Romero pega dois pênaltis e coloca Argentina na final após 24 anos

Após defender o chute de Vlaar, Romero foi buscar a cobrança de Sneijder | Crédito: Michael Dalder/Reuters

Era um jogo de futebol, mas parecia de xadrez. E, como tal, só foi decidido na última peça – nos pênaltis. E aí brilhou a estrela de Sergio Romero, o goleiro argentino que, durante o jogo, foi pouco exigido. Ao escolher por duas vezes o canto certo, defendeu as cobranças de Vlaar e Sneijder e deu à Argentina sua quinta final na história – a terceira contra a Alemanha, a decisão mais repetida da história das Copas. Cillessen, o goleiro holandês, deu razão ao técnico Van Gaal, que, contra a Costa Rica, o substituiu por Krul um minuto antes de a prorrogação terminar.

Enquanto o jogo esteve por todo o campo, e não apenas na grande área, argentinos não permitiram o movimento de holandeses, e vice-versa. Se os laranjas apostavam em contra-ataques, nossos vizinhos rezavam para que Messi decidisse. Nem um nem outro. Nos 90 minutos iniciais, eram zagueiros e volantes quem movimentavam as peças.

Alejandro Sabella falava em ocupar espaços, justamente para não deixar que os holandeses encaixassem suas jogadas com passes diagonaiis. Mascherano, Biglia, Demichelis e Garay se esforçavam para que a bola não chegasse a Sneijder e Robben – Van Persie, apagadíssimo, nem mesmo parecia em campo.

Van Gaal havia despistado um dia antes, ao dizer que não teria tratamento especial para Messi – “jogamos contra uma equipe, não contra um jogador”. Mesmo assim, posicionou Blind, De Vrij e Vlaar para que Messi não fosse acionado nem pudesse acionar.

Vlaar e Mascherano fizeram uma partida impecável, em um jogo que deveria ser das estrelas Messi e Robben. O zagueiro holandês cansou de desarmar e anular o 10 argentino. O volante albiceleste, mesmo depois de desmaiar em campo, ao dividir uma cabeçada com Wijnalddum, impediu uma chance clara de gol de Robben no fim do segundo tempo. O texto extra só prolongou o nervosismo.

Quando o jogo foi para os pênaltis, Romero agigantou. Defendeu as cobranças de Vlaar e de Sneijder, as duas no canto esquerdo. Messi, Garay e Agüero converteram para os argentinos. Cillessen ainda alcançou o chute de Maxi Rodriguez, mas a bola morreu no canto esquerdo, colocando a Argentina na final depois de 24 anos, contra a mesma Alemanha da Copa da Itália. E o milagre do estádio de San Paolo, em Nápoles, em 1990 repetiu-se em 2014 em São Paulo.

SEMIFINAL

9/7 – ARENA CORINTHIANS (SÃO PAULO-SP)

HOLANDA 0 (2) x 0 (4) ARGENTINA

J: Cuneyt Cakir (Turquia); P: 63.267; Nos pênaltis: Holanda 2 (Robben e Kuyt; Vlaar e Sneidjer perderam) x Argentina 4 (Messi, Garay, Agüero e Maxi Rodríguez); CA: Martins Indi, Huntelaar e Demichelis

HOLANDA: Cillessen (6), Vlaar (8,5), De Vrij (7) e Martins Indi (5) (Janmaat, intervalo (6,5)); Kuyt (5,5), De Jong (5,5) (Clasie 16 do 2º (5,5)), Wijnaldum (7), Sneidjer (6) e Blind (6); Robben (6,5) e Van Persie (4,5) (Huntelaar 5 do 1º da prorrogação (5,5)). T: Van Gaal

ARGENTINA: Romero (9), Zabaleta (6), Demichelis (6,5), Garay (7) e Rojo (6); Mascherano (8,5), Biglia (7) e Enzo Pérez (6) (Rodrigo Palacio 35 do 2º (5)); Messi (6,5), Higuaín (6) (Agüero 36 do 2º (5,5)) e Lavezzi (5,5) (Maxi Rodríguez 10 do 2º da prorrogação (5,5)). T: Alejandro Sabella

Fonte: PLACAR

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