrantes da Geração de Prata em 1984 estenderam uma faixa no meio da quadra em mais uma etapa da homenagem a Luciano do Valle. “Não basta criar uma grande história. Alguém precisa contá-la” eras as palavras contidas nela. A esposa do ex-narrador, Cláudia do Valle, recebeu uma placa das mãos do presidente da CBV, Walter Pitombo Larangeiras, o Toroca.

O segundo set começou com mais um show de Carol. Em sua primeira decisão como titular, a jovem cravou ataques firmes pelo meio e não perdoou no saque. Era a mesma história se repetindo. Na china de Juciely, a Unilver anotou 7-4. Só depois disso o Sesi-SP começou a resistir aos golpes do adversário, mas ainda era pouco frente à grande exibição do time carioca.

Ao técnico Talmo, coube tirar de quadra Ivna e colocar Pri Daroit. No saque, a reserva diminuiu a diferença para dois pontos. Mas a Unilever tratou de abrir vantagem em seguida. De um lado, tudo dava certo. Do outro, nada funcionava. Amanda, talismã de Bernardinho em nove das últimas dez finais, entrou para sacar e anotou dois aces. Um deles fechou a conta na parcial com o placar de 21-12.

Mas a tal síndrome do terceiro set não deixou de comparecer. A Unilever sofreu um apagão no retorno à quadra e viu Dayse estacionar no saque. A recepção falhou, os ataques passaram longe da área do oponente. E o Sesi-SP, com nova cara e Pri Daroit entre as titulares, foi para a primeira parada técnica vencendo por 7-1. Bernardinho tentou Regiane no lugar de Mihajlovic, mas a diferença só aumentou: 11-1 após bloqueio de Fabiana e Dani Lins em Gabi.

O time paulista tomou conta da partida até o 15º ponto. Porém, logo viu a equipe carioca se aproximar. Com Regiane, em sua 10ª final seguida, e Bruna inspiradas, o que era 15-3 virou 15-9. Susto para o lado vermelho, que só terminou após um erro de saque de Gabi. Mais tranquilas, as meninas de Talmo diminuíram a diferença geral ao fecharem o set em 21-13, após ataque de Dayse.

Apesar do crescimento, o Sesi-SP não manteve a mesma pegada no quarto set, e tudo voltou à normalidade. Time favorito à frente, e 6-1 no placar após um ataque na rede de Fabiana. A Unilever não retomou o mesmo nível de concentração do início e abusou dos erros. Mas foi. Após bloqueio de Gabi e Juciely sobre Dayse, as cariocas marcaram 14-11. A central ainda somou dois pontos à conta, em mais dois bloqueios, ambos em Fabiana.

O Sesi-SP até tentou dificultar no final, mas ficou longe de ameaçar as favoritas. Em um ataque de Carol pelo meio, a equipe da casa garantiu mais uma conquista.

A experiência do Unilever fez a diferença e a equipe conquistou o seu nono título da Superliga Feminina de Vôlei com a vitória sobre o Sesi (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

LANCENET

Brasil Olímpico aponta os melhores atletas de 2013 "Fotos"

Por Uol Esportes

Os destaques brasileiros nas quadras, piscinas, mares, ginásios e pistas do mundo inteiro em 2013 são as grandes estrelas da 15ª edição do Prêmio Brasil Olímpico 2013, que acontece nesta terça-feira, 17, em São Paulo, às 19h (da Bahia).

Ganharão troféus os melhores atletas da temporada por modalidade. O ‘Oscar do esporte brasileiro’ premia ainda os melhores treinadores do ano (coletivo e individual). O grande evento da noite, porém, fica pelo título de Melhor Atleta de 2013, disputado no feminino por Poliana Okimoto (maratona aquática), Rafaela Silva (judô) e Yane Marques (pentatlo moderno), e no masculino por Arthur Zanetti (ginástica artística), Cesar Cielo (natação) e Jorge Zarif (vela).

