Lacerdão

Santa Cruz joga sério, vence o Central novamente e vai decidir com o Salgueiro

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem – Autor: Wladmir Paulino

O Santa Cruz tinha toda condição de levar o jogo em banho-maria depois de constuir uma vantagem monstruosa no primeiro jogo. Mas encarou a segunda partida com o Central como se estivesse tudo começando e venceu por 2×0 para não deixar margem para dúvidas. O resultado agregado ficou em 7×0 e o tricolor vai decidir o Campeonato Pernambucano 2015 a partir de quarta-feira (29), com o Salgueiro.

Nem deu para a Patativa sequer sonhar com a possibilidade de reação. Aos cinco minutos, João Paulo lançou Betinho quase na linha de pequena área. No melhor estilo pivô, o camisa nove ajeitou de cabeça para o lado, onde estava Emerson Santos em excelente condição. Ele chutou forte, sem chance de defesa para Beto. Não era um balde, mas uma caixa d’água fria na cabeça dos alvinegros.

O gol foi a primeira indicação de que o time da capital não jogava com os 4×0 da semana passada na cabeça. E também surpreendeu a disposição centralina, que mesmo com todo prejuízo não abriu mão de buscar o gol. Candinho cabeceou para fora cara a cara com Fred. E Betinho, na mesma posição, mas com os pés, desperdiçou o segundo gol após grande jogada de Tiago Costa. Quando ele finalizou por cima até o goleiro já estava batido.

Jogando sério sem deixar o adversário pressionar, o tricolor manteve o controle da partida. Até o final do primeiro tempo cada time teve outra boa chance. O Santa Cruz com Bruninho, bem defendida por Beto. E o Central com Roberto Pítio. O camisa 9 chegou um pouco atrasado e completou o cruzamento para fora.

Na volta para o segundo tempo, o técnico Ricardinho voltou com outra postura. Agora era segurar o jogo para evitar desgastes desnecessários e até riscos de contusão. Moisés entrou no lugar de Nininho, que já havia tomado uma pancada mais forte; e Edson Sitta assumiu o posto de Guilherme Biteco.

A primeira grande chance foi da Patativa. Fabinho fez boa jogada pelo lado direito e cruzou para Fabiano. Ele cabeceou com muito perigo, passando perto do travessão. O Santa Cruz respondeu aos 15. Emerson Santos aproveitou rebote da defesa e rolou para João Paulo que vinha sozinho, de frente para o gol. Mas na hora do chute, a bola subiu numa falha do gramado e o camisa 10 isolou a bola.

E como se fosse pouco tudo conspirava contra o time de Caruaru. Aos 24 minutos Everton levou o segundo amarelo e foi expulso. Apenas seis minutos depois, o goleiro Beto sentiu a coxa esquerda. Como as três substituições já haviam sido feitas, ele teve que ficar no sacrifício. Quando tudo já estava definido, o lateral Tiago Costa foi à linha de fundo e cruzou para o meio da área. Anderson Aquino emendou de voleio para fazer um belo gol.

Ficha do jogo:

Central: Beto; Ferreira (Fabinho), Everton, Mattia Binatti (Fabiano) e Jaílton; Natan, Jucemar e Luiz Fernando; Candinho, Roberto Pítio (Fernando Pires e Roger. Técnico: Humberto Santos.

Santa Cruz: Fred; Nininho (Moisés), Alemão, Danny Morais e Tiago Costa; Bileu, Bruninho, João Paulo (Anderson Aquino), Guilherme Biteco (Edson Sitta) e Emerson Santos; Betinho. Técnico: Ricardinho.

Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. Árbitro: Nielson Nogueira. Assistentes: Marcelino Castro e Charles Rosas. Gol: Emerson Santos, aos cinco do primeiro. Cartões amarelos: Jaílton, Nininho e João Paulo. Expulsão: Everton.

