Mercedes

Chuva faz diferença na reta final e Hamilton vence GP da Inglaterra; Massa termina em quarto

Por F1Team

O GP da Inglaterra foi dramático neste domingo (5). Após começar com o tempo limpo, Silverstone viu a chuva ‘empurrar’ a Mercedes para mais uma dobradinha na temporada. Ao largar na ponta, Lewis Hamilton perdeu a posição para Felipe Massa antes da primeira curva e precisou dar o máximo para recuperar o posto mais alto do pódio. Robserg e Vettel aproveitaram o asfalto molhado e as idas aos boxes para ultrapassar as Williams e garantir a segunda e terceira colocações, respectivamente.

Hamilton fecha o dia em Silverstone com o quarto tempo

Hamilton venceu seu oitavo GP na temporada 2015 da F-1.

Williams e água não combinam. Dona de uma prova de encher os olhos, a escuderia não se deu bem na chuva e viu sua apresentação cair ladeira a baixo em Silverstone. Para se ter ideia, há dez voltas para o fim da prova, Felipe Massa e Valtteri Bottas eram o segundo e terceiro, respectivamente. Mas terminaram em quarto e quinto. O brasileiro ainda contou com uma falha de estratégia da escuderia e foi superado por Vettel na briga pela terceira posição.

Sem culpa em relação a baixa performance da Williams em pista molhada, Sebastian Vettel aproveitou a oportunidade no momento de fraqueza da rival e abocanhou  o terceiro lugar no pódio. Seu companheiro deFerrari, Kimi Raikkonen, concluiu em oitavo.

Em sexto, Kvyat foi bem. Mesmo com as limitações visíveis do RB11, o russo conseguiu pontuar, chegando a pressionar Vettel ainda na briga pela quinta posição, pouco antes da última chuva da corrida. Ao contrário de Daniel Ricciardo, que abandonou a prova após enfrentar problemas mecânicos. A dupla da Force India foi bem. Hulkenberg terminou em sétimo, enquanto Sergio Perez ultrapassou a linha de chegada em oitavo.

Fechando o top 10, Fernando Alonso, enfim, pontuou. Enfrentando um longo jejum, o espanhol conseguiu chegar na décima posição e marcou seu primeiro ponto desde a sua volta à Mclaren.

A decepção dos brasileiros ficou por conta de Felipe Nasr. Não por culpa dele. Seu carro apresentou problemas no câmbio ainda na volta de aquecimento e foi levado aos boxes, de onde largaria. Porém, a equipe não conseguiu resolver o defeito a tempo e o brasiliense não largou.

Confira a classificação do GP britânico:

GP da Inglaterra

Rosberg supera Hamilton e fica com a pole em Mônaco

A cada corrida, a disputa interna na Mercedes fica mais acirrada. Depois de ver Lewis Hamilton dominando as últimas corridas, Nico Rosberg deu o troco no seu companheiro de equipe, pelo menos no treino classificatório para o GP de Mônaco. O alemão conseguiu superar o campeão de 2008, mesmo tendo “errado” na sua última tentativa.

Rosberg larga na pole em Mônaco

Rosberg larga na pole em Mônaco

Piloto mais regular do campeonato deste ano, Lewis Hamilton não vai largar mais uma vez na pole, mas garantiu a segunda colocação no grid de largada. Agora, a briga pela vitória deverá ficar entre os dois pilotos da Mercedes, que largam nas duas primeiras posições. A briga entre os dois vale a liderança do Mundial de Pilotos.

Na segunda fila partirão os dois carros da Red Bull. E mais uma vez quem comemorou mais nos boxes taurinos foi o australiano Daniel Ricciardo. Terceiro mais rápido do treino de hoje, ele começa a prova novamente à frente de Sebastian Vettel, que ficou com o quarto tempo.

Fernando Alonso, que chegou a liderar um dos treinos livres, não teve forças para brigar de igual para igual com os carros da Mercedes e Red Bull, mas voltou a fazer um bom tempo, levando em consideração as “limitações” do carro da Ferrari. Assim, o espanhol parte na quinta colocação, seguido pelo seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que larga em sexto.

