Na reestreia de Sérgio Guedes, Sport não consegue passar pelo Petrolina

O torcedor Leonino desejava uma estreia melhor de Sérgio Guedes em seu retorno ao Leão. Tudo bem que era fora de casa, no sertão pernambucano. Tudo bem que o treinador teve pouco tempo para trabalhar… O rubro-negro sabia de tudo isso, mas queria uma vitória para abrandar o clima complicado dos últimos dias. O triunfo, contudo, insistiu em não vir. O time do Recife não conseguiu passar pelo Petrolina. Empatou em 0 x 0 com a Fera Sertaneja e vai ter de buscar a rebilitação no próximo domingo, na Ilha do Retiro, contra um Náutico embalado. No primeiro clássico dos clássicos do ano.

O primeiro tempo foi fraco e pouco movimentado. O Sport esteve desorganizado durante a primeira etapa – e teve dificuldades para criar oportunidades. No esquema 3-5-2, Marcos Aurélio, como meia único, não conseguiu render novamente. Até teve uma chance aos 17 da primeira etapa, quando recebeu dentro da área e chutou forte para a defesa de Diego, mas produziu pouco. Não criou oportunidades como se espera de um apoiador. Pouco, também, fizeram os dois alas do Leão no primeiro tempo. Moacir e Reinaldo, mesmo com liberdade, não estiveram bem e ofererceram parcas opções ofensivas, o que limitou as possibilidades do time de atacar.

O Petrolina também não jogou bem, mas foi um pouco melhor do que o Sport. Especialmente depois que passaram os 10 ou 15 minutos iniciais em que o Sport teve mais posse de bola. A partir de então, a Fera Sertaneja equilibrou e até conseguiu ser melhor. A principal arma foi o chute de fora da área. Desta maneira, Jair, lateral-direito, tentou duas vezes sem sucesso. Ronaldo Rios foi melhor que seu companheiro quando, aos 33 e 36, desferiu dois potentes chutes de longa distância. Ambos foram na barra – mas não fortes o suficiente para derrubar Magrão, que espalmou as duas. No fim do primeiro tempo, Roger teve a melhor oportunidade, após rebote de Diego, mas chutou na mão do goleiro que estava deitado.

Na volta do intervalo, Sérgio Guedes promoveu duas alterações no time. Tirou Marcos Aurélio e Sandrinho, pouco operante, e colocou Lucas e Matheus Lima. As mudanças não alteraram tanto o panorama do jogo. O Leão seguiu um tanto desorganizado, mas ficou mais agressivo. O time cresceu. O jogo ficou mais aberto, mais franco. A primeira chance do Sport foi logo aos 7 minutos, quando o goleiro Diego, que fez boa partida, bobeou e entregou a bola para Reinaldo. O lateral-esquerdo, no entanto, chutou mal. Aos 18, foi a vez de Moacir assustar. Após boa tabela com Rithely, o ala-direito chutou, mas bola foi fraquinha. Um minuto depois, novamente Reinaldo fez boa jogada e cruzou rasteiro, fechando. Mathes Lima quase chegou. Era a prova de que, caso os alas fossem mais ofensivos, o time cresceria.

Talvez pensando nisso, Sérgio Guedes fez uma alteração no time. TIrou Maurício e colocou Cicinho na lateral-direita. Jogou Moacir para o meio e abandonou o esquema com três zagueiros. Antes disso, o Leão tomou um susto com um chute forte de Márcio de fora da área. A bola passou ao lado do gol, acompanhada por um já fora do lance Magrão. Pouco depois, Roger teve outra boa chance. Recebeu de Fábio Bahia já dentro da área, do lado direito. Teve tempo de dominar e encher o pé. O goleiro Diego salvou os donos da casa. A derradeira chance do time do Recife foi aos 43, quando Matheus Lima recebeu de Roger e, pressionado por Diego, tentou tocar por cima. A bola foi, caprichosamente, para fora.

Ficha do Jogo

Petrolina: Diego; Jair, Bilica e Rafael; Rogério Rios, Márcio, Allan Reuber, Julinho e Toninho; Kleitinho e Viola. Técnico: Júnior Caruaru

Sport :Magrão; Gabriel, Maurício (Cicinho) e Tobi; Moacir, Fábio Bahia, Rithely, Marcos Aurélio (Lucas Lima) e Reinaldo; Sandrinho (Matheus Lima) e Roger. Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Estádio Paulo Coelho (Petrolina); Horário: 22h; Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE); Assistentes: Clóvis Amaral e Marcelino Castro (Ambos de PE). Cartões amarelos: Rafael (Petrolina).

globo.com

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