Empate rende eliminação ao Central e mais dois Clássicos das Multidões

Autor: Wladmir Paulino

Um erro de arbitragem pode ter custado a classificação do Central para as semifinais do Campeonato Pernambucano. O jogo com o Santa Cruz terminou empatado por 1×1 e como o Salgueiro venceu o Porto, o Carcará terminou com a quarta colocação. Já o Santa ficou com 16 pontos e o terceiro lugar. Por isso terá nova maratona de jogos com o Sport, o segundo colocado. A primeira semifinal do Clássico das Multidões será no próximo domingo (6), no Arruda.

Como não dependia exclusivamente de suas forças para ser o primeiro colocado, o técnico Vica optou por poupar os jogadores pendurados com dois cartões amarelos: Oziel (lateral-direito), Éverton Sena (zagueiro) e Luciano Sorriso (volante). Entraram Nininho, Leandro Souza e Memo, respectivamente. Por sua vez, o Central não tinha opção. Ou vencia ou teria que esperar um favor do Porto. Por isso, a Patativa se impôs como poucas vezes uma equipe intermediária faz diante de uma grande, mesmo atuando em seus domínios.

A primeira linha de marcação centralina avançou e fez Sandro Manoel, Memo e os dois laterais tricolores sofrerem. Foram quase cinco minutos sem ultrapassar a linha divisória do gramado. O Santa jogou mais dentro da sua característica de tocar mais a bola e, por isso, demorou a encontrar o tempo certo de construir as jogadas. Quando o fez um pouco mais rápido teve uma boa oportunidade com Leo Gamalho chutando cruzado aos 12 minutos. Juninho defendeu em dois tempos.

No minuto seguinte, o Central respondeu de maneira contundente. Adriano cruzou e Danilo Lins subiu com Leandro Souza. O atacante levou a melhor e marcou o gol, mas o árbitro viu falta e anulou a jogada. Sem problema. Dois minutos depois, Luiz Fernando lançou Erivélton. Ele ficou cara a cara com Tiago Cardoso e teve calma para rolar no canto e fazer 1×0.

Quando o gol saiu, a partida já estava equilibrada. O grande problema dos dois times é que ambas tinham dificuldade em entrar na área do rival com a bola dominada. Numa oportunidade que conseguiu, o Central marcou. Já o Santa aparentava uma certa impaciência em marcar logo o gol de empate, com muitos chutes de fora da área. Num deles, o goleiro Juninho quase contribuiu para a causa tricolor. Jefferson Maranhão arriscou de longe e o camisa 1 centralino atrapalhou-se todo com suas pernas e braços, que tomaram proporção de tentáculos balançando para todos os lados e quase empurrou a bola contra o próprio patrimônio.

Nos dez minutos finais, o time da casa amontoou-se em seu campo defensivo e apenas assistiu os tricampeões jogarem. E por muito pouco o empate não veio. Na maiora das vezes, o Santa errou na hora crucial: a finalização. Caça Rato correu mais que a bola, Leandro Souza subiu sozinho mas cabeceou torto e, aos 36, o milagre de Juninho. Leo Gamalho recebeu cruzamento dentro da grande área e ainda teve o privilégio de dominar a bola antes de soltar uma bomba. Juninho esticou os braços e conseguiu defender.

O Santa voltou para o segundo tempo com Betinho no lugar de Flávio Caça Rato. Na teoria, uma mudança não indicada, já que ficariam dois jogadores de área. Mas na prática o próprio Betinho tratou de fazer diferente. Bem mais ‘móvel’ que seu cabeludo parceiro de ataque, o ex-alvirrubro mostrou-se uma boa opção de jogo. Só demorou a conseguir finalizar com qualidade.

Na primeira, recebeu um cruzamento da esquerda e a bola passou por baixo de seu pé. Na segunda, engatilhou o chute mas Luiz Fernando deu um leve toque na bola na hora fatal. E diga-se de passagem, terminou levando um pontapé, ainda que involuntário, no tornozelo. Finalmente a terceira tentativa de Betinho foi bem sucedida. Leo Gamalho ajeitou de cabeça e o camisa 18 chutou de canhota. Mas Juninho estava lá para defender.

