copa sadia do brasil

Galo fatura título histórico no Mineirão

Atlético volta a vencer o Cruzeiro, faz a festa da reduzida torcida no Mineirão e conquista a taça.

 Vicente Ribeiro /Superesportes

O Atlético é o novo campeão da Copa do Brasil. O time alvinegro voltou a vencer o Cruzeiro, agora no Mineirão, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, e conquistou o título inédito. Diego Tardelli, aos 47min do primeiro tempo, inflamou a reduzida torcida do Galo no estádio, ao completar de cabeça para as redes de Fábio e garantir o triunfo. Além do troféu, os atleticanos asseguraram presença na Copa Libertadores pelo terceiro ano consecutivo.No placar agregado, o Atlético levou a melhor por 3 a 0, já que vencera o primeiro duelo, no Independência, por 2 a 0. O time celeste vinha de uma grande conquista, o tetracampeonato brasileiro, mas nem isso aumentou a motivação dos jogadores, que não repetiram as boas exibições e a regularidade da competição nacional. O final foi de festa para os 1,8 mil torcedores atleticanos, que se sentiram em casa, mesmo com o Mineirão tomado de azul e branco.

Tardelli decide nos acréscimos

Mesmo com o Mineirão repleto de Cruzeirenses, a pequena torcida do Atlético fez barulho. E contagiou o time, que mostrou muita personalidade em campo, tocando bola e marcando firme. O time alvinegro poderia ter conquistado boa vantagem no primeiro tempo, se não tivesse desperdiçado tantos contragolpes. Já a equipe estrelada não teve o mesmo ímpeto do duelo contra o Goiás, no qual ganhou por 2 a 1 e garantiu o tetracampeonato brasileiro.

O time celeste cedeu muitos espaços pelas laterais, já que precisava atacar a todo instante para tirar a vantagem do arquirrival, adquirida no primeiro duelo, vencido pelo Galo por 2 a 0, no Independência. E o Atlético foi inteligente, soube tocar bem a bola e explorar as laterais. Nem a perda de Luan, que deixou o campo substituído por causa de lesão, aos 31min, diminuiu o ritmo dos alvinegros. Maicosuel entrou e manteve o nível, sempre caindo pela direita, nas costas de Egídio.

O Cruzeiro teve uma única chance, com Ricardo Goulart, que dominou a bola na área e chutou mal, fraco, à direita de Victor. Do lado atleticano, vieram as grandes oportunidades, sempre em estocadas rápidas pelos flancos. Mas faltou caprichar no último passe e também na conclusão. Aos 47min, no último lance da etapa inicial, o Galo não desperdiçou. Depois de escanteio cobrado pela esquerda, Dátolo mandou novamente para a área e Diego Tardelli, livre, testou sem chance para Fábio: 1 a 0. Festa da reduzida torcida alvinegra no Mineirão.

B3abOr_IYAARWS3Galo administra no 2º tempo

Mesmo com a grande desvantagem, a torcida celeste deu uma força na volta para o segundo tempo. O grito de incentivo, no entanto, não mexeu com os jogadores. O Cruzeiro atacava, mas perdia a bola com facilidade e ainda se expunha aos contragolpes do Atlético, que não aproveitava até por displicência em alguns momentos. O Galo poderia ter ampliado logo no início da etapa final, quando Douglas Santos escapou pela esquerda, foi ao fundo e cruzou. Maicosuel não alcançou.

Além da pouca inspiração, o ataque celeste tinha um duro adversário a superar. O sistema defensivo do Atlético funcionou muito bem: uma zaga firme e os volantes se superando na marcação. O técnico Marcelo Oliveira mexeu, trocando William por Dagoberto, na tentativa de incendiar a equipe. Em ótima oportunidade, Ricardo Goulart dominou na área e chutou na rede, mas pelo lado de fora. O Galo, por sua vez, era só tranquilidade. Seguia tocando a bola e a torcida até gritou ‘Olé’.

