Vôlei

Circuito Brasileiro de vôlei de praia começa hoje "Etapa Recife-PE"

O principal torneio nacional de vôlei de praia tem início nesta sexta-feira, no Recife: o Circuito Banco do Brasil, que abre a temporada 2013/2014 com a etapa do Recife. A arena será aberta gratuitamente ao público, que poderá assistir de perto a nomes consagrados do esporte como Emanuel, Juliana, Ricardo, Alison, Maria Elisa e Talita em ação na areia da Praia do Pina.

A etapa do Recife começa às 8h (de Brasília) desta sexta-feira, quando serão realizadas as primeiras partidas. O cronograma do sábado tem início no mesmo horário, enquanto no domingo as finais feminina e masculina estão marcadas para as 9h. A capacidade da arena é de mil pessoas, e a entrada do público se dará por ordem de chegada – recomenda-se chegar um pouco mais cedo, especialmente no dia das decisões.

Emanuel é o único atleta que jogou todas as edições do Circuito Brasileiro Foto: Felipe Held / Terra
Emanuel é o único atleta que jogou todas as edições do Circuito Brasileiro

Foto: Felipe Held / Terra

Esta é a 23ª edição do Circuito Brasileiro, que começou a ser disputado em 1991 – naquele ano, o torneio foi realizado com apenas cinco etapas e somente entre duplas masculinas. De lá para cá muita coisa mudou – hoje, por exemplo, o torneio conta com nove etapas, uma “super final” e 28 duplas, sendo 16 masculinas e 12 femininas. Poucas são as semelhanças, e uma delas está entre as principais atrações do torneio: Emanuel.

Aos 40 anos, com cinco Olimpíadas no currículo e medalhas em Atenas 2004 (ouro), Pequim 2008 (bronze) e Londres 2012 (prata), Emanuel disputou todas as edições do Circuito Brasileiro. Agora, para a nova temporada, ele demonstra empolgação de sobra para competir pela 23ª vez e brigar pelo nono título.

“Só para citar o quanto este torneio é bom, foi o único circuito nacional que nunca parou por uma temporada sequer – o dos Estados Unidos, por exemplo, já faliu duas vezes. O Brasil só chegou a esse nível mundial que tem agora no vôlei de praia por causa desta competição, que também aumentou muito o respeito da modalidade junto ao público”, destacou.

Alison disputará o Circuito Banco do Brasil ao lado de Alison, seu parceiro no vice-campeonato olímpico de 2012. A dupla que defende o título da competição é formada por Bruno Schmidt e Pedro Solberg no masculino. Já o título feminino ficou nas mãos de Ágatha e Bárbara Seixas, que terão neste ano uma concorrência pesada: Taiana e Talita, que lideram o Circuito Mundial de 2013.

“O Circuito Brasileiro é diferente. Aqui está todo mundo que você conhece, enquanto no Mundial a história muda de figura: é mais longo e você enfrenta atletas de outras escolas do vôlei. Mas queremos tomar o Circuito Mundial como exemplo para obtermos bons resultados aqui também”, destacou Taiana, que passou a formar dupla com Talita neste ano, após a implantação da Seleção Brasileira de vôlei de praia – antes ela era parceira de Vivian.

​Arenas e uniformes

Uniformes dos atletas foram redesenhados para o Circuito Brasileiro Foto: Alexandre Arruda/ CBV / Divulgação
Uniformes dos atletas foram redesenhados para o Circuito Brasileiro

Foto: Alexandre Arruda/ CBV / Divulgação

Uma novidade nesta edição 2013/2014 do Circuito Banco do Brasil ficaram por conta das arenas e dos uniformes dos jogadores, redesenhados alunos universitários do Centro Acadêmico Belas Artes, de São Paulo.

As novas arenas do Circuito Brasileiro têm formato elíptico (oval) e possui toda a área de arquibancada coberta. Já os uniformes foram redesenhados e ganharam uma nova cara, além de proporcionarem maior mobilidade aos atletas.

O Circuito Banco do Brasil passará, entre o final de 2013 e a primeira metade de 2014, por dez cidades: Recife (PE), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Guarujá (SP), Balneário Camboriú (SC), São Luís (MA), Natal (RN), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e, por fim, Salvador (BA), sede do Super Praia, uma super final que reúne as oito melhores duplas, masculina e feminina.

O repórter viajou a convite da Confederação Brasileira de Vôlei

Brasil supera começo ruim, derrota a Sérvia e fica perto do título

Por Gazeta Press

A Seleção Brasileira de vôlei feminino deu mais um passo em direção ao título do Grand Prix, na madrugada deste sábado. Mesmo enfrentando dificuldades no início de partida, a equipe comandada por José Roberto Guimarães derrotou a Sérvia por 3 sets a 0, parciais de 27/25, 25/21 e 25/22.

Com a vitória, a quarta por 3 a 0 em quatro jogos na fase final do Grand Prix, o Brasil chega a 12 pontos ganhos e pode ser campeão ainda neste sábado já que a China, única equipe que ainda pode chegar a esta pontuação, enfrenta o Japão no complemento da rodada em Sapporo. Caso as donas da casa vençam por 3 a 0 ou 3 a 1, o título é da Seleção.

Se as chinesas vencerem o duelo de asiáticas, a definição do campeão do Grand Prix ficará para as 3h30 (de Brasília) de domingo, quando Brasil e China se enfrentam na última rodada. Na partida anterior deste sábado, a Itália derrotou os Estados Unidos por 3 a 2 e conseguiu sua primeira vitória na competição.

A Seleção Brasileira foi surpreendida no início do confronto com a Sérvia, que deixou no banco de reservas Brakocevic e Mihajlovic, suas principais atacantes nas partidas anteriores do Grand Prix. Com formação diferente do esperado pelas comandadas de José Roberto Guimarães, o time europeu começou melhor a partida e chegou à primeira parada técnica com quatro pontos de vantagem.