A postura dos dois times foi a mesma da reta final do primeiro tempo. O Central acuado e com enorme dificuldade de conetctar três passes e executar o contra-ataque e o Santa com mais posse de bola no campo ofensivo e abusando dos cruzamentos. E num deles o gol finalmente saiu, mas quase a fórceps. Leo Gamalho foi empurrado por Allyson dentro da área aos 19 minutos. Luiz Cláudio Sobral acertou ao marcar o pênalti.

O próprio Gamalho foi bater e Juninho tocou na bola o suficiente para ela explodir na trave direita. No rebote, Betinho cabeceou por cima do goleiro Patativa. Depois de muito esforço, o Santa empatava. Detalhe: antes de Leo bater o pênalti, dois jogadores tricolores já estavam dentro da área. A partida deveria pegar fogo, já que Central naquele momento, estava eliminado porque o Salgueiro vencia o Porto. Mas não foi isso que se viu. O Central tentou ir de qualquer jeito e não dava jeito em nada.

Somente nos cinco minutos finais, os alvinegros tentaram um abafa. O Santa se defendia com todo mundo, menos Leo Gamalho. O Central teve duas cobranças de faltas e desperdiçou.

Ficha de jogo

Central: Juninho; Adriano, Lúcio, Allyson e Jean Batista; Diego Teles, Luiz Fernando (Tallys), Danilo Pires (Édson Di) e Jailton; Danilo Lins e Erivelton (Fernando Pires). Técnico: Humberto Santos

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Nininho, Leandro Souza, Renan Fonseca e Zeca; Sandro Manoel, Memo, Jefferson Maranhão (Renatinho) e Raul (Adílson); Flávio Caça-Rato (Betinho) e Léo Gamalho. Técnico: Vica

Campeonato Pernambucano (10° rodada, hexagonal do título). Local: Luiz Lacerda (Caruaru). Árbitro: Luiz Cláudio Sobral. Assistentes: Albert Junior e Ricardo Chianca. Gols: Erivélton, aos 15 do primeiro tempo. Betinho, aos 22 do segundo. Cartões amarelos: Jean Batista e Flávio Caça Rato.

Central marca no fim e Náutico estreia com empate no Pernambucano 2014

Yuri de Lira – Diario de Pernambuco

 A cada jogo, a situação do Náutico parece piorar. A acepção do termo “Lisca Doido” já não é tão positiva como antes. A “loucura” do treinador torna-se a sinônimo de irresponsabilidade, bravata e afins. Embora descansados após uma semana livre em meio às polêmicas que envolveram a tabela do Pernambucano, os alvirrubros, enfim, estrearam no estadual. Mas, na noite desta quinta-feira, veio a quinta partida seguida sem vencer em 2014. Empate amargo contra o Central, no Lacerdão: 1 a 1. Resultado que maximiza a instabilidade do treinador no cargo. A pressão sobre ele e sobre os jogadores aumentou. O cenário conturbado vai pairar no clube, pelo menos, até o clássico contra o Santa Cruz, na próxima quarta-feira, no Arruda.


A única apresentação convincente do Náutico no ano havia sido no primeiro jogo diante do Sport, ainda pela Copa do Nordeste. Com tempo para aprimorar a parte física antes do confronto diante da Patativa, o Alvirrubro desta vez conseguiu suportar melhor o cansaço. Teve, aliás, mais posse de bola que os caruaruense na partida em Caruaru.

A atuação do Náutico, contudo, foi longe da idealizada. Apesar de ter sido incomodado pelo Central no primeiro tempo, o Timbu, porém, só conseguiu balançar as redes adversárias aos 37 minutos da etapa inicial. Depois de cruzamento de João Ananias, Hugo foi oportunista e abriu a contagem: 1 a 0.

