Bahia 1×0 Sport

Dominado, Sport perde final para o Bahia

Ficha do jogo

Bahia 1

Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Armero; Renê Junior (Juninho), Édson, Régis (Matheus Sales) e Allione; Zé Rafael (Gustavo) e Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira.

Sport 0

Magrão; Matheus Ferraz, Henriquez e Durval; Raul Prata (Marquinhos), Fabrício (Everton Felipe), Ronaldo (Leandro Pereira) e Mena; Diego Souza, André e Rogério. Técnico: Ney Franco.

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL). Assistentes: Esdras Mariano de Albuquerque e Rondinelle dos Santos Tavares (ambos de AL). Gols: Edigar Júnior (11 min do 1º). Cartões amarelos: Régis, Zé Rafael, Tiago, Matheus Sales, Édson, Renê Júnior, Allione (B) e Rogério, Mena, Leandro Pereira, Ronaldo (S). Expulsão: Rogério, Ronaldo, Lenis. Público: 41.175. Renda: R$ 1.620.453

Desmantelado do começo ao fim, Sport perde para o Bahia na Sul-Americana

Autor: Wladmir Paulino

Se não foi a pior – o torcedor pode aproveitar os comentários para citar qual – o Sport fez uma de suas atuações mais apagadas em 2015 nesta quarta-feira (19). E, por isso, a derrota por 1×0 para o Bahia, na Arena Fonte Nova, pode até ser vista como lucro, já que a partida valeu pela Copa Sul-Americana. Como é mata-mata, os rubro-negros precisam de dois gols de vantagem para avançar. Se devolver o 1×0 ainda terá a disputa por pênaltis. O segundo jogo será daqui a uma semana (26), na Ilha do Retiro. Qualquer empate classifica o time baiano.

» Técnico reconhece mau futebol e quer mudança de comportamento

Enquanto todos esperavam por Régis Eduardo Baptista optou por outra formação. Élber veio para o meio e Maikon Leite já entrou de frente. Para completar, a dupla de volantes ficou com Ronaldo e Wendel. Na prática, Marlone e Élber trocavam de posição constantemente. Mas nada disso funcionou pela postura agressiva da marcação baiana e a incapacidade do Sport em solucionar o problema.

O time da casa adiantou as três linhas e pressionava a marcação já nos zagueiros. Nem mesmo o recuo de um dos volantes leoninos ajudou. A bola do Sport chegava ao campo ofensivo apenas pelo alto, normalmente em lançamentos de Durval. Os pernambucanos só conseguiram coordenar a primeira jogada pelo chão aos 19 minutos, quando Marlone cruzou rasteiro e ganhou um escanteio. Por sua vez o Tricolor de Aço também errava. O último passe não chegava ao atacante, tanto que Magrão jogou mais com os pés – vitimado pela dificuldade de seus jogadores de linha saírem trocando passes – do que com as mãos.

De tanto rondar o gol, o Bahia conseguiu chegar aos 24 minutos, sempre usando a pressão na saída. Samuel Xavier falhou e a bola ficou com Maxi Biancucchi, que pegou a zaga rubro-negra saindo. Ele passou por Magrão e chutou forte para fazer 1×0. Nem o prejuízo fez o time da Ilha tentar alguma coisa. Pelo contrário, o Bahia alugou os 25 metros finais do campo e rondou o gol de Magrão até o apito final. Com um pouco mais de qualidade teria ampliado a vantagem. A superioridade foi tamanha que num chute de Souza dentro da área aos 35 quem fez o papel de zagueiro leonino foi o lateral baiano Hayner, que passava pela pequena área no momento.

O desmantelado meio de campo do Sport voltou para o segundo tempo com a mesma distribuição – ou a falta dela, se preferirem. Mudaram apenas as peças. Agora o papel de meia seria interpretado por André. Novamente a bola rubro-negra parecia bater numa parede cinza – era a camisa do Bahia – e voltar de tão difícil que era acertar um passe. O que se pôde apresentar de melhor foi a defesa, já que os laterais ficaram mais presos. O bombardeio dos dez minutos finais do primeiro tempo não aconteceu.

Enquanto o Sport corria de um lado para o outro sem, aparentemente, saber o que fazer, a torcida cornetava no twitter clamando pelo meia Régis. A força do pensamento foi tão forte que o técnico Eduardo Baptista finalmente acionou o camisa 10. Ele entrou no lugar de Hernane e ’empurrou’ André para o lugar do centroavante.

regis

Mas Régis só teve oito minutos de meio-campista. Entrou aos 18 e aos 26 Samuel Xavier foi expulso ao revidar falta sofrida por Zé Roberto. Com o vermelho Marlone foi para a lateral e Régis para a ponta-esquerda. E se o internauta chegou até esse ponto do texto já imagina o que aconteceu. O time que começou sem criatividade terminou sem ver a sombra dela. O Sport só criou a primeira situação de gol – e única – no segundo tempo aos 46 MINUTOS. Ao menos teve o mérito de não permitir a pressão do Bahia, mantendo o prejuízo mínimo para o jogo da volta.

Ficha do jogo:

Bahia: Douglas Pires; Hayner, Robson, Jailton e Marlon (Ávine); Wilson Pittoni, Gustavo, Souza (Zé Roberto) e Rômulo (João Paulo); Maxi Biancucchi e Alexandro. Técnico: Sérgio Soares.

Sport: Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Ronaldo (Neto Moura), Wendel e Élber (André); Maikon Leite, Hernane Brocador (Régis) e Marlone. Ténico: Eduardo Baptista.

Local: Arena Fonte Nova (Salvador). Árbitro: German Delfino. Assistentes: Juan Belatti e Erneste Uziga (todos da Argentina). Gols: Maxi Biancucchi, aos 24 do primeiro. Cartões amarelos: Zé Roberto, Neto Moura e Renê. Expulsão: Samuel Xavier. Público: 4.440.

Sport perde mais uma fora de casa e tira o Bahia do Z-4

Autor: Marina Padilha

Para honrar um clássico de tradição no futebol nordestino, Bahia e Sport entraram em campo nesta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A partida, válida pela 24ª rodada da Série A, terminou com a vantagem do mandante: o tricolor baiano venceu por 1×0 com gol de Railan. Com um rendimento descendente em campo, o Leão da Ilha chega ao sexto jogo fora de casa sem vencer.

Mesmo com o resultado negativo, a equipe rubro-negra permanece na oitava colocação da tabela com 35 pontos. O tricolor agora deixa a zona de rebaixamento e garante a 15ª posição com nove pontos a menos que o time pernambucano. Na próxima rodada o Sport recebe o Cruzeiro no sábado, na Arena Pernambuco. No domingo, o Bahia recebe o Flamengo.