O Brasil aos poucos se adaptou às características das jogadoras sérvias e foi derrubando a desvantagem que tinha no marcador. A virada ocorreu já na parte final do set, quando o País chegou a 19 pontos, contra 18 do adversário. A equipe nacional ainda perdeu dois set points antes de fechar em 27/25.

A partir da segunda parcial, a Seleção encontrou mais facilidades e, mesmo com oscilações, conseguiu a vitória sem maiores sustos com 25/21 e 25/22.

Torcida empurra, Brasil sofre, mas vence a Argentina e leva 29º título

Desde o momento em que a delegação do Brasil chegou a Cabo Frio, na Região dos Lagos, para a disputa do Campeonato Sul-Americano de vôlei, a torcida local fez questão de abraçá-los. A cada jogo, uma festa. A cada saída para o vestiário, uma verdadeira sessão de fotos e autógrafos. E neste sábado a comemoração no ginásio Alfredo Barreto foi ampliada: o time de Bernardinho sagrou-se campeão ao vencer justamente seu maior adversário na América do Sul, a Argentina, por 3 sets a 2, parciais de 19/25, 25/20, 25/19 e 24/26 e 15/10, num jogo que em nada pareceu os que foram disputados até então contra Paraguai, Colômbia e Chile na competição.
Brasil domina os prêmios individuais e Sidão é o MVP

Se nas partidas anteriores o Brasil teve muita facilidade, marcando 3 sets a 0, os argentinos foram dureza e souberam aproveitar as falhas brasileiras, apesar das sonoras vaias que vinham das arquibancadas. Depois de um primeiro set dos hermanos, o Brasil venceu os dois seguintes, perdeu o quarto, que já parecia em suas mãos e, empurrado pela sua torcida no ginásio, levantou o caneco.

Jogadores da seleção brasileira de vôlei festejam título no pódio (Foto: Divulgação/CBV)
Jogadores da seleção brasileira de vôlei festejam título no pódio (Foto: Divulgação/CBV)

A caminhada que começou na cidade litorânea do Rio de Janeiro continuará no Japão, no fim do ano, na Copa dos Campeões, e em 2014, no Mundial da Polônia, já que a equipe canarinha se garantiu nas duas competições. Os hermanos estão apenas na segunda.

A seleção brasileira é a maior vencedora do torneio japonês, com três títulos e dois vices. A conquista do Sul-Americano é a 29ª do Brasil em 30 edições do torneio. A única que não participou, em 1964, foi vencida justamente pelos adversários deste sábado, que eram os anfitriões na ocasião.

O jogo

O ginásio, que tem capacidade para 3.200 pessoas, transformou-se um verdadeiro caldeirão, desde o momento da execução do Hino Nacional até a primeira bola do jogo, sacada por Sidão, com força no fundo. As vaias foram grandes quando Bruno Romanutti bateu em cima do bloqueio de Lucarelli marcando 1 a 0. Na sequência, Leandro Vissotto empatou numa bela cortada pela direita, sem chances para Uriarte. A torcida foi ao delírio, mostrando o contraste que teriam as reações até o fim do jogo a cada ponto brasileiro e argentino.

Um dos melhores lances do primeiro set foi no quarto ponto da Argentina. Depois de um rali bonito, com muitas reviravoltas, os hermanos marcaram 4 a 2. Os balões infláveis pareciam tambores ensurdecedores, mas o efeito não era o esperado.  O adversário jogava com seriedade, e o Brasil errava muito, como quando Vissotto mandou uma bola para fora no 8 a 4 dos visitantes. Bernardinho demonstrava impaciência com o jogo que relutava a encaixar. Ele abria os braços, dava orientações, xingava em alguns momentos e lamentava as falhas.

Mário Junior foi sacado pelo comandante e tomou uma chamada no banco de reservas. Romanutti desperdiçou um saque na rede. A torcida vibrou, mas parecia um pouco mais contida diante da atuação brasileira, abaixo do normal, até que Wallace acertou uma bonita bola pela direita. Em seguida, os argentinos tentaram de segunda, o bloqueio estava esperto e não caiu na jogada. Sidão, com as duas mãos, colocou a bola perto da linha, no fundo da quadra, reduzindo para 18 a 13. O camisa 12, Lipe, entrou para sacar com 20 a 16 no placar e ganhou o apoio dos fãs, mas os argentinos conseguiram pontuar. Lucão marcou, mas Vissotto errou um saque na rede em seguida. Mesmo com o apoio, o jogo do Brasil não entrava. E os hermanos não quiseram nem saber, fechando a parcial em 25 a 19.

– Acho que jogamos muito bem, pois a pressão estava toda do lado deles, que precisavam ganhar em casa. Demonstramos um bom nível, não saio contente, já que perdemos, mas o Brasil é a melhor seleção do mundo, está de parabéns. Precisamos de mais finais como essa para evoluir. Foi um grande jogo – relatou Quiroga, destaque da Argentina.

Sul-Americano de Volei - Brasil x Argentina, Bruninho (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
Bruninho, Sidão e Lucarelli na conquista do Sul-Americano contra a Argentina (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

A chamada de Bernardinho aos atletas foi grande antes do início do segundo set. Ele gesticulou e orientou seus comandados, parecendo nervoso. A torcida estava quieta. O Brasil recomeçou o jogo na frente, abrindo 5 a 3 com uma boa bola de Sidão. Em seguida, Mário Júnior levou uma pancada no peito, e a Argentina encostou. Nervosos, os fãs até esqueciam de chamar os nomes de Bruninho, Lucarelli & cia. quando eles iam sacar como normalmente fazem. As vaias aos hermanos continuavam, mas eles não pareciam estar nem aí e empataram em 8 a 8.

O time brasileiro ainda parecia um pouco nervoso. Os argentinos estavam mais tranquilos apesar do ambiente adverso. No treinamento pela manhã, o próprio técnico Javier Weber havia afirmado que o objetivo dos hermanos, que era a vaga no Mundial, já estava alcançado e, por isso, o time jogaria sem pressão. O Brasil conseguiu emplacar quatro pontos de vantagem, em 17 a 13, quando alguns ataques começaram a funcionar.

