PE 2015

Santa Cruz é dominado pelo Serra Talhada e perde por 3×0

Autor: Wladmir Paulino

Sem conseguir se adaptar às condições do jogo, com pouca mobilidade e cedendo espaço aos contra-ataques seria difícil o Santa Cruz sair de Serra Talhada com outro resultado que não fosse a derrota. E assim se fez. Em nenhum momento o tricolor conseguiu mostrar superioridade ao Serra Talhada e caiu por 3×0 no Nildo Pereira, em Serra Talhada, mesmo revés sofrido para o Sport na semana passada que mantém o time sem pontos e sem marcar gols no hexagonal final do Cameponato Pernambucano 2015. Já o Cangaceiro recuperou-se da derrota para o Central e marcou seus primeiros três pontos.

Nem Serra Talhada nem Santa Cruz entraram em campo para esperar o outro jogar para contra-atacar. Como ambos precisavam vencer partiram para cima e pouco se importaram com o gramado do Pereirão. Talvez por isso os zagueiros estiveram mais expostos ao erro. Anderson e Danny Moraes foram os dois que quase entregaram o ouro. O primeiro aos sete minutos ainda teve tempo para recuperar e mandar a escanteio antes da chegada de Bruno Mineiro. Danny cortou nos pés de Bebeto, que devolveu a gentileza ao chutar em cima de Bruno, aos 11.

Taticamente os dois times estavam bem parecidos, com um jogador de referência e um trio vindo de trás para dar o suporte. O jogo manteve-se rigorosamente equilibrado até João Carlos arrancar pela direita com facilidade e cruzar rasteiro para Júnior Juazeiro completar quase dentro do gol. Justamente depois de o Santa tomar o revés, Nielson Nogueira determinou uma parada para hidratação. Ricardinho pediu mais disposição mas não adiantou. Aos 36, Júnior Juazeiro arrancou do meio para o lado direito, recebeu dentro da área e chutou cruzado. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Depois do segundo, o Cangaceiro recuou e deu espaço para o Santa ter mais posse de bola. E ficou apenas na posse, pois o tricolor finalizou pouco e normalmente errando a pontaria.

Na volta para o segundo tempo o tricolor veio de Renatinho e Williams Luz nos lugares de Leo Veloso e Thiaguinho. O Serra Talhada veio com seus atacantes fazendo papel de volantes e deu espaço. Mesmo assim, o time do Arruda não soube explorar os lados do campo, tanto que só o fez com qualidade uma vez quando Biteco deixou Anderson Aquino de frente para o gol mas o chute foi por cima do travessão. Os donos da casa exploraram a velocidade, principalmente pelo seu lado direito do campo, o menos ondulado e a toda hora dava o recado de que poderia complicar ainda mais a situação dos corais.

O Santa só veio dar susto mesmo aos 27 minutos, quando Anderson Aquino pegou a sobra de um escanteio e cruzou para Bruno Mineiro cabecear. Ramon estava pouco à frente da linha fatal e afastou, também de cabeça. Na saída para o contra-ataque do Serra, Pedro Maicon tentou encobrir Bruno, que tirou de ponta de dedo. A segunda tentativa não deu. O Cangaceiro veio com três jogadores e um quarto vindo de trás. Paulinho Mossoró lançou João Carlos pela esquerda, que ainda driblou Bruno antes de cruzar para Cleitinho entrar com bola e tudo. Nos acréscimos, Anderson Aquino acertou a trave cobrando falta e Everton Sena soltou uma bomba da pequena área para grande defesa de Gleibson. Foi muito pouco para quem disputa um Estadual sempre brigando pelo título.

GRAMADO
Entra ano, sai ano e o gramado do Nildo Pereira não perde as ondulações. Até o time da casa, que tanto treina lá sofreu como bem provam as duas pixotadas do zagueiro Andson. Na primeira ele conseguiu se recuperar. Na segunda, teve a proteção do goleiro Gleibson.

