Náutico 1×1 Ponte Preta

Sem objetivos na Série B, Náutico segura Ponte Preta na Arena e evita primeiro título dos paulistas

 Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco

A partida na Arena Pernambuco neste sábado só valia para a Ponte Preta. Talvez por isso a torcida alvirrubra assistiu a partida. Só se manifestou na hora do gol de Vinícius. Durante 90 minutos, os torcedores paulistas comandaram o som da Arena Pernambuco, mas não foram recompensados. O empate em 1 a 1 não foi o necessário para garantir o título e a ajuda do Oeste, que venceu o Joinville, não adiantou de nada. Para o Náutico, a despedida da Série B foi surpreendente, já que os atletas que realizaram greve jogaram mais do que o esperado e jogaram o bastante para garantir mais um ponto e terminar a competição em 12ª colocação.

A Ponte Preta queria o título da Série B e partiu para cima. Porém, as chances não se concretizaram. O castigo por não ter se aplicado tão bem veio à galope e de onde se menos esperava. E uma bola despretensiosa, Vinícius chutou de fora da área e marcou um gol inesperado. Uma finalização sem tanta força, mas com efeito e que quicou antes de balançar as redes. O suficiente para enganar Roberto e abrir o placar para o Timbu.

Era esperado que a Macaca respondesse à altura, mas não foi isso que ocorreu em um primeiro momento. O time de Campinas esbarrou na boa marcação alvirrubra no meio de campo e também na sua limitação. Nem parecia que realmente pensava em título. Apesar de depender da derrota do Joinville, o futebol mostrado pelos paulistas decepcionou os cerca de 100 torcedores que comparecem a Arena Pernambuco. O Timbu não criou muitas chances no primeiro tempo, mas em um único lance Bruno Furlan e Marinho desperdiçaram a oportunidade de ampliar.

Segunda etapa totalmente diferente

Ainda sem saber que o Joinville seguia empatando fora de casa contra o Oeste, a Ponte Preta não esperou por boas notícias e partiu para cima. Acuando o Náutico no início do segundo tempo, a Macaca perdeu duas chances claras e em uma delas colocou uma bola na trave em um chute de Cafu, que havia acabado de entrar na partida. Porém, não demorou para o gol de empate sair.

No embalo da torcida, que já havia anunciado o gol do Oeste sobre o Joinville, resultado que daria o título a Ponte em caso de vitória dos paulistas, a Macaca conseguiu a igualdade do placar aos . Em um lance difícil para a arbitragem, Renato Cajá deixou Roni na cara do gol e ele não perdoou. Júlio César amorteceu a bola, mas ela nem encostou nas redes, já que após cruzar a linha do gol William Alves chutou para longe. A arbitragem titubeou, mas confirmou o gol dos paulistas.

A partir daí a pressão foi sem precedentes. O Náutico só teve uma chance de desempatar a partida, mas Bruno Furlan, sozinho, cabeceou para fora. Investindo em lancamentos e e buscando Alexandro em todos os momentos, a Ponte pressionou como pôde. O Timbu ainda respondeu em lances isolados, mas a Ponte teve duas chances de ouro, mas não soube aproveitá-las. Em uma Júlio César evitou o gol, na outra Adrianinho se enrolou com a bola. O bastante para que a partida terminasse empatada e o sonho do primeiro título da sua história não se tornasse realidade.

Ficha do Jogo

Náutico 1
Júlio César; David, Luiz Alberto, William Alves e Gaston Filgueira; João Ananias, Paulinho, Vinícius e Guilherme (Vitor Michels, aos 301 do 2ºT); Bruno Furlan (Leleu, aos 23’ do 1ºT) e Marinho (Raí, aos 34’ do 2ºT).

Ponte Preta 1
Roberto; Jeferson, Tiago Alves, Gilvan e Bryan; Adilson Goiano, Juninho, Renato Cajá (Thomás, as 25’ do 1º T) e Roni (Adrianinho, aos 32’ do 2º T); Rafael Costa (Cafu) e Alexandro.

Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (Asp Fifa-PR).
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA)
Gols: Vinícius (aos 13’ do 2º T) (NAU); Roni (aos 15’ do 2ºT) (PON)
Cartões amarelos: Adilson Goiano, Jeferson e Bryan (PON); Vinícius, David e Marinho (NAU)
Cartão vermelho: Bryan (PON)
Público: 2.312