A nota ruim para os brasileiros ficou por conta de Felipe Massa. O piloto da Williams havia feito um bom tempo no Q1, mas Marcus Ericsson acabou com o seu treino. No fim da primeira sessão, Massa abriu passagem para o sueco, que perdeu o ponto de frenagem na curva e acertou o carro #19. Com o toque, Felipe não teve como voltar para os boxes e ficou fora do restante do treino. Assim, largará apenas na décima sexta colocação.

O treino

Fim de semana em Mônaco é sempre um dos mais aguardados

Fim de semana em Mônaco é sempre um dos mais aguardados

As classificações e as corridas em Mônaco costumam ser bastante emocionantes. O traçado estreito sempre faz algumas “vítimas” e é comum vermos os pilotos passando perto e até tocando no guard rail. Hoje não foi diferente. Os pilotos que conseguiram raspar mais vezes nos muros, conseguiram seus objetivos e garantiram uma boa classificação. Os menos experientes, perderam o controle do carro e foram parar na área de escape ou bateram.

Com relação as condições do clima e da pista, não poderiam ser melhores. Com o céu totalmente limpo, o sol fez com que o traçado estivessem em seu perfeito estado para que os pilotos pudessem acelerar fundo. E foi o que aconteceu durante uma hora de treino.

Q1

O treino classificatório em Mônaco começou quente. Além de ver muitos carros na pista praticamente durante todo o Q1, o público ainda presenciou vários pilotos perdendo o ponto de frenagem e o acidente envolvendo o brasileiro Felipe Massa e o sueco Marcus Ericsson.

Ericsson bateu em Massa no Q1

Ericsson bateu em Massa no Q1

O piloto da Williams havia aberto passagem para que a Caterham passasse, mas Ericsson perdeu o controle do carro e acertou o bólido de Felipe. Quem levou a pior foi Massa, que tinha feito uma boa volta e garantido a classificação para o Q2, mas com o toque precisou abandonar o treino e largará na décima sexta posição.

Entre os eliminados, a “surpresa” ficou por parte da Sauber. Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil não andaram bem nesta classificação e acabaram fora até mesmo do Q2. O mexicano largará apenas na décima sétima posição, enquanto o seu companheiro de equipe parte em décimo oitavo.

Nas últimas posições, largarão os dois carros da Marussia – Jules Bianchi (19º) e Max Chilton (20º) e os dois da Caterham – Kamui Kobayashi (21º) e Marcus Ericsson (22º).

Q2

Depois de uma primeira parte muito movimentada, com acidentes, erros e disputa na pista, tivemos um Q2 bem mais tranquilo. Com apenas 15 carros na pista, já que Felipe Massa não participou, os pilotos disputaram as dez primeiras posições do grid.

Magnussen - Monaco

Magnussen garantiu classificação para o Q3

Como era de se esperar, os carros da Mercedes, Red Bull e Ferrari não tiveram dificuldades para garantir vaga na “super classificação”. Pior para os outros pilotos, que tiveram que brigar apenas por quatro posições restantes.

Dentre os eliminados, duas surpresas. Nico Hulkenberg, da Force India, e Jenson Button, da McLaren. Os dois largarão na décima primeira e décima segunda posição, respectivamente. Valtteri Bottas, da Williams, também não conseguiu um bom tempo e parte em décimo terceiro, seguido por Romain Grosjean e Pastor Maldonado, ambos da Lotus.

Q3

Com 12 minutos para tentar buscar o melhor tempo possível, os pilotos deixaram cedo os boxes em busca da volta perfeita. Logo nas primeiras tentativas, quem se deu melhor foi Nico Rosberg. O alemão marcou o tempo de 1min15s989, menos de um décimo mais rápido do que o seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, que havia marcado 1min18s048.