A partir dos 23min, a torcida do Galo tomou conta do Mineirão. Com cânticos provocativos, o já famoso ‘Maria eu sei que você treme…’ foi entoado à exaustão. E até mesmo quando o Cruzeiro tocava a bola, os atleticanos vaiavam. A impressão era que o Galo jogava em casa. Os celestes responderam com a comemoração ao quarto título do Brasileiro: ‘Tetracampeão’. Um show à parte, já que dentro de campo o panorama não mudou.

Marcelo Oliveira mexeu novamente, trocando Ceará por Julio Baptista. Uma nova tentativa de aumentar o poder de fogo da equipe, com um homem mais forte na área. A expulsão de Leandro Donizete, aos 39, só serviu para tumultuar um pouco o fim da partida. Os climas ficaram exaltados, mas só dentro de campo. Com o apito final do árbitro, a comemoração foi dupla. De um lado, o título inédito da Copa do Brasil. Do outro, já que os cruzeirenses não deixaram barato, festa para o tetracampeonato brasileiro.

CRUZEIRO 0 X 1 ATLÉTICO

CRUZEIRO
Fábio; Ceará (Júlio Baptista, 33min/2ºT), Leo, Bruno Rodrigo e Egídio; Henrique (Willian Farias, intervalo) e Nilton; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian (Dagoberto, 16min/2ºT); Marcelo Moreno
Técnico: Marcelo Oliveira

ATLÉTICO
Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca (Pierre, 26min/2ºT), Luan (Maicosuel, 31min/1ºT) e Dátolo; Diego Tardelli (Eduardo, 42min/2ºT) e Carlos
Técnico: Levir Culpi

Gol: Diego Tardelli (ATL, aos 47min/1ºT)
Cartões amarelos: Dátolo, Leonardo Silva, Maicosuel, Rafael Carioca e Luan (ATL); Bruno Rodrigo, Willian (CRU)
Cartão vermelho: Leandro Donizete (ATL, 39min/2ºT)

Motivo: 2º jogo da final da Copa do Brasil
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Data: 26 de novembro, quarta-feira
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)

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Para entrar para a história: Cruzeiro e Atlético fazem 'clássico do século' por título nacional

Por  Gilmar Laignier /Superesportes , Thiago de Castro /Superesportes

Atleticanos e cruzeirenses de diferentes idades cresceram cercados de rivalidade e imaginando o dia em que os clubes travariam uma disputa de título de expressão. Este momento chegou. Nesta quarta-feira, às 22h, no Mineirão, os dois maiores clubes de Minas Gerais se enfrentarão em duelo decisivo pela Copa do Brasil.

E ambos vivem fases empolgantes. O Galo tem orgulhado seu torcedor como nunca, desde o ano passado. Em 2013, o clube conquistou o Mineiro e a Libertadores. Este ano, se ganhar a Copa do Brasil, será mais uma temporada com dois títulos na bagagem. Já o Cruzeiro conquistou o bicampeonato brasileiro de forma consecutiva, e agora busca a segunda Tríplice Coroa, pois ganhou também o Estadual deste ano.

O time de Marcelo Oliveira, porém, chega à decisão exaurido pela disputa do título do Brasileirão. A sequência pesada de jogos fez com que o Cruzeiro tivesse seus dois laterais-direitos contundidos às vésperas da final. Mayke e Ceará foram relacionados pelo treinador e podem até estar em campo no sacrifício, mas o aproveitamento deles é incerto.

