Heroico, Náutico bate Ponte Preta, de virada, e respira na luta contra a queda

Uma vitória para dar nova vida ao Náutico. Talvez não para evitar o rebaixamento, missão ainda muito difícil. Mas para devolver o orgulho do torcedor alvirrubro. Em um jogo emocionante, o Timbu conseguiu vencer, de virada, a Ponte Preta por 2 a 1, no Moisés Lucarelli, com o gol da virória saindo aos 48 minutos do segundo tempo. Antes, Hugo havia empatado aos 35 da etapa final. No primeiro tempo, William havia aberto o placar para os campineiros. O Náutico segue na lanterna, mas agora diminuiu a diferença para a Ponte, 19º colocada, para cinco pontos. Domingo, o desafio é contra o líder Cruzeiro, na Arena Pernambuco.

O Náutico do primeiro tempo lembrou o time da era “pré-Martelotte”. Falho na marcação, aceitando a pressão do adversário e sem força ofensiva, com pouco apoio dos laterais, o meio de campo sem criar e Olivera isolado na frente. Filme já visto outras tantas vezes nesse Brasileiro. Com isso, a Ponte Preta foi soberana.

Tanto, que o único lance de perigo a favor do time pernambucano foi um chute de cruzado de Tiago Real, aos oito minutos. Fora isso, o goleiro Édson Bastos praticamente não participou da partida. Por outro lado, não faltou trabalho a Ricardo Berna, que retornou à meta timbu após quatro rodadas.

O goleiro alvirrubro foi obrigado a fazer, pelo menos três boas defesas. Até porque o meio de campo, com o retorno do volante Derley, voltou a ser frouxo na marcação. Na zaga, João Felipe lembrou os seus piores dias. Duas falhas, uma no começo e outra no fim do primeiro tempo ilustram isso. Logo aos cinco minutos, o zagueiro furou e obrigou Leandro Amaro a cometer falta e receber o cartão amarelo.

Já aos 45, quando o empate seria motivo de comemoração, o zagueiro deixou William se antecipar no cruzamento rasteiro e tirar do alcance de Ricardo Berna, deixando a Ponte Preta, justamente, a frente do placar. Foi o 12º gol do atacante da Macaca, vice-artilheiro do Brasileiro.

No retorno para o segundo tempo, Martellote tentou colocar mais criatividade no meio de campo, sacou Tiago Real e colocou o argentino Morales. No entanto, a primeira grande chance do empate surgiu após falha do volante Baraka, da Ponte, que recuou mal a bola e deixou Olivera de cara para o gol. O uruguaio, no entanto, chutou por cima.

O lance animou o time, que passou a frequentar mais o campo ofensivo. No entanto, também abriu espaços para contra-ataques. Em um deles, Rildo driblou Elicarlos e chutou com perigo, para fora, aos 10 minutos. Três minutos depois, William quase amplia, de cabeça, após escanteio. Os dois lances foram suficientes para arrefecer o ânimo timbu, que voltou a errar passes em demasia e aceitar o jogo do time campineiro.

Mas ainda havia jogo. E quando já parecia sem força, o Náutico conseguiu o empate. Aos 35 minutos, Hugo, que tinha acabado de entrar na vaga de Derley, recebeu na área e bateu de primeira, sem chance para Édson Bastos. E três minutos depois, por muito pouco, o mesmo Hugo não vira a partida. Após novo cruzamento da esquerda, o jogador, sozinho e quase embaixo do travessão, conseguiu chutar por cima.

Mas ainda havia tempo para mais emoção. Positiva dessa vez. Aos 48, no último lance do jogo, após contra-ataque, Hugo chutou, o goleiro defendeu, e no rebote, Maikon leite fez o gol da vitória. Heróica.

Ponte Preta
Edson Bastos; Artur, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka (Leonardo), Alef, Felipe Bastos e Adrianinho (Elias); Rildo (Adaílton) e William. Técnico: Jorginho.

Náutico

Ricardo Berna; Maranhão, João Filipe, Leandro Amaro e Bruno Collaço (Dadá); Elicarlos, Martinez, Derley (Hugo) e Tiago Real (Morales); Maikon Leite e Olivera. Técnico: Marcelo Martelotte.

Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Árbitro: Antônio Denival de Morais (PR).Assistentes: Luis Cláudio Rodrigues e Marcos Santos Vieira (ambos do AM). Gols: William (45 do 1º) e Hugo (35 do 2º) e Maikon Leite (48 do 2º). Cartões amarelos: Leandro Amaro, Mrtinez, Maranhão(N), Artur, Uendel (P)

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