A escolha dos melhores atletas em cada modalidade (veja a lista abaixo) e a definição dos indicados a Melhor Atleta do Ano foi realizada por um júri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Esse voto terá peso de 50% na eleição final para os melhores do ano, depois de serem computados os votos do público pela Internet, feita através do site do COB (www.cob.org.br) e que se encerrará durante a cerimônia, que terá transmissão ao vivo pelo SporTV.

Dentre os melhores por modalidades, destaque para dois baianos:Isaquias Queiroz  (canoagem de velocidade) e Robson Conceição (boxe).

Homenagem

Além de premiar os melhores atletas do ano, o COB homenageará o cinquentenário da primeira edição de Jogos Pan-americanos organizada no Brasil (São Paulo, em 1963). Mais de 90 ex-atletas que conquistaram medalhas naquele evento confirmaram presença na festa, entre eles os tenistas Maria Esther Bueno e Thomaz Koch, o jogador de basquete Amaury Passos, além de Carlos Alberto Torres, do futebol.

Maior medalhista olímpico brasileiro da história, ao lado de Robert Scheidt, o velejador Torben Grael receberá o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, dedicado a atletas que mantém o legado deixado por Adhemar, o primeiro bicampeão olímpico do Brasil.

Pelo segundo ano consecutivo o COB concederá o troféu de Melhor Treinador do Ano a Marcos Goto (técnico de Arthur Zanetti), na categoria modalidade individual, e a José Roberto Guimarães, do voleibol, nos esportes coletivos. O Prêmio Brasil Olímpico também será concedido a quatro atletas dos Jogos Escolares da Juventude deste ano.

Os melhores de 2013 em cada modalidade:

Atletismo: Mauro Vinicius da Silva
Badminton: Lohaynny Vicente
Basquete: Tiago Splitter
Boxe: Robson Conceição
Canoagem Slalom: Ana Sátila
Canoagem Velocidade: Isaquias Queiroz
Ciclismo BMX:  Renato Rezende
Ciclismo Estrada: Rafael Andriato
Ciclismo Mountain Bike: Henrique Avancini
Ciclismo Pista:  Flavio Cipriano
Desportos na Neve: Isabel Clark
Desportos no Gelo:  Isadora Williams
Esgrima:  Gabriela Cecchini
Futebol:  Neymar Junior
Ginástica Artística:  Arthur Zanetti
Ginástica de Trampolim:  Giovanna Matheus
Ginástica Rítmica:  Angelica Kvieczynski
Golfe:  Adilson da Silva
Handebol:  Alexandra Nascimento
Hipismo Adestramento:  Luíza Almeida
Hipismo CCE:  Marcelo Tosi
Hipismo Saltos:   Alvaro A. de Miranda Neto
Hóquei Sobre Grama: Matheus B. Ferreira
Judô:  Rafaela Silva
Levantamento de Peso:  Fernando Reis
Lutas:  Joice Silva
Maratona Aquática:  Poliana Okimoto
Natação:  Cesar Cielo
Natação Sincronizada:  Lorena Molinos
Pentatlo Moderno:  Yane Marques
Polo Aquático:  Izabella Chiappini
Remo:  Fabiana Beltrame
Rugby:  Julia Sardá
Saltos Ornamentais:  Cesar Castro
Taekwondo:  Guilherme Dias
Tênis:   Bruno Soares
Tênis de Mesa:  Hugo Calderano
Tiro com Arco:  Sarah Nikitin
Tiro Esportivo: Cassio Rippel
Triatlo:  Pâmella Oliveira
Vela:  Jorge Zarif
Vôlei de Praia:  Talita Antunes
Vôlei:  Thaisa Daher

Brasil bate o Japão e conquista o Bi da Copa dos Campeões

Seleção brasileira feminina comemora o título da Copa dos Campeões após derrotar o Japão (Foto: Reuters)