Caso não possam atuar, o treinador terá que improvisar alguém no setor. O zagueiro Leo e os volantes Henrique e Willian Farias são os mais cotados. O atacante Alisson e o zagueiro Dedé, porém, não se recuperaram de lesões e estão fora. Para conquistar o título, a Raposa precisa vencer por três gols de diferença. Triunfo por 2 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

O atacante Willian, artilheiro do Cruzeiro na Copa do Brasil com quatro gols, confia na virada celeste para conquistar a Tríplice Coroa. “Vai ser uma coisa marcante, assim como foi a Tríplice Coroa de 2003. Já faz 10 anos e todos ainda se lembram do grupo, da conquista. A gente espera que daqui um tempo a gente seja lembrado por vocês, pelos nossos filhos. Será gratificante para todos”.

No Atlético, os líderes do time, Victor, Tardelli e Leonardo Silva estarão em campo para a missão de conquistar o título inédito sobre o maior rival. A equipe não é a mesma que fez história ganhando a Libertadores. Bernard, Cuca, Ronaldinho e Jô, personagens do troféu continental, pouco a pouco, foram embora. Espaço foi aberto para o retorno de Levir Culpi e para o crescimento de peças que assumiram o protagonismo alvinegro, como Jemerson, Dátolo e Luan.

Em grande fase, o Galo quer adicionar mais um troféu inédito para sua galeria. “São competições diferentes, na minha cabeça sempre o próximo jogo é o mais importante e o de quarta é o jogo da minha vida. Cada título tem uma importância para o clube, ainda mais quando ele pode ser inédito”, comentou o goleiro atleticano.

O Atlético chega à decisão reforçado. O zagueiro Réver, e os meias-atacantes Maicosuel e Guilherme estão recuperados de lesão e foram relacionados pelo técnico Levir Culpi. Nenhum deles será titular nesta quarta-feira, mas se tornaram importantes opções para o treinador no decorrer da decisão.

CRUZEIRO X ATLÉTICO

Cruzeiro:
Fábio; Mayke (Willian Farias), Leo, Bruno Rodrigo e Egídio; Henrique e Lucas Silva (Nilton); Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian; Marcelo Moreno
Técnico: Marcelo Oliveira

Atlético:
Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Luan e Dátolo; Diego Tardelli e Carlos
Técnico: Levir Culpi

Motivo: 
2º jogo da final da Copa do Brasil
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Data e hora: 26 de novembro, quarta-feira, às 22h
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)

Copa do Brasil: Atlético-MG bate Cruzeiro e pode até perder para ser campeão

Do UOL

Com gols de Luan e Dátolo, no começo de cada etapa, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, no jogo de ida da final da Copa do Brasil, no Independência, com torcida apenas do time alvinegro.

Dessa forma, a equipe atleticana, que nas duas fases anteriores da competição teve que virar resultados de 2 a 0 para Corinthians e Flamengo, jogará com vantagem, no Mineirão, no próximo dia 26, para conquistar o inédito título.

Para ser campeão, o Atlético-MG pode perder por um gol de diferença ou mesmo por dois desde que faça um ou mais gols (por exemplo: 3 a 1, 4 a 2).

Vitória do Cruzeiro por 2 a 0 levará a decisão para os pênaltis. Para conquistar o título no tempo normal, o Cruzeiro terá de vencer por três gols de vantagem.

O alvinegro fez prevalecer o tabu e continua sem ser derrotado pelo arquirrival Cruzeiro, no Independência, desde a reinauguração do estádio, em 2012, com cinco triunfos atleticanos e três empates, levando-se em conta um jogo em que o mando de campo foi celeste.

Depois de muita polêmica nos bastidores, durante os dias que antecederam o clássico, em função do desentendimento sobre a cota de 10% de ingressos para o visitante, que acabou resultando em clássico somente com atleticanos, com a bola rolando a partida foi muito disputada, mas sem confusão.

Fases do jogo: O primeiro tempo começou com um esboço de pressão do Cruzeiro, mas que logo esfriou um pouco com um gol de Luan aos 8 minutos.

Empurrado por sua torcida, que fez muita festa na etapa inicial, o Atlético-MG passou a viver uma fase de predomínio em um jogo caracterizado pela intensidade da disputa e pela forte marcação dos dois lados.

