Mundial de Handebol Feminino

Mundial de Handebol: Brasil cala torcida, derrota Sérvia e leva título inédito "Fotos"

A Seleção Brasileira de handebol conseguiu um dos maiores feitos esportivos do País em 2013. Neste domingo, mesmo jogando em Belgrado, contra a Sérvia, a equipe concretizou a campanha que surpreendeu o mundo, calou a torcida local e faturou o título do Mundial com uma vitória emocionante. Mais dominante, o Brasil precisou de raça para se superar no fim, vencer por 22 a 20 e entrar para a história em um esporte que tinha pouca tradição até agora.

Pelo Twitter, Dilma celebra feito do handebol: "mereceram nosso aplauso"

A presidente Dilma Rousseff parabenizou neste sábado a Seleção Brasileira de handebol feminino pela chegada à final do Campeonato Mundial, feito inédito na história da modalidade. Com a vitória na última sexta sobre a Dinamarca por 27 a 21, o Brasil se garantiu na decisão para enfrentar justamente a Sérvia, anfitriã do Campeonato Mundial.

Nas mensagens que emitiu hoje, Dilma lembrou o apoio estatal que o handebol recebe através de Banco do Brasil e Correios, com patrocínios que somados quechegam a R$ 9,4 milhões, em convênios recém-assinados.

Fonte: Terra Esportes

Brasil supera fantasma das quartas e vai à semifinal histórica no Mundial

Alexandra Nascimento é a artilheira do jogo com dez gols (Foto: AP)

Por Direto de Belgrado, Sérvia

O Brasil precisou bater na trave duas vezes para conseguir espantar o fantasma das quartas de final. Na tarde desta quarta-feira, na Arena Belgrado, a seleção brasileira feminina de handebol derrotou a Hungria por 33 a 31 e chegou às semifinais do Mundial da Sérvia, para fazer a melhor campanha da história da modalidade no país. Foram necessárias duas prorrogações e muito sofrimento. Mas a equipe verde e amarela superou os traumas de 2011, quando caiu diante da Espanha nas quartas do Mundial de São Paulo, e de 2012, em mais uma derrota nas quartas, dessa vez para a Noruega, nas Olimpíadas de Londres.

A artilheira do jogo foi a brasileira e melhor jogadora do mundo Alexandra Nascimento, com 10 gols anotados. Duda ainda fez outros seis para o Brasil. Com sete gols, Zsuzsanna Tomori foi a goleadora da Hungria. As adversárias das brasileiras na semifinal saem do confronto entre Dinamarca e Alemanha, jogo que acontece ainda nesta quarta. Na outra semi, a Polônia, que bateu a França, aguarda o vencedor de Sérvia e Noruega.

O JOGO: PRIMEIRO TEMPO

Ao contrário dos outros jogos, Brasil e Hungria conseguiram logo o gol. No primeiro ataque, as húngaras saíram na frente com Tomori, mas Alexandra empatou em tiro de sete metros, tudo isso antes do primeiro minuto. Alê, aos três, virou para 2 a 1. E com ela de novo, a seleção abriu dois gols, em novo sete metros. O Brasil conseguiu abrir 5 a 1, enquanto a Hungria tinha dificuldades para vencer a defesa verde e amarela. O segundo gol das europeias só veio aos nove, com Szusanszki. Mas Duda fez 6 a 2. Aos 15, o placar era de 7 a 4, com Babi bem no gol em um jogo equilibrado e nervoso.

Aos 17, a arbitragem penalizou a goleira Babi com dois minutos por não deixar a bola no chão quando a posse de ataque era das húngaras, retardando o jogo. Mayssa entrou em seu lugar, mas pisou em quadra antes da saída de uma jogadora de linha, e, por isso, o Brasil sofreu outra punição, ficando dois minutos sem duas jogadoras. Mesmo assim, Samira, no contra-ataque, abriu 9 a 5. Triscsuk diminuiu. E a arbitragem viu outra penalidade, agora por parte de Deonise, fazendo a seleção ficar 30 segundos com três a menos. Mesmo com desvantagem numérica, Mayssa pegou um sete metros de Gorbicz, mas a Hungria diminuiu para 9 a 8, com Tomori duas vezes. Até Duda voltar a marcar para a seleção: 10 a 8.