Por Globo Esporte

Os dez mil torcedores japoneses que lotavam o Tokyo Metropolitan Gymnasium neste domingo bem que tentavam empurrar o Japão na busca pelo título da Copa dos Campeões. Por um momento, pareceu até que conseguiriam. Mas, quando o técnico o José Roberto Guimarães precisou, o banco da seleção brasileira feminina segurou a bronca e a líbero Camila Brait apareceu bem. Com o time mais tranquilo, Sheilla e Fernanda Garay puderam enfim brilhar e garantir o bicampeonato da Copa dos Campeões com uma vitória por 3 sets a 0 (29/27, 25/14 e 25/18). O Japão acabou ficando com a terceira colocação do torneio, com os Estados Unidos conquistando a prata.

Com apenas uma derrota na temporada, o Brasil chega à sua quinta conquista no ano. Antes, a seleção venceu os torneios de Montreux, Alassio, o Grand Prix e o Sul-Americano. Além disso, as brasileiras se tornaram as primeiras bicampeãs da Copa dos Campeões, somando o título deste domingo ao de 2005.

– A gente cumpriu nosso papel direitinho, conseguiu manter o nível sempre. Tanto que ganhamos todos os títulos que disputamos. Esse jogo foi muito difícil. O primeiro set foi dureza. Hoje foi muito cansativo, mas a gente falou que tinha que dar o máximo para ganhar esse título – afirmou Sheilla em entrevista ao SporTV.
Sheilla vôlei Brasil x Japão (Foto: FIVB)
Sheilla foi escolhida a melhor em quadra na partida decisiva (Foto: FIVB)

Sheilla foi eleita a melhor em quadra, com 14 pontos marcados (11 de ataque e dois em saques) e uma atuação decisiva. Fernanda Garay foi a maior pontuadora em quadra, com 16 pontos  (11 em ataques e cinco em bloqueios).

– A felicidade é grande por tudo aquilo que aconteceu neste campeonato e durante este ano. Tivemos um ano quase perfeito. Temos que levantar as mãos para o céu e agradecer por tudo. Graças a Deus conseguimos esse título. Foi muito importante para essas jogadoras que estavam aqui – disse José Roberto Guimarães.

O jogo

A partida começou bem complicada para o Brasil. Precisando vencer por 3 a 0 ou 3 a 1, o Japão entrou em quadra com tudo e, empurrado por sua torcida, teve um grande início de jogo. A baixinha Nakamichi, levantadora de 1,59m, fez estrago no saque e, após dois erros de Natália na recepção, as anfitriãs abriram 6/1.

A seleção brasileira seguia tendo dificuldades, e a mão de Zé Roberto fez a diferença. Primeiro, Carol Gattaz entrou no lugar de Adenízia e não saiu mais da partida. Mas o momento da reação foi quando Monique e Claudinha entraram na inversão. Quatro pontos atrás antes da substituição, o Brasil voltou ao jogo e conseguiu virar o duelo em uma pancada de Natália (19/18). As japonesas seguiam endurecendo o confronto e chegaram a ter dois set points, mas as brasileiras tiveram tranquilidade, jogaram a pressão para o outro lado e conseguiram vencer o primeiro set por 29/27 em erro de ataque japonês.

Camila Brait vôlei Brasil x Japão (Foto: FIVB)
Um dos destaques da vitória brasileira, a líbero Camila Brait se esforça para fazer uma defesa (Foto: FIVB)

 Depois de um primeiro set complicado, o Brasil passou a dominar o jogo. Precisando de apenas mais um set para ser campeã, a seleção se acertou em quadra. O bloqueio funcionava, Camila Brait defendia muito, e Sheilla e Fernanda Garay se destacavam no ataque. Natália conseguiu uma sequência muito boa no saque, o Japão sentia pressão, e as brasileiras conseguiram abrir dez pontos de vantagem (21/11). O título virou questão de tempo, e veio em ataque de Garay, que fez 25/14, abriu 2 sets a 0 e confirmou a conquista verde-amarela antes mesmo do fim da partida.