A Argentina, atrás no placar, apostou em Quiroga, que jogou a última temporada da Superliga pelo Minas, mas fechou recentemente com o Maringá, time do levantador Ricardinho. O camisa 9 foi bem quando acionado, e levou a Argentina ao 15º ponto com um toque sutil pelo meio. Mas a torcida voltou a festejar como no início do jogo quando o Brasil marcou com uma pancada de Wallace pela direita. O jogador também pareceu entrar no espírito das arquibancadas e celebrou com euforia.

Sidão deu um toque magistral no ponto seguinte após um levantamento muito para fora de Bruninho, enganando os rivais: 21 a 17. Na sequência, o levantador brasileiro acertou, e Dante cravou o 23 a 19. O 24º ponto veio em um lance polêmico em que os argentinos, segundo a arbitragem, invadiram a quadra brasileira. E, no fim, parcial a favor dos brasileiros em 25 a 20.

Sul-Americano de Volei - Brasil x Argentina, Bruninho e Sidão (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
No bloqueio, Bruninho e Sidão foram destaques  do Brasil na partida (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Com a vitória no segundo set, a torcida voltou animada para o terceiro. As batidas de balões infláveis voltaram no ginásio Alfredo Barreto, assim como a cantoria. Wallace estava bem pela direita e ajudou o Brasil a empatar. Mas Quiroga, em uma linda deixadinha que deixou a defesa brasileira no chão, abriu 4 a 2. Na sequência, o camisa 9 foi hostilizado demais em seu saque e mandou para fora.

O Brasil encaixou alguns ataques e, enfim, virou. A jogada mais importante foi a que colocou 7 a 5 no placar a favor dos brasileiros. Quiroga, mais uma vez, deu uma deixadinha. Mas Mário Júnior estava esperto e deslizou demais para salvar a bola. Na sequência, um grande rali foi travado, e o ponto do Brasil foi marcado no bloqueio simples de Sidão, que foi para perto da torcida e deu socos no ar, bastante empolgado. A torcida passou a cantar: “Brasil, Brasil, Brasil”, e o time de Bernardinho parecia no controle da situação.

Sidão estava bem no jogo. Afinal, ele prometeu o título à noiva Dani Lins no início da competição e precisava sair campeão. O camisa 5 recebeu de Bruninho para marcar o 11 a 7 do Brasil, com um ataque curto pelo meio. Depois, voltou a celebrar com força quando acertou um ace: 12 a 8. Wallace também mostrou a que veio, partindo de trás para pontuar o 13º do Brasil, com o argentino Solé escorregando perto da rede, reclamando da quadra estar molhada.

A torcida pegava no pé de todos os argentinos, mas Quiroga sofria mais. As vaias eram mais altas quando ele ia para o saque. O camisa 9 mandou uma bola forte, mas o Brasil armou um contra-ataque pela direita com Wallace e fez 15 a 11. Dante encheu a mão para fazer o 16º pelo lado oposto da quadra.

O ponto seguinte veio com bloqueio do camisa 4 da seleção pela esquerda. Wallace, que também estava bem como Sidão, fechou o jovem Kukartsev, de 19 anos. O argentino ficou no chão irritado com o ponto perdido. Sem intenção, ele deu o troco, acertando uma pancada em sua cabeça na sequência. A bola voou para o alto do ginásio. Ele até pediu desculpas para Wallace que, fez 20 a 15 em nova cortada pela direita mais tarde.

O atacante brasileiro continuou bem, marcando o 22º, em uma reprise de seus pontos até então. Ele só não conseguiu segurar o ataque argentino na sequência, falhando na manchete. Quando Bruninho foi para o saque com 24 a 19 no placar, ouviu as batidas dos balões infláveis, os gritos e contou com Dante no bloqueio para fechar em 25 a 19.

O jogo parecia equilibrado no início do quarto set, com argentinos e brasileiros alternando pontos e falhas. O camisa 12, Federico Pereyra, vibrou demais com uma pancada que deu em cima do bloqueio triplo com Sidão, Wallace e Bruninho, marcando 6 a 5. A Argentina seguiu na dianteira na sequência, mesmo com a torcida vaiando. Lucarelli enganou o bloqueio hermano pela esquerda, dando um toquinho no chão. Sidão conseguiu mais um ace e começou a ouvir seu nome sendo gritado quando empatou em 7 a 7.

A virada veio em bloqueio duplo de Lucão e Lucarelli pela direita, frustrando a tentativa de Pereyra. O técnico Javier Weber pediu tempo técnico, ajustou algumas falhas e os argentinos melhoraram, virando em 14 a 12. A torcida percebeu que os comandados de Bernardinho precisavam de auxílio e cantou: “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. O empurrão ajudou, e o Brasil conseguiu o empate em 15 a 15 com Wallace.

Sidão foi para o saque ovacionado pelo que já havia feito na partida até então, mas botou para fora. Bruninho e Wallace saíram para as entradas de William Arjona e Leandro Vissotto. Lucão pontuou, e os hermanos erraram o ataque seguinte, deixando Brasil com 18 a 17.

Mais tarde, com o placar em 20 a 20, o 21º ponto veio no grito dos brasileiros, beneficiados pela decisão da arbitragem em um lance polêmico em que Quiroga parece ter tocado com a mão esquerda na quadra brasileira. A torcida não quis nem saber e já comemorava. O técnico da Argentina e seu assistente, o lendário ex-jogador Marcos Milinkovic, ficaram revoltados com a marcação. Weber levou uma advertência, e o Brasil, o ponto.

A torcida gritou “é campeão” seguidas vezes, mas a Argentina não queria deixar, e adiou a conquista brasileira por mais um set, fechando a parcial em 26 a 24 para a irritação dos presentes e a comemoração da comissão técnica argentina.

Com os nervos à flor da pele, a seleção brasileira, que não esperava ser surpreendida pela Argentina dessa maneira, precisou ainda mais dos torcedores. E também de concentração. Bernardinho conversou com seus atletas. E a reunião no canto da quadra adiantou. O Brasil abriu 6 a 3, corrigindo algumas falhas.