Segundo tempo A vantagem parcial dos alvirrubros não esmoreceu os centralinos no início do segundo tempo. O Alvinegro chegou a pressionar durante os primeiros dez minutos. Mas o ímpeto dos mandantes em empatar o jogo cessou depois da expulsão do zagueiro Lúcio, que fez uma falta grosseira em João Ananias e acabou recebendo um cartão vermelho direto. No controle das ações, Lisca fortaleceu a marcação com Dê. Mas o Timbu não conseguiu segurar o placar. O Central chegou duas vezes já no fim. Na primeira, pediu um pênalti depois de o zagueiro Flávio tocar com a mão na bola. Na segunda, Danilo Lins empatou nos acréscimos. 

Alambrado do Lacerdão

Estádio: Lacerdão (Caruaru-PE). Árbitro: Gilberto Castro Júnior-PE. Assistentes: Charles Pires e Aldir Pereira, ambos de Pernambuco. Gols: Hugo (Náutico, 37 do 1T) e Danilo Lins (Central, 45 do 2T). Cartões amarelos: Yuri, Diego e Dê (Náutico). Cartão vermelho: Lúcio (Central). Público:8.139. Renda: R$ 63.575.

Central 1
André; Adriano (Vágner Rosa), Lúcio, Héverton e Jean Batista (Edson Di); Diego Teles, Fernando Pires, Danilo e Tallys; Johnathan Goiano (Danilo Lins) e Deysinho. Técnico: Humberto Santos.

Náutico 1
Alessandro; Hélder Maurílio, Flávio (Diego), William Alves e Gerley; Elicarlos, João Ananias e Yuri; Pedro Carmona (Dê), Marinho (Róberson) e Hugo. Técnico: Lisca.

Náutico quer a vitória na estreia diante do Central para aliviar pressão

Por Marcelo Cavalcante

Técnico Lisca quer quebrar sequência sem vitórias. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

A estreia seria contra o Sport, na Ilha do Retiro. Depois, houve mudança para a Arena Pernambuco. Surgiu o imbróglio na Justiça. E tudo ficou indefinido. Mas, nesta quinta-feira, não tem mais o que se discutir. O Náutico, enfim, faz sua estreia no Pernambucano Coca-Cola, contra o Central, no estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. O confronto está marcado para acontecer a partir das 20h.

E olhe que a partida ainda chegou a ser ameaçada de não acontecer. Quando a FPF anunciou que o jogo seria em Caruaru, os alvirrubros ainda chegaram a reclamar por conta da viagem. Mas um almoço na terça-feira, entre os dirigentes do clube da entidade que administra o futebol estadual, manteve a partida para a Capital do Forró. E o duelo promete ser duro. Enquanto o Náutico quer a vitoria a todo custo para amenizar a crise, o Central, que mostrou um bom futebol na derrota para o Santa Cruz, no Arruda, por 4×2, busca a recuperação.

Apesar do desgaste da diretoria na briga judicial quanto ao mando de campo do clássico contra o Sport, o técnico Lisca comemorou o fato de ter, enfim, mais tempo para treinar. E depois de encarar a Patativa, o Timbu só vai voltar a campo na próxima quarta-feira para pegar o Santa Cruz. “Pudemos fazer algumas variações táticas e dar um descanso a quem estava desgastado. Agora claro que não é o tempo ideal, mas já deu para dar uma melhorada”, disse o treinador.

Para a partida contra o Central, Lisca terá a volta de praticamente todos os jogadores considerados titulares. A ausência sentida é de Zé Mário, que continua vetado pelo departamento médico. A surpresa é a manutenção de João Ananias, que vai atuar no meio, ao lado de Pedro Carmona.

CENTRAL

Mesmo vindo de uma derrota fora de casa contra o Santa Cruz, por 4×2, o técnico Humberto Santos continua confiante em uma boa campanha na fase. Para o jogo de hoje, o único desfalque é na zaga. Expulso contra o tricolor, Alisson não joga. Héverton será o substituto.

