Brasil arrasa o México, vence por 52 pontos, e pega cubanas nas semifinais

Por Carol Fontes – Direto de Xalapa, México 

Em ritmo de treino e com um rodízio de jogadoras, a seleção brasileira ignorou as vaias e os gritos da incansável torcida mexicana, e venceu as anfitriãs por incríveis 97 a 45, sem dificuldades, em Xalapa, no México, pela Copa América feminina de basquete. No aniversário de Karla, que completou 35 anos nesta quarta-feira, a seleção brasileira reinou soberana, anotando 46 pontos no garrafão contra apenas quatro das adversárias. No fim, as brasileiras fizeram uma festinha em quadra, com direito a montinho, samba, palmas e muitos parabéns para a veterana.

– Essa vitória foi um presente, o grupo merece. Foi um jogo em que o Zanon fez um revezamento e deu oportunidade para todo mundo manter o ritmo. Mesmo já estando classificadas e o México eliminado, nas quatro linhas é sempre uma guerra. Agora, vai ser pedreira – disse Karla.

Na semifinal, o time comandado por Luiz Augusto Zanon enfrenta Cuba, nesta sexta-feira, às 22h (de Brasília). Cestinha, com 15 pontos, Patrícia Ribeiro foi um dos destaques da equipe canarinho, ao lado de Tatiane, com 14, e Clarissa, que marcou um duplo-duplo: 11 pontos e 12 rebotes.

O jogo

Com uma torcida empolgada e gritos de “México! México!”, as anfitriãs saíram na frente, com os arremessos de longa distância de Brisa, que atuou pelo Maranhão no ano passado, e cestas de dois pontos de Alexis Castro, americana naturalizada mexicana. Em boa jogada de Clarissa, que roubou a bola na defesa e arrancou com velocidade, dando um giro para acertar uma bandeja, o Brasil virou o jogo: 9 a 8. Não demorou para o time verde-amarelo deslanchar, com seis pontos de Damiris, fechando o primeiro quarto por 23 a 14.

Basquete N Gomes Brasil x México (Foto: Samuel Vélez / FIBA)
Nadia Colhado tenta o arremesso com a marcação de Castro (Foto: Samuel Vélez / FIBA)

O gorila “Chango”, mascote dançarino que representa as donas da casa, levantava o público com palmas no jogo de honra para a equipe local, na lanterna do grupo B, sem uma vitória sequer. Inferior tática e tecnicamente, as mexicanas tinham dificuldades para furar a marcação verde-amarela, enquanto as brasileiras eram imbatíveis no ataque. A cada ponto marcado pelas anfitriãs, a incansável torcida ia ao delírio, mesmo sem chances de classificação. A situação, no entanto, estava favorável para as visitantes. Com tranquilidade, as comandadas de Luiz Augusto Zanon abriram 14  pontos de vantagem: 44 a 30.

Com esperanças de uma reviravolta, as mexicanas começaram a cantar o tradicional bordão “Si, se puede” (“Sim, podemos!”, na tradução livre), ecoado em momentos críticos. A superioridade da seleção era clara, e as brasileiras mostraram um bom aproveitamento nos tiros de curta e longa distância, ignorando as vaias quando tocavam na bola. Patrícia Ribeiro foi um dos destaques do primeiro tempo, com 10 pontos e três assistências, ao lado de Tatiane e Clarissa. Do outro lado, Brisa, com sete pontos, e Alexis, com 10, foram as mais perigosas. Ao final da primeira etapa, o placar apontava 48 a 32 para o Brasil.

Basquete A Pinto Brasil x México (Foto: Samuel Vélez / FIBA)
Poupada, Adrianinha atuou por dez minutos e marcou oito pontos (Foto: Samuel Vélez / FIBA)

Com o time garantido na próxima fase, Zanon optou por colocar jogadoras mais novas e menos experientes, como Joice, a caçula do grupo, com 20 anos. Das veteranas, apenas Chuca estava em quadra. Adrianinha e a aniversariante Karla entraram na sequência para ampliar a diferença, que chegou a 33 pontos no terceiro quarto: 65 a 32. As mexicanas lutavam pela posse de bola como se o confronto fosse uma final, incomodando as brasileiras com uma dose de agressividade desnecessária. Clarissa foi uma das que mais sofreram com o contato físico, levando duas cotoveladas no rosto.

Apesar do esforço das anfitriãs, a superioridade do Brasil era grande. Passeando, a seleção fez 73 a 39 e foi para o último quarto com a vitória praticamente selada. Na medida em que o tempo passava, o jogo ficava cada vez mais sonolento. Com sucessivos erros de arremesso, o México não conseguia marcar, e a vantagem verde-amarela aumentou para 51 pontos: 90 a 39, a quatro minutos do fim. Restou esperar zerar o cronômetro para carimbar o triunfo: 97 a 45.

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