Com o título garantido, o terceiro set poderia ter sido apenas uma formalidade para o Brasil. Mas José Roberto Guimarães não deixou que fosse, cobrando de suas jogadoras sempre que elas ameaçavam se desconcentrar. O Japão ainda lutava pela medalha de prata, mas o time da casa não conseguia mais se encontrar. Bloqueando bem, a seleção brasileira foi se distanciando e, quando fez 25/18, pôde enfim comemorar o título da Copa dos Campeões.

Mordido, Cruzeiro bate Lokomotiv e é campeão do Mundial de Clubes

Por Betim, MG  Baixe o wallpaper do Cruzeiro, campeão mundial de clubes

“Estamos mordidos. Chegou a hora.” O levantador William avisou: o Cruzeiro estava cheio de vontade para bater os russos do Lokomotiv. Depois da derrota na primeira fase, era chegado o momento da decisão do Mundial de Clubes. Dito e feito. O Mago comandou com maestria um time quase perfeito neste domingo. Saques, bloqueios, defesas incríveis, ataques potentes. O repertório foi vasto, digno do título de melhor time do mundo. Diante de uma arquibancada celeste em Betim (7.200 torcedores lotaram o ginásio), os mineiros conseguiram a revanche na final, vencendo por 3 sets a 0 (25/20, 25/19 e 25/20). Se antes estavam engasgados com os russos, agora os cruzeirenses soltam a voz e gritam: “É campeão!”.

– Formidável. Jogamos um bolão, um vôlei de alto nível. Montamos uma equipe para esse campeonato, fizemos a preparação certa e fomos coroados com o título. Estamos muito felizes – disse William.

Cruzeiro é campeão mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)
Cruzeiro é o primeiro time brasileiro a se tornar campeão mundial de vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)

A medalha no peito comprova: o Cruzeiro é o primeiro time brasileiro a levar a taça do Mundial de Clubes. Depois de ter batido na trave e ficado com a prata diante do Trentino no ano passado, a equipe de Minas consegue quebrar a hegemonia italiana na competição. Os russos, algozes dos brasileiros nas Olimpíadas e na Liga Mundial, desta vez só assistiram à festa celeste.

– Não iria conseguir engolir se perdesse essa também. Agora é só comemorar. Esse time é de tirar o chapéu. Deu tudo certo. Jogamos 150% para conseguir essa vitória. O time jogou mais do que nunca – disse Wallace.

O cubano Leal foi o maior pontuador, com 13 acertos (quatro em saques). Mas como falar que o ponteiro foi o nome do jogo, se William também fez uma grande exibição, com passes mágicos? O oposto Wallace foi preciso nos ataques. O ponteiro Filipe e o líbero Serginho fizeram grandes defesas. Os centrais Éder, Douglas e Isac não tomaram conhecimento da muralha russa. Não à toa o Cruzeiro é campeão mundial. O time inteiro voou em quadra.

Leal é destaque do Cruzeiro diante do Lokomotiv (Foto: Divulgação/FIVB)
Leal foi o maior pontuador da final do Mundial de Clubes (Foto: Divulgação/FIVB)

Saques, bloqueios e euforia
Empurrados pela torcida celeste, os jogadores do Cruzeiro entraram em quadra mordidos, querendo a revanche diante dos russos. Para isso, os anfitriões apostaram na mesma arma que matou os argentinos do UPCN na semifinal: os saques potentes. Eles forçaram o saque e, por isso, erraram sete tentativas, mas também fizeram dois aces (com os ponteiros Leal e Filipe) e quebraram o ataque do Lokomotiv, que virou apenas seis bolas no primeiro set.

