Canindé

Náutico empata com a Portuguesa e vê distância para o G4 aumentar

Autor: Wladmir Paulino

Não há melhor número que traduza melhor o que foi Portuguesa x Náutico do que o zero. E foi ele, estampado para os dois times, que deixou tanto um quanto outro mais distantes de seus sonhos. A Portuguesa continua na zona de rebaixamento e o Náutico viu sua diferença para o G4 aumentar de nove para 11 pontos.

O suspense do técnico Dado Cavalcanti era a escalação do meia Cañete no lugar do volante Elicarlos. A escolha dava o recado que o timbu não iria esperar o erro da Portuguesa e sim criar outros caminhos para a vitória. Porém, o sistema de jogo errou bastante, principalmente ofensivamente. Primeiro porque Cañete não se mexeu como deveria e o time insistia em jogar apenas pelo meio. A boa marcação dos rubro-verdes conseguiu anular todas as investidas.

Também faltou a saída de um dos atacantes para os lados para ao menos, tentar puxar a marcação. Parecia que o Náutico jogava contra uma parede: a bola batia e voltava o tempo todo. Já a Portuguesa aproveitava a marcação menos intensa no meio para fazer seus volantes saírem jogando com relativa tranquilidade. Faltou aos donos da casa mais qualidade quando chegavam perto da área de Júlio César.

Por isso, o jogo ficou lento, preso entre as duas intermediárias. Para se ter uma ideia, o Náutico só conseguiu entrar na área lusa com certa qualidade aos 24 minutos, mas Cañete foi bloqueado na hora do cruzamento. Do outro lado, Gabriel Xavier, que rendeu apenas a primeira metade da etapa, criou o que de mais perigoso apresentou a Portuguesa, num chute rasteiro aos 16 que passou com perigo.

O time pernambucano voltou para o segundo tempo com a mesma formação e os mesmos erros. A Portuguesa mexeu, mas trocou seis por meia dúzia com Diogo Orlando no posto de Bruno Pinhatares. Mudou apenas a disposição do time da casa em fazer faltas, muitas com um grau de intensidade acima do permissível. Na faixa dos 20 minutos os dois técnicos tentaram dar uma dinâmica diferente aos seus times.

Benazzi tirou Alemão, que como atacante bateu como o mais sem recursos dos zagueiros, para colocar Marcelinho, mais veloz e que abria pelos lados do campo. Já Dado foi até mais ousado ao sacar Cañete para colocar mais um atacante, no caso, Tadeu. Mas faltou trocar de posição virar o jogo e tocar a bola mais rápido, alguns artifícios para ao menos tentar confundir a marcação do rival.

E com três atacantes os alvirrubros não conseguiram levar nem mesmo um pouco mais de perigo do que com uma dupla. A última tentativa alvirrubra foi trocar a criação. Marcos Vinícius entrou no lugar de Vinícius, que tomara amarelo. Mas à medida que o jogo chegava perto do fim, mais desorganizados os dois times ficavam. Era a hora de quem tinha um pouco mais de confiança apelar para o jogo individual. Foi assim que Bruno Furlan fez e sofreu falta. Raí bateu e acertou a trave. Aos 46, Rafael Santos finalmente trabalhou em dois chutes seguidos de Tadeu e Bruno Furlan.

Ficha do jogo:

Portuguesa: Rafael Santos; Arnaldo, Luciano Castán, Brinner e Jean Motta; Bruno (Diogo Orlando), Jocinei, Maycon e Gabriel Xavier; Alemão (Marcelinho) e Serginho (Léo Costa). Técnico: Vágner Benazzi.

Náutico: Júlio César; Rafael Cruz, William Alves, Renato Chaves e Raí; João Ananias, Paulinho, Cañete (Tadeu) e Vinícius (Marcos Vinícius); Crislan (Bruno Furlan) e Sassá. Técnico: Dado Cavalcanti.

Local: Canindé, em São Paulo (SP). Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC). Assistentes: Carlos Berkenbrock e Nadine Schramm Camara Bastos (ambos de SC). Cartões amarelos: Alemão, Vinícius e Cañete. Renda: R$ 14.075.

Mario Risso desfalca o Náutico diante da Portuguesa e treinador já define substituto

 Redação Superesportes /Diario de Pernambuco

Para o jogo contra a Portuguesa, às 21h50 desta terça-feira, o técnico Dado Cavalcanti tem mais uma mudança forçada para fazer na equipe alvirrubra. O zagueiro Mario Risso está suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido e não entra em campo no Canindé. De antemão, o comandante timbu não fez mistério e já definiu quem entra em campo.

