O absurdo regulamento do Campeonato Pernambucano 2013

Como você se sentiria ao ver o seu time eliminado na semifinal por causa do número de cartões vermelhos? Ou de amarelos? Ou, pior, por um resultado de sorteio? E que tal uma equipe vencer o primeiro jogo da decisão por 1 a 0, perder o segundo por 7 a 0 e, mesmo assim, ter a chance de obter o título? Pois é bom estar preparado. O regulamento definitivo do Campeonato Pernambucano de 2013, disponibilizado ontem no site da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), torna reais situações antes inimagináveis. É preciso ler com bastante atenção as 15 páginas para entender uma das fórmulas mais confusas já implantadas no certame local. É diferente daquela aprovada no Conselho Arbitral em 7 de novembro. Posteriormente, a entidade apresentou outro modelo, também com a chancela dos clubes. Com a necessidade de encaixar o torneio em 23 datas e dividir o espaço com a Copa do Nordeste, o próximo Estadual acabou se tornando um emaranhando de fases, com critérios de desempate pouco ortodoxos.

Semifinal e final vão adotar critérios diferentes. A primeira, por exemplo, seguirá os moldes da Copa do Brasil, ou seja, com pesos diferentes para os gols marcados dentro e fora de casa. O estranho é o critério de desempate. Caso haja igualdade de placares (1 a 0 para o time A, 1 a 0 para o time B), o finalista vai ser quem tiver menos cartões vermelhos. Se persistir o empate, quantidade de amarelos. Por fim, um sorteio. Nada de pênaltis ou privilégio a quem fez a melhor campanha.

O modelo da final é ainda mais polêmico. O saldo de gols se torna inútil. Se o time A vencer a primeira partida por 1 a 0 e perder a segunda por uma elástica goleada, a decisão vai para um jogo extra, com mando de campo escolhido pela FPF – provavelmente, na Arena Pernambuco. Se o terceiro confronto ficar no empate, aí sim a decisão vai para os pênaltis.

Turnos

A confusão dos turnos está mantida. O primeiro vai reunir nove participantes – sem Salgueiro, Santa Cruz e Sport, integrantes da Copa do Nordeste. O campeão dessa fase vai ter direito a disputar a Copa do Brasil. Se ele terminar entre os três primeiros do segundo turno (já com as 12 equipes), a quarta vaga vai para o quarto colocado do Estadual.

O presidente da FPF, EvandroCarvalho, minimizou a culpa da entidade.“Os clubes montam o regulamento, através de comissões, e o aprovam. O que a gente apresenta é o conceito”, declarou. A FPF aumentou de 6% para 8% (a proposta inicial era de 10%) o ganho sobre a renda de cada partida. A federação paulista, por exemplo, recebe 5%. “Teremos um déficit financeiro considerável, com menos clássicos.”

Diario de Pernambuco

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