Não fosse pelo excesso de erros (13 n total), o Cruzeiro passearia em quadra. O levantador William viu nas bolas pelo meio de rede, principalmente as de primeiro tempo, uma saída para passar pelo forte bloqueio russo. Só o central Éder fez cinco pontos desse jeito – Douglas e Isac também foram acionados. O equilíbrio do primeiro jogo nem de perto se viu no set inicial. A equipe celeste chegou a abrir seis pontos de vantagem, e coube ao levantador William fechar a parcial com uma cortada de segunda, sem bloqueio (25/20).

Os dois times continuaram forçando e errando saques. Depois de muita bronca de seu técnico, os russos enfim começaram a encaixar seus ataques. Só que o Cruzeiro não deixava a bola cair facilmente. Filipe chegou a buscar a bola no banco de reservas, Éder devolveu no reflexo, e Filipe fez um bloqueio simples para vibrar muito. A muralha celeste, aliás, foi o ponto forte do time celeste. Foram quatro pontos assim. Apelidado de Mago, William orquestrava bem os ataques do anfitrião, que logo abriu boa vantagem. O Lokomotiv até ensaiou uma reação, mas sequer chegou a encostar no placar. Em um erro de saque russo, o Cruzeiro levou a segunda parcial (25/19).

Filipe vibra com título do Cruzeiro (Foto: Divulgação/FIVB)
Filipe vibra depois de defesa e bloqueio incríveis (Foto: Divulgação/FIVB)

Os russos equilibraram o início do terceiro set, não queriam jogar a toalha. Apesar das boas jogadas pelo meio de rede entre William e os centrais Douglas e Éder, o Lokomotiv se mantinha à frente no placar. Não por muito tempo. O ponteiro cubano Leal puxou a virada do Cruzeiro com três aces e ataques potentes. A cada ponto, os mineiros vibravam, sabiam que a taça tão desejada estava bem perto. Os russos sentiram o golpe e passaram a errar muito. Estava difícil conter a euforia cruzeirense, mas a vantagem era de seis pontos. O Lokomotiv ainda salvou dois match points, mas errou um saque (25/20). A festa celeste explodiu na quadra. O Cruzeiro é campeão mundial.

Cruzeiro: William, Wallace, Leal, Filipe, Éder, Isac e o líbero Serginho.
Entrou: Douglas.

Lokomotiv: Butko, Moroz, Divis, Durruthy, Astashenkov, Volvich e o líbero Golubev.
Entraram: Zubkov, Mysin, Zhilin e Leonenko.

Torcida do Cruzeiro lotou ginásio em Betim (Foto: Divulgação/FIVB)
Torcida do Cruzeiro lotou ginásio em Betim (Foto: Divulgação/FIVB)

SUPERLIGA FEMININA 13/14: Molico/Nestlé estreia com vitória sobre o Maranhão Vôlei/Cemar

RIO DE JANEIRO, 27.09.2013 – O Molico/Nestlé (SP) estreou com vitória na Superliga feminina de vôlei 13/14. Dentro de casa, as atuais vice-campeãs da competição venceram o Maranhão Vôlei/Cemar (MA) por 3 sets a 0 (21/11, 21/17 e 21/16), no ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

A líbero Camila Brait foi eleita a melhor jogadora da partida e ficou com o Troféu VivaVôlei. Para a jogadora da equipe de Osasco, a partida foi importante para dar ritmo de jogo ao time da casa.

“Foi uma boa partida. Tivemos alguns altos e baixos, mas foi importante para nos adaptarmos ao nosso novo ginásio e ao sistema de 21 pontos. Agora temos que treinar para ter uma atuação ainda melhor no próximo jogo”, disse a líbero.

Segundo o regulamento da Superliga feminina de vôlei 13/14, a levantadora do Maranhão Vôlei/Cemar, a argentina Yael Castiglioni, só estará regularizada para disputar uma partida pela competição na próxima QUARTA-FEIRA (02.10). Como a jogadora participou do confronto desta sexta-feira, as maranhenses podem perder todos os pontos conquistados em Osasco, perdendo a partida desta forma por 3 sets a 0 (21/0, 21/0 e 21/0). A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) receberá a súmula do jogo na próxima SEGUNDA-FEIRA (30.09) e, caso alguma irregularidade seja encontrada, o resultado será publicado em nota oficial.