Enquanto o Atlético voltou sem alteração para o segundo tempo, o Cruzeiro retornou com Nilton no lugar de Lucas Silva, numa tentativa de apertar a marcação. O alvinegro mineiro voltou se posicionando mais atrás, para tentar explorar os contra-ataques.

Em desvantagem no marcador, o técnico Marcelo Oliveira queimou logo suas substituições e tirou seus dois principais jogadores, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, que saíram para a entrada de Júlio Baptista e Dagoberto. Mas o meio de campo do time celeste criou pouco e a equipe visitante abusou dos chutões.

O melhor: Dátolo – Além de ser eficiente nas assistências, finalizou bastante e marcou o segundo gol atleticano.

O pior: Lucas Silva – Volante que se caracteriza por marcar forte e chegar bem ao ataque, fez um primeiro tempo discreto, especialmente na recuperação da segunda bola e foi substituído, no intervalo, por Nilton.

A chave do jogo: Gol atleticano quando Cruzeiro era melhor – A cabeçada certeira de Luan, aos 8 min do primeiro tempo, foi decisiva para o resultado do primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Quando o Atlético saiu à frente do marcador, o Cruzeiro dominava a partida e desconhecia os fatores campo e torcida. Esse gol tranquilizou o anfitrião. No segundo tempo, a história se repetiu e o alvinegro marcou quando o adversário dominava, por meio de Dátolo.

Toque dos técnicos: Impossibilitado de escalar Maicosuel, com estiramento muscular na coxa esquerda, o técnico Levir Culpi teve que adotar o esquema com dois volantes, escalando Leandro Donizete e também Josué. E os dois jogadores tiveram atuação importante, na marcação dos habilidosos jogadores ofensivos do Cruzeiro. No segundo tempo, Marcelo Oliveira colocou Nilton no lugar de Lucas Silva, com a missão de “marcar mais o meio e ganhar a segunda bola”. Não conseguiu mudar significativamente o panorama.

Jogo de torcida única. O desentendimento entre as diretorias de Atlético e Cruzeiro sobre a distribuição da carga de 10% a ser destinada aos ‘visitantes’, acabou por transformar o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, no Independência, em uma partida de torcida única, com presença exclusiva dos atleticanos.

Muitos torcedores do lado de fora. O preço elevado de ingressos, que variaram entre R$ 200 e R$ 700, impediram muitos torcedores de comparecer ao Independência. Dessa forma, muitos atleticanos ficaram do lado de fora do estádio, manifestando apoio ao time atleticano.

Selfie da paz.Depois de Atlético e Cruzeiro postarem em suas redes sociais, selfies de alguns de seus atletas dentro de uma campanha pela paz no futebol, os jogadores dos dois rivais entraram em campo com uma camiseta branca, sobre os uniformes de jogo, com os dizeres: “selfie da paz”. Os atletas do time mandante atiraram suas camisetas para os torcedores.

Josué suspenso. O Atlético-MG entrou com cinco jogadores pendurados no primeiro jogo da decisão: Leonardo Silva, Jemerson, Marcos Rocha, Josué e Luan. O rival Cruzeiro só tinha o goleiro Fábio, com dois amarelos. O primeiro amarelo do jogo foi aplicado aos 41 min do segundo tempo para Josué, que não poderá jogar no Mineirão. Samudio ainda foi advertido, mas não estava pendurado.