Jogadores da seleção brasileira de vôlei comemoram título Sul-Americano com peixinho (Foto: Divulgação/CBV)
Jogadores da seleção de vôlei comemoram título Sul-Americano com peixinho (Foto: Divulgação/CBV)

Em seguida, dois erros alternados de saque, um de Dante , pelo Brasil, e um de Kukartsev, pela Argentina. Na sequência, ataque implacável de Lucão pelo meio, sem chances para os rivais. O Brasil abriu 9 a 4 quando Quiroga errou uma bola de ataque, mandando na rede, e depois fez uma expressão mostrando que o cansaço começava a bater. Quando o jogador foi para o saque, uma espécie de replay dos outros sets. Vaias sonoras para o camisa 9. Mas, desta vez, ele não sentiu a pressão, e Pereyra aproveitou o ataque para marcar.

O Brasil precisou de Wallace, que, novamente, chamou a responsabilidade para si pela direita e vibrou demais ao marcar em uma bonita diagonal. Lucão foi para o saque, mandou forte, mas os argentinos contaram com a sorte. No contra-ataque, a bola resvalou no bloqueio brasileiro antes de sair: 11 a 7.

A torcida estava nervosa e só conseguiu manter as vaias para os argentinos. Estava difícil retomar a cantoria. O ponto de Wallace, desta vez, foi pela esquerda, para aliviar um pouco o clima tenso no ginásio. Sidão recebeu de Bruninho e bateu forte, colocando 13 a 9 no placar. Ele foi para o saque e conseguiu mais um ace, levando os fãs à loucura. Mário Júnior, que estava no banco, pediu mais ajuda dos brasileiros. E eles corresponderam, fazendo barulho e empurrando o time no ponto final, marcado por Lucão: 15 a 10.

Confira a tabela completa e os resultados do Campeonato Sul-Americano:

Terça-feira, 06/08 Argentina 3 x 0 Chile (25/20, 25/12 e 25/23) Brasil 3 x 0 Paraguai (25/7, 25/9 e 25/5)
Quarta-feira, 07/08 Chile 3 x 1 Paraguai (22/25, 25/16, 25/20 e 25/21) Brasil 3 x 0 Colômbia (25/15, 25/18 e 25/12)
Quinta-feira, 08/08 Colômbia 3 x 2 Chile (18/25, 25/17, 23/25, 25/22 e 18/16) Argentina 3 x 0 Paraguai (25/13, 25/10 e 25/15)
Sexta-feira, 09/08 Argentina 3 x 0 Colômbia (25/17, 25/9 e 25/17) Brasil 3 x 0 Chile (25/19, 25/19 e 25/17)
Sábado, 10/08 Colômbia 3 x 0 Paraguai (25/23, 25/13 e 25/15) Brasil 3 x 2 Argentina

Na tensão de Zé Roberto, Brasil vence os EUA e fecha 1ª etapa invicto

Por João Gabriel Rodrigues | Campinas, SP

A cena se repete quase a cada ponto. As mãos coçam a cabeça, limpam o suor da testa e denunciam: José Roberto Guimarães está tenso. Quando Monique se prepara para sacar, o técnico entra em quadra, reclama da bola e direciona sua irritação para cada membro da comissão de arbitragem. Conhecido pela calma, o único brasileiro tricampeão olímpico se transformou à beira da quadra neste domingo. Talvez pelos erros iniciais, mas não só por isso. Diante do jogo mais complicado de sua renovada seleção, Zé passou longe de sua tranquilidade natural. No fim, porém, o alívio. Em um jogaço, na reedição das últimas duas finais olímpicas, o Brasil voltou a derrubar os Estados Unidos, na Arena Concórdia, em Campinas. Com 3 sets a 1, parciais 17/25, 25/23, 25/18 e 25/20, a seleção fecha a primeira fase do Grand Prix invicta.
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Dani Lins comemora mais um ponto do Brasil (Foto: LUCIANO CLAUDINO/FRAME/Agência Estado)

A americana Kimberly Hill foi a maior pontuadora do confronto, com 16 acertos. Do lado brasileiro, Gabi e Fernanda Garay foram responsáveis por 14 pontos cada.

– Não é que eu fique menos nervoso que isso (risos). Eu já tinha pedido aos juízes por causa da bola. Na hora que a Dani foi sacar, estranhou a pressão da bola. Eu já tinha alertado a mesa (de arbitragem) que a bola estava murcha. É a pressão normal do jogo, que vamos ter sempre. Principalmente jogando contra os EUA, que é um time muito forte taticamente, bem arrumado. As nossas jogadoras estavam incomodadas com a velocidade e o estilo de jogo delas até conseguirmos ajustar o bloqueio para elas. Foi fracionado, aos poucos conseguimos melhorar – explicou o treinador.

Capitã da seleção, Fabiana mudou o jogo ao entrar no segundo set. No ataque, Gabi mostrou paciência para enfrentar o bloqueio americano e saiu como um dos principais destaques da partida em seu primeiro duelo contra os EUA. Para ela, a tensão de Zé Roberto fez com que a equipe acordasse na partida.

– Nós fizemos muitos vídeos dos EUA, sabíamos que elas estavam jogando muito rápido. Ele estava nervoso justamente por isso, não estávamos conseguindo fazer a marcação direito. Ele estava ficando nervoso com a gente. E isso foi bom para que ficássemos ligadas o jogo inteiro. Mas conseguimos soltar bem o jogo – disse a ponteira.

No próximo fim de semana, a seleção, que soma oito pontos na classificação, disputa a segunda etapa do Grand Prix, em Porto Rico. Lá, a equipe enfrenta as donas da casa, a Bulgária e a República Dominicana.

