Silas é o novo técnico do Náutico

Seis dias depois da demissão do técnico Vágner Mancini, o Náutico, enfim, contratou um novo comandante. Silas, de 47 anos, vem para treinar o Alvirrubro com a missão de apagar o “incêndio” deixado nos Aflitos após três derrotas consecutivas – duas pelo Pernambucano e uma pela Copa do Brasil. Precisará também dar um padrão de jogo à equipe, legado não deixado pelo antigo treinador. Atualmente,  estava sem clube depois de uma passagem pelo futebol árabe. Ele tem chegada prevista no Recife para este sábado. Virá acompanhado de auxiliar e preparador físico, que vão se integrar a comissão alvirrubra. Silas viaja para Serra Talhada, mas quem comanda o time na beira do gramado ainda é o interino Levi Gomes.

Paulista de Campinas, Paulo Silas do Prado Pereira tem uma trajetória curta como treinador. Começou como auxiliar de Zetti, seu amigo pessoal. Debutou como técnico no Fortaleza, há cinco anos, e em seguida acumulou passagens por Avaí, Grêmio e Flamengo, além de dos clubes do Catar – Al-Arabi e Al-Gharafa. Obteve maior destaque na sua  passagem pelo clube catarinense, onde conseguiu o acesso para a Série A, em 2008, e um campeonato estadual na temporada seguinte. No futebol árabe, conquistou dois títulos – a Copa Sheik Jassem e a Copa Emir.

As saídas de Silas de quase todos os clubes que treinou foi conturbada. Acabou sendo demitido do Grêmio, do Flamengo e do Al-Arabi. No Tricolor Gaúcho, apesar de ter ganho um estadual e ter sido semifinalista da Copa do Brasil, foi mandado embora pela diretoria após uma série de oito jogos sem vitórias no Brasileirão de 2010. No mesmo ano e campeonato, pelo Flamengo, venceu apenas um jogo em dez disputados. O técnico só conseguiu uma maior estabilidade em 2011, no seu retorno ao Avaí. Porém, precisou deixar a equipe depois de receber uma proposta do Catar.

Trajetória como atleta
Como jogador, Silas acumula uma carreira vitoriosa. Volante, se destacou no São Paulo no final da década de 1980. Rodou por clubes como Internacional, Vasco da Gama, Portuguesa e Atlético Paranaense. Defendeu também, fora do país, os italianos Cesana e Sampdoria, Sporting de Portugal, o San Lorenzo da Argentina e os japoneses Kashiwa Reysol e Kyoto Sanga. Chegou a Seleção Brasileira, onde alcançou a marca de 39 jogos – entre 1986 e 1992. Estava no grupo que conquistou a Copa América de 1989.

Fonte: Yuri de Lira – Diario de Pernambuco

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