Qatar 2015

Em confronto intenso, França supera Catar e fatura Mundial pela quinta vez

Por Direto de Lusail, Catar

Mesmo com nove jogadores naturalizados e sob comando de Valero Rivera, campeão mundial em 2013 pela Espanha, a seleção do Catar não conseguiu superar a tradição do handebol francês na decisão do Mundial do Catar. À frente por praticamente todo o duelo disputado neste domingo, no Lusail Hall, a França, atual campeã europeia e bicampeã olímpica, segurou o ímpeto dos anfitriões, venceu por 25 a 22 e conquistou pela quinta vez o Mundial (1995, 2001, 2009, 2011 e agora 2015). Depois de um segundo tempo bastante pegado, com as duas defesas trabalhando muito forte, os atuais campeões asiáticos se contentaram com o vice-campeonato diante dos próprios torcedores – foi a primeira medalha de um país não europeu na história do torneio – e também festejaram ao fim do jogo.

A França tem dois motivos para comemorar. Além do pentacampeonato mundial, a equipe garantiu um lugar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 com a conquista do título neste domingo. Os franceses se juntam ao Brasil, que já tem a vaga por ser o país-sede das Olimpíadas. Resta definir as outras 10 seleções que vão participar do evento (uma das Américas, uma da Europa, uma da África, uma da Ásia e seis provenientes de três Pré-Olímpicos internacionais).

França é campeã do Mundial do Catar (Foto: EFE)
França celebra o quinto título mundial de handebol (Foto: EFE)

Pelo lado francês, Nikola Karabatic, eleito o melhor jogador do mundo em 2007, foi quem mais balançou a rede (5 vezes) na final. O maior goleador do jogo, porém, foi o sérvio naturalizado catari Zarko Markovic, com sete gols. Ele inclusive foi o vice-artilheiro do Mundial do Catar, anotando 67 gols – o esloveno Dragan Gajic marcou 71. O goleiro Thierry Omeyer e o capitão dos Bleus, Jérôme Fernandez, se tornaram os primeiros jogadores tetracampeões mundiais.

Mais cedo, também no Lusail Hall, a Polônia conquistou a medalha de bronze do Mundial do Catar. Na disputa do 3º lugar contra a Espanha, os poloneses forçaram a prorrogação com um gol nos últimos segundos do tempo regulamentar e então bateram os campeões mundiais de 2013, por 29 a 28.

O jogo

Desde o primeiro segundo de jogo, as torcidas do Catar e da França fizeram um barulho ensurdecedor no Lusail Hall. Os primeiros a comemorarem foram os torcedores da equipe da casa, no gol de Benali e no pênalti defendido por Stojanovic. Passados mais de três minutos de jogo, Nyokas empatou a partida, levantando os adeptos da França, que gritaram com a mesma intensidade que os cataris.

handebol nikola karabatic frança catar mundial (Foto: EFE)
Com cinco gols, Karabatic foi o artilheiro da França na final. Markovic fez sete para o Catar (Foto: EFE)

Dentro de quadra, a arbitragem tratou de impedir qualquer crítica em relação a estar ajudando o time da casa. Nas semifinais, os poloneses se revoltaram com os árbitros, que distribuíram cinco vezes a punição de dois minutos contra os europeus e apenas uma contra o Catar.

Agora na final contra a França, a seleção do Catar foi quem sofreu. Pelas sucessivas faltas, o catari Mabrouk levou duas vezes os dois minutos. Depois foi a vez de Capote. Com a vantagem numérica em quadra, os franceses pularam à frente por 9 a 5, com direito a três gols de Nikola Karabatic, o melhor jogador do mundo de 2007. E só não abriram mais gols de frente por conta das defesas de Saric, titular da meta catari. Apenas aos 25 minutos de jogo é que a França foi ter seu primeiro jogador suspenso por dois minutos. E justamente o camisa 13.