O jogo

Os cumprimentos à rede pareciam sinceros. Ainda que tenham decidido as últimas duas finais olímpicas e as três edições anteriores do Grand Prix, Brasil e Estados Unidos mantêm uma rivalidade apenas na bola. Nada de provocações ou xingamentos, como contra Rússia e Cuba. Mas, quando o primeiro saque é dado, as coisas mudam. A pressão ganha força, e a relação já não é assim tão simples. No ataque de Hill e na condução de Adenízia, as americanas largaram na frente. A recuperação brasileira veio ligeira. Quando Juciely mandou a bola ao chão, as donas da casa foram para o primeiro tempo técnico em vantagem (8/6).

Mas Zé Roberto já alertara: apesar de renovada, a seleção americana tem um padrão tático bem definido. E muito talento. Nos pontos de Kimberly Hill, Kelly Murphy e Christa Harmotto, que vinha sendo reserva até este domingo, os EUA logo viraram e dispararam no placar. O técnico brasileiro tentou acertar o time com a inversão 5 por 1, com Sheilla e Fabíola em quadra. Não adiantou. Assim como nas partidas anteriores, com um ritmo inferior às rivais, o Brasil largou atrás no placar. No ponto de Harmotto, sem defesa para Dani Lins, as visitantes fecharam o set em 25/17.

Em um erro de saque das americanas, o Brasil saiu na frente no segundo set. Mas o jogo era tenso. Quando Monique se preparava para sacar, Zé Roberto reclamou que a bola estava murcha. O técnico chegou a entrar em quadra para reclamar com a juíza, que deu amarelo para o brasileiro e o ponto para as americanas. Os EUA, então, foram para o primeiro tempo técnico em vantagem: 8/6. Mas a discussão fez a seleção acordar.

Fabiana, que ainda tenta recuperar sua melhor condição física, foi para a quadra no lugar de Adenízia. A capitã logo marcou um ponto, animando a torcida. A seleção, então, começou a tirar a diferença. No melhor rali do jogo, com uma bela defesa de Gabi, o Brasil chegou ao ponto com Monique. O lance deu moral. Depois de dois erros de ataque em sequência das rivais, as brasileiras chegaram ao empate (17/17). A virada veio em mais um erro de Hildebrand, mandando a bola na rede. As visitantes se perderam, e o Brasil aproveitou. Ainda que os EUA tenham ameaçado uma reação, Fernanda Garay pôs fim à parcial: 25/23.

dani lins brasil x eua volei feminino TR (Foto: LUCIANO CLAUDINO/FRAME/Agência Estado)
Com bloqueio triplo, seleção fecha porta para ataque de Hildebrand (Foto: LUCIANO CLAUDINO/Agência Estado)

O terceiro set começou com mais um bom rali. Com um bloqueio sobre Monique, as americanas levaram a melhor. Mas era um jogo equilibrado. Os Estados Unidos chegaram ao primeiro tempo técnico em vantagem, depois de ponto de Harmotto (8/6). Só que o Brasil estava bem na partida. Quando Murphy mandou seu ataque para fora, a seleção da casa passou à frente no placar: 9/8.

Àquela altura, Fabiana justificava a condição de líder da equipe. A capitã orientava o time, brilhava no bloqueio ao lado de Juciely e, vibrante, dava calor ao jogo. A seleção aproveitou o bom momento e passou a dominar a partida. No ataque, Gabi e Monique mostravam força e faziam o Brasil se manter à frente no placar. As americanas já não tinham força para reagir. Hildebrand, que jogará a próxima Superliga pelo Campinas, isolou um ataque, e as donas da casa venceram mais uma parcial: 25/18.

Zé Roberto Guimarães vôlei Dani Lins (Foto: João Gabriel Rodrigues)
Zé Roberto conversa com Dani Lins antes do último set (Foto: João Gabriel Rodrigues)

Antes do retorno à quadra, Zé Roberto puxou Dani Lins e conversou separadamente com a levantadora. O treinador seguia preocupado. A cada lance, mesmo que favorável à seleção, o treinador se mostrava tenso. Tanto que, com os EUA abrindo vantagem, o técnico ouviu o pedido da mesma Dani Lins: “Calma, Zé. Calma”. Mas as americanas davam razão ao comandante brasileiro. As visitantes abriram 10/5, e Sheilla e Fabíola foram para a quadra na inversão 5 por 1.

A mudança dessa vez funcionou. Aos poucos, a seleção voltou a crescer. Conseguiu tirar a vantagem americana ponto a ponto e chegou ao empate em ataque de Gabi. A virada veio na sequência, com Sheilla. Por um momento, as americanas voltaram a tomar a frente, mas um bloqueio de Fabiana devolveu a vantagem às donas da casa. E foi assim até o fim. Em ataque preciso, Sheilla fechou a tampa: 25/20.

Confira as escalações das equipes:

Brasil: Juciely, Dani Lins, Adenízia, Gabi, Monique e Fê Garay. Líbero: Camila Brait. Entraram: Fabiana, Fabíola, Sheilla e Michelle.

EUA: Glass, Gibbemeyer, Harmotto Hildebrand, Murphy, Hill. Líbero: Tamari Miyashiro. Entraram: Lichtman, Fawcett, Paolini e Hagglund.

Garay e Monique vencem bloqueio rival na marra, e Brasil supera Rússia

Enquanto o DJ tentava animar o ginásio com uma série de hits, a seleção entrou em quadra ainda com as dores da estreia do dia anterior. A manhã de sábado prometia ser pouco agradável em Campinas. Ainda que em processo de renovação, a Rússia se apresentava como um rival duro. E, pelas mãos de Nataliya Goncharova, as europeias cumpriram o esperado. Mas, na marra, o Brasil soube reagir. Com as pancadas de Fernanda Garay, Monique e Gabi, a equipe de José Roberto Guimarães calou as provocações da estrela russa e venceu por 3 sets a 2, parciais 26/28, 26/24, 25/19, 22/25 e 15/8, na segunda partida da chave A do Grand Prix.

Brasil x Rússia - Volei Feminino

Destaque também na vitória sobre as polonesas, na sexta-feira, por 3 sets a 1, Garay foi a maior pontuadora do Brasil, com 22 pontos, seguida por Monique, com 16. Goncharova fez 25, a melhor marca da partida.

