santa cru

Na estreia de Sérgio Guedes, Santa Cruz apresenta melhoras e empata com a Lusa

Daniel Leal – Diario de Pernambuco

Por enquanto, o Santa Cruz não tem ainda a cara do técnico Sérgio Guedes. Mas pode-se dizer: está no caminho certo. Na estreia do treinador, o Tricolor não fez uma grande partida contra a Portuguesa, na tarde deste sábado, no estádio Canindé. Porém, visivelmente mais motivado, no mínimo apresentando mais raça do que nas últimas partidas, a equipe conseguiu buscar um empate com a Lusa: 1 a 1. Após sair perdendo, Flávio Caça-Rato, que entrou no segundo tempo, acabou sendo o autor do gol de empate.

Vale lembrar que, na próxima quarta-feira, a Portuguesa será julgada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por ter abandonado o jogo da estreia contra o Joinville na estreia da Série B. Na ocasião, a equipe paulista poderá ser excluída da competição e fazer, consequentemente, com que este jogo com o Santa Cruz em nada valha.

De qualquer forma, com o empate, o Santa Cruz segue sem vencer na Série B. Mas também sem perder. São dois pontos somados, que colocam a equipe na 12º posição. O Tricolor voltará a campo às 21h da próxima sexta-feira, no Arruda, diante do Paraná. Até lá, Sérgio Guedes terá tempo para, de fato, dar início aos trabalhos nos treinamentos e, aos poucos, dando a sua cara à equipe.

O jogo
A estreia do técnico Sérgio Guedes não fez o Santa Cruz deixar de lado velhos erros. Em contrapartida, ao menos, a equipe voltou a ter alma. Disposição para marcar, no mínimo. Tanto que, até os 30 minutos do primeiro tempo, o Tricolor não jogou, mas também não deixou a Lusa jogar. Partida truncada, feia. Quando a Portuguesa conseguiu furar o bloqueio coral, lá estava Tiago Cardoso. O goleiro foi o melhor atleta do primeiro tempo. Salvou a equipe três chances claras de Felipe Nunes (aos 31), Coutinho (aos 34) e, por fim, um milagre na cabeçada de Romão (aos 40).

Foi justamente nesse momento em que a Lusa foi mais ao ataque, que os espaços apareceram para o Santa Cruz. Melhor jogador de linha coral, Carlos Alberto por muito pouco não acerta um chutaço aos 36. Léo Gamalho e Raúl tiveram uma chance cada nos minutos seguintes. E, apesar de a Portuguesa ter tido as melhores chances, pode-se dizer que a etapa inicial foi marcada pelo equilíbio entre as duas equipes.

No segundo tempo, o Santa Cruz manteve a tônica: mais transpiração do que inspiração. Ciente das limitações, a equipe coral optava pelos contra-ataques. A partida seguia equilibrada, quando aos 17 Gabriel Xavier encontrar Rudnei na área. A defesa coral, que vinha bem, parou, e viu o atacante mandar para o gol. O gol despertou mais os tricolores, que resolveram se arriscar mais ao ataque. Deu certo. Mais ousado, encontrou o empate aos 22 minutos. Carlos Alberto passou para Caça-Rato, aproveitando bate-rebate, chutou com categoria para as redes.

Após o gol, o jogo ficou ainda mais aberto, com chances de gols para os dois lado.s Luan perdeu gol incrível aos 35. Léo Gamalho e Caça-Rato tiveram a chance da virada. No fim, os atletas corais comemoraram o ponto conquistado fora de casa.

Ficha do jogo

Portuguesa 1
Gledson; Régis, Gustavo, Djair e Eduardo; Diego Silva, Coutinho, Gabriel Xavier e Felipe Nunes (Rudnei – aos 7’ do 2°T); Vander (Laércio – aos 16’ do 2°T) e Romão (Luan – aos 25’ do 2°T).
Técnico: Argel Fucks.

Santa Cruz 1
Tiago Cardoso; Oziel, Everton Sena, Renan Fonseca e Zeca (Nininho – aos 35’ do 2°T); Sandro Manoel, Luciano Sorriso, Raul (Flávio Caça-Rato – intervalo), Carlos Alberto e Renatinho; Léo Gamalho.
Técnico: Sérgio Guedes.

Local: Estádio Canindé, em São Paulo. Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF). Assistentes: Wendel Gouveira e Lilian Fernandes (RJ). Gols: (P) Rudnei (aos 17’ do 2°T); (S) Flávio Caça-Rato (aos 24’ do 2°T) Cartões amarelos: (P) Régis (aos 42’ do 1°T), Diego Silva (aos 10’ do 2°T), Eduardo (aos 14’ do 2°T), Rudnei (aos 33’ do 2°T); (S) Oziel (aos 49’ do 1ºT).