Se os franceses chegaram a estar à frente por seis gols (13 a 7), a vantagem diminuiu para 13 a 10 até o retorno de Nikola Karabatic à quadra. A estrela dos Bleus já voltou balançando pela quinta vez a rede de Saric e guiando os Bleus à vitória parcial de 14 a 11 no primeiro tempo. No último lance da etapa, Saric impediu o que seria um belo gol de Porte, numa ponte aérea com Mahe.

O segundo tempo começou quente, com o Catar encostando no placar após dois gols de Mallash. Os franceses ainda se mantinham à frente, apesar do melhor momento dos cataris. O jogo pegou fogo aos sete minutos, quando Nikola e Mabrouk se desentenderam em quadra por causa da marcação apertada do camisa 4. No lance seguinte, Capote tomou pela segunda vez dois minutos de suspensão. No banco, Vidal e Mallash aplaudiam ironicamente a arbitragem, sendo preciso que Valero Rivera interviesse dando uma bronca nos dois pela atitude (18 a 15).

handebol mallash luka karabatic catar frança mundial (Foto: EFE)
Partida no segundo tempo foi marcada pela forte marcação das duas seleções (Foto: EFE)

Os cataris ganharam força após a confusão e voltaram a estar a um gol do empate (18 a 17). A cada gol dos anfitriões e a cada defesa de Saric, a torcida local ia à loucura. Os fãs franceses buscavam responder da mesma maneira, comemorando também as defesas de Omeyer, enquanto os Bleus mantinham pelo menos um gol de vantagem no jogo.

Faltando cinco minutos minutos para o fim da partida, a França tinha três gols de frente (24 a 21). Arremessando de longe, como se destacou durante toda a partida, Capote marcou o sexto gol dele no jogo, diminuindo o placar para o Catar. Mas, por mais que os cataris tentassem, a França sempre tinha uma carta na manga.

Nesse final, assim como nas semifinais contra a Espanha, brilhou a estrela do goleiro Omeyer, pegando um tiro curto de Al-Karbi a um minuto e meio do apito final (25 a 22). Porte ainda fez a festa dos torcedores ao correr na defesa e impedir um último gol catari. A partir daí foi só esperar o cronômetro chegar ao final para os jogadores da França comemorarem o pentacampeonato mundial. Nikola Karabatic ainda resolveu provocar os adversários lhes entregando a bola nos últimos segundos.

Brasil faz jogo duro contra Croácia, mas é eliminado por apenas um gol

Por Direto de Doha, Catar

O Brasil mostrou em quadra que poderia ter vencido a Croácia, campeã mundial de 2003 e bicampeã olímpica (Atlanta 1996 e Atenas 2004). Mas chegou ao fim, neste domingo, a participação da equipe no Mundial do Catar. Pelas oitavas de final, no Al Sadd Hall, em Doha, a seleção fez um primeiro tempo brilhante, inclusive indo para o intervalo em vantagem (15 a 13). Depois de um apagão no começo da segunda etapa, os brasileiros voltaram a fazer jogo duro com os croatas, tiveram chance de vitória até os últimos minutos, mas acabaram perdendo no detalhe: 26 a 25 para os europeus. Assim como aconteceu há dois anos, na Espanha, a equipe cai nas oitavas de final e por apenas um gol. Como foi o pior entre os eliminados nesta fase, a seleção ficou com a 16ª colocação no Catar – fora 13ª em 2011. Agora a Croácia vai enfrentar nas quartas de final o vencedor do duelo desta segunda-feira entre Polônia e Suécia.

A eliminação também teve um gosto mais amargo para Thiagus e Valadão. Neste domingo, os armadores completaram, respectivamente, 26 e 24 anos de vida e não ganharam de presente uma vitória da seleção.

– O Brasil sai muito triste, pois foi por um gol e por uma bola. Mas deu para sentir que estamos no caminho certo e dá para brigar nos próximos campeonatos. Nós jogamos de igual para igual contra a Espanha, Croácia e as melhores seleções do mundo. A saída dos nossos jogadores para a Europa é um dos motivos da nossa melhora no cenário mundial – comentou Thiagus.