ATLÉTICO-MG 2 X 0 CRUZEIRO

Data: 12/11/2014 (quarta-feira)
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ
Auxiliares: Emerson de Augusto Carvalho (FIFA-SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Josué (Atlético-MG); Samudio (Cruzeiro)
Gols: Luan, aos 8 min do primeiro tempo; Dátolo, aos 13 min do segundo tempo

Atlético-MG
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué, Leandro Donizete, Dátolo e Luan (Marion); Diego Tardelli e Carlos
Técnico: Levir Culpi

Cruzeiro
Fábio; Mayke, Léo, Bruno Rodrigo e Samudio; Henrique, Lucas Silva (Nilton), Everton Ribeiro (Júlio Baptista) e Ricardo Goulart (Dagoberto); Willian e Marcelo Moreno

Galo x Cruzeiro mais importante da história abre a final da Copa do Brasil

Por Belo Horizonte

O primeiro encontro entre Atlético-MG e Cruzeiro ocorreu no dia 21 de abril de 1921, mais de 93 anos atrás. De lá para cá, a rivalidade só cresceu até se tornar a maior de Minas Gerais e uma das maiores do Brasil. Nem mesmo em relação aos números do clássico os dois clubes se entendem, já que cada um adota uma contagem própria. Em meio a tanta discordância e rivalidade, uma coisa é encarada com o mesmo olhar: os jogos que decidem a Copa do Brasil deste ano serão os mais importantes da história, já que colocam rivais frente a frente numa decisão de âmbito nacional. O pontapé inicial será nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Independência.

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Independência será o palco do primeiro duelo decisivo da Copa do Brasil (Foto: Getty Images)

Sem nem mesmo a bola rolar, a atmosfera que cerca a decisão está repleta de polêmica e tensão. Os dirigentes não se entenderam com relação à venda de ingressos, já que a definição de que o Cruzeiro abriria mão da parte a que tinha direito veio somento na terça-feira. E há um clima de apreensão entre os torcedores, muito mais preocupados com as consequências que o resultado desse primeiro jogo pode acarretar do que com provocações contra o adversário. Entre os protagonistas do espetáculo, o tom é de respeito total, sem deixar escapar uma fagulha sequer para que o barril de pólvora exploda.

Levir Culpi não tem problemas para escalar a equipe, ainda mais após a decisão de poupar todos os jogadores de linha diante do Palmeiras, sábado, pelo Brasileirão, e mesmo assim ter conseguido a vitória. Com os atletas descansados, ele tem apenas uma dúvida no meio-campo: Josué e Leandro Donizete brigam pela vaga, sendo que o primeiro vem sendo titular, enquanto o outro se recuperou de lesão e tem bom retrospecto diante do rival.

O Cruzeiro chega um pouco mais desgastado, já que Marcelo Oliveira não poupou seus titulares e mesmo assim encontrou dificuldades para vencer o Criciúma, no domingo, pelo Brasileirão. Além do cansaço e do peso da decisão, a equipe vai carregar para o jogo a necessidade de quebrar escritas. O time vai tentar a primeira vitória sobre o Galo no ano, após três empates e duas derrotas, e a primeira no Independência frente ao rival desde que o estádio foi reinaugurado. Para isso, aposta no bom momento de alguns jogadores, como Willian e Moreno. Líder do Brasileirão com cinco pontos de vantagem, o Cruzeiro quer manter vivo o sonho de conquistar pela segunda vez a Tríplice Coroa – a primeira foi em 2003.

A responsabilidade de apitar o primeiro clássico ficará a cargo de Marcelo de Lima Henrique (RJ), que será auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Rodrigo Henrique Corrêa (RJ). A TV Globo exibe a partida para todo o Brasil, menos para São Paulo e Rio Grande do Sul. O SporTV transmite para todo o país. O GloboEsporte.com acompanha todos os lances da decisão em tempo real com vídeos, a partir das 19h.

HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)

Atlético-MG: Levir deu folga para quase todos os titulares diante do Palmeiras, exceção feita a Victor. Na segunda-feira, dia da reapresentação, o treinador priorizou a recuperação física, enquanto na terça fechou o treinamento para a imprensa por cerca de 40 minutos. Mesmo com este cuidado, a única dúvida está relacionada ao volante a ser usado: Josué ou Leandro Donizete. O time deve ser formado por Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Josué (Leandro Donizete), Dátolo, Luan e Maicosuel; Tardelli e Carlos.

