Santa Cruz perde para o Náutico por 2×1, mas vai para a final do Estadual

POR Thiago Wagner da Silva  

Não teve sorteio, não teve cartão. O vencedor da semifinal do Pernambucano Coca-Cola entre Náutico e Santa Cruz foi conhecido na bola neste domingo, nos Aflitos . O panorama, porém, foi tenso até os 33 minutos do segundo tempo quando o placar ainda marcava 1×0 para o Timbu. A partida poderia ir para o sorteio ou para os critérios de desempate no cartão. No entanto, foi a própria arbitragem que tratou de tirar essa tensão do coração do torcedor com dois pênaltis – um para cada lado. O futebol voltou a ser respirado nos Aflitos com os gols para cada time e a emoção apareceu. No final, Náutico 2×1 Santa Cruz e o Tricolor na final do Estadual.

Rogério deu passe para o primeiro gol e sofreu o pênalti que originou o segundo. Foto: Alexandre Gondim

Com este panorama, os corais vão decidir com o Sport o título do Pernambucano. A primeira partida será no Arruda, no próximo domingo. A volta é na Ilha do Retiro. Se houver um vencedor em cada lado, haverá uma extra, em local a ser definido pela Federação Pernambucana de Futebol. Não tem vantagem do empate para ninguém no encontro. Também não há possibilidades de desempates no sorteio ou nos cartões.

O JOGO – Diferentemente dos outros clássicos do ano, o Náutico entrou ligado nesta partida contra o Santa Cruz, válida pela volta das semifinais do Pernambucano Coca-Cola. O Timbu não adiantou muito a marcação como na partida anterior, é verdade, mas procurou anular a saída do adversário ao máximo. Tanto que os corais não conseguiram desenvolver o jogo trocando passes. Os comandados de Martelotte apostaram muito na ligação direta para Flávio Caça-Rato. O atacante entrou no lugar de Jefferson Maranhão, que se lesionou, mas não conseguiu produzir muito. O avançado abusou da individualidade.


William Alves e Rogério fizeram um bom duelo nos Aflitos. O tricolor saiu de campo comemorando a classificação/Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Com a bola, o Náutico foi a equipe com mais atitude principalmente pelos lados do campo. Destaque para Rogério, que infernizou os laterais do Santa. A primeira chance de gol veio logo aos 2 minutos. Sorriso errou saída de jogo e deu a bola para Rogério. O atacante do Timbu tocou para Elton, que chutou forte obrigando Tiago Cardoso a fazer boa defesa.

A tabelinha Rogério-Elton, que estava apagada recentemente, resolveu mesmo aparecer no clássico decisivo das semifinais. Aos 15, Rogério fez jogada individual pela direita e cruzou para Elton dentro da grande área. O artilheiro do Estadual com 15 gols, não perdoou e mandou para o fundo das redes. Festa para a torcida alvirrubra nos Aflitos.

O gol sofrido não fez o Santa reagir na partida. Nem parecia a mesma equipe de outras partidas. Os corais apresentaram erros na marcação e não conseguiram criar praticamente nada no primeiro tempo. Enquanto isso, os jogadores do Náutico disputaram cada lance como uma verdadeira decisão pede. Os carrinhos foram uma das principais armas para desarmar o adversário.

Como no domingo anterior, a arbitragem esteve em foco neste domingo. Gilberto Castro Júnior fez atuação similar a Gleydson Leite no último confronto entra as duas equipes, no Arruda, ou seja, distribuiu poucos cartões amarelos, apesar da dureza de algumas jogadas. O curioso é que quando o placar já marcava 1×0, William Alves, do Santa Cruz, recebeu amarelo fazendo a torcida do Náutico pular novamente como se fosse um gol. Naquele momento, os alvirrubros estavam na final pelos critérios de desempate. A felicidade, porém, foi interrompida poucos minutos depois com o cartão amarelo para Martinez, do Náutico.

Antes do apito final de Castro Júnior, ainda houve tempo para duas chances de gol para os dois lados. Ambas as oportunidades foram de bola parada. Os goleiros Felipe e Tiago Cardoso mostraram serviço e impediram a mudança no marcador.

SEGUNDO TEMPO – Os lados do campo mudaram, mas essa foi a única alteração depois do intervalo. O que se viu no início do segundo tempo foi a permnência do domínio do Náutico na partida. Aliás, o Timbu voltou ainda melhor em relação ao Santa Cruz. Os alvirrubros adiantaram a marcação e deram sufoco para os corais, que não viram outra alternativa a não ser dar o chutão. A estratégia facilitava a marcação dos donos da casa, que recuperam a bola rapidamente para atacar.

Apesar do domínio territorial e da maior vontade em campo, faltava ao Náutico mais tranquilidade para finalizar. Os jogadores do Timbu abusaram dos chutes de fora da área.

O desperdício dos jogadores do Náutico foi castigado minutos depois. A equipe alvirrubra sofreu um apagão na marcação e deixou o Santa Cruz tocar bola novamente. Foram os melhores momentos da equipe coral no clássico dos Aflitos. O tempo foi pouco, mas suficiente para obter a igualdade. Renatinho entrou na grande área e foi derrubado por Alison. Gilberto Castro Júnior não pensou duas vezes e deu pênalti. Dênis Marques foi para a cobrança e igualou tudo aos 33.

Jogo resolvido. Certo? Errado. Tudo porque minutos depois Gilberto Castro marcou pênalti para o Náutico. Elton cobrou e desempatou. O Timbu ainda precisava de mais um gol para ir à final. A pressão veio, mas os jogadores do Santa Cruz souberam se segurar. Festa tricolor nas arquibancadas dos Aflitos.

FICHA DA PARTIDA – NÁUTICO 2X1 SANTA CRUZ

Náutico – Felipe, Maranhão, Luís Eduardo, Alison e Douglas Santos; Elicarlos, Rodrigo Souto (Marcos Vinícius), Martinez (Dadá) e Jones Carioca (Vinícius Pacheco); Rogério e Elton. Técnico: Silas.

Santa Cruz – Tiago Cardoso, Everton Sena, Renan, Willian Alves e Tiago Costa (Nininho); Anderson Pedra, Raul, Luciano Sorriso (Sandro Manoel) e Renatinho; Jéferson Maranhão (Flávio Caça-Rato) e Dênis Marques. Técnico: Marcelo Martelotte.

Pernambucano Coca-Cola. Local: Aflitos; Árbitro: Gilberto Castro Júnior (PE); Assistentes: Elan Vieira e Francisco Chaves (ambos de PE). Gols: Elton (N) aos 15 minutos do primeiro tempo; Dênis Marques (SC)aos 33 e Elton (N) aos 39 do segundo. Amarelos: William Alves (SC), Martinez (N), Jones Carioca (N), Tiago Costa (SC), Luís Eduardo (N), Alison (N), Dênis Marques (SC), Elicarlos (N) Tiago Cardoso (SC), Renan (SC), Nininho (SC). Público: 15.013. R$ 265. 560,00.

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