Bahia 1×1 Náutico

Náutico faz bom jogo mas fica no empate com o Bahia

Do NE10

A segunda vitória fora de casa esteve bem perto e não faltaram oportunidades para concretizá-la, mas o empate por 1×1 do Náutico com o Bahia na noite desta terça-feira (11), na Arena Fonte Nova, em Salvador, deu uma nova perspectiva para o timbu adotar quando jogar fora de casa. O time soube se defender sem permitir que o adversário bombardeasse e num raro contra-ataque bem coordenado marcou seu gol. Só não foi bom para a classificação, pois manteve o time pernambucano em sexto lugar.

Para quem pedia uma alternativa ao sistema de jogo, o técnico Lisca atendeu: usou um terceiro zagueiro, Rafael Pereira para deixar os laterais – Lucas Farias e Gaston – mais adiantados. Uma boa opção para ter uma transição ofensiva mais qualificada e, principalmente, rápida. O problema foi que a segunda linha, formada por Lucas, Hiltinho, João Ananias, William Magrão e Gaston, tomavam a bola e não conseguiam dar sequência às jogadas.

Mas justiça seja feita pelo lado defensivo. O Bahia sofreu bastante para ultrapassar as linhas bem compactas dos pernambucanos. Até o círculo central o timbu mantinha todos os jogadores atrás da linha da bola. Não foi raro ver o atacante Douglas na posição de lateral-esquerdo Quando tentou, o time da casa cruzava, chutava de longe, mas sempre sem perigo.

Na primeira vez que o primeiro passe depois da roubada de bola deu certo, Lucas Farias rolou para Douglas. Cicinho estava atento e bloqueou a finalização. A segunda tentativa não tinha ninguém para atrapalhar. Gastón foi lançado pela esquerda e cruzou na frente da pequena área. Patrick Vieira fez bem o papel de centroavante e finalizou sem chance para Douglas Pires aos 43 minutos.

O Náutico voltou para o segundo tempo com mais intensidade e nos primeiros cinco minutos poderia ter ampliado a vantagem. Aos quatro, Patrick Veira mandou rasteiro no canto mas Douglas Pires afastou. Um minuto depois Fabiano Eller cabeceou forte, no chão e Douglas Pires fez grande defesa. O rebote veio limpo para Eller e ainda mais com o goleiro caído. Ele chutou com tanta força que fez o mais difícil: acertou a trave direita.

O castigo não tardou. Aos 12 minutos Vítor recebeu de Kieza no lado esquerdo da área e mandou um foguete, no ângulo esquerdo de Rodolpho, que ficou bem longe de alcançar a bola. Embora o gol estivesse tirando o Náutico do G4 ele não nasceu de uma inspiração coletiva. O Tricolor de Aço tinha mais posse de bola e presença no campo de ataque, mas sem conseguir entrar na área alvirrubra de outra forma, que não fosse o cruzamento.

A partir dos 30 minutos o Náutico quase não jogou. Preferiu se defender. Claro que o fez com organização, mas não deixou de ser uma aposta perigosa porque o Bahia, sem conseguir envolver o Náutico, passou a chutar quando seus jogadores encontravam espaço

Ficha do jogo:

Bahia: Douglas Pires; Cicinho, Robson, Jailton e Vítor; Yuri (Pittoni), Souza, Eduardo (João Paulo) e Tiago Real; Alexandro e Kieza (Zé Roberto). Técnico: Sérgio Soares.

Náutico: Rodolpho; Rafael Pereira (Flávio), Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gaston Filgueira; João Ananias, Lucas Farias, William Magrão e Hiltinho (Bruno Alves); Patrick Vieira e Douglas (Renato). Técnico: Lisca.

Local: Arena Fonte Nova. Árbitro: Vinícius Furlan (SP). Assistentes: Anderson Coelho (SP) e Jorge de Araújo (AL). Gols: Patrick Vieira, aos 43 do primeiro tempo. Vítor, aos 12 do segundo.