Em contra-ataque, aos 24, Samira fez 11 a 9 para a seleção. Do banco de reservas, Morten pedia paciência e foco, mesmo com as meninas reclamando muito da arbitragem. Ana Paula, em tiro de sete metros, voltou a colocar o Brasil com três gols de vantagem: 12 a 9. No minuto final, com gols de Redei e Szamoransky, o Brasil terminou na frente, mas a Hungria trouxe a diferença para apenas um gol: 12 a 11.

SEGUNDO TEMPO

O segundo tempo começou equilibrado. Nos primeiros cinco minutos, a Hungria conseguiu igualar em 16 a 16, mas Samira, na ponta, colocou a seleção de novo na frente. Anita Gorbicz, até então muito bem marcada, anotou seu primeiro gol e empatou de novo. Colocando pressão na seleção, as húngaras fizeram o Brasil errar bolas que até aquele momento não aconteciam, e virou o jogo com Gorbicz: 18 a 17, com Deonise sendo suspensa por dois minutos em seguida.

Aos 12, a Hungria abriu dois gols, fez 20 a 18, e dominava as ações, defendendo bem e atacando com velocidade. Duda descontou e voltou o jogo para um gol de prejuízo. Fernanda, em contra-ataque, um minuto depois, igualou em 20 a 20. Aos 16 minutos, a Hungria, com Redei e Szucsanszki, colocou as húngaras de novo com dois gols de frente: 22 a 20. Mas Alê apareceu segundos depois para diminuir. Aos 20, a seleção perdia por um gol, 23 a 22, e falhava no ataque quando não podia.

Nos últimos dez minutos, o técnico Morten Soubak perdeu a paciência com a arbitragem quando Duda, ao arremessar, foi derrubada, mas os árbitros mandaram seguir. Em seguida, no sete metros, Gorbicz outra vez venceu Mayssa e abriu dois gols, faltando sete para o fim: 24 a 22. Aos 25, Tomori manteve a Hungria à frente por dois gols, e o Brasil corria contra o tempo com Duda, que diminuiu, e Fernanda, que empatou: 25 a 25, faltando quatro minutos para o fim.

Com o placar em 26 a 25 para as húngaras, Alê empatou em tiro de sete metros. Faltando um minuto, o Brasil desperdiçou ataque e passou a posse da bola para a Hungria, que pediu tempo. A seleção conseguiu segurar o ataque rival até o cronômetro zerar. O árbitro marcou falta, e a Hungria teve a última chance para matar o jogo. Na cobrança, bola para fora e prorrogação.

PRORROGAÇÃO

Na prorrogação, na primeira bola de ataque, Deonise, sozinha, foi parada pela goleira Herr. No ataque seguinte, o Brasil também conseguiu defender bem. Com as defesas funcionando, o primeiro gol foi húngaro, aos dois minutos, com Kovacsics: 27 a 26. Assim terminou o primeiro tempo. Na segunda parte, Alê empatou em 27 a 27 com um minuto. Em tiro de sete metros, Gorbicz fez: 28 a 27. Szekeres, por falta em Dani Piedade, levou dois minutos de punição, mas Fernanda desperdiçou a chance de empatar em seguida. Deonise, em contra-ataque, empatou: 28 a 28. Alê, em bela trama com Deonise, virou: 29 a 28, faltando um minuto. A Hungria empatou e uma segunda prorrogação foi necessária.

Nela, Alê brilhou com um gol logo no início, fazendo 30 a 29 para o Brasil. Mayssa, em bela defesa, manteve a seleção na frente. Deonise, ao levar a terceira suspensão de dois minutos, foi expulsa automaticamente, e Cifra empatou: 30 a 30. No último tempo de cinco minutos, Duda sofreu sete metros aos dois minutos. Alê cobrou e colocou o a seleção de novo na frente: 31 a 30. Mayara, faltando 30 segundos, fez um gol sofrido, com a bola batendo na trave, nas costas da goleira e entrando: 32 a 30. A Hungria ainda diminuiu de novo, com Bulath, mas Samira fez 33 a 31 e confirmou a vitória espetacular e histórica do Brasil.

ESCALAÇÕES
Brasil: Babi; Dara, Alê, Duda, Deonise, Fernanda e Ana Paula. Entraram: Samira, Amanda, Mayara, Mayssa e Dani Piedade.
Hungria: Herr; Gorbicz, Szekeres, Zacsik, Tomori, Bulath e Bognar. Entraram: Szucsanszki, Triscsuk, Szamoransky, Kovacsics, Cifra e Redei.