Brasil x Croácia Mundial handebol (Foto: Wander Roberto/CBHb)
Brasileiros lamentam derrota e eliminação diante da Croácia, no Catar (Foto: Wander Roberto/CBHb)

Mesmo com os últimos quatro jogos das oitavas de final programados para esta segunda-feira, o Brasil já sabe que vai terminar a competição na 16ª colocação. Isso porque teve o pior aproveitamento dentre os classificados da primeira fase, com os quatro pontos conquistados em cima das vitórias sobre Belarus e Chile. O time perdeu para Catar, Espanha e Eslovênia.

Em 2013, na Espanha, a seleção ganhou três jogos na fase de grupos, caiu diante da Rússia por 27 a 26 e ficou com a 13ª posição, a melhor de sua história.

O jogo

O primeiro gol da Croácia já mostrou o que seria uma das dificuldades do Brasil na partida: a altura dos croatas. Do alto dos seus 2,10m, o gigante Kopljar, o maior jogador do Mundial, acertou o gol com um arremesso de longe.

No ataque, a seleção, como prometido pelos jogadores, trabalhava a bola com paciência, sempre passando pelas mãos de Zeba, o capitão do time. Era uma forma de tentar cansar a linha defensiva rival, que contava com Kopljar (2,10m), Vori (2,03m), Gojun (2,04m) e Musa (2,00m). Num primeiro momento, depois de João fazer o primeiro gol do Brasil, a seleção foi prejudicada pela própria demora na recomposição defensiva. A vantagem croata chegou a ser de 4 a 1 logo nos primeiros cinco minutos de jogo. Mas Zeba e Borges marcaram, e a partir daí ficava faltando só acertar o último passe para gol do empate.

Minutos depois de Cupic, o artilheiro da Croácia (28 gols na primeira fase), acertar um pênalti na trave e após Bombom aparecer pela primeira vez com uma bela defesa, Thiagus deixou o placar empatado em 8 a 8, quase na metade do primeiro tempo. Para euforia dos brasileiros, João surgiu no miolo da defesa croata e pôs a seleção em vantagem no lance seguinte (9 a 8).

A liderança brasileira não durou nem um minuto. A Croácia virou rapidamente, mas há muito tempo não conseguia penetrar mais com tanta facilidade na defesa 5-1 do Brasil. Apesar do pênalti perdido por Zeba, a seleção cumpria seu dever no ataque, conseguindo os gols após muita movimentação. O grupo foi novamente recompensado com a frente no marcador, que veio logo após um pênalti cobrado por Horvat e salvo por Rick. João fez 13 a 12. Na sequência, Rick salvou dois pênaltis (um de Cupic e um de Strlek), e João apareceu de novo, dando dois gols de vantagem para o Brasil. Antes do intervalo, Borges assegurou que fosse essa a frente que a seleção levaria para o vestiário, acertando o gol e fazendo 15 a 13.

Brasil x Croácia Mundial de Handebol (Foto: Wander Roberto / Photo&Grafia)
Seleção lutou até os últimos segundos pela vitória e classificação para as quartas (Foto: Wander Roberto / Photo&Grafia)

Se o Brasil fez um grande trabalho no primeiro tempo – João era o artilheiro do jogo com cinco gols – todo esse esforço foi por água abaixo no segundo tempo. Jordi confiou no bom momento de Rick e o colocou no lugar de Bombom para a sequência da partida. Porém, a Croácia demorou três minutos e meio para virar o jogo, aproveitando a defesa brasileira bastante desatenta no começo da etapa e um ataque que se livrava demais da bola (17 a 15). Muito descontente com a inércia da equipe, Jordi pediu tempo, mas a seleção pouco mudou em quadra. O primeiro gol do Brasil no segundo tempo só foi aparecer aos 7 minutos e 24 segundos, num arremesso em que Patrianova subiu sozinho para balançar a rede (18 a 16).

