O treinamento excêntrico na tendinopatia patelar

Por: Denise Pripas – Fisioterapeuta e Instrutora de Pilates no NEAF Studio de Pilates
É muito frequente vermos pessoas com dor nos punhos, cotovelos ou joelhos dizerem que estão com tendinite (por diagnóstico médico ou até “autodiagnóstico”).
A tendinite é uma inflamação dos tendões, muito comum por esforços repetitivos e posicionamentos errados durante a realização de movimentos. Porém muitas vezes, este diagnóstico pode estar errado.
Existem muitos estudos histopatológicos que encontraram alterações degenerativas, e não inflamatórias, em casos de tendinopatias patelares, por exemplo.
A patela é um osso que fica na parte anterior do joelho e se articula com o fêmur, servindo de eixo para aumentar a alavanca de força do músculo quadríceps femoral (que se fixa na patela e continua até a tíbia pelo tendão patelar).
Por ser o principal músculo extensor do joelho, o quadríceps é muito solicitado no nosso dia-a-dia, como no andar, agachar, descer e subir escadas. Sendo assim, se fizermos estes movimentos de forma errada ou em excesso (além do que nosso organismo suporta), estamos sujeitos a ter essa tendinopatia.
A tendinopatia por sobreuso foi caracterizada nos estudos mais recentes como uma lesão degenerativa, com desorganização das fibras de colágeno, caracterizando um processo crônico.
A tendinopatia patelar é muito comum em atletas, e pode estar relacionada aos seguintes fatores:
Extrínsecos:
– cargas excessivas
– erros de treinamento (intensidade e frequência inadequadas)
– superfície de treino
– calçado inadequado
Intrínsecos:
– idade, sexo, peso, altura
– diminuição de flexibilidade e força
– formato da patela
– desalinhamento dos membros inferiores (joelho valgo, varo, hiperestendido…)
– frouxidão ligamentar
O estresse em excesso na articulação, somado à sobrecarga compressiva sobre a patela na flexão do joelho, causa alterações vasculares e rompimento das fibras colágenas, causando dor e degeneração do tendão.
Os exercícios excêntricos auxiliam na reorganização e produção de colágeno, ajudando na recuperação do processo degenerativo.
Além disso, devem ser trabalhados os desequilíbrios biomecânicos do sujeito com tendinopatia, como encurtamentos musculares, fraqueza e desequilíbrio de certos grupos musculares, e desalinhamento das articulações. Este trabalho pode aumentar a flexibilidade, força, estabilidade, alinhamento e performance nos movimentos e gestos esportivos, antes realizados de forma incorreta.
A diminuição de dor é significativa e a performance do atleta no esporte pode melhorar muito!
Saiba como fazer este treinamento:

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