Brasil e Espanha se enfrentam na final mais esperada do futebol mundial

Rômulo Alcoforado
NE10

O Brasil conquista o título no Macaranã. Ladeado por Neymar, Fred e Júlio César, Thiago Silva – o capitão- levanta o troféu sob milhares de olhares emocionados,  sentimentos incontidos e gritos imodestos de que conosco é diferente. Somos os maiores do mundo. Ou a Espanha vence a decisão e chega ao único triunfo que faltava a uma geração vitoriosa : a Copa das Confederações – justo em cima do país que acostumou-se a ser o do futebol. Ergue a taça, feliz, cercada por um silêncio triste e constrangedor vindo das arquibancadas já parcialmente vazias.

Só um dos dois desfechos acima é possível. É manutenção de hegemonia ou passagem de bastão. A maior seleção da história encara o melhor time atual. E não há quem fique indiferente a um confronto dessas proporções. Privilegiados, os que poderão acompanhá-lo às 19h deste domingo, no Rio de Janeiro.

A ESPANHA – Por mais que se contraponha o histórico recente da Espanha com o do Brasil, é difícil cravar um favorito. Os europeus têm um time mais pronto. Uma engrenagem que funciona mecanicamente quase à perfeição. A equipe comandada por Del Bosque exibe um jogo mais bem definido do que a de Felipão. Toca a bola, passa, vira, movimenta, envolve. E encontra – quase invariavelmente- uma brecha na defesa alheia.  A um só tempo, encurrala e não permite que o adversário faça o mesmo porque quase sempre tem mais posse de bola.


Discreto na Copa das Confederações, Xavi pode aparecer na decisão

As certezas deste time espanhol deixam pouco espaço para a dúvida. A escalação, por exemplo, ainda não foi confirmada. Mas não deve diferir muito do que foi visto na semifinal contra a Itália. Até as dúvidas são as mesmas daquela ocasião: o atacante Soldado e o meio-campista Fàbregas podem reassumir seus lugares no time titular (nas vagas de Fernando Torres e Davi Silva) desde que estejam em condições de atuar. Jesus Navas, após boa atuação na quinta-feira, também tem chances – remotas- de começar jogando.


Questionado, Casillas tem correspondido na Copa das Confederações

O BRASIL – Além do fato claro de que a Seleção encontrou uma maneira de jogar e resgatou, pelo menos  aparentemente, sua identidade, não se pode descartar dois fatores intangíveis que pesam a favor do Brasil. O primeiro é a torcida. O Brasil terá maioria absoluta no Maracanã. O apoio das arquibancadas tem incentivado e empurrado o time dentro de campo. Os próprios jogadores admitiram isso em entrevistas. Sobretudo a continuação do hino nacional – após os 90 segundos executados pela Fifa.

É sintomático, por exemplo, que a Seleção tenha sufocado os adversários em quase todos os jogos desta Copa das Confederações. São os 15, 20 minutos em que os mandantes abafam os visitantes.


Fred é o homem-gol do Brasil

O segundo é a tradição. Camisa não joga sozinha, é verdade. Mas, quando se combina ela com um bom futebol, é difícil demais derrotar. E, nesse quesito,não há quem ultrapasse o Brasil. O verde e amarelo é o manto mais pesado do mundo. E pode ter participação preponderante num enveual título brasileiro.

A não ser que haja um imprevisto de última hora, o time do Brasil está definido. Não há surpresas. A equipe é a mesma que derrotou o Uruguai na semifinal.


Paulinho vive grande momento na competição

Ficha do jogo

Brasil – Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Espanha – Casillas; Arbeloa, Piqué, Sérgio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e David Silva (Fàbregas); Pedro e Fernando Torres (Soldado). Técnico: Vicente Del Bosque

Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Horário: 19h
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander Van Roekel e Erwin Zeinstra

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