Passados dez minutos de jogo, o Brasil voltou a se reencontrar na partida. Valadão provocou o empate e, após uma defesa de Rick, Zeba recolocou o país em vantagem (20 a 19). O empenho para não desperdiçar chances no ataque e a dedicação na marcação voltaram a ser tão grandes que a equipe não deixou os croatas virarem quando o time verde-amarelo tinha um jogador a menos em quadra – Lucas cumpria suspensão de dois minutos.

Os últimos 10 minutos de jogo foram dramáticos. O placar apontava 22 a 22, e Chiuffa ainda teve um pênalti defendido por Ivic. O Brasil chegou a tomar a virada – quinto gol de Kopljar (23 a 22) – e passou a correr atrás no placar. Há dois minutos do fim, a seleção se via perdendo por 25 a 24. E aí apareceu o talento do atual melhor jogador do mundo. Duvnjak arremessou baixo, e Rick não conseguiu defender (26 a 24). Faltavam apenas 27 segundos para o Brasil tentar pelo menos o empate para forçar a prorrogação. Thiagus chegou a diminuir, mas não deu tempo do 26º gol.

Com 'muralha' na defesa, Brasil garante primeira vitória no mundial masculino de Handebol

Doha (QAT) – Tudo funcionou para o Brasil nesta segunda-feira (19) diante da Bielorrússia na terceira rodada do Campeonato Mundial Masculino de Handebol. De volta ao gigantesco Lusail Murltipurpose Hall, em Doha, no Qatar, o time verde e amarelo praticamente impôs o ritmo da partida e, com uma defesa segura e eficiente, neutralizou os rivais europeus para garantir os primeiros dois pontos na competição, extremamente importantes para a meta da equipe de passar à próxima fase. O placar terminou 34 a 29 (16 a 12 no primeiro tempo), com nove do ponta esquerda Felipe Borges, também escolhido como o melhor em quadra.