Ficha técnica

Central
André Pereira; Adriano Ferreira, Lúcio, Héverton e Jean Batista; Diego Teles, Fernando Pires, Luiz Fernando e Danilo Pires; Danilo Lins e Johnathan Goiano. Técnico: Humberto Santos.

Náutico
Alessandro; Hélder Maurílio, William Alves, Flávio e Gerley; Elicarlos, Yuri Naves, João Ananias e Pedro Carmona; Marinho e Hugo. Técnico: Lisca.

Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. Horário: 20h. Árbitro: Gilberto Castro Junior. Assistentes: Charles Pires e Aldir Pereira.

Tricolor Faz Partida Abaixo do Esperado e Perde para o Porto Por 1×0

Publicado: quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014, às 00:08
Por: Aurino Rosendo

O Santa Cruz tropeçou na segunda rodada do hexagonal do Campeonato Pernambucano. Na noite desta quarta-feira (12), em Caruaru, a equipe tricolor enfrentou o Porto/PE e perdeu por 1×0, gol de Kiros. Em um jogo que começou morno, os Tricolores bem que tentaram esquentar as coisas, mas tomaram uma ducha de água quando estavam no melhor momento da partida e não conseguiram reverter o placar.

Com o resultado adverso, a equipe tricolor manteve os três pontos ganhos e tem a mesma pontuação de Salgueiro, Sport Recife e Porto.

O TIME: Desfalcado do atacante Léo Gamalho e poupando o lateral direito Oziel e o volante Luciano Sorriso, o técnico Vica promoveu três modificações no time e a escalação foi a seguinte: Tiago Cardoso, Nininho, Éverton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Memo e Raul; Renatinho, Caça-Rato e Cassiano.

O JOGO: Em Caruaru pela quarta vez em 2014, o Santa Cruz começou o jogo tendo vários motivos para se sentir em casa. Pelo fato dos atletas corais estarem adaptados ao Lacerdão, que foi a casa do Mais Querido durante a primeira fase do Nordestão, era esperado que os Tricolores envolvessem o Gavião logo nos primeiros movimentos da partida. No entanto, o Porto tratou de mostrar porque ficou na terceira colocação da primeira fase do estadual e não deu brecha para a Cobra Coral.

Com as equipes se respeitando, o jogo foi muito equilibrado nos primeiros 10 minutos. Os times optaram por se resguardar e não produziram grandes oportunidades. Em um ritmo lento, a postura do Santa Cruz poderia muito bem ter como justificativa o desgaste físico. Fazendo dois jogos por semana desde o início do ano, a equipe tricolor tem o cansaço como um severo adversário.

Na base da cadência, o Santa tentou ir ao ataque de forma eficaz e conter o ímpeto do Porto, que jogava em casa e queria mostrar serviço. A estratégia cautelosa do Tricolor não gerou grandes chances de gols, mas se mostrou eficaz no campo defensivo, pois o time de Caruaru também não teve grandes oportunidades.

Sem muita empolgação, o primeiro tempo foi se passando. Com poucas jogadas vistosas e nenhuma chance clara de gol, e com eficiência no setor de marcação de ambas as equipes, faltava o algo a mais. Porém, o fator de desequilíbrio para tornar os primeiros 45 minutos de partida atrativos não apareceu. O primeiro tempo chegou ao fim de forma apática. Restava esperar por uma melhora significativa no segundo tempo.

SEGUNDO TEMPO – A partida necessitava de intensidade e ninguém sabia se as esquipes proporcionariam isso. Vestindo outro uniforme para os 45 minutos finais, o Santa Cruz deu um sinal de que a coisas poderiam mudar. Mas era preciso mais do que trocar a cor da camisa para ser mais incisivo e buscar a vitória.

