Náutico 0x0 Santa Cruz

Náutico e Santa Cruz ficam no empate

Ficha do Jogo

Náutico 0
Tiago Cardoso; Sueliton, Breno Calixto, Phelipe Gabriel e Léo Carioca (Leílson, aos 9’ do 2ºT); Amaral, Jobson (Cal Rodrigues, aos 34’ do 2ºT), Giovanni (Diego Miranda, aos 35’ do 1ºT), Ávila e Erick; Alison. Técnico: Beto Campos.

Santa Cruz 0
Julio Cesar; Gabriel Vallés, Jaime, Bruno Silva e Tiago Costa; Wellington Cezar, Derley e João Paulo; Augusto (William Barbio, aos 15’ do 2ºT), André Luis (Júlio Sheik, aos 27’ do 2ºT)) e Halef Pitbull.Técnico: Givanildo Oliveira.

Local: Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata. Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO). Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Edson Antônio de Sousa (GO). Cartões amarelos: Gabriel Vallés, Tiago Costa e Jaime (S); Jobson, Breno Calixto, Cal Rodrigues e Suelinton (N). Público: 13.450. Renda: R$173.680,00.

Náutico e Santa Cruz empatam em clássico equilibrado

O atacante do Náutico, Marinho, é cercado por três jogadores do Santa Cruz. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem – Autor: Wladmir Paulino

O placar terminou 0x0 mas Náutico e Santa Cruz fizeram um jogo que honrou a tradição do Clássico das Emoções na tarde deste sábado (8), na Arena Pernambuco. O resultado igual terminou sendo justo ao que os dois times produziram mas não foi bom para o Santa, que perdeu a oportunidade de entrar no G4 da Série B pela segunda vez seguida. Os corais estão em sétimo, com 52 pontos, atrás de Boa, Atlético-GO e Avaí, todos com 53. Já o Náutico chegou aos 46 e está em 12º.

No posicionamento dos atletas, o Santa era mais ofensivo, mas na prática, na hora de executar, o Náutico não só igualou como foi mais perigoso nos primeiros minutos. Com o deslocamento de Bileu do meio para a lateral direita, Danilo Pires não jogou próximo a Sandro Manoel e sim pelo lado direito, da mesma maneira que atua quando Tony está em campo. Sandro ficou centralizado como único homem de proteção da zaga. Essa postura atrapalhou a saída de bola dos tricolores e facilitou a marcação timbu. Tanto que aos dois minutos, Marinho deu um chapéu em Renan Fonseca e concluiu para Tiago Cardoso desviar a escanteio.

A dificuldade do Santa era a linha de três meias – Danilo, Natan e Wescley muito longe do setor defensivo. Com isso, o time abusou da bola longa até o técnico Oliveira Canindé deslocar Bileu de volta para seu lugar de origem e Danilo ficar na direita. A mudança equilibrou o time visitante, porém as duas investidas perigosas saíram em jogadas individuais de Wescley. Na primeira, o camisa dez mandou para fora. Na segunda, Júlio César esticou o pé esquerdo para desviar.

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Na volta para o segundo tempo, o Náutico tentou acelerar a transição ofensiva. Conseguiu e só não marcou por causa da dobradinha Tiago Cardoso/falta de pontaria. Marinho  e Luiz Alberto pararam no goleiro e Cañete mandou por cima. O Santa Cruz, que poderia ter feito mais troca de posições entre seus jogadores do setor ofensivo. Como isso não aconteceu, Oliveira Canindé começou a mudar aos 11 minutos. O primeiro a sair foi Natan para entrada de Aílton. O pendurado Sandro Manoel deu lugar a Memo e Leo Gamalho cedeu o posto a Cassiano para tentar dar mais velocidade.

O ritmo do Santa não se alterou. Aliás, caiu de rendimento com o cansaço de Wescley e a boa marcação de Gastón Filgueira no lado esquerdo. o Tricolor só começou a chegar mais perto do gol nos dez minutos finais quando o Náutico caiu visivelmente de rendimento. Foi aí que o time da casa mostrou que também tem goleiro. Em chutes de Tiago Costa e Danilo Pires, Júlio César salvou o timbu da derrota.

Paredões
Júlio César e Tiago Cardoso mostraram, mais uma vez, o quanto seus times dependem de suas mãos. Cada um fez, pelo menos, duas defesas que impediram outro número diferente do zero aparecer no placar.

Sem moleza
Quem esperava o Náutico cabisbaixo e passivo enganou-se redondamente. O time vermelho e branco correu, suou a camisa e foi mais objetivo que seu adversário durante a maior parte do jogo. Prova de que o clássico é realmente mais do que um jogo de futebol.

Por cima
O zagueiro Luiz Alberto foi ao ataque e usou a cabeça para dar uma de garçom. Serviu Renato Chaves, que mandou por cima, e Gastón Filgueira, que chutou para fora.

O driblador
O jogo coletivo do Santa Cruz não apareceu como em outras oportunidades, por isso seu jogador mais habilidoso, Wescley, resolveu fazer tudo sozinho e teve as duas melhores oportunidades do primeiro tempo.

Abaixo
O jogo de muitas bolas longas do Santa prejudicou Leo Gamalho. Sem a mesma velocidade de seus companheiros de meio e ataque, o camisa 9 teve apenas uma boa chance no segundo tempo mas foi desarmado por Luiz Alberto na hora do chute.

Ficha do jogo:

Náutico: Júlio César; Neílson (David), Renato Chaves, Luiz Alberto e Gastón Filguera; João Ananias, Paulinho (Elicarlos), Cañete (Sassá) e Vinícius; Marinho e Crislan. Técnico: Dado Cavalcanti.

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Bileu, Renan Fonseca, Alemão e Tiago Costa; Sandro Manoel (Memo), Danilo Pires, Natan (Aílton) e Wescley; Keno e Léo Gamalho (Cassiano). Técnico: Oliveira Canindé.

Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata. Árbitro:  Marielson Alves Silva (Bahia). Assistentes:  Alessandro Rocha de Matos e Luiz Carlos Silva Teixeira (ambos da Bahia). Cartões amarelos: Vinícius, Cañete, Neílson, Memo, Alemão e Sandro Manoel. Expulsão: Renato Chaves.