Era uma partida de vida ou morte. E, foi com esse espírito que os brasileiros entraram nas quatro linhas, vestindo a tradicional camisa amarela, a número um. Depois de ‘bater na trave’ diante do Qatar e da atual campeã Espanha, uma vitória contra a Bielorrússia, que também não havia vencido nenhum jogo até agora, era a salvação.
Foram mais de três minutos sem nenhum ataque efetivo para os dois lados. Depois de algumas tentativas, a Bielorrússia abriu o placar e, na sequência, se aproveitou de uma falha brasileira para fazer o contra-ataque e marcar o segundo. O Brasil iniciou o marcador com uma cobrança de sete metros de Chiuffa. Daí para frente, foi uma verdadeira guerra na defesa dos dois lados. Atacar pelo centro ficou praticamente impossível, com isso, a maioria das tentativas sobrou para as pontas. Pouco a pouco, o Brasil foi se aproveitando de algumas falhas da Bielorrússia e conseguiu passar à frente no placar. Construindo uma diferença de quatro gols, a equipe nacional conseguiu fechar à frente a primeira parte.
No segundo tempo, a tônica da partida seguiu a mesma. Jordi Ribera fez algumas trocas para descansar um pouco os que estavam em quadra e o ritmo não caiu. A Bielorrússia conseguiu se aproximar um pouco com ataques fortes, mas não passou à frente em nenhum momento. Os contra-ataques brasileiros também fizeram a diferença e seguiram no mesmo ritmo. Foram 63% de aproveitamento durante todo o jogo.
Com certeza, para toda a equipe deu para respirar aliviado, mas o técnico Jordi Ribera fez questão de lembrar que este é só o começo. “Estou muito feliz com os primeiros pontos. Foram muito importantes para nós. Eu sabia que este jogo seria difícil, com muita pressão. Eu acho que o time jogou com mais concentração durante todo o tempo”, destacou o espanhol.
Para ele, a primeira parte do duelo fez toda a diferença e deu mais confiança à equipe. “O primeiro tempo foi mais completo. No segundo foi mais difícil por termos começado com dois minutos de suspensão de dois jogadores. Nos primeiros três minutos foi bem difícil, mas nos últimos 15, o time retornou com a boa defesa, recuperou mais bolas e abriu o placar. Fico muito feliz pelo time, pelos jogadores e pelo primeiro passo que o Brasil deu. Precisamos melhorar para o próximo jogo, que será muito difícil. Para nós é importante melhorar”, afirmou.
Um dos destaques na defesa e também com gols de cima, furando o bloqueio bielorrusso, o armador Thiagus Petrus, concordou que foi um jogo chave para o Brasil. “Foi difícil, mas a nossa Seleção conseguiu neutralizar bem o forte ataque da Bielorrússia e recuperar muitas bolas pra sair no contra-ataque. Durante o jogo, nossa vantagem foi ter arremessado dez bolas a mais que a Bielorrússia e isso nos deu a vantagem de ganhar a partida com cinco gols”, analisou.