Clima entre Hamilton e Rosberg ficou tenso após a classificação

Clima entre Hamilton e Rosberg ficou tenso após a classificação

A marca alcançada por Rosberg acabou sendo suficiente para garantir a pole position. Isso porque, na última tentativa, o alemão perdeu o ponto de frenagem e foi parar na área de escape, o que causou uma bandeira amarela no setor. Isso acabou atrapalhando Hamilton, que precisava de uma volta perfeita. Por isso, o britânico decidiu abortar a sua volta e vai larga na segunda posição. Ao descer do carro, o campeão de 2008 se mostrou chateado, isso porque ele acha que o erro de Nico pode ter sido “proposital”.

Quem também teve um grande desempenho foi o australiano Daniel Ricciardo da Red Bull. Mais uma vez ele superou o tetracampeão Sebastian Vettel e amanhã largará na terceira posição, uma à frente do seu companheiro de equipe, que larga em quarto.

A terceira fila será formada pela dupla da Ferrari, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, que largarão na quinta e sexta posições, respectivamente. Jean-Éric Vergne, Kevin Magnussen, Daniil Kvyat e Sergio Pérez, respectivamente, completam o top 10.

Confira os tempos:

Classificação - Monaco

Em uma corrida pra lá de emocionante, Hamilton vence o GP do Bahrein

Por F1Team

O domínio da Mercedes foi permanente durante toda a etapa do Bahrein. As flechas de prata, que largaram na primeira fila, permaneceram assim até o final. Apenas inverteram. Na largada, Rosberg não conseguiu segurar seu companheiro de equipe, que tomou a ponta, e quando se pensava que levaria um xis, Hamilton espalhou o W05 no traçado e defendeu a posição. Felipe Massa foi outro que largou de forma espetacular. Talvez, relembrando os bons tempos de Ayrton Senna, o driver da Williams pulou da sétima posição até o P3.

Hamilton vence mais uma na temporada

Hamilton vence mais uma na temporada

No geral, a prova no traçado barenita foi ESPETACULAR. Algo que há muito tempo não acontecia na categoria. Foram duelos efusivos. Duelos sem a interferência dos rádios, que por sinal, ficaram silenciosos. Foi uma briga aberta a todo momento. Foi bonito de se ver Hamilton e Rosberg duelarem até o final. Pérez sustentar a terceira posição dos ataques de Hulkenberg. Ricciardo esquecer do peso de Vettel e um duelo que todos estavam esperando. Massa e Bottas.

Com as 57 voltas completadas no traçado barenita, Hamilton recebeu a bandeira quadriculada na primeira posição. O incansável Nico Rosberg subiu ao pódio no segundo lugar. O último degrau foi ocupado pela Force India de Sergio Pérez. O brasileiro Felipe Massa concluiu a prova na sétima posição. O destaque negativo ficou por conta dos carros da Ferrari, que no Bahrein, não conseguiram fazer mal a ninguém.

A corrida:

Tudo pronto para a terceira prova da temporada. Com os carros todos alinhados no traçado barenita, o objetivo na largada era superar os dois carros da Mercedes. E com as luzes verdes acionadas, o duelo ficou mesmo entre os carros alemãs. Hamilton que largava no P2, conseguiu superar seu companheiro de equipe e líder do campeonato, Nico Rosberg.

Quem fez uma largada inspirada em Ayrton Senna foi Felipe Massa. O driver brasileiro tirou sua Williams da sétima posição e pulou para o terceiro lugar.

No primeiro giro esse era o top-10: Hamilton, Rosberg, Massa, Pérez, Bottas, Button, Alonso, Hulkenberg, Raikkonen e Vettel.

Na quinta volta Fernando Alonso foi pra cima de Hulkenberg, que ocupava a sétima posição. Com o motor mais potente, o espanhol não teve tanta dificuldade para vencer o alemão. Que não se deu por vencido e foi em perseguição do F14T. Por incrível que pareça, Nico deu o troco em Alonso.

E o driver ferrarista reclamava com sua equipe que o carro estava sem potência no motor.

Curiosidade: Na volta de número nove, os sete primeiros estavam equipados com os motores Mercedes.

