Nocauteador nato, Kevin é espelho no boxe até para 'mestre' Tavares

Edimilson “Kevin” Souza conquistou a terceira vitória no Jungle Fight ao derrubar Mauro Chaulet na noite dessa sexta-feira, em Porto Alegre. Oriundo do boxe, ele chegou ao quinto triunfo seguido por nocaute, e o décimo da carreira (11 vitórias e três derrotas). Esse fundamento tem se destacado tanto no jogo de Kevin que até seu mestre, o peso-leve do UFC Thiago Tavares, rendeu-se a ele:

– O boxe dele é absurdo. Ele tem defesa, esquiva, velocidade de perna, e quando você tenta tocá-lo não consegue achar o corpo dele nem a cabeça. Ele acha seu corpo, ele acha sua cabeça. Tem uma técnica de boxe afiadíssima. Ele é pupilo do Kelson Pinto e tem o mesmo estilo de quando ele (Kelson) era profissional de boxe. Admito que tenho que me espelhar nele. Aprendo muito boxe com o Kevin. Ele é meu aluno no MMA, mas no boxe o time inteiro quer se espelhar nele. Ele bate e não é tocado, é demais.

Edimilson Kevin x Mauro Chaulet no Jungle Belt (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
Edimilson Kevin ataca Mauro Chaulet no Jungle Belt (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)

Humilde, o baiano que vive em Florianópolis destacou o trabalho de seu time, o Ataque Duplo, e especialmente de Kelson, que é ex-boxeador profissional e tem no currículo uma medalha de ouro pelo Brasil no Pan-Americano de Winnipeg, em 1999:

– Tenho uma equipe muito boa, que se dedica de domingo a domingo, todo mundo se ajudando o tempo todo. E o boxe é minha essência. O Kelson Pinto dispensa apresentação. Desde que ele chegou nossa equipe ganhou outro nível de boxe. E o boxe foi onde eu surgi. Tudo que eu tenho é fruto do boxe. Pensei em desistir várias vezes, mas os amigos sempre me deram força, e estou acreditando e batalhando para conseguir cada vez mais nocautes na minha carreira.

Edimilson Kevin, Thiago Tavares e Kelson Pinto MMA Jungle Belt (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
Edimilson Kevin, comThiago Tavares e Kelson
Pinto (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)

Kevin já esteve perto do UFC, mas acabou ficando como reserva dos 16 lutadores escolhidos para as eliminatórias do peso-pena no primeiro TUF Brasil. Agora, a meta dele é mais gradual, com prioridade para o Jungle Fight:

– O próximo passo é sonhar com o cinturão do Jungle. Vou ser sincero, já sonhei muito e fiquei naquela obsessão de UFC, mas agora não. Com a proporção que o Jungle está tomando, acredito que o UFC vai ser consequência. Quero continuar aqui, ganhar o cinturão e me manter por muito tempo. Esperava que fosse disputar o título agora, mas não foi, aí fico meio que me frustrando aos poucos. Vou deixar as coisas acontecerem. Quando o patrão (Wallid Ismail,presidente do Jungle) achar que estou pronto, garanto que vou estar pronto para buscar outro nocaute e levar o cinturão para casa.

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