Para a Seleção adversária não foi fácil aceitar a derrota para o Brasil, visto que a principal arma bielorrussa, o armador Siarhei Rutenka, demostrou o descontentamento nitidamente após o jogo. Para o técnico Youri Chevtsov o que restou foi saudar os brasileiros e admitir que sua equipe  cometeu falhas em momentos cruciais. “Tivemos muitos problemas. Perdemos várias bolas pela defesa brasileira e não conseguimos encontrar solução para esta situação. Começamos a jogar individual e cometemos mais erros. Também falhamos na defesa e na concentração. Por isso, quero dar os parabéns para o Brasil e desejo o melhor para o restante do torneio”, admitiu.
Ainda pelo grupo A, nesta segunda-feira, a Espanha derrotou o Chile, por 37 a 16, e o Qatar fez uma partida duríssima, mas passou pela Eslovênia, com o placar de 31 a 29. O Brasil encara a Eslovênia pela quarta rodada, na próxima quarta-feira (21).
Gols do Brasil: Borges (9), Chiuffa (7), Thiagus (6), Japa (4), Valadão (3), Tchê (2), Teixeira (1), João Pedro (1) e Lucas (1). Gols da Bielorrússia: S. Rutenka (6), D. Rutenka (6), Nikulenkau (6), Kniazeu (3), Babishev (2), Astrashapkin (2), Pukhouski (2), Kamyshyk (1) e Shumak (1).
Confira os jogos do Brasil
*Horário de Brasília
Quinta-feira (15)
Qatar 28 x 23 Brasil
Sábado (17)
Brasil 27 x 29 Espanha
Segunda-feira (19)
Bielorrússia 29 x 34 Brasil
Quarta-feira (21)
12h – Eslovênia x Brasil
Sexta-feira (23)
12h – Brasil x Chile
Confira a tabela completa com o horário do Qatar em http://goo.gl/pxqBXM
Seleção Brasileira Masculina
Goleiros – César Augusto Oliveira de Almeida (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha) e Luís Ricardo Miles do Nascimento (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).
Pivôs – Alexandro Pozzer (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha) e Vinícius Santos Teixeira (EC Pinheiros-SP).
Armadores – Arthur Malburg Patrianova (BM Villa de Aranda-Espanha), Fernando José Pacheco Filho (EC Pinheiros-SP), Guilherme Valadão Gama (BM Granollers-Espanha), Gustavo Nakamura Cardoso (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), José Guilherme de Toledo (BM Granollers-Espanha) e Thiagus Petrus Gonçalves dos Santos (Nathurhouse La Rioja-Espanha).
Pontas – Cléber Antônio de Andrade (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), Fábio Rocha Chiuffa (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha), Felipe Borges Dutra Ribeiro (Montpellier Agglomeratión-França) e Lucas Cândido (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).
Centrais – Diogo Kent Hubner (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), Henrique Selicani Teixeira (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP) e João Pedro Francisco da Silva (Real Ademar León-Espanha).
Fonte: www.brasilhandebol.com.br

Confira algumas imagens da partida empolgante entre Brasil 27×29 Espanha.