A briga foi bonita entre Felipe Massa e Sérgio Pérez. Duelo que valia a terceira posição.  O piloto brasileiro tentou segurar o carro indiano, que seguia na cola e com a vantagem de abrir sua asa móvel. Massa balançou sua Williams e ficou sem sua saída de curva, fácil para o mexicano, que ganhava o terceiro posto.

Quem abriu os trabalhos nos boxes foi Vatteri Bottas, seguido por Kvyat. Na volta 14 foi a vez de Massa, que voltou na frente de Fernando Alonso na 11º posição.

O primeiro a deixar o GP do Bahrein foi Adrian Sutil com sua sofrida Sauber. Em disputa com complicada com a Marussia, o alemão levou a pior.

Quem diria Sebastian Vettel. O piloto recebeu aviso por rádio da equipe na volta 16 – Daniel is quicker than you – e foi ultrapassado por seu companheiro de equipe.

Isso que é corrida. Como ninguém atrapalhava o passeio da Mercedes no Sakhir, a briga entre os dois se tornou o melhor momento da prova. Ora Rosberg ultrapassa, na sequência, Hamilton dava o troco. Era uma boa briga. No final desse duelo Hamilton levou a melhor até ser chamado pela primeira vez aos boxes. Nico sentiu o gosto da liderança.

Na 20º volta o top-10: Rosberg, Hamilton, Bottas, Massa, Hulkenberg, Pérez, Alonso, Button, Raikkonen e Vettel.

Olha o inverso do GP da Malásia acontecendo no Bahrein. Na 21º volta, Bottas seguia na terceira posição, seguido de perto por Felipe Massa. A diferença era de 1s3. O brasileiro tirava 0s5 por volta. Uma briga sem rádio para interferir. Na 26º volta Felipe vence a disputa, mas só quando Bottas decide entrar nos boxes.

Contando 24 giros completos no Bahrein, apenas dois carros abandonaram a corrida: Sutil e Vergne.

Com 30º voltas completadas o top-10: Hamilton, Rosberg, Pérez, Hulkenberg, Button, Vettel, Raikkonen, Ricciardo, Bottas e Massa.

Falando da Ferrari, os carros vermelhos não conseguiam fazer mal a ninguém. Eram apenas coadjuvantes no Bahrein.

A surpresa, até então, eram os carros da Force India. Muito mais o mexicano Sergio Pérez do que se companheiro de equipe. Mas no geral, a equipe indiana vinha fazendo uma boa corrida.

O trenzinho estava bonito entre as voltas 30 e 34. Raikkonen tentava segurar Ricciardo, o driver da RBR passou. Kimi tentava segurar Bottas, também foi ultrapassado. Agora o finlandês tentava segurar Massa. Perdeu a disputa para o brasileiro. O F14T não lembra a Ferrari dos velhos tempos.

No giro 36º a disputa entre Bottas e Massa se repetia. Uma um ataque sem rádio no pé do ouvido. Tudo liberado. Uma briga válida pelo terceiro lugar. Três voltas depois, o brasileiro fez sua terceira e última parada nos boxes. Invertendo a estratégia da equipe.

O top-10 com 40º voltas completadas eram: Hamilton, Rosberg, Bottas, Massa, Pérez, Alonso, Hulkenberg, Button, Vettel e Maldonado.

Ninguém mais lembrava das Mercedes, que seguiam de forma absoluta faltando 17º voltas para o fim do GP do Bahrein. Só pra recordar nesse ponto da corrida. Hamilton era o ponteiro, e seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, o segundo colocado.

Acidente impressionante entre o “maldoso” Maldonado e Gutiérrez na volta 41. Na saída da curva dos boxes, o venezuelano jogou sua Lotus pra cima da Sauber, que capotou no traçado barenita. Deu para o mexicano ficar tonto.

Com o incidente, a entrada do carro de segurança foi obrigatória. Com isso, voltamos a enxergar os carros da Mercedes.

O top-10: Hamilton, Rosberg, Pérez, Hulkenberg, Button, Vettel, Ricciardo, Massa, Bottas e Alonso.

Os abandonos: Magnussen, Gutiérrez, Ericsson, Sutil e Vergne.