O JOGO

A levantadora Fabíola, do Molico/Nestlé conseguiu com um ace o primeiro ponto da edição 13/14 da Superliga feminina. O time de Osasco começou melhor e fez 7/3. Bem no saque e no ataque, a equipe da casa seguiu melhor no segundo tempo técnico (16/7). Com tranquilidade e numa boa atuação de Sheilla, as atuais vice-campeãs da Superliga venceram o primeiro set por 21/11.

O Maranhão Vôlei/Cemar melhorou no segundo set e chegou a empatar a parcial (12/12). Sheilla e Gabi se destacaram no ataque e Fabíola trabalhou as jogadas com velocidade. Desta forma, o time de Osasco se manteve na frente, cresceu de produção no final da parcial e venceu o set por 21/17.

O Maranhão Vôlei/Cemar abriu três pontos no início da terceira parcial (8/5). Bem no saque, o Molico/Nestlé empatou (8/8). A partir deste momento, o time da casa tomou a liderança do placar e se manteve na frente até o final fechando o set por 21/16 e o jogo por 3 sets a 0.

Outros jogos

No jogo de abertura da Superliga feminina de vôlei 13/14, melhor para o Barueri Vôlei (SP). A equipe do estado de São Paulo venceu o Brasília Vôlei (DF) por 3 sets a 0 (21/08, 21/16 e 21/17), em 1h14 de jogo, no ginásio Sérgio Honda, em Barueri (SP). A oposto Renatinha foi a maior pontuadora da partida com 16 pontos e ficou com o Troféu VivaVôlei.

SUPERLIGA FEMININA 13/14

PRIMEIRA RODADA DO TURNO

27.09 (SEXTA-FEIRA) – Molico/Nestlé (SP) 3 x 0 Maranhão Vôlei/Cemar (MA) (21/11, 21/17 e 21/16), no ginásio José Liberatti, em Osasco (SP)

TROFÉU VIVAVÔLEI: Camila Brait (Molico/Nestlé)

27.09 (SEXTA-FEIRA) – Barueri (SP) 3 x 0 Brasília Vôlei (DF) (21/8, 21/16 e 21/17), em 1h20 de jogo, no ginásio Sérgio Honda, em Barueri (SP)

TROFÉU VIVAVÔLEI: Renatinha (Barueri)

MAIOR PONTUADORA: Renatinha (Barueri), com 16 pontos

19.11 (TERÇA-FEIRA) – Minas Tênis Clube (MG) x Pinheiros (SP), às 19h30, na Arena Vivo, em Belo Horizonte (MG)

01.10 (TERÇA-FEIRA) – Uniara/AFAV (SP) x Unilever (RJ), às 20h30, no Gigantão, em Araraquara (SP)

04.10 (SEXTA-FEIRA) – São Bernardo Vôlei (SP) x Vôlei Amil (SP), às 19h30, no Adib Moyses Dib,em São Bernardo do Campo (SP)

04.10 (SEXTA-FEIRA) – São Cristovão Saúde/São Caetano (SP) x Sesi-SP, às 21h30, no Lauro Gomes, em São Caetano do Sul (SP)

11.10 (SEXTA-FEIRA) – Rio do Sul/EquipeBrasil (SC) x Banana Boat/Praia Clube (MG),às 21h30, no ginásio Artenir Werner, em Rio do Sul (SC)

Assessoria de Comunicação – CBV | Idigo – Núcleo de Inteligência Digital

Cuba decide permitir profissionalismo no esporte

Cuba anunciou nesta sexta-feira (27) uma revolução dentro da sua forma de lidar com o esporte. A partir de agora, atletas de todos os esportes podem assinar contratos com clubes estrangeiros, encerrando décadas de uma política que limitava a participação dos atletas do país a competições em que representassem o regime comunista. Por conta dessa política, diversos esportistas desertaram nos últimos anos. O caso mais recente foi Orlando Ortega, barreirista, que não voltou a Cuba depois do Mundial de Atletismo em Moscou e agora pretende competir sob a bandeira do principado de Mônaco.