Doha (QAT) – O público presente no Duhail Sports Hall, em Doha, no Qatar, viu um show da Seleção Brasileira diante da atual campeã Espanha, na segunda partida da equipe pelo Campeonato Mundial. O duelo foi marcado pela excelente atuação dos goleiros das duas equipes. No lado brasileiro, César ‘Bombom’ foi o destaque. Pela Espanha, José Manuel Sierra fez a diferença. Depois de levar a partida de igual para igual durante todo o tempo, o Brasil foi superado por apenas dois gols: 29 a 27 (14 a 15 no primeiro tempo). Mas, saiu de quadra com a certeza de que fez um bom papel e que pode conseguir ainda mais até o final da competição.

A partir de agora, para o Brasil é vencer ou vencer. A equipe ainda tem pela frente três partidas. A primeira, contra a Bielorrússia na segunda-feira (19), depois a Eslovênia na quarta-feira (21), e por último, o Chile na sexta (23).
Os brasileiros entraram em quadra com muita vontade de fazer bonito contra a Espanha. O técnico Jordi Ribera iniciou o confronto com uma formação quase toda ‘espanhola’, procurando usar o conhecimento dos atletas que atuam em clubes do país adversário. Apesar da defesa falhar um pouco no início, pouco a pouco ela foi crescendo e dando possibilidades para bons contra-ataques brasileiros. O goleiro César ‘Bombom’ foi um diferencial, salvando vários ataques espanhois, o que possibilitou um placar com apenas um gol de desvantagem no final do primeiro tempo.
A segunda etapa permaneceu com equilíbrio e, mantendo a boa defesa, os brasileiros conseguiram passar à frente no placar por dois gols. A Espanha, nitidamente preocupada com o equilíbrio da partida, começou a pressionar ainda mais. Sierra também fechou o gol e fez a diferença. Assim, o Brasil cometeu alguns erros de finalização que permitiram que os adversários voltassem ao comando, abrindo dois gols. No final, foi difícil igualar outra vez e o marcador foi finalizado em 29 a 27. Os artilheiros do Brasil foram o armador José Guilherme e o ponta Felipe Borges, ambos com cinco gols.
Apesar do placar negativo colocar a equipe em situação mais complicada para a sequência do campeonato, o forte desempenho da partida de hoje deixou o técnico brasileiro nitidamente mais confiante. “Estou feliz com a performance do time. Jogamos muito bem. Tivemos uma atuação boa na defesa e no ataque e acho que o único problema foram os erros no final do jogo. Também sofremos com a boa performance nos últimos dez minutos do goleiro espanhol. Fizemos boas opções de ataque. Dificultamos as ações da Espanha, mas o problema foi o final do jogo”, confessou Jordi Ribera.
Apesar de também ter sido superado pelo Qatar na primeira rodada, o Brasil segue forte com o objetivo de se classificar para as oitavas e sabe que terá mais três fortes oponentes. “Agora, os próximos três jogos serão muito importantes para nós. Serão como três finais. Nosso objetivo é a classificação para a próxima fase e vamos em busca disso”, completou
Bombom disse que a equipe deu tudo que podia e que faltaram detalhes para sair com o resultado positivo. “Na minha visão foi um jogo completo. Atacamos bem e defendemos bem. Fizemos boa transição e perdemos pelos detalhes no final do jogo. A partir de agora temos três finais muito importantes para buscar as oitavas resumiu o atleta que joga no clube espanhol Asociación DeportivaCiudad de Guadalajara.
O técnico da Espanha não se mostrou surpreso com o desempenho brasileiro ao final do jogo. “Neste Mundial todos os jogos são difíceis, neste caso, o Brasil jogou muito bem. Dou os parabéns a eles. Principalmente no segundo tempo. Nós tivemos algumas falhas no ataque. O Brasil estava muito bom no primeiro tempo. Mas, no final do jogo, acho que nossa experiência prevaleceu. Especialmente a do nosso goleiro. Ele fez a diferença”, elogiou.
Gols do Brasil: José Guilherme (5), Borges (5), João Pedro (3), Valadão (3), Chiuffa (3), Lucas (2), Thiagus (2), Vinícius (2), Teixeira (1) e Zeba (1). Gols da Espanha: Cañellas (9), Rivera (7), Aguinagalde (4), Maqueda (3), Guardiola (2), Tomás (1), Entrerrios (1), Morros de Argila (1) e Garcia (1).
Confira os jogos do Brasil
*Horário de Brasília
Quinta-feira (15)
Qatar 28 x 23 Brasil
Sábado (17)
Brasil 27 x 29 Espanha
Segunda-feira (19)
12h – Bielorrússia x Brasil
Quarta-feira (21)
12h – Eslovênia x Brasil
Sexta-feira (23)
12h – Brasil x Chile
Confira a tabela completa com o horário do Qatar em http://goo.gl/pxqBXM
Seleção Brasileira Masculina
Goleiros – César Augusto Oliveira de Almeida (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha) e Luís Ricardo Miles do Nascimento (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).
Pivôs – Alexandro Pozzer (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha) e Vinícius Santos Teixeira (EC Pinheiros-SP).
Armadores – Arthur Malburg Patrianova (BM Villa de Aranda-Espanha), Fernando José Pacheco Filho (EC Pinheiros-SP), Guilherme Valadão Gama (BM Granollers-Espanha), Gustavo Nakamura Cardoso (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), José Guilherme de Toledo (BM Granollers-Espanha) e Thiagus Petrus Gonçalves dos Santos (Nathurhouse La Rioja-Espanha).
Pontas – Cléber Antônio de Andrade (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), Fábio Rocha Chiuffa (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha), Felipe Borges Dutra Ribeiro (Montpellier Agglomeratión-França) e Lucas Cândido (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).
Centrais – Diogo Kent Hubner (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), Henrique Selicani Teixeira (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP) e João Pedro Francisco da Silva (Real Ademar León-Espanha).
Fonte: www.brasilhandebol.com.br