Dispondo de mais qualidade técnica que o Porto, o Santa Cruz se viu obrigado a produzir mais no campo de ataque. Com o cérebro do meio de campo coral, Raul, se mostrando interessado no jogo, a equipe tricolor produziu algumas chances de abrir o placar. A primeira delas foi aos 8 minutos, quando Raul fez boa jogada dentro da área do Porto e chutou na rede pelo lado de fora. Pouco depois, aos 10 minutos, Nininho cruzou pelo lado direito e Raul cabeceou para fora.

A ligeira melhora dos tricolores dava a impressão de que o jogo ficaria mais movimentado. E ficou. Adiantando a marcação, a equipe coral procurou pressionar o Porto em sua intermediária e trabalhou a bola de maneira mais inteligente. Os jogadores do Santa Cruz procuraram se movimentar mais e deixaram a partida bem mais interessante.

Com o Porto encurralado, o Santa tem uma nova oportunidade de abrir o placar aos 20 minutos. Após cruzamento rasteiro na área, do lado esquerdo, Caça chutou e a bola bateu nos defensores do Porto, sobrando para  Nininho, que também finalizou, obrigando o goleiro a espalmar e fazer a bola cair no pé de Raul, que chutou por cima do gol.

O Santa Cruz estava bem mais próximo de abrir o placar do que o Porto. O volume de jogo dos visitante era bem superior ao dos donos da casa. Entretanto, o fato de estar mais disposto a abrir o placar fez a equipe tricolor se expor e oferecer espaço ao adversário. De olho nas brechas, a equipe de Caruaru acabou impondo um duro golpe a quem mais demonstrou vontade de vencer.

De forma despretensiosa, os jogadores do Porto conseguiram um contra-ataque e foram até o setor defensivo coral, onde conseguiram um escanteio. Da jogada de bola parada, aos 26 minutos, o gigante Kiros conseguiu se sobressair aos marcadores e abriu o placar. Um pecado para o Santa Cruz, bem no momento que o time estava tomando gosto pela partida.

O gol sofrido desconcertou a equipe tricolor. Em desvantagem no placar, era preciso fazer muito mais para evitar a derrota. E também era preciso calma. Mas o Santa Cruz não se reencontrou no jogo. Vai ver o cansaço não deu a tranquilidade necessária para que o time reagisse.

Não deu para o Santa Cruz. Depois de um primeiro tempo abaixo do esperado, a Cobra Coral até tentou reagir na segunda etapa, mas acabou sendo surpreendida. Sem muita volúpia, fica a preocupação com o desgaste físico dos atletas. O elenco Tricolor precisa combater o cansaço e manter o fôlego.

Agora o Pernambucano dá uma pausa e o Santa volta às atenções para a Copa do Nordeste. Neste sábado (15), o Tricolor, no Arruda, disputa a primeira partida das quartas de final contra o Guarany/CE. A expectativa é de que o time se reabilite o quanto antes e se mantenha com chance de título nas duas competições.

Diante do Bahia, Santa Cruz quer a vitória para celebrar bem o centenário

POSTADO POR MARCELO ÀS 14:03 EM 01 DE FEVEREIRO DE 2014

Meia Raul é o artilheiro do time com dois e espera balançar as redes mais uma vez diante do Bahia/Foto: JC Imagem

Os tropeços diante do CSA deixaram o Santa Cruz numa situação embolada no grupo B da Copa do Nordeste. Com cinco pontos e apenas uma vitoria, o Tricolor precisa vencer a todo custo o Bahia, neste domingo, às 16h, no estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, se quiser continuar com chances de classificação. Já o time baiano é o segundo colocado, com sete, certamente, vai jogar para garantir pelo menos um ponto, o que seria suficiente para garantir sua posição. O líder é o CSA, com 8, que encara o Vitória da Conquista, o lanterna, com apenas 1 ponto. Havia a intenção da diretoria do Santa Cruz em transferir a partida para o Arruda, afinal, na segunda-feira, o clube comemora o seu centenário. Como não foi possível, o jeito será lutar pela vitória para que a festa seja na Capital do Forró.