A novidade foi divulgada na edição desta sexta-feira (27) do Granma jornal oficial do Partido Comunista de Cuba e, por isso, órgão oficial de imprensa. A comunidade internacional entendeu a decisão do presidente Raul Castro como uma medida para acabar com a série de deserções principalmente em modalidades onde Cuba é forte, como o beisebol e o boxe. Segundo o Granma, os atletas cubanos terão que pagar impostos sobre o que ganharem competindo profissionalmente fora do país.

Essa é a primeira vez que a ilha caribenha permite o profissionalismo no esporte em mais de uma década. Em 1961, dois anos depois de Fidel Castro assumir o poder por lá, o profissionalismo passou a ser proibido. Desde então, os atletas são empregados do estado, recebendo salários equivalente ao de outros trabalhadores.

A decisão anunciada nesta sexta entra no pacote de medidas de abertura econômica tomadas pelo irmão e sucessor de Fidel, Raul Castro, que assumiu o poder em 2006, quando o quadro de saúde de Fidel se complicou.

No começo do ano, Cuba já havia criado uma liga profissional de boxe, tentando manter a enormidade de talentos que produz no país. Nela, os boxeadores competem para receber entre mil e 3 mil dólares por mês, quantia irrisória perto do boxe profissional dos EUA.

 

 

 

Fonte: Agência Estado

Alison e Emanuel vence Circuito Banco do Brasil Open "Etapa Recife"

Num duelo de monstros, Alison e Emanuel saíram atrás, mas buscaram a virada para derrotarem Márcio e Ricardo por 2 a 1 (19/21, 21/16 e 15/13) e conquistarem a primeira etapa Open do Circuito BB Vôlei de Praia, em Recife (PE)! Emanuel foi eleito o melhor jogador da final e levou o troféu Cenoura & Bronze!

 

 

Fonte: Fan Page CBV

Taiana/Talita vence pela primeira vez uma etapa do Circuito Banco do Brasil

Taiana e Talita deram show neste domingo, em Recife (PE), e conquistaram o título da primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia. A dupla líder do ranking do Circuito Mundial venceu a jovem Rebecca, de 20 anos, e Lili na decisão na arena montada na Praia do Pina.

O início do primeiro set contou com um forte equilíbrio entre as finalistas. De um lado, Taiana e Talita apresentavam uma defesa forte e bons contra-ataques, enquanto o outro lado atacava com a sutileza de Lili e a força de Rebecca.Foto da notícia

Não tardou, porém, paraTaiana/Talita conseguir uma vantagem. Contando com ótimos bloqueios do paredão Talita, a parceria abriu 13 a 8 e foi para o tempo técnico com folga. Desestabilizadas, Rebecca e Lili tornaram-se presas fáceis para Taiana e Talita, que venceram por 21-14.

Na segunda parcial, Lili/Rebecca começou melhor, mas Taiana/Talita se reergueu e empatou em 6 a 6 após bons bloqueios de Talita e ataques precisos de Taiana. O duelo segui equilibrado ponto a ponto até 16 a 16. Foi aí que os contra-ataques de Taiana/Talita fizeram a diferença e

Formada em 2012, a dupla Taiana/Talita venceu pela primeira vez uma etapa do Circuito Banco do Brasil. Na última edição, elas disputaram quatro etapas, mas sem sucesso. Já no Circuito Mundial, elas já foram campeãs em cinco etapas este ano.

Talita, de 31 anos, tem duas Olimpíadas no currículo (quarta colocada em Pequim e nona em Londres) e um título do Circuito Banco do Brasil, em 2009, ao lado de Maria Elisa. Taiana, 29, despontou de vez para o vôlei de praia ao lado da veterana Talita este ano.

*O repórter viaja a e da Confederação Brasileira de vôlei (CBV)

Taiana e Talita

 

Lancepress!

Talita/Taiana e Lili/Rebecca duelam na final do Recife

Líderes do Circuito Mundial de vôlei de praia, Talita e Taiana levaram um susto na etapa do Recife do Circuito Brasileiro da modalidade. A parceria teve muitas dificuldades para superar seu compromisso de quartas de final, mas confirmou o favoritismo, venceu a partida seguinte e se classificou à decisão, em que enfrenta Lili e Rebecca.

Na capital de Pernambuco, Talita e Taiana cruzaram com as irmãs cariocas Maria Clara e Carolina, em duelo que durou 1h14min, e acabou com vitória por 2 sets a 1, parciais de 17/21, 21/15 e 31/29. Na semifinal, atuação mais segura para derrotar Juliana e Maria Elisa, com 21/14 e 21/17.

“Depois de uma partida muito difícil pelas quartas de final, chegamos na semifinal com um ritmo bem forte. E fizemos nossa melhor partida nessa etapa. Funcionamos muito bem no saque, na defesa e no bloqueio. Conseguimos anular o jogo delas, que, apesar de não estarem tão entrosadas, são fortes demais”, comentou Taiana.

Na final, a parceria tem pela frente Lili e Rebecca, que nas quartas de final passaram por Val e Ângela, com 16/21, 21/12 e 15/11, e na sequência superaram Ágatha e Bárbara Seixas, com parciais de 18/21, 21/18 e 15/11.

“A gente veio para essa etapa quase sem treinar, mas com muita vontade e concentrada demais. Nosso foco nesse torneio era para que nada pudesse nos atrapalhar. Para chegar a essa final e até, quem sabe, sermos campeãs, estamos juntas o tempo todo, dentro e fora de quadra”, disse Lili.

Gazeta Esportiva

 

'Rolo compressor', Brasil atropela China e conquista 9º Grand Prix

Um verdadeiro “rolo compressor”: vitórias por 3 sets zero contra Estados Unidos (25/19, 25/12 e 25/10), Japão (25/21, 25/22 e 25/17), Itália (25/16, 26/24 e 25/11), Sérvia (27/25, 25/21 e 25/22) e, finalmente, China (25/15, 25/14 e 25/20), na madrugada deste domingo, em Sapporo (Japão). O Brasil sobrou em quadra em toda a fase final do Grand Prix e conquistou o título de forma incontestável.

O feito impressionante marca a nona conquista brasileira no torneio, disputado desde 1993. Com cinco taças e um tricampeonato nas últimas edições, a seleção americana, mais próxima do Brasil na história do campeonato, sequer subiu ao pódio. Em 2013, o vice-campeonato ficou com a China e a medalha de bronze com a Sérvia, que bateu a Itália por 3 sets a 2 no primeiro jogo do dia.

Precisando vencer apenas dois sets para ganhar a competição, as brasileiras tornaram a partida fácil desde o começo. Também invicta no hexagonal final, como o Brasil, a China foi derrotada por 25 a 15 na primeira parcial.

O título foi confirmado no segundo set, conquistado com ampla folga desde o início: 25 a 14 para o Brasil. Já campeãs, as comandandas de Zé Roberto relaxaram um pouco e deixaram as chinesas começar o último set à frente. Após um tempo técnico, porém, a equipe verde-e-amarela recuperou o domínio da partida e fechou a fase final sem perder sets, com uma vitória por 25 a 20.

MELHORES!

Além do eneacampeonato do Grand Prix, o Brasil teve mais motivos para comemorar neste domingo em Sapporo, no Japão. A central Thaísa foi eleita a melhor jogadora da competição e ainda ficou com o prêmio de melhor central. Já a líbero Fabi foi eleita a melhor na sua posição.

 

Fonte: Terra Esportes