Confira algumas imagens da partida empolgante entre Qatar 28×23 Brasil

Doha (QAT) – Jogo de estreia é sempre complicado. E, a primeira partida do Brasil no Mundial Masculino de Handebol, nesta quinta-feira (15), não fugiu à regra. Diante de uma equipe que jogou em casa, com a torcida à favor, e com uma excelente defesa, não deu para o time verde e amarelo terminar na frente. O Qatar fechou o placar em 28 a 23 (15 a 12 no primeiro tempo) e conquistou os primeiros pontos na competição com sede em Doha e que teve início hoje. Para os brasileiros, não foi o início ideal, mas a equipe sabe que tem potencial para fazer muito melhor e conseguir cumprir o objetivo de passar para a próxima fase.

O Lusail Multipurpose Hall, com capacidade para 15 mil pessoas, já havia visto um show espetacular na abertura oficial do evento. A sequência foi um duelo acirrado, porém, com muitos erros dos brasileiros nos primeiros minutos, o que acabou sendo determinante para o restante da partida.
A equipe teve complicações em passar pela defesa do Qatar e não conseguia colocar a bola no gol. Depois de algumas trocas táticas, o técnico Jordi Ribera ‘colocou ordem na casa’ e a diferença começou a diminuir. Ainda assim, a defesa dos anfitriões seguia muito fechada, liderada pelo bloqueio do goleiro Danjel Saric.
No segundo tempo, o equilíbrio foi mantido, mas com os brasileiros ainda atrás no placar. Com vários ataques pela ponta, Fábio Chiuffa fez a diferença e terminou como artilheiro brasileiro com seis gols. O placar chegou a ficar apertado, mas o Qatar colocou mais pressão no final e garantiu o resultado.
Jordi lamentou o placar negativo, mas disse que os adversários conseguiram desequilibrar com a boa defesa. “O primeiro jogo é sempre difícil para os dois lados. Nossa equipe se preparou muito bem para esta partida, mas os primeiros dez minutos foram bem difíceis. Tivemos vários erros. Depois de 15 minutos o time jogou bem e conseguiu recuperar as bolas. Neste momento o goleiro Saric foi muito bem e dificultou nossa reação nos últimos minutos”, analisou ao final do embate.
Para sábado, o técnico espanhol espera que o Brasil ‘vire a página’ e mostre ainda mais dentro de quadra. “Temos que nos recuperar e melhorar para o próximo jogo. A Espanha é um adversário muito difícil e precisamos de uma melhor performance para este confronto”, acrescentou.
O central Diogo Hubner, um dos mais experientes da equipe brasileira, elogiou o desempenho dos adversários. “O Qatar jogou muito bem e nosso ataque não funcionou. Foi difícil quando tentamos nos recuperar. Na segunda parte, nossa defesa e ataque foram bem melhores. Agora, precisamos descansar, ver vídeos e estudar a Espanha para fazer uma boa partida. Sabemos que podemos fazer muita coisa nesse Mundial e queremos jogar muito bem nos outros duelos.”
O Qatar chegou a este Mundial sob o comando do também espanhol Valero Rivera, que levou a Espanha ao título na última edição em 2013. Ele parabenizou o time brasileiro por fazer frente a sua equipe todo o tempo, mas também destacou a defesa qatari. “O primeiro jogo do campeonato que jogamos em casa é complicado. Hoje ganhamos por nossa defesa e nosso goleiro. Em momentos importantes o time jogou bem. Os últimos dez minutos foram importantes para nós.”
No sábado (17), o Brasil volta à quadra para enfrentar talvez o adversário mais difícil do grupo, a Espanha, que faz sua primeira partida na competição. O encontro está marcado para as 12h (horário de Brasília), com transmissão dos canais SporTV, ESPN, SporTV Play e atualização em tempo real pelo Globoesporte.com
Gols do Brasil: Chiuffa (6), Tchê (5), João Pedro (4), Thiagus (2), Arthur (2), Borges (2), Lucas (1) e José Guilherme (1). Gols do Qatar: Mahmoud (6), Markovic (5), Capote (4), Roine (3), Memisevic (3), Benali (3), Mallash (2), Al-Karbi (1) e Madidi (1).
Confira os jogos do Brasil
*Horário de Brasília
Quinta-feira (15)
Qatar 28 x 23 Brasil
Sábado (17)
12h – Brasil x Espanha
Segunda-feira (19)
12h – Bielorrússia x Brasil
Quarta-feira (21)
12h – Eslovênia x Brasil
Sexta-feira (23)
12h – Brasil x Chile
Confira a tabela completa com o horário do Qatar em http://goo.gl/pxqBXM
Seleção Brasileira Masculina
Goleiros – César Augusto Oliveira de Almeida (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha) e Luís Ricardo Miles do Nascimento (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).
Pivôs – Alexandro Pozzer (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha) e Vinícius Santos Teixeira (EC Pinheiros-SP).
Armadores – Arthur Malburg Patrianova (BM Villa de Aranda-Espanha), Fernando José Pacheco Filho (EC Pinheiros-SP), Guilherme Valadão Gama (BM Granollers-Espanha), Gustavo Nakamura Cardoso (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), José Guilherme de Toledo (BM Granollers-Espanha) e Thiagus Petrus Gonçalves dos Santos (Nathurhouse La Rioja-Espanha).
Pontas – Cléber Antônio de Andrade (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), Fábio Rocha Chiuffa (Asociación Deportiva Ciudad de Guadalajara-Espanha), Felipe Borges Dutra Ribeiro (Montpellier Agglomeratión-França) e Lucas Cândido (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP).
Centrais – Diogo Kent Hubner (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP), Henrique Selicani Teixeira (TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté-SP) e João Pedro Francisco da Silva (Real Ademar León-Espanha).
Fonte: www.brasilhandebol.com.br