náutico 1×0 Boa esporte

Náutico vence o Boa Esporte com gol no fim da partida

Longe de apresentar o seu melhor futebol na Série B deste ano, o Timbu sofreu com a defesa do Boa –  Pedro Galindo /Especial para o Diário

 A recuperação após a goleada sofrida contra o Luverdense não foi do jeito que a torcida e o próprio elenco alvirrubro imaginavam. Pelo contrário: longe de apresentar o futebol que já mostrou em seus melhores momentos na Série B, o Náutico sofreu para superar a marcação imposta pelo Boa Esporte. Com novas peças, enfrentou velhos problemas. Mas conseguiu sair de campo com uma importante vitória de 1 a 0, que alçou o Timbu aos 35 pontos – apenas três abaixo do líder Vitória.

Bem que os jogadores do Náutico disseram que o revés de Lucas do Rio Verde havia ficado no passado. Foi isso que eles tentaram demonstrar desde o primeiro apito do juiz na Arena Pernambuco. Mas essa determinação mais parecia uma certa afobação em abrir logo o placar. Talvez por isso o Timbu teve, nos minutos iniciais, dificuldades em se impor e articular as jogadas, como costuma fazer em seus bons momentos. E enquanto o Alvirrubro esbarrava em suas próprias falhas, o Boa jogava atento, no erro dos donos da casa.

Apesar de se comportar de maneira inteligente em campo, as limitações da equipe mineira logo começaram a aparecer. Os visitantes até deram boas escapadas em contra-ataque, mas também não conseguiam concatenar bem as suas investidas ofensivas. O Náutico, então, começou a criar suas oportunidades. Não sem sofrer um grande susto: pouco antes dos 20 minutos, Rafael Pereira teve que salvar uma bola em cima da linha, num lance em que o Boa tentou três vezes mas não marcou. Por pouco, não saiu o primeiro gol do jogo.

E a conclusão?
O sobressalto serviu para acordar os alvirrubros, que começaram a criar boas tramas. O que faltou foi um maior poder de definição. Em muitas das oportunidades que tiveram de finalizar, quando não preferiram o passe, os atacantes do Náutico concluíram mal. Daniel Morais, estreando na Arena, prendia bem a bola quando acionado. Dava sequência aos lances, mas não teve nenhuma chance real de finalização com os pés. A sua melhor tentativa foi de cabeça, quando recebeu cruzamento de Gastón e girou todo o corpo para desviar bonito. Assim, ele quase abriu o placar. Mas apesar de boas jogadas dos dois lados, o primeiro tempo terminou no zero.

O Náutico voltou para o segundo tempo mostrando o mesmo problema que ficou claro nos primeiros 45 minutos – e que já vinha aparecendo em partidas anteriores: a incapacidade de definir os lances com perigo real. Com as mexidas promovidas por Lisca, o Timbu teve um bom volume de jogo e levou perigo. Só não conseguiu ameaçar o goleiro do time mineiro. Cercou a grande área dos mineiros durante quase toda a etapa final, mas não achava o espaço para finalizar. Para arrancar a vitória, restou apenas a alternativa de partir para o “abafa”. Que deu resultado: já após o fim do tempo regulamentar, o zagueiro Rafael Pereira recebeu cruzamento e desviou para o fundo do gol, sacramentando a vitória alvirrubra.

Ficha do jogo

Náutico 1
Júlio César; Lucas Farias, Rafael Pereira, Fabiano Eller e Gaston; João Ananias, Willian Magrão, Marino (Bérgson) e Rogerinho; Douglas e Daniel Morais (Hiltinho). Técnico: Lisca.

Boa Esporte 0
Andrey; Léo, Raphael Silva, Éverton Sena e Pirão (Hugo); Gabriel Dias, Alê, Leonardo (Jonatas Paulista) e Clébson; Felipe Alves e Tadeu. Técnico: Nêdo Xavier.

Estádio: Arena Pernambuco, em São Lourenço.
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE). Assistentes: Victor Oliveira Cruz e Daniel Vidal Pimentel (ambos de SE).
Cartões amarelos: Fabiano Eller, Gastón (Náutico); Clébson, Leonardo, Léo (Boa).
Gol: Rafael Pereira, aos 45’ do 2º T.
Cartão vermelho: Léo (Boa)
Público: 4.479.
Renda: R$ 68.865.