MATADOR
Júnior Juazeiro mostrou duas das principais características que um centroavante precisa para ser feliz: bom posicionamento e leitura de jogo. No primeiro gol, estava no meio da área para esperar o cruzamento, por isso, mesmo com a bola quicando, conseguiu entrar quase com bola e tudo. No segundo, deslocou-se do meio para a direita. Recebeu livre e chutou rasteiro.

NÃO VOU ME ADAPTAR
Num gramado ruim o Santa Cruz insistia no jogo pelo meio. O Serra usou bem os dois lados e além de não sofrer com investidas do rival, criou boas situações. No segundo tempo, Renatinho entrou para dar mais ofensividade pelo lado esquerdo mas não conseguiu.

MEIA-BOCA
Além de não se adaptar às condições de jogo, o Santa Cruz também não teve a mesma disposição que o adversário. Na parada técnica o técnico Ricardinho reclamou: “Estamos meia-boca”. O goleiro Bruno foi mais além: “Não ganhamos uma dividida’.

Ficha do jogo:

Serra Talhada: Gleibson; João Carlos, Andson, Alisson e Leo Carioca; Luciano Totó, Diogo, Ramon e Paulinho Mossoró (Jonny); Júnior Juazeiro (Pedro Maicon) e Bebeto (Cleitinho). Técnico: Cícero Monteiro.

Santa Cruz: Bruno; Moisés, Everton Sena, Danny Morais e Leo Veloso (Renatinho); Edson Sitta, Bileu (Gláucio), Guilherme Biteco e Thiaguinho (Williams Luz); Anderson Aquino e Bruno Mineiro. Técnico: Ricardinho.

Local: Nildo Pereira, em Serra Talhada. Árbitro: Nielson Nogueira Dias. Assistentes: Albert Junior e Karla Cavalcanti. Gols: Júnior Juazeiro, aos 21 e 36 minutos do primeiro tempo. Cleitinho, aos 35 do segundo. Cartões amarelos: Luciano Totó, Andson, Thiaguinho e Anderson Aquino.

Sport x Náutico fazem clássico na Arena Pernambuco

Por: Assessoria FPF Foto: Marlon Costa/FPF

Sport x Náutico reeditarão a final do Campeonato Pernambucano do ano passado, neste domingo (8), às 18h30, na Arena Pernambuco. O Clássico dos Clássicos, com mando de campo do Leão, é válido pela segunda rodada do hexagonal do título.

Na estreia, os rubro-negros ganharão do Santa Cruz por 3×0, no Estádio do Arruda, e o Timbu empatou por 0x0 com o Salgueiro. O Sport lidera o Estadual e o Náutico está no terceiro lugar.

Na final de 2014, o Leão ganhou do Timbu por 1×0 e conquistou o título do Centésimo Pernambucano da história.

O técnico Eduardo Baptista espera que o time não diminua o ritmo durante a partida, diferente do que ocorreu no duelo contra o Sampaio Corrêa. “O que tem de mudar é a nossa postura. Independente de quem eu escolha, a postura tem de ser diferente. O jogo de domingo é um clássico e precisamos entrar ligados”, afirmou o comandante.

Já o técnico do Náutico, Moacir Júnior, confia na evolução da equipe. “São garotos que tem potencial, são jóias que precisam ser lapidadas e eles estão tendo a oportunidade de suas vidas. Faz parte da filosofia da diretoria trabalhar com os garotos e acredito que com o tempo eles irão evoluir bastante”, comentou o treinador.

Ingressos

Confira os pontos de vendas dos ingressos:

Sócios

Bilheteria Social do Sport: quinta-feira (05/02) a sábado (07/02) das 9h às 18h e domingo (08/02) das 8h às 12h.

Secretaria do Náutico: quinta-feira (05/02) das 9h às 18h, sexta-feira (06/02) das 8h às 18h e sábado (07/02) das 8h às 12h.

Bilheteria da Itaipava Arena Pernambuco: domingo (08/02) das 15h30 às 19h45.