Saída do safety car e a corrida teve um novo recomeço no giro 47. Hamilton vs Rosberg, Pérez vs Hulkenberg.  Esses foram os duelos após o retorno.

Com sete voltas para o fim, a briga foi intensa. Eram duelos internos. Hamilton segurava a ponta, nas tentativas de Rosberg. Hulk seguia na cola de Pérez. Ricciardo dava um baile no tetracampeão Sebastian Vettel e Massa tentava segurar Valtteri Bottas. Sem vantagem para ninguém.

Acabou. Com a quadriculada final, o GP do Bahrein proporcionou duelos eletrizantes até o seu fim. Foram brigas intensas entre quatro equipes (Mercedes, Force India, Red Bull e Williams). Nessa disputa quem levou a melhor foi a Mercedes de Hamilton, que sofreu pra sustentar a ponta. Seu companheiro – Nico Rosberg – que chegou na segunda posição, não deu descanso ao campeão de 2008.

Na terceira posição, cruzou o carro da Force India guiado por Sergio Pérez. Aliás, os carros da equipe indiana mostraram um bom ritmo no Bahrein. Tanto que seus dois bólidos estavam lá no top-10. O brasileiro Felipe Massa, lutou até o final. Tinha um carro competitivo, aspirava até subir no pódio. Mas com a entrada do carro de segurança, o sonho de subir no pódio pela primeira vez no ano, foi prejudicada. Com as 57 voltas completadas, Massa foi apenas o sétimo a concluir a etapa do Bahrein.

GP do Bahrein

Rosberg comprova superioridade da Mercedes e vence em Melbourne

Por F1Team

A segunda colocação ficou com o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull. Um resultado de muita expressão para o jovem que acabou de chegar à escuderia austríaca. Para completar, ele ainda viu o seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, ter problemas e abandonar a corrida logo nas primeiras voltas.

Mas além de Rosberg e Ricciardo, quem chamou bastante a atenção foi o estreante Kevin Magnussen. Apontado como o novo Lewis Hamilton da McLaren, o dinamarquês igualou o feito do britânico na corrida de estreia, terminando a sua primeira prova na terceira colocação. Resultado este que comprova que o time de Ron Dennis fez a escolha certa ao resolver promover o garoto a posição de titular neste ano.

As decepções desta tarde em Melbourne ficaram por conta de Lewis Hamilton e Felipe Massa. O primeiro largou na pole position, mas parecia ter algo estranho no carro desde o primeiro minuto de prova. Assim, ao abrir a quarta volta, o britânico foi obrigado a abandonar a corrida por um problema no motor.

Já o caso de Felipe Massa foi diferente. O brasileiro largou bem e tentava ganhar posições na primeira curva, quando foi atropelado por Kamui Kobayashi, que vinha de trás e não conseguiu frear a tempo. Com uma batida forte, o japonês foi parar na caixa de brita, levando junto o piloto da Williams, que ficou visivelmente irritado com a irresponsabilidade do nipônico.

Se Felipe não teve muita sorte, o seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas tratou de mostrar que o carro da Williams é mesmo um dos melhores do grid. Mesmo tendo caído para a última colocação após ver seu pneu estourar, o finlandês teve uma excelente recuperação e ainda concluiu a prova em sexto. O resultado comprova que, caso tivessem uma corrida longe dos problemas, os bólidos do time de Grove estariam na disputa pelo pódio, sem dúvidas.

Na expectativa de se aproveitar do novo regulamento, a Ferrari conseguiu terminar a prova com seus dois pilotos na zona de pontuação. Fernando Alonso foi o quinto colocado, enquanto o seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, cruzou a linha de chegada na oitava posição.

Outro destaque do dia ficou para os carros da Toro Rosso, em especial para o estreante Daniil Kvyat. O russo não se intimidou com os rivais da principal categoria do automobilismo mundial e terminou na décima colocação, uma atrás de Jean-Éric Vergne.

A Lotus, como era de se esperar, teve mais um dia para ser esquecido. Depois de ter problemas em todos os treinos realizados neste ano, o time voltou a decepcionar e viu os seus dois pilotos, Romain Grosjean e Pastor Maldonado, abandonarem a corrida.

