Pacotão da F-1: do susto à glória, a odisseia do tri de Vettel em Interlagos

Sebastian Vettel queria a normalidade. Fernando Alonso, a chuva, o caos. No GP do Brasil deste domingo, o pedido atendido foi o do espanhol. Ele sabia que, com uma Ferrari inferior à RBR, só o acaso o faria alcançar o sonhado tricampeonato. A chuva veio. O caos também. Na primeira volta, o pedido de Alonso parecia ter saído melhor do que a encomenda. Vettel trombou com Bruno Senna e rodou. Por pouco não deixou a prova. Começava a odisseia. Voltou em último. Com o carro danificado. Precisou escalar o pelotão. E quando alcançou o sétimo lugar que lhe garantia o título, a RBR se confundiu com o “chove e não molha”. O alemão parou duas vezes nos boxes em três voltas e caiu para 11º a 17 voltas do fim. Nesse meio tempo, ainda ficou sem o rádio comunicador da equipe. Tudo conspirava contra.

 A reza de Alonso era forte. Mas não foi suficiente. Não havia caos possível para conter o talento do maior garoto prodígio que a Fórmula 1 já viu. Vettel ainda cruzou em sexto, quatro posições atrás do espanhol. Bastava. Interlagos, casa de Ayrton Senna, viu um alemãozinho de apenas 25 anos ser coroado o tricampeão mais jovem da história da categoria, superando o recorde do ídolo brasileiro, obtido em 1991, aos 31 anos.

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