Brasil vence Uruguai e está na final da Copa das Confederações

Publicado em por Rômulo Alcoforado

Perdoe o clichê, leitor. Mas, ainda que não fosse a decisão de um mundial, era impossível não associar este Brasil x Uruguai com o de  1950. A maior tragédia da história do futebol nacional teve o Uruguai como antagonista. E o ambiente lembrava, mesmo de longe, o daquela decisão. A Seleção vinha em bom momento, gozava de favoritismo. Jogava em casa, empurrado por milhares de vozes. Que provavelmente também se multiplicarão com o tempo. Mas o coração verde e amarelo não aguentaria outro revés nos mesmos termos. O placar do jogo foi igual àquele: 2 x 1. Mas, desta vez, sorriem os brasileiros, favorável á Canarinha.

Com a vitória, o Brasil se garantiu na decisão da Copa das Confederações. O jogo acontecerá no domingo, no Maracanã, às 19h. O adversário da Seleção será o vencedor da segunda semifinal. Itália ou Espanha. Pedreira de qualquer forma.

JOGO – O Mineirão cantou, em uníssono, a parte final do hino nacional. O clima ali era de emoção. O Brasil queria atropelar o Uruguai a partir do começo da partida. Sufocar o adversário desde que o primeiro apito soasse. Como fora contra Japão, México e – em menor medida- contra a Itália. Não conseguiu. Pelo contrário: a Celeste conseguiu segurar a Seleção e chegou mais perto de marcar no começo.

Aos 13, David Luiz puxou infantilmente Lugano dentro da área. Ele deve ter acreditado que o árbitro interpretaria o lance comoo empurra-empurra comum dentro da área. A marcação de pênalti explicitou o quanto ele estava errado. Forlán foi para a cobrança e bateu mal. Júlio Cesar, ao contrário, foi bem. Pulou no lado certo – o esquerdo – e salvou.

A defesa despertou a Seleção da letargia em que se encontrava. Não completamente, porém. O time melhorou um pouco na partida. O primeiro chute verde e amarelo do duelo foi aos 16 minutos, com Oscar, que experimentou de fora da área. Pelo alto.

A estatística engana. Ao fim do primeiro tempo, o Brasil tinha 68% de posse de bola. O domínio era falso. Embora tivesse o domínio da pelota, não conseguia ser efetivo. O gol que encontrou, aos 40, foi fortuito – e fruto do talento individual. Primeiro, do volante Paulinho. Seu lançamento para Neymar, dentro da área, foi milimétrico. O atacante do Barcelona matou uma bola no peito e tocou na saída de Muslera. O goleiro do Uruguai evitou o primeiro, mas, no rebote, estava totalmente vencido. Fred pegou o rebote e bateu de sem-pulo.

O retorno do segundo tempo não trouxe boas notícias para o Brasil. O time teve pouco tempo para valorizar a vantagem – porque ela não durou muito. Aos 2 minutos do segundo tempo, Cavani empatou o jogo. A bobeira desta vez foi de Thiago Silva. OUruguai trocou passes e chegou dentro da área brasileira. David Luiz rasgou,. a bola bateu no jogador uruguaio e voltou. Thiago Silva cortou sem força, no pé de Cavani. O chute foi no canto, sem chance para Júlio César.

O Brasil não se encontrava. Aos 18, Felipão fez a primeira substituição. Tirou o inócuo Hulk e colocou Bernard. O jogador do Atlético-MG entrou querendo. Fez uma boa jogada aos 21. Depois de receber pelo lado esquerdo, driblou o defensor, cortou para dentro e tocou para Fred. O centroavante bateu de primeira para fora. Um minuto antes, o Uruguai assustara com uma cabeça perigosíssima de Suárez.

Aos 27, Hernanes entrou no lugar do novamente apagado Oscar. Aos 33, o atacante Cavani recebeu em posição perigosa, driblou o mesmo Hernanes e chutou para gol. A bola desviou em Luiz Gustavo e não entrou por muito, muito pouco. O jogo era tenso demais. A ansiedade era quase palpável. Os segundos demoravam-se longamente.

Mas, aos 41, o volante Paulinho decidiu a partida. Depois de escanteio cobrado por Neymar, o volante subiu no segundo pau e colocou no gol. Fim de jogo, fim de sofrimento. O Brasil está na final.

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