O Brasil começou em ritmo lento. A Rússia, que renova sua seleção sem as estrelas Gamova e Sokolova, aposentadas com a camisa da seleção após os Jogos de Londres, mostrou força. Mas a equipe canarinho soube reagir no momento certo para vencer a partida. Neste domingo, a equipe volta à quadra para seu maior desafio da etapa, contra os Estados Unidos, às 10h.

sheila fernanda garay brasil x russia volei feminino (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
Brasileiras festejam ponto durante a apertada vitória sobre a Rússia (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

É verdade que, nos últimos anos, os Estados Unidos se apresentaram como o maior rival. Mas, antes mesmo da estreia contra a Polônia, Zé Roberto avisou: no histórico, a Rússia, assim como Cuba, sempre se apresentou como uma das maiores pedras no caminho da seleção. E, ainda pesada da partida da noite anterior, a equipe viu logo de cara que a manhã de sábado não seria das mais fáceis. Ainda que tenha aberto o placar com Juciely e uma invasão russa, o Brasil logo viu a partida se mostrar equilibrada.

A Rússia passou à frente pela primeira vez em um bloqueio de Irina Zaryazhko, fazendo 7/6. Durante toda a parcial, as rivais mostraram força e logo abriram vantagem pelas mãos de Goncharova. Chegaram a ter dois set points, salvos pelo Brasil. Mas, no fim, não teve jeito: 28/26, e as europeias largaram na frente.

Embaladas pela vitória na parcial, as russas voltaram a desgrudar no placar logo no início do segundo set. Com uma defesa forte, um bloqueio bem montado e um ataque potente, a seleção europeia dava trabalho às donas da casa. O Brasil, porém, logo equilibrou o jogo. Chegou a empatar em bola para fora de Goncharova, mas o árbitro voltou atrás e acusou um desvio no bloqueio.

Mas, se o paredão russo funcionava, o Brasil deixou tudo igual justamente em um bloqueio de Juciely (11/11). O Brasil tomou a vantagem, mas a partida seguia equilibrada. Goncharova e Kosheleva chegaram a desequilibrar em um momento e devolveram a liderança à Rússia. Juciely, em mais um bloqueio certeiro, deixou tudo igual: 21/21. As visitantes voltaram a ter um set point, mas Garay, com nove pontos apenas na parcial, voltou a se impor. E, no bloqueio de Adenízia, a seleção fechou o set em 26/24.

brasil x russia volei feminino (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
Kosheleva encara o bloqueio triplo do Brasil (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

O equilíbrio se manteve no retorno à quadra, e nenhuma das equipes conseguia se desprender no placar. Quando Goncharova superou o bloqueio rival e encarou Garay, os ânimos se exaltaram. Mas a ponteira brasileira respondeu com mais um ataque certeiro, e a seleção foi em vantagem para o primeiro tempo técnico (8/7).

E o Brasil cresceu. Com Adenízia no saque, a seleção disparou no placar e abriu 15 a 9. As russas contaram com um cochilo das brasileiras para ameaçar uma reação. Mas Gabi, com bela deixadinha, fechou a parcial: 25/19.

Encarada na rede entre Goncharova e Dani Lins

Mas a Rússia voltou ao jogo pelas mãos de Goncharova. Ao ver seu time apagado, a principal jogadora das rivais voltou a provocar as brasileiras. Depois de marcar o ponto e fazer 16/15, a russa encarou Dani Lins. Na saída para o tempo técnico, voltou a falar algo para a brasileira, que respondeu. Goncharova levou o amarelo, e a levantadora deu o troco ao marcar em bela bola de segundo tempo.

Só que o momento era russo. Os ataques brasileiros já não entravam, e o bloqueio era incapaz de parar as rivais. A seleção ainda sonhou com uma reação, mas acordou com a pancada de Kosheleva, que fechou o set em 25/22 e levou a partida para o tie-break.

No retorno à quadra, as provocações russas continuaram. O juiz, então, tirou o vermelho do bolso e mostrou para o técnico Iuriy Marichev, dando um ponto para as brasileiras logo no início do tie-break. A ajuda extra foi comemorada, mas o Brasil mostrou que nem precisaria tanto. Melhor na parcial, a seleção chegou à vitória no bloqueio de Monique: 15/8.

Musa polonesa ganha fãs brasileiros e tenta guiar seleção aos Jogos do Rio

Por João Gabriel Rodrigues

Nas arquibancadas, depois da partida, gritos tímidos de quem não sabe ao certo como pronunciar o nome da musa. Katarzyna Skowronska direciona seus olhos azuis para a torcida e responde com um largo sorriso. Maior nome da Polônia, a oposto, que tenta se acostumar à função de ponteira, conquistou fãs brasileiros ao desfilar beleza e simpatia na quadra da Arena Concórdia, em Campinas. Mas, ainda que lisonjeada, a jogadora diz preferir ser conhecida pelo talento.

– Eu não sabia que as pessoas falavam isso aqui em Brasil. Não está chegando para mim (risos). Eu não estou acessando a internet, não estou assistindo TV. Eu só me concentro no que tenho de fazer. Eu gosto e agradeço, mas ficaria mais feliz se dissessem que jogo bem e não que se eu sou bonita – disse, depois da derrota para o Brasil.

Grand Prix de Volei - Brasil x Polonia, Skowronska (Foto: FIVB)
Bela Skowronska ataca diante do bloqueio brasileiro (Foto: FIVB)

E, em quadra, Skowronska tenta liderar sua equipe diante de uma reformulação. Depois de ficar fora dos Jogos de Londres, a jogadora supera o abatimento e se diz focada para classificar a Polônia para as Olimpíadas do Rio, em 2016.