No início da competição, ninguém imaginaria que o Santa Cruz estaria nessa situação. A boa campanha do CSA surpreendeu a todos e deixou o grupo bastante equilibrado. Para seguir firme na luta pela classificação, o tricolor pernambucano só tem uma alternativa: a vitória. Mas o técnico Vica trabalhou o lado emocional do grupo para que o desespero não atrapalhe o rendimento da equipe dentro de campo. Ele sabe da força do adversário e, por isso, orientou seus jogadores a ir em busca da vitória com inteliência. “Vamos ter que sair para o jogo. Só não podemos nos abrir totalmente. O nosso time tem um bom toque de bola, chega bem no ataque. Mas é preciso não desperdiçar as chances. O Bahia é um time muito perigoso. Além disso, é um clássico nordestino.”

Para essa partida importante, Vica não pretende fazer alterações radicais no time coral. O ataque da equipe continua com a presença de Cassiano, já que Léo Gamalho continua de fora se recuperando das dores na panturrilha esquerda. A dúvida é quanto ao companhaneiro do atacante. O treinador não sabe se mantém Renatinho e, nesse caso, a equipe permaneceria no esquema 4-5-1, ou se escalaria Flávio Caça-Rato ou até mesmo Pingo. Nesse caso, Vica apostaria na velocidade para surpreender a defensiva baiana.

Os atacantes do Santa Cruz, aliás, vivem em crise com o gol. Até agora, nenhum conseguiu balançar as redes. O artilheiro do time é o meia Raul, que vem participando bastante das jogadas ofensivas da equipe, marcando, até agora, dois gols. “Eu sempre marquei gols. Mas preferia que o time tivesse melhor colocado na Copa do Nordeste, pois não importa quem marque os gols. O fundamental é vencer e somar os três pontos”, declarou o meia que é o principal articulador das jogadas ofensivas da equipe.

Bahia

O técnico Marquinhos Santos faz mistério para definir o time titular do Bahia para o duelo contra o Santa Cruz. O comandante ainda não definiu quem será o substituto do argentino Maxi Biancucchi, lesionado. Há uma tendência que Branquinho seja o escolhido. Na frente, a dupla de ataque deve ser formada por Rafinha e Rhayner, que volta ao time depois de ter sido poupado diante do Vitória da Conquista. O treinador ainda está sem o atacante Zé Roberto, também com problemas musculares. Na lateral esquerda, Guilherme Santos pode estrear na vaga de Raul, suspenso, enquanto na lateral direita Mádson entra no lugar de Rafael Galhardo.

Ficha técnica

Santa Cruz
Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Natan e Raul; Renatinho e Cassiano. Técnico: Vica

Bahia
Marcelo Lomba; Mádson, Titi, Lucas Fonseca e Guilherme Santos; Fahel, Hélder, Pittoni e Branquinho, Rhayner e Rafinha. Técnico: Marquinhos Santos.

Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru. Horário: 16h. Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE). Assistentes: Ivaney Alves de Lima e Eric Nunes Costa (SE). Ingressos: arquibancada R$ 20, sócio, estudante e idoso R$ 10.

Jogo dos 100 Anos, contra o Bahia, tem ingressos promocionais.

Por: Assessoria de Imprensa /Jamil Gomes 

A Diretoria Coral está fazendo promoção no preço dos ingressos para o jogo do Centenário Coral, entre Santa Cruz x Bahia, domingo (2), no Estádio Lacerdão.

A partir das 14h desta sexta-feira (31), no Arruda, começam as vendas aos seguintes preços:

Sócio, Estudante, Idoso: R$ 10,00

Arquibancada, Cadeira Conselho : R$ 20,00

Cadeira Aluguel: R$ 30,00.

Os torcedores Corais, também, poderão adquirir as entradas para o jogo, no Estádio Lacerdão – local da partida – em Caruaru/PE, a partir das 10h, de sábado (1).

Não fique fora do jogo dos 100 Anos do Santa Cruz Futebol Clube!