“William Alves será o titular e Flávio vai vir do Recife para integrar o grupo contra a Portuguesa”, afirmou o treinador, logo após a derrota para o Vasco, no último sábado. Se não promover outras mudanças por opção técnica, a equipe alvirrubra que encara a Lusa é: Júlio César, Rafael Cruz, William Alves, Renato Chaves e Raí; João Ananias, Elicarlos, Paulinho e Vinícius; Crislan e Sassá.

O Náutico chega para o duelo em São Paulo olhando o G4 de longe. A equipe alvirrubra ocupa a nona posição da Série B do Brasileiro e está a nove pontos do Vasco, time que abre o G4 da competição. Após o duelo contra a Lusa, o Timbu volta ao Recife para encarar o Paraná, na Arena Pernambuco.

Santa Cruz estreia novo técnico pensando na reabilitação

Leo Gamalho é a maior esperança de gols do Santa Cruz diante da Portuguesa. Foto: Clemilson Campos / JC Imagem

Depois de um início de trabalho tenso, com direito a invasão de vestiário por um grupo de torcedores, o Santa Cruz vai para seu segundo compromisso na Série B estreando o técnico Sérgio Guedes, neste sábado (26), diante da Portuguesa, no Canindé, em São Paulo, a partir das 16h20. O time tenta amenizar a crise, instalada após a eliminação nas semifinais do Campeonato Pernambucano e ampliada pela perda do terceiro lugar para o Salgueiro.

Na Segundona, os corais estrearam com um insosso empate por 1×1 frente ao ABC, que provocou o pedido de demissão do técnico Vica. Para dar uma nova vida, o novo comandante promoveu uma pequena mudança tática. O segundo atacante, que já foi Flávio Caça Rato e depois Betinho, foi sumprimido para entrada de mais um meia. O escolhido foi Renatinho, que formará um trio criativo com Raul e Carlos Alberto, este de volta após pedir para não jogar contra o ABC e também ficar de fora diante do Carcará. Na frente, apenas o artilheiro Leo Gamalho. De Tiago Cardoso até a dupla de volantes, a formação é a mesma do Pernambucano.

Mais do que uma nova organização de jogo, Guedes quer uma atitude diferente de seus novos comandados. O trabalho para levantar a cabeça dos jogadores foi maior do que o trabalho de campo. “Temos que mudar o perfil. Jogar no Santa Cruz já serve como motivação. É preciso oferecer o melhor e tem que começar a partir do jogo com a Portuguesa”, disse. Em relação às opções que fez para a equipe, o técnico tem certeza de que todos que estão em campo entenderam o que foi passado. Ele quer um time impondo seu jogo, apesar de atuar nos domínios do adversário. “Quero agressivvidade. Quero um time se preocupando em dominar o jogo, se impondo e não se expondo para ofercer o contra-atque ao adversário”, explicou.

Já o atacante Leo Gamalho acredita que o grupo tem condições de dar a volta por cima, mesmo depois de toda pressão que o episódio com a torcida impôs aos atletas. “Tenho certeza de que iremos reagir. Não foi fácil assimilar tudo que ocorreu nas outras competições. Mas temos um grupo bom, forte e que pode dar a volta por cima”, explicou. Ele também desejou boa sorte ao técnico, com quem trabalhou no Ceará. “Sérgio é um excelente profissional. Tenho certeza de que poderemos fazer um bom jogo contra a Portuguesa.”

Sobre sua conquista pessoal, a de artilheiro do Pernambucano 2014, Gamalho reconheceu a satisfação pelo que fez, mas trocaria a conquista pelo tetracampeonato. “Pessoalmente foi muito bom para mim. No entanto, o título seria muito mais importante. A minha função não é apenas marcar gols. É também ajudar os companheiros da melhor forma possível. Entro em campo para vencer com os meus companheiros e não pensando individualmente”, pontuou.

Ficha do jogo:

Portuguesa: Gledson; Régis, Gustavo, Djair e Eduardo; Diego Silva, Coutinho, Gabriel Xavier e Felipe Nunes; Vander e Romão. Técnico: Argel Fucks.

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca; Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Raul, Carlos Alberto e Renatinho; Leo Gamalho. Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Estádio Canindé, em São Paulo. Horário: 16h20. Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF). Assistentes: Wendel Gouveira e Lilian Fernandes (RJ).