– Nós perdemos para a Turquia na final do classificatório. Foi terrível, um soco na cara no momento que perdemos. Não foi fácil aceitar  que não poderíamos ir. Na Europa, é um vôlei muito forte. Não é fácil se classificar. Mas precisamos nos concentrar no que temos agora e não apenas no que temos para o futuro. Precisamos dar passos pequenos para conseguir melhores resultados e ter mais chances de irmos aos Jogos – disse a jogadora, que foi comandada por Zé Roberto na Europa.

Zé Roberto Katarzyna Skowronska treino brasil polônia (Foto: Murilo Borges)
Musa abraça Zé Roberto: amigos desde o tempo de Europa (Foto: Murilo Borges)

E, apesar da derrota para o Brasil, Skowronska se diz animada. A jogadora acredita que a Polônia tem condições de fazer frente às principais seleções.

– Eu acho que o início é sempre a parte mais complicada. Você precisa criar, se esforçar mais, passar muito tempo na ginástica, ver como as outras equipes jogam. Começamos com um novo treinador, novas jogadoras. Nós não vamos abaixar a cabeça depois de apenas um jogo. Vamos fazer de tudo para melhorar a cada ponto. Sabemos que não fizemos um jogo muito equilibrado, mas vamos tentar melhorar e jogar melhor contra os principais times. Esse é o nosso ponto. Sabemos que não vai ser fácil.

A Polônia volta à quadra neste sábado. A seleção europeia tenta a recuperação contra os Estados Unidos, às 12h30m.

Brasil perde para a Rússia no primeiro jogo da fase final da Liga Mundial

Por Esporte Interativo – Brasil perde para a Rússia na fase final da Liga Mundial (Foto: Divulgação CBV)

A seleção brasileira masculina de vôlei perdeu para a Rússia nesta quarta-feira (17) na primeira partida da fase final da Liga Mundial. O jogo aconteceu em Mar del Plata, na Argentina, e terminou com o placar de 3 sets a 2 (25/17, 23/25, 25/22, e 15/11). Brasil, Rússia e Canadá estão buscando uma das duas vagas para a semifinal que vai acontecer no sábado, e com a vitória a seleção européia já está classificada. O time verde e amarelo começou com Bruno, Vissotto, Eder, Lucão, Dante, Lucarelli e o líbero Mário Jr. Wallace e William entraram na partida.
A seleção russa começou impondo um ritimo forte aos jogadores brasileiros. Com ataques potentes e um bloqueio ofensivo, a Rússia fechou a primeira parcial com uma boa vantagem, 8 pontos na frente. O gigante Muserskiy, de 2m18, comandou os ataques do lado adversário e ajudou na vitória por 25/17 da primeira parcial.

A reação do time verde e amarelo logo apareceu. No segundo set os jogadores brasileiros conseguiram encontrar uma tática mais eficiente e fechar o segundo set com uma pequena vantagem de dois pontos, 25×23. No terceiro set o domínio brasileiro continuou e eles conseguiram manter a vantagem, vencendo por 25/22.

A virada russa relembrou a final olímpica de 2012. Os carrascos brasileiros fecharam o quarto set e dominaram o tie-break. O jogo terminou com o placar de 15/11 no set decisivo.

Nesta sexta-feira o time comandado pelo técnico Bernardinho volta a entrar em quadra contra o Canadá, às 16h30 buscando a última oportunidade de avançar para as semifinais. O Esporte Interativo transmite os jogos ao vivo.

Brasil vence por 3 a 1 e elimina EUA na Liga Mundial

Da Agência Estado

Mesmo classificada para a fase final da Liga Mundial, a seleção  brasileira masculina de vôlei não aliviou contra os Estados Unidos neste  sábado e venceu os rivais por 3 sets a 1, com parciais de 25/22, 25/18,  20/25 e 28/26, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
O triunfo garantiu o Brasil na primeira colocação do Grupo A, assegurou a  classificação da Bulgária e eliminou a equipe americana da competição.  Os Estados Unidos precisavam da vitória para seguir com chances na Liga  Mundial. O time da casa e a equipe americana encerram suas participações  nesta fase no domingo, em novo duelo no Rio.
O Brasil entrou em quadra neste sábado com a classificação garantida  para a fase final da Liga Mundial. E com folga na liderança do seu  grupo. Bernardinho aproveitou a situação favorável para poupar Bruninho,  Dante e Leandro Vissotto.
A tranquilidade da equipe foi comprovada no início do jogo, quando uma  sequência de erros fez o time rival abrir 4/0 no placar. Mas os  comandados de Bernardinho não queriam apenas cumprir tabela contra os  rivais americanos. E logo levantaram os torcedores no retorno da seleção  ao Maracanãzinho, onde não jogava desde junho de 2011.
No ginásio lotado, os brasileiros exibiram uma reação incrível. Após  estarem perdendo por 10/4, reduziram a diferença pouco a pouco até  alcançar 19/20. Empurrado pela torcida, o Brasil obteve a virada em  21/20 e fechou em 25/22.
Mais equilibrada, a equipe nacional mostrou consistência no segundo set.  E, após sair na frente, não perdeu a liderança do placar. Chegou a  fazer 12/6 com uma série de quatro saques poderosos de Lucão. A vantagem  apontava 18/9 antes de o Brasil vencer mais um set, desta vez mais  tranquilo, por 25/18.
A desvantagem de dois sets, contudo, não abalou os Estados Unidos. Os  americanos começaram o terceiro set na frente, com 5/1 no marcador, e  aproveitaram a irregularidade do saque brasileiro para manter a vantagem  até fechar a parcial em 25/20.
Passado o susto, o Brasil reagiu novamente na partida. E voltou a  liderar o placar no quarto set, o mais equilibrado da partida. O time  americano manteve um bom duelo até o fim, alternando vantagens e viradas  no placar. Chegaram a estar na frente por três vezes e tiveram um set  point, quando estavam com 25/24, mas os brasileiros se defenderam bem e  reassumiram a ponta para fechar em 28/26.
Depois do segundo jogo contra os Estados Unidos, na manhã deste domingo,  a equipe nacional volta à quadra para disputar a fase final da Liga  Mundial, entre os dias 17 e 21 deste mês, em Mar del Plata, na  Argentina. Somente as seis melhores seleções da fase atual vão garantir  vaga na disputa decisiva da tradicional competição.

