Em tira-teima das Copas, Argentina e Bélgica jogam por vaga na semifinal

Argentina x Belgica_FICHA_APRESENTACAO (Foto: Infoesporte)

As expectativas estão sendo cumpridas, mas eles querem mais. Apontados como promessas de destaque na Copa do Mundo, Lionel Messi e os jovens da Bélgica têm feito em gramados brasileiros o que se espera deles. De um lado, o craque tem sido o diferencial da Argentina que caminhou aos trancos e barrancos até as quartas de final. Do outro, os belgas encantaram pelo jogo ofensivo diante dos EUA e tiveram uma primeira fase 100%. Na semifinal, só haverá espaço para um, e a vaga será decidida neste sábado, às 13h (de Brasília), no Estádio Mané Garrincha, na Capital Federal.

Este será o terceiro confronto entre os países na história das Copas, e os anteriores foram marcantes. Em 1982, os belgas fizeram 1 a 0 e superaram os então campeões na fase de grupos. Quatro anos depois, foi a vez da Argentina de Maradona dar o troco, fazer 2 a 0 na semifinal, colocar um ponto final na melhor campanha da história da Bélgica e seguir rumo ao bi. Chegou a hora do desempate, e o vencedor já superará marcas importantes.

Para os belgas, representará igualar o melhor resultado de todos os tempos – aquela semifinal de 1986, quando depois sucumbiram para os franceses na disputa pelo terceiro lugar. Isso com um time apontado como precoce e com auge previsto para 2018, na Rússia. Já os argentinos jogam contra uma sina incômoda. Desde 1990, quando foram vice-campeões, não ficam entre os quatro melhores. Neste caminho, sempre caíram para europeus: Romênia, Holanda, Suécia, Inglaterra e a Alemanha (duas vezes).

O vencedor do duelo de promessas já cumpridas enfrentará Holanda ou Costa Rica, na quarta-feira, em São Paulo, por uma vaga na grande decisão do Maracanã, dia 13. A Laranja e os Ticos medem forçam também neste sábado, às 17h, em Salvador.

O MELHOR MESSI PELA SELEÇÃO

Sabella e Messi, treino Argentina (Foto: EFE)
Messi no treino apronto sob os olhares do técnico Alejandro Sabella, em Brasília (Foto: EFE)

Contra o tabu, a Argentina aposta em Messi. Um Messi, enfim, em sua melhor forma com a camisa da seleção em uma Copa. Depois de decepcionar e marcar apenas um gol em oito jogos nos Mundiais da Alemanha e da África do Sul, Leo tem carregado o time nas costas no Brasil. São quatro gols e uma assistência, que foram determinantes para levar a Argentina até o confronto contra a Bélgica e acabar de vez com qualquer dúvida sobre o que poderia oferecer ao seu país. Só na Era Sabella, são 25 gols em 29 jogos.

O que se viu até agora em gramados brasileiros foi uma Argentina com muita dificuldade de superar retrancas e refém dos lampejos de seu craque. O roteiro foi cumprido de forma similar diante de Bósnia, Irã, Nigéria e Suíça. E Sabella não nega que sua equipe é dependente do camisa 10. Por outro lado, ressaltou que o Messi de agora jamais foi visto com a camisa da seleção, e é preciso saber fazer valer isso.

– Esperamos de Messi sempre algo diferente. Às vezes, surpreende, outras não. Vejo uma equipe que apoia Messi e o fortalece para se sentir bem e renda como está rendendo. Há quatro anos era criticado, agora dizem que dependemos muito dele. Então, não é fácil, né?

Com Messi mais do que garantido, o treinador faz mistério a respeito do resto do time. Uma troca é certa: Basanta na vaga de Rojo, suspenso. A tendência é que Demichelis também entre na vaga do criticado Fede Fernandez. Ao menos, esta foi a formação que foi a campo no treino de reconhecimento do Estádio Nacional. Gago e Lavezzi, que convivem com as sombras de Biglia e Palacio, foram mantidos.

Sabella e Messi, treino Argentina (Foto: EFE)
Sabella admite dependência de Messi, mas lembra que há quatro anos craque era criticado (Foto: EFE)

PARA FAZER HISTÓRIA

A Bélgica chegou cercada de expectativa. E tem correspondido até o momento. Classificados em primeiro no Grupo H, com três vitórias (Argélia, Rússia e Coreia do Sul), os Diabos Vermelhos chegam às quartas de final sonhando fazer história. Para isso, precisam passar pela Argentina de Messi e chegar às semifinais, igualando a campanha de 1986, quando perderam exatamente para os sul-americanos. Acabaram em quarto lugar na ocasião.

– Chegou o momento. É por jogos como esse que temos trabalhado tanto e há tanto tempo. É singular poder vivenciar tudo isso. Trabalhamos muito, e essa é a recompensa por todo o nosso esforço – disse o zagueiro Vertonghen, que vem sendo escalado na lateral esquerda.

O técnico Marc Wilmots esconde o time. E algumas dúvidas pairam no ar. Defour cumpriu suspensão contra os EUA e fica à disposição, caso Wilmots opte por ter um homem fixo na marcação de Messi. Vermaelen, contundido até então, surge como opção para a lateral esquerda. No ataque, Lukaku deve voltar ao time titular. Com isso, Origi, escalado na última partida, ficaria no banco.

Marc Wilmots bélgica treino (Foto: Agência EFE)
Wilmots observa treino: técnico não anunciou se Defour volta ao time após cumprir suspensão (Foto: Agência EFE)

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