Largada em Melbourne foi agitada

Largada em Melbourne foi agitada

A corrida

A primeira corrida do ano começou de uma forma bem diferente do que estamos acostumados a ver. Quando os carros partiram para a volta de apresentação, a Marussia de Max Chilton ficou parada na pista e precisou ser removida para largar dos boxes. Quando os bólidos alinharam para a largada, foi a vez do carro de Jules Bianchi apagar, fazendo com que os pilotos dessem mais uma volta antes de começar a corrida.

Quando enfim as luzes se apagaram, o que chamou a atenção foi a largada de Nico Rosberg. O alemão, que havia partido em terceiro, pulou para primeiro antes mesmo da primeira curva, deixando para trás Lewis Hamilton e Daniel Ricciardo.

E foi também logo na curva 1 que surgiu o primeiro acidente do ano. Kamui Kobayashi, que havia começado muito bem, esqueceu de frear e simplesmente atropelou o carro de Felipe Massa. Com a batida, o japonês passou reto e foi parar na caixa de brita, levando junto o brasileiro, que vivia a expectativa de fazer uma grande corrida, mas acabou tendo que deixar a prova muito antes do esperado.

Massa foi parar na caixa de briga na primeira curva

Massa foi parar na caixa de briga na primeira curva

Desde os testes de inverno, todos imaginavam que teríamos vários abandonos durante a primeira corrida. Tudo isso por conta de falhas nos novos motores V6 Turbo da F1. E estas desistências durante a prova começaram logo na volta de número quatro. O pole position Hamilton, com problemas no motor, foi obrigado a ter que se retirar da corrida, o que não o deixou nem um pouco feliz.

Duas voltas depois foi a vez do tetracampeão mundial, Sebastian Vettel. Com problemas semelhantes ao apresentado pela Mercedes de Lewis, o alemão foi para os boxes e resolveu parar de vez.

Enquanto via os seus rivais terem problemas de desempenho, Valtteri Bottas não tomava conhecimento dos carros que estavam à sua frente e ia ganhando várias posições. Quando estava em sexto e já pressionava Fernando Alonso, o finlandês acelerou demais na saída de uma curva e tocou com a roda traseira direita no muro, furando-a.

Com pneu furado, o companheiro de Massa precisou “se arrastar” até os boxes. Ao deixar o pitlane, ele já havia caído para a última colocação, mas acabou dando sorte. Como sua roda havia quebrado na batida e ficou no meio da pista, o carro de segurança entrou, fazendo com que todos os carros ficassem colados mais uma vez.

Aproveitando a entrada do safety car, praticamente todo o pelotão que estava no top 10 entrou nos boxes para fazer a primeira parada. Assim, poucos ganharam posições, já que entraram na mesma volta.

Após a parada, a corrida começou a se desenrolar sem mais grandes problemas. Os pilotos enfim puderam acelerar forte buscando o melhor desempenho. Lá na frente, Nico Rosberg dominava prova, sem ser ameaçado por ninguém. Já na parte intermediária, quem mostrava um grande desempenho era Bottas, recuperando as posições perdidas após o pneu furado.

Magnussen estreou bem na F1

Magnussen estreou bem na F1

Quando nos aproximávamos da reta final da corrida, dois estreantes passaram a ser os destaques da corrida. Kevin Magnussen, da McLaren, e Daniil Kvyat, da Toro Rosso, mostravam um bom desempenho e já se encaminhavam para conquistar os primeiros pontos na categoria. Destaque maior para o primeiro, que estava na terceira colocação e colocava pressão sobre Daniel Ricciardo, o segundo colocado. Mesmo com toda pressão, as posições foram mantidas até o final.

E Nico Rosberg, soberano durante toda a corrida, não perdeu mais a ponta e cruzou a linha de chegada na primeira colocação. Destaque para a diferença para o segundo colocado, que foi de quase 25 segundos.

Confira o resultado da corrida:

GP da Austrália