Público geral

Internet (www.itaipavaarenapernambuco.com.br): Das 9h desta quinta (05/02) às 16h do domingo (08/02).

Bilheteria do Clube Náutico (Rua da Angustura): quinta-feira (05/02) das 9h às 18h, sexta-feira (06/02) das 8h às 18h e sábado (07/02) das 8h às 12h.

Bilheteria do Arco Sport: quinta-feira (05/02) a sábado (07/02) das 9h às 18h e domingo (08/02) das 8h às 12h.

Lojas Water (Shopping Recife e Plaza Shopping): quinta-feira (05/02) das 12h às 22h, sexta-feira (06/02) das 9h às 22h e sábado (07/02) das 9h às 22h.

PE Retrô (Tacaruna e RioMar): quinta-feira (05/02) das 12h às 22h, sexta-feira (06/02) das 9h às 22h e sábado (07/02) das 9h às 22h.

Carol Esportes: quinta-feira (05/02) das 12h às 18h, sexta-feira (06/02) das 8h às 18h e sábado (07/02) das 8h às 12h.

Futebol do Brasil: quinta-feira (05/02) das 12h às 18h, sexta-feira (06/02) das 8h às 18h e sábado (07/02) das 8h às 12h.

Bilheteria da Itaipava Arena Pernambuco: domingo (08/02) das 15h30 às 19h45.

Sport usa precisão para vencer o Santa Cruz na estreia

Autor: Thiago Wagner Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Dentro de campo o Sport não mostrou em campo aquele favoritismo que se esperava antes da estreia do Pernambucano. Foi um time lento e até mostrou certa sonolência para emplacar algumas jogadas. Só que o Leão não foi apontado como favorito do Estadual por acaso. Dentro de campo, os rubro-negros souberam ser precisos e venceram por 3×0 um Santa Cruz que se mostrou veloz e até surpreendeu um pouco por conseguir equilibrar o clássico deste sábado, no Arruda, pela primeira rodada do Hexagonal do Título. Danilo e Élber, duas vezes, foram os carrascos corais no campo. Um placar que se não torna os comandados de Eduardo Baptista ainda mais favoritos pelo futebol apresentado, pelo menos dá moral por bater o rival histórico.

Difícil poderia ser uma boa palavra para definir o que foi o clássico tamanha a falta de chances criadas pelas duas equipes. Foi a típica partida em que o torcedor correu o risco de cochilar caso estivesse vendo pela televisão, principalmente no primeiro tempo. Se algum torcedor deixou de ir para alguma prévia deste sábado, provavelmente se arrependeu depois de sair do estádio por conta do baixo nível das duas equipes.

Santa e Sport foram responsáveis diretos pelo mau futebol. O Leão até demonstrou um melhor conjunto e toque de bola, mas foi muito lento no gramado. Parecia uma equipe com preguiça de chegar ao ataque. As principais investidas vieram pelos lados do campo, mas sem muito sucesso.

No caso do Tricolor, faltou justamente o entrosamento que sobrou nos rubro-negros. Os corais até impuseram maior velocidade no gramado, mas pecaram nos passes e na hora de decidir. Além disso, por conta da falta de conjunto, ficaram muito atrás mais precavidos. Assim, as melhores chances foram de lançamentos em contra-ataques. Waldison recebeu a bola em duas oportunidades e perdeu a oportunidade na cara de Magrão. Na primeira foi desarmado por Renê, enquanto que na segunda chutou errado.

Emoção mesmo só no segundo tempo, quando as duas equipes se ligaram mais no jogo. O Santa novamente apostou na velocidade e até levou perigo, mas quem chegou mesmo ao gol foi o Sport com Danilo, em cobrança de pênalti, aos 17 minutos. A vantagem até certo ponto parecia injusta pelo sono rubro-negro no campo, mas quem disse que futebol é uma questão de justiça? Além disso, o Leão teve o mérito de aproveitar melhor as chances que teve, como foi o caso do segundo gol, marcado por Élber, aos 24, na primeira vez em que os leoninos impuseram um ritmo mais elevado no ataque.