Cruzeiro: o técnico Marcelo Oliveira deve mandar a campo quase a mesma equipe que eliminou o Santos, na semifinal, há uma semana. A única mudança certa é na zaga, já que Dedé se machucou contra o Peixe. Na lateral direita, Mayke deve retomar o posto que foi de Ceará. O Cruzeiro deve ir a campo com Fábio; Mayke, Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian; Marcelo Moreno.

HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)

Atlético-MG: não há mudanças no departamento médico do clube. Seguem fora Réver, Claudinei, Lucas Cândido, Cesinha e Guilherme. Emerson está em fase de transição, enquanto Jô, André e Emerson Conceição continuam afastados.

Cruzeiro: a principal ausência é Dedé, que não se recuperou das dores no joelho direito e segue fora. O meia Alisson também não joga, ainda tratando uma lesão muscular. Marquinhos não pode jogar a Copa do Brasil pelo Cruzeiro, pois já disputou o torneio pelo Vitória neste ano. Ausentes há mais tempo, Tinga e Rafael seguem no departamento médico.

header pendurados 690 (Foto: arte esporte)

Atlético-MG: Jemerson, Josué, Leonardo Silva, Luan e Marcos Rocha.

Cruzeiro: Fábio.

Final para os mineiros

Por Fifa.com

O Atlético, em casa, precisava se recuperar da derrota por 2 a 0 no jogo de ida. O Cruzeiro, na Vila Belmiro, enfrentava um gramado encharcado, mas levava a vantagem do 1 a 0 na primeira partida. Depois dos 90 minutos desta quarta-feira, o Galo conseguiu mais uma virada improvável ao derrotar o Flamengo por 4 a 1, e a Raposa conquistou um dramático empate em 3 a 3 com o Santos. Assim, os dois clubes mineiros se enfrentarão na final da Copa do Brasil pela primeira vez.

O Mineirão viu mais um “milagre”. E a história não foi muito diferente do cenário das quartas de final, quando o Atlético saiu perdendo e precisou fazer quatro gols para eliminar o Corinthians. Nesta quarta, o Flamengo fez 1 a 0, com Everton, aos 34 minutos. O Galo, então, tinha pouco mais de 55 minutos para fazer quatro gols. O primeiro saiu aos 42, com Carlos aproveitando cruzamento da direita e mandando para o fundo da rede de Paulo Victor.Cruzeiro

Depois do intervalo, a pressão do Galo continuou. Aos 12, Maicosuel pegou sobra após boa jogada e Luan, e chutou para colocar o time da casa na frente. Com a torcida fazendo e estádio balançar e gritando “eu acredito”, Dátolo acertou um belo chute da entrada da área aos 36 para deixar Galo a um gol da classificação.  E o último nem demorou a sair. Aos 39, Luan pegou sobra dentro da pequena área e fez decretou o 4 a 1.

Na Vila Belmiro, a vida do Cruzeiro não foi muito mais fácil. Logo no primeiro minuto, Robinho balançou as redes do clube mineiro. A vitória simples levaria a decisão para os pênaltis, mas Marcelo Moreno, aos sete, empatou para a Raposa. O time da casa, então, precisava de mais dois gols – e conseguiu. Gabriel, aos 47 da etapa inicial, e Rildo, aos 13 do segundo tempo, colocaram o Peixe em vantagem. A dez minutos do fim, contudo, o líder do Campeonato Brasileiro voltou a mostrar sua força. Depois de um chutão da zaga, Willian pegou sobra nas costas da zaga santista e mandou para o fundo das redes.

Novamente com a vantagem por ter feito mais gols fora de casa, o Cruzeiro voltou a se defender e manter o resultado. O Peixe se lançou ao ataque, mas sem sucesso. No 50º minuto, Willian aproveitou contra-ataque e fez mais um: 3 a 3, e final mineira consolidada.