Bom Senso F.C.

VITÓRIA SILENCIOSA DO FUTEBOL

Horas após a convocação da seleção, o futebol brasileiro venceu o seu jogo mais importante.

Não havia tanto glamour e nem telões luminosos com milhares de patrocinadores. Adiado por consecutivas vezes, foi um jogo daqueles duros de se assistir, com jogadas feias, entradas fora do lance e ponta-pés, mas pelo menos uma bola entrou.

Foi aprovado, em Comissão Especial da Câmara, o projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Em síntese, o projeto consiste no parcelamento da dívida fiscal dos clubes, sem nenhuma anistia, mas com contrapartidas às entidades desportivas que aderirem ao programa. Segundo a lei, os clubes deverão sujeitar-se ao cumprimento de sete das oito (7/8) demandas do Fair Play Financeiro proposto pelo Bom Senso F.C..

São elas:

Limitação do déficit dos clubes;
Custo do Futebol menor que 70%;
Incentivo à distribuição equilibrada de receitas;
Garantir cumprimento dos contratos de trabalho;
Responsabilização legal dos dirigentes (gestão temerária);
Padronização das Demonstrações Financeiras;
Reavaliação do endividamento com notas explicativas da auditoria;

A ideia central do Fair Play Financeiro defendido pelo BSFC é a criação de um sistema de incentivos que vise a proteger os clubes. O projeto de lei aprovado ontem cumpre exatamente esse objetivo. A fim de evitar um possível colapso financeiro, as entidades esportivas que aderirem ao parcelamento serão obrigadas a apresentar Certidões Negativas de Débitos (CNDs) para poderem participar das competições. Àqueles que não cumprirem esta regra, existe até o risco de rebaixamento.

O único ponto do Fair Play Financeiro do BSFC ausente no projeto de lei é criação de uma entidade responsável por regular a atividade financeira dos clubes e oferecer cursos profissionalizantes a seus gestores. Neste sentido, o projeto apenas autoriza o Poder Executivo a criar um comitê formado por membros de diversos segmentos do futebol nacional incumbidos de realizar esta fiscalização.

Vale ressaltar que a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte propõe medidas que não fazem parte das nossas demandas. O que não significa dizer que somos contrários a elas.

Sabemos que fazer protestos, criticar dirigentes e acusar os responsáveis pelo estado deplorável do nosso futebol são estratégias populares entre os torcedores – e também muito mais simples. Mas o Bom Senso F.C. não nasceu apenas para ficar reclamando, o movimento nasceu para apontar caminhos, para pensar alternativas à péssima gestão do futebol brasileiro.

O Bom Senso F.C. tem tentado várias formas de diálogo com os responsáveis pelo futebol brasileiro, todas sem sucesso. Mas que todos saibam que não vamos desistir. Apesar das dificuldades em enfrentar o “status quo” que domina o nosso futebol, temos encontrado apoio em diferentes instâncias de pessoas e instituições que querem o melhor para o futebol brasileiro. Isto nos anima a continuar esta luta. Neste sentido reconhecemos o papel do deputado Otávio Leite, que após buscar o entendimento das propostas do Bom Senso F.C., tratou de incluí-las em seu projeto de lei substitutivo do mais que suspeito Proforte.

O jogo ainda não acabou: aprovado nesta Comissão, o projeto agora segue para votação no Plenário da Câmara no dia 20/05, às 16h. Uma vez aprovado na Câmara, seguirá ao Senado e só então para sanção presidencial.

Ainda há muito pela frente. Até lá, as forças retrógradas que dominam o futebol brasileiro vão insistir para virar o jogo nos bastidores. Cabe a nós e a todos aqueles que torcem por um futebol melhor, continuar na marcação.

Bom Senso Futebol Clube

Por um futebol melhor
para quem joga,
para quem torce,
para quem apita,
para quem transmite,
para quem patrocina.

Por um futebol melhor para todos.
Fonte:
Conheça nossas propostas e assine a petição
www.bomsensofc.org