Além dos gols, ainda sobrou tempo para o clima esquentar um pouco no segundo tempo do clássico. Joelinton e Alemão se estranharam e acabaram expulsos da partida. Mas se tivessem ficado em campo não teriam perdido muito já que o Sport apenas administrou a vantagem que tinha no placar. Apenas esperou o apito final.

FICHA DA PARTIDA – SANTA CRUZ 0X3 SPORT

Santa Cruz: Bruno; Moisés, Alemão, Danny Morais e Léo Veloso; Bileu, Edson Sitta, Pedro Castro (Renatinho) e Thiaguinho (Raniel); Waldison e Betinho (Bruno Mineiro). Técnico: Ricardinho.

Sport: Magrão; Alex Silva, Páscoa, Durval e Renê; Rithely (Ronaldo), Mancha (Neto Moura) e Danilo; Régis (Wendel), Élber e Joelinton. Técnico: Eduardo Baptista.

Pernambucano (1ª rodada). Local: Arruda. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique. Auxiliares: Fernanda Colombo e Clóvis Amaral. Gols: Danilo (SPT) aos 17 e Élber (SPT) aos 24 e 42 minutos do segundo tempo. Amarelos: Bileu (SC), Renê (SPT), Moisés (SC), Rithely (SPT) e Magrão (SPT). Vermelhos: Alemão (SC) e Joelinton (SPT).

Ricardinho é apresentado e vê Santa Cruz como grande desafio da carreira

Autor: Matheus Albino

Foto: Rodrigo Carvalho/JC Imagem

O Santa Cruz apresentou oficialmente no final da tarde desta segunda-feira, no auditório do Arruda, o técnico Ricardinho para comandar o time na temporada 2015. Ele foi apresentado ao lado do gerente de futebol, Ataíde Macedo, do vice-presidente Constantino Junior e do ex-presidente Rodolfo Aguiar.

Nas primeiras palavras o jovem treinador   falou sobre os desafios de comandar um time que terá apenas duas competições para disputar e fez elogios à torcida coral. Ricardinho acredita que o Santa será o grande desafio de sua breve carreira como técnico. “Este será um dos grandes desafios nestes meus quatro anos de  carreira. Quem trabalha no futebol sempre  busca desafios e num time grande tem que ser assim. Hoje sou ainda um ex-jogador que virou técnico e espero um dia ser um treinador que já foi jogador”, disse. “O Santa tem uma torcida apaixonada e participativa e que faz a diferença em campo”, completou.

Quando perguntado sobre a ausência do timena Copa do Brasil e no Nordestão, o técnico disse que o time terá responsabilidade maior no Estadual e na Série B por ter um calendário mais ‘enxuto’ em relação aos rivais. “Como não vamos ter duas ou três competições com jogos em datas próximas vamos ter mais tempo para trabalhar e assim poderemos ter mais êxito nas que iremos disputar”, acredita.

Aos 38 anos, Ricardo Luiz Pozzi Rodrígues, irá comandar o seu quarto  clube, sendo o segundo do Nordeste. Em 2013 passou pelo Ceará. Se a carreira de treinador ainda está nos primeiros passos a de jogador foi bastante vitoriosa. No Corinthians o ex-meia conquistou os principais títulos da carreira – Campeonato Mundial de Clubes da FIFA (2000); Campeonato Brasileiro (1998 e 1999); Copa do Brasil (2002); Campeonato Paulista (1999 e 2001) e Torneio Rio-São Paulo (2002).

O Paraná também foi marcante na vida do ex-meia, já que foi no Tricolor de Curitiba que ele iniciou as carreiras de jogador e, depois, técnico. No entanto a sua maior conquista foi o pentacampeonato mundial com a Seleção Brasileira em 2002. O contrato do novo técnico vai até o final de 2015.