Brasil vence a Bulgária e lidera grupo da Liga Mundial

Equipe dirigida por Bernardinho soma seis triunfos em sete partidas, com 16 pontos

Foto: AFP (Arquivo)

Em duelo pela liderança do Grupo A da Liga Mundial, a seleção brasileira  recuperou a dianteira da chave ao derrotar nesta sexta-feira (5) a  Bulgária, de virada, por 3 sets a 1, com parciais de 24/26, 25/17, 25/20  e 25/23, em 1 hora e 47 minutos, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.  Assim, o Brasil também reagiu após sofrer a sua primeira derrota na  Liga Mundial, no segundo duelo com a França, disputado na semana passada  em São Paulo.
Agora, a equipe dirigida por Bernardinho soma seis triunfos em sete  partidas, com 16 pontos, e volta a entrar em quadra neste sábado (6), às  10h10, para enfrentar novamente a Bulgária, que está com 14 pontos, com  cinco triunfos e duas derrotas.
O técnico Bernardinho escalou o Brasil com Bruno, Vissotto, Lucão, Éder,  Lucarelli e Dante, além do libero Alan, e promoveu as entradas de  Wallace e William durante a partida. Vissotto, com 19 pontos, sendo  cinco em bloqueios, foi o principal destaque da partida. Já Todor  Aleksiev liderou a seleção búlgara com 15 pontos.
A Bulgária começou melhor a partida em Brasília, foi aos dois tempos  técnicos liderando o placar (8/7 e 16/14) e abriu 20/16. O Brasil, após a  entrada de William, chegou a empatar a parcial, mas acabou permitindo  que os búlgaros fizessem 24/22. Assim, os europeus acabaram vencendo a  parcial por 26/24.
O Brasil, porém, reagiu no segundo set. Abriu 4/0 logo no começo  mas  permitiu a reação da Bulgária, que chegou a estar apenas um ponto atrás,  em 6/5. Depois, porém a seleção brasileira deslanchou com o bom  desempenho de Vissotto e Lucão nos bloqueios. A equipe abriu 11/7, foi  para o segundo tempo técnico vencendo por 16/10 e depois fez 21/13.  Assim, conseguiu fechar o set com facilidade em 25/17.
O domínio brasileiro se repetiu no terceiro set, com a equipe abrindo  três pontos no primeiro tempo técnico (8/5) ao neutralizar as principais  jogadas dos adversários. O time fez 20/14 com dois aces seguidos de  Éder, viu a Bulgária diminuir para 22/18, mas, sem muitos sustos, fechou  a parcial em 25/20.
A seleção brasileira também começou bem superior o quarto set e fez 8/4  com uma bloqueio de Éder. Os búlgaros reagiram, empataram a disputa em  17/17. O final da parcial foi emocionante e o Brasil conseguiu fechá-la  em 25/23 para vencer o duelo por 3 sets a 1 e retomar a liderança do seu  grupo na Liga Mundial.

Taiana e Talita faturam ouro em Xangai no vôlei de praia

Dupla brasileira formada somente nesta temporada faturou o seu primeiro título internacional e somou mais 800 pontos no ranking mundial

Foto: FIVB / Divulgação

Um dia depois de Bruno Schmidt/Pedro Solberg e Ricardo/Álvaro Filho ganharem prata e bronze, respectivamente, o Brasil fechou o Grand Slam de Xangai do Circuito Mundial de Vôlei de Praia no topo do pódio, neste domingo (5). Com direito a uma vitória arrasadora na final, Taiana e Talita garantiram a medalha de ouro entre as mulheres, sendo que o País ainda teve as irmãs Maria Clara e Carol conquistando o terceiro lugar desta segunda etapa da temporada.

Taiana e Talita começaram a trilhar o caminho do ouro neste domingo ao derrotaram justamente Maria Clara e Carol em uma das semifinais. Elas bateram as suas compatriotas com certa facilidade por 2 sets a 0, parciais de 21/15 e 21/11.

Em seguida, na decisão, Taiana e Talita ganharam de forma ainda mais expressiva das austríacas Schwaiger D. e Schwaiger S., superadas com parciais de 21/13 e 21/11. Assim, a dupla brasileira formada somente nesta temporada faturou o seu primeiro título internacional e somou mais 800 pontos no ranking mundial.

“Estou muito feliz por ter vencido com minha nova equipe, minha nova parceira”, comemorou Taiana, ao levar o seu primeiro ouro em oito participações no Circuito Mundial, no qual também foi medalhista de prata em 2010 e de bronze em 2011.

“Taiana jogou demais e estou muito feliz por ela ter conquistado sua primeira medalha de ouro no circuito. Conseguimos ajustar vários pontos para ganhar aqui em Xangai e sinto que estamos fazendo um bom trabalho pelo Brasil”, completou Talita, já acostumada a subir ao topo do pódio, pois já tinha outros 13 ouros no Circuito Mundial.

Derrotadas na semifinal, Maria Clara e Carol garantiram a medalha de bronze ao baterem a parceria holandesa formada por Van Gestel e Meppelink por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 16/21, 21/19 e 15/8. Com isso, as brasileiras somam mais 640 pontos no ranking mundial.

“Foi muito difícil para nós jogar o primeiro set contra as holandesas, porque ainda estávamos sentindo a semifinal. Então, eu disse: ‘É nosso último jogo aqui e precisamos fazer o melhor, podemos jogar melhor, mesmo se perdermos’. Conseguimos reagir, jogar bem e garantir o terceiro lugar. Foi demais”, festejou Maria Clara, que completará 30 anos de idade nesta segunda-feira.

Depois da realização de duas etapas na China – antes o país asiático abriu a temporada em Fuzhou -, o Circuito Mundial voltará a ser disputado entre os dias 22 e 26 de maio, quando ocorrerá o Grand Slam de Corrientes, na Argentina.

Da Agência Estado