Doze atos do Brasil em Londres

No primeiro dia da retrospectiva 2012, o Superesportes reconta a história da participação do Brasil na Olimpíada de Londres a partir de 12 fatos marcantes. Alguns felizes, outros frustrantes. E será assim até a próxima segunda-feira (31), todos os dias, com temas diversos e interessantes que nortearam o esporte no ano que está terminando.

O Brasil jamais havia conquistado 17 medalhas numa mesma Olimpíada. No máximo, 15. Em Pequim-2008 e Atlanta-1996. O desempenho em Londres, ainda assim, ficou abaixo do alcançado em Atenas-2004. Na Grécia, cinco das 10 medalhas foram de ouro. Na Inglaterra, apenas três das 17. A frieza dos números abre o debate. Qual teria sido a melhor participação do país na história dos Jogos?

Acompanhe os 12 atos brasileiros que marcaram as Olimpíadas de Londres

COB

O início avassalador
Jamais uma Olimpíada começou tão emocionante para o torcedor brasileiro. O ouro de Sarah Menezes veio logo nas primeiras horas. Aos 22 anos, a piauiense tornou-se a primeira judoca do país a ser campeã olímpica. A vitória sobre a campeã olímpica Alina Dumitru, da Romênia, na final da categoria até 48 quilos, deixou o Brasil na liderança do quadro de medalhas por algumas horas. Algo inédito.

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A primeira grande frustração
Horas antes da vitória de Sarah, o Brasil foi pego de surpresa com a ausência de Joanna Maranhão nas eliminatórias dos 400 metros medley. Pernambuco, em especial. A nadadora sofreu um corte no supercílio ao cair dentro do seu quarto na vila olimpica. Dois dias depois, ela disputou os 200 metros medley e teve desempenho discreto. Parou nas semifinais.

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A prata mais dourada da história
O primeiro dia seguiu agitado. Felipe Kitadai, do judô, já havia faturado o bronze (até 60 kg) quando Thiago Pereira pulou na piscina para fazer o que se julgava impossível. Se o bronze já teria sabor de ouro, imagine a prata. Thiago deixou para trás o fenômeno Michael Phelps nos 400 metros medley. Ryan Lochte, dos Estados Unidos, foi o único a bater na frente do carioca.

COB

A maior decepção
Fabiana Murer decepcionou o Brasil ao desistir da última tentativa de superar o sarrafo a 4,55 metros. Considerada uma das favoritas, a saltadora foi eliminada precocemente da prova. Fora da final, culpou o vento. A imagem do “refugo” no meio da corrida não será esquecida tão cedo. Parecia mentira. Quatro anos antes, em Pequim, a organização perdeu suas varas.

COB

A maior surpresa
Arthur Zanetti chegou a Londres muito menos badalado que Daiane dos Santos, em Atenas, e Diego Hyplito, em Pequim. Na final das argolas, o favoritismo era todo do chinês Chen Yibing, campeão olímpico quatro anos antes. A torcida era por uma medalha, a primeira do Brasil na ginástica. Veio o ouro. Zanetti cravou a nota mais alta da série, 15.900. Ybing amargou a prata. E o Brasil viu nascer um novo ídolo.

COB

A importância do retorno
Foram 16 anos de espera até o argentino Rubén Magnano comandar o retorno da seleção masculina de basquete aos Jogos Olímpicos. O sonho da medalha esbarrou nas quartas de final, diante da Argentina. A geração de Manu Ginobili e cia, medalhista de ouro em Atenas sob a batuta do mesmo Magnano, valeu-se da maior experiência para derrotar os brasileiros por 82 a 77.

COB

A lição de superação
No penúltimo dia dos Jogos, o capixaba Esquiva Falcão deixou escapar a medalha de ouro na final da categoria médios do boxe (até 75 kg) por apenas um ponto. Apesar da derrota para o japonês Ryota Murata, ficou o sentimento de vitória. Não só para ele. Yamaguchi Falcão, irmão de Esquiva, levou o bronze na meio-pesado (até 81 kg) e Adriana Araújo garantiu outro bronze entre as leves (até 60 kg).

CBF

O velho fracasso de sempre
O último dia dos Jogos começou frustrante. Mais uma vez, o Brasil perdeu a medalha de ouro no futebol. A geração comandada por Neymar sucumbiu no último passo. No primeiro adversário mais qualificado. A vitória do México, por 2 a 1, mantém o Brasil na fila. Tratado como questão de honra, o inédito título olímpico ficou para o Rio-2016. Será?

COB

A consagração
Algumas horas depois da derrota em Wembley, as meninas do vôlei trataram de saldar a decepção do futebol. A vitória sobre as favoritíssimas norte-americanas, na final, surpreendeu o mundo. O jogo dramático contra a Rússia, nas quartas de final, e o feito do técnico José Roberto Guimarães, primeiro tricampeão olímpico da história do país, jamais sairão da memória.

COB

A primeira e a última
A primeira medalha olímpica individual da história de Pernambuco foi a consagração de uma das atletas representativas do estado nos últimos anos. Emblemático, dramático, o bronze de Yane Marques no pentatlo moderno foi também o primeiro pódio do Brasil na modalidade. Aquela era a última medalha em disputa. Coube a Yane escrever o último capítulo verde-amarelo em Londres.

CPB

O nosso Phelps
O Brasil tem o seu Michael Phelps. Um mês depois do encerramento da Olimpíada, Daniel Dias fechou com mais um ouro sua participação na Paraolimpíada de Londres. Ao subir no lugar mais alto do pódio pela sexta vez, na Terra da Rainha, Daniel assegurou a marca de maior medalhista do país em paraolimpíadas. Já são 15 pódios em apenas dois ciclos.

COI

O nosso Bolt
Alan Fonteles chocou o mundo ao desbancar o sul-africano Oscar Pistorios, favorito absoluto na final dos 200 metros da categoria T44. Pistorios liderava a prova com folga até a reta final, quando teve início a arrancada fulminante de Fonteles. O tempo de 21s45 estabeleceu o novo recorde mundial. Pistorios, medalha de prata, chegou a contestar o